segunda-feira, 31 de outubro de 2011

GGOO BOLÃO F1 2011 - RESULTADOS DO GP ÍNDIA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - VETTEL
Posição no Grid Aleatória (09º) - BUEMI
Volta mais rápida na corrida - VETTEL
01º colocado na corrida - VETTEL
02º colocado na corrida - BUTTON
03º colocado na corrida - ALONSO
04º colocado na corrida - WEBBER
05º colocado na corrida - SCHUMACHER
06º colocado na corrida - ROSBERG
07º colocado na corrida - HAMILTON
08º colocado na corrida - ALGUERSUARI
09º colocado na corrida - SUTIL
10º colocado na corrida - PEREZ

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
63 pontos - RICARDO
60 pontos - MARCOS
59 pontos - RAFAEL FREITAS
53 pontos - DR. ROQUE / KAKINHU / IGOR DPN / XANDÃO / MILTON NEVES
51 pontos - FABRICIO
46 pontos - CÁSSIO EDUARDO
45 pontos - RUI LENHARI R10
41 pontos - EGIDIO SILVA / MARCELÃO
39 pontos - RODRIGO CABRAL
35 pontos - S
33 pontos - A. ROQUE / NETO ROX / CAROLINA / GILDO BORRACHO / ANDRÉ ROQUE / SANDRA TARALLO
27 pontos - RUDSON
23 pontos - GUILHERME BAL
10 pontos - ANDRÉ DE ITU
Os demais participantes não pontuaram

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1975


Para acompanhar o relato de quem estava lá e o resumo da corrida, basta ver aqui: http://blogdaggoo.blogspot.com/2010/10/especial-gp-brasil-gp-brasil-1975.html

GRID GIRLS: FORMULA 1 - ÍNDIA, 2011

ESPECIAL GP BRASIL 2011: PROGRAMAÇÃO OFICIAL


Sexta, 25 de novembro

10:00 - 11:30Treino Livre, Fórmula 1TM
12:00 - 12:35Treino Livre Evento Suporte, Porsche Cup
14:00 - 15:30Treino Livre, Fórmula 1TM
15:45 - 16:20Treino Livre Evento Suporte, Porsche Challenge

Sábado, 26 de novembro

11:00 - 12:00Treino Livre, Fórmula 1TM
12:30 - 13:30VIP Charity Drive
14:00 - 15:00Sessão de Classificação, Fórmula 1TM
15:10 - 15:45Sessão de Classificação Evento Suporte, Porsche Cup
16:00 - 16:35Sessão de Classificação Evento Suporte, Porsche Challenge

Domingo, 27 de novembro

09:10 - 09:20Desfile de Carros de Serviço
09:40 - 10:15Evento Suporte, Porsche Challenge
10:25 - 11:00Evento Suporte, Porsche Cup
11:15 - 11:25Homenagem Nelson Piquet
11:30 - 12:15VIP Charity Drive
12:25            Foto Pilotos, Fórmula 1TM
12:30            Desfile de Pilotos, Fórmula 1TM
13:30            Formação do Grid de Largada, Fórmula 1TM
13:45            Fechamento saída de box, Fórmula 1TM
14:00            40° GP Petrobras do Brasil de Fórmula 1TM, 71 voltas

ATENÇÃO

1. Toda a programação está sujeita a modificações sem prévio aviso
2. Abertura dos portões: 7h
3. Fechamento dos portões:
- Sexta-feira: 15 minutos antes do treino livre (segunda sessão) - F-1™
- Sábado: 15 minutos antes da sessão de classificação - F-1™
- Domingo: 45 minutos antes da largada - F-1™

ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1974

Massa X Hamilton, começa a ficar perigoso*

* Por Lívio Oricchio

Há um consenso na Fórmula 1 de que o já combate, não mais a disputa, entre Felipe Massa, da Ferrari, e Lewis Hamilton, McLaren, entrou numa fase perigosa. Os dois poderão se ferir da próxima vez. Ontem, na 24.ª volta do GP da Índia, ambos se tocaram na pista pela sexta vez este ano, em 17 etapas. “É uma estatística alarmante”, definiu o escocês Jackie Stewart, três vezes campeão do mundo. É possível que, agora, Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, e Martin Whitmarsh, McLaren, como deram a entender, ontem, podem liderar a paz entre seus pilotos.

Hamilton ocupava o sexto lugar do GP da Índia e tentava ganhar a quinta colocação de Massa. Ao se aproximarem da curva 5, à esquerda, onde normalmente “ninguém tenta ganhar a posição de ninguém”, na opinião do próprio companheiro de Hamilton, Jenson Button, o inglês colocou sua McLaren por dentro. Chegou a ficar quase lado a lado, um pouco mais atrás da Ferrari, antes da freada, onde se chega em sexta marcha, a 260 km/h.

“Eu brequei depois e comecei a curva. Ele bateu em mim. Rodei. Não concordo de maneira alguma com a punição que recebi. Se é para encontrar um culpado então foi ele, que bateu na minha traseira”, afirmou Massa, um tanto irritado com a punição de drive-through. Massa prosseguiu na prova, sem perder colocações. Hamilton precisou substituir o aerofólio dianteiro e voltou à pista em nono. Na 33.ª passagem Massa abandonou por tocar na parte externa da zebra na curva 9 e quebrar a suspensão esquerda, como fizera na classificação, com a direita, na curva 8.

