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sexta-feira, 1 de maio de 2015
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Perda de identidade*
* Por Luis Fernando Ramos
O vídeo acima foi feito pela Williams para celebrar o seu GP de número 600 na Fórmula 1, marca obtida no ano passado. Relembra a história de sucesso do time e fala um pouco da busca por voltar ao topo da categoria. O tempo inteiro, retratam a Williams como uma equipe de lutadores que coloca o prazer de correr acima de tudo. São “Racers”, no sentido mais puro da palavra.
Quando visitei a fábrica do time há alguns anos, o vídeo do ótimo museu onde estão os carros que contam essa história também seguia o mesmo discurso. Eram os capitães da esportividade a motor numa luta quase quixotesca contra um ambiente predominantemente mercantilista.
Mas faz tempo que a Williams não é assim. Desde a chegada de Adam Parr, por contingência ou por mudança de filosofia, o time parece ter “vendido” sua alma. Um primeiro sintoma foi a chegada de pilotos que, por mais potencial que apresentassem, estavam no time primordialmente para ajudar a aliviar a folha de pagamento.
Quando Claire Williams assumiu a chefia, deu a esperança de que isso mudasse. Afinal, ela traz nos sangue os genes de Frank, o maior dos lutadores entre os garagistas da F-1. Esperança que se desvaneceu ontem. Depois de dar uma entrevista na qual, gaguejando, tentava negar o inegável, ela foi embora de Sepang.
A tarefa de se sentar com a dupla de pilotos e tentar resolver a situação ficou a cargo do engenheiro Rod Nelson, chefe da equipe de testes e que estava no comando das corridas até a chegada de Rob Smedley para exercer a função, o que vai acontecer hoje.
Foi Nelson também que ordenou a inversão de posições não obedecida ao final da corrida. Uma decisão que gerou uma enorme confusão apenas pela mera possibilidade - incerta - do time ganhar dois pontinhos a mais na bandeira quadriculada. Enquanto isso, a chefe Claire estava sentada num canto dos boxes, roendo as unhas.
Admiro o fato dela deixar claro que seu forte não está nas corridas e preferir não se intrometer. Mas deveria ao menos colocar alguém no comando desse tipo de decisão alguém mais alinhado com o espírito que o time clama para si. Em sua história, a Williams havia interferido numa briga interna uma vez e já tinha dado em confusão - eu conto toda a novela entre Alan Jones e Carlos Reutemann aqui.
Depois, ela sempre liberou a disputa entre seus pilotos. Duelos que já decidiram títulos como os entre Nelson Piquet e Nigel Mansell ou Damon Hill e Jacques Villeneuve. Ontem, a Williams poderia ter ganhou dois pontos. Mas perdeu a identidade da qual diz ter tanto orgulho. Faltou um engenheiro que orientasse simplesmente: “you’re free to race, just be careful”.
O vídeo acima foi feito pela Williams para celebrar o seu GP de número 600 na Fórmula 1, marca obtida no ano passado. Relembra a história de sucesso do time e fala um pouco da busca por voltar ao topo da categoria. O tempo inteiro, retratam a Williams como uma equipe de lutadores que coloca o prazer de correr acima de tudo. São “Racers”, no sentido mais puro da palavra.
Quando visitei a fábrica do time há alguns anos, o vídeo do ótimo museu onde estão os carros que contam essa história também seguia o mesmo discurso. Eram os capitães da esportividade a motor numa luta quase quixotesca contra um ambiente predominantemente mercantilista.
Mas faz tempo que a Williams não é assim. Desde a chegada de Adam Parr, por contingência ou por mudança de filosofia, o time parece ter “vendido” sua alma. Um primeiro sintoma foi a chegada de pilotos que, por mais potencial que apresentassem, estavam no time primordialmente para ajudar a aliviar a folha de pagamento.
Quando Claire Williams assumiu a chefia, deu a esperança de que isso mudasse. Afinal, ela traz nos sangue os genes de Frank, o maior dos lutadores entre os garagistas da F-1. Esperança que se desvaneceu ontem. Depois de dar uma entrevista na qual, gaguejando, tentava negar o inegável, ela foi embora de Sepang.
A tarefa de se sentar com a dupla de pilotos e tentar resolver a situação ficou a cargo do engenheiro Rod Nelson, chefe da equipe de testes e que estava no comando das corridas até a chegada de Rob Smedley para exercer a função, o que vai acontecer hoje.
