domingo, 31 de outubro de 2010

What’s up, doc? (o que há velhinho?)

Parafraseando o Pernalonga, isto vai para o Massinha. Anda calado, sem pique, seria para sacanear o espanhol? Corridas sem brilho, sem disputa, o negócio que não se adaptou aos pneus já esgotou, o trânsito de pista também já deu, então what’s up, doc? Wait for 2011?.

Já se viu que o espanhol não gosta de pressão, foi assim com o Hamilton, então o que fez o menino do banco? Mudou de equipe. Outros brasileiros, Emerson enfrentou o Rindt, se bem que por pouco tempo, Piquet enfrentou o Lauda, Senna enfrentou o Prost e o que aconteceu? A não ser o Rindt, os outros mudaram de equipe. O que aconteceu com o Rubinho e agora o Massa? Eles têm de enfrentar a condição de segundo piloto, e pelo menos o Rubinho tinha que bater com o Schumacher, o trabalho do Massa não deve ser tão mais difícil.

E o que acontecerá com o Massa se o toureiro se tornar campeão? Voltar para a Sauber? Calar a boca de vez e não fazer cara de muxoxo. Aceitar a condição e receber seus poucos milhões de dólares para ser o Sancho Pança da Ferrari.

Agora, o que o pessoal faz para o Don Quixote ser campeão é brincadeira, este campeonato parece o campeonato brasileiro, o Fluminense, só patina, o Cruzeiro está desvalorizando, meu time só ressucita defunto, perdeu dos bambis, aos 48 do segundo tempo, perdeu do lanterna de virada! Na F1, os dois Red Bulls, de fato os touros devem estar vermelhos de VERGONHA, um bate no outro, bate no muro sozinho, quebra o motor na hora que não pode e o que pode acontecer??? O cavalinho espanhol ganhar dos touros... Bom se pensarmos em touradas no final o toureiro sempre ferra a vida do touro.

Agora vai ser esperar a próxima semana e ver o que acontecerá em Interlagos. Chuva, sol, neblina, sei lá o que mais. Mas o mais importante vai ser encontrar um bando de malucos, o bando de loucos é para o time da Marginal sem número!, que apesar da FIA, do toureiro, do massinha chorão, vai se encontrar, se divertir e depois ficar se lamentando que só vai acontecer a mesma coisa no ano de 2011. Ah, é mesmo no meio da bagunça vai até haver uma corridinha de Fórmula 1.

Até sábado e que venham os camisas amarelas!

Boa eleição, e um grande abraço.

Dr. Roque

GGOO BOLÃO F1 2010 - Resultados do GP CORÉIA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - VETTEL
Posição no Grid Aleatória (15º) - ALGUERSUARI
Volta mais rápida na corrida - ALONSO
01º colocado na corrida - ALONSO
02º colocado na corrida - HAMILTON
03º colocado na corrida - MASSA
04º colocado na corrida - SCHUMACHER
05º colocado na corrida - KUBICA
06º colocado na corrida - LIUZZI
07º colocado na corrida - BARRICHELLO
08º colocado na corrida - KOBAYASHI
09º colocado na corrida - HEIDFELD
10º colocado na corrida - HULKENBERG

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
45 pontos - JOÃO FELICIANO
37 pontos - MARCELÃO
28 pontos - RAFAEL FREITAS
23 pontos - FABRICIO
21 pontos - PRIMEIRA DAMA
18 pontos - CÁSSIO / STIK10 / A. ROQUE / MATHEUS SILVA / RODRIGO PIOIO / IGOR DPN / NETO ROX
15 pontos - RICARDO
13 pontos - MARCOS
10 pontos - CAROL NICOLINI
08 pontos - RUI LENHARI R10 / TIO BRUNO / RODRIGO CABRAL
02 pontos - S
01 ponto - ELMER
Os demais participantes não pontuaram

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

sábado, 30 de outubro de 2010

GGOO News - Edição 5 - Promoção


Diretor da GGOO News não identificado comemorando os resultados


Primeiramente gostaria de agradecer aos mais de 300 leitores que responderam a promoção "Ande de Kart de Graça" da edição 5 da revista GGOO News. Desses 300, poucos erraram, ou seja, o pessoal realmente leu a revista e soube achar a resposta, tanto que a maioria das respostas foi igual a que tava na revista, um copia e cola descarado, mas válido, que nos agradou. Toda a equipe GGOO está orgulhosa por este resultado, e tudo foi conseguido graças a você, leitor da GGOO News. Também conseguimos bater o nosso recorde de leituras em 2 semana, chegando a quase 6 mil leituras juntando todos os servidores e downloads.

Dia 2 agora é o sorteio, fiquem ligados. E muito obrigado.

ESPECIAL GP BRASIL: A RETIRADA DE INGRESSOS

Para você que é estudante, aposentado ou professor de ensino municipal e estadual, hoje começa a retirada dos ingressos.

Documentos exigidos para retirada do ingresso e acesso ao autódromo:

Estudantes deverão apresentar:

- Carteira de estudante ou comprovante de matrícula referente ao semestre letivo em que acontecerá o evento ou comprovante do último pagamento da mensalidade;
- RG original.
O ingresso para menores de 16 anos poderá ser retirado pelos pais, que deverão apresentar o RG original comprovando filiação e os documentos acima mencionados.

Professores da Rede Estadual de Ensino de São Paulo deverão apresentar:

- RG original;
- Holerite do mês anterior ao evento.
Aposentados deverão apresentar:

- Documento que comprove a condição de aposentado (Carta da Concessão do Benefício emitida pela Previdência Social ou Extrato do pagamento da aposentadoria);
- RG Original.
Maiores de 60 anos deverão apresentar:

- RG original.
Documentação Estudantil:

Carteira de Identificação Estudantil:

- De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, não serão aceitas carteirinhas de estudante emitidas pela STB (ISIC) como comprovante de direito à meia-entrada.
- Para ser aceita, a carteira estudantil emitida pela instituição de ensino deve conter data de validade ou ano letivo.
Declaração de matricula:

- Este documento deve ser emitido em papel timbrado, carimbado e assinado pela instituição de ensino. Não será aceito cópia do documento.
- A declaração de matrícula emitida a mais de 60 dias da data do evento, não será aceita.
Comprovante de pagamento da mensalidade escolar:

- Serão aceitos apenas os comprovantes de pagamento originais do mês em curso ou do mês anterior a data do evento.
Retirada do ingresso:

O ingresso deverá ser retirado, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DOS DOCUMENTOS EXIGIDOS POR LEI e após recebimento do código de autorização do cartão de crédito, na bilheteria do autódromo de Interlagos, entre os dias 30 de outubro e 04 de novembro de 2010, das 9h às 17h, nos dias 05 e 06 de novembro, das 7h às 17h, e no dia 07 de novembro, das 7h ao meio-dia. A bilheteria fica na av. Senador Teotônio Vilela, s/n, ao lado do portão 7.

Para seu maior conforto, orientamos que a retirada do ingresso seja feita antecipadamente.

Haverá fiscalização rigorosa da documentação no momento da retirada do ingresso, assim como para entrada no autódromo nos dias do evento. A apresentação da documentação completa não será dispensada em hipótese alguma.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2005

O Autódromo de Interlagos começou a ficar azul já na pole position conquistada por Fernando Alonso. Seis vitórias, cinco pole positions, seis segundos e um quarto lugar eram o retrospecto de Alonso até ele subir em terceiro no pódio do GP do Brasil, colocação que lhe deu o título mundial. Pode não ter sido uma avalanche à Michael Schumacher, mas ele foi o piloto mais regular do ano, que mudou a história da F-1, fechando a era vermelha da Ferrari e de Schummy.

Asturiano de Oviedo, 24 anos, Alonso tornou-se o mais jovem campeão da F-1 após competir em 66 grandes prêmios e marcar 8 pole positions, 7 vitórias e 225 pontos. Alonso garantiu o título a partir da 32ª volta, ao se firmar em terceiro. Não interessava se fosse Montoya ou Raikkonen o vencedor e pouco importava o jogo de equipe da McLaren. A chuva que ameaçava cair durante a prova só apareceu para refrescar a comemoração, na hora de a equipe receber seu campeão nos braços.

Alonso e a Renault conquistaram duas proezas inéditas: o espanhol, o título de pilotos, e a Renault, o primeiro campeonato mundial totalmente azul, com carro e motor franceses. Com oito vitórias em 2005 – sete de Alonso e uma de Giancarlo Fisichella –, o foguete azul derrotou a McLaren, conquistou o campeonato mundial de construtores e relegou a Ferrari a ilustre coadjuvante.