A história recente de incidentes entre os dois começou este ano no GP de Mônaco. Hamilton tentou ultrapassar de novo num local quase impossível, na saída da lenta curva Loews, bateu na Ferrari e acabou punido. Depois, em Silverstone, na última curva, da última volta do GP da Grã-Bretanha, novo toque, mas desta vez o próprio Massa isentou o inglês.

No GP de Cingapura, Hamilton bateu na traseira da Ferrari, furando o pneu de Massa. Recebeu drive-through. No Japão, não fui punido ao jogar a McLaren para a direita na freada da chicane, onde estava Massa, que teve o carro danificado. Ontem, mais um toque entre ambos. Deve-se acrescentar, ainda, incidentes envolvendo os dois nos treinos classificatórios do GP da Bélgica, Cingapura e Coreia do Sul.

Para a imprensa, Hamilton afirmou, ontem, ter procurado Massa antes da largada. A reportagem do Estadão falava com o piloto da Ferrari, antes da cerimônia de um minuto de silêncio na linha de chegada, antes da largada. Hamilton apenas abraçou Massa e lhe disse “boa corrida”. Para os jornalistas que o ouviram depois da prova, Hamilton falou: “Preciso ver de novo. Estava por dentro e ele não me deixou espaço. Tentei não bater, mas foi tudo muito rápido. Parece que só há um piloto com quem sempre bato. Gostaria que acabasse qualquer raiva que sente por mim.”

O inglês disse mais: “Tenho de me desculpar com minha equipe por toda essa negatividade que me cerca”. Mas o fim do namoro com a pop star Nicole Scherzinger pode lhe ajudar a reequilibrar-se, de acordo com pessoas mais próximas ao piloto da McLaren, pelo desgaste gerado diante impossibilidade de se verem, como afirmou ao Estado, este ano, no GP da China.

Senhores, não acho que seria o caso de punir o Massa nem tampouco o Hamilton. Classificaria como “incidente de corrida”. Agora, se os dois que são adutos, profissionais bem-sucedidos, não pararem para conversar, essa tensão latente que há entre eles quando se encontram na pista pode vir a feri-los. Até agora a coisa ficou no incidentes, em breve atingirá a categoria de acidente. Mas acredito que o episódio aqui da Índia terá desdobramentos nesse sentido, se não por iniciativa de Massa e Hamilton, mas de Domenicali e Whitmarsh.

domingo, 30 de outubro de 2011

ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1973



Para ver o relato e o resumo da corrida, veja aqui: http://blogdaggoo.blogspot.com/2010/10/especial-gp-brasil-gp-brasil-1973.html

FOTO DO DIA

LEGENDE A FOTO

ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1972


Para ver o relato da corrida, na visão do torcedor, basta acessar este link: http://blogdaggoo.blogspot.com/2010/10/especial-gp-brasil-1972-o-primeiro-gp.html

sábado, 29 de outubro de 2011

ESPECIAL GP BRASIL 2011: INTERLAGOS VELHO, INTERLAGOS NOVO

Nem sempre Interlagos teve estas dimensões. Nos anos 40, quando inaugurado, Interlagos praticamente tinha 8 km de extensão. Foi nesta pista que o Brasil descobriu a F-1 em 1972. Foi lá que Emerson e Pace ganharam.

Depois de um tempo no Rio, uma reforma foi feita, conforme sugestão de Ayrton Senna. E, com metade do tamanho, porém, "muito mais segura" segundo os especialistas, a F-1 voltou à São Paulo, e consagrou não só Senna, quanto Schumacher, Alonso e outros.

Para vocês entenderem melhor como é (era) cada pista, buscamos auxílio dos dois grandes campeões brasileiros de F-1, que falam, curva por curva, as características e desafios das respectivas pistas.

Emerson Fittipaldi explica o velho Interlagos:

E Ayrton Senna, o Interlagos novo:

Lembrando que a F-1 corre na pista atual, a mesma narrada por Ayrton Senna.

FOTO DO DIA

ESPECIAL GP BRASIL 2011: AS CURVAS DE INTERLAGOS

Vá se acostumando com as belas curvas de Interlagos, nome por nome e sua "história":


Curva "S" do Senna - Durante a reforma que mudou completamente o traçado de Interlagos, o piloto Ayrton Senna propôs que fosse feito um S ligando a reta dos boxes à curva do sol, melhorando o traçado que estava proposto.

Curva do sol – Passou a ter esse nome pois toda vez que se entrava nela o sol atrapalhava a visão do piloto. Esta situação já não ocorre devido a mudança no sentido da curva, agora anti-horário, mas o nome foi mantido.

Curva do lago - Duas pernas, hoje em descida, tem este nome porque ao seu lado está o famoso lago de Interlagos.

Curva do laranja - Devido a dificuldade em contornar a curva por falta de visão total, os pilotos inexperientes, que nas corridas são tratados por laranjas, sempre erram a sua tangência e tiram o pé.