Foi Nelson também que ordenou a inversão de posições não obedecida ao final da corrida. Uma decisão que gerou uma enorme confusão apenas pela mera possibilidade - incerta - do time ganhar dois pontinhos a mais na bandeira quadriculada. Enquanto isso, a chefe Claire estava sentada num canto dos boxes, roendo as unhas.
Admiro o fato dela deixar claro que seu forte não está nas corridas e preferir não se intrometer. Mas deveria ao menos colocar alguém no comando desse tipo de decisão alguém mais alinhado com o espírito que o time clama para si. Em sua história, a Williams havia interferido numa briga interna uma vez e já tinha dado em confusão - eu conto toda a novela entre Alan Jones e Carlos Reutemann aqui.
Depois, ela sempre liberou a disputa entre seus pilotos. Duelos que já decidiram títulos como os entre Nelson Piquet e Nigel Mansell ou Damon Hill e Jacques Villeneuve. Ontem, a Williams poderia ter ganhou dois pontos. Mas perdeu a identidade da qual diz ter tanto orgulho. Faltou um engenheiro que orientasse simplesmente: “you’re free to race, just be careful”.
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terça-feira, 1 de abril de 2014
RÁDIO WILLIAMS*
* Por Bruno Vicária e Flávio Gomes
O brother Bruno Vicaria postou no Facebook o áudio das comunicações entre a Williams e seus dois pilotos no fim do GP da Malásia. Tem legendas, dá para entender direitinho. A equipe manda Bottas passar, depois avisa Massa que ele não será atacado, depois diz ao finlandês para não tentar nada…
A gente sabe que engenheiros e pilotos ficam o tempo todo falando numa corrida, já que nos boxes as equipes têm muito mais informações sobre o comportamento do carro e sobre a corrida em si do que os coitados dentro do cockpit. Mas é um exagero. Num dado momento, por exemplo, o engenheiro de Felipe pede para ele cuidar dos pneus nas curvas X, Y e Z. Claro que os sensores instalados no carro indicavam, àquela altura, que nessas curvas talvez a temperatura da borracha aumentasse demais, ou então o deslocamento lateral dos pneus estivesse fora da curva que os computadores indicam como ideal etc. Mas será que não é melhor deixar para quem está guiando essa percepção?
É um falatório sem fim e não sei como os pilotos suportam isso a 300 por hora. E um festival de babaquices, no que diz respeito ao “passa, agora não passa, agora tenta, ataca, não ataca, tira o pé, acelera, não segura, segura”. Isso porque a FIA proibiu ordens de equipe… É uma desmoralização completa. Elas continuam sendo dadas, a FIA ouve tudo e não faz nada.
Há uma única forma de acabar com essa palhaçada: proibir o rádio. Deixar para os pilotos a obrigação de sentir seus carros e fazerem as regulagens que acharem necessárias. Comunicação, apenas por placas. É verdade que os carros atuais são tão sofisticados e monitorados, que muita gente vai achar que só é possível dirigi-los com alguém passando orientações pelo rádio, sob o risco de quebrarem caso um botão ou outro não seja apertado, ou uma chavinha mudada de posição. Azar. Que façam carros mais simples e resistentes, simplifiquem as funções no volante, limitem a quantidade de informação que é passada da pista para os boxes pela telemetria. E deixem para os pilotos aquilo que eles gostam de fazer: pilotar, usando sua sensibilidade para entender o que está acontecendo com seus carros e nas corridas que estão disputando.
Ou então, se acharem que é impossível voltar atrás agora, que não existe a menor possibilidade de um F-1 chegar ao fim de um GP se não houver alguém monitorando tudo do lado de fora, que liberem as ordens de uma vez.
O brother Bruno Vicaria postou no Facebook o áudio das comunicações entre a Williams e seus dois pilotos no fim do GP da Malásia. Tem legendas, dá para entender direitinho. A equipe manda Bottas passar, depois avisa Massa que ele não será atacado, depois diz ao finlandês para não tentar nada…
A gente sabe que engenheiros e pilotos ficam o tempo todo falando numa corrida, já que nos boxes as equipes têm muito mais informações sobre o comportamento do carro e sobre a corrida em si do que os coitados dentro do cockpit. Mas é um exagero. Num dado momento, por exemplo, o engenheiro de Felipe pede para ele cuidar dos pneus nas curvas X, Y e Z. Claro que os sensores instalados no carro indicavam, àquela altura, que nessas curvas talvez a temperatura da borracha aumentasse demais, ou então o deslocamento lateral dos pneus estivesse fora da curva que os computadores indicam como ideal etc. Mas será que não é melhor deixar para quem está guiando essa percepção?