Resultado final
1 - Juan Pablo Montoya - McLaren-Mercedes
2 - Kimi Raikkonen - McLaren-Mercedes
3 - Fernando Alonso - Renault
4 - Michael Schumacher - Ferrari
5 - Giancarlo Fisichella - Renault
6 - Rubens Barrichello - Ferrari
7 - Jenson Button - BAR-Honda
8 - Ralf Schumacher - Toyota
Pole-position - Fernando Alonso-Renault

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Shadow, 1975

ESPECIAL GP BRASIL - PARA QUEM VAI: A FILA

Falaremos agora de uma das coisas mais legais que acontecem no GP Brasil: A tão tradicional fila do Setor G. Nela é que se separa os aficcionados dos que gostam e apreciam a F1.

A fila sempre contém as mesmas figurinhas de todo ano como: Pisa Fundo, A Turma da Placa dos 100, P7, o pessoal de jundiaí (esqueci o nome da turma deles) e claro, a GGOO, entre outros anônimos que não fazem parte de nenhuma torcida, mas que sempre estão lá. E ao contrário do que se imagina, todas se dão muito bem, ou seja, automaticamente uma zoa a outra e vice-versa.

A fila basicamente começa a funcionar logo no sábado de madrugada, com alguns torcedores que vem do interior ainda na sexta e já se alojam em frente ao portão do G. No sábado a fila não é muito grande. Isso não significa que se você chegar às 5 da manhã será o primeirão.

O engraçado mesmo acontece no término do Q2 onde já começa a movimentação de alguns loucos e loucas atrás do melhor lugar na fila. A partir daí o negócio funciona da seguinte maneira: Ou você é apaixonado por todo esse ambiente, ou definitivamente, não ficará nos melhores lugares.

Barracas de acampamento começam a ser armadas, geradores começam a ser tirados das vans e carros, os megafones são recarregados após exaustivo uso, improvisos com lonas e pedaços de pau também sempre fazem parte. Geladeiras de isopor começam a tomar espaços e como se fosse apenas mais um camping as pessoas vão se ajeitando, algumas começam a tirar um cochilo até serem acordados ou por alguém da mesma turma, ou por alguém que nunca viu na vida.


A cada hora que passa a multidão que teria tendência a diminuir vai aumentando cada vez mais. Alguns privilegiados que moram em São Paulo (e nisso inclui esse que vos escreve e o diretor do blog) retornam para tomar um rápido banho e voltar à companhia dos outros aficcionados. Outros, tomam banho nas casas dos simpáticos moradores que alugam suas casas nas redondezas para que se possa tomar banho e usar o banheiro. Outros já começam a encher a cara, e esses sim não se lembrarão em nada da corrida. A noite começa a cair e com ela também a temperatura.

Nesse momento começam as recordações e as rodinhas de lembranças de outras corridas, de coisas que aconteceram durante a temporada e as amizades começam a se fortificar.

No decorrer da noite, todo o tipo de assunto é lembrado: de política à travessura que o filho mais novo fez na escola na semana passada. Os novatos escutando as histórias dos mais velhos, os mais velhos apresentando o pessoal para os novatos, enquanto ao fundo, sempre alguma turma que está com gerador liga o som para dar uma animada no pessoal. Entre uma conversa e outra algum maluco desce correndo com um megafone pedindo pra todo mundo acordar.


Durante a madrugada, aqueles que puderam ir em casa, como forma de retribuição aos conhecidos, geralmente voltam à fila trazendo generosas garrafas térmicas e pães fresquinhos com manteiga e queijo para aqueles que vem de longe.

Já são em torno de 5:30h quando as primeiras barracas começam a ser desmontadas. Como se tivéssemos ensaiados meses e meses o processo de logística, as barracas vão desaparecendo, e aqueles que conseguiram dormir durante a fria (devido a proximidade da represa) e agitada noite vão despertando e ajudando na desmontagem das coisas.

Lá pelas 6h, todos já estão pronto e anciosos para a abertura do portão. Às 6:30h já começa um certo empurra-empurra já que sempre a Polícia Militar abre os portões antes das 7h. Quando o policial diz ao primeiro da fila, "Pode vir", como um efeito instantâneo, todos os outros guardas já possuem algum torcedor em sua frente pronto a ser revistado e ir para a catraca.

Passada a catraca, e aí começa uma corrida (literalmente) de cerca de 200 à 300 metros para o início da escadaria que atravessa a pista de apoio. E a partir daí, todos querem o melhor lugar.

E nós, com churrasco, muita bagunça e muita diversão, estaremos lá, mais uma vez!!!

O resto, ah, deixa que a história conta!!!

Bom, acredito que seja isso, caso tenham mais alguma dica além destas e aquelas que estão na nossa revista (http://www.revistaggoonews.com.br/) sobre como é a fila, fiquem a vontade e comentem!

GGOO News - Edição 5 - Download PDF

Agora sim, o PDF saiu!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2004

Em 2004, o GP do Brasil mudou para o final do ano e passou a ser a última etapa do campeonato. Mais uma vez, a temporada foi fácil para Michael Schumacher, que chegou à prova brasileira com o título garantido por antecipação.

Mas se a corrida poderia parecer morna para alguns, ela ganhou um tempero a mais com a pole-position de Barrichello nos treinos.


A expectativa em torno de uma vitória após seguidas decepções era grande, mas, conforme a pista foi secando, a briga pelo primeiro lugar ficou entre Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya. Por ironia do destino, ambos seriam parceiros de equipe na temporada seguinte.

A vitória ficou com o colombiano, que cruzou a linha de chegada seguido de perto por Raikkonen. O dia não foi bom para os brasileiros: Ricardo Zonta, convocado para substituir Olivier Panis às pressas, terminou em 13º; Felipe Massa chegou até a liderar por alguns instantes, mas fechou a corrida em oitavo.

Já Barrichello terminou a prova de Interlagos pela segunda vez em sua carreira, subindo ao pódio na terceira posição, frustrando a torcida que o apoiava desde os treinos de sábado. Restou ao piloto da Ferrari se contentar com o vice-campeonato, já que a taça era de Schumacher.


Resultado final
1 - Juan Pablo Montoya - Williams-BMW
2 - Kimi Raikkonen - McLaren-Mercedes
3 - Rubens Barrichello - Ferrari
4 - Fernando Alonso - Renault
5 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
6 - Takuma Sato - BAR-Honda
7 - Michael Schumacher - Ferrari
8 - Felipe Massa - Sauber-Petronas

Pole-position - Rubens Barrichello - Ferrari

SENNA NA LOTUS?

Após o complicado ano na Hispania, Bruno Senna está perto de conseguir algo melhor na temporada 2011 da Fórmula 1, afirma o site Globoesporte.com. O brasileiro negocia com a Lotus e as conversas já estão bem avançadas para conseguir um dos cockpits da equipe. Quem sairia seria o veterano italiano Jarno Trulli, perto do fim de carreira. O time não quer se desfazer do finlandês Heikki Kovalainen, cujo desempenho agradou muito neste ano.

Segundo fontes ligadas ao piloto brasileiro, no entanto, ele ainda precisaria confirmar um patrocinador para assegurar a vaga na Lotus. Os empresários do piloto negociam com várias empresas do país para reeditar a parceria do sobrenome Senna com a equipe anglo-malaia, que anunciará no GP do Brasil a chegada dos motores franceses Renault. As duas empresas foram parceiras na Fórmula 1 nos anos 1980.

A Hispania faz uma temporada muito ruim. Além de ter confirmado participação em cima da hora, a equipe não sabia se teria condições de levar seus carros para o Bahrein. Eles foram montados durante o primeiro treino livre, sem nenhum quilômetro em testes. Bruno levou para a equipe dois patrocinadores (a Embratel e o Banco Cruzeiro do Sul), que estão estampados desde o início. Apesar disso, o piloto ficou fora do GP da Inglaterra, ao ser substituído pelo japonês Sakon Yamamoto, ex-Spyker e Super Aguri, que pagou US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 8,8 milhões) pela vaga. Além disso, os carros da Hispania andam cerca de oito segundos mais lentos que os primeiros colocados.

O sobrenome Senna tem uma longa história com a Lotus. Ayrton, tio de Bruno, correu pela equipe inglesa por três temporadas, de 1985 a 1987. O tricampeão conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 com a Lotus-Renault 97T no GP de Portugal de 1985, em Estoril. Ele conquistou seis triunfos, 24 pódios, 16 poles e 150 pontos no time inglês antes de ir para a McLaren, em 1988, ano de seu primeiro título mundial na maior categoria do automobilismo.

