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segunda-feira, 17 de junho de 2013
KARUSSELL: RONNIE PETERSON (1972)
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terça-feira, 16 de abril de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
FOTO DO DIA: PELÉ E FITTIPALDI, 1972
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
GP BRASIL F1 2012: GP BRASIL, 1972 (QUASE COMPLETO)
Agora, neste nosso especial sobre o GP Brasil, uma raridade que só o Dr. Roque há de lembrar. O GP Brasil de 1972, a cores, em quase sua totalidade (faltam 11 voltas), com narração da TV Globo.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
GP BRASIL F1 2012: 1972, O PRIMEIRO GP BRASIL
No início dos anos 70, a campanha do governo era “Este é um país que vai prá frente...” A recessão no mundo por causa do petróleo era grande (hoje temos marolinha, pré-sal...) e a gente andava de Ford Galaxie, Dodge Dart..., éramos campeões do mundo com o futebol, éramos campeões de F-Ford, Fórmula 3, tínhamos o piloto que conseguiu a 1ª vitória na F1 para o Brasil e com muito empenho do Antonio Carlos Scavone, o dinossauro da rede plin-plin (TV Paulista, canal 5), e aproveitando a influência do Emerson e da corrida no país dos “hermanos”, teríamos a 1ª prova de Fórmula 1 no Brasil.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Fittipaldi relembra seu 1º título na F1
Este não é um ano comum para o automobilismo brasileiro. Isso porque, em 2012, comemora-se 40 anos do primeiro título do país na Fórmula 1.
O responsável pelo feito foi Emerson Fittipaldi, que, em 1972, correndo pela Lotus, venceu cinco corridas na temporada e terminou o campeonato com 61 pontos, 16 a mais do que Jackie Stewart, vice-campeão.
Mais do que o título, a conquista de Fittipaldi significou a entrada definitiva do Brasil na elite da categoria. Depois daquele ano, o país sempre colocou pilotos entre os primeiros colocados, acumulou mais sete títulos (mais um com Fittipaldi, três com Nelson Piquet e três com Ayrton Senna) e passou a receber um GP da categoria mais importante do automobilismo mundial anualmente.
Com exclusividade ao iG, Fittipaldi contou algumas das histórias que marcaram o título daquele ano.
Dentre elas, o bicampeão relembrou as dificuldades na semana que antecedeu o GP da Itália, em Monza, prova que lhe valeu o título no dia 10 de setembro de 1972.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
GP de Mônaco de 1972: o Brasil assume a liderança do Mundial pela primeira vez*
* Por Lívio Oricchio
Nos últimos dias a chuva não deu uma trégua, sequer, no Principado de Mônaco, pronto para receber a sexta etapa do emocionante campeonato. Quinta-feira começam os treinos livres. Os elegantes boulevards molhados, a visibilidade reduzida e até um certo friozinho definem cenário bem semelhante ao da histórica edição de 1972, de boas memórias para o Brasil. Há exatos 40 anos, em Mônaco, o País celebrava, com o terceiro lugar de Emerson Fittipaldi, da Lotus, a inédita liderança do Mundial.
A previsão meteorológica indica que Sebastian Vettel, da Red Bull, Fernando Alonso, Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, e Kimi Raikkonen, Lotus, os primeiros colocados na classificação, bem como os demais dez candidatos à vitória, domingo, vão enfrentar melhores condições que as atuais. “Até porque, hoje, na Fórmula 1, não dão a largada numa corrida como a nossa, onde não se via nada”, disse o vencedor do GP de Mônaco de 1972, Jean Pierre Beltoise, da BRM, ontem, ao Estado. A declaração de Emerson na época ficou imortalizada: “Não participei de um GP, mas de uma regata”.
Estava na pole position. Mas na subida do Cassino, depois da largada, Emerson caiu para a quarta colocação. E Beltoise, quarto no grid, ascendeu à liderança, à frente de Jack Ickx e Clay Regazzoni, ambos da Ferrari. “Várias razões explicam meu arranque. Primeiro penso que havia menos água e óleo onde estava no grid”, lembra Beltoise. A prova se estendeu por impressionantes 2 horas e 26 minutos, 80 voltas no traçado de 3.145 metros sem as chicanes da piscina. Agora são 3.340 metros.
“Apesar da longa duração, quando recebi a bandeirada, tive a impressão de que a corrida teve apenas meia hora. Mantive-me tão concentrado que o tempo passou depressa”, falou Beltoise. “Levei alguns sustos com aquaplaning, quase rodei umas duas vezes”. Seu temor, na sexta-feira e no sábado, com a mão esquerda, desfez-se com a chuva. O piloto da BRM não tinha todos os movimentos, decorrência de um grave acidente de moto, em 1964, e em Mônaco isso o atrapalhava. Antes da Fórmula 1, Beltoise ganhou vários campeonatos como piloto de moto. “O volante do carro ficou mole. No seco era bem duro”, explicou. Não havia direção hidráulica, como hoje.