É um falatório sem fim e não sei como os pilotos suportam isso a 300 por hora. E um festival de babaquices, no que diz respeito ao “passa, agora não passa, agora tenta, ataca, não ataca, tira o pé, acelera, não segura, segura”. Isso porque a FIA proibiu ordens de equipe… É uma desmoralização completa. Elas continuam sendo dadas, a FIA ouve tudo e não faz nada.
Há uma única forma de acabar com essa palhaçada: proibir o rádio. Deixar para os pilotos a obrigação de sentir seus carros e fazerem as regulagens que acharem necessárias. Comunicação, apenas por placas. É verdade que os carros atuais são tão sofisticados e monitorados, que muita gente vai achar que só é possível dirigi-los com alguém passando orientações pelo rádio, sob o risco de quebrarem caso um botão ou outro não seja apertado, ou uma chavinha mudada de posição. Azar. Que façam carros mais simples e resistentes, simplifiquem as funções no volante, limitem a quantidade de informação que é passada da pista para os boxes pela telemetria. E deixem para os pilotos aquilo que eles gostam de fazer: pilotar, usando sua sensibilidade para entender o que está acontecendo com seus carros e nas corridas que estão disputando.
Ou então, se acharem que é impossível voltar atrás agora, que não existe a menor possibilidade de um F-1 chegar ao fim de um GP se não houver alguém monitorando tudo do lado de fora, que liberem as ordens de uma vez.
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Insurreição*
* Por Luis Fernando Ramos
Em pé, segurando o gravador da assessora da imprensa da Williams, Felipe Massa falou com a imprensa brasileira com uma raiva que poucas vezes vi nele. Afirmou que era preciso respeito, que o resultado era o certo e que ele não se arrependia de nada. Era o fim da lua-de-mel entre as duas partes.
A harmonia acabou na 53ª volta do GP da Malásia. Faltavam três para o final da prova e ele perseguia de perto o inglês Jenson Button na luta pela sexta posição. Atrás dos dois estava o companheiro de Massa, o finlandês Valtteri Bottas, com pneus mais novos que os do brasileiro. O time ordenou duas vezes que este o deixasse passar, mas Massa ignorou. Na última volta, preocupados com a temperatura do motor nos carros, o time orientou então que não houvesse mais disputa entre os dois. Mas o estrago já estava feito.
A cena remeteu imediatamente ao GP da Alemanha de 2010. Até porque a maneira de dar a ordem foi idêntica. Nunca saberemos, mas talvez tenha sido o uso do “faster than you” que irritou tanto a Felipe Massa. Como se tivesse desencadeado em sua psique um processo de negação. “Chega”, como ele chegou a formular para nós. Nos últimos anos ele cumpriu o papel de carregador de piano na Ferrari, mas viu na maneira que a Williams o aproximou a possibilidade de viver uma relação diferente nesse ponto de sua carreira. Certamente, jamais esperaria ouvir logo na sua segunda corrida pelo time a odiosa frase que marcou sua relação com Fernando Alonso. Algo que ele ansiava em deixar para trás. “Chega!”
O engenheiro-chefe do time Rod Nelson deixou claro que Massa não cumpriu o que lhe determinaram. Mas buscou minimizar a polêmica e indicou que haveria até a possibilidade de Bottas devolver a Massa a posição depois. Afirmou que o time vai se sentar com os pilotos e discutir estes cenários. Cartesianos como em nenhuma outra equipe do grid, eles pensaram demais na possibilidade de Bottas atacar Button que deixaram o tato de lado na hora de abordar Massa. Não era uma punição ao brasileiro ou um favorecimento ao finlandês, mas apenas ação analítica do pensamento frio de um engenheiro. Se tivessem se comunicado de maneira diferente e mais claro, o resultado poderia ser outro.
Quando caiu a noite em Sepang, estava claro que Felipe Massa havia marcado claramente qual é a sua posição para o time. Resta ainda saber qual será a posição do time para ele. Claire Williams é o contrário do chefe de equipe durão que vai buscar enquadrar um piloto. A conversa vai ficar mesmo na mão dos engenheiros. Não creio que haverá algo além de um puxão de orelhas e de uma troca de pontos-de-vista. E, ironia do destino, a partir de 1º de abril começa o contrato de Rob Smedley no time. Sua primeira tarefa vai ser administrar essa situação gerada pela insubordinação de seu ex-piloto na Ferrari.
