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segunda-feira, 28 de abril de 2014
Julgamento divino*
* Por Bruno Vicaria
Fontes divinas informam: Michael Schumacher está em uma conferência com a cúpula da velocidade no céu. A mesa diretora está julgando se o alemão deve ou não voltar, mas a teimosia de querer correr de qualquer coisa preocupa o staff. Um grupo de notáveis segue questionando o heptacampeão e este blog teve acesso a uma parte da conversa.
Fangio: Como presidente da mesa, convoco todos para esta reunião extraordinária a respeito do juízo de um dos nossos.
Schumacher: Tão falando de mim?
Senna: Não, do Piquet... Claro que é de você!
Earnhardt: O que você tem na cabeça, Mr. German?
Schumacher: Um capacete.
Senna: O errado, inclusive.
Earnhardt: Tá parecendo eu, man!
Alboreto: Se estivesse com o capacete fechado, teria quebrado apenas o nariz.
McRae: Aliás, você ficou feio, hein?
Schumacher: Ah, mas isso daí eu arrumo.
Watkins: Pena que não estou mais lá pra arrumar.
Simoncelli: Até eu estou mais bonito que você.
Villeneuve: Quando você voltar, promete pra gente que vai se vestir melhor?
Senna: Até eu me vestia melhor. Eu previ a moda dos bonés aba reta.
Simoncelli: Era "fei"...
Wheldon: Pelamor, eu prefiro o Helinho no Dança dos Famosos que a moda de vocês.
Fangio: Ordem, por favor!
Watkins: Hermano, se você acha que eles são difíceis, imagina quando o Berger chegar.
Fangio: Diós... Tenha piedade de nosotros.
Senna: Eu adoraria ter o Berger aqui, mas não vou torcer por isso senão vocês me chamarão de sádico.
Schumacher: Vamos logo, pessoal, tem gente me esperando lá embaixo.
Fangio: Só vamos deixar você voltar se tomar juízo.
Senna: Você é o representante dos deuses da velocidade, precisa ficar vivo.
Villeneuve: Meu filho tá na fila pra ser representante, inclusive.
McRae: Seu filho como Deus da Velocidade é um ótimo cantor.
Simoncelli: Cantor? Prefiro ele correndo, mesmo.
Wheldon: Ele corre, ainda?
Villeneuve: Prefiro não comentar.
Schumacher: Bem, o que vocês querem que eu faça?
Fangio: Tome jeito.
Watkins: Queremos te ajudar a encontrar uma alternativa para que você não se mate. Você podia pescar. O Senna e eu fazemos isso.
Schumacher: Aqui né.
Wheldon: Já pensou no automobilismo virtual, German?
Senna: Hahaha! Vai tomar um pau meu quando vier pra cá.
Alboreto: Até aqui ele ganha... Puta cara chato.
Schumacher: Mas aqui posso escolher equipe e companheiro?
Villeneuve: Já tá pensando nisso?
McRae: Opa, peraí... Tô recebendo aqui um chamado de Robert Kubica.
Fangio: Ele não! Esse é xarope!
Watkins: Nem atende, deixa ele lá embaixo.
Senna: Eu gosto dele.
Villeneuve: Eu também.
Simoncelli: Ele é meio bração, não acham?
Schumacher: É fininho. O que sobrou do braço dele, pelo menos.
Fangio: Esse não para no chão.
Simoncelli: Voar é com o Dan.
Wheldon: Não voei, fui "voado". O Villeneuve que curte voo livre.
Watkins: Ordem, pessoal. Vamos voltar ao assunto. O que podemos fazer para manter o alemão vivo?
Senna: Como eu gosto de correr, eu me divertiria correndo a pé.
Watkins: Ainda apoio a ideia de pescar. Só teria perigo se ele enroscasse o anzol no lugar errado.
Fangio: Adoraria voltar somente por algumas horinhas para ir em uma parrillaria...
Senna: Eu voltaria para passar um fim de semana em Angra.
Earnhardt: Eu queria um Big Mac e uma Bud.
Alboreto: Sabem de nada, inocentes. Nada como uma pizza feita pela mamma.
Villeneuve: Sua mãe ainda tá viva?
Alboreto: Tá disputando o campeonato de senilidade com o Murray Walker.
Simoncelli: Por que você não anda de bicicleta?
Alboreto: Não dá ideia...
Schumacher: Só se for pra derrotar o Alonso.
Senna: Mas ele é amigo do Contador.
Schumacher: Eu não preciso de contador, sou rico.
Fangio: Rico e burro, pois está se matando à toa.
McRae: Concordo. Eu adoraria estar no seu lugar. Maldito helicóptero...
Simoncelli: Maldito cordão de capacete.
Senna: Maldita solda.
Wheldon: Maldito alambrado.
Earnhardt: Viu os perigos do capacete aberto, alemão?
Villeneuve: Mass viado.
Fangio: Massa?
Alboreto: Hermano, melhor você tratar esse ouvido. Da outra vez você quase trouxe o Felipe por engano.
Watkins: Já encomendei um telex para ele.
Senna: Gente, vamos resolver isso logo, temos corrida virtual lá no servidor do Elio de Angelis.
Villeneuve: Mas ele não vai tocar piano no show do Chapman?
McRae: Amigo, você acha que ele perderia uma corrida?
Simoncelli: Alguém avisou o Cévert?
Alboreto: Ih, esquece... Ele tá com o Hunt!
Watkins: É... Eles foram para o Universo Paralelo.
Fangio: Bem, sendo assim, vamos interromper esta audiência para a corridinha.
Schumacher: Posso me juntar a vocês?
Senna: Ah, não. Toda vez que você corre eu me fodo. Lembra da última?
Alboreto: Ui, ela tá com medinho! Você já foi melhor!
Wheldon: Por mim, tudo bem, eu passo por cima.
Villeneuve: Perde a vida, mas não perde a piada, né?
Simoncelli: Bem, eu acho que você pode entrar como Wild Card só nessa etapa.
Watkins: Se você me prometer que vai dar uma pescada quando voltar...
Schumacher: Prometo!
Earnhardt: Sua mulher não vai ficar brava em te esperar?
Schumacher: Relaxa, quem espera três meses espera mais um pouco.
Fangio: Então a sessão está em recesso. Daqui a pouco resolvemos isso.
Espero que seja isso que esteja acontecendo!
Fontes divinas informam: Michael Schumacher está em uma conferência com a cúpula da velocidade no céu. A mesa diretora está julgando se o alemão deve ou não voltar, mas a teimosia de querer correr de qualquer coisa preocupa o staff. Um grupo de notáveis segue questionando o heptacampeão e este blog teve acesso a uma parte da conversa.
Fangio: Como presidente da mesa, convoco todos para esta reunião extraordinária a respeito do juízo de um dos nossos.
Schumacher: Tão falando de mim?
Senna: Não, do Piquet... Claro que é de você!
Earnhardt: O que você tem na cabeça, Mr. German?
Schumacher: Um capacete.
Senna: O errado, inclusive.
Earnhardt: Tá parecendo eu, man!
Alboreto: Se estivesse com o capacete fechado, teria quebrado apenas o nariz.
McRae: Aliás, você ficou feio, hein?
Schumacher: Ah, mas isso daí eu arrumo.
Watkins: Pena que não estou mais lá pra arrumar.
Simoncelli: Até eu estou mais bonito que você.
Villeneuve: Quando você voltar, promete pra gente que vai se vestir melhor?
Senna: Até eu me vestia melhor. Eu previ a moda dos bonés aba reta.
Simoncelli: Era "fei"...
Wheldon: Pelamor, eu prefiro o Helinho no Dança dos Famosos que a moda de vocês.
Fangio: Ordem, por favor!
Watkins: Hermano, se você acha que eles são difíceis, imagina quando o Berger chegar.
Fangio: Diós... Tenha piedade de nosotros.
Senna: Eu adoraria ter o Berger aqui, mas não vou torcer por isso senão vocês me chamarão de sádico.
Schumacher: Vamos logo, pessoal, tem gente me esperando lá embaixo.
Fangio: Só vamos deixar você voltar se tomar juízo.
Senna: Você é o representante dos deuses da velocidade, precisa ficar vivo.
Villeneuve: Meu filho tá na fila pra ser representante, inclusive.
McRae: Seu filho como Deus da Velocidade é um ótimo cantor.
Simoncelli: Cantor? Prefiro ele correndo, mesmo.
Wheldon: Ele corre, ainda?
Villeneuve: Prefiro não comentar.
Schumacher: Bem, o que vocês querem que eu faça?
Fangio: Tome jeito.
Watkins: Queremos te ajudar a encontrar uma alternativa para que você não se mate. Você podia pescar. O Senna e eu fazemos isso.
Schumacher: Aqui né.
Wheldon: Já pensou no automobilismo virtual, German?
Senna: Hahaha! Vai tomar um pau meu quando vier pra cá.
Alboreto: Até aqui ele ganha... Puta cara chato.
Schumacher: Mas aqui posso escolher equipe e companheiro?
Villeneuve: Já tá pensando nisso?
McRae: Opa, peraí... Tô recebendo aqui um chamado de Robert Kubica.
Fangio: Ele não! Esse é xarope!
Watkins: Nem atende, deixa ele lá embaixo.
Senna: Eu gosto dele.
Villeneuve: Eu também.
Simoncelli: Ele é meio bração, não acham?
Schumacher: É fininho. O que sobrou do braço dele, pelo menos.
Fangio: Esse não para no chão.
Simoncelli: Voar é com o Dan.
Wheldon: Não voei, fui "voado". O Villeneuve que curte voo livre.
Watkins: Ordem, pessoal. Vamos voltar ao assunto. O que podemos fazer para manter o alemão vivo?
Senna: Como eu gosto de correr, eu me divertiria correndo a pé.
Watkins: Ainda apoio a ideia de pescar. Só teria perigo se ele enroscasse o anzol no lugar errado.
Fangio: Adoraria voltar somente por algumas horinhas para ir em uma parrillaria...