Curva do pinheirinho - Por haver um pinheiro na área de escape da curva, que era sempre atingido quando um piloto perdia o controle do carro e saía da pista, foi dado este nome à curva.

Curva bico de pato - Uma curva muito fechada que tem a forma de um bico de um pato.

Mergulho - Curva que antecede a junção. Esta curva além de ter uma difícil visão, apresenta queda para o lado de fora da pista. Foi exatamente nesta curva que Hamilton ganhou o campeonato de 2008, após ultrapassar (?!) Timo Glock.

Curva da junção - No antigo traçado esta curva ligava o circuito externo ao miolo da pista, atualmente é a junção da parte mista da pista com a subida dos boxes.

Café - Curva que antecede a entrada dos boxes, leva o nome devido à sua pequena angulação (e por ser fácil de ser feita, qualquer piloto café com leite faz sem maiores problemas)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ESPECIAL GP BRASIL 2011: ABERTURA - GP BRASIL, 1972

COLUNA DO ROQUE: O MEU PRIMEIRO GP BRASIL COM A GGOO

Sem saber ao certo o que fazer, sem saber ao certo no que iria dar, sem saber ao certo no que poderia acontecer, comprei meu ingresso para o GP Brasil de 2007 logo no primeiro dia de vendas, garanti o número 99...e esqueci a corrida por alguns meses, sintoma de um mestrando.

Mas quando os estudos deram um tempo, já era meio de outubro e a corrida mais esperada do ano estava prestes a acontecer e eu lá, numa paz incomum...faltava pouco e eu nem aí. Não sei se pelos estudos, pela falta de expectativa ou por não ter brasileiros disputando as principais posições, aguardava uma corrida morna.

Sem conhecer ninguém, desta vez iria sozinho à Interlagos. Alguns dias antes, surgiu a súbita idéia de procurar no orkut se mais alguém iria. Achei um pessoal que iria ficar no setor G, a GGOO. Ótimo, pensei, pelo menos tenho alguém pra guardar lugar no domingo cedo.

E assim chegou o sábado, e lá fomos nós com destino à Interlagos. Exatamente às 7:32h ligo para a pessoa que estava organizando a comunidade.

- Marcos?. Aqui é o Roque, onde vocês estão?.
- Na placa dos 50 metros? Opa...estou a caminho. Como identifico vocês?
- Camisa amarela, disse Marcos.

Camisa amarela? Sim, de longe, espremidinha entre alguns nomes conhecidos dos GP's Brasil lá estavam eles, meio tímidos mas acima de tudo felizes.

Ao ser apresentado a todos (pela ordem: Marcos, Ice, André, Fernanda, João, Igor, Carola, Jorge, Carolina, Dou Juanes, Duff, Stik e mais um montão de gente...), vi que a galera também estava se conhecendo após longas conversas virtuais.

Assim, também meio tímido, fui entrando na onda da galera, fui me ambientando com todo mundo. Das brincadeiras à preferência por Barrichello e a torcida por Felipe Massa foram a tona durante as conversas no decorrer do dia.

Ao terminar as atividades de sábado a galera foi pra fila. E voltei para casa para terminar alguns trabalhos profissionais com a promessa de que estaria na fila ou nas arquibancadas assim que os portões abrissem.

Dito e feito, depois de pegar o trêm às 4:30h, cheguei a Interlagos no domingo às 6:30h. Os portões tinham acabado de abrir. Mal entro no autódromo, o telefone toca. Era o Igor querendo saber onde eu estava. Após o aviso que estava subindo e descendo as escadas, encontrei todos que dormiram na fila.

E assim foi, das brincadeiras já tradicionais as novas brincadeiras, todo mundo foi se conhecendo, se divertindo e, principalmente, curtindo aquela experiência única.

Ao final do dia, a foto oficial. Foto oficial? Sim e isso seria um procedimento que viraria rotina dali pra frente, sempre que houvesse um encontro do pessoal da GGOO, deveria ter uma foto oficial.

Como tudo se formou virtualmente, foi através dos computadores que a galera foi comentando sobre a corrida e começando a organizar o próximo encontro, a final da temporada da Stock car. E assim aconteceu. O povo de São Paulo em peso pra ver a corrida, mais um dia de diversão e mais uma foto oficial.

Mas depois da corrida, cansado, voltando para casa nos novos trens colocados à disposição da população pelo dirigentes públicos do Estado e Cidade de São Paulo, fiquei matutando sobre o final de semana.

Com o raciocínio meio lento cheguei a uma definição: ESPETACULAR! Nem tanto pela corrida, afinal tivemos que engolir o Massa abrir passagem para o Kimi em prol do campeonato...mas pelo fato de ali ter conhecido pessoas fantásticas que se deslumbravam a cada volta de um carro, que brincavam, que discutiam corridas e que acima de tudo, estavam escrevendo um momento especial na história.

Esse pessoal que mal conhecia (para não falar que não conhecia), além de me acolher com o máximo de carinho, despertaram aquele ser fanático por corridas que estava adormecido, me fizeram voltar a Interlagos...me fizeram pesquisar a cada desafio proposto.

Esse pessoal, aqueles poucos fandanGGOOs amarelos na placa dos 50m me fizeram uma nova velha pessoa, renovada...