Com o volume de voz baixo e a tranquilidade típica dos finlandeses, Valtteri Bottas se recusou a comentar sobre o episódio com a gente antes de se sentar com os engenheiros e com o próprio Massa para falar do ocorrido. Mas tinha o mesmo olhar de rancor com que deixou o carro no GP do Japão do ano passado após tomar um “chega-prá-lá” do companheiro Pastor Maldonado na última curva. A má notícia para Massa: daquele dia até o final do ano, o venezuelano quase não andou na frente do finlandês.
Massa garante que o que aconteceu “não tem nada ver com Bottas” e que a relação dos dois permanecerá a mesma. Me surpreenderei se isto acontecer mesmo. O clima era carregado dentro do hospitality da Williams hoje à noite. Ao marcar seu ponto de vista para os engenheiros, o brasileiro pode ter despertado um adversário dentro do time disposto a dar 110% de si para aniquilá-lo.
Assim, do nada, a Williams se tornou um dos times mais interessantes de se acompanhar neste início de temporada.
Em pé, segurando o gravador da assessora da imprensa da Williams, Felipe Massa falou com a imprensa brasileira com uma raiva que poucas vezes vi nele. Afirmou que era preciso respeito, que o resultado era o certo e que ele não se arrependia de nada. Era o fim da lua-de-mel entre as duas partes.
A harmonia acabou na 53ª volta do GP da Malásia. Faltavam três para o final da prova e ele perseguia de perto o inglês Jenson Button na luta pela sexta posição. Atrás dos dois estava o companheiro de Massa, o finlandês Valtteri Bottas, com pneus mais novos que os do brasileiro. O time ordenou duas vezes que este o deixasse passar, mas Massa ignorou. Na última volta, preocupados com a temperatura do motor nos carros, o time orientou então que não houvesse mais disputa entre os dois. Mas o estrago já estava feito.
A cena remeteu imediatamente ao GP da Alemanha de 2010. Até porque a maneira de dar a ordem foi idêntica. Nunca saberemos, mas talvez tenha sido o uso do “faster than you” que irritou tanto a Felipe Massa. Como se tivesse desencadeado em sua psique um processo de negação. “Chega”, como ele chegou a formular para nós. Nos últimos anos ele cumpriu o papel de carregador de piano na Ferrari, mas viu na maneira que a Williams o aproximou a possibilidade de viver uma relação diferente nesse ponto de sua carreira. Certamente, jamais esperaria ouvir logo na sua segunda corrida pelo time a odiosa frase que marcou sua relação com Fernando Alonso. Algo que ele ansiava em deixar para trás. “Chega!”
O engenheiro-chefe do time Rod Nelson deixou claro que Massa não cumpriu o que lhe determinaram. Mas buscou minimizar a polêmica e indicou que haveria até a possibilidade de Bottas devolver a Massa a posição depois. Afirmou que o time vai se sentar com os pilotos e discutir estes cenários. Cartesianos como em nenhuma outra equipe do grid, eles pensaram demais na possibilidade de Bottas atacar Button que deixaram o tato de lado na hora de abordar Massa. Não era uma punição ao brasileiro ou um favorecimento ao finlandês, mas apenas ação analítica do pensamento frio de um engenheiro. Se tivessem se comunicado de maneira diferente e mais claro, o resultado poderia ser outro.
Quando caiu a noite em Sepang, estava claro que Felipe Massa havia marcado claramente qual é a sua posição para o time. Resta ainda saber qual será a posição do time para ele. Claire Williams é o contrário do chefe de equipe durão que vai buscar enquadrar um piloto. A conversa vai ficar mesmo na mão dos engenheiros. Não creio que haverá algo além de um puxão de orelhas e de uma troca de pontos-de-vista. E, ironia do destino, a partir de 1º de abril começa o contrato de Rob Smedley no time. Sua primeira tarefa vai ser administrar essa situação gerada pela insubordinação de seu ex-piloto na Ferrari.