Emerson comentou, ontem, ao Estado, sobre iniciar na pole position e cair para quarto antes ainda da Saint Devote, a primeira curva. “Todas as equipes que usavam motor Cosworth, como a Lotus, sofreram muito naquela corrida em que o asfalto estava um quiabo. A potência vinha de uma vez. Fiquei patinando na largada enquanto o Beltoise, o Ickx e o Regazzoni, todos com motor V-12, mais guiável que o nosso V-8, tracionavam bem melhor.”
Ao ficar para trás na largada, além de dispor de um carro menos eficiente para aquelas condições, a cortina de água levantada por aqueles enormes pneus não os permitia ver nada. “A coisa estava tão feia que o Regazzoni errou na freada da Chicane (depois do túnel) e eu, sem ver nada, freei junto, achando que estava fazendo o certo. Só na sequência fui compreender que ele se equivocou e eu, sem saber, segui no embalo.”
Aquele erro fez com que Emerson perdesse várias colocações. “Precisei esperar o pelotão passar e me preocupei em tentar terminar a corrida sem errar para subir na classificação. Mas estava muito difícil. O Jackie errou e acabou atrás de mim.” Jackie Stewart, da Tyrrell, era o campeão do mundo.
Ninguém chegou perto de Beltoise para ameaçar sua única e merecida vitória na Fórmula 1 em 86 GPs, de 1966 a 1974. Ickx recebeu a bandeirada 38 segundos atrás e Emerson, terceiro, com uma volta de atraso. Stewart, quarto, com duas voltas a menos. Os quatro pontos do piloto da Lotus o levaram a somar, depois de quatro etapas, 19 pontos, diante de 16 de Ickx. Emerson conquistaria muito mais que a liderança do campeonato, mas o primeiro título do Brasil, no GP da Itália, na lendária Monza.
“Ultrapassar três adversários, ficar em primeiro, e pode ver alguma coisa, foi decisivo para vencer”, comenta Beltoise. “Naquele tempo não tinha essa de não correr com chuva. Lembro-me de competir em Nurburgring sem chuva, mas com tanta neblina que não se enxergava nada. Stewart venceu.” Foi em 1968. O escocês realizou talvez a maior façanha da carreira ao ganhar com uma diferença de 4 minutos e 3 segundos para Graham Hill, da Lotus.
“Antes da largada discuti com a equipe e exigi que tirassem a barra anti-rolagem do BRM. Não queriam, mas depois de eu brigar me ouviram.” Beltoise, hoje com 75 anos, fala do ocorrido depois: “No jantar, à noite, para comemorarmos, me deram razão, mas eu estava tão bêbado que não me lembro de muita coisa. Tiveram de me levar para o hotel”.
Na conversa com Emerson, ontem, ficou claro que a decisão de Beltoise foi correta. “Amoleceu o carro, que é o que fazíamos para correr no molhado. Já no seco a história é outra. Em 1991 fui disputar o GP de Detroit, na Indy, circuito de rua também, o mesmo onde correu a Fórmula 1 (até 1988). O Ayrton ganhou lá (1986, 1987 e 1988) e liguei para ele. Perguntei que acerto básico deveria ter. O Ayrton me disse que o melhor era usar uma suspensão traseira bem dura, para soltar um pouco a traseira. Isso fazia com que você entrasse na curva já com o carro de frente. Era arriscado, mas sabendo fazer ganhava-se um bom tempo. Fiz o que o Ayrton recomentou e ganhei a corrida também.”
Chico Rosa, hoje integrante da administração de Interlagos, amigo de Emerson, presente em Mônaco em 1972, destaca um aspecto importante na impressionante vantagem imposta por Beltoise, também comentada pelo piloto da Lotus, e não repetida em nenhuma das demais etapas do campeonato: “O motor V-12 da BRM não empurrava nada, não tinha potência, e naquele aguaceiro era o melhor que Beltoise poderia desejar. Largou bem por causa disso e seu carro era mais fácil de pilotar, sem atravessar quando dava no acelerador”.
O piloto da BRM mexeu com o público por ser francês, mas principalmente por não estar cotado para ser primeiro. Nunca havia vencido um GP desde a estreia na Fórmula 1, no GP da Alemanha de 1966, com Matra. Francois Cervert, jovem, arrojado, da equipe campeã, Tyrrell, era o ídolo maior. “No sábado, Stirling Moss (quatro vezes vice-campeão do mundo), instalado no Hotel de Paris, me via passar pela Curva do Cassino e disse-me que eu era o mais veloz naquele trecho. Falou ainda que se chovesse, domingo, eu venceria”, lembra Beltoise.
Dois outros brasileiros alinharam no GP de Mônaco de 1972. Wilson Fittipaldi, de Brabham, na sua segunda corrida na Fórmula 1, e Jose Carlos Pace, March, terceira. “Todos os treinos foram com pista seca, mas como havia a previsão de chuva para domingo, eu sabia que ninguém ia ver nada”, conta Wilson ao Estado. “Então contei quantos segundos eu permanecia acelerando até frear no Cassino, 10, 11, 12. Sem enxergar, a turma ia tirar o pé antes”, diz, rindo.
Naquele ponto Wilson realizou várias ultrapassagens usando essa técnica ousada. Já na aproximação da Loews, o cotovelo em primeira marcha para a esquerda, Wilson chegava a subir na guia, por dentro. Esse arrojo o levou da 21.ª colocação no grid ao 9.º lugar no final. Pace largou em 24.º e terminou em 17.º.