Futuro promissor para a Lotus em 2011


A Lotus é a grande aposta entre as equipes novatas para a próxima temporada da categoria. Ela confirmou que usará o câmbio e os sistemas hidráulicos da RBR a partir de 2011. A equipe encerrou a parceria com a Cosworth e usou a problemática caixa de velocidades da Xtrac em 2010. O inglês Mike Gascoyne, diretor-técnico do time, está otimista com a parceria, principalmente por causa da liberdade de projeto que proporcionará ao time de projetistas.

- O anúncio de que chegamos a um acordo de vários anos com a RBR para o fornecimento de câmbios e sistemas hidráulicos a partir de 2011 é um grande passo à frente para nós, tanto na engenharia quanto nas nossas ambições para o futuro. Este pacote tem uma importância grande no desempenho do carro, não apenas na pista, mas no projeto e nos pacotes aerodinâmicos. O fim dos difusores duplos aproximará o desenho da parte traseira dos carros e o contrato deverá ajudar no projeto para a próxima temporada - disse Gascoyne.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2003

Até a pé nós iremos à Interlagos ver o GP Brasil de Fórmula 1. Esta frase me lembra muito a situação que vivi no GP de 2003. No sábado foi só alegria, um sol para cada um e um Rubens Barrichello super inspirado, fez com que todos vibrassem com uma pole-position conquistada na marra.

Como é bom ver um piloto brasileiro na pole-positon do GP em que tanto sonhou em ganhar. A expectativa era de que, enfim, isso pudesse ocorrer.

Porém o domingo amanheceu diferente, um clima estranho tomava conta da cidade, um misto de frio, chuva e sol era a sua característica. Mas este clima estranho ficou ainda pior quando chegamos no local de saída dos ônibus especiais para Interlagos. Simplesmente não havia ônibus porque os motoristas resolveram protestar e fazer greve. Enquanto alguns fechavam pacotes astronômicos com os motoristas de taxi, conseguimos convencer o coordenador das compras a fechar uma única Kombi, só de ida, para Interlagos.

Chegando em Interlagos, os ventos começam a mudar de direção e o tempo nublado se transforma em uma chuva homérica, para quem estava na placa dos 50m, mal dava para enxergar a saída dos boxes, era chuva que não acabava mais. Não adiantava nem reclamar com São Pedro, tamanha era chuva, quanto mais reclamávamos e virávamos de costas para pista, mais a chuva virava em nossas direções. Capa de chuva, pouco adiantava...festa, brincadeiras na arquibancada...não...o silêncio tomava conta do autódromo a espera de boas notícias.

A primeira não foi nada boa, a curva do lago estava simplesmente alagada e pela rádio que também transmite o GP as informações eram de que não haveria corrida. O desespero tomou conta de todos, ninguém sabia ao certo o que fazer. Alguns foram embora, outros ficavam atônitos.

Uma pseudo tranquilidade só veio quando o Safety-car passou pela reta, era o indicativo de que poderíamos ter corrida, mas ao parar na curva do lago a cena mais desesperadora, o volume de água era tanta que a pequena poça batia na metade da porta da Mercedes, parecia carro em alagamento na Marginal Tietê.

No famoso jeitinho brasileiro, pás e picaretas foram levadas às pressas ao local e buracos para escoar a água foram abertos rapidamente, o problema continuava pois a chuva não parava. Mas como um aviso, 1 hora antes da largada ela foi diminuindo e com isso a água foi escoando, escoando até ficar só o barro na pista.

Mais uma vez o pessoal de apoio teve que trabalhar as pressas para limpar a pista e quando estavam acabando, os primeiros roncos dos motores foram ouvidos. Não eram os roncos da Fórmula 1, mas daquela categoria que seria o embrião da SuperClassic (hoje Classic Cup), com um DKW puxando a fila com uma frase no mínimo curiosa: STOP BOMB IRAQ. A guerra do Iraque havia começado a poucos dias, e o intrépido piloto chamado Flávio Gomes deu o seu recado enquanto narrava as voltas pela pista. Atrás dele vários carros que fizeram história no automobilismo nacional, DKW's, Brasílias, Fuscas e até o Patinho Feio estavam presentes...o sorriso voltou a tomar conta de todos.

Assim, sem atrasos, mas sem largada a corrida foi iniciada, e o resto da história todos nós conhecemos...muita confusão, que culminou na maior decepção do final de semana: o abandono do Rubinho com uma suposta pane seca. Um acidente no fim e uma vitória inesperada, esse foi o resultado de toda essa corrida.

Por fim a volta para casa que demorou 4 horas e meia, com chuva à espera dos ônibus certos rumo a tão sonhada cama.

Resultado final
1 - Giancarlo Fisichella - Jordan-Ford
2 - Kimi Raikkonen - McLaren-Mercedes
3 - Fernando Alonso - Renault
4 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
5 - Heinz-Harald Frentzen - Sauber-Petronas
6 - Jacques Villeneuve - BAR-Honda
7 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
8 - Jarno Trulli - Renault
Pole-position - Rubens Barrichello - Ferrari

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Cristian Fittipaldi, 1994

ESPECIAL GP BRASIL - PARA QUEM VAI: A MOCHILA

Talvez o item mais importante da preparação para ir à corrida, é a bendita mochila que deverá ser levada. Nela deverá conter praticamente todos os itens para se sentir a vontade e não depender de nada da estrutura de alimentação do autódromo.

Assim, como no outro post, falarei sobre o que faz parte da minha mochila. São apenas recomendações, mas muitas dessas coisas você encontrará em 90% das mochilas que todo ano esta lá e já pegou as mais diversas situações.

Vamos lá: primeiramente que tipo de mochila levar? Isso varia muito de acordo com o gosto pessoal, mas o que acho interessante e não abro mão, é pelo menos um compartimento da mochila que seja impermeável. Para quem lembra do ano passado e de 2003, sabe do que estou falando. Sempre tem algo na mochila que você não gostaria que tivesse molhado. Algumas mochilas também possuem compartimento térmico. Isso é bem legal também. Mais abaixo vocês entenderão o por que:

- Máquina fotográfica e pilhas: apesar de hoje em dia quase todas as câmeras possuírem bateria, ainda há aquelas que utilizam pilha. E claro, no mínimo uns dois ou três pares de pilhas reserva. Afinal, vai ter bastante coisa para fotografar e filmar.

- Protetor solar: sim, isso é ítem mais do que obrigatório em todas as mochilas. Não importa se faz frio, calor, vento ou chuva. Você será zuado por um tempinho enquanto passa, mas fique tranquilo, vai chegar a sua vez de zuar os outros. Afinal, quem é figurinha carimbada do setor G sempre leva, sempre passa, sempre é zuado, e sempre zoa quem passa.

- Óculos de sol: já falei sobre ele no ítem das roupas, mas nunca é demais reforçar. Eles são importantes, principalmente se estiver um dia aberto.

- Radinho de pilha ou celular com rádio am/fm: Lá do setor G é impossível ouvir o narrador do autódromo, então você terá que acompanhar pelo rádio. A não ser que você queira ficar enchendo o saco dos outros perguntando como está a situação na pista.

- Capa de Chuva: Quando chove em Interlagos, simplesmente não cai água do céu, pelo menos por alguns minutos parece que pegaram a represa que tem do lado e viraram sobre a nossa cabeça. Ou seja, aquelas capinha de "dois real", que serão vendidas por "dé real" na hora que começar a chuva não irão adiantar muita coisa. Pelos mesmo "dé real" você consegue comprar uma capa que irá te proteger mto mais da chuva. São encontradas em lojas de departamento.

- Shorts ou Bermuda: Como o meu físico de chassi de grilo não permite que eu passe muito calor, sempro levo uma bermuda na mochila para a hora que começa a esquentar o tempo.

- Chinelo e par de meia: Sim, caros leitores, eu levo um confortável par de Havaianas na mochila. Não para ficar andando pelas dependências, mas por uma simples razão: A chuva. Nos primeiros pingos já coloco o chinelo e guardo o tênis e as meias dentro da mochila. Quando acaba a chuva, meus pés estão gelados e molhados. Se eu tivesse de tenis estariam da mesma maneira, mas com o par de meia que levo a mais, posso secar o pé, colocar meias limpas para manter o pé aquecido dentro do tenis seco e aí é um problema a menos. Isso vai do gosto de cada um, muitos acharão frescura, outros aprovarão a idéia.