Com o volume de voz baixo e a tranquilidade típica dos finlandeses, Valtteri Bottas se recusou a comentar sobre o episódio com a gente antes de se sentar com os engenheiros e com o próprio Massa para falar do ocorrido. Mas tinha o mesmo olhar de rancor com que deixou o carro no GP do Japão do ano passado após tomar um “chega-prá-lá” do companheiro Pastor Maldonado na última curva. A má notícia para Massa: daquele dia até o final do ano, o venezuelano quase não andou na frente do finlandês.
Massa garante que o que aconteceu “não tem nada ver com Bottas” e que a relação dos dois permanecerá a mesma. Me surpreenderei se isto acontecer mesmo. O clima era carregado dentro do hospitality da Williams hoje à noite. Ao marcar seu ponto de vista para os engenheiros, o brasileiro pode ter despertado um adversário dentro do time disposto a dar 110% de si para aniquilá-lo.
Assim, do nada, a Williams se tornou um dos times mais interessantes de se acompanhar neste início de temporada.
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sexta-feira, 14 de março de 2014
Duelos Internos 2014 – Williams*
* Por Luis Fernando Ramos
O discurso é pés-no-chão, mas nos bastidores todos sabem do otimismo que reina nos lados da Williams. O carro é confiável, a dupla de pilotos é veloz, o motor é o melhor do grid. Os ingredientes estão no lugar certo para uma grande temporada do time de Grove. Mas há mais do que isso em jogo. Muito mais.
Em cada funcionário, do porteiro da fábrica ao diretor-técnico Pat Symonds, há a sensação de que o time tem tudo para fazer jus à sua história e voltar a ser grande. A chegada de vários patrocinadores veio na contramão do cenário atual da Fórmula 1. O time perdeu o errático Pastor Maldonado e ganhou um piloto com a experiência de oito temporadas numa equipe de ponta. Engenheiros badalados vieram também de grandes times e trabalharão sob a batuta de Symonds - após a saída de Ross Brawn, ele é o mais experiente membro do primeiro escalão de uma equipe na ativa em todo o grid.
Dentro desse cenário, vai se desenrolar o duelo interno do time. Ainda que a Williams brigue pela vitória, a harmonia vai reinar lá dentro. Falei isso para Claire Williams quando foi anunciada a contratação do brasileiro. Historicamente, Massa cria um ambiente tranquilo onde trabalha. Mesmo quando o companheiro tem caráter mais difícil, como Jacques Villeneuve ou Fernando Alonso, a relação funciona num bom nível.
O canadense, que criticou Massa impiedosamente no ano de estreia do brasileiro, adora ele depois de correrem juntos na Sauber. E a relação com o espanhol, que começou mal depois de alguns episódios em 2010, desenvolveu-se para um clima de respeito. Como Bottas também tem caráter tranquilo, a Williams terá ainda por cima uma dupla unida e motivada para fazer o time crescer.
Dentro desse ambiente, vejo Massa superando Bottas neste ano. O finlandês é muito veloz, mas o brasileiro não cometerá o erro de subestimá-lo. Pelo contrário: a performance de um vai empurrar a do outro. O brasileiro mostrou no ano passado que ainda é forte numa volta rápida, tendo sua melhor performance em classificações contra Fernando Alonso desde sempre. E trabalhando num ambiente positivo onde, por sua experiência, vai ser a referência natural dos engenheiros, tende a crescer em termos de consistência, seu ponto fraco nos últimos anos. Foi assim em 2008.
Neste ano, o companheiro de equipe vai incomodá-lo em algumas provas, mas não superá-lo. Isso pode acontecer no ano que vem, com um Bottas ainda mais forte e, pelo que a performance do carro indica, já com uma temporada de experiência andando no bolo da frente.
No fundo, o grande desafio dos dois neste ano é justamente esse: serem peças fundamentais para que o passo da Williams rumo ao bolo da frente seja definitivo, e não apenas circunstancial.
Felipe Massa
Número: 19
Local de Nascimento: São Paulo (Brasil)
Idade: 32
GPs disputados: 191
Vitórias: 11
Poles: 15
Melhores voltas: 14
Pontos: 816
Valtteri Bottas
Número: 77
Local de Nascimento: Nastola (Finlândia)
Idade: 24
GPs disputados: 19
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 0
Pontos: 30
O discurso é pés-no-chão, mas nos bastidores todos sabem do otimismo que reina nos lados da Williams. O carro é confiável, a dupla de pilotos é veloz, o motor é o melhor do grid. Os ingredientes estão no lugar certo para uma grande temporada do time de Grove. Mas há mais do que isso em jogo. Muito mais.