E assim foi, ainda no final do ano haveria a corrida do Trofeo Maserati, depois, após excelente sugestão do bahiano Jorge, um amigo secreto, depois um aniversário, corridas e mais corridas, invasões de pista, fotos oficiais...e este bando de loucos estavam cada vez mais unidos.

E para quem pensa que as atividades da GGOO se resumem a corridas, pode ter certeza de que outros eventos fora dos circuitos já acontecem e vão acontecer cada vez mais. Assim, sem ao menos perceber, a paixão (ou a loucura) pela GGOO, que começou exatamente no GP Brasil de 2007, tomou conta de todos que dela participam e que fazem de tudo para que possam se reencontrar, trocar idéias, brincar e sacanear com os outros, afinal, agora, a corrida é apenas mais um motivo para todos se divertirem.

E assim, o tempo passou e ainda sem saber o que fazer, eu...tenho que agradecer estes anos maravilhosos que passamos juntos e que tivemos inúmeras conquistas: da amizade às partes de carros; das divertidas conversas aos momentos de desabafo; dos momentos de apoio aos momentos solertes de animação.

Cinco anos e 5 GP's Brasil se passaram....e a paixão, a diversão e a amizade continuam cada vez mais firme e forte (apesar dos insistentes telefonemas de madrugada...), aguardando ansiosamente mais um GP Brasil que vem pela frente.

FOTO DO DIA

ESPECIAL GP BRASIL 2011: COMO TUDO COMEÇOU...*

* Por Fernanda Andrade

A GGOO amarelou Interlagos pela primeira vez em 2007 e esse GP deixou grandes marcas e cicatrizes que jamais serão esquecidas.

Pessoas, estou eu aqui de madrugada, véspera de 2008 fazendo a retrospectiva 2007.

Conclusão?

Foi a metade do ano que renderá para o resto da vida e vou mostrar os motivos.

Essa amizade que cresceu sendo divididos os apelos, a ansiedade, a preparação, o respeito, dialogo, a mistura de todos que fez com que isso se tornasse uma grande turma... quem sabe uma Galera como preferimos nos definir. Foram 6 mês de convivência. Sim TODOS os dias.

Senão com um, era com outro.

Um afeto que levaremos pra sempre... Aquela piadinha... Aquele apelidinho, aquela frase que ‘ele’ sempre colocava (Salve salve, galera insana, risos, aeee. Chatggoo, scrapchat). As descobertas do que temos em comum, do que não temos.

Aquela curiosidade de ‘como será a voz de fulano’, será que ele existe mesmo, será que tem todos os dentes, será que é alto, baixo, careca, cabeludo, gordo, magro, tímido... todos os riscos de conhecer alguém através de uma tela corremos... e ficamos arrependidos? Nunca!

Eu já não consigo imaginar se não tivesse tudo isso, se não tivéssemos nos conhecido. Da pra imaginar? A gente ia ter que se conhecer um dia, sei la, se não fosse pela Fórmula 1, seria por futebol ou jogo de damas... mas eu acredito, iríamos nos esbarrar a qualquer hora.

Sim, tivemos um ano maravilhoso, passamos por cima de tudo. Caímos? Sim.

Mas superamos as dificuldades, 2007 foi o ano que aprendi a dividir mais, a confiar no desconhecido, acreditar nas pessoas e seguir minha intuição. Dá pra contar quantas noites deixamos de lado nossos problemas particulares e fizemos questão de ficar acordados com aquelas pessoas que até então eram estranhas? Mas que de alguma forma nos fazia (e fazem) nos sentir tão bem. Inexplicável. E quem está “de fora” não entende e quer saber? Não precisa entender.

Puxa... É tão claro que somos uma “equipe” que a ausência de um deixa um desfalque tão grande que parece que estamos perdendo por W.O.

Criamos laços com fortes nós. Distancia não é problema. Hoje, 30 de dezembro de 2007, depois de passar por tudo isso que aqui descrevi, e mais ainda pelo que não escrevi, digo que da saudade sim, mas sei onde encontrar cada um.

Tirando aquela semana do GP onde fazíamos contagem regressiva dos segundos, o ano passou rápido, foi ótimo ter tudo isso para acrescentar nas historias do livro da minha vida. Admiro todos com suas particularidades, cultura, seus sotaques que muitas vezes são motivos de piada, mas que agora guardo de um jeito especial e com muito respeito.

E que em 2008, 2009, 2010, 2011... enfim, não mude nada.

Que nossas fotos não guardem apenas as imagens do GP Brasil 2007, mas que sempre nos encha de emoção e alegria assim como nos momentos em que foram tiradas.

Não acredito que 2007 ficará para trás, esse ano ficarÁ presente por muito tempo. Podem anotar, GGOO Loucos!

Bjs.

*Fernanda Andrade

Renault, Force India e Williams. As opções de Barrichello*

* Por Téo José

Rubens Barrichello não tem nenhuma garantia, na prática, que estará no grid de 2012 na Fórmula 1. No fundo está otimista, apesar de muitas especulações com relação a sua vaga na Williams. O seu atual time tem dificuldades financeiras e, por isso, não definiu o nome do piloto.