Senna: Eu voltaria para passar um fim de semana em Angra.
Earnhardt: Eu queria um Big Mac e uma Bud.
Alboreto: Sabem de nada, inocentes. Nada como uma pizza feita pela mamma.
Villeneuve: Sua mãe ainda tá viva?
Alboreto: Tá disputando o campeonato de senilidade com o Murray Walker.
Simoncelli: Por que você não anda de bicicleta?
Alboreto: Não dá ideia...
Schumacher: Só se for pra derrotar o Alonso.
Senna: Mas ele é amigo do Contador.
Schumacher: Eu não preciso de contador, sou rico.
Fangio: Rico e burro, pois está se matando à toa.
McRae: Concordo. Eu adoraria estar no seu lugar. Maldito helicóptero...
Simoncelli: Maldito cordão de capacete.
Senna: Maldita solda.
Wheldon: Maldito alambrado.
Earnhardt: Viu os perigos do capacete aberto, alemão?
Villeneuve: Mass viado.
Fangio: Massa?
Alboreto: Hermano, melhor você tratar esse ouvido. Da outra vez você quase trouxe o Felipe por engano.
Watkins: Já encomendei um telex para ele.
Senna: Gente, vamos resolver isso logo, temos corrida virtual lá no servidor do Elio de Angelis.
Villeneuve: Mas ele não vai tocar piano no show do Chapman?
McRae: Amigo, você acha que ele perderia uma corrida?
Simoncelli: Alguém avisou o Cévert?
Alboreto: Ih, esquece... Ele tá com o Hunt!
Watkins: É... Eles foram para o Universo Paralelo.
Fangio: Bem, sendo assim, vamos interromper esta audiência para a corridinha.
Schumacher: Posso me juntar a vocês?
Senna: Ah, não. Toda vez que você corre eu me fodo. Lembra da última?
Alboreto: Ui, ela tá com medinho! Você já foi melhor!
Wheldon: Por mim, tudo bem, eu passo por cima.
Villeneuve: Perde a vida, mas não perde a piada, né?
Simoncelli: Bem, eu acho que você pode entrar como Wild Card só nessa etapa.
Watkins: Se você me prometer que vai dar uma pescada quando voltar...
Schumacher: Prometo!
Earnhardt: Sua mulher não vai ficar brava em te esperar?
Schumacher: Relaxa, quem espera três meses espera mais um pouco.
Fangio: Então a sessão está em recesso. Daqui a pouco resolvemos isso.
Espero que seja isso que esteja acontecendo!
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
A Grana do Schumacher*
* Por Humberto Corradi
O piloto mais bem sucedido da Fórmula 1 com certeza também possui números impressionantes quando o assunto é dinheiro.
Preparada milimetricamente, a carreira de Michael Schumacher foi vitoriosa em todos os sentidos.
E você pode conferir isso olhando seus vencimentos nas 19 temporadas em que esteve presente na F1.
Os números, atualizados, estão em Euro.
Em 1991 o piloto alemão estreou na Benetton recebendo 200 mil.
Seu salário foi aumentando à medida que os frutos de seu talento eram reconhecidos.
Depois de cinco anos e dois títulos mundiais, Schumacher deixou a equipe com 21 milhões no bolso.
Não havia maneira de continuar.
Já em 1996, a Ferrari fechou um acordo de 27 milhões com o cara para sua primeira temporada na nova casa.
Ao todo, Schumacher ganhou 300 milhões da Scuderia Italiana nos onze anos em que lá esteve.
Dinheiro bem gasto.
Os cinco títulos mundiais trouxeram muitas alegrias para a Casa de Maranello.
Após o hiato, o multicampeão retornou para a Fórmula 1 nos braços da Mercedes.
Foram três temporadas sem vitórias.
Então, 40 milhões mais rico, Michael Schumacher foi aposentado compulsoriamente.
Sem volta.
Apesar de sua tentativas de continuar por mais um ano (recebeu um não da Ferrari) na categoria máxima do automobilismo.
Somando todos os vencimentos teremos a montante de 361 milhões de Euros só de salários.
Foi digno, não?
O piloto mais bem sucedido da Fórmula 1 com certeza também possui números impressionantes quando o assunto é dinheiro.
Preparada milimetricamente, a carreira de Michael Schumacher foi vitoriosa em todos os sentidos.
E você pode conferir isso olhando seus vencimentos nas 19 temporadas em que esteve presente na F1.
Os números, atualizados, estão em Euro.
Em 1991 o piloto alemão estreou na Benetton recebendo 200 mil.
Seu salário foi aumentando à medida que os frutos de seu talento eram reconhecidos.
Depois de cinco anos e dois títulos mundiais, Schumacher deixou a equipe com 21 milhões no bolso.
Não havia maneira de continuar.
Já em 1996, a Ferrari fechou um acordo de 27 milhões com o cara para sua primeira temporada na nova casa.
Ao todo, Schumacher ganhou 300 milhões da Scuderia Italiana nos onze anos em que lá esteve.
Dinheiro bem gasto.
Os cinco títulos mundiais trouxeram muitas alegrias para a Casa de Maranello.
Após o hiato, o multicampeão retornou para a Fórmula 1 nos braços da Mercedes.
Foram três temporadas sem vitórias.
Então, 40 milhões mais rico, Michael Schumacher foi aposentado compulsoriamente.
Sem volta.
Apesar de sua tentativas de continuar por mais um ano (recebeu um não da Ferrari) na categoria máxima do automobilismo.
Somando todos os vencimentos teremos a montante de 361 milhões de Euros só de salários.
Foi digno, não?
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Conversa imaginária*
* Por Bruno Vicaria
E aí meu amigo, tudo bom?
Me desculpe. Faz parte da minha educação perguntar se está tudo bem mesmo sabendo que não está. Você podia pelo menos abrir o olho para o pessoal soltar uma notícia sua e todos se acalmarem. O mundo inteiro está nervoso e temendo o pior. Mas eu sinto que isso não vai acontecer.
Mas pelo que percebi o único jeito de conversar com você será desta forma. Por sintonia, telepatia e cartas imaginárias. Depois de um mês, confesso que já sinto falta de ver o seu queixo enorme e suas caretas, assim como aquelas roupas ridículas de "Sertanejo Made In Paraguai" repletas de lantejoulas.
Não sei se você chegou a ouvir de rabo de orelha que, quanto mais você dorme, mais você se ferra. E que você pode voltar como qualquer um, menos como Michael Schumacher. Você pode não conseguir falar, ou ouvir, ou ver, ou tudo ao mesmo tempo. Ou apenas ver. Você corre o risco de conversar apenas com os olhos. Ou não fazer nada.
Para quem gosta de liberdade, deve ser horrível viver preso e incomunicável dentro de uma "carcaça". E pior, com essa carcaça você voou alto e baixo, mas caiu forte também. E ainda mais você, que gosta de tudo: correr, esquiar, jogar bola... Agora, pensar e sonhar serão seus esportes favorito. Se não for, terá de ser. Mas acredito que você se adaptará tranquilamente.
Chega a ser curioso. Você é um cara que realizou quase todos os sonhos seus, meus e de milhões de pessoas, o que falta para você sonhar? Pensar tudo bem, é algo que fazemos quando nem percebemos, mas sonhar? Te conhecendo um pouco e vendo sua situação eu acredito que teu maior sonho era poder acordar e andar. E isso para você valeria mais que qualquer um dos seus sete títulos mundiais.
Aliás, acredito que este teu sonho, caso aconteça, será um sonho que fomentará sonhos de muitas pessoas com problemas iguais ou mais graves. E pensar que, para quem tem de tudo, uma coisa tão simples como virar a cabeça, ou mexer o braço, ou simplesmente dobrar o joelho possa valer mais que qualquer outra coisa.
Caso você não consiga se mexer, na pior das hipóteses, não fique triste e não pense que você será abandonado. Admiradores você tem aos montes, agora veremos quem gosta de você de verdade. Claro, tua família nunca vai te abandonar, não é à toa que você os escolheu (e Deus os escolheu) para ficar do lado. Passando por isso, você verá quem esteve do seu lado de verdade.
Do meu lado, você pode ter certeza que bateremos muitos papos ainda, mesmo que sejam imaginários. Vou te manter informado de tudo o que está acontecendo. E, na minha primeira oportunidade, seja na Suíça, na Alemanha ou na França, buscarei te fazer uma visita e te mandar energia positiva. Você pode não conseguir fazer mais nada, mas, se depender de mim, ninguém vai te esquecer.
Semana que vem a gente fala mais. Vou te contar o que anda acontecendo por aí. Acho que se eu levar a foto do novo Caterham você acorda rapidinho de tanto susto. Aliás, você me deu uma boa ideia! Vou imprimir as fotos de todos os carros e enviar aí para Grenoble. Vai que funciona?
Grande abraço, até mais. E vê se melhora.
PS1: Teu capacete e tuas luvas tão guardadinhas, mando uma foto deles em anexo.
E aí meu amigo, tudo bom?
Me desculpe. Faz parte da minha educação perguntar se está tudo bem mesmo sabendo que não está. Você podia pelo menos abrir o olho para o pessoal soltar uma notícia sua e todos se acalmarem. O mundo inteiro está nervoso e temendo o pior. Mas eu sinto que isso não vai acontecer.
Mas pelo que percebi o único jeito de conversar com você será desta forma. Por sintonia, telepatia e cartas imaginárias. Depois de um mês, confesso que já sinto falta de ver o seu queixo enorme e suas caretas, assim como aquelas roupas ridículas de "Sertanejo Made In Paraguai" repletas de lantejoulas.
Não sei se você chegou a ouvir de rabo de orelha que, quanto mais você dorme, mais você se ferra. E que você pode voltar como qualquer um, menos como Michael Schumacher. Você pode não conseguir falar, ou ouvir, ou ver, ou tudo ao mesmo tempo. Ou apenas ver. Você corre o risco de conversar apenas com os olhos. Ou não fazer nada.