- Pacote de bisnaguinha: Sim, isso mesmo, aquela Binsaguinha da Seven Boys. Eu acho que ela foi inventada por alguém que gostava de passar os finais de semana em autódromos. Em casa abro o saco, preparo sempre algumas derivações de bisnaguinha com queijo e salame e também com queijo e presunto. Volto-as para o saco e com isso sei que não preciso gastar uns R$6,00 num espetinho de churrasco frio, ou em uma pizza borrachuda com muito óleo e pouco sabor.

- Bolacha: sempre é bom levar um ou dois pacotinhos de bolacha. Muita gente leva, então não estranhe se você levar um pacote de bolacha de chocolate e acabar terminando o final de semana com um pacote de bolacha de morango. O cooperativismos é sensacional!!!

- Sucos de caixinha: aquelas embalagens do tamanho das de toddynho são muito bem-vindas. Afinal, não permitem entrar com latinhas e garrafas de plástico, independente do tamanho. Todo ano a organização fala que até 600ml pode, mas na hora, a Polícia Militar não permite. Então, evite um transtorno e o desperdício. Sempre tem um outro que consegue entrar com latinhas, mas eu, particularmente, prefiro não correr o risco.

Enfim, por alguns desses motivos, acho interessante a mochila possuir um compartimento impermeável e outro térmico. Claro, não são todas as mochilas que possuem isso, mas você pode improvisar. Uma sacolinha de supermercado dentro da mochila já protege o tênis, a câmera e o celular numa eventual chuva. E existem modelos pequenos de bolsas térmicas que você pode colocar dentro da mochila para deixar os lanches e os sucos.

Além disso tudo, é legal deixar um espaço para um possível souvenir que você venha a comprar no autódromo.

Ah, claro, uma observação muito importante: Uma mochila não vai sozinha ao autódromo. Então se você ver uma mochila sem seu dono por perto e resolver sentar no mesmo lugar, geralmente será avisado que esse lugar já tem dono e que por algum motivo ele não está presente. Seja por ter ído ao banheiro, seja por ter ído dar uma volta, seja por ter ído comprar um souvenir. Então respeite a mochila, caso contrário levará um sonoro "DEEEEEEEEEEESCE FDP!!!" e a união da arquibancada se fará presente!!!



Bom, acredito que seja isso, caso tenham mais alguma dica além destas e aquelas que estão na nossa revista (http://www.revistaggoonews.com.br/) sobre o que levar na mochila, fiquem a vontade e comentem!

Até a próxima!!!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2002

O domingo amanheceu com muito sol em Interlagos, que poucas horas depois testemunharia uma das provas mais conturbadas da F-1 em 2002.

Ainda no warm-up, o brasileiro Enrique Bernoldi se acidentou na saída do “S” do Senna, próximo ao local em que o Medical Car se encontrava estacionado. O piloto do carro de apoio, Alex Dias Ribeiro, se preparava para sair do veículo quando Nick Heidfeld surgiu desgovernado e destruiu a porta da perua Mercedes-Benz. Dias Ribeiro escapou ileso.


As emoções continuaram na largada. Michael Schumacher ultrapassou Juan Pablo Montoya para assumir a liderança, mas logo foi tocado pelo colombiano. Montoya acabou levando a pior e perdeu o bico de sua Williams, caindo para o último lugar.

Rubens Barrichello, que corria com o carro da temporada anterior, largou em oitavo, mas assumiu o segundo lugar em apenas seis voltas. Com sua Ferrari estava mais leve do que a maioria dos carros na pista, Barrichello logo assumiu a liderança. Mas a alegria do torcedor durou pouco: na 17ª volta, problemas hidráulicos forçaram o piloto a abandonar a corrida.

A briga pela vitória ficou entre os irmãos Schumacher. Ralf seguiu Michael por quase vinte voltas, mas sem ameaçá-lo. Tranquilo, o piloto da Ferrari venceu pela quarta vez em Interlagos, mas não recebeu a bandeira quadriculada. Culpa de Pelé, que olhou para trás na hora exata em que Schumacher cruzou a linha de chegada.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Ferrari
2 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
3 - David Coulthard - Britain
4 - Jenson Button - Renault
5 - Juan Pablo Montoya - Williams-BMW
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Renault
Pole-position - Juan Pablo Montoya - Williams-BMW


Aqui, um link para a corrida completa: http://www.mgoon.com/view.htm?id=1836335

GGOO News - Edição 5 - Download PDF e Errata

Aos que pediram o download da revista em PDF, ela poderá ser baixada diretamente da 2ª alternativa de vizualização. O tamanho é de 99MB. O Link para visualizar e baixar a revista é este: http://issuu.com/ggoo_news/docs/ggoo_news_5.

E na coluna de Sandra Tarallo, ao invés de "O começo" o titulo da matéria é "A Parte Comercial e as Vezes Esportiva da F1 "

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2001

Tudo pronto para o GP Brasil de 2001. Ingressos comprados e a esperança de ver Rubens Barrichello vencer pela primeira vez no seu país natal faz com que uma verdadeira multidão invadisse Interlagos vestida de vermelho.

Após a sua primeira vitória e da sequência de bons resultados no final da temporada de 2000, esperava-se que ele pudesse fazer uma grande corrida e, por fim, acabar com o jejum que tanto o incomodava.

Mas tudo conspirou contra Rubinho no sábado, em nenhuma das 12 voltas em que ele tinha direito ele conseguiu encaixar aquela perfeita, aquela que fizesse vibrar a galera, aquela que animasse todos e incentivasse a aquele verdadeiro fervor que foi em 1999, resultado 8º no grid e uma ponta de frustração.

Chegou domingo, e pra quem gosta de corrida é o dia em que tudo acontece. Cinco horas da manhã todos de pé, últimos lanches sendo preparados, a ansiedade vai tomando conta de todos. Seis e pouquinho, todos à postos hora de sair e pegar os ônibus especiais (ainda não eram oferecidas as vans) com destino a Interlagos.

As surpresas começaram ao entrar no ônibus e perceber que o motorista não sabia direito o caminho, para ajudar um argentino se prontificou...resultado, fomos parar na avenida errada. As risadas e as insatisfações e xingamentos tomavam conta enquanto uma outra pessoa resolveu assumir o controle da situação e tentar acertar os rumos com o auxilio dos demais passageiros. Mais insatisfação e a impaciência foi tomando conta de todos. Nunca se viu tantos especialistas que sabiam chegar ao autódromo se prontificarem e conseguirem errar o caminho, sobrou pros "macacos velhos" reorientarem o motorista...

Mas tudo dá certo, como sempre, e tempos depois estávamos lá desembarcando na porta do Setor G que, por algum motivo tinha uma fila monstruosa que dava 2 voltas entre o portão do Kartódromo e o Portão 7. Nunca havia visto fila de tal tamanho. Muitos furavam fila, os vendedores ambulantes aproveitavam para vender capas de chuvas e outras "pechinchas" para inglês ver.

Enquanto a fila andava, uma vontade incontrolável de ir ao banheiro se fez presente e com o afunilamento da fila o desespero foi tomando conta e, com isso, o suor foi aparecendo. Suando frio não havia outra alternativa a não ser torcer para que a fila andasse o mais rápido possível, tarefa difícil já que a PM fazia um verdadeiro pente fino nas revistas. Quanto mais nos aproximávamos da entrada, mais incontrolável ficava a situação. Enfim passamos pela revista da polícia o alívio foi a melhor sensação naquele momento.

Passado o susto, voltamos a nossa atenção para a corrida e novas emoções aconteceriam. Após um período de marasmo, a galera se agitou quando os boxes eram abertos para a F-1. Na volta de verificação, antes do alinhamento para o grid, o carro de Barrichello apresenta um sério problema. Nas arquibancas ninguém entende nada, Rubinho corre, a equipe corre, o narrador global reza, todos torcem. Agonia.

Faltando 15 segundos para os boxes fecharem, o ronco da Ferrari toma conta de Interlagos, a galera vibra...a chance de ver Barrichello vencer estava de volta na mesa.

Veio a largada e com ela o acidente. Decepção logo cedo. Muitos pegaram, já na segunda volta, suas coisas e foram embora, os fanáticos que lá permaneceram puderam admirar a ultrapassagem clássica de Montoya sobre Schumacher...e o resto é história.