Wilson aprendeu essa técnica de contar por causa da escassa visibilidade nas Mil Milhas Brasileiras, corrida promovida por seu pai, radialista Wilson Fittipaldi. Em entrevista para o livro sobre os 50 anos das Mil Milhas, em 2006, Breno Fornari, vencedor de três das quatro primeiras edições da prova, em Interlagos, contou algo semelhante: “Havia tanta serração no autódromo que nós fazíamos a curva 3 e contávamos até 5 ou 6, não me lembro, e começávamos a virar o volante para a esquerda por saber que já estávamos na curva 4, sem ver quase nada”. Wilson cresceu nesse meio. A primeira edição das Mil Milhas foi em 1956, quando tinha 12 anos.
Alguns números exemplificam as dificuldades dos 25 pilotos que largaram no GP de Mônaco de 1972: 102,7 km/h foi a média horária de Beltoise, impensavelmente baixa para a Fórmula 1. Mais: 1min40s0, melhor volta, de Beltoise, média de 113,2 km/h, da mesma forma, lenta demais, por causa da forte chuva o tempo todo. Dos 25 no grid, 17 se classificaram ao final da 80.ª volta, ou seja, completaram 90% da prova. O quinto e o sexto colocados, Brian Redman, McLaren, e Chris Amon, Matra, tomaram três voltas de Beltoise.
Quem conversa com Beltoise nao pode nao tocar no assunto 1000 km de Buenos Aires de 1971. Ele pilotava a Matra quando ficou sem gasolina. Passou a empurrar o carro a fim de chegar nos boxes pela extremidade da pista.
Mas o carro deslocou-se mais para o centro da pista e Beltoise prosseguiu empurrando-o, com os demais Porsches, Ferraris, passando a milimetros da traseira. Ignazio Giunti, com Ferrari, encoberto pelo piloto a frente, nao o viu, acertando-o em cheio. O esporte prototipo do italiano se transformou numa bola de fogo, matando-o.
A justiça argentina julgou e considerou o piloto frances culpado pelo acidente. Se retornasse a Argentina seria preso. Hoje, 41 anos depois, diz Beltoise, a pena esta prescrita. “Fangio me procurou naqueles dias bem dificeis e disse para nao me sentir culpado porque qualquer bom piloto, com vontade de vencer, faria o que fiz. E duro aceitar que um colega perdeu a vida, mas como me disse Fangio, nao me sinto mesmo culpado. Coisas de corrida de carro.”
Retornando a Formula 1, há ainda outro aspecto histórico envolvendo o GP de Mônaco de 1972 e o Brasil. Até então foram bem raras as transmissões das corridas pela TV. Pois naquela prova pela primeira vez os brasileiros assistiram a uma etapa do Mundial em cores, tecnologia introduzida no País um mês e meio antes, apenas.
A partir daí, acompanhar o sucesso dos pilotos do Brasil na Fórmula 1, nos domingos de manhã, na TV, tornou-se um hábito nacional. Um tanto desacreditado nos últimos anos, é verdade.
Nos últimos dias a chuva não deu uma trégua, sequer, no Principado de Mônaco, pronto para receber a sexta etapa do emocionante campeonato. Quinta-feira começam os treinos livres. Os elegantes boulevards molhados, a visibilidade reduzida e até um certo friozinho definem cenário bem semelhante ao da histórica edição de 1972, de boas memórias para o Brasil. Há exatos 40 anos, em Mônaco, o País celebrava, com o terceiro lugar de Emerson Fittipaldi, da Lotus, a inédita liderança do Mundial.
A previsão meteorológica indica que Sebastian Vettel, da Red Bull, Fernando Alonso, Ferrari, Lewis Hamilton, McLaren, e Kimi Raikkonen, Lotus, os primeiros colocados na classificação, bem como os demais dez candidatos à vitória, domingo, vão enfrentar melhores condições que as atuais. “Até porque, hoje, na Fórmula 1, não dão a largada numa corrida como a nossa, onde não se via nada”, disse o vencedor do GP de Mônaco de 1972, Jean Pierre Beltoise, da BRM, ontem, ao Estado. A declaração de Emerson na época ficou imortalizada: “Não participei de um GP, mas de uma regata”.
Estava na pole position. Mas na subida do Cassino, depois da largada, Emerson caiu para a quarta colocação. E Beltoise, quarto no grid, ascendeu à liderança, à frente de Jack Ickx e Clay Regazzoni, ambos da Ferrari. “Várias razões explicam meu arranque. Primeiro penso que havia menos água e óleo onde estava no grid”, lembra Beltoise. A prova se estendeu por impressionantes 2 horas e 26 minutos, 80 voltas no traçado de 3.145 metros sem as chicanes da piscina. Agora são 3.340 metros.