Para quem gosta de liberdade, deve ser horrível viver preso e incomunicável dentro de uma "carcaça". E pior, com essa carcaça você voou alto e baixo, mas caiu forte também. E ainda mais você, que gosta de tudo: correr, esquiar, jogar bola... Agora, pensar e sonhar serão seus esportes favorito. Se não for, terá de ser. Mas acredito que você se adaptará tranquilamente.
Chega a ser curioso. Você é um cara que realizou quase todos os sonhos seus, meus e de milhões de pessoas, o que falta para você sonhar? Pensar tudo bem, é algo que fazemos quando nem percebemos, mas sonhar? Te conhecendo um pouco e vendo sua situação eu acredito que teu maior sonho era poder acordar e andar. E isso para você valeria mais que qualquer um dos seus sete títulos mundiais.
Aliás, acredito que este teu sonho, caso aconteça, será um sonho que fomentará sonhos de muitas pessoas com problemas iguais ou mais graves. E pensar que, para quem tem de tudo, uma coisa tão simples como virar a cabeça, ou mexer o braço, ou simplesmente dobrar o joelho possa valer mais que qualquer outra coisa.
Caso você não consiga se mexer, na pior das hipóteses, não fique triste e não pense que você será abandonado. Admiradores você tem aos montes, agora veremos quem gosta de você de verdade. Claro, tua família nunca vai te abandonar, não é à toa que você os escolheu (e Deus os escolheu) para ficar do lado. Passando por isso, você verá quem esteve do seu lado de verdade.
Do meu lado, você pode ter certeza que bateremos muitos papos ainda, mesmo que sejam imaginários. Vou te manter informado de tudo o que está acontecendo. E, na minha primeira oportunidade, seja na Suíça, na Alemanha ou na França, buscarei te fazer uma visita e te mandar energia positiva. Você pode não conseguir fazer mais nada, mas, se depender de mim, ninguém vai te esquecer.
Semana que vem a gente fala mais. Vou te contar o que anda acontecendo por aí. Acho que se eu levar a foto do novo Caterham você acorda rapidinho de tanto susto. Aliás, você me deu uma boa ideia! Vou imprimir as fotos de todos os carros e enviar aí para Grenoble. Vai que funciona?
Grande abraço, até mais. E vê se melhora.
PS1: Teu capacete e tuas luvas tão guardadinhas, mando uma foto deles em anexo.
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domingo, 29 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Alonso não é um novo Schumacher na Ferrari*
* Por Julianne Cerasoli
“Alonso realmente quer repetir o mesmo que Schumacher fez pela Ferrari, mas o alemão sabia que precisava muito mais do que apenas seu talento para isso. Levou junto Rory Byrne e Ross Brawn. Acho que Alonso não teve essa visão (ou não quis ter).”
O comentário do Billy no blog me levou a uma viagem no tempo. Afinal, é justo comparar a relação de qualquer piloto com sua equipe com o que Michael Schumacher viveu na Ferrari?
Voltemos a 1995. O alemão foi bicampeão do mundo com mais folga do que sua Benetton permitia, concorrendo com um apenas mediano Damon Hill. Do outro lado, a Ferrari, terceira no campeonato com menos da metade dos pontos dos campeões, amargava sua 16ª temporada seguida sem títulos de pilotos. Não precisa ser gênio para perceber a situação frágil em que a tradicional equipe italiana se encontrava frente à grande estrela da época.
Schumacher, então, chegou com carta branca na Scuderia e, levando os profissionais gabaritados pelos títulos nos dois anos anteriores, construiu uma estrutura vencedora ao seu redor, com a qual lucraram ele e a equipe, com cinco títulos seguidos entre 2000 e 2004.
Não foi naquela Ferrari “capenga” dos anos 1990 que Fernando Alonso desembarcou em 2010. O espanhol passara dois anos de “limbo” na Renault e estava com as portas fechadas na McLaren. Seu valor de barganha, portanto, era muito menor que o de Schumacher, ainda mais indo para uma equipe que havia sido campeã de construtores em 2008.
Detalhes tiraram dois títulos nos últimos quatro anos daquele que foi o rival mais consistente de Sebastian Vettel e o cenário dá indícios de começar a mudar. Ainda que o Carnaval midiático de Luca di Montezemolo leve a crer que Alonso vem perdendo terreno político na Ferrari, profissionais que trabalharam com o espanhol em seu bicampeonato na Renault chegaram e tomaram o lugar justamente dos principais alvos das críticas do piloto, que não costuma polemizar sem um alvo concreto. As contratações de Dirk de Beer e James Allison (que seriam um velho pedido do espanhol) são um duro golpe para Nikolas Tombazis e Simone Resta, que perdem influência – e vale lembrar o chefe de aerodinâmica do carro de 2013, Nicolas Hennel, já saiu de Maranello.
A Ferrari nunca estará organizada para servir Alonso da mesma forma que aconteceu com Schumacher – na verdade, aquela é uma história com ingredientes únicos. Mas a observação com mais cuidado (e, ao escrever isso, lembro-me da mensagem de rádio do espanhol pedindo desculpa por ter errado em sua volta rápida em Interlagos e recebendo a resposta “você não tem de se desculpar de nada” de seu engenheiro) do desenrolar dessa história Alonso/Ferrari nos faz pensar duas vezes antes de cravar que o piloto anda desprestigiado em Maranello ou “não tem visão” do que é necessário para montar um time campeão.
“Alonso realmente quer repetir o mesmo que Schumacher fez pela Ferrari, mas o alemão sabia que precisava muito mais do que apenas seu talento para isso. Levou junto Rory Byrne e Ross Brawn. Acho que Alonso não teve essa visão (ou não quis ter).”
O comentário do Billy no blog me levou a uma viagem no tempo. Afinal, é justo comparar a relação de qualquer piloto com sua equipe com o que Michael Schumacher viveu na Ferrari?
Voltemos a 1995. O alemão foi bicampeão do mundo com mais folga do que sua Benetton permitia, concorrendo com um apenas mediano Damon Hill. Do outro lado, a Ferrari, terceira no campeonato com menos da metade dos pontos dos campeões, amargava sua 16ª temporada seguida sem títulos de pilotos. Não precisa ser gênio para perceber a situação frágil em que a tradicional equipe italiana se encontrava frente à grande estrela da época.
Schumacher, então, chegou com carta branca na Scuderia e, levando os profissionais gabaritados pelos títulos nos dois anos anteriores, construiu uma estrutura vencedora ao seu redor, com a qual lucraram ele e a equipe, com cinco títulos seguidos entre 2000 e 2004.
Não foi naquela Ferrari “capenga” dos anos 1990 que Fernando Alonso desembarcou em 2010. O espanhol passara dois anos de “limbo” na Renault e estava com as portas fechadas na McLaren. Seu valor de barganha, portanto, era muito menor que o de Schumacher, ainda mais indo para uma equipe que havia sido campeã de construtores em 2008.
Detalhes tiraram dois títulos nos últimos quatro anos daquele que foi o rival mais consistente de Sebastian Vettel e o cenário dá indícios de começar a mudar. Ainda que o Carnaval midiático de Luca di Montezemolo leve a crer que Alonso vem perdendo terreno político na Ferrari, profissionais que trabalharam com o espanhol em seu bicampeonato na Renault chegaram e tomaram o lugar justamente dos principais alvos das críticas do piloto, que não costuma polemizar sem um alvo concreto. As contratações de Dirk de Beer e James Allison (que seriam um velho pedido do espanhol) são um duro golpe para Nikolas Tombazis e Simone Resta, que perdem influência – e vale lembrar o chefe de aerodinâmica do carro de 2013, Nicolas Hennel, já saiu de Maranello.
A Ferrari nunca estará organizada para servir Alonso da mesma forma que aconteceu com Schumacher – na verdade, aquela é uma história com ingredientes únicos. Mas a observação com mais cuidado (e, ao escrever isso, lembro-me da mensagem de rádio do espanhol pedindo desculpa por ter errado em sua volta rápida em Interlagos e recebendo a resposta “você não tem de se desculpar de nada” de seu engenheiro) do desenrolar dessa história Alonso/Ferrari nos faz pensar duas vezes antes de cravar que o piloto anda desprestigiado em Maranello ou “não tem visão” do que é necessário para montar um time campeão.
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terça-feira, 3 de setembro de 2013
SENNA ESPECIAL: GP ÍMOLA, 1994
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
F-1: (novo) modo de usar*
* Por Fábio Seixas
O domínio de Vettel e da Red Bull tem apenas um paralelo na história da F-1: a Ferrari da era Schumacher.
Em 63 temporadas, são as únicas equipes a conquistar por três vezes seguidas, e com um mesmo piloto, os dois campeonatos em disputa.
(Ok, a escuderia italiana foi além: cinco dobradinhas, de 2000 a 2004. Mas não dá para duvidar que a Red Bull e seu alemão podem chegar lá.)
Ocorre que os dois períodos guardam sabores diferentes, deixam percepções bem distintas, antagônicas até. Contra a chatice e a previsibilidade de então, a emoção e as incertezas de agora. Quem torcia o nariz, hoje no máximo fica indiferente à repetição do resultado final.
Há alguns motivos para isso. Números, para começar.
Porque se é verdade que o desfecho foi perfeito para a Red Bull e para Vettel nos últimos anos, também é que eles enfrentaram paradas mais duras da concorrência.
Para chegar às três primeiras conquistas, Schumacher e a Ferrari disputaram 51 GPs. O alemão venceu 29, ou 57% das provas. A Ferrari colheu ainda cinco vitórias com Barrichello, elevando o índice para impressionantes 67%.
O melhor (ou pior) reflexo disso veio em 2002, quando Schumacher selou o título na 11ª das 17 etapas. Ok, parabéns, recorde, coisa e tal. Mas quer coisa mais enfadonha?