Resultado final
1 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
2 - Michael Schumacher - Ferrari
3 - Niki Heidfeld - Sauber-Petronas
4 - Olivier Panis - BAR-Honda
5 - Jarno Trulli - Jordan-Honda
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Renault
Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes

ESPECIAL GP BRASIL - PARA QUEM VAI: AS ROUPAS

Com a proximidade do final de semana mais esperado por nós, fãs de automobilismo brasileiro e aficcionados por F1, chega o momento de começarmos a arrumar as coisas para enfrentar a maratona de acompanhar de perto o evento que mais faz girar grana aqui em São Paulo.

Para começar, talvez o mais importante de tudo é quais roupas usar durante o final de semana. Aqui vou dar meus conselhos pessoais, ou seja, não é regra, não é obrigatório e se você se ferrar por causa da minha opinião, só vou poder dizer uma coisa quando acabar o GP: "Pois é, eu também me ferrei." Apesar de isso nunca ter acontecido.

Vamos lá. O que vestir durante esse final de semana de muitas emoções?

- Camisetas leves, de preferência clara e tecidos leves. Para você que é atrasadinho e não estará pintando de amarelo as arquibancadas, recomendo usar aquelas camisetas que não amassam, típica de quem faz esporte, sabem? Aquele bendito do dry-fit. Camisas escuras absorvem a luz e consequentemente geram calor. E sim, isso é muito importante para quem vai passar praticamente o dia inteiro debaixo do sol.

- Uma blusa de agasalho, moletom, jaqueta ou blusão. Para quem vai passar a madrugada na fila, é ítem obrigatório. Para quem vai chegar cedo, talvez seja, para quem quiser ficar no meio da reta oposta, provavelmente já vai ter acordado tarde, tomado café, visto a previsão do tempo e chegado a conclusão se valerá ou não a pena blusa de frio.

- Calça jeans é interessante, mas só se for aquela que você mais gosta, a mais surradinha, que praticamente vem correndo atrás de você quando te vê, sabe? Não adianta usar aquela calça que você ganhou da namorada(o) de natal e que você usa para ir nas baladinhas alheias da vida. Você não se sentirá confortável o suficiente para ficar o dia inteiro nas acomodações do autódromo. Se fizer calor então... e se chover, não vá me dizer que você não vai querer molhar sua calça novinha. Bermuda é aconselhável para os calorentos, ou para quem não vai passar a noite na fila. Eu, particularmente, sempre levo uma na mochila. Os mesmos conselhos da calça jeans, serve para bermuda. Só não esqueçam uma coisa: se optarem por levar na mochila, escolha aquela que possa amassar, dobrar e caber em qualquer lugar. Em último caso, por que não deixar na mochila aquele shorts de jogar bola que você comprou para usar no churrasco de fim do ano da empresa? Ou então aquela calça de agasalho de esporte também é bem confortável. Para a mulherada, pode ser calça de ginástica.

- Calçados: Bom, o seu TENIS mais velho (isso não significa que seja aquele que o dedão do pé fica aparecendo), mais confortável, e mais bem ventilado possível. A não ser que queiram ficar com os pés doloridos. Nada de tênis novo, por mais macio que pareça, no final do dia a chance de estar com bolhas é bem grande. E claro, MULHERADA: não me digam que vocês estavam pensando em ir de salto de qualquer tipo né? Deixa esse negócio de salto para as atrasadinhas que vão se produzir todas para nós zuarmos com os "sócios".

- Na cabeça: Boné ou chapéu e ponto final. Vale também uma adaptação muito usada por muitos de nós: Prender a camiseta na cabeça e colocar o boné para proteger a nuca. Isso vale principalmente para os nórdicos que migraram para cá.

- Óculos de sol: pode ser aquele que fica no fundo da gaveta e que você não gosta, desde que proteja os seus olhos. Ficar com a testa enrugada o dia todo é duro e com certeza quando acabar o dia seus olhos ficarão vermelhos, sua vista cansada, possivelmente dor de cabeça, sensação de desgaste bem maior que o resto da galera. Mas fique tranquilo: você não morrerá, apenas não aproveitará como os demais.

- Protetor Solar e Capa de Chuva: em Interlagos temos todas as condições de tempo em um só final de semana, para quem não se lembra, ano passado (2009), choveu muito no sábado, fez frio no domingo cedo e na hora da largada um sol de rachar.



Bom, acredito que seja isso, caso tenham mais alguma dica além destas e aquelas que estão na nossa revista (http://www.revistaggoonews.com.br/) sobre as vestimentas que devem ser usadas, fiquem a vontade e comentem!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2000

O GP de 2000 foi o primeiro de Rubens Barrichello pela Ferrari. Agora na melhor equipe da categoria, a torcida voltava a acreditar no sucesso do brasileiro, que carregava o fardo de ser o sucessor de Ayrton Senna.

Na largada, Mika Hakkinen e David Coulthard dispararam na frente, deixando Schumacher e Barrichello para trás. Poucas voltas depois, o escocês teve problemas no câmbio e foi ultrapassado por Rubens, que tentava acompanhar o ritmo dos ponteiros.

Com Schumacher voando volta após volta, Barrichello começava a pensar como poderia se aproximar de Hakkinen fazendo apenas duas paradas. Mas a estratégia da Ferrari (e de Rubens) não deu certo e, após sair dos boxes atrás do finlandês, Barrichello viu o motor de sua Ferrari estourar. Fim de prova para o brasileiro e decepção geral em Interlagos.

O alemão acabou vencendo a corrida, mas Hakkinen abandonou na 30ª volta com problemas no motor Mercedes-Benz. Giancarlo Fisichella, da Benetton, chegou em 2º lugar, seguido por Heinz-Harald Frentzen.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Ferrari
2 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Supertec
3 - Heinz-Harald Frentzen - Jordan-Mugen-Honda
4 - Jarno Trulli - Jordan-Mugen-Honda
5 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
6 - Jenson Button - Williams-BMW
Pole-position - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes

(OFF MUSICAL): FERNANDO IS FASTER THAN YOU

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

ESPECIAL GP BRASIL: INTERLAGOS, HOJE


Créditos: Globo.com

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1999

Muitas das vezes poucos gestos significam muito mais do que uma grande ação, assim começou a história do GP Brasil de 1999. Numa época em que a venda de ingressos era dificultada ao extremo, você só podia comprar diretamente na bilheteria do autódromo, uma ação mercadológica salvou aqueles tiveram dificuldades de adquirí-los.

Em uma ação inédita até então, a Petrobrás que acabara de ingressar na F-1, colocou um pacote especial de ingressos à venda na sua rede de postos de combustíveis. Ao comprar o ingresso, você ficaria em um setor exclusivo (setor E), com direto a lanche no local e ainda por cima ganhava um Kit composto por uma camiseta verde, um protetor auricular, uma almofadinha para se sentar e uma capa de chuva...tudo isso por apenas R$ 120,00. Sorte dos atrasadinhos que puderam comprar esta opção de ingresso com inúmeras vantagens, principalmente de acesso.

Mais uma vez a Prefeitura de São Paulo colocava à disposição dos aficcionados brasileiros um sistema de transporte dito inteligente. Dito porque esqueciam de ensinar o caminho de Interlagos para os motoristas, então a viagem do metro república até a pista sempre rendia muitas risadas do pessoal ensinando o melhor caminho para se chegar. Como cada um sabe uma forma diferente de se chegar, muitas vezes os próprios passageiros se atrapalhavam e confundiam as bolas, o que gerava uma reclamação enorme dos demais e muitas risadas quando o motorista não se conformava com o trabalho.

Desta forma só conseguimos chegar ao setor E por volta das 9 horas da manhã na expectativa de ver Rubens Barrichello correr. Nos treinos ele deu um show à parte, contra as Mclarens do outro planeta, Rubinho conseguira o 3º tempo, mas devido à equipe em que ele estava e seus desempenhos anteriores pouca gente acreditava numa possível zebra, mas neste dia os raios intensos de sol indicavam uma coisa diferente. Surpresas estavam para acontecer.

E começaram a acontecer logo na largada, com Coulthard ficando parado e Barrichello largando bem pulando para o segundo lugar. Arquibancada em festa, gritos, ansiedade. Ninguém tirava o olho da pista...de repente a surpresa, Hakkinen fica lento, parece que a marcha certa não entrou e Rubinho passa para primeiro. De um circuito de F-1, Interlagos vira um estádio de futebol com 75 mil pessoas gritando sem parar o nome de Barrichello.