“Apesar da longa duração, quando recebi a bandeirada, tive a impressão de que a corrida teve apenas meia hora. Mantive-me tão concentrado que o tempo passou depressa”, falou Beltoise. “Levei alguns sustos com aquaplaning, quase rodei umas duas vezes”. Seu temor, na sexta-feira e no sábado, com a mão esquerda, desfez-se com a chuva. O piloto da BRM não tinha todos os movimentos, decorrência de um grave acidente de moto, em 1964, e em Mônaco isso o atrapalhava. Antes da Fórmula 1, Beltoise ganhou vários campeonatos como piloto de moto. “O volante do carro ficou mole. No seco era bem duro”, explicou. Não havia direção hidráulica, como hoje.
Emerson comentou, ontem, ao Estado, sobre iniciar na pole position e cair para quarto antes ainda da Saint Devote, a primeira curva. “Todas as equipes que usavam motor Cosworth, como a Lotus, sofreram muito naquela corrida em que o asfalto estava um quiabo. A potência vinha de uma vez. Fiquei patinando na largada enquanto o Beltoise, o Ickx e o Regazzoni, todos com motor V-12, mais guiável que o nosso V-8, tracionavam bem melhor.”
Ao ficar para trás na largada, além de dispor de um carro menos eficiente para aquelas condições, a cortina de água levantada por aqueles enormes pneus não os permitia ver nada. “A coisa estava tão feia que o Regazzoni errou na freada da Chicane (depois do túnel) e eu, sem ver nada, freei junto, achando que estava fazendo o certo. Só na sequência fui compreender que ele se equivocou e eu, sem saber, segui no embalo.”
Aquele erro fez com que Emerson perdesse várias colocações. “Precisei esperar o pelotão passar e me preocupei em tentar terminar a corrida sem errar para subir na classificação. Mas estava muito difícil. O Jackie errou e acabou atrás de mim.” Jackie Stewart, da Tyrrell, era o campeão do mundo.
Ninguém chegou perto de Beltoise para ameaçar sua única e merecida vitória na Fórmula 1 em 86 GPs, de 1966 a 1974. Ickx recebeu a bandeirada 38 segundos atrás e Emerson, terceiro, com uma volta de atraso. Stewart, quarto, com duas voltas a menos. Os quatro pontos do piloto da Lotus o levaram a somar, depois de quatro etapas, 19 pontos, diante de 16 de Ickx. Emerson conquistaria muito mais que a liderança do campeonato, mas o primeiro título do Brasil, no GP da Itália, na lendária Monza.
“Ultrapassar três adversários, ficar em primeiro, e pode ver alguma coisa, foi decisivo para vencer”, comenta Beltoise. “Naquele tempo não tinha essa de não correr com chuva. Lembro-me de competir em Nurburgring sem chuva, mas com tanta neblina que não se enxergava nada. Stewart venceu.” Foi em 1968. O escocês realizou talvez a maior façanha da carreira ao ganhar com uma diferença de 4 minutos e 3 segundos para Graham Hill, da Lotus.
“Antes da largada discuti com a equipe e exigi que tirassem a barra anti-rolagem do BRM. Não queriam, mas depois de eu brigar me ouviram.” Beltoise, hoje com 75 anos, fala do ocorrido depois: “No jantar, à noite, para comemorarmos, me deram razão, mas eu estava tão bêbado que não me lembro de muita coisa. Tiveram de me levar para o hotel”.
Na conversa com Emerson, ontem, ficou claro que a decisão de Beltoise foi correta. “Amoleceu o carro, que é o que fazíamos para correr no molhado. Já no seco a história é outra. Em 1991 fui disputar o GP de Detroit, na Indy, circuito de rua também, o mesmo onde correu a Fórmula 1 (até 1988). O Ayrton ganhou lá (1986, 1987 e 1988) e liguei para ele. Perguntei que acerto básico deveria ter. O Ayrton me disse que o melhor era usar uma suspensão traseira bem dura, para soltar um pouco a traseira. Isso fazia com que você entrasse na curva já com o carro de frente. Era arriscado, mas sabendo fazer ganhava-se um bom tempo. Fiz o que o Ayrton recomentou e ganhei a corrida também.”
Chico Rosa, hoje integrante da administração de Interlagos, amigo de Emerson, presente em Mônaco em 1972, destaca um aspecto importante na impressionante vantagem imposta por Beltoise, também comentada pelo piloto da Lotus, e não repetida em nenhuma das demais etapas do campeonato: “O motor V-12 da BRM não empurrava nada, não tinha potência, e naquele aguaceiro era o melhor que Beltoise poderia desejar. Largou bem por causa disso e seu carro era mais fácil de pilotar, sem atravessar quando dava no acelerador”.
O piloto da BRM mexeu com o público por ser francês, mas principalmente por não estar cotado para ser primeiro. Nunca havia vencido um GP desde a estreia na Fórmula 1, no GP da Alemanha de 1966, com Matra. Francois Cervert, jovem, arrojado, da equipe campeã, Tyrrell, era o ídolo maior. “No sábado, Stirling Moss (quatro vezes vice-campeão do mundo), instalado no Hotel de Paris, me via passar pela Curva do Cassino e disse-me que eu era o mais veloz naquele trecho. Falou ainda que se chovesse, domingo, eu venceria”, lembra Beltoise.