Já Vettel e a Red Bull disputaram 58 corridas entre 2010 e 2012. O alemãozinho ganhou 21, ou 36%. Somadas as sete de Webber, o sucesso da equipe chegou a 48% –e este “menos da metade” já é razão a mais para ligar a TV.
Apesar do tri legítimo e puro, não parece correto usar a palavra “hegemonia” agora.
Há ainda dois elementos intangíveis, incomensuráveis.
O primeiro, as personalidades dos dois pilotos.
Vettel é garoto de sorriso fácil, barba por fazer, batiza carros como mulheres, grita no rádio, fala palavrão no pódio. Pode não ser o rei do marketing com quem Ecclestone sonha, mas torna as coisas mais divertidas do que Schumacher e seus modos robóticos.
O segundo tem a ver com o primeiro, mas passa pelas equipes. Foi sintetizado por Vettel na festa do domingo: “Quando criança, aprendi a agir honestamente”.
A Ferrari pode até não ser desonesta, mas a maneira como leva o regulamento ao limite não soa muito simpático. Só para citar o caso mais recente, a retirada do lacre do câmbio de Massa em Austin não foi ilegal, mas foi imoral.
A questão é que os fãs cada vez mais se veem como os consumidores que são. E não curtem ser enganados. A octogenária Ferrari ainda não percebeu isso, age como se estivesse na F-1 dos anos 70. Já a Red Bull deita e rola. Até por ser, hoje, mais um conceito do que um energético.
Uma mudança de mentalidade que pode ser ótima para a F-1.
O domínio de Vettel e da Red Bull tem apenas um paralelo na história da F-1: a Ferrari da era Schumacher.
Em 63 temporadas, são as únicas equipes a conquistar por três vezes seguidas, e com um mesmo piloto, os dois campeonatos em disputa.
(Ok, a escuderia italiana foi além: cinco dobradinhas, de 2000 a 2004. Mas não dá para duvidar que a Red Bull e seu alemão podem chegar lá.)
Ocorre que os dois períodos guardam sabores diferentes, deixam percepções bem distintas, antagônicas até. Contra a chatice e a previsibilidade de então, a emoção e as incertezas de agora. Quem torcia o nariz, hoje no máximo fica indiferente à repetição do resultado final.
Há alguns motivos para isso. Números, para começar.
Porque se é verdade que o desfecho foi perfeito para a Red Bull e para Vettel nos últimos anos, também é que eles enfrentaram paradas mais duras da concorrência.
Para chegar às três primeiras conquistas, Schumacher e a Ferrari disputaram 51 GPs. O alemão venceu 29, ou 57% das provas. A Ferrari colheu ainda cinco vitórias com Barrichello, elevando o índice para impressionantes 67%.
O melhor (ou pior) reflexo disso veio em 2002, quando Schumacher selou o título na 11ª das 17 etapas. Ok, parabéns, recorde, coisa e tal. Mas quer coisa mais enfadonha?
Já Vettel e a Red Bull disputaram 58 corridas entre 2010 e 2012. O alemãozinho ganhou 21, ou 36%. Somadas as sete de Webber, o sucesso da equipe chegou a 48% –e este “menos da metade” já é razão a mais para ligar a TV.
Apesar do tri legítimo e puro, não parece correto usar a palavra “hegemonia” agora.
Há ainda dois elementos intangíveis, incomensuráveis.
O primeiro, as personalidades dos dois pilotos.
Vettel é garoto de sorriso fácil, barba por fazer, batiza carros como mulheres, grita no rádio, fala palavrão no pódio. Pode não ser o rei do marketing com quem Ecclestone sonha, mas torna as coisas mais divertidas do que Schumacher e seus modos robóticos.
O segundo tem a ver com o primeiro, mas passa pelas equipes. Foi sintetizado por Vettel na festa do domingo: “Quando criança, aprendi a agir honestamente”.
A Ferrari pode até não ser desonesta, mas a maneira como leva o regulamento ao limite não soa muito simpático. Só para citar o caso mais recente, a retirada do lacre do câmbio de Massa em Austin não foi ilegal, mas foi imoral.
A questão é que os fãs cada vez mais se veem como os consumidores que são. E não curtem ser enganados. A octogenária Ferrari ainda não percebeu isso, age como se estivesse na F-1 dos anos 70. Já a Red Bull deita e rola. Até por ser, hoje, mais um conceito do que um energético.
Uma mudança de mentalidade que pode ser ótima para a F-1.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
GP BRASIL F1 2012: VITÓRIAS BRASILEIRAS - GP BRASIL, 2006
Desde ao acordar no sábado pela manhã, já senti um arrepio, pensei é o frio... No caminho ao Autódromo, uma parada no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, muita desorganização para ingressar nos ônibus circulares que faziam a linha especial Aeroporto e Autódromo, mas cheguei à avenida Senador Teotônio Vilela que dá acesso ao portão do setor A do Autódromo de Interlagos.
Como foi a primeira vez que fiquei no setor A, o primeiro contato com a arquibancada, fora como uma descoberta, fiquei uns 3 minutos olhando para a visão que eu teria dos carros quando eles deixassem os boxes do Autódromo de Interlagos.
Carros na pista... Uma sensação indescritível, foi o terceiro GP BRASIL que acompanho direto das arquibancadas de Interlagos e a cada ano a sensação é ainda melhor.
Felipe Massa conquista a pole position do GP BRASIL, não há como segurar o grito de alegria é o momento de extravasar, mesmo sabendo das dificuldades que o nosso brasileiro enfrentaria no domingo com o Michael Schumacher que ainda “brigaria” pelo título. Bem brigaria, só não buscou a vitória porque Deus é brasileiro e pude constatar isso neste final de semana, não há como explicar tantos azares do alemão durante os três dias na pista brasileira, me perguntei... É um aviso?
Domingo é dia de madrugar e acordar cedo, acordar cedo? Que nada eu nem consegui dormir, de meia em meia hora eu acordava, resolvi levantar de vez e me preparar pra as surpresas deste domingo que poderia ser especial...
O mesmo trajeto do dia anterior, Aeroporto e Autódromo, chegando próximo as imediações do Autódromo, eu já via a movimentação das pessoas aguardando os portões se abrirem para entrar nas arquibancadas e fora neste momento que não entendi o que se passava comigo, um “nó” na garganta, uma lágrima preste a cair de meus olhos o filme de 2004 passando em minha mente com Rubinho Barrichello na pole, com Schumacher largando lá atrás com o campeonato já decidido a favor do alemão e Rubinho quebrando recorde atrás de recorde em todo fim de semana, pensei, será que é hoje?
A duvida pairava no ar, não havia resposta, já presenciamos de tudo nesses treze anos de puro azar, alias, treze não é o número do azar?
O domingo estava perfeito, o sol raiava desde os primeiros minutos do amanhecer, a corrida seria com pista seca, dificilmente o fator sorte definirá o resultado aqui em Interlagos, nada além da competência da equipe e do piloto mudará o resultado final desta corrida...
Foram oito horas de espera até o início do trigésimo quinto Grande Premio Brasil de Fórmula 1, a ansiedade aumentava ao aproximar o horário da prova. A cantora Ivete Sangalo em entrevista a Rádio Bandeirantes levantou a arquibancada com a seguinte frase: “POEIRAAAAAAAA, POEIRAAAAAAAAA, POEIRAAAAAAAAA O MASSA VAI LEVANTAR POEIRAAAAAAAAAA” E volta o “nó” na garganta...
13 horas e quarenta e cinco minutos, agora não há mais volta, box fechado, estou aqui em frente ao carro de Robert Doornbos parado na última posição do grid, fiquei numa posição até que privilegiada, já que todos os pilotos ao chegarem no grid de largada desligam os seus motores e seguem empurrados por seus mecânicos até a sua posição de largada. Bom momento para tirar fotos dos carros e ver o brasileiro Rubens Barrichello animado antes da prova saudando os torcedores presentes na reta dos boxes.
Volta de aquecimento o giro dos motores lá em cima, está chegando à hora, o coração bate mais forte com Felipe Massa jogando sua Ferrari de um lado para o outro na reta buscando a sua posição de honra, a pole position. Carros alinhados, as cinco luzes se apagam, todos olham para os telões, momento crucial, S do Senna, quem aponta como líder?????????? FELIPE MASSA DO BRASILLLLLLLLLLL... Fora como um alívio, foi solto o grito há oito horas preso na garganta, agora é só abrir vantagem pra ficar sossegado, vamos Felipe, acelera moleque...
Mas a entrada do safety car fora como um balde de água fria, não acredito, tudo de novo, relargada em movimento, sempre quem larga em segundo em Interlagos leva uma pequena vantagem, pelo fato de conseguir pegar o vácuo, mas agora é tudo ou tudo vai ter que dar... Sai o safety car e Felipe Massa continua na ponta, a cada volta ele abre vantagem sobre Kimi Raikkonen, vai abrindo, abrindo eu não acreditava no que estava vendo, uma corrida perfeita do Felipe, confesso que nem me importava com a reação do Schumacher, mas me preocupei quando ele fez a ultrapassagem no Fisichella, pensei, meu Deus só tem o espanhol, desse jeito o Alonso vai deixar o Schumacher passar para não se envolver em nenhum problema e o Felipe correrá riscos de............ Foi isso mesmo que pensei na hora, era melhor não dar sopa para o azar já que estávamos em INTERLAGOS.
Para a sorte de nós brasileiros o Schumacher teve o pneu traseiro estourado, agora não havia como perder esta corrida. Vendo pela tv até haveria, mas o Felipe abria vantagem a cada volta parecia um sonho, mas... Cadê o Raikkonen? Foi para os box antes que Felipe. Kimi estava mais leve que o brasileiro e fazendo volta mais lentas que o Felipe, era o nosso dia, ta chegando a hora...
Ao terminar a primeira rodada de pit stop, todos os pensamentos fora se encaixando, era só relaxar e curtir, na pista ele não perderia, sobrou o carro da Ferrari, Michael Schumacher deu show, valeu alemão, terminou sua carreira em grande estilo, merecia o pódio, mas está de parabéns por superar praticamente todas as adversidades neste fim de semana em Interlagos, ele se recuperou e obteve mais uma vitória pessoal de sua vitoriosa carreira.