Um vibração sem tamanho, olhares incrédulos, uma alegria sem fim, algo impossível de descrever, será que era o dia? - alguns perguntavam...mas esta festa toda durou 19 voltas. O tempo de Barrichello parar nos boxes. Depois disso, ao voltar atrás de alguns pilotos que não haviam parado ainda, teve tempo para realizar novas ultrapassagens, com arrojo e coragem, reascendendo a vibração da galera. Ele chegaria facilmente no pódium, porém a sorte não acompanha Rubinho em seu GP local, e o resto está registrado na história...

Resultado final
1 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
2 - Michael Schumacher - Ferrari
3 - Heinz-Harald Frentzel - Jordan-Mugen-Honda
4 - Ralf Schumacher - Williams-Supertec
5 - Eddie Irwine - Ferrari
6 - Olivier Panis - Prost-Peugeot

Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1998

O resultado dos treinos oficiais já indicava que a etapa de 1998 seria dominada pela McLaren O time inglês dominou a primeira fila e manteve as primeiras posições na largada. Mika Hakkinen e David Coulthard realizaram uma corrida impecável e foram premiados com uma dobradinha em Interlagos.

Michael Schumacher não largou bem, mas se recuperou e ultrapassou Heinz Harald Frentzen nos boxes. No final, o alemão cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, à frente de Alexander Wurz (Benetton) e do próprio Frentzen (Jordan). Quanto aos brasileiros, Barrichello, Rosset e Diniz não completaram a prova.


Resultado final
1 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
2 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
3 - Michael Schumacher - Ferrari
4 - Alexander Wurz - Benetton-Playlife
5 - Heinz-Harald Frentzen - Williams-Mecachrome
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Playlife
Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes


RACING IN SLOW MOTION

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

FOTO DO DIA

Red Bull de Mark Webber, GP da Coréia, 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1997

Em 1997, em pleno período de expansão da economia brasileira o dolar pareava o real, o poder de compra era enorme, consequentemente os ingressos, em termos proporcionais, eram mais caros do que hoje.

Na fórmula 1, o Brasil vivia um momento inusitado, Barrichello havia mudado da Jordan para a estreante Stewart, Ricardo Rossetti corria pela Tyrrell e Pedro Paulo Diniz corria pela Arrows como companheiro do campeão mundial, Damon Hill. Não havia, portanto, muitas esperanças de vitórias, nem de boas colocações.

Por um momento pensamos em desistir de irmos, a falta de dinheiro para os ingressos pesava e a falta de interesse pela corrida também. O jeito era ver a corrida pela TV, aguentando a narração do Galvão Bueno. Porém, na quarta feira antes do GP, recebo um telefonema de um parente próximo dizendo que havia ganho 2 ingressos para corrida e que, por compromissos profissionais, não poderia comparecer e que, sabendo que como gostávamos de corrida, faríamos melhor proveito deles.

Este tipo de pedido nunca deve ser recusado. Lá fomos nós buscar os ingressos. Quando abrimos os envelopes, a surpresa: os ingressos eram para o Paddock Club. Sim, aquele lugar em que ficamos no ar condicionado, que não precisaríamos dormir na fila e que a cerveja era servida gelada e em abundância.

E assim fomos nós, desde sexta feira (não poderíamos deixar de aproveitar um segundo sequer essas beneces) acompanhar toda rotina de treinos e atividades extra pistas. Ao chegar no ponto combinado, uma surpresa, um ônibus especial nos levaria até o autódromo, com direito a cafezinho e lanchinho de boas vindas.

Continuando o tratamento diferenciado, ao pisar no circuto recebemos uma mala com todas as informações do GP, informações dos patrocinadores, adesivos da Ferrari e uma camiseta exclusiva da Ferrari de 1996.

Procurei o lugar marcado no ingresso e o que vi foi uma televisão com todas as informações de tempo (uma super novidade, pois não tínhamos naquela época acesso a esses dados como temos hoje) e outra televisão com as imagens da geração comum. Pera aí, venho até aqui para ver o carros, para ouvir os barulhos, para ver a movimentação e eu vou ficar sentado no ar condicionado, não, não...não farei isso.

Assim dito, assim feito...fui procurar os melhores ângulos e não achei. A única coisa que dava pra ver legal era os treinos de parada de boxes. Me posicionei em cima do boxe de Barrichello e fiquei acompanhando a diversão. Assim passou a sexta, sem grandes atrativos, a não ser uma conversa animada com Nelson Piquet (pai) sobre as chances de volta dele às pistas.

No sábado a fartura aumentou, a comida farta era distribuida sem concentimento nenhum, o cardápio tinha até lagosta, o fluxo de modelos aumentou consideravalmente, os pilotos subiam para falar com os patrocionadores. De perto vi Barrichello (que peguei um autógrafo), Piquet, Moreno, Schumacher e Villeneuve.

No domingo, em meio a distribuição de sorvetes e energéticos, a hora da corrida foi se aproximando e só quando faltava uma hora para a corrida é que o local ficou completamente cheio. Escolhi 2 lugares para acompanhar a corrida, um com vista para o S do Senna para ver a largada e o outro em cima do boxes de Barrichello para ver o restante da corrida e as trocas de pneus e rebastecimento. Mais do que isso não se consegue ver por lá.

E assim foi, na largada uma surpresa no S do Senna com a saída de vários carros e o carro de Barrichello parado no grid. Na segunda, tudo correu dentro da normalidade e o resultado da corrida já faz parte da história.

A volta foi cheia de interrogações e uma dúvida pairava na minha cabeça. Porque pagar tudo isso, se você pode ficar no G e se divertir muito mais?

Resultado final
1 - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
2 - Gerhard Berger - Benetton-Renault
3 - Olivier Panis - Prost-Mugen-Honda
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Michael Schumacher - Ferrari
6 - Jean Alesi - Benetton-Renault
Pole-position - Jacques Villeneuve - Williams-Renault

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Montoya e Schumacher, 2001

ESPECIAL GP BRASIL: ENTENDENDO O SETOR G



O Setor G do Autódromo de Interlagos é o setor cujo preço de ingresso é o mais barato. Porém diferentemente do preço o que é alto lá é a animação de toda a galera que vai assistir a corrida. Das brincadeiras com os atrasadinhos às verdadeiras torcidas da arquibancada, tudo se transforma numa festa só quando os carros começam a desfilar pela reta oposta de Interlagos.

Muitas vezes é no final da reta oposta que acontecem as ultrapassagens e alguns acidentes. Para você que vai no setor G, você pode escolher a melhor vista da pista, focando ou o S do Senna ou a curva do lago. Se você ficar próximo ao S do Senna (a esquerda da foto), preste atenção na simulação de largada que os pilotos fazem.

Lá no final, na placa dos 100 e 50m, o bicho pega. É onde a GGOO fica, é onde as brincadeiras imperam. Quem fica nesta parte da arquibancada, vive intensamente a corrida, é obrigado a cantar os tradicionais refrão entonados a pleno pulmões pela arquibancada.

Aproveite sua vinda ao setor G e se divirta...

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1996

Em 1996, os brasileiros apostavam suas fichas em Rubens Barrichello, que conquistou a segunda posição nos treinos de sábado. Sob uma forte chuva, os pilotos largaram em Interlagos sem saber o que poderia acontecer após a primeira curva.

As duas Williams saltaram na frente, mas Barrichello conseguiu se manter no pelotão da frente. O piloto fazia uma corrida cautelosa por conta das condições pouco favoráveis do asfalto, mas não conseguiu evitar o acidente na 59ª volta e rodou, abandonando a prova.

A vitória ficou com Damon Hill, com Jean Alesi (Benetton) e Michael Schumacher (agora pela Ferrari) completando o pódio. Quanto aos outros brasileiros, Tarso Marques (Minardi) abandonou logo na primeira volta, Ricardo Rosset (Footwork) saiu na volta 24 e Pedro Paulo Diniz (Ligier) foi o único a terminar a prova, em oitavo lugar.

Resultado final
1 - Damon Hill - Williams-Renault
2 - Jean Alesi - Benetton-Renault
3 - Michael Schumacher - Ferrari
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Mika Salo - Tyrrell-Yamaha
6 - Olivier Panis - Ligier-Mugen-Honda
Pole-position - Damon Hill - Williams-Renault


ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1995

O GP do Brasil de 1995 foi bem diferente das edições anteriores. A ausência de Senna ainda era muito sentida e, sem o ídolo, restava aos torcedores apostar em um bom desempenho dos outros brasileiros.