Em cada funcionário, do porteiro da fábrica ao diretor-técnico Pat Symonds, há a sensação de que o time tem tudo para fazer jus à sua história e voltar a ser grande. A chegada de vários patrocinadores veio na contramão do cenário atual da Fórmula 1. O time perdeu o errático Pastor Maldonado e ganhou um piloto com a experiência de oito temporadas numa equipe de ponta. Engenheiros badalados vieram também de grandes times e trabalharão sob a batuta de Symonds - após a saída de Ross Brawn, ele é o mais experiente membro do primeiro escalão de uma equipe na ativa em todo o grid.
Dentro desse cenário, vai se desenrolar o duelo interno do time. Ainda que a Williams brigue pela vitória, a harmonia vai reinar lá dentro. Falei isso para Claire Williams quando foi anunciada a contratação do brasileiro. Historicamente, Massa cria um ambiente tranquilo onde trabalha. Mesmo quando o companheiro tem caráter mais difícil, como Jacques Villeneuve ou Fernando Alonso, a relação funciona num bom nível.
O canadense, que criticou Massa impiedosamente no ano de estreia do brasileiro, adora ele depois de correrem juntos na Sauber. E a relação com o espanhol, que começou mal depois de alguns episódios em 2010, desenvolveu-se para um clima de respeito. Como Bottas também tem caráter tranquilo, a Williams terá ainda por cima uma dupla unida e motivada para fazer o time crescer.
Dentro desse ambiente, vejo Massa superando Bottas neste ano. O finlandês é muito veloz, mas o brasileiro não cometerá o erro de subestimá-lo. Pelo contrário: a performance de um vai empurrar a do outro. O brasileiro mostrou no ano passado que ainda é forte numa volta rápida, tendo sua melhor performance em classificações contra Fernando Alonso desde sempre. E trabalhando num ambiente positivo onde, por sua experiência, vai ser a referência natural dos engenheiros, tende a crescer em termos de consistência, seu ponto fraco nos últimos anos. Foi assim em 2008.
Neste ano, o companheiro de equipe vai incomodá-lo em algumas provas, mas não superá-lo. Isso pode acontecer no ano que vem, com um Bottas ainda mais forte e, pelo que a performance do carro indica, já com uma temporada de experiência andando no bolo da frente.
No fundo, o grande desafio dos dois neste ano é justamente esse: serem peças fundamentais para que o passo da Williams rumo ao bolo da frente seja definitivo, e não apenas circunstancial.
Felipe Massa
Número: 19
Local de Nascimento: São Paulo (Brasil)
Idade: 32
GPs disputados: 191
Vitórias: 11
Poles: 15
Melhores voltas: 14
Pontos: 816
Valtteri Bottas
Número: 77
Local de Nascimento: Nastola (Finlândia)
Idade: 24
GPs disputados: 19
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 0
Pontos: 30
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quarta-feira, 12 de março de 2014
Frank, o último garagista*
* Por Reginaldo Leme
Essa semana já é tempo de começar a viajar. Por mais que eu esteja acostumado, o início da temporada é sempre motivo de entusiasmo. Primeiro, por ser na Austrália, em vários aspectos o pais mais agradável deste planeta. E, depois, porque esta é a primeira vez desde 2009, o ano de Barrichello na Brawn, que a gente tem motivo para chegar animado à pista de Melbourne. A consistência e velocidade do carro da Williams é motivo de sobra para levar ao torcedor a mesma dose de esperança que se vê em Felipe Massa. Os quase cinco mil quilômetros de testes de cada uma das equipes mais bem sucedidas na pré-temporada indicam um favoritismo da equipe Mercedes na abertura do Mundial, mas a Williams está, junto com a McLaren, entre as chamadas equipes de ponta.
A equipe, fora da luta pelo título desde 2003, começou a se reestruturar no final do ano passado, quando sentiu que poderia vencer a concorrência na busca do patrocínio da Martini. Foi quando a Williams voltou a respirar ares de equipe grande. Contratou técnicos e engenheiros importantes, aceitou a saída da PDVSA mediante o pagamento de metade do que petroleira venezuelana devia do restante do contrato com Maldonado, começou a conversar com Felipe Massa e o engenheiro dele na Ferrari, Rob Smedley, que só foi confirmado recentemente por questões legais, confirmou a permanência do talentoso Valtteri Bottas, apostou em Felipe Nasr como um piloto de futuro e, para coroar a promessa de novos tempos, trouxe de volta à Fórmula-1 a marca da Martini, que construiu uma tradição de apoio ao esporte a motor com presença no rali, motoclismo, motonáutica desde 1968, e na Fórmula-1 desde 1972, quando teve uma breve aparição na equipe Tecno do piloto italiano Nanni Galli, voltando de forma consistente em 75 na Brabham, então propriedade de Bernie Ecclestone, que tinha como pilotos o argentino Carlos Reutemann e o brasileiro José Carlos Pace.