Contagem regressiva dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três voltas para o fim do GP BRASIL de Fórmula 1, agora era levar com carinho, nas pontas dos dedos, foram as três voltas mais silenciosas do setor A, uns ficavam de pé, outros sentados, outros com as mãos postas, outros com as mãos erguidas agradecendo pelo momento que estavam preste a vivenciar.
Felipe Massa passa abrindo a última volta, a cada metro percorrido era como um alívio, nas últimas dez voltas passou o filme de 1993 em minha mente. Eu sempre imaginei estar ali um dia, viver um momento parecido como foi aquele em 1993 com a vitória de Ayrton Senna. Pensava comigo mesmo, ele vai chegar, e estava se aproximando, na saída do bico de pato as lágrimas já não eram contidas, agora era só contornar o mergulho e a junção, cuidado com as ondulações da junção Felipe, olha o que eu fui pensar naquele momento, mas cautela ali era preciso, já vimos de tudo em Interlagos, chuva que cai na hora errada, carro que fica sem combustível, Nakajima que era retardatário e não olhava no retrovisor... Meus Deus era só subir a reta dos boxes, vem Felipe, na ponta dos dedos, Essa ninguém tira... As lágrimas presas desde as primeiras horas do dia rolam sobre o meu rosto, era o meu momento, era a hora de extravasar, de soltar o grito preso na garganta e de agradecer pela realização de um sonho, tantas e tantas vezes namoramos com essa vitória. Mas o vencedor continua sua luta, perde a batalha mas jamais perde a guerra, era esse o sentimento de alívio, foram noites e noites sem dormir a espera da realização deste sonho. Semana de GP BRASIL é especial, a cada dia a emoção aumenta, o dia da busca do ingresso no autódromo, os treinos livres, tudo ficará em minha mente pro resto de minha vida e ontem foi um dia inesquecível...
FELIPE MASSA... EM NOME DA TORCIDA BRASILEIRA PRESENTE EM INTERLAGOS, OBRIGADO PELA EMOÇÃO... Que você consiga carregar toda esta energia pro resto de sua carreira, você é um iluminado Felipe, liderou pela primeira vez na F1 em 2004 pela Sauber aqui mesmo em Interlagos, e agora nos dá o prazer de sentir esta emoção com sua vitória... PARABÉNS FELIPE MASSA, PARABÉNS BRASILLLLLLLLLLL!!!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
SENNA ESPECIAL: GP BRASIL, 1994
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Quando o prazer vira um fardo*
* Por Bruno Vicaria
Cansei de ouvir que Michael Schumacher estragou as estatísticas de sua carreira com esta volta à Fórmula 1 que teve um fim decretado nesta quinta-feira, com o anúncio de sua retirada definitiva. Se eu cansei, imagina ele. Por isso que parou.
Ele se disse aliviado em anunciar sua saída. É claro! Afinal, como se pilota em paz com um monte de gente na sua orelha, falando que você não é mais o mesmo, que virou um barbeiro e, inclusive, colocando em dúvida a credibilidade de tudo o que você conquistou no passado? Todo mundo sabia que a volta de Schumacher não era definitiva e que não seria mais a mesma coisa, uma vez que os carros mudaram muito. Assim como a de Lauda, que não aguentou ficar muito tempo longe da F-1, e Prost, que voltou somente para pilotar a nave da Williams, e até Mansell, que passou por uma situação vexatória no fim de sua carreira em uma equipe do porte da McLaren. OK, o austríaco e o francês conquistaram vitórias e títulos, ao contrário do alemão, mas os dois tiveram a oportunidade de andar em grandes carros e, principalmente, cometeram tantos erros quanto os de Schumacher.
Vamos usar Prost, o piloto mais próximo de Schumacher nos números e na contemporaneidade: quantos erros ele cometeu em 1993? Começamos pelo GP do Brasil, quando bateu em Christian Fittipaldi, passando pelos GPs da Europa e Mônaco, quando deixou o carro morrer nos boxes, queimou a largada, e foi literalmente humilhado por Ayrton Senna e seu carrinho de rolimã. Mas Prost não foi criticado, pois conquistou um título incontestável com um carro de outro mundo. Em 2010, quando Schumacher voltou, ele não chegou a cometer os erros que Prost teve na corrida (exceto a fechada em Barrichello na Hungria), mas não teve um carro digno de mostrar todo o seu potencial. E, na minha opinião, independente do que aconteceu, sua reputação permanece intacta, mesmo com os acontecimentos recentes.
Aliás, uma coisa que contou para todos os outros e não para Schumacher é que o carro da F-1 mudou brutalmente desde seu primeiro abandono ao retorno. Ao contrário dos outros. E isso deve ser bem ressaltado. Ele teve de reaprender, começar do zero. Prost, Lauda e Mansell, não. Essa é a grande diferença.
O que Schumacher mostrou nesta segunda volta é seu amor pela velocidade, a incapacidade de ficar distante dela, e sua coragem para tentar recomeçar, mesmo com a vida feita e um currículo impecável. Saiu da F-1 em 2006 pela porta da frente e quase perdeu a vida em um acidente de moto no ano de 2009 em busca dessa tão necessária adrenalina e do vento na cara. Sabendo que se continuasse assim a coisa pioraria, ele bateu no peito e voltou para a F-1. Antes correr protegido e bater que sair voando de uma moto.
Ele, mais do que nunca, é ciente de sua capacidade e sabe que seria o velho Schumacher com um carro na mão. Ele sabe a dor e a delícia de ser Michael Schumacher. Ele voltou por prazer, não por recordes, mas, a partir do momento em que se tornou um fardo, achou melhor sair. Comeu o pão que o diabo amassou. Mas ele poderá encher o peito e falar para quem quiser ouvir "Eu tentei" e sair pela porta da frente antes que alguém o enxote pelos fundos. Afinal, o que mais existe na F-1 e na imprensa automobilística é gente que nunca correu uma corrida e se considera dona da verdade.
Além, vai poder falar pra todo mundo que fica: "Você vão ter que comer muito arroz com feijão para chegar onde estou. Mas muito. E duvido que cheguem perto". Aliás, a retirada de Schumacher é a confirmação de Barrichello como piloto que mais correu na Fórmula 1: ele irá a 308 GPs, contra 326 do brasileiro.
Schumacher, parabéns, agora você poderá voltar ao seu lugar de destino: ao lado dos deuses do automobilismo, que é o seu lugar, sem ninguém te enchendo o saco.
Cansei de ouvir que Michael Schumacher estragou as estatísticas de sua carreira com esta volta à Fórmula 1 que teve um fim decretado nesta quinta-feira, com o anúncio de sua retirada definitiva. Se eu cansei, imagina ele. Por isso que parou.
Ele se disse aliviado em anunciar sua saída. É claro! Afinal, como se pilota em paz com um monte de gente na sua orelha, falando que você não é mais o mesmo, que virou um barbeiro e, inclusive, colocando em dúvida a credibilidade de tudo o que você conquistou no passado? Todo mundo sabia que a volta de Schumacher não era definitiva e que não seria mais a mesma coisa, uma vez que os carros mudaram muito. Assim como a de Lauda, que não aguentou ficar muito tempo longe da F-1, e Prost, que voltou somente para pilotar a nave da Williams, e até Mansell, que passou por uma situação vexatória no fim de sua carreira em uma equipe do porte da McLaren. OK, o austríaco e o francês conquistaram vitórias e títulos, ao contrário do alemão, mas os dois tiveram a oportunidade de andar em grandes carros e, principalmente, cometeram tantos erros quanto os de Schumacher.
Vamos usar Prost, o piloto mais próximo de Schumacher nos números e na contemporaneidade: quantos erros ele cometeu em 1993? Começamos pelo GP do Brasil, quando bateu em Christian Fittipaldi, passando pelos GPs da Europa e Mônaco, quando deixou o carro morrer nos boxes, queimou a largada, e foi literalmente humilhado por Ayrton Senna e seu carrinho de rolimã. Mas Prost não foi criticado, pois conquistou um título incontestável com um carro de outro mundo. Em 2010, quando Schumacher voltou, ele não chegou a cometer os erros que Prost teve na corrida (exceto a fechada em Barrichello na Hungria), mas não teve um carro digno de mostrar todo o seu potencial. E, na minha opinião, independente do que aconteceu, sua reputação permanece intacta, mesmo com os acontecimentos recentes.
Aliás, uma coisa que contou para todos os outros e não para Schumacher é que o carro da F-1 mudou brutalmente desde seu primeiro abandono ao retorno. Ao contrário dos outros. E isso deve ser bem ressaltado. Ele teve de reaprender, começar do zero. Prost, Lauda e Mansell, não. Essa é a grande diferença.
O que Schumacher mostrou nesta segunda volta é seu amor pela velocidade, a incapacidade de ficar distante dela, e sua coragem para tentar recomeçar, mesmo com a vida feita e um currículo impecável. Saiu da F-1 em 2006 pela porta da frente e quase perdeu a vida em um acidente de moto no ano de 2009 em busca dessa tão necessária adrenalina e do vento na cara. Sabendo que se continuasse assim a coisa pioraria, ele bateu no peito e voltou para a F-1. Antes correr protegido e bater que sair voando de uma moto.
Ele, mais do que nunca, é ciente de sua capacidade e sabe que seria o velho Schumacher com um carro na mão. Ele sabe a dor e a delícia de ser Michael Schumacher. Ele voltou por prazer, não por recordes, mas, a partir do momento em que se tornou um fardo, achou melhor sair. Comeu o pão que o diabo amassou. Mas ele poderá encher o peito e falar para quem quiser ouvir "Eu tentei" e sair pela porta da frente antes que alguém o enxote pelos fundos. Afinal, o que mais existe na F-1 e na imprensa automobilística é gente que nunca correu uma corrida e se considera dona da verdade.