Rubens Barrichello ainda era um novato, mas já começava a sentir o peso da responsabilidade de “substituir” Senna no coração da torcida (o que viria a prejudicar seu desempenho ao longo dos anos). O piloto da Jordan abandonou na 16ª volta

A liderança foi disputada entre Michael Schumacher e Damon Hill, que não resistiu e rodou no “S” do Senna na 30ª volta. A vitória ficou com o alemão da Benetton, seguido por David Coulthard – substituto de Senna na Williams – e Gerhard Berger, da Ferrari.

Horas depois da corrida, a FIA anunciou a desclassificação de Schumacher e Coulthard, acusados de usarem gasolina fora das especificações. O troféu ficou com o austríaco Berger, mas por pouco tempo. Algumas semanas depois, a entidade revalidou o resultado de Interlagos, decidindo punir apenas as equipes.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Benetton-Renault
2 - David Coulthard - Williams-Renault
3 - Gerhard Berger - Ferrari
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Jean Alesi - Ferrari
6 - Mark Blundell - McLaren-Mercedes
Pole-position - Damon Hill - Williams-Renault

domingo, 24 de outubro de 2010

[OFF] CHUPETA DE LUXO!!

Tava pensando que era o que??
Mentezinha poluíííída....

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1994

A temporada de 1994 prometia ser muito boa para Ayrton Senna. O brasileiro finalmente conseguia realizar seu sonho de defender a Williams, que havia impressionado o mundo da F-1 com sua superioridade nos anos anteriores.

A pole-position de Senna animou os torcedores, que apostavam na terceira vitória do ídolo em Interlagos. Mas poucos contavam com um coadjuvante que acabou roubando a cena: Michael Schumacher.

O alemão disputou a liderança com Senna até ultrapassar o brasileiro nos boxes. O tricampeão tentou recuperar a ponta, mas acabou errando e rodando na Subida dos Boxes, abandonando a prova. Mal sabiam os torcedores de que aquele seria o último GP do Brasil da carreira de Ayrton Senna...

Resultado final
1 - Michael Schumacher - Benetton-Ford
2 - Damon Hill - Williams-Renault
3 - Jean Alesi - Ferrari
4 - Rubens Barichello - Jordan-Hart
5 - Ukio Katayama - Tyrrell-Yamaha
6 - Karl Wendlinger - Sauber-Mercedes
Pole-position - Ayrton Senna - Williams-Renault

Fonte: 4 Rodas

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Kimi Raikkonen, 2007

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1993

No GP de 28 de março de 1993 em Interlagos, Ayrton Senna conseguia sua segunda vitória em casa, a 37ª na carreira e a 31ª na equipe McLaren e 100ª da McLaren na Formula 1. Nesta corrida, o rival Alain Prost liderava com Damon Hill na segunda posição. Senna não conseguia se aproximar das duas Williams que a cada volta abria vantagem sobre o brasileiro, à vitória só poderia vim com uma ajuda dos céus, e ela veio, começou a chover forte em Interlagos, Senna foi um dos primeiros a colocar pneus de chuva o francês não trocou os pneus, bateu em Christian Fittipaldi e saiu da corrida. Senna então aproveitou e foi se aproximando de Damon Hill. E quando a pista secou ele ultrapassou Damon Hill para assumir a liderança e vencer o GP. Mas na penúltima volta, a luz que acusa a pressão de óleo acendeu, indicando que o carro estava com problemas e iria quebrar. O piloto tremeu e não olhou mais para o painel de instrumentos. Ao entrar na reta começou a rezar e ainda estava em preces quando o motor apagou, felizmente 50 metros depois da bandeirada. Como disse Senna: "Quando Deus quer...". Foi uma vitória inesquecível que mereceu uma comemoração inédita: Ao cruzar a linha de chegada, Senna foi cercado por torcedores que invadiram a pista ao virem que o carro do brasileiro estava parando. Os torcedores fizeram questão de retirá-lo do cockpit e levá-lo nos ombros aos boxes. Um momento inesquecível tanto para o piloto quanto para aqueles que acompanharam sua carreira. Senna foi simplesmente arrancado do carro e comemorou a vitória nos braços da eufórica e imensa torcida brasileira presente em Interlagos.

Resultado final
1 - Ayrton Senna - McLaren-Ford
2 - Damon Hill - Williams-Renault
3 - Michael Schumacher - Benetton-Ford
4 - Johnny Herbert - Lotus-Ford
5 - Mark Blundell - Ligier-Renault
6 - Alessandro Zanardi - Lotus-Cosworth
Pole-position - Alain Prost - Williams-Renault

Aqui a corrida completa, com a narração de Galvão Bueno:

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR F

Saímos da curva do Sol e começamos a reta, é nela que se encontra o setor F, perto da saída dos boxes. A grande vantagem é que o setor é coberto. Quem estava lá em 2003, viu um verdadeiro strike de carros à sua frente.

Mais perto do povão, a linguagem fica mais chula e a diversão aumenta:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA CORÉIA 2010 (TREINOS E CORRIDA)



LEIA NA REVISTA GGOO NEWS Nº5:
* RUBENS 300: O melhor momento de Rubens Barrichello por cada equipe que passou;
* ESPECIAL GP BRASIL, SETOR G: Conheça mais sobre este grande dia e ganhe algumas dicas;
* CORRA DE KART DE GRAÇA: Uma bateria de kart para você se divertir, por conta da GGOO NEWS;
* E MAIS: GT Brasil, Fórmula Future, Trofeo Linea, Grid Girls e a opinião de nossos colunistas.



ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1992

A expectativa em torno de Ayrton Senna era a melhor possível para 1992. No ano anterior, o tricampeão havia vencido em Interlagos pela primeira vez em sua carreira e de forma brilhante, sofrida.

Mas a história não foi tão generosa com Senna desta vez. A superioridade dos carros da Williams já era evidente e a equipe dominou as atividades em Interlagos. Mesmo largando em 3º lugar, o brasileiro não conseguia se aproximar do pole-position Riccardo Patrese e de Nigel Mansell.

A decepção tomou conta do Autódromo José Carlos Pace na 17ª volta, quando Senna abandonou a prova. Os outros brasileiros também não tiveram tanta sorte: Maurício Gugelmin e o estreante Christian Fittipaldi, que já carregava o peso do sobrenome, não completaram a corrida.

No final, Mansell ultrapassou Patrese nos boxes e ficou com a vitória. A dobradinha da Williams foi completa por um então pouco conhecido Michael Schumacher, que na época defendia as cores da Benetton.


Resultado final
1 - Nigel Mansell - Williams-Renault
2 - Riccardo Patrese -Williams-Renault
3 - Michael Schumacher - Benetton-Cosworth
4 - Jean Alesi - Ferrari
5 - Ivan Capelli - Ferrari
6 - Michele Alboreto - Footwork-Mugen Honda

Pole-position - Nigel Mansell - Williams-Renault

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Rubens Barrichello, 2006

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1991

Ayrton Senna decidiu que ganharia de qualquer maneira o GP de 1991, naquela oitava tentativa.

Começou fazendo a pole, na sua característica, nos últimos segundos do treino, tendo Alain Prost no mesmo instante dividindo a pista de Interlagos:

Senna partiu na pole position e liderava com sobras até a 65ª das 71 voltas, quando sentiu que a segunda marcha não engatava. Em seguida travaram a terceira e a quarta. Quando abriu a 68ª volta, o boxe mostrou-lhe a placa informando que tinha perdido 3 segundos em três voltas para o Williams-Renault de Riccardo Patrese. Resolveu pisar mais fundo mas sentiu uma pontada nas têmporas quando a quinta marcha também não encaixou. Só restava a sexta velocidade e ainda faltavam três voltas para o fim da corrida. Aí Senna decidiu desprezar as informações do boxe e dos instrumentos do painel e acelerou para o “fosse o que Deus quisesse”. Chegou à frente do FW14 de Riccardo Patrese a insignificantes 2 segundos, mas não viu a bandeirada, porque já chorava na reta final. E depois desabafou: “Foi a vitória mais sofrida. Mas, se era o preço de ganhar em Interlagos, valeu. Foi barato”.

Resultado final
1 - Ayrton Senna - McLaren-Honda
2 - Riccardo Patrese - Williams-Renault
3 - Gerhard Berger - McLaren-Honda
4 - Alain Prost - Ferrari
5 - Nelson Piquet - Benetton-Cosworth
6 - Jean Alesi - Ferrari
Pole-position - Ayrton Senna - McLaren-Honda


20 ANOS: SENNA BICAMPEÃO NA F1

Há exatos vinte anos, no circuito de Suzuka, Ayrton Senna conseguia uma de suas maiores conquistas na carreira: o seu segundo título mundial. No mesmo palco em que havia perdido para Alain Prost no ano anterior, graças à manobra polêmica do rival, o brasileiro tomou atitude parecida e decidiu a disputa em 21 de outubro de 1990.