Kimi Räikkönen pode ser um forte candidato. Na história, não confirmada, ele entraria com apoio de uma empresa com interesse em seu nome. Outros novatos também estão rondando a escuderia inglesa. Até Bruno Senna quis saber como estão as negociações.

Barrichello não afasta a possibilidade de levar um possível patrocinador, mas nada foi fechado até agora.

A Force India ainda não definiu seus pilotos e o brasileiro já teve, pelo menos, três conversas por lá. Na Renault existia um clima de espera pela situação do Robert Kubica, mas agora as coisas estão mais claras. Ele não deve mesmo correr em 2012. Na minha visão, acho difícil voltar a F-1. Agora a Renault vai tratar de definir o substituto. Bruno Senna e Romain Grosjean estão na disputa. Eu diria que hoje Barrichello corre por fora.

A prioridade continua a ser a Williams, mas ele não está parado. Não existe um prazo para definição. Tudo indica que as conversas vão até o fim do mês que vem. Uma coisa é certa: se não conseguir nada nestas três, Rubens não vai conversar com Hispania, Virgin ou Lotus.

O KART MUDANDO (E AJUDANDO) VIDAS

Um menino de 7 anos de idade tem chamado a atenção de noticiários nacionais nos Estados Unidos depois que começou a correr de kart com o intuito de juntar dinheiro para uma amiga que tinha câncer. A história da criança de Manassas, no estado de Virgínia, foi mostrada pelo canal americano NBC, informa o site G1.com.

Timmy Tyrrell Jr., mais conhecido pelo apelido de Mini, teve a ideia após ver a amiga Ella Day perder os cabelos por conta de um câncer. Hoje, a menina já está curada, mas Mini continua a angariar dinheiro para outros pacientes de câncer e suas famílias.

Até agora, o garoto já juntou mais de US$ 7 mil, o equivalente a R$ 12,4 mil. O dinheiro vem de eventuais premiações e, principalmente, de doações dos espectadores.

"Eu só não quero que as pessoas fiquem doentes, porque elas podem morrer. E eu não quero isso nem um pouco", afirma Mini.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

LEGENDE A FOTO

CASCOS: RUBENS BARRICHELLO (GP DA ÍNDIA, 2011)



Por meio de sua conta no Twitter, Rubens Barrichello divulgou as cores de seu capacete para o GP da Índia de F-1, que acontece neste fim de semana, informa o site TOTAL RACE.

O brasileiro afirmou que a pintura é uma homenagem a dois amigos: Renato Russo, piloto veterano de kart cuja pintura estampará seu casco, e Sid Mosca, pintor de capacetes, cujo o competidor da Williams era cliente.

Na pintura, também é possível ver o número 58 de Marco Simoncelli, morto na MotoGP semana passada, estampado na parte lateral, e um selo em homenagem a Dan Wheldon, que perdeu a vida na última corrida da Indy, em Las Vegas.

ESPECIAL GP BRASIL 2011


Vai começar. Exatamente daqui um mês, todos nós estaremos em Interlagos, acompanhando a Largada para o 40º GP Brasil da história. E neste mês que antecede a corrida, continuaremos a nossa tradição de fazer um especial sobre a corrida, incluindo dicas, curiosidades, histórias, causos e outras novidades.

No ano passado, como vocês podem rever aqui, relembramos os melhores momentos de TODAS as corridas de Fórmula 1 realizadas no Brasil. E, como nosso espaço é dinâmico, este ano teremos muitas e muitas novidades.

Acompanhem conosco. E nos ajudem a amarelar o setor G de Interlagos!

CAMINHO DAS ÍNDIAS: IMPRESSÕES DA PISTA*

* Por Lívio Oricchio

Percorri parte da pista a pé e depois com o arquiteto Heman Tilke, seu projetista. Completamos várias voltas com seu carro. Numa delas encontramos Felipe Massa e seu irmão, Dudu, de bicicleta, e conversamos rapidamente.

Quem vê o desenho do traçado de 5.125 metros e 16 curvas no papel não compreende a sua verdadeira dimensão quanto à espetacularidade. As curvas 1, no final da reta dos boxes, a 3, depois de um trecho curvo em aclive em aceleração plena e anterior à reta, a 4, no fim da reta de pouco mais de mil metros, e a 16, a última antes da reta dos boxes, apresentam largura pouco maior de 20 metros. Há várias opções de trajetória.

“Tudo foi concebido para facilitar as ultrapassagens e dificultar sua defesa”, explicou Tilke. “Você não pode seguir a trajetória normal quando há um adversário próximo.” Massa confirmou: “É preciso esperar os carros na pista, mas parece que será impossível não acontecer ultrapassagem aqui”. Além da natureza do traçado, haverá duas zonas de uso do flap móvel (DRS), a partir do segundo terço da grande reta e na reta dos boxes, o que tende a tornar a manobra menos difícil também.

O asfalto é bom, uniforme, pouco ondulado, mas com certeza haverá muita reclamação quanto ao nível de aderência. Baixo, em especial neste primeiro ano. Ontem o estavam lavando, mas mesmo assim deveremos ver vários carros desgarrando pela pouca aderência somada aos pneus duros disponibilizados pela Pirelli no GP da Índia.

