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terça-feira, 30 de setembro de 2014
ORKUT: O FIM DO COMEÇO DE TUDO
Pode parecer estranho começar com este título, mas a GGOO deve muito da sua existência ao Orkut.
Aquele bando de loucos que nunca tinham ido a um GP Brasil e já tinham comprado ingresso, encontraram nessa rede social o ambiente propício para prosperar.
Foi lá no Orkut que os debates acalorados atravessavam madrugadas, com muitas risadas, entusiasmos e scrap chats.
Foi por causa do Orkut, que a GGOO tem o nome de GGOO (Galera do G Organizada no ORKUT).
Foi por causa do Orkut, que presenciamos os finais de campeonato mais emocionantes dos últimos tempos.
Foi lá que descobrimos os gostos e trejeitos de cada pessoa e foi por sua causa, orkut, que a GGOO saiu do virtual para se tornar real.
Foi no Orkut que começamos a elaborar a ideia do blog e divulgar as primeiras façanhas da Torcida, as primeiras fotos, as invasões de pista...tudo está documentado lá.
Foi por causa do Orkut que também nos tornamos conhecidos e furamos alguns jornalistas renomados.
E foi lá, que pudemos conhecer verdadeiros amigos que hoje acompanham corridas com o pretexto de juntar a turma no nosso quintal, o nosso templo.
Hoje o Orkut encerrou as suas atividades, mas a GGOO sempre lembrará de cada tópico criado, de cada conversa, debate, discussão. E, acima de tudo, para sempre levará o seu nome, em cada corrida em que algum membro estiver.
Valeu Orkut! Graça a você, existimos.
Aquele bando de loucos que nunca tinham ido a um GP Brasil e já tinham comprado ingresso, encontraram nessa rede social o ambiente propício para prosperar.
Foi lá no Orkut que os debates acalorados atravessavam madrugadas, com muitas risadas, entusiasmos e scrap chats.
Foi por causa do Orkut, que a GGOO tem o nome de GGOO (Galera do G Organizada no ORKUT).
Foi por causa do Orkut, que presenciamos os finais de campeonato mais emocionantes dos últimos tempos.
Foi lá que descobrimos os gostos e trejeitos de cada pessoa e foi por sua causa, orkut, que a GGOO saiu do virtual para se tornar real.
Foi no Orkut que começamos a elaborar a ideia do blog e divulgar as primeiras façanhas da Torcida, as primeiras fotos, as invasões de pista...tudo está documentado lá.
Foi por causa do Orkut que também nos tornamos conhecidos e furamos alguns jornalistas renomados.
E foi lá, que pudemos conhecer verdadeiros amigos que hoje acompanham corridas com o pretexto de juntar a turma no nosso quintal, o nosso templo.
Hoje o Orkut encerrou as suas atividades, mas a GGOO sempre lembrará de cada tópico criado, de cada conversa, debate, discussão. E, acima de tudo, para sempre levará o seu nome, em cada corrida em que algum membro estiver.
Valeu Orkut! Graça a você, existimos.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
COLUNA DO ROQUE: O DIA CHEGOU!
O dia perfeito para quem gosta de corrida acabava de entrar no período vespertino. Entre uma garfada e outra na tradicional macarronada de domingo, todos estavam ligados ao que acontecia na TV. A expectativa, nos comentários do chat da GGOO, era que possivelmente hoje era o dia.
Porém, precavidos que somos, sempre lembramos das agruras que Rubens Barrichello passava nos GP's Brasil em Interlagos e de Tony Kanaan em Indianápolis. Mas a expectativa era alta, ainda mais em uma pista onde o lugar de largada não fazia tanta diferença assim, se você tiver um bom carro.
E na largada vimos despontar como um dos favoritos ao vê-lo assumir a liderança em vários trechos de volta. E com isso, a expectativa ia aumentando com o passar das voltas. Os poucos acidentes da prova deixavam no ar a sensação de que tudo seria resolvido depois do último pit stop, onde a equipe, tão tradicional com erros de estratégia não poderia falhar. Desta vez, apesar de certa demora, deu tudo certo.
Parecia, enfim, que domingo era o dia. Na contagem regressiva das voltas, o importante era estar lá na frente. E, com os olhos cada vez mais pregados na TV, entre o incomodo sofá e a tentativa de ficar calmo de pé, parecia que, enfim chegara o dia. Faltavam 4 voltas quando assumiu a ponta da corrida, para logo em seguida, ver seu amigo Franchitti se estatelar no muro.
O dia, enfim, chegou. E chegou tal como acontecera com Emerson Fittipaldi, em 1989. Como a muito tempo não fazia, pulei e gritei com essa vitória. Como se fosse um grande desabafo por tudo que já ocorrera em sua carreira e ainda mais por tudo o que tinha acontecido na nossa frente, na SP Indy 300.
O domingo ficou mais alegre. O dia chegou. E Tony, parabéns! Você merece!
Porém, precavidos que somos, sempre lembramos das agruras que Rubens Barrichello passava nos GP's Brasil em Interlagos e de Tony Kanaan em Indianápolis. Mas a expectativa era alta, ainda mais em uma pista onde o lugar de largada não fazia tanta diferença assim, se você tiver um bom carro.
E na largada vimos despontar como um dos favoritos ao vê-lo assumir a liderança em vários trechos de volta. E com isso, a expectativa ia aumentando com o passar das voltas. Os poucos acidentes da prova deixavam no ar a sensação de que tudo seria resolvido depois do último pit stop, onde a equipe, tão tradicional com erros de estratégia não poderia falhar. Desta vez, apesar de certa demora, deu tudo certo.
Parecia, enfim, que domingo era o dia. Na contagem regressiva das voltas, o importante era estar lá na frente. E, com os olhos cada vez mais pregados na TV, entre o incomodo sofá e a tentativa de ficar calmo de pé, parecia que, enfim chegara o dia. Faltavam 4 voltas quando assumiu a ponta da corrida, para logo em seguida, ver seu amigo Franchitti se estatelar no muro.
O dia, enfim, chegou. E chegou tal como acontecera com Emerson Fittipaldi, em 1989. Como a muito tempo não fazia, pulei e gritei com essa vitória. Como se fosse um grande desabafo por tudo que já ocorrera em sua carreira e ainda mais por tudo o que tinha acontecido na nossa frente, na SP Indy 300.
O domingo ficou mais alegre. O dia chegou. E Tony, parabéns! Você merece!
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terça-feira, 21 de maio de 2013
COLUNA DO ROQUE: 500.000 VEZES BLOG DA GGOO
Pois é caros leitores, hoje o blog da GGOO chega, em pouco menos de 6 anos, a 500.000 visitantes únicos. Não posso deixar de sentir orgulho de tudo isso, de todo um arsenal de histórias que vivenciamos, presenciamos, assistimos e contamos.
O blog sempre foi uma diversão para nós, assim como a GGOO também é um grande momento para nos desligarmos do mundo agitado, para entrarmos em um mundo onde a velocidade e a amizade imperam, seja nas arquibancadas de Interlagos, Anhembi, Indianápolis ou seja nas curvas e estradas de terra de Curitiba. Como comumente dizemos, hoje as corridas são pretextos para encontrarmos amigos e, com eles, darmos risadas.
Todos estes momentos, foram e são eternizados e compartilhados no blog, que cresceu pequeno, através de um sonho de contar histórias e que de história em história foi se tornando conhecido, referenciado e plagiado.
Esse trabalho, prazeroso e cansativo muitas vezes, deu certo. E, só deu certo por causa da força de vontade e dedicação de todos que ajudam a fomentar este espaço, ajudando na construção de conteúdo, nas transmissões online ou até nas divulgações pelas diversas redes sociais, ora existentes.
Então, sem mais delongas... obrigado à todo mundo que nos lê, a todo mundo que dá uma espiadinha (nem que for nas Grid Girls) e a todos que comentam, debatem e buscam informações relevantes e outras nem tanto assim conosco, no nosso blog.
E vamos em busca da marca de 1.000.000 de visitas!
Nota da Redação: Este texto comemorativo também é a postagem de número 6.000 da história do Blog!
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quinta-feira, 21 de março de 2013
COLUNA DO ROQUE: AYRTON SENNA...DO BRASIL!
Ele faria aniversário hoje, se não fosse aquela barra de direção naquele fatídico dia 01/05/1994, Ayrton Senna completaria 53 anos. Perdemos um grande esportista e, junto, um dos maiores pilotos de Fórmula 1 de todos os tempos.
Ele foi capaz de nos fazer levantar pontualmente às 8:30h de cada domingo de corrida para ouvir as notícias da rádio, saber os tempos do warm up (sim, naquela época existia treino no domingo), tomar um café (ou um achocolatado) e correr para frente da TV, já no top dos 5 segundos, para em seguida geralmente ouvir..."Bem amigos da rede Globo..."
Pude acompanhar seus 10 anos de Fórmula 1, principalmente de 1988 até 1994, quando entendia mais do assunto, pesquisava, lia as colunas e reportagens nos jornais (não havia internet naquela época). Foi justamente nesta época em que ele mais brilhou. Desde que começaram a passar os treinos de sábado no Brasil, em 1990 (antes havia um programa noturno na TV chamado Sinal Verde, que passava o resultado dos treinos), logo percebemos uma característica principal em Ayrton, a busca desenfreada pela pole. Sabíamos que ela viria quando, na câmera onboard do seu carro, o característico capacete amarelo aparecia cheio na tela enquanto ele fazia as curvas dos circuitos do mundo.
Sair na frente era uma grande vantagem, mas os pilotos ainda precisavam cuidar de seus carros em uma época em que a tecnologia embarcada era pouca e os carros quebravam demais. Sempre buscar e ultrapassar os seus limites, mesmo estando a mais de 50 segundos (!) na frente do segundo colocado (e companheiro de equipe), fazia com que ele assombrasse o mundo da velocidade.
Suas vitórias, algumas delas épicas, deixam saudades até hoje. Como não chorar revendo o GP Brasil de 1991, o GP do Japão de 1988 e não rir de orelha a orelha vendo o GP da Europa de 1993. Como não torcer junto para Mansell não ultrapassá-lo, no GP de Mônaco de 1992. Como não ter certeza de vitória, quando o dia amanhecia chuvoso e ele estava na pole...