Foi com um carro branco e as mesmas listras em dois tons de azul e um de vermelho que agora estão de volta no carro da Williams, que Pace conquistou, pela Brabham, sua única vitória na F-1 em Interlagos. Uma eventual vitória de Massa este ano, certamente, mexeria com os sentimentos dos torcedores mais antigos. No ano seguinte, 1976, ainda mantendo as listras, os carros passaram a ser vermelhos. Depois desses três anos ligados à Brabham, a Martini ainda teria outra breve passagem pela F-1 com a Lotus em 79, coincidentemente também tendo Reutemann como um dos pilotos, ao lado do norte-americano Mario Andretti. Entre 2006 e 2008, a marca apareceu discretamente, e sem as listras, nos carros da Ferrari.
Frank Williams é o único remanescente dos tempos em que a F-1 ainda era formada pelo chamados garagistas, os donos de autênticas oficinas de fundo de quintal da Inglaterra. Todas as outras equipes da época fecharam as portas. Foi assim com a BRM, Cooper, Surtees, March, Hesketh, Lola, Lotus (a original) e a própria Brabham. Dessa turma das mais antigas a Tyrrell é a única que foi vendida para a BAR (British American Racing), que passou a ser Honda em 2006, Brawn em 2009 e hoje é Mercedes. A McLaren, embora mudando de mãos, também nunca deixou de ser McLaren. Fundada pelo ex-piloto Bruce McLaren e, após a morte dele, tocada por Teddy Mayer, a equipe foi comprada em 1980 por um grupo liderado por Ron Dennis, ex-mecânico da Brabham, que ainda é o proprietário, embora tendo como sócio o árabe Mansur Ojejh. Das inglesas que apareceram dos anos 80 em diante várias conseguiram escapar da falência ao serem vendidas. A Toleman, por onde Ayrton Senna estreou, virou Benetton e, depois, Renault. A Stewart virou Jaguar, que, em 2005 deu origem à atual tetracampeã mundial Red Bull.
A Williams nasceu de um sonho de Frank, que, como piloto, chegou apenas até a F-3. Desde os anos 80 a equipe se tornou uma vencedora. Teve parcerias com BMW e Toyota, e a pequena garagem onde nasceu tornou-se um grande complexo, que acomoda 600 funcionários e todos os modelos produzidos ao longo da história, do FW-1 ao atual FW-36. Com este seu novo carro, ela deve estrear conquistando numa única corrida mais pontos do que a equipe somou durante todo o campeonato de 2013, o pior de sua rica história.
Essa semana já é tempo de começar a viajar. Por mais que eu esteja acostumado, o início da temporada é sempre motivo de entusiasmo. Primeiro, por ser na Austrália, em vários aspectos o pais mais agradável deste planeta. E, depois, porque esta é a primeira vez desde 2009, o ano de Barrichello na Brawn, que a gente tem motivo para chegar animado à pista de Melbourne. A consistência e velocidade do carro da Williams é motivo de sobra para levar ao torcedor a mesma dose de esperança que se vê em Felipe Massa. Os quase cinco mil quilômetros de testes de cada uma das equipes mais bem sucedidas na pré-temporada indicam um favoritismo da equipe Mercedes na abertura do Mundial, mas a Williams está, junto com a McLaren, entre as chamadas equipes de ponta.
A equipe, fora da luta pelo título desde 2003, começou a se reestruturar no final do ano passado, quando sentiu que poderia vencer a concorrência na busca do patrocínio da Martini. Foi quando a Williams voltou a respirar ares de equipe grande. Contratou técnicos e engenheiros importantes, aceitou a saída da PDVSA mediante o pagamento de metade do que petroleira venezuelana devia do restante do contrato com Maldonado, começou a conversar com Felipe Massa e o engenheiro dele na Ferrari, Rob Smedley, que só foi confirmado recentemente por questões