Não gostei de algumas áreas de escape, em especial de dois “S” maravilhosos, de alta, compreendido pelas curvas 6 e7 e 8 e 9 . A barreira está muito próxima para a velocidade da passagem dos carros. “Fizemos estudos de simulação e essa distância para o escape nos pareceu satisfatória”, respondeu Tilke. Tenho dúvidas. Lembrou Suzuka. Penso que os pilotos vão reclamar do pit lane. É estreito.

Bruno Senna também percorreu o circuito e disse: “É muito legal. Rápido, com umas mudanças rápidas de direção interessantes, sobe, desce.” Tilke me disse que originalmente o terreno era plano. “Deslocamos milhares de metros cúbicos de terra para criar esses desníveis.” De uma das arquibancadas pode-se ver boa parte da pista, como Interlagos. Trata-se da arquibancada que se estende ao lado dos S de alta.

Na sequência desses S há uma curva, a 10, com alguma similiaridade com a famosa 8 de Istambul e o Sol do antigo traçado de Interlagos. Curva longa, veloz, e de dois raios. Bastante interessante.

Tomara que já sexta-feira, depois dos primeiros treinos livres, a forte impressão positiva inicial seja ratificada.

Mas se o traçado sugere ser seletivo, desafiador, em especial por ser relativamente curto se comparado com outros recentes também, a porção de trás, boxes e escritórios, apesar de novos gerou muitas críticas. Desta vez não quanto a funcionalidade, que é boa, segundo Dick Stanford, da Williams, por exemplo. Mas no que diz respeito ao acabamento e à limpeza. É impressionante como tudo ainda está sujo e como não houve cuidado com a construção.

“Há fezes de rato para todo lado. Nos entregaram sem lavar. Passar a fiação para nossos equipamentos foi um problema”, comentou um integrante de escuderia, sem desejar ser indentificado. “É novo, mas parece que já ousamos há dez anos”, definiu Stanford.

Tilke também sentiu a reação de indignação dos profissionais da Fórmula 1 diante da despreocupação com higine. Evitou se manifestar. Limitou-se a explicar: “Nós fizemos o projeto e assessoramos a obra. Não somos os responsáveis pela construção.”

Ao longo do fim de semana trago mais informações. Faz calor. Apesar do outono, uma simples camiseta resolve.

Narain Karthikeyan me disse que venderam 85 mil ingressos para a prova até agora. “Espero que o evento possa criar motorsport na Índia. Temos dois caminhos. O da China, onde todo dinheiro vai para a Fórmula 1 e não existem categorias no país, ou da Malásia, onde a Fórmula 1 serviu de inspiração para a criação do motorsport e hoje há competições regulares lá. Espero que enveredemos pela opção da Malásia.”

O indiano não se contém. “Estou ansioso. Obrigado por ter vindo à Índia”, disse aos raros jornalistas que hoje visitaram o autódromo.

Ah, a Índia é uma nação de contrastes, tendo por base o que vi até agora. Ainda mais fortes que no Brasil. Viaja-se de um extremo ao outro, com relação a tudo, com enorme facilidade, basta se deslocar um pouco por Nova Delhi e sua periferia. Ao mesmo tempo e, como sempre, muito enriquecedora a oportunidade de conhecê-la.

Concordo que é necessário desembarcar com a mente bem aberta. Mas se depois de mais de 20 anos viajando pelo mundo ainda não aprendi isso então não evolui nada. Não julgue nada. Assimile o que lhe agrada e respeite e deixe de lado o que não corresponde aos nossos valores básicos, como é o caso aqui, sem se deixar atingir. Essa a lição que a extraordinária experiência da Fórmula 1 me ensinou.

FOTO DO DIA

KIMI NÃO ESTÁ ASSINADO COM A WILLIAMS!*

* Por Luis Fernando Ramos

Kimi Raikkonen não tem nenhum contrato assinado com a Williams para o ano que vem. Ao contrário do que publicou o jornal finlandês Ilta Sanomat. Ao contrário do que os sites copy/paste brasileiros publicaram ontem. Tive uma longa conversa com uma pessoa muito próxima ao piloto que esteve com ele no último final de semana no Rali da Espanha. As negociações continuam, mas um eventual acerto ainda está longe. Para preocupação dessa própria pessoa, que torce e muito para que o campeão mundial de 2007 volte à Fórmula 1. Uma outra fonte ligada à Williams me confirmou o mesmo quadro.

Por ter voado de Finnair para a Índia, tive até a chance de pegar nas mãos a edição do Ilta Sanomat com a notícia. A “volta do homem de gelo” não teve destaque nem na capa do jornal, na capa do caderno de esportes e nem foi abre de página. É apenas uma nota pequena, abrindo uma sessão de “curtinhas”, com um texto altamente especulativo em cima de um tweet especulativo do japonês Taki Inoue, cujo maior feito na vida, coitado, foi ter sido atropelado por um carro de serviço no GP da Hungria de 1995.