Além, vai poder falar pra todo mundo que fica: "Você vão ter que comer muito arroz com feijão para chegar onde estou. Mas muito. E duvido que cheguem perto". Aliás, a retirada de Schumacher é a confirmação de Barrichello como piloto que mais correu na Fórmula 1: ele irá a 308 GPs, contra 326 do brasileiro.
Schumacher, parabéns, agora você poderá voltar ao seu lugar de destino: ao lado dos deuses do automobilismo, que é o seu lugar, sem ninguém te enchendo o saco.
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Não é o fim de carreira que Schumacher merecia*
* Por Lívio Oricchio
Tudo foi feito, ontem em Suzuka, no Japão, de forma a dar a entender que deixar a Fórmula 1, no fim da temporada, correspondeu a um decisão pessoal de Michael Schumacher, a ponto de afirmar ter convite para prosseguir competindo. Na realidade, o piloto de melhores estatísticas na história da Fórmula 1, “o piloto do impossível”, “o piloto do século”, como diz o diretor técnico das equipes dos seus sete títulos mundiais, Ross Brawn, decidiu parar de correr, aos 43 anos, por ter sido dispensado pela Mercedes. O jovem e igualmente talentoso Lewis Hamilton, hoje na McLaren, o irá substituir.
A não ser na Sauber, time médio do campeonato, e com salário bem menor se comparado aos estimados 20 milhões de euros que recebia da Mercedes, não havia mais lugar para Schumacher na Fórmula 1. É um fim de carreira não compatível com a grandeza de sua obra. Triste, até. A cota de sete títulos mundiais, 91 vitórias, 68 poles e 155 pódios, números absolutos no universo de 63 anos da história da Fórmula 1, por si só atestam sua genialidade.
É bem verdade que a Fórmula 1 conheceu duas versões de Schumacher: a primeira, da estreia, em 1991, ao primeiro abandono do Mundial, em 2006, brilhante sob quase todos os pontos de vista, e a segunda, que vai se encerrar, como a primeira, em Interlagos, dia 25 de novembro, reveladora do inexorável desgaste da idade para uma competição de nível máximo. Espera-se que antes da sua última largada, no GP do Brasil, Schumacher receba homenagens dignas de quem criou um nova referência de desempenho na Fórmula 1.
“Decidi parar no fim da temporada, mesmo sendo ainda capaz de lutar contra os melhores do mundo, parte da razão de nunca me arrepender de ter voltado”, disse o alemão. Mais: “Afirmei no final de 2009 (quando anunciou a volta à Fórmula 1) que desejava ser avaliado pelo meu sucesso e é por isso que recebi tantas críticas nos três últimos anos. Não há dúvida de que não atingimos a meta de desenvolver um carro capaz de nos permitir lutar pelo título”. E completou: “Mas devo ficar muito contente com os resultados que obtive”.
Do GP de Bahrein de 2010, o primeiro depois do retorno à Fórmula 1, até a última etapa, o GP de Cingapura, dia 23, Schumacher disputou 52 provas pela Mercedes. Sua melhor colocação foi o terceiro lugar na corrida de Valência, este ano, enquanto na definição do grid conseguiu um primeiro lugar, também nesta temporada, em Mônaco. Nesses mesmos 52 GPs, seu companheiro, Nico Rosberg, 27 anos, venceu o GP da China, este ano, estabeleceu em Xangai a pole e obteve quatro outros pódios. E envolveu-se num número bem menor de acidentes que Schumacher, bem como não foi punido por comprometer a corrida dos adversários, a exemplo do piloto que se aposenta.
Mas como diz Ecclestone, “as dificuldades de Michael não são capazes de apagar o que já fez”. A segunda versão do piloto alemão que, de fato, em nada lembra a primeira, não arranha em nada, para a maioria dos profissionais da Fórmula 1, como o promotor, Brawn, Frank Williams, o seu passado de glórias. Em entrevista ao Estado, Schumacher declarou: “Corro exclusivamente porque gosto e minha família me apoia, não por dinheiro. Não precisaria.” E apesar de não corresponder ao que ele próprio, a Mercedes e os fãs desejavam, Schumacher se divertiu muito, portanto deixará a Fórmula 1, como disse, feliz. Seu principal objetivo foi atingido.
“Nas últimas semanas fiquei em dúvida se tenho ainda motivação e energia para continuar e não faz parte de mim me lançar em algo em que não me sinta 100% convencido de poder fazer. A decisão de hoje me libera dessa dúvida”, explicou Schumacher. Uma vez definido o que quer da vida, lembrou, a hora é de se concentrar no GP do Japão e nas cinco etapas restantes ainda do calendário.
Tudo foi feito, ontem em Suzuka, no Japão, de forma a dar a entender que deixar a Fórmula 1, no fim da temporada, correspondeu a um decisão pessoal de Michael Schumacher, a ponto de afirmar ter convite para prosseguir competindo. Na realidade, o piloto de melhores estatísticas na história da Fórmula 1, “o piloto do impossível”, “o piloto do século”, como diz o diretor técnico das equipes dos seus sete títulos mundiais, Ross Brawn, decidiu parar de correr, aos 43 anos, por ter sido dispensado pela Mercedes. O jovem e igualmente talentoso Lewis Hamilton, hoje na McLaren, o irá substituir.
A não ser na Sauber, time médio do campeonato, e com salário bem menor se comparado aos estimados 20 milhões de euros que recebia da Mercedes, não havia mais lugar para Schumacher na Fórmula 1. É um fim de carreira não compatível com a grandeza de sua obra. Triste, até. A cota de sete títulos mundiais, 91 vitórias, 68 poles e 155 pódios, números absolutos no universo de 63 anos da história da Fórmula 1, por si só atestam sua genialidade.
É bem verdade que a Fórmula 1 conheceu duas versões de Schumacher: a primeira, da estreia, em 1991, ao primeiro abandono do Mundial, em 2006, brilhante sob quase todos os pontos de vista, e a segunda, que vai se encerrar, como a primeira, em Interlagos, dia 25 de novembro, reveladora do inexorável desgaste da idade para uma competição de nível máximo. Espera-se que antes da sua última largada, no GP do Brasil, Schumacher receba homenagens dignas de quem criou um nova referência de desempenho na Fórmula 1.
“Decidi parar no fim da temporada, mesmo sendo ainda capaz de lutar contra os melhores do mundo, parte da razão de nunca me arrepender de ter voltado”, disse o alemão. Mais: “Afirmei no final de 2009 (quando anunciou a volta à Fórmula 1) que desejava ser avaliado pelo meu sucesso e é por isso que recebi tantas críticas nos três últimos anos. Não há dúvida de que não atingimos a meta de desenvolver um carro capaz de nos permitir lutar pelo título”. E completou: “Mas devo ficar muito contente com os resultados que obtive”.
Do GP de Bahrein de 2010, o primeiro depois do retorno à Fórmula 1, até a última etapa, o GP de Cingapura, dia 23, Schumacher disputou 52 provas pela Mercedes. Sua melhor colocação foi o terceiro lugar na corrida de Valência, este ano, enquanto na definição do grid conseguiu um primeiro lugar, também nesta temporada, em Mônaco. Nesses mesmos 52 GPs, seu companheiro, Nico Rosberg, 27 anos, venceu o GP da China, este ano, estabeleceu em Xangai a pole e obteve quatro outros pódios. E envolveu-se num número bem menor de acidentes que Schumacher, bem como não foi punido por comprometer a corrida dos adversários, a exemplo do piloto que se aposenta.
Mas como diz Ecclestone, “as dificuldades de Michael não são capazes de apagar o que já fez”. A segunda versão do piloto alemão que, de fato, em nada lembra a primeira, não arranha em nada, para a maioria dos profissionais da Fórmula 1, como o promotor, Brawn, Frank Williams, o seu passado de glórias. Em entrevista ao Estado, Schumacher declarou: “Corro exclusivamente porque gosto e minha família me apoia, não por dinheiro. Não precisaria.” E apesar de não corresponder ao que ele próprio, a Mercedes e os fãs desejavam, Schumacher se divertiu muito, portanto deixará a Fórmula 1, como disse, feliz. Seu principal objetivo foi atingido.
“Nas últimas semanas fiquei em dúvida se tenho ainda motivação e energia para continuar e não faz parte de mim me lançar em algo em que não me sinta 100% convencido de poder fazer. A decisão de hoje me libera dessa dúvida”, explicou Schumacher. Uma vez definido o que quer da vida, lembrou, a hora é de se concentrar no GP do Japão e nas cinco etapas restantes ainda do calendário.
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Pela porta dos fundos*
* Por Rafael Lopes
E acabou, meus amigos. Nesta quinta-feira, às 4h52m (de Brasília), Michael Schumacher anunciou sua segunda e definitiva aposentadoria da Fórmula 1. Depois da primeira saída, no fim de 2006, foram três anos fora da maior categoria do automobilismo. O retorno, pela Mercedes, parecia ser uma receita de sucesso, mas não foi. Em três anos, muitos fracassos. A começar pelo companheiro de equipe: Nico Rosberg acabou com a confiança do heptacampeão: superou-o seguidamente em treinos e corridas. Os reflexos também já não eram os mesmos: o acidente com Jean-Eric Vergne em Cingapura prova isso. O fato é que, por mais que os fãs de Schumi neguem, o alemão saiu da F-1 pela porta dos fundos. E nem seu laureado currículo foi capaz de evitar isso.
Ao contrário do que muita gente diz, Schumacher esteve LONGE de estar se divertindo neste retorno à Fórmula 1. A alegria do alemão sempre foi vencer e dominar os adversários. Andar mal, ser ultrapassado por meio grid e ser sempre superado pelo companheiro de equipe, com o mesmo carro, foi um enorme pesadelo para ele. As derrotas, inclusive, foram admitidas pelo heptacampeão em sua coletiva de despedida, realizada nesta quinta-feira em Suzuka. Aliás, a intenção da Mercedes era que o anúncio de Schumi viesse antes da divulgação da notícia da contratação de Lewis Hamilton para 2013, na última sexta. Mas a indecisão do heptacampeão acabou expondo uma verdade dura e que deve ter lhe machucado muito: sua dispensa da equipe alemã.