Isso é Ayrton. O Senna que nos dava alegria, numa época em que patinávamos economicamente, entre inflação, novos presidentes, eleições, corrupção, planos econômicos, remarcações de preço e muito mais. O Senna que nos alegrava e que nos faz lembrá-lo a cada conversa entre os amigos da GGOO.
Esse foi o Ayrton Senna...do Brasil, da GGOO e de todos os brasileiros e torcedores que viam nele a essência da velocidade.
Ele foi capaz de nos fazer levantar pontualmente às 8:30h de cada domingo de corrida para ouvir as notícias da rádio, saber os tempos do warm up (sim, naquela época existia treino no domingo), tomar um café (ou um achocolatado) e correr para frente da TV, já no top dos 5 segundos, para em seguida geralmente ouvir..."Bem amigos da rede Globo..."
Pude acompanhar seus 10 anos de Fórmula 1, principalmente de 1988 até 1994, quando entendia mais do assunto, pesquisava, lia as colunas e reportagens nos jornais (não havia internet naquela época). Foi justamente nesta época em que ele mais brilhou. Desde que começaram a passar os treinos de sábado no Brasil, em 1990 (antes havia um programa noturno na TV chamado Sinal Verde, que passava o resultado dos treinos), logo percebemos uma característica principal em Ayrton, a busca desenfreada pela pole. Sabíamos que ela viria quando, na câmera onboard do seu carro, o característico capacete amarelo aparecia cheio na tela enquanto ele fazia as curvas dos circuitos do mundo.
Sair na frente era uma grande vantagem, mas os pilotos ainda precisavam cuidar de seus carros em uma época em que a tecnologia embarcada era pouca e os carros quebravam demais. Sempre buscar e ultrapassar os seus limites, mesmo estando a mais de 50 segundos (!) na frente do segundo colocado (e companheiro de equipe), fazia com que ele assombrasse o mundo da velocidade.
Suas vitórias, algumas delas épicas, deixam saudades até hoje. Como não chorar revendo o GP Brasil de 1991, o GP do Japão de 1988 e não rir de orelha a orelha vendo o GP da Europa de 1993. Como não torcer junto para Mansell não ultrapassá-lo, no GP de Mônaco de 1992. Como não ter certeza de vitória, quando o dia amanhecia chuvoso e ele estava na pole...
Isso é Ayrton. O Senna que nos dava alegria, numa época em que patinávamos economicamente, entre inflação, novos presidentes, eleições, corrupção, planos econômicos, remarcações de preço e muito mais. O Senna que nos alegrava e que nos faz lembrá-lo a cada conversa entre os amigos da GGOO.
Esse foi o Ayrton Senna...do Brasil, da GGOO e de todos os brasileiros e torcedores que viam nele a essência da velocidade.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
COLUNA DO ROQUE - ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1997
Em 1997, em pleno período de expansão da economia brasileira o dolar pareava o real, o poder de compra era enorme, consequentemente os ingressos, em termos proporcionais, eram mais caros do que hoje.
Na fórmula 1, o Brasil vivia um momento inusitado, Barrichello havia mudado da Jordan para a estreante Stewart, Ricardo Rossetti corria pela Tyrrell e Pedro Paulo Diniz corria pela Arrows como companheiro do campeão mundial, Damon Hill. Não havia, portanto, muitas esperanças de vitórias, nem de boas colocações.
Por um momento pensamos em desistir de irmos, a falta de dinheiro para os ingressos pesava e a falta de interesse pela corrida também. O jeito era ver a corrida pela TV, aguentando a narração do Galvão Bueno. Porém, na quarta feira antes do GP, recebo um telefonema de um parente próximo dizendo que havia ganho 2 ingressos para corrida e que, por compromissos profissionais, não poderia comparecer e que, sabendo que como gostávamos de corrida, faríamos melhor proveito deles.
Este tipo de pedido nunca deve ser recusado. Lá fomos nós buscar os ingressos. Quando abrimos os envelopes, a surpresa: os ingressos eram para o Paddock Club. Sim, aquele lugar em que ficamos no ar condicionado, que não precisaríamos dormir na fila e que a cerveja era servida gelada e em abundância.
E assim fomos nós, desde sexta feira (não poderíamos deixar de aproveitar um segundo sequer essas beneces) acompanhar toda rotina de treinos e atividades extra pistas. Ao chegar no ponto combinado, uma surpresa, um ônibus especial nos levaria até o autódromo, com direito a cafezinho e lanchinho de boas vindas.
Continuando o tratamento diferenciado, ao pisar no circuto recebemos uma mala com todas as informações do GP, informações dos patrocinadores, adesivos da Ferrari e uma camiseta exclusiva da Ferrari de 1996.
Procurei o lugar marcado no ingresso e o que vi foi uma televisão com todas as informações de tempo (uma super novidade, pois não tínhamos naquela época acesso a esses dados como temos hoje) e outra televisão com as imagens da geração comum. Pera aí, venho até aqui para ver o carros, para ouvir os barulhos, para ver a movimentação e eu vou ficar sentado no ar condicionado, não, não...não farei isso.
Assim dito, assim feito...fui procurar os melhores ângulos e não achei. A única coisa que dava pra ver legal era os treinos de parada de boxes. Me posicionei em cima do boxe de Barrichello e fiquei acompanhando a diversão. Assim passou a sexta, sem grandes atrativos, a não ser uma conversa animada com Nelson Piquet (pai) sobre as chances de volta dele às pistas.
No sábado a fartura aumentou, a comida farta era distribuida sem concentimento nenhum, o cardápio tinha até lagosta, o fluxo de modelos aumentou consideravalmente, os pilotos subiam para falar com os patrocionadores. De perto vi Barrichello (que peguei um autógrafo), Piquet, Moreno, Schumacher e Villeneuve.
No domingo, em meio a distribuição de sorvetes e energéticos, a hora da corrida foi se aproximando e só quando faltava uma hora para a corrida é que o local ficou completamente cheio. Escolhi 2 lugares para acompanhar a corrida, um com vista para o S do Senna para ver a largada e o outro em cima do boxes de Barrichello para ver o restante da corrida e as trocas de pneus e rebastecimento. Mais do que isso não se consegue ver por lá.
E assim foi, na largada uma surpresa no S do Senna com a saída de vários carros e o carro de Barrichello parado no grid. Na segunda, tudo correu dentro da normalidade e o resultado da corrida já faz parte da história.
A volta foi cheia de interrogações e uma dúvida pairava na minha cabeça. Porque pagar tudo isso, se você pode ficar no G e se divertir muito mais?
Resultado final
1 - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
2 - Gerhard Berger - Benetton-Renault
3 - Olivier Panis - Prost-Mugen-Honda
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Michael Schumacher - Ferrari
6 - Jean Alesi - Benetton-Renault
Pole-position - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
Na fórmula 1, o Brasil vivia um momento inusitado, Barrichello havia mudado da Jordan para a estreante Stewart, Ricardo Rossetti corria pela Tyrrell e Pedro Paulo Diniz corria pela Arrows como companheiro do campeão mundial, Damon Hill. Não havia, portanto, muitas esperanças de vitórias, nem de boas colocações.
Por um momento pensamos em desistir de irmos, a falta de dinheiro para os ingressos pesava e a falta de interesse pela corrida também. O jeito era ver a corrida pela TV, aguentando a narração do Galvão Bueno. Porém, na quarta feira antes do GP, recebo um telefonema de um parente próximo dizendo que havia ganho 2 ingressos para corrida e que, por compromissos profissionais, não poderia comparecer e que, sabendo que como gostávamos de corrida, faríamos melhor proveito deles.
Este tipo de pedido nunca deve ser recusado. Lá fomos nós buscar os ingressos. Quando abrimos os envelopes, a surpresa: os ingressos eram para o Paddock Club. Sim, aquele lugar em que ficamos no ar condicionado, que não precisaríamos dormir na fila e que a cerveja era servida gelada e em abundância.
E assim fomos nós, desde sexta feira (não poderíamos deixar de aproveitar um segundo sequer essas beneces) acompanhar toda rotina de treinos e atividades extra pistas. Ao chegar no ponto combinado, uma surpresa, um ônibus especial nos levaria até o autódromo, com direito a cafezinho e lanchinho de boas vindas.
Continuando o tratamento diferenciado, ao pisar no circuto recebemos uma mala com todas as informações do GP, informações dos patrocinadores, adesivos da Ferrari e uma camiseta exclusiva da Ferrari de 1996.
Procurei o lugar marcado no ingresso e o que vi foi uma televisão com todas as informações de tempo (uma super novidade, pois não tínhamos naquela época acesso a esses dados como temos hoje) e outra televisão com as imagens da geração comum. Pera aí, venho até aqui para ver o carros, para ouvir os barulhos, para ver a movimentação e eu vou ficar sentado no ar condicionado, não, não...não farei isso.
Assim dito, assim feito...fui procurar os melhores ângulos e não achei. A única coisa que dava pra ver legal era os treinos de parada de boxes. Me posicionei em cima do boxe de Barrichello e fiquei acompanhando a diversão. Assim passou a sexta, sem grandes atrativos, a não ser uma conversa animada com Nelson Piquet (pai) sobre as chances de volta dele às pistas.
No sábado a fartura aumentou, a comida farta era distribuida sem concentimento nenhum, o cardápio tinha até lagosta, o fluxo de modelos aumentou consideravalmente, os pilotos subiam para falar com os patrocionadores. De perto vi Barrichello (que peguei um autógrafo), Piquet, Moreno, Schumacher e Villeneuve.
No domingo, em meio a distribuição de sorvetes e energéticos, a hora da corrida foi se aproximando e só quando faltava uma hora para a corrida é que o local ficou completamente cheio. Escolhi 2 lugares para acompanhar a corrida, um com vista para o S do Senna para ver a largada e o outro em cima do boxes de Barrichello para ver o restante da corrida e as trocas de pneus e rebastecimento. Mais do que isso não se consegue ver por lá.
E assim foi, na largada uma surpresa no S do Senna com a saída de vários carros e o carro de Barrichello parado no grid. Na segunda, tudo correu dentro da normalidade e o resultado da corrida já faz parte da história.