É inacreditável como uma papagaiada dessas se alastra como praga na Internet, especialmente na brasileira. Fazer um site de F-1 assim é fácil, basta acordar de manhã e entrar num desses sites ingleses que compila todas as linhas sobre a categoria que saem na Internet e começar o trabalho de tradução.

Jornalismo que se preza, com checagem de fatos e análise do que não é verdadeiro, não existe. Por não conhecerem como a F-1 funciona por dentro - um ambiente fechado e repleto de interesses -, não sabem quais as fontes confiáveis e reproduzem qualquer coisa sem discernimento. O resultado disso é que confundem seus leitores. Pior: enganam aqueles que acreditam estar lendo notícias de uma fonte confiável. É triste.

Aprendi algumas coisas diferentes na faculdade: que jornalismo é uma atividade de responsabilidade e o trato dado à informação é o mesmo que o médico dá ao paciente; que uma informação relevante precisa ser checada e rechecada antes de ser reproduzida; que eventuais erros precisam ser admitidos e sua origem entendida para que não sejam repetidos. Fico feliz de sempre colocar estas lições em prática. Vale a pena ficar atento a quem faz isso e a quem vai continuar apenas confundindo e enganando.

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA ÍNDIA 2011 (TREINOS E CORRIDA)

A TRADICIONAL AMARELA E A NOVIDADE PÓLO PRETA,
VAMOS AMARELAR O SETOR G PELO 5º ANO?
NÃO PERCA O PRAZO PARA AS ENCOMENDAS, ÚLTIMOS DIAS!


*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
TREINO LIVRE 1 - 28/10/2011 (sexta-feira), 02:30h (horário de verão, Brasília)
TREINO LIVRE 2 - 28/10/2011 (sexta-feira), 06:30h (horário de verão, Brasília)
TREINO LIVRE 3 - 29/10/2011 (sábado), 03:30h (horário de verão, Brasília)
CLASSIFICAÇÃO - 29/10/2011 (sábado), 06:30h (horário de verão, Brasília)
CORRIDA - 30/10/2011 (domingo), 07:30h (horário de verão, Brasília)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FOTO DO DIA

AMÉRICA EM DOBRO*

* Por Flávio Gomes

Não gosto de chamar os Estados Unidos de América, embora os americanos chamem seu país pelo nome do continente. Mas vá lá. A América dos norte-americanos, que fique claro, ganhou um novo GP. Engraçado que o primeiro dessa leva ainda nem aconteceu, o de Austin, no Texas, no ano que vem. Hoje foi confirmado o segundo, para 2013, realizando sonho antigo de Bernie Ecclestone: correr em Nova York.

Na verdade, será em Nova Jersey a pista de rua que para variar será desenhada por Herman Tilke. Mas com vista para o skyline de NY, com Estátua da Liberdade et caterva.

O GP da América, esse será o nome, entrará no calendário fazendo dobradinha com o Canadá. Austin ficará para o final do ano, com o Brasil. Alguém deve dançar. Porque no ano que vem já serão 20 corridas, 18 deste ano (a Turquia dançou) mais Austin e Bahrein. 21 é mais do que demais. Tem gente na marca do pênalti, como Bélgica, Valência e Austrália. Veremos o que vão fazer.

SENNA ESPECIAL: SENNA X PROST (CANADÁ, 1986)

AMADORISMO NO RESGATE DE SIMONCELLI*

* Por Rafael Lopes


As imagens do vídeo acima são, no mínimo, impressionantes. Um torcedor flagrou o primeiro atendimento ao italiano Marco Simoncelli após o grave acidente na etapa da Malásia de MotoGP, no último domingo. Os fiscais de pista chegaram áo piloto estirado no asfalto e simplesmente tiveram um enorme trabalho para colocá-lo na maca.

Como se não bastasse a demora, eles ainda tropeçaram no caminho entre o traçado e a área de escape. Com isso, os dois e o piloto italiano cairam no chão. Um absurdo. E tudo isso sob os olhares de Paolo, pai de Simoncelli, que tinha ido de scooter até o local. Está certo que as lesões foram graves demais para salvá-lo, mas o atendimento foi inaceitável. E não é a primeira vez que isso ocorre na Motovelocidade. Alô, Dorna! Está na hora de tomar uma atitude e treinar os fiscais para situações como esta.

KUBICA JÁ DIRIGE CARRO!

O Dr. Igor Rossello, um dos cirurgiões que operou Robert Kubica, revelou que o polonês já dirige um carro de passeio e afirmou ter certeza de que ele pode voltar a guiar um carro de Fórmula 1 em breve. Kubica feriu gravemente mão, braço e pernas direitas em um forte acidente em sofrido em fevereiro no 'Ronde di Andora', prova de rali italiana, informa o site Globo.com

- Ele está recuperado. Pode mover todos os dedos da mão. Agora nós podemos pensar em colocá-lo assim que possível em um carro. Perdão, em um carro de corrida, porque ele já dirige um carro de rua - disse em entrevista à rádio polonesa ‘Trojce'.

As declarações de Rossello são bem mais otimistas que a opinião de Dr. Riccardo Ceccarelli, que acompanha o tratamento do piloto. Ceccarelli afirmou recentemente que o polonês precisaria de "mais alguns meses de recuperação" para voltar a dirigir um F-1. Dr. Rossello disse estar impressionado com Kubica.