Sempre quando o fracasso de Schumacher no retorno à Fórmula 1 é tema de discussão, lembro de Michael Jordan em seu retorno à NBA após sua segunda aposentadoria. Pelo Washington Wizards, MJ não chegou nem perto de brilhar como no Chicago Bulls. Além disso, recebeu inúmeras críticas da imprensa americana. É claro que o mau desempenho não apagou seu passado no basquete, com os seis títulos (dois tricampeonatos) pelo time de Illinois. Mas ficou aquela manchinha, de que só o talento do antigo craque não fazia mais a diferença perante aos novos talentos do basquete. E digo isso com tranquilidade: sou fã de Michael “Air” Jordan.
Apesar de Schumacher e Jordan se aproximarem neste ponto, não acho que ambos têm o mesmo histórico incontestável no esporte. Apesar dos números, Schumacher nunca foi uma unanimidade – e não falo apenas do Brasil. Alguns episódios, como o do estacionamento na Rascasse, no treino classificatório do GP de Mônaco de 2006 (quando parou o carro para impedir que Fernando Alonso batesse seu tempo), ficaram marcados negativamente na carreira do alemão. Vejo a situação do heptacampeão mais semelhante àquele jogador de futebol veterano, que está no elenco, quer ser titular, mas não produz nem perto do que já foi capaz. Ainda assim, quer jogar a todo custo e pode fazer a diferença em poucos momentos: o ex-jogador em atividade. Atualmente, Schumi é um ex-piloto em atividade. E terá seis GPs para colocar um ponto final em sua carreira.
Para encerrar, repito meu argumento sobre o retorno de Schumacher. Sempre achei que era uma situação em que o alemão não poderia sair ganhando. Se andasse na frente e brigasse pelo título, não faria mais do que sua obrigação, dados os sete títulos mundiais de seu currículo. Se fosse superado pelo companheiro e não tivesse um bom ritmo, seria um mico. Infelizmente vimos a segunda opção se concretizar em três anos de Schumi na Mercedes. É como disse no título do post: ele se despede pela porta dos fundos da Fórmula 1.
E acabou, meus amigos. Nesta quinta-feira, às 4h52m (de Brasília), Michael Schumacher anunciou sua segunda e definitiva aposentadoria da Fórmula 1. Depois da primeira saída, no fim de 2006, foram três anos fora da maior categoria do automobilismo. O retorno, pela Mercedes, parecia ser uma receita de sucesso, mas não foi. Em três anos, muitos fracassos. A começar pelo companheiro de equipe: Nico Rosberg acabou com a confiança do heptacampeão: superou-o seguidamente em treinos e corridas. Os reflexos também já não eram os mesmos: o acidente com Jean-Eric Vergne em Cingapura prova isso. O fato é que, por mais que os fãs de Schumi neguem, o alemão saiu da F-1 pela porta dos fundos. E nem seu laureado currículo foi capaz de evitar isso.
Ao contrário do que muita gente diz, Schumacher esteve LONGE de estar se divertindo neste retorno à Fórmula 1. A alegria do alemão sempre foi vencer e dominar os adversários. Andar mal, ser ultrapassado por meio grid e ser sempre superado pelo companheiro de equipe, com o mesmo carro, foi um enorme pesadelo para ele. As derrotas, inclusive, foram admitidas pelo heptacampeão em sua coletiva de despedida, realizada nesta quinta-feira em Suzuka. Aliás, a intenção da Mercedes era que o anúncio de Schumi viesse antes da divulgação da notícia da contratação de Lewis Hamilton para 2013, na última sexta. Mas a indecisão do heptacampeão acabou expondo uma verdade dura e que deve ter lhe machucado muito: sua dispensa da equipe alemã.
Sempre quando o fracasso de Schumacher no retorno à Fórmula 1 é tema de discussão, lembro de Michael Jordan em seu retorno à NBA após sua segunda aposentadoria. Pelo Washington Wizards, MJ não chegou nem perto de brilhar como no Chicago Bulls. Além disso, recebeu inúmeras críticas da imprensa americana. É claro que o mau desempenho não apagou seu passado no basquete, com os seis títulos (dois tricampeonatos) pelo time de Illinois. Mas ficou aquela manchinha, de que só o talento do antigo craque não fazia mais a diferença perante aos novos talentos do basquete. E digo isso com tranquilidade: sou fã de Michael “Air” Jordan.
Apesar de Schumacher e Jordan se aproximarem neste ponto, não acho que ambos têm o mesmo histórico incontestável no esporte. Apesar dos números, Schumacher nunca foi uma unanimidade – e não falo apenas do Brasil. Alguns episódios, como o do estacionamento na Rascasse, no treino classificatório do GP de Mônaco de 2006 (quando parou o carro para impedir que Fernando Alonso batesse seu tempo), ficaram marcados negativamente na carreira do alemão. Vejo a situação do heptacampeão mais semelhante àquele jogador de futebol veterano, que está no elenco, quer ser titular, mas não produz nem perto do que já foi capaz. Ainda assim, quer jogar a todo custo e pode fazer a diferença em poucos momentos: o ex-jogador em atividade. Atualmente, Schumi é um ex-piloto em atividade. E terá seis GPs para colocar um ponto final em sua carreira.
Para encerrar, repito meu argumento sobre o retorno de Schumacher. Sempre achei que era uma situação em que o alemão não poderia sair ganhando. Se andasse na frente e brigasse pelo título, não faria mais do que sua obrigação, dados os sete títulos mundiais de seu currículo. Se fosse superado pelo companheiro e não tivesse um bom ritmo, seria um mico. Infelizmente vimos a segunda opção se concretizar em três anos de Schumi na Mercedes. É como disse no título do post: ele se despede pela porta dos fundos da Fórmula 1.
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Prá dizer Adeus*
* Por Luis Fernando Ramos
O capítulo final de Michael Schumacher na Fórmula 1 foi encerrado pela própria arrogância do piloto alemão. Mais que o pódio em Valência, o grande ponto alto neste seu retorno à Fórmula 1 foi o melhor tempo no treino classificatório do GP de Mônaco deste ano. Se quisesse renovar com a Mercedes ali, bastava pegar uma caneta. Mas o alemão não se decidiu e, possivelmente, vislumbrou a chance de conseguir algo melhor para o ano que vem.
Só que o desenvolvimento do carro estagnou, os resultados rarearam e os erros voltaram a aparecer. A gota d’água foi o erro de principiante que causou o acidente com Jean-Eric Vergne em Cingapura (e a cereja do bolo foi o rádio perplexo de seu engenheiro Jock Clear, repetindo atônito "o que aconteceu ali?"). Para a Mercedes, foi a senha para acelerar as conversas com Lewis Hamilton e selar esta segunda aposentadoria do alemão. Na primeira, ele decidiu parar coberto de glórias. Agora, foi aposentado. Ambas maneiras condizentes com os resultados de suas respectivas passagens pela F-1.
Pelo tamanho de sua história, a segunda jamais deveria ter acontecido.
Na vida, cada um faz as escolhas que acha correta e nesse sentido defenderei seu desejo de voltar até a morte. Mas o esportista fez um papel triste demais. No ano de estreia, o abismo de sua performance para Nico Rosberg era até maior do que havia entre este e Kazuki Nakajima na época da Williams. O segundo não foi muito diferente e apenas neste ele cresceu a ponto de incomodar o compatriota. Muito pouco para quem passou a carreira sobrando em cima de quem estivesse do outro lado da garagem.
O Schumacher desenvolvedor de carros também virou lenda. Ainda que a Mercedes tenha vencido neste ano, o time se perdeu completamente no meio da temporada. Numa F-1 sem dinheiro de sobra para testar exaustivamente, tanto que eles foram praticamente banidos, o alemão virou um piloto comum.
E é como piloto comum que ele vai embora. Já o mito, o recordista, o supercampeão, virou um verdadeiro enigma. Peso da idade? Esqueçam, ele tem o físico melhor que muito atleta profissional de 25 anos. Tempo longe da F-1 atrapalhou? Kimi Raikkonen está aí para responder. Hoje, não é difícil explicar este Schumacher da Mercedes. Difícil é explicar aquele que dominou a categoria por tanto tempo.
O capítulo final de Michael Schumacher na Fórmula 1 foi encerrado pela própria arrogância do piloto alemão. Mais que o pódio em Valência, o grande ponto alto neste seu retorno à Fórmula 1 foi o melhor tempo no treino classificatório do GP de Mônaco deste ano. Se quisesse renovar com a Mercedes ali, bastava pegar uma caneta. Mas o alemão não se decidiu e, possivelmente, vislumbrou a chance de conseguir algo melhor para o ano que vem.
Só que o desenvolvimento do carro estagnou, os resultados rarearam e os erros voltaram a aparecer. A gota d’água foi o erro de principiante que causou o acidente com Jean-Eric Vergne em Cingapura (e a cereja do bolo foi o rádio perplexo de seu engenheiro Jock Clear, repetindo atônito "o que aconteceu ali?"). Para a Mercedes, foi a senha para acelerar as conversas com Lewis Hamilton e selar esta segunda aposentadoria do alemão. Na primeira, ele decidiu parar coberto de glórias. Agora, foi aposentado. Ambas maneiras condizentes com os resultados de suas respectivas passagens pela F-1.
Pelo tamanho de sua história, a segunda jamais deveria ter acontecido.
Na vida, cada um faz as escolhas que acha correta e nesse sentido defenderei seu desejo de voltar até a morte. Mas o esportista fez um papel triste demais. No ano de estreia, o abismo de sua performance para Nico Rosberg era até maior do que havia entre este e Kazuki Nakajima na época da Williams. O segundo não foi muito diferente e apenas neste ele cresceu a ponto de incomodar o compatriota. Muito pouco para quem passou a carreira sobrando em cima de quem estivesse do outro lado da garagem.