A volta foi cheia de interrogações e uma dúvida pairava na minha cabeça. Porque pagar tudo isso, se você pode ficar no G e se divertir muito mais?
Resultado final
1 - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
2 - Gerhard Berger - Benetton-Renault
3 - Olivier Panis - Prost-Mugen-Honda
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Michael Schumacher - Ferrari
6 - Jean Alesi - Benetton-Renault
Pole-position - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
COLUNA DO ROQUE: O MEU PRIMEIRO GP BRASIL COM A GGOO
Sem saber ao certo o que fazer, sem saber ao certo no que iria dar, sem saber ao certo no que poderia acontecer, comprei meu ingresso para o GP Brasil de 2007 logo no primeiro dia de vendas, garanti o número 99...e esqueci a corrida por alguns meses, sintoma de um mestrando.
Mas quando os estudos deram um tempo, já era meio de outubro e a corrida mais esperada do ano estava prestes a acontecer e eu lá, numa paz incomum...faltava pouco e eu nem aí. Não sei se pelos estudos, pela falta de expectativa ou por não ter brasileiros disputando as principais posições, aguardava uma corrida morna.
Sem conhecer ninguém, desta vez iria sozinho à Interlagos. Alguns dias antes, surgiu a súbita idéia de procurar no orkut se mais alguém iria. Achei um pessoal que iria ficar no setor G, a GGOO. Ótimo, pensei, pelo menos tenho alguém pra guardar lugar no domingo cedo.
E assim chegou o sábado, e lá fomos nós com destino à Interlagos. Exatamente às 7:32h ligo para a pessoa que estava organizando a comunidade.
- Marcos?. Aqui é o Roque, onde vocês estão?.
- Na placa dos 50 metros? Opa...estou a caminho. Como identifico vocês?
- Camisa amarela, disse Marcos.
Camisa amarela? Sim, de longe, espremidinha entre alguns nomes conhecidos dos GP's Brasil lá estavam eles, meio tímidos mas acima de tudo felizes.
Ao ser apresentado a todos (pela ordem: Marcos, Ice, André, Fernanda, João, Igor, Carola, Jorge, Carolina, Dou Juanes, Duff, Stik e mais um montão de gente...), vi que a galera também estava se conhecendo após longas conversas virtuais.
Assim, também meio tímido, fui entrando na onda da galera, fui me ambientando com todo mundo. Das brincadeiras à preferência por Barrichello e a torcida por Felipe Massa foram a tona durante as conversas no decorrer do dia.
Ao terminar as atividades de sábado a galera foi pra fila. E voltei para casa para terminar alguns trabalhos profissionais com a promessa de que estaria na fila ou nas arquibancadas assim que os portões abrissem.
Dito e feito, depois de pegar o trêm às 4:30h, cheguei a Interlagos no domingo às 6:30h. Os portões tinham acabado de abrir. Mal entro no autódromo, o telefone toca. Era o Igor querendo saber onde eu estava. Após o aviso que estava subindo e descendo as escadas, encontrei todos que dormiram na fila.
E assim foi, das brincadeiras já tradicionais as novas brincadeiras, todo mundo foi se conhecendo, se divertindo e, principalmente, curtindo aquela experiência única.
Ao final do dia, a foto oficial. Foto oficial? Sim e isso seria um procedimento que viraria rotina dali pra frente, sempre que houvesse um encontro do pessoal da GGOO, deveria ter uma foto oficial.
Como tudo se formou virtualmente, foi através dos computadores que a galera foi comentando sobre a corrida e começando a organizar o próximo encontro, a final da temporada da Stock car. E assim aconteceu. O povo de São Paulo em peso pra ver a corrida, mais um dia de diversão e mais uma foto oficial.
Mas depois da corrida, cansado, voltando para casa nos novos trens colocados à disposição da população pelo dirigentes públicos do Estado e Cidade de São Paulo, fiquei matutando sobre o final de semana.
Com o raciocínio meio lento cheguei a uma definição: ESPETACULAR! Nem tanto pela corrida, afinal tivemos que engolir o Massa abrir passagem para o Kimi em prol do campeonato...mas pelo fato de ali ter conhecido pessoas fantásticas que se deslumbravam a cada volta de um carro, que brincavam, que discutiam corridas e que acima de tudo, estavam escrevendo um momento especial na história.
Esse pessoal que mal conhecia (para não falar que não conhecia), além de me acolher com o máximo de carinho, despertaram aquele ser fanático por corridas que estava adormecido, me fizeram voltar a Interlagos...me fizeram pesquisar a cada desafio proposto.
Esse pessoal, aqueles poucos fandanGGOOs amarelos na placa dos 50m me fizeram uma nova velha pessoa, renovada...
E assim foi, ainda no final do ano haveria a corrida do Trofeo Maserati, depois, após excelente sugestão do bahiano Jorge, um amigo secreto, depois um aniversário, corridas e mais corridas, invasões de pista, fotos oficiais...e este bando de loucos estavam cada vez mais unidos.
E para quem pensa que as atividades da GGOO se resumem a corridas, pode ter certeza de que outros eventos fora dos circuitos já acontecem e vão acontecer cada vez mais. Assim, sem ao menos perceber, a paixão (ou a loucura) pela GGOO, que começou exatamente no GP Brasil de 2007, tomou conta de todos que dela participam e que fazem de tudo para que possam se reencontrar, trocar idéias, brincar e sacanear com os outros, afinal, agora, a corrida é apenas mais um motivo para todos se divertirem.
E assim, o tempo passou e ainda sem saber o que fazer, eu...tenho que agradecer estes anos maravilhosos que passamos juntos e que tivemos inúmeras conquistas: da amizade às partes de carros; das divertidas conversas aos momentos de desabafo; dos momentos de apoio aos momentos solertes de animação.
Cinco anos e 5 GP's Brasil se passaram....e a paixão, a diversão e a amizade continuam cada vez mais firme e forte (apesar dos insistentes telefonemas de madrugada...), aguardando ansiosamente mais um GP Brasil que vem pela frente.
Mas quando os estudos deram um tempo, já era meio de outubro e a corrida mais esperada do ano estava prestes a acontecer e eu lá, numa paz incomum...faltava pouco e eu nem aí. Não sei se pelos estudos, pela falta de expectativa ou por não ter brasileiros disputando as principais posições, aguardava uma corrida morna.
Sem conhecer ninguém, desta vez iria sozinho à Interlagos. Alguns dias antes, surgiu a súbita idéia de procurar no orkut se mais alguém iria. Achei um pessoal que iria ficar no setor G, a GGOO. Ótimo, pensei, pelo menos tenho alguém pra guardar lugar no domingo cedo.
E assim chegou o sábado, e lá fomos nós com destino à Interlagos. Exatamente às 7:32h ligo para a pessoa que estava organizando a comunidade.
- Marcos?. Aqui é o Roque, onde vocês estão?.
- Na placa dos 50 metros? Opa...estou a caminho. Como identifico vocês?
- Camisa amarela, disse Marcos.
Camisa amarela? Sim, de longe, espremidinha entre alguns nomes conhecidos dos GP's Brasil lá estavam eles, meio tímidos mas acima de tudo felizes.
Ao ser apresentado a todos (pela ordem: Marcos, Ice, André, Fernanda, João, Igor, Carola, Jorge, Carolina, Dou Juanes, Duff, Stik e mais um montão de gente...), vi que a galera também estava se conhecendo após longas conversas virtuais.
Assim, também meio tímido, fui entrando na onda da galera, fui me ambientando com todo mundo. Das brincadeiras à preferência por Barrichello e a torcida por Felipe Massa foram a tona durante as conversas no decorrer do dia.
Ao terminar as atividades de sábado a galera foi pra fila. E voltei para casa para terminar alguns trabalhos profissionais com a promessa de que estaria na fila ou nas arquibancadas assim que os portões abrissem.
Dito e feito, depois de pegar o trêm às 4:30h, cheguei a Interlagos no domingo às 6:30h. Os portões tinham acabado de abrir. Mal entro no autódromo, o telefone toca. Era o Igor querendo saber onde eu estava. Após o aviso que estava subindo e descendo as escadas, encontrei todos que dormiram na fila.
E assim foi, das brincadeiras já tradicionais as novas brincadeiras, todo mundo foi se conhecendo, se divertindo e, principalmente, curtindo aquela experiência única.
Ao final do dia, a foto oficial. Foto oficial? Sim e isso seria um procedimento que viraria rotina dali pra frente, sempre que houvesse um encontro do pessoal da GGOO, deveria ter uma foto oficial.
Como tudo se formou virtualmente, foi através dos computadores que a galera foi comentando sobre a corrida e começando a organizar o próximo encontro, a final da temporada da Stock car. E assim aconteceu. O povo de São Paulo em peso pra ver a corrida, mais um dia de diversão e mais uma foto oficial.
Mas depois da corrida, cansado, voltando para casa nos novos trens colocados à disposição da população pelo dirigentes públicos do Estado e Cidade de São Paulo, fiquei matutando sobre o final de semana.
Com o raciocínio meio lento cheguei a uma definição: ESPETACULAR! Nem tanto pela corrida, afinal tivemos que engolir o Massa abrir passagem para o Kimi em prol do campeonato...mas pelo fato de ali ter conhecido pessoas fantásticas que se deslumbravam a cada volta de um carro, que brincavam, que discutiam corridas e que acima de tudo, estavam escrevendo um momento especial na história.
Esse pessoal que mal conhecia (para não falar que não conhecia), além de me acolher com o máximo de carinho, despertaram aquele ser fanático por corridas que estava adormecido, me fizeram voltar a Interlagos...me fizeram pesquisar a cada desafio proposto.
Esse pessoal, aqueles poucos fandanGGOOs amarelos na placa dos 50m me fizeram uma nova velha pessoa, renovada...
E assim foi, ainda no final do ano haveria a corrida do Trofeo Maserati, depois, após excelente sugestão do bahiano Jorge, um amigo secreto, depois um aniversário, corridas e mais corridas, invasões de pista, fotos oficiais...e este bando de loucos estavam cada vez mais unidos.