Começou fazendo a pole-position:
 

Depois de fazer a pole-position de número 51 em sua carreira, Senna tinha Prost a seu lado no grid. Do lado limpo da pista. Ayrton havia pedido para que a organização invertesse as posições de largada, para que o pole largasse no melhor lado da pista — pedido negado pela FISA de Jean-Marie Balestre, notório desafeto do brasileiro.

Com a bandeira verde tremulada, aconteceu o óbvio: Prost assumiu a liderança e se aprontava para fazer a curva 1 quando Senna apontou por dentro. Ao tentar fechar a porta no ínfimo espaço, o francês cometeu o erro que renderia o título a Ayrton: os dois se chocaram em alta velocidade e foram parar na brita. Estava definido o título.


Na saída do carro, o semblante dos dois pilotos demonstrava exatamente o que o resultado da prova mostrava: um Prost resignado por sofrer exatamente o que havia provocado um ano atrás e um Senna vingativo, parecendo rir raivosamente por dentro.

Depois do abandono vitorioso de Senna e derrotado de Prost, a corrida seguiu e teve uma dobradinha brasileiro no fim: de Benetton, Nelson Piquet e Roberto Moreno foram primeiro e segundo, com Aguri Suzuki completando o pódio. Foi a melhor posição do japonês na F1.

Já campeão em 1988, Senna voltaria a levar o título da categoria em 1991, também pela McLaren.

Fonte: Grande Premio

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR E

O Setor E fica localizado em cima das antigas curvas 1 e 2, bem no meio do S do Senna, por estar situado bem mais alto que a pista, vê-se dele a entrada do S, toda curva do Sol e o começo da reta oposta.

Setor coberto, com TV e alimentação. Dai vi Barrichello fazer tremer Interlagos em 1999.

Abaixo a vista:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1990

A temporada de 1990 começava sob a égide da desconfiança e, para os brasileiros, do temor de que Ayrton Senna poderia não correr esta temporada em virtude dos seus desentendimentos com Jean-Marie Balestre, por conta da polêmica decisão do campeonato de 1989.

Após a vitória em Phoenix, Senna aparecia como um dos favoritos à vitória no GP Brasil, que enfim voltava a São Paulo, em um novo Interlagos renovado (e mutilado), que ainda guardava marcas da pista antiga.

Assim, com 10 anos, seria minha primeira corrida de Fórmula 1 presencialmente, graças a ingressos conseguidos com parentes influentes na época. No sábado ficaríamos em um dos setores VIP e no domingo no setor B, em frente aos boxes e a linha de chegada.

O que eu menos queria era ficar na área vip, meu sonho era ouvir aquele som diferente, conhecer os carros e, se der falar com os pilotos. Os brasileiros eram Senna, Piquet, Gugelmim e Moreno.

Logo que chegamos à Interlagos, um susto. Um tropicão, uma queda e lá fomos nós estrear o ambulatório do autódromo. Mas nada do que um curativo não resolvesse. Logo em seguida xingamentos, palavrões e palavras de ordem, era Balestre chegando e sendo bem recebido pela torcida brasileira.

Ao chegar no local, uma visão panorâmica nos aguardava. De lá, víamos toda a bagunça do setor G, e nossos olhos acompanhavam os carros da saída do S do Senna, a nova curva do autódromo, até por quase toda a pista, excetuando-se a largada.



Os treinos livres foram repletos de rodadas no Laranjinha e no S do Senna, quem mais deu trabalho para a equipe foi justamente Ayrton Senna que deu um passei pela terra no S do Senna, gerando um trabalho extra para a equipe Mclaren, a mangueira, a água e o sabão entraram em cena atrás dos boxes da equipe inglesa.

Assim que terminou o treino livre de sábado, os convidados puderam andar pelos concorridos boxes. Admirando os carros, tentando visualizar os detalhes, me deparo com um baixinho, andando sozinho, sem que ninguém o reconhecesse, era Roberto Moreno. De posse do livrinho oficial do GP, pude conversar com ele por alguns instantes, cerca de 10 minutos, desejei boa sorte, e que (apesar de não ter passado da pré-qualificação), o final de semana e o ano fossem bons.

Peregrinando pelos boxes, era legal ver o ambiente sisudo das grandes equipes como Mclaren, Ferrari, Williams e Benneton contrastando com o ambiente alegre e pouco preocupado da Brabham, Osella e Minardi. A turma da Brabham até deixou eu ir lá perto do carro e, claro, tirar uma foto.


Voltando, paramos no boxes da Mclaren e ai, o Senna estava em reunião com Ron Dennis...queria tirar uma foto ou pegar um autógrafo, mas não quis atrapalhar o momento, mesmo com os incentivos do pessoal. Quando decidi, o horário de visitas acabara, e o sonho de falar com Senna, se desfez (até porque, naquele momento, não imaginaria o que iria acontecer dali a 4 anos).

Fui embora feliz, ciente que no dia seguinte uma vitória veria, ainda mais com a pole de Senna. A corrida que começou animada, com boas disputas e o narigudo francês (que largara em 6º) passava a todos.

No final uma decepção, ao forçar a barra para ultrapassar Nakajima no bico de pato, um toque entre os dois acontece e o bico de Senna precisa ser trocado. Sua vitória escapava pelos dedos.

Ao voltar em terceiro, Senna tentava de todas as formas se aproximar de Berger, mas não deu.

Vitória francesa no Brasil. O Rei do Rio, Alain Prost ganhava mais uma, a sua última vitória em terras brasileiras.

Resultado final
1 - Alain Prost - Ferrari
2 - Gerhard Berger - McLaren-Honda
3 - Ayrton Senna - McLaren-Honda
4 - Nigel Mansell - Ferrari
5 - Thierry Boutsen - Williams-Renault
6 - Nelson Piquet - Benetton-Cosworth
Pole-position - Ayrton Senna - McLaren-Honda


Para ver a corrida completa, basta ver os links abaixo:

YEONGAM BY... LUIS ROBERTO

O narrador global Luis Roberto nos apresenta o novo circuito coreano que estréia na F1 nesse final de semana, "narrando" um duelo virtual entre os pilotos da Equipe Red Bull Racing. Confira:

GP DA CORÉIA - HORÁRIOS

Sex 22 Outubro 2010
Treino Livre 1 (Qui) 23:00 - (Sex) 00:30
Treino Livre 2 03:00 - 04:30
Sáb 23 Outubro 2010
Treino Livre 3 00:00 - 01:00
Treino Classificatório 03:00
Dom 24 Outubro 2010
Corrida 04:00
* Horários de Brasília (GMT -03:00)

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR D

Saímos da reta dos boxes e chegamos ao S do Senna, é lá que fica localizado o setor D. Sua vista se resume ao final da reta, de frente, aos boxes, e ao S propriamente.

Neste setor, existe telões e a comodidade de ser coberto. As pessoas que lá presenciarão o GP também não precisam dormir na fila para ter um bom lugar, basta chegar na abertura dos portões.

A vista é esta:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1989

A última corrida no Rio de Janeiro não começou bem para Ayrton Senna. Logo na largada, o brasileiro forçou a passagem entre Riccardo Patrese e Gerhard Berger e acabou levando a pior, batendo na Ferrari do austríaco.

Senna trocou o bico de seu carro, mas não conseguiu alcançar os primeiros colocados, terminando a corrida em 11º lugar. Prost parecia caminhar tranquilo para mais uma vitória no país, mas problemas em sua McLaren permitiram a aproximação e a ultrapassagem de Nigel Mansell.

O “Leão” venceria a prova com sua Ferrari, seguido pelo próprio Prost e pelo surpreendente Maurício Gugelmin, da March. Mas se Gugelmin foi bem, o mesmo não se pode dizer de seus compatriotas. Nelson Piquet abandonou a prova na décima volta e Roberto Moreno sequer disputou a corrida.


Resultado final
1 - Nigel Mansell - Ferrari
2 - Alain Prost - McLaren-Honda
3 - Muricio Gugelmin - March-Judd
4 - Johnny Herbert - Benetton-Cosworth
5 - Derek Warwick - Arrows-Cosworth
6 - Alessandro Nannini - Benetton-Cosworth
Pole-position - Ayrton Senna -McLaren-Honda