- Olho para ele e não paro de me perguntar como ele tem ido bem. Todas as fraturas e feridas foram curadas. Sua recuperação é um milagre.

O cirurgião, no entanto, admitiu que o piloto terá algumas limitações decorrentes do acidente e por isso não sabe se ele conseguirá ser tão rápido quanto era antigamente.

- A incerteza é se ele poderá voltar a ser veloz. Ele terá algumas limitações. É bom lembrar que chegou a ser considerada a amputação. De qualquer forma ele será capaz de dirigir seu F-1 de novo e pressionar todos os botões, nós estamos falando de um piloto, não de um pianista - brincou Rosselo.

- Mas isso (ser rápido o suficiente), os especialistas em F-1 precisarão analisar. Nós fizemos nosso trabalho perfeitamente - completou o médico, que disse ainda ser necessária uma pequena intervenção para melhorar a mobilidade do pulso direito de Kubica, além de uma forte carga de exercícios para a recuperação total do polonês.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

RED BULL INAUGURA O AUTÓDROMO DE BUDDH, NA ÍNDIA

Frank Williams tenta reviver parceria de sucesso com os árabes*

* Por Lívio Oricchio

Apesar dos 69 anos de idade e da tetraplegia, Frank Williams não arrefece o ritmo. E sua determinação continua inabalável. Nos últimos dias realizou peregrinação entre nações árabes. Esteve no Qatar e na Arábia Saudita. Seu desejo é reviver a época em que os petrodólares árabes permitiram sua equipe surgir como uma das forças da Fórmula 1, no final dos ano 70.

Agora, ajudaria o time em vários sentidos também: reerguer-se tecnicamente e contratar o finlandês Kimi Raikkonen para liderar a organização na área esportiva. Mas muitos na Fórmula 1 questionam se Raikkonen voltaria em condições de realizar o trabalho depois de dois anos fora da competição.

Em 1977, os sauditas, através da Saudia Arabian Airlines, estabeleceram contrato de patrocínio com Frank Williams. Nesse mesmo ano, Williams ofereceu ao engenheiro Patrick Head 33% da escuderia em troca de assumir a direção técnica e ser o responsável pelos projetos dos carros. A associação funcionou bem. Em 1980, a Williams foi campeã com Alan Jones além de ficar com o título dos construtores.

A situação, agora, se assemelha à de antes do acordo com os árabes. Este ano só não vai perder a disputa entre equipes para os três estreantes no ano passado, Lotus, Marussia Virgin e Hispania. Em vez de receber, por exemplo, US$ 100 milhões (R$ 180 milhões), como a Red Bull, por ser a campeã, Frank Williams verá depositado na sua conta somente US$ 23 milhões (R$ 43 milhões), por ser a nona colocada entre os construtores.

Pela primeira vez na história da Fórmula 1 uma equipe abriu seu capital na bolsa de valores. A Williams disponibilizou ações na Bolsa de Frankfurt, em março. Em razão do fraco desempenho na temporada, não vai gerar receita aos investidores. Como forma de responder a essa situação grave, Frank Williams reestruturou a organização. Contratou o polêmico e questionável diretor-técnico Mike Coughlan e agora tenta Raikkonen, com a ajuda dos árabes.

Na sua cabeça, a receita para voltar a ser grande é simples: dispor de um bom carro, concebido por Coughlan, bem administrado pela equipe, dotada de importante orçamento, vindo dos árabes, e conduzido por um grande piloto, Raikkonen. Há quem diga, no entanto, que Coughlan nunca fez um carro competitivo e o finlandês, se voltar à Fórmula 1, produzirá ainda menos que Michael Schumacher.

Dentre esses cidadãos que não acreditam na eficiência de Raikkonen, caso volte, estou eu. A razão do finlandês desejar regressar é uma só: dinheiro. Este ano não tem salário. Só está saindo do seu cofre. E não é pouco. Disputou provas de rali com equipe própria e por conta de orçamento reduzido nem mesmo cumpriu o calendário, o que lhe valeu uma punição.
Mais: a empresa que tem associado ao inglês Steve Robertson administra a carreira de vários pilotos, dentre eles o talentoso brasileiro Felipe Nasr, o que quer dizer que Raikkonen tem de investir elevadas somas de dinheiro. E esses jovens ainda não entraram na fase de repassar à Raikkonen-Robertson o investido e, claro, o extra, o lucro, razão do negócio.

Se já na última temporada na Fórmula 1, em 2009, pela Ferrari, Raikkonen não foi nem a sombra do piloto que disputou título com Michael Schumacher, a ponto de ser dispensado pelos italianos, agora, depois de dois anos parado, colocaria 9 das minhas 10 fichas que cometerá erros de toda natureza e não será veloz, ao menos como antes. Não deverá contribuir muito com a reconstrução da Williams. Aliás, como muitos profissionais da Fórmula 1 não confio também nessa dupla de técnicos que responderá pelo modelo de 2012 e gestão do time, Mike Coughlan e Mark Gillan.

Portanto, se não der para Rubens Barrichello, como é, neste momento, mais provável, não estará perdendo grande coisa.