E para quem pensa que as atividades da GGOO se resumem a corridas, pode ter certeza de que outros eventos fora dos circuitos já acontecem e vão acontecer cada vez mais. Assim, sem ao menos perceber, a paixão (ou a loucura) pela GGOO, que começou exatamente no GP Brasil de 2007, tomou conta de todos que dela participam e que fazem de tudo para que possam se reencontrar, trocar idéias, brincar e sacanear com os outros, afinal, agora, a corrida é apenas mais um motivo para todos se divertirem.
E assim, o tempo passou e ainda sem saber o que fazer, eu...tenho que agradecer estes anos maravilhosos que passamos juntos e que tivemos inúmeras conquistas: da amizade às partes de carros; das divertidas conversas aos momentos de desabafo; dos momentos de apoio aos momentos solertes de animação.
Cinco anos e 5 GP's Brasil se passaram....e a paixão, a diversão e a amizade continuam cada vez mais firme e forte (apesar dos insistentes telefonemas de madrugada...), aguardando ansiosamente mais um GP Brasil que vem pela frente.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
COLUNA DO ROQUE: O VAZIO DA MORTE
Quando o automobilismo se silencia, entendemos as razões. Novamente senti aquele silêncio que presenciei em 2007, lá em Interlagos no passamento de Rafael Sperafico. Vontade de ficar quieto, de chorar, de gritar não faltaram. Porém busquei responder: Por que isso aconteceu? Por que? Por que tinha que ser com ele?
Como sempre vão culpar os carros, a pista, o piloto, o estilo de pilotagem. Fórmulas e mais fórmulas foram e estão sendo formuladas para justificar um erro. Quem gosta de corrida, quem acompanha de verdade (e não só por noticiário fantasioso e aproveitador), sabe que toda corrida o risco de um acidente é iminente. E havendo acidente, riscos de morte são válidos também.
Aqui no blog, por exemplo, tanto se valoriza os pilotos em detrimento da máquina. Reconhece-se a ombridade daqueles que corriam sem cinto de segurança e quiçá um capacete (se podemos chamar aquilo de capacete) em comparação daqueles que correm hoje, em carros que mais parecem computadores.
Diferentemente da Stock, quem acompanha a Indy vê a evolução da segurança dos carros, vê a evolução na condução dos pilotos, não se pode falar que é algo amador. Muito menos insegura, principalmente para carros que andam a quase 400 km/h e dificilmente acontecerem mortes.
A discussão não tem que ser do carro, mas sim do formato como ocorreu. Por que os carros alçaram voo? Até porque, os pilotos que estão lá, na sua maioria, são bons. E, se no início, vibramos com qualquer acidente, vemos, com a confirmação dos acontecimentos, o vazio da morte se fazer presente.
Aos familiares de Daniel Wheldon, minhas condolências.
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
COLUNA DO ROQUE: O CIRQUE DU SOLEIL E A F-1

Esta grande popularidade pode ser atribuída à extraordinária experiência de ver o Cirque de perto. A combinação do trabalho dos artistas, diretores e equipe de bastidores cria um espetáculo completamente original, que deixa a platéia deslumbrada. O Cirque é reconhecido em praticamente todo o lugar que vai.
Esta experiência também se replica na Formula 1, seja assistindo pela TV, ouvindo pelo rádio, lendo ou vendo pela internet. Como é praticamente impossível rodarmos o mundo atrás destes pilotos malucos e suas máquinas fabulosas, cabe a oportunidade de vermos ao vivo e in loco tudo isso durante o GP do Brasil. Mais de 75 mil pessoas vão, anualmente, a Interlagos acompanhar o que hoje é o encerramento da temporada.
Mas a F-1 precisa retomar suas origens, origens esta que permitiam que o piloto faça a diferença, muito mais que o carro. Onde ele possa ultrapassar, brigar, bater, escorregar...sem ser punido toda hora por isso. Mudar toda hora o regulamento só prejudica as coisas. Mais do que isso, o público precisa voltar a admirar a F-1 por seus pilotos fantásticos, por suas máquinas inovadoras. A relação deve ser mais aberta, mais próxima e menos informal e pasteurizada.
Aos dirigentes da F-1, não se esqueçam das lições do Soleil, não se esqueçam das suas raízes.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
COLUNA DO ROQUE: INÚTIL
"A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente
A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"
As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.
Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.
Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.
Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.
Afinal eu não sou um inútil e você, é?
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente
A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"
As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.
Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.
Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.
Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.
Afinal eu não sou um inútil e você, é?
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: UM NOVO AZULÃO?
Vejo uma linha tênue entre os acontecimentos de 2007 e 2008 com os acontecimentos de 2010 e 2011. Do vale tudo pela vitória a perda de títulos facilmente ganhos, algo tem muito a ver com o comportamento na hora do vamos ver, na hora da pegada final. É nesta hora que separamos os vencedores dos fracassados; é nessa hora que vemos pessoas medíocres se transformarem em ídolos e ídolos se transformarem em convardes.
Na história existiram inúmeros casos de sensações que frustaram a expectativa de uma grande maioria, simplesmente pela falta de um algo a mais...para ficarmos num único exemplo a maior prova disso é o time brasileiro de futebol que disputou a Copa de 1982. Com craques, toques requintados, beleza, objetividade o time que encantava o mundo não chegou além do quinto lugar e de uma seleção tão bajulada, sobrou a decepção.
Porém outra comparação se mostra muito mais pertinente, o time do São Caetano. Um time jovem, alegre, que assombrava o mundo, ganhando jogos inimagináveis, fazendo a torcida voltar aos estádios mas que chegava na hora do vamos ver, acabava tremendo nas bases.
O time do São Caetano tem muito a ver com a trajetória de uma das estrelas da Fórmula 1 autal: Lewis Hamilton que assim como o azulão chegou assombrando o mundo e marcando nove pódiuns consecutivos, conseguindo minar (dentro da equipe) o irmão famoso, fazendo com que todos parassem para prestar a atenção em um novato que encantava pelo seu sorriso, pela sua sinceridade e pela sua admiração por Ayrton Senna.
Mas chegou na hora da decisão e com o título mais ganho da história recente, conseguiu a proeza de perdê-lo, assim como o São Caetano perdeu o título mais ganho da história da Libertadores. Quis o destino que eu estivesse em ambas decisões e o que vi foi um time medroso e um piloto acanhado, que não estavam cientes do seu papel de vencedor.
Os anos passaram e as mesmas características voltaram a chamar a atenção. A agressividade, a beleza, o arrojo aliados a juventude fizeram-lhes manter a chama da mídia, ganhar de bicho-papões conhecidos, adquirir fama internacional e não ser somente mais um rostinho dando entrevista. Os sobrenomes ganharam peso, ganharam reconhecimento, e este reconhecimento gerou expectativas não cumpridas!
Nestes anos, o menino prodígio novamente esteve na luta pelo título, a sensação agora é realidade, e, chegada a hora do vamos ver, o comportamento aparentemente não mudou, besteiras atrás de besteiras e uma afobação fora do comum lembraram os velhos tempos.
Na história existiram inúmeros casos de sensações que frustaram a expectativa de uma grande maioria, simplesmente pela falta de um algo a mais...para ficarmos num único exemplo a maior prova disso é o time brasileiro de futebol que disputou a Copa de 1982. Com craques, toques requintados, beleza, objetividade o time que encantava o mundo não chegou além do quinto lugar e de uma seleção tão bajulada, sobrou a decepção.
Porém outra comparação se mostra muito mais pertinente, o time do São Caetano. Um time jovem, alegre, que assombrava o mundo, ganhando jogos inimagináveis, fazendo a torcida voltar aos estádios mas que chegava na hora do vamos ver, acabava tremendo nas bases.
O time do São Caetano tem muito a ver com a trajetória de uma das estrelas da Fórmula 1 autal: Lewis Hamilton que assim como o azulão chegou assombrando o mundo e marcando nove pódiuns consecutivos, conseguindo minar (dentro da equipe) o irmão famoso, fazendo com que todos parassem para prestar a atenção em um novato que encantava pelo seu sorriso, pela sua sinceridade e pela sua admiração por Ayrton Senna.
Mas chegou na hora da decisão e com o título mais ganho da história recente, conseguiu a proeza de perdê-lo, assim como o São Caetano perdeu o título mais ganho da história da Libertadores. Quis o destino que eu estivesse em ambas decisões e o que vi foi um time medroso e um piloto acanhado, que não estavam cientes do seu papel de vencedor.
Os anos passaram e as mesmas características voltaram a chamar a atenção. A agressividade, a beleza, o arrojo aliados a juventude fizeram-lhes manter a chama da mídia, ganhar de bicho-papões conhecidos, adquirir fama internacional e não ser somente mais um rostinho dando entrevista. Os sobrenomes ganharam peso, ganharam reconhecimento, e este reconhecimento gerou expectativas não cumpridas!
Nestes anos, o menino prodígio novamente esteve na luta pelo título, a sensação agora é realidade, e, chegada a hora do vamos ver, o comportamento aparentemente não mudou, besteiras atrás de besteiras e uma afobação fora do comum lembraram os velhos tempos.
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: ATÉ PARECE SONHO...
Revirando as fitas de vídeo lá de casa, acabei encontrando algumas corridas antigas que foram gravadas, na lateral de uma deles estava a inscrição: GP da Austrália, 1985. Curioso que sou, coloquei-a no aparelho e comecei a relembrar de como eram interessantes as disputas entre pilotos, como a pista de Adelaide trazia novos desafios.
Nesta corrida, Ayrton Senna após duas escapadas de pista, correu sem parte do aerofólio dianteiro por mais de 15 voltas. Será que não é exatamente isso que falta para as atuais corridas? Pilotos com raça e carros menos dependentes da aerodinâmica?
Mais do que isso, será que não faltam pistas desafiadoras, onde o piloto realmente façam a diferença?
Isso me faz sonhar em uma disputa, que pode acontecer com os pilotos de autorama atuais, nas pistas antigas e este sonho seria mais ou menos assim:
"Na pista velha de Interlagos, na pole está Sebastian Vettel, ao seu lado está Lewis Hamilton, em terceiro Fernando Alonso e em quarto um surpreendente Michael Schumacher. Apagado como sempre, em quinto sai Felipe Massa, em sexto Mark Webber, em sétimo Jenson Button e apenas em oitavo Rosberg.