O Schumacher desenvolvedor de carros também virou lenda. Ainda que a Mercedes tenha vencido neste ano, o time se perdeu completamente no meio da temporada. Numa F-1 sem dinheiro de sobra para testar exaustivamente, tanto que eles foram praticamente banidos, o alemão virou um piloto comum.
E é como piloto comum que ele vai embora. Já o mito, o recordista, o supercampeão, virou um verdadeiro enigma. Peso da idade? Esqueçam, ele tem o físico melhor que muito atleta profissional de 25 anos. Tempo longe da F-1 atrapalhou? Kimi Raikkonen está aí para responder. Hoje, não é difícil explicar este Schumacher da Mercedes. Difícil é explicar aquele que dominou a categoria por tanto tempo.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
SCHUMACHER SE APOSENTA!!!
Michael Schumacher anunciou, nesta quinta-feira, no circuito de Suzuka, no Japão, a sua aposentadoria definitiva da F1 ao término da temporada de 2012, informa o site Tazio.
O heptacampeão mundial, que perdeu sua vaga na equipe Mercedes para Lewis Hamilton para a próxima temporada, havia deixado seu futuro em aberto após os recentes anúncios no mercado de pilotos.
Depois de algumas especulações, incluindo um possível contato com a Sauber, o alemão, de 43 anos, acabou com o mistério e afirmou que encerrará a sua carreira na categoria após o GP do Brasil, no fim de novembro.
Esta será a segunda vez que Schumacher anuncia sua retirada do Campeonato Mundial. Em 2006, após uma longa e bem-sucedida trajetória pela Ferrari, o alemão pendurou o capacete após ser derrotado por Fernando Alonso na luta pelo título.
“Tinha dúvidas há algum tempo se eu tinha energia para continuar. Em 2006, disse que minhas baterias estavam esgotadas. Agora, elas estão no vermelho”, disse Schumacher. “Não sei se há tempo de recarregá-las, mas estou ansioso para aproveitar minha liberdade.”
“Apesar de ainda me sentir apto a competir com os melhores pilotos, chega uma hora em que é preciso dizer adeus. Não é meu estilo continuar se eu não estou 100%, e, por isso, a decisão me deixa aliviado.”
Assim, Schumacher põe fim em sua trajetória após três anos na Mercedes, onde completou, até agora, 52 provas e conquistou, como melhor resultado, o terceiro lugar no GP da Europa de 2012 .
“Não atingimos nossas metas, mas posso ficar feliz com as conquistas que tive em minha carreira no geral. Não tenho ressentimentos. Agora, gostaria de me concentrar no fim da temporada e aproveitar essas últimas seis corridas do ano.”
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
Schumacher não precisaria passar por isso. E pode não ter acabado.*
* Por Lívio Oricchio
Não há muito mais o que dizer a respeito da surpreendente transferência de Lewis Hamilton da McLaren para a Mercedes e a contração de Sergio Perez, da Sauber, para substituí-lo. A Fórmula 1 ganha muito com a notícia e a Mercedes já tem uma certeza: vai crescer bastante. Entre o que os talentosos Michael Schumacher e Hamilton podem fazer, hoje, não há termos de comparação.
O alemão, aos 43 anos, estrou na descendente. Não tem, essencialmente, a mesma clareza de raciocínio, percepção, discernimento de antes do abandono da Fórmula 1, no fim de 2006, fundamental numa competição onde a diferença entre fazer sucesso e fracassar se mede em milésimos de segundo. Hamilton, aos 27 anos, está no auge. É capaz de assumir riscos na condução de carros não muito equilibrados e obter importantes resultados, como faz Fernando Alonso, na Ferrari. Os dois são os mais eficientes, hoje, nesse aspecto.
Por esse motivo Hamilton se encaixa como uma luva nos planos e necessidades da Mercedes. Por mais que a montadora alemã invista na melhora de sua infraestrutura na Fórmula 1, pequena se comparada a de Red Bull, Ferrari e McLaren, é pouco provável que já em 2013 desenvolva um carro que permita a Hamilton lutar pelas vitórias na primeira metade da temporada. Aí entra em cena a competência do piloto inglês. Seus bons resultados, se confirmados, tendem a elevar o moral da equipe, algo também importante na Fórmula 1 para torná-la grande, potencialmente campeã.
Agora, é triste assistir a um eventual fim de carreira de Schumacher como o experimentado por esse notável piloto ou, quem sabe, ex-piloto. Ser dispensado depois de sete títulos mundiais é algo que não precisaria se submeter. Tudo bem que está se divertindo na Fórmula 1, mas essa falta de noção de que parte importante da responsabilidade, pelos três fracos anos de competição, é sua o tirou da realidade. Esqueçam que o dinheiro é que o move. Completamente equivocado. E ninguém parece capaz de lhe chamar a atenção, com medo de perder amizade ou ferir uma boa relação profissional.
Mas provavelmente não adiantaria. Suas convicções não o deixam livre para refletir sobre seu momento e concluir que o maior problema não é o carro da Mercedes, mas si próprio. Nas três temporadas na escuderia alemã perdeu por larga margem para o companheiro, Nico Rosberg, que nem de longe é um Hamilton. Schumacher tem parâmetros para julgar seu trabalho se não iniciasse a autoanálise partindo da premissa de que não tem culpa na falta de resultados.
Ele não jogou a toalha ainda. Sua empresária, Sabine Kehn, negocia com Peter Sauber a vaga deixada por Sergio Perez. E o suíço nunca escondeu sua admiração por Schumacher. Há chance de o negócio dar certo. Seria uma opção desastrosa para a Sauber. A boa base do carro atual permite supor que o projeto de 2013 seja ainda mais eficiente. Faltaria piloto à Sauber.
Não há como imaginarmos ser possível para a McLaren preterir Hamilton nas seis etapas que restam do campeonato. Esqueçamos por um instante a disputa entre os pilotos para nos atermos a de construtores. O time campeão leva para casa 100 milhões de euros, quase a metade do orçamento da temporada. E a McLaren está em segundo, com 261 pontos, não distante da líder, Red Bull, 297. É um estímulo e tanto para fazer de tudo para Hamilton ganhar as corridas. E há ainda a questão de ter um piloto campeão, independente de no ano seguinte o número 1 estar em outro carro.
Não há muito mais o que dizer a respeito da surpreendente transferência de Lewis Hamilton da McLaren para a Mercedes e a contração de Sergio Perez, da Sauber, para substituí-lo. A Fórmula 1 ganha muito com a notícia e a Mercedes já tem uma certeza: vai crescer bastante. Entre o que os talentosos Michael Schumacher e Hamilton podem fazer, hoje, não há termos de comparação.
O alemão, aos 43 anos, estrou na descendente. Não tem, essencialmente, a mesma clareza de raciocínio, percepção, discernimento de antes do abandono da Fórmula 1, no fim de 2006, fundamental numa competição onde a diferença entre fazer sucesso e fracassar se mede em milésimos de segundo. Hamilton, aos 27 anos, está no auge. É capaz de assumir riscos na condução de carros não muito equilibrados e obter importantes resultados, como faz Fernando Alonso, na Ferrari. Os dois são os mais eficientes, hoje, nesse aspecto.
Por esse motivo Hamilton se encaixa como uma luva nos planos e necessidades da Mercedes. Por mais que a montadora alemã invista na melhora de sua infraestrutura na Fórmula 1, pequena se comparada a de Red Bull, Ferrari e McLaren, é pouco provável que já em 2013 desenvolva um carro que permita a Hamilton lutar pelas vitórias na primeira metade da temporada. Aí entra em cena a competência do piloto inglês. Seus bons resultados, se confirmados, tendem a elevar o moral da equipe, algo também importante na Fórmula 1 para torná-la grande, potencialmente campeã.
Agora, é triste assistir a um eventual fim de carreira de Schumacher como o experimentado por esse notável piloto ou, quem sabe, ex-piloto. Ser dispensado depois de sete títulos mundiais é algo que não precisaria se submeter. Tudo bem que está se divertindo na Fórmula 1, mas essa falta de noção de que parte importante da responsabilidade, pelos três fracos anos de competição, é sua o tirou da realidade. Esqueçam que o dinheiro é que o move. Completamente equivocado. E ninguém parece capaz de lhe chamar a atenção, com medo de perder amizade ou ferir uma boa relação profissional.
Mas provavelmente não adiantaria. Suas convicções não o deixam livre para refletir sobre seu momento e concluir que o maior problema não é o carro da Mercedes, mas si próprio. Nas três temporadas na escuderia alemã perdeu por larga margem para o companheiro, Nico Rosberg, que nem de longe é um Hamilton. Schumacher tem parâmetros para julgar seu trabalho se não iniciasse a autoanálise partindo da premissa de que não tem culpa na falta de resultados.
Ele não jogou a toalha ainda. Sua empresária, Sabine Kehn, negocia com Peter Sauber a vaga deixada por Sergio Perez. E o suíço nunca escondeu sua admiração por Schumacher. Há chance de o negócio dar certo. Seria uma opção desastrosa para a Sauber. A boa base do carro atual permite supor que o projeto de 2013 seja ainda mais eficiente. Faltaria piloto à Sauber.
Não há como imaginarmos ser possível para a McLaren preterir Hamilton nas seis etapas que restam do campeonato. Esqueçamos por um instante a disputa entre os pilotos para nos atermos a de construtores. O time campeão leva para casa 100 milhões de euros, quase a metade do orçamento da temporada. E a McLaren está em segundo, com 261 pontos, não distante da líder, Red Bull, 297. É um estímulo e tanto para fazer de tudo para Hamilton ganhar as corridas. E há ainda a questão de ter um piloto campeão, independente de no ano seguinte o número 1 estar em outro carro.
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domingo, 23 de setembro de 2012
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