Dois outros brasileiros alinharam no GP de Mônaco de 1972. Wilson Fittipaldi, de Brabham, na sua segunda corrida na Fórmula 1, e Jose Carlos Pace, March, terceira. “Todos os treinos foram com pista seca, mas como havia a previsão de chuva para domingo, eu sabia que ninguém ia ver nada”, conta Wilson ao Estado. “Então contei quantos segundos eu permanecia acelerando até frear no Cassino, 10, 11, 12. Sem enxergar, a turma ia tirar o pé antes”, diz, rindo.
Naquele ponto Wilson realizou várias ultrapassagens usando essa técnica ousada. Já na aproximação da Loews, o cotovelo em primeira marcha para a esquerda, Wilson chegava a subir na guia, por dentro. Esse arrojo o levou da 21.ª colocação no grid ao 9.º lugar no final. Pace largou em 24.º e terminou em 17.º.
Wilson aprendeu essa técnica de contar por causa da escassa visibilidade nas Mil Milhas Brasileiras, corrida promovida por seu pai, radialista Wilson Fittipaldi. Em entrevista para o livro sobre os 50 anos das Mil Milhas, em 2006, Breno Fornari, vencedor de três das quatro primeiras edições da prova, em Interlagos, contou algo semelhante: “Havia tanta serração no autódromo que nós fazíamos a curva 3 e contávamos até 5 ou 6, não me lembro, e começávamos a virar o volante para a esquerda por saber que já estávamos na curva 4, sem ver quase nada”. Wilson cresceu nesse meio. A primeira edição das Mil Milhas foi em 1956, quando tinha 12 anos.
Alguns números exemplificam as dificuldades dos 25 pilotos que largaram no GP de Mônaco de 1972: 102,7 km/h foi a média horária de Beltoise, impensavelmente baixa para a Fórmula 1. Mais: 1min40s0, melhor volta, de Beltoise, média de 113,2 km/h, da mesma forma, lenta demais, por causa da forte chuva o tempo todo. Dos 25 no grid, 17 se classificaram ao final da 80.ª volta, ou seja, completaram 90% da prova. O quinto e o sexto colocados, Brian Redman, McLaren, e Chris Amon, Matra, tomaram três voltas de Beltoise.
Quem conversa com Beltoise nao pode nao tocar no assunto 1000 km de Buenos Aires de 1971. Ele pilotava a Matra quando ficou sem gasolina. Passou a empurrar o carro a fim de chegar nos boxes pela extremidade da pista.
Mas o carro deslocou-se mais para o centro da pista e Beltoise prosseguiu empurrando-o, com os demais Porsches, Ferraris, passando a milimetros da traseira. Ignazio Giunti, com Ferrari, encoberto pelo piloto a frente, nao o viu, acertando-o em cheio. O esporte prototipo do italiano se transformou numa bola de fogo, matando-o.
A justiça argentina julgou e considerou o piloto frances culpado pelo acidente. Se retornasse a Argentina seria preso. Hoje, 41 anos depois, diz Beltoise, a pena esta prescrita. “Fangio me procurou naqueles dias bem dificeis e disse para nao me sentir culpado porque qualquer bom piloto, com vontade de vencer, faria o que fiz. E duro aceitar que um colega perdeu a vida, mas como me disse Fangio, nao me sinto mesmo culpado. Coisas de corrida de carro.”
Retornando a Formula 1, há ainda outro aspecto histórico envolvendo o GP de Mônaco de 1972 e o Brasil. Até então foram bem raras as transmissões das corridas pela TV. Pois naquela prova pela primeira vez os brasileiros assistiram a uma etapa do Mundial em cores, tecnologia introduzida no País um mês e meio antes, apenas.
A partir daí, acompanhar o sucesso dos pilotos do Brasil na Fórmula 1, nos domingos de manhã, na TV, tornou-se um hábito nacional. Um tanto desacreditado nos últimos anos, é verdade.
sexta-feira, 30 de março de 2012
GP BRASIL: 40 ANOS DE HISTÓRIA
No início dos anos 70, a campanha do governo era “Este é um país que vai prá frente...” A recessão no mundo por causa do petróleo era grande (hoje temos marolinha, pré-sal...) e a gente andava de Ford Galaxie, Dodge Dart..., éramos campeões do mundo com o futebol, éramos campeões de F-Ford, Fórmula 3, tínhamos o piloto que conseguiu a 1ª vitória na F1 para o Brasil e com muito empenho do Antonio Carlos Scavone, o dinossauro da rede plin-plin (TV Paulista, canal 5), e aproveitando a influência do Emerson e da corrida no país dos “hermanos”, teríamos a 1ª prova de Fórmula 1 no Brasil.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1972 (QUASE COMPLETO)
Devidamente surrupiado do blog do Bruno Vicária, citando a fonte com sempre deveria ser, uma raridade que só o Dr. Roque há de lembrar. O GP Brasil de 1972, a cores, em quase sua totalidade (faltam 11 voltas), com narração da TV Globo.
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domingo, 30 de outubro de 2011
ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1972
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
GGOO MEMÓRIA: GP DA ITÁLIA, 1972
Nos últimos dias vimos uma enxurrada de blogs inserindo um vídeo do GP da Itália de 1971 em suas páginas. Fomos além e achamos este vídeo de 1972, sem narração, só com imagens e som natural dos carros, da corrida que deu à Emerson Fittipaldi o seu primeiro título mundial de Fórmula 1 e que dia 10/09 faz 39 anos.