Ao ser dada a largada, para as 55 voltas da corrida, Alonso assume a ponta, com Vettel em segundo, Hamilton em terceiro, Schumacher em quarto, Webber em quinto. Passam pela curva 1, de lado fazem a curva 2, retão...Massa pega o vácuo de Button mas não consegue passar, Schumacher vem lado a lado com Hamilton, que fecha a porta, mas dá uma bobeada e ao chegar pela primeira vez na Ferradura, Schumacher ultrapassa Hamilton que também é ultrapassado por Button. Uma disputa interessante entre Massa e o surpreendente Barrichello que já havia passado 5 carros desde a largada, acontece pelo sexto lugar.
Reta oposta, entrada da longa curva do sol, carros enfileirados, barranco a baixo, chegam na curva do sargento, Vettel coloca por dentro e passa Alonso, Barrichello faz o mesmo e passa Massa. A torcida vibra, pedaços de papel são jogados na pista, um verdadeiro carnaval toma conta de Interlagos ainda na primeira volta.
Logo em seguida, Laranjinha, Pinheirinho, bico de pato, Junção e completam a primeira volta na seguinte sequencia: Vettel, Alonso, Schumacher, Button, Hamilton, Barrichello, Massa e Webber.
No final do retão, Rosberg ultrapassa Massa, e a corrida começa a ganhar contornos mais mornos, sem tantas emoções, na 20 volta começam as paradas de boxes. Massa é o primeiro e o mecânico se enrosca com a porca de um dos pneus. Alonso faz o seu pit stop e volta para a primeira posição. Barrichello volta em 4º, com Hamilton grudado.
Após a sessão de paradas de boxes, Alonso lidera, Vettel aparece em segundo, Button em terceiro, Barrichello em quarto e Hamilton está quinto quando o seu motor explode, gerando alegria na torcida que não pára um segundo de cantar.
A luz acende e Barrichello parte com tudo pra cima de Vettel. Alonso, já no final da corrida, começa a diminuir o ritmo, talvez por falta de combustível, Vettel se aproxima e Barrichello vêm babando atrás, quando começam a última volta. Barrichello, no final do retão passa Vettel, e a diferença para o primeiro é de apenas 2 segundos.
Infelizmente não dá para Barrichello...Alonso ganha, a torcida aplaude, Barrichello se aposenta e todos saem elogiando o traçado desafiador de Interlagos, dizendo ser a melhor pista do mundo."
Será que é difícil sonhar assim?
Nesta corrida, Ayrton Senna após duas escapadas de pista, correu sem parte do aerofólio dianteiro por mais de 15 voltas. Será que não é exatamente isso que falta para as atuais corridas? Pilotos com raça e carros menos dependentes da aerodinâmica?
Mais do que isso, será que não faltam pistas desafiadoras, onde o piloto realmente façam a diferença?
Isso me faz sonhar em uma disputa, que pode acontecer com os pilotos de autorama atuais, nas pistas antigas e este sonho seria mais ou menos assim:
"Na pista velha de Interlagos, na pole está Sebastian Vettel, ao seu lado está Lewis Hamilton, em terceiro Fernando Alonso e em quarto um surpreendente Michael Schumacher. Apagado como sempre, em quinto sai Felipe Massa, em sexto Mark Webber, em sétimo Jenson Button e apenas em oitavo Rosberg.
Ao ser dada a largada, para as 55 voltas da corrida, Alonso assume a ponta, com Vettel em segundo, Hamilton em terceiro, Schumacher em quarto, Webber em quinto. Passam pela curva 1, de lado fazem a curva 2, retão...Massa pega o vácuo de Button mas não consegue passar, Schumacher vem lado a lado com Hamilton, que fecha a porta, mas dá uma bobeada e ao chegar pela primeira vez na Ferradura, Schumacher ultrapassa Hamilton que também é ultrapassado por Button. Uma disputa interessante entre Massa e o surpreendente Barrichello que já havia passado 5 carros desde a largada, acontece pelo sexto lugar.
Reta oposta, entrada da longa curva do sol, carros enfileirados, barranco a baixo, chegam na curva do sargento, Vettel coloca por dentro e passa Alonso, Barrichello faz o mesmo e passa Massa. A torcida vibra, pedaços de papel são jogados na pista, um verdadeiro carnaval toma conta de Interlagos ainda na primeira volta.
Logo em seguida, Laranjinha, Pinheirinho, bico de pato, Junção e completam a primeira volta na seguinte sequencia: Vettel, Alonso, Schumacher, Button, Hamilton, Barrichello, Massa e Webber.
No final do retão, Rosberg ultrapassa Massa, e a corrida começa a ganhar contornos mais mornos, sem tantas emoções, na 20 volta começam as paradas de boxes. Massa é o primeiro e o mecânico se enrosca com a porca de um dos pneus. Alonso faz o seu pit stop e volta para a primeira posição. Barrichello volta em 4º, com Hamilton grudado.
Após a sessão de paradas de boxes, Alonso lidera, Vettel aparece em segundo, Button em terceiro, Barrichello em quarto e Hamilton está quinto quando o seu motor explode, gerando alegria na torcida que não pára um segundo de cantar.
A luz acende e Barrichello parte com tudo pra cima de Vettel. Alonso, já no final da corrida, começa a diminuir o ritmo, talvez por falta de combustível, Vettel se aproxima e Barrichello vêm babando atrás, quando começam a última volta. Barrichello, no final do retão passa Vettel, e a diferença para o primeiro é de apenas 2 segundos.
Infelizmente não dá para Barrichello...Alonso ganha, a torcida aplaude, Barrichello se aposenta e todos saem elogiando o traçado desafiador de Interlagos, dizendo ser a melhor pista do mundo."
Será que é difícil sonhar assim?
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: O PENSAR PEQUENO
"Todo equipado, preparado na linha de partida
Daqui a pouco vai ser dada a saida
Todo mundo nervoso e eu não tô nem aí
O importante é competir
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pr'eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!"
(Terceiro - Roger Moreira)
Esta letra de Roger Moreira, do Ultraje a rigor (o clipe você pode ver neste link: http://www.youtube.com/watch?v=sTMI18brB-o), demonstra muito bem como vários setores da mídia em geral tratam os pilotos brasileiros da Fórmula 1. As piadas, desta forma vêem à tona, desrespeitando o profissional que está lá lutando para conquistar o seu espaço.
Quando lembramos de como Nelson Piquet Jr. foi massacrado pela imprensa brasileira, percebemos que ela não mudou a sua atitude desde os tempos da Coopersucar. O caso mais emblemático aconteceu com Rubens Barrichello. De potencial ídolo nacional, Rubinho virou piada nacional ao falar algumas coisas fora de hora e de ter que, muitas vezes, fazer prevalecer os interesses de uma equipe. Porém, contra todos os prognósticos, ele lutava e levava, principalmente à Interlagos, pessoas A sentir denovo uma alegria nacional.
Desde seus tempos de Jordan sempre bateu na trave e chegou muito próximo de vencer quando esteve na Ferrari, como não venceu o estigma da zoação foi tomando conta ao entorno de seu nome. O piloto não poderia comenter mais nenhum erro que lá vinha uma saraívada de críticas e gozações.
Nelson Piquet Jr. também teve uma história parecida e coube à ele se focar em seu trabalho, mudando para os EUA, trocando de categoria, deixando de lado a sua "história" na F-1.
Com Felipe Massa esta história foi um pouco diferente, pois quando "surgiu" o foco continuava em Barrichello, assim ele pode desenvolver o seu trabalho de forma mais tranquila e galgar postos sem a zombação sofrida. Porém, ultimamente, dentre os 3 pilotos citados é o que mais demonstra comodismo em relação a uma situação adversa. Não se vê lutar, brigar pelo seu espaço, seus discursos são polidos e sempre parece que está tudo bem. Dá até pra acreditar que vive sem um grande objetivo, algo que nos fizesse acreditar que é possível!
Assim, não adianta, a mídia, os pilotos e, por que não, nós mesmos, replicarmos o espírito da música Terceiro, mas sim, o da busca insessante pelas vitórias, o reconhecimento pelo mérito, a alegria e, quiçá, o sucesso. Os exemplos vivos estão aí.
Daqui a pouco vai ser dada a saida
Todo mundo nervoso e eu não tô nem aí
O importante é competir
Então tá, vamo lá, nem vou me preocupar
Já tá tudo armado pr'eu me conformar
Eu vou tentar só pra não falar que eu nem sou atleta
Ia ser legal chegar junto na frente
Mas iam falar que quero ser diferente
Tá bom demais, pelo menos eu não saio da reta
Por isso eu sempre sou
Terceiro! Ôba-Ôba!"
(Terceiro - Roger Moreira)
Esta letra de Roger Moreira, do Ultraje a rigor (o clipe você pode ver neste link: http://www.youtube.com/watch?v=sTMI18brB-o), demonstra muito bem como vários setores da mídia em geral tratam os pilotos brasileiros da Fórmula 1. As piadas, desta forma vêem à tona, desrespeitando o profissional que está lá lutando para conquistar o seu espaço.
Quando lembramos de como Nelson Piquet Jr. foi massacrado pela imprensa brasileira, percebemos que ela não mudou a sua atitude desde os tempos da Coopersucar. O caso mais emblemático aconteceu com Rubens Barrichello. De potencial ídolo nacional, Rubinho virou piada nacional ao falar algumas coisas fora de hora e de ter que, muitas vezes, fazer prevalecer os interesses de uma equipe. Porém, contra todos os prognósticos, ele lutava e levava, principalmente à Interlagos, pessoas A sentir denovo uma alegria nacional.
Desde seus tempos de Jordan sempre bateu na trave e chegou muito próximo de vencer quando esteve na Ferrari, como não venceu o estigma da zoação foi tomando conta ao entorno de seu nome. O piloto não poderia comenter mais nenhum erro que lá vinha uma saraívada de críticas e gozações.
Nelson Piquet Jr. também teve uma história parecida e coube à ele se focar em seu trabalho, mudando para os EUA, trocando de categoria, deixando de lado a sua "história" na F-1.
Com Felipe Massa esta história foi um pouco diferente, pois quando "surgiu" o foco continuava em Barrichello, assim ele pode desenvolver o seu trabalho de forma mais tranquila e galgar postos sem a zombação sofrida. Porém, ultimamente, dentre os 3 pilotos citados é o que mais demonstra comodismo em relação a uma situação adversa. Não se vê lutar, brigar pelo seu espaço, seus discursos são polidos e sempre parece que está tudo bem. Dá até pra acreditar que vive sem um grande objetivo, algo que nos fizesse acreditar que é possível!
Assim, não adianta, a mídia, os pilotos e, por que não, nós mesmos, replicarmos o espírito da música Terceiro, mas sim, o da busca insessante pelas vitórias, o reconhecimento pelo mérito, a alegria e, quiçá, o sucesso. Os exemplos vivos estão aí.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: ONDE ESTÃO OS NOSSOS ÍDOLOS?
Dia desses fui a aniversário e, entre uma conversa e outra, comentários sobre aulas e faculdades a parte e entre uma música e outra, uma foto me chamou a atenção: uma criança vestida de Ayrton Senna, com seu macacão e um capacete e, ao fundo, uma mensagem ao dia dos pais. Acredito que todos que estão com idade entre 25 e 35 anos, também tenham uma foto dessas, no mesmo estilo, caracterizando um personagem: um piloto de corridas de sucesso.
Tempos para cá, essa cumplicidade com os idolos acabaram. Não se veem pessoas tirando fotos caracterizadas, um boné, uma faixa. Tudo ficou descartável. Um grande exemplo, Gustavo Kuerten, quem hoje se lembra dos feitos por ele alcançados? O papel de ídolo foi roubado pela mídia.
A mesma mídia que endeusa medíocres, que fazem aparecer BBBs, que transformam a personalidade das pessoas em busca do tal "quinze minutos de fama". Mas para que isso? Para trocarmos de ídolos a cada instante? Ou seria para deixarmos de pensar em tudo o que acontece?
Estes são caminhos tortuosos, que muitas vezes nos deixam sem explicações. Nossos ídolos, como diz a música cantada por Elis Regina, ainda são os mesmos. Mas por que são os mesmos? Será que não houveram pessoas capazes para tal feito?
Este é o caso vivido por Rubens Barrichello. Graças aos sucessos imediatistas, sua competência e carisma foi deixada de lado em prol de diversos fatores, muitos deles comerciais, que impediam ser alçado a tal posto. Mas pergunto a vocês, quem naquele dia em Hockenhein não se emocionou ao vê-lo ganhando sua primeira corrida? Ou mais ainda, quem não vai à Interlagos e não ouve seu nome ser gritado a plenos pulmões?
Por que, pelos seus feitos ele não pode ser alçado à idolo nacional? Aliás, quais são os nossos ídolos? O que eles fazem? Onde eles estão? Por que vivemos esta ausência total de valores?
Mas, mesmo não conseguindo enxergar o novo, cadê as grandes demonstrações de carinho? As reportagens, as conversas na mesa do bar. Infelizmente, por mais informações que disponhamos, este tipo de prática deixa de existir. Um pouco disso foi recuperado na (re)estreia de Bruno Senna, porém, pelo Bruno ou pelo Senna?
Como já cantava Elis: "minha dor é perceber, que apesar de termos, feito tudo, tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...", afinal, os nossos ídolos são os mesmos dos nossos pais...
Tempos para cá, essa cumplicidade com os idolos acabaram. Não se veem pessoas tirando fotos caracterizadas, um boné, uma faixa. Tudo ficou descartável. Um grande exemplo, Gustavo Kuerten, quem hoje se lembra dos feitos por ele alcançados? O papel de ídolo foi roubado pela mídia.
A mesma mídia que endeusa medíocres, que fazem aparecer BBBs, que transformam a personalidade das pessoas em busca do tal "quinze minutos de fama". Mas para que isso? Para trocarmos de ídolos a cada instante? Ou seria para deixarmos de pensar em tudo o que acontece?
Estes são caminhos tortuosos, que muitas vezes nos deixam sem explicações. Nossos ídolos, como diz a música cantada por Elis Regina, ainda são os mesmos. Mas por que são os mesmos? Será que não houveram pessoas capazes para tal feito?
Este é o caso vivido por Rubens Barrichello. Graças aos sucessos imediatistas, sua competência e carisma foi deixada de lado em prol de diversos fatores, muitos deles comerciais, que impediam ser alçado a tal posto. Mas pergunto a vocês, quem naquele dia em Hockenhein não se emocionou ao vê-lo ganhando sua primeira corrida? Ou mais ainda, quem não vai à Interlagos e não ouve seu nome ser gritado a plenos pulmões?
Por que, pelos seus feitos ele não pode ser alçado à idolo nacional? Aliás, quais são os nossos ídolos? O que eles fazem? Onde eles estão? Por que vivemos esta ausência total de valores?
Mas, mesmo não conseguindo enxergar o novo, cadê as grandes demonstrações de carinho? As reportagens, as conversas na mesa do bar. Infelizmente, por mais informações que disponhamos, este tipo de prática deixa de existir. Um pouco disso foi recuperado na (re)estreia de Bruno Senna, porém, pelo Bruno ou pelo Senna?
Como já cantava Elis: "minha dor é perceber, que apesar de termos, feito tudo, tudo, tudo, tudo o que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...", afinal, os nossos ídolos são os mesmos dos nossos pais...
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: BRINCADEIRA DE CRIANÇA
Quando era criança costumava brincar de carrinhos. Graças a uma coleção de carrinhos (que continua até hoje e, pelas nossas contas são 1947 carrinhos), opções e modelos não faltavam. Entre fuscas, fiats, Ferraris, Fords, calhambeques e protótipos, os favoritos eram os carros de corrida, principalmente os F-1, minha grande paixão.
Entre a Lotus 97 T, utilizada por Senna em 1985 (intocável, sob rigorosa pena do pai), a Lotus 72 utilizada por Emerson em 1972 e 1973 a Brabham BT 44 de Pace, ou ainda o March utilizado por Alex Dias Ribeiro, a equipe ideal era formada por Emerson e Pace, deixando a March para o time adversário, sempre usando o piloto invisível.
Montava-se uma pista, no meio da sala de casa, com direito a pastilhas do prédio da avó que caiam, para fazer o seu contorno e até box. Cada dia, uma pista diferente era montada, de Interlagos (o bom e velho) até pistas imaginárias, todas eram válidas. O resultado, pouco importava...o que valia era a farra e a brincadeira.
Mais velho, desta vez com carrinhos de madeira, as disputas eram com a Lotus de Piquet e a McLaren de Senna que disputavam, as curvas e retas do chão cimentado do parquinho de diversões do prédio. Enquanto as corridas com carros de madeira ocorriam, com os carrinhos de fricção as alterações eram livres...com uma lixa de unha, mudava-se os aerofólios, lixava o fundo, buscava-se novos conceitos aerodinâmicos...os resultados, bom o que valia era a brincadeira, mesmo tendo que inutilizar o mesmo.
Apesar disso, pela ordem da vida, fomos crescendo, amadurecendo, acompanhando as corridas com mais atenção e deixando de lado essas brincadeiras...
Porém, ultimamente a Formula 1 me lembra estes velhos tempos de criança...com tantos pilotos jovens (Vettel, Sutil, Hamilton, Alguersuari, Perez, dentre outros), as corridas e as inconsequentes batidas, parecem brincadeira de criança.
Entre a Lotus 97 T, utilizada por Senna em 1985 (intocável, sob rigorosa pena do pai), a Lotus 72 utilizada por Emerson em 1972 e 1973 a Brabham BT 44 de Pace, ou ainda o March utilizado por Alex Dias Ribeiro, a equipe ideal era formada por Emerson e Pace, deixando a March para o time adversário, sempre usando o piloto invisível.
Montava-se uma pista, no meio da sala de casa, com direito a pastilhas do prédio da avó que caiam, para fazer o seu contorno e até box. Cada dia, uma pista diferente era montada, de Interlagos (o bom e velho) até pistas imaginárias, todas eram válidas. O resultado, pouco importava...o que valia era a farra e a brincadeira.
Mais velho, desta vez com carrinhos de madeira, as disputas eram com a Lotus de Piquet e a McLaren de Senna que disputavam, as curvas e retas do chão cimentado do parquinho de diversões do prédio. Enquanto as corridas com carros de madeira ocorriam, com os carrinhos de fricção as alterações eram livres...com uma lixa de unha, mudava-se os aerofólios, lixava o fundo, buscava-se novos conceitos aerodinâmicos...os resultados, bom o que valia era a brincadeira, mesmo tendo que inutilizar o mesmo.
Apesar disso, pela ordem da vida, fomos crescendo, amadurecendo, acompanhando as corridas com mais atenção e deixando de lado essas brincadeiras...
Porém, ultimamente a Formula 1 me lembra estes velhos tempos de criança...com tantos pilotos jovens (Vettel, Sutil, Hamilton, Alguersuari, Perez, dentre outros), as corridas e as inconsequentes batidas, parecem brincadeira de criança.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
COLUNA DO ROQUE: TORCEDORES E TORCIDA
Diante de todo assunto envolvendo o gosto do brasileiro por automobilismo, um assunto tão importante quanto foi deixado de lado: a presença de público nos autódromos do mundo. Como frequentador assíduo das pistas de corrida e presente nos últimos 17 GPs Brasil, pude acompanhar algumas mudanças ocorridas neste período no que tange ao público.
É notório que, principalmente durante o GP Brasil, as condições são precárias para o público que fica nos setores mais baratos. Pelo preço que se paga no ingresso, não há banheiros suficientes, a comida e de péssima qualidade, cara e geralmente existem poucas opções, além de todas elas virem frias. Não existe uma comodidade nem na hora de comprar os ingressos, que tem um pseudo número de assento.
Sob o ponto de vista do torcedor comum, isso é péssimo. Para os fanáticos, como o pessoal da GGOO, isso é motivo de encontros e diversões. Porém, não é só de fanáticos que os autódromos são frequentados, a maioria pouco entende efetivamente do assunto e são eles que ficam decepcionados.
Faltam atrações diversas que façam o público ficar e não correr para ficar na fila sem ao menos o treino terminar. Falta condições para aguentar as 7 horas entre a abertura dos portões e a largada.