Apreciem sem moderação.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
BRINQUEDOTECA PARA ADULTOS E BAIXINHOS: LOTUS 72 D
Como temos um feriado à vista, que tal "trabalharmos um pouco" montando esta Lotus 72 D, que Emerson Fittipaldi pilotou no GP da Itália de 1972, em Monza.
O carro, depois de montado, deve ficar assim:
Para baixar o arquivo, basta clicar aqui: http://www.4shared.com/file/252405581/30365d8a/Lotus_72D__E_Fittipaldi_Monza_.html
O carro, depois de montado, deve ficar assim:
Para baixar o arquivo, basta clicar aqui: http://www.4shared.com/file/252405581/30365d8a/Lotus_72D__E_Fittipaldi_Monza_.html
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1972
O GP do Brasil de F-1 começou a tomar forma com o sucesso inicial dos pilotos brasileiros no exterior _principalmente Emerson, Wilson Fittipaldi e José Carlos Pace.
Em 1968, Interlagos foi fechado para uma reforma que acabou durante dois anos, mas foi suficiente para homologar o circuito junto à FIA em 1970, com um torneio internacional de F-Ford. No ano seguinte, foi a vez da F-2 trazer nomes de peso para o país _tudo sob a tutela do promotor Antônio Carlos Scavone_ e preparar o terreno para a primeira visita da F-1, que marcou uma corrida extra-campeonato para o dia 30 de março de 1972, uma... Quinta-feira!
O dia do evento foi escolhido por causa de um conflito de datas com a F-2 em Thruxton, marcada para o domingo, dia 2 de abril. Como muitos pilotos disputavam os dois campeonatos simultaneamente, a data incomum foi escolhida para a prova tupiniquim.
Com um grande investimento, Scavone conseguiu garantir o transporte e estadia de pilotos, equipes e equipamentos, premiação, divulgação, combustível e segurança. Para não ter prejuízo, precisaria vender todos os ingressos, o que não foi muito difícil.
Na semana do evento, foram conhecidas as estrelas que alinhariam no grid. Entre os brasileiros, Emerson, Wilson, Pace e Luiz Pereira Bueno _que alugou um March_, estavam o argentino Carlos Reutemann, da Brabham, Ronnie Peterson, da March, Helmut Marko, da BEM, e Henri Pescarolo, da March, entre outros, em um total de 14 carros.
As decepções foram as ausências de Tyrrell (atual campeã com Jackie Stewart e François Cevert), Ferrari (com Clay Regazzoni, que queria correr a prova, Jacky Ickx e Mario Andretti), McLaren (com Denny Hulme e Peter Revson) e Matra (com Chris Amon).
Nos treinos, dois episódios curiosos envolveram Luiz Pereira Bueno. O primeiro aconteceu logo no primeiro dia: com um carro de rua, ensinou todas as manhas do traçado ao companheiro Peterson, que cravou o melhor tempo da terça-feira em 2min37s172, mais de dois segundos a frente de Reutemann.
No dia seguinte aconteceu a classificação, mas, entre eles, aconteceu o outro episódio de Bueno: entre os treinos, ele deu quatro voltas sozinho pelo antigo anel externo, estabelecendo o recorde absoluto do circuito, em 52s014, e recebendo a bandeirada simbólica de Chico Landi; depois, Emerson completou a festa ao fazer a pole em 2min32s383, ficando dois segundos à frente de Reutemann. Peterson e Wilsinho cravaram a segunda fila.
Se Scavone estava preocupado com os gastos, as 60 mil pessoas que abarrotaram as dependências de Interlagos na quinta-feira trataram de compensar o investimento. A largada teve a presença de apenas 11 carros _o BRM e Jean-Pierre Beltoise teve problemas de motor e nem largou, assim como os Surtees de Andrea de Adamich e Reine Wisell, que sequer treinaram.
Na partida, Wilsinho tomou a ponta, enquanto três carros abandonavam, entre eles do de Pace. A liderança de Wilson durou pouco, com Emerson, Reutemann e Peterson o ultrapassando no fim da terceira volta. A bordo da Lotus, Emerson disparou na frente e passou a administrar a prova, mas não contava com um imprevisto no fim.
Na 30ª volta, a suspensão traseira do carro de Emerson quebrou, fazendo o piloto rodar na subida da reta dos boxes e abandonar, deixando a vitória no colo de Reutemann. Peterson, que teve um pneu furado na prova, chegou 1min32s atrás, com Wilsinho completando o pódio.
Bueno fechou a prova em sexto, mas duas voltas atrás de Reutemann, e uma atrás de Marko, da BRM, e Dave Walker, da Lotus. Apesar de nenhum piloto brasileiro ter vencido, o GP de 1972 serviu como pedra fundamental para estabelecer o automobilismo como segundo esporte mais popular do Brasil _fato que seria reforçado no fim do ano, com o primeiro título de Emerson, e a consequente oficialização do GP do Brasil no calendário do ano seguinte.