Falta um maior contato entre público e competidores e não só um caminhão passando em alta velocidade. Falta um contato mais humano, menos focado só nos negócios. Isso parece, do jeito em que está, estádio de futebol, onde você vai torcer mas não tem a mínima condição de ficar confortável, sob nenhum aspecto extra-jogo.
O resultado disso é que, com ingressos caros, falta de atrações, péssimas condições, o povão não vai e sobra para as "organizadas"/ fanáticos preencherem os espaços, uma vez que a parte vazia é cada vez maior. A torcida apoia, incentiva, grita, inflama e desestabiliza pilotos, mas o povão dá a sensação de arena cheia, lotada, de calor humano.
E é essa falta de contato faz com que ídolos se tornem menos ídolos e tudo fica descartável, inclusive a F-1. Senão, só sobrará histórias de GPs e corridas maravilhosas assistidos com pessoas fantásticas, principalmente aqueles que fazem parte da GGOO.
É notório que, principalmente durante o GP Brasil, as condições são precárias para o público que fica nos setores mais baratos. Pelo preço que se paga no ingresso, não há banheiros suficientes, a comida e de péssima qualidade, cara e geralmente existem poucas opções, além de todas elas virem frias. Não existe uma comodidade nem na hora de comprar os ingressos, que tem um pseudo número de assento.
Sob o ponto de vista do torcedor comum, isso é péssimo. Para os fanáticos, como o pessoal da GGOO, isso é motivo de encontros e diversões. Porém, não é só de fanáticos que os autódromos são frequentados, a maioria pouco entende efetivamente do assunto e são eles que ficam decepcionados.
Faltam atrações diversas que façam o público ficar e não correr para ficar na fila sem ao menos o treino terminar. Falta condições para aguentar as 7 horas entre a abertura dos portões e a largada.
Falta um maior contato entre público e competidores e não só um caminhão passando em alta velocidade. Falta um contato mais humano, menos focado só nos negócios. Isso parece, do jeito em que está, estádio de futebol, onde você vai torcer mas não tem a mínima condição de ficar confortável, sob nenhum aspecto extra-jogo.
O resultado disso é que, com ingressos caros, falta de atrações, péssimas condições, o povão não vai e sobra para as "organizadas"/ fanáticos preencherem os espaços, uma vez que a parte vazia é cada vez maior. A torcida apoia, incentiva, grita, inflama e desestabiliza pilotos, mas o povão dá a sensação de arena cheia, lotada, de calor humano.
E é essa falta de contato faz com que ídolos se tornem menos ídolos e tudo fica descartável, inclusive a F-1. Senão, só sobrará histórias de GPs e corridas maravilhosas assistidos com pessoas fantásticas, principalmente aqueles que fazem parte da GGOO.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
COLUNA DO ROQUE: A BELEZA DOS CARROS ANTIGOS
Entra ano e novas regras são esperadas, é um tal de mexe daqui, mexe dali sempre em busca da tal competitividade entre os carros, equipes e pilotos. Tentou-se no começo dos anos 90, não deu certo. Proibiu-se a eletrônica, motor aspirado. Não deu certo. Fim dos motores de diferentes cilindradas. Não deu certo. Pneus raiados, novos formatos de treino. Não deu certo. Jogo de equipe, Safety cars, abastecimento. Nada deu certo.
Agora inventam a moda de termos asas desproporcionais e ainda móveis, algo bizarro para os dias atuais, que nos deixam perplexos de ver, de olhar. Justificando-se apenas pela palavra FEIO. Onde está a beleza que estava presente? Simplesmente sumiu.
A beleza dos carros está na sua essência, na sua construção, no seu desempenho. Os carros de hoje em dia são, com poucas diferenças aqui ou acolá, identicos. O mesmo formato, o mesmo padrão, as mesmas bigornas...tudo bem que funcione, mas falta identidade.
Não muito tempo atrás, sabíamos diferenciar uma Ferrari de outros carros simplesmente pelo lindo canto de seu motor V-12, agudo, que rasgava as retas de interlagos (novo ou velho) com seu desempenho que deixava todos maravilhados.
Quem não se lembra da lotus preta de Ayrton Senna? A beleza do carro era a sua essência, a mesma essência que foi a linha mestra dos carros de 1984 à 1988. O mesmo padrão, que encantou a todos. Já que falamos de Lotus, e a Lotus 72, que foi utilizada de 1970 a 1976 e que deixou muita gente babando ao vê-la passar pela reta oposta durante o GP Brasil de 2010? E as Mclarens de 1984, 1985, 1986 e 1987? E a Tyrrell P-34, aquela de 6 rodas? Existiram carros iguais e menos belos? Não, não existiram...
Por que não existiram carros tão belos? Porque se tinha liberdade para desenvolver novos formatos, novos desenhos, novas formas e isso durava. O tempo fazia com que a nossa memória fosse reativada, sempre com grandes lembranças, feitas por grandes carros e grandes pilotos.
Hoje, todos os carros estão sem a sua alma. Sem o seu encantamento. Tem lá seus brilharecos. Mas falta o principal, o amor, o desafio e a diferenciação. Desafio nas pistas, hoje parecendo pistinhas de autorama, diferenciação em pilotos que se arriscam por tudo (sem serem punidos), que coloquem o carro de lado, que levem na "ponta dos dedos", que fiquem sem combustíveis, que invente uma manta términca, que corrija os raios dos pneus de chuva porque o fabricante errou.
Hoje as corridas perderam a sua alma, ficam as lembranças da beleza dos carros antigos como este aqui:
Agora inventam a moda de termos asas desproporcionais e ainda móveis, algo bizarro para os dias atuais, que nos deixam perplexos de ver, de olhar. Justificando-se apenas pela palavra FEIO. Onde está a beleza que estava presente? Simplesmente sumiu.
A beleza dos carros está na sua essência, na sua construção, no seu desempenho. Os carros de hoje em dia são, com poucas diferenças aqui ou acolá, identicos. O mesmo formato, o mesmo padrão, as mesmas bigornas...tudo bem que funcione, mas falta identidade.
Não muito tempo atrás, sabíamos diferenciar uma Ferrari de outros carros simplesmente pelo lindo canto de seu motor V-12, agudo, que rasgava as retas de interlagos (novo ou velho) com seu desempenho que deixava todos maravilhados.
Quem não se lembra da lotus preta de Ayrton Senna? A beleza do carro era a sua essência, a mesma essência que foi a linha mestra dos carros de 1984 à 1988. O mesmo padrão, que encantou a todos. Já que falamos de Lotus, e a Lotus 72, que foi utilizada de 1970 a 1976 e que deixou muita gente babando ao vê-la passar pela reta oposta durante o GP Brasil de 2010? E as Mclarens de 1984, 1985, 1986 e 1987? E a Tyrrell P-34, aquela de 6 rodas? Existiram carros iguais e menos belos? Não, não existiram...
Por que não existiram carros tão belos? Porque se tinha liberdade para desenvolver novos formatos, novos desenhos, novas formas e isso durava. O tempo fazia com que a nossa memória fosse reativada, sempre com grandes lembranças, feitas por grandes carros e grandes pilotos.
Hoje, todos os carros estão sem a sua alma. Sem o seu encantamento. Tem lá seus brilharecos. Mas falta o principal, o amor, o desafio e a diferenciação. Desafio nas pistas, hoje parecendo pistinhas de autorama, diferenciação em pilotos que se arriscam por tudo (sem serem punidos), que coloquem o carro de lado, que levem na "ponta dos dedos", que fiquem sem combustíveis, que invente uma manta términca, que corrija os raios dos pneus de chuva porque o fabricante errou.
Hoje as corridas perderam a sua alma, ficam as lembranças da beleza dos carros antigos como este aqui:
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
COLUNA DO ROQUE: TEREMOS 4 PILOTOS BRASILEIROS NO GP BRASIL!
Fazia muito tempo que não víamos 4 brasileiros correndo o GP Brasil de F-1, tal como acontecerá em 2011, a honra caberá a Rubens Barrichello (Williams), Felipe Massa (Ferrari), Bruno Senna (Renault) e Luiz Razia (Lotus).
Remete-se ao ano de 2001, onde em Interlagos correram Rubens Barrichello (então na Ferrari), Enrique Bernoldi (Arrows), Luciano Burti (Jaguar) e Tarso Marques (Minardi). Neste ano, houve aquela confusão toda com o carro de Barrichello, drama para sair dos boxes e um acidente logo de cara. Teve também a ultrapassagem clássica de Montoya em Schumacher. O melhor piloto brasileiro naquela prova foi, por incrível que pareça, Tarso Marques que chegou em 9º lugar (se fosse hoje, marcaria pontos).
Aqui você revê os melhores momentos da corrida:
F1 - Best of Brazilian GP 2001 - MyVideo
O que podemos esperar de cada um deles?
Rubens Barrichello - No máximo alguns pontos, não dará para sonhar com mais do que isso. Será difícil repetir a inesquecível pole de 2009.
Felipe Massa - Se tem uma pista onde ele pode superar Alonso com o "pé nas costas" é essa. Agora, se continuar tomando 0,7s do piloto espanhol, por mais que esteja garantido em 2012, pode procurar uma nova equipe ou pode correr no Trofeo Linea.
Bruno Senna - Com certeza participará no primeiro treino de sexta e os boatos, cada vez mais fortes, nos dizem que ele correrá. Tem tudo para fazer o básico para se garantir na F-1 em 2012 como titular, desde que leve dinheiro.
Luiz Razia - Pilotará no primeiro treino livre. É a chance de dar o feedback adequado para equipe, ser rápido e, também com patrocínio, torcer para que Jarno Trulli se aposente para ter alguma chance de ser titular.
Está certo que nem todos participarão da prova principal, mas mesmo assim é bacana saber que a sexta-feira, normalmente morta, vai ter um atrativo a mais (além da obrigatoriedade da compra pelos 3 dias).