Em 1968, Interlagos foi fechado para uma reforma que acabou durante dois anos, mas foi suficiente para homologar o circuito junto à FIA em 1970, com um torneio internacional de F-Ford. No ano seguinte, foi a vez da F-2 trazer nomes de peso para o país _tudo sob a tutela do promotor Antônio Carlos Scavone_ e preparar o terreno para a primeira visita da F-1, que marcou uma corrida extra-campeonato para o dia 30 de março de 1972, uma... Quinta-feira!
O dia do evento foi escolhido por causa de um conflito de datas com a F-2 em Thruxton, marcada para o domingo, dia 2 de abril. Como muitos pilotos disputavam os dois campeonatos simultaneamente, a data incomum foi escolhida para a prova tupiniquim.
Com um grande investimento, Scavone conseguiu garantir o transporte e estadia de pilotos, equipes e equipamentos, premiação, divulgação, combustível e segurança. Para não ter prejuízo, precisaria vender todos os ingressos, o que não foi muito difícil.
Na semana do evento, foram conhecidas as estrelas que alinhariam no grid. Entre os brasileiros, Emerson, Wilson, Pace e Luiz Pereira Bueno _que alugou um March_, estavam o argentino Carlos Reutemann, da Brabham, Ronnie Peterson, da March, Helmut Marko, da BEM, e Henri Pescarolo, da March, entre outros, em um total de 14 carros.
As decepções foram as ausências de Tyrrell (atual campeã com Jackie Stewart e François Cevert), Ferrari (com Clay Regazzoni, que queria correr a prova, Jacky Ickx e Mario Andretti), McLaren (com Denny Hulme e Peter Revson) e Matra (com Chris Amon).
Nos treinos, dois episódios curiosos envolveram Luiz Pereira Bueno. O primeiro aconteceu logo no primeiro dia: com um carro de rua, ensinou todas as manhas do traçado ao companheiro Peterson, que cravou o melhor tempo da terça-feira em 2min37s172, mais de dois segundos a frente de Reutemann.
No dia seguinte aconteceu a classificação, mas, entre eles, aconteceu o outro episódio de Bueno: entre os treinos, ele deu quatro voltas sozinho pelo antigo anel externo, estabelecendo o recorde absoluto do circuito, em 52s014, e recebendo a bandeirada simbólica de Chico Landi; depois, Emerson completou a festa ao fazer a pole em 2min32s383, ficando dois segundos à frente de Reutemann. Peterson e Wilsinho cravaram a segunda fila.
Se Scavone estava preocupado com os gastos, as 60 mil pessoas que abarrotaram as dependências de Interlagos na quinta-feira trataram de compensar o investimento. A largada teve a presença de apenas 11 carros _o BRM e Jean-Pierre Beltoise teve problemas de motor e nem largou, assim como os Surtees de Andrea de Adamich e Reine Wisell, que sequer treinaram.
Na partida, Wilsinho tomou a ponta, enquanto três carros abandonavam, entre eles do de Pace. A liderança de Wilson durou pouco, com Emerson, Reutemann e Peterson o ultrapassando no fim da terceira volta. A bordo da Lotus, Emerson disparou na frente e passou a administrar a prova, mas não contava com um imprevisto no fim.
Na 30ª volta, a suspensão traseira do carro de Emerson quebrou, fazendo o piloto rodar na subida da reta dos boxes e abandonar, deixando a vitória no colo de Reutemann. Peterson, que teve um pneu furado na prova, chegou 1min32s atrás, com Wilsinho completando o pódio.
Bueno fechou a prova em sexto, mas duas voltas atrás de Reutemann, e uma atrás de Marko, da BRM, e Dave Walker, da Lotus. Apesar de nenhum piloto brasileiro ter vencido, o GP de 1972 serviu como pedra fundamental para estabelecer o automobilismo como segundo esporte mais popular do Brasil _fato que seria reforçado no fim do ano, com o primeiro título de Emerson, e a consequente oficialização do GP do Brasil no calendário do ano seguinte.
Fonte: Dr. Roque, Tazio e Youtube.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
ESPECIAL GP BRASIL: 1972, O PRIMEIRO GP BRASIL
No início dos anos 70, a campanha do governo era “Este é um país que vai prá frente...” A recessão no mundo por causa do petróleo era grande (hoje temos marolinha, pré-sal...) e a gente andava de Ford Galaxie, Dodge Dart..., éramos campeões do mundo com o futebol, éramos campeões de F-Ford, Fórmula 3, tínhamos o piloto que conseguiu a 1ª vitória na F1 para o Brasil e com muito empenho do Antonio Carlos Scavone, o dinossauro da rede plin-plin (TV Paulista, canal 5), e aproveitando a influência do Emerson e da corrida no país dos “hermanos”, teríamos a 1ª prova de Fórmula 1 no Brasil.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
Ah, em tempo, era o ano do Sesquicentenário da Independência!!! E no dia 31 (de março) comemorava-se 8 anos da revolução de 1964!
A prova foi disputada em uma quinta feira, dia 30 de março, com os pilotos brasileiros, Emerson (Lotus), Wilsinho (Brabham) e Luis Pereira Bueno com uma March alugada pela equipe Hollywood e José Carlos Pace com a Williams-Iso.
O público foi recorde, aproximadamente 30.000 pessoas em plena quinta feira!
Naqueles tempos, só se chegava de carro ou de ônibus, e o público se espalhava por todo o circuito, o clima era parecido com piquenique, e adivinhem: Invasão de pista para ver os carros. A novidade era que ninguém das equipes ligava muito, era só não querer pegar um suvenir diferente como uma roda, um bico...Adesivo até que podia.
Mais novidade, Luis Pereira Bueno, com a March, quebra o recorde de velocidade do anel externo de Interlagos, com 211, 963 Km/h.
Na corrida houve a liderança de Wilsinho nas primeiras voltas e depois a liderança de Emerson. Pena que a 5 voltas do fim, quebra a suspensão traseira da “negrinha” como ele chamava a Lotus 72 D, com patrocínio da JPS.
E a primeira decepção em GP’s Brasil, vitória de um argentino, Carlos Reutmann, com a Brabham.
A classificação final foi: 1º Carlos Reutmann; 2º Ronnie Peterson, 3º Wilsinho Fittipaldi; 4º Helmut Marko, 5º Dave Walker e 6º Luis Pereira Bueno.
Como a prova era extra-campeonato, não contava pontos para o mundial, seria para checar a organização, etc... E neste ponto quase que o povão coloca tudo a perder com o lançamento de copos, latinhas na pista, fora a quantidade de papel picado o que atrapalhou a vida de alguns pilotos, entre eles José Carlos Pace.
Já nesta corrida se checava quem era piloto e fazia a curva 1 e 2 flap (de pé em baixo)_ são as curvas que estão logo após a entrada do “S” do Senna, seguindo pela reta dos boxes_, faziam todo o retão, onde ficamos sofrendo hoje, curva 3... Reta oposta, curva do Sol, Sargento, Laranjinha, Ferradura, Pinheirinho...

Hoje se sente falta da curva do Sol e principalmente a Ferradura, ver os carros saindo de traseira e a correção em sobresterço dos pilotos era coisa prá gente grande, acho que a maioria dos pilotos de hoje não conseguiriam fazê-las sem este monte de equipamentos eletrônicos.
No final da corrida, o calor era de uns 30 graus, mas nada que um Guaraná Champagne da Antarctica, vendida na frente do Autódromo, não resolvesse.
E no caminho de volta, no ponto de ônibus comentários sobre o ronco dos motores, a corrida, nada diferente dos dias de hoje, os mesmos sentimentos de querer mais na próxima, na próxima, e olha que lá se vão 38 anos, provavelmente a maioria dos futuros dinossauros que fazem parte da GGOO nem havia cogitado vir ao mundo e principalmente gostar de F1...
Grande abraço, Dr. Roque.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
GP BRASIL, 1972
Esta dica veio do Blog do Flávio Gomes e merece reprodução:
A história desta corrida, você relembra aqui, nas palavras do Dr. Roque, que estava lá.
A história desta corrida, você relembra aqui, nas palavras do Dr. Roque, que estava lá.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
HÁ 37 ANOS...
Há exatos 37 anos, no dia 10 de setembro de 1972, o Brasil escrevia definitivamente seu nome na história do automobilismo mundial. Foi nesta data que, após vencer o GP da Itália, em Monza, Emerson Fittipaldi conquistou seu primeiro título na F-1.
Abaixo, um vídeo inédito desta conquista:
Abaixo, um vídeo inédito desta conquista:
quinta-feira, 28 de maio de 2009
F1 HISTORIC: O SOM DO MARCH 711
Essa é uma cortesia do Blog do Luiz Pereira Bueno:
Em 1972, Luiz Pereira Bueno participou da primeira prova de F1 no Brasil. Em uma ação de marketing do grande Maurinho Salles e da visão de Anisio Campos foi perpetuado o recorde do anel externo de Interlagos.
Gravação realizada por Fabio Farias, da arquibancada defronte aos boxes.
Ainda há a narração do Barão Wilson Fittipaldi da classificação.
Reparem no som do carro ao se aproximar das curvas 1 e 2...
Este som nós ouviremos na etapa brasileira da F1 Historic, a pena será não recuperarem a pista velha de Interlagos para isso...
Em 1972, Luiz Pereira Bueno participou da primeira prova de F1 no Brasil. Em uma ação de marketing do grande Maurinho Salles e da visão de Anisio Campos foi perpetuado o recorde do anel externo de Interlagos.
Gravação realizada por Fabio Farias, da arquibancada defronte aos boxes.
Ainda há a narração do Barão Wilson Fittipaldi da classificação.
Reparem no som do carro ao se aproximar das curvas 1 e 2...
Este som nós ouviremos na etapa brasileira da F1 Historic, a pena será não recuperarem a pista velha de Interlagos para isso...
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domingo, 26 de outubro de 2008
HISTÓRIAS DO GP BRASIL, POR REGINALDO LEME
Interessante série de vídeos publicado pelo site do Globo Esporte, reproduzindo uma série de histórias sobre o GP Brasil, a primeira, sobre o GP de 1972 que o Dr. Roque melhor contou por aqui:
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