Remete-se ao ano de 2001, onde em Interlagos correram Rubens Barrichello (então na Ferrari), Enrique Bernoldi (Arrows), Luciano Burti (Jaguar) e Tarso Marques (Minardi). Neste ano, houve aquela confusão toda com o carro de Barrichello, drama para sair dos boxes e um acidente logo de cara. Teve também a ultrapassagem clássica de Montoya em Schumacher. O melhor piloto brasileiro naquela prova foi, por incrível que pareça, Tarso Marques que chegou em 9º lugar (se fosse hoje, marcaria pontos).
Aqui você revê os melhores momentos da corrida:
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O que podemos esperar de cada um deles?
Rubens Barrichello - No máximo alguns pontos, não dará para sonhar com mais do que isso. Será difícil repetir a inesquecível pole de 2009.
Felipe Massa - Se tem uma pista onde ele pode superar Alonso com o "pé nas costas" é essa. Agora, se continuar tomando 0,7s do piloto espanhol, por mais que esteja garantido em 2012, pode procurar uma nova equipe ou pode correr no Trofeo Linea.
Bruno Senna - Com certeza participará no primeiro treino de sexta e os boatos, cada vez mais fortes, nos dizem que ele correrá. Tem tudo para fazer o básico para se garantir na F-1 em 2012 como titular, desde que leve dinheiro.
Luiz Razia - Pilotará no primeiro treino livre. É a chance de dar o feedback adequado para equipe, ser rápido e, também com patrocínio, torcer para que Jarno Trulli se aposente para ter alguma chance de ser titular.
Está certo que nem todos participarão da prova principal, mas mesmo assim é bacana saber que a sexta-feira, normalmente morta, vai ter um atrativo a mais (além da obrigatoriedade da compra pelos 3 dias).
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
COLUNA DO ROQUE: 200 MIL VEZES BLOG DA GGOO
Passaram um ano e meio até atingirmos essa marca. Passou um único GP Brasil. Muitas coisas bacanas ficaram registradas neste período. Novos rumos foram traçados, desenvolvemos conteúdo, ações, criamos a revista GGOO News (a primeira virtual do Brasil, apesar de uma, feita por uma reconhecida empresa, se auto-intitular a tal), estivemos em Interlagos, presenciamos as categorias, escrevemos, escrevemos, escrevemos.
Uns mais ausentes, outros mais presentes. Marcos que ficam, como um pai fresco, e um novo rebento. Corridas, invasões de pista, entradas nos boxes da Indy, fotos, lembranças, risadas, namoros (até isso a GGOO tem). Ainda assim bate aquela saudade dos velhos tempos, da camiseta amarela reinando nas arquibancadas, das risadas, chats e descontração.
Mas apesar disso tudo, o que importa é que dia após dia, o blog se consolida como o MAIOR BLOG MUNDIAL de uma torcida apaixonada por automobilismo, sendo sempre motivo de visitas de ícones do jornalismo, estudantes e apaixonados pelo esporte.
Estamos de volta, com a corda toda, para que novas centenas de milhares de acesso sejam feitos por mim, por você, por todos nós. Obrigado a todos que sempre escrevem por aqui, obrigado a todos que escrevem de vez em quando, obrigado a todos que nos lêem diariamente, obrigado a todos que passam aqui de vez em quando e obrigado a todos que passaram aqui uma vez somente.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
COLUNA DO ROQUE: O QUE SERÁ DAS PEQUENAS?
Prestei muita atenção nestas últimas corridas disputadas na F-1, nem tanto pela turma da frente que agora parece haver alguma agitação e mais pilotos brigando por vitórias (será que a Mclaren descobriu o segredo da flexão das asas dianteiras da Red Bull?), mas sim pela situação das pequenas equipes: Lotus, Virgin, Hispania e Toro Rosso. Apesar da Williams dar sinais que vai permanecer neste bolo, não falarei dela neste momento.
A Toro Rosso, que tem um apoio da Red Bull, exibe poucos patrocínios no carro e, ao contrário do que se falava no início da temporada, tem um carro que é constante em corrida, já que nas classificações, sempre um dos pilotos é cortado no Q1. Estratégia para poupar pneus? Ou estilo de carro que se adapta melhor para "long runs"? Acho que o que falta ai são pilotos que busquem limites e levem o carro mais pra frente numa qualificação e consequentemente poderá obter melhores resultados na corrida.
A Lotus, das estreantes de 2010, é aquela que mais está engajada com a continuidade na categoria. Além de comprar uma briga legítima com a Renault pelo tradicional nome, tem dois pilotos que, apesar de não serem lá competitivos, sabem o que fazer com o carro. Nitidamente vem evoluindo dentro da pista a ponto de ameaçar (e até ultrapassar em alguns momentos) carros de equipes mais tradicionais. Vem evoluindo também na prospecção de patrocínios e parcerias técnicas, visando o seu desenvolvimento.
A Hispania é um verdadeira caça níqueis. Porém, com a mudança de comando (a terceira em 2 anos), parece que, enfim, o carro foi pra frente. Faltam patrocínios e pilotos decentes, mas começa a se colocar entre a equipe Virgin, o que pode gerar alguma atratividade. Do ponto de vista técnico, alguns de seus engenheiros e representantes tem experiência e gabarito. Mas até quando correrá correr sem patrocínio e sem dinheiro?
Já a Virgin é um caso a parte. Festejada em seu lançamento por suas idéias inovadoras (carros feitos só pelo computador), por ter pilotos com reconhecido talento (Di Grassi e, digamos o Glock) e por ter um "grande" apoio da multinacional que havia acreditado no potencial da Brawn GP um ano antes, esperava-se que em 5 anos os resultados seriam de briga pela pole. Porém, já no final do ano de estréia, o dinheiro falou mais alto. Em alguns treinos, saia o piloto talentoso mais sem dinheiro e entrava o piloto com dinheiro mas sem talento. A situação se concretizou para a temporada 2011, com o piloto com dinheiro assumindo o lugar do piloto talentoso. E o que aconteceu? Hoje, podemos dizer, que a Virgin é a pior equipe da F-1. Desorganizada, com o carro cada vez mais sem patrocínio (nem a Marússia aparece muito mais), começou a tentar usar um túnel de vento e, no fim, as coisas só pioram, a ponto de seu piloto rodar dentro dos boxes. Será apenas coincidência?
Explanações feitas, a conclusão que eu chego é que das 4, a Virgin é a equipe que em um curto espaço de tempo (no máximo até 2013) é a equipe que mais corre o risco de deixar de existir. E toda aquela pompa que foi a circunstância do seu lançamento será apenas um capítulo divertido das equipes que fracassaram na F-1.
A Toro Rosso, que tem um apoio da Red Bull, exibe poucos patrocínios no carro e, ao contrário do que se falava no início da temporada, tem um carro que é constante em corrida, já que nas classificações, sempre um dos pilotos é cortado no Q1. Estratégia para poupar pneus? Ou estilo de carro que se adapta melhor para "long runs"? Acho que o que falta ai são pilotos que busquem limites e levem o carro mais pra frente numa qualificação e consequentemente poderá obter melhores resultados na corrida.
A Lotus, das estreantes de 2010, é aquela que mais está engajada com a continuidade na categoria. Além de comprar uma briga legítima com a Renault pelo tradicional nome, tem dois pilotos que, apesar de não serem lá competitivos, sabem o que fazer com o carro. Nitidamente vem evoluindo dentro da pista a ponto de ameaçar (e até ultrapassar em alguns momentos) carros de equipes mais tradicionais. Vem evoluindo também na prospecção de patrocínios e parcerias técnicas, visando o seu desenvolvimento.
A Hispania é um verdadeira caça níqueis. Porém, com a mudança de comando (a terceira em 2 anos), parece que, enfim, o carro foi pra frente. Faltam patrocínios e pilotos decentes, mas começa a se colocar entre a equipe Virgin, o que pode gerar alguma atratividade. Do ponto de vista técnico, alguns de seus engenheiros e representantes tem experiência e gabarito. Mas até quando correrá correr sem patrocínio e sem dinheiro?
Já a Virgin é um caso a parte. Festejada em seu lançamento por suas idéias inovadoras (carros feitos só pelo computador), por ter pilotos com reconhecido talento (Di Grassi e, digamos o Glock) e por ter um "grande" apoio da multinacional que havia acreditado no potencial da Brawn GP um ano antes, esperava-se que em 5 anos os resultados seriam de briga pela pole. Porém, já no final do ano de estréia, o dinheiro falou mais alto. Em alguns treinos, saia o piloto talentoso mais sem dinheiro e entrava o piloto com dinheiro mas sem talento. A situação se concretizou para a temporada 2011, com o piloto com dinheiro assumindo o lugar do piloto talentoso. E o que aconteceu? Hoje, podemos dizer, que a Virgin é a pior equipe da F-1. Desorganizada, com o carro cada vez mais sem patrocínio (nem a Marússia aparece muito mais), começou a tentar usar um túnel de vento e, no fim, as coisas só pioram, a ponto de seu piloto rodar dentro dos boxes. Será apenas coincidência?
Explanações feitas, a conclusão que eu chego é que das 4, a Virgin é a equipe que em um curto espaço de tempo (no máximo até 2013) é a equipe que mais corre o risco de deixar de existir. E toda aquela pompa que foi a circunstância do seu lançamento será apenas um capítulo divertido das equipes que fracassaram na F-1.
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
COLUNA DO ROQUE: E PENSÁVAMOS QUE A RED BULL ERA DIFERENTE...
"Maintained a Gap", esbravejou o rádio de Webber durante as voltas finais do GP da Inglaterra. O australiano diz que ignorou (mas também não atacou mais)... E para quem considerava a Red Bull uma equipe diferente, combativa, que deixava seus pilotos duelarem na pista, viram que ela é farinha do mesmo saco.
Nestas poucas linhas, começo a achar que toda aquela falácia por trás da liberdade dos pilotos, o objetivo sempre foi de fazer Vettel campeão, mesmo sacrificando o companheiro...como já vimos várias vezes com a tão criticada postura da Ferrari.
E eu pensava que a Red Bull pudesse ser diferente. Ledo engano.
Nestas poucas linhas, começo a achar que toda aquela falácia por trás da liberdade dos pilotos, o objetivo sempre foi de fazer Vettel campeão, mesmo sacrificando o companheiro...como já vimos várias vezes com a tão criticada postura da Ferrari.
E eu pensava que a Red Bull pudesse ser diferente. Ledo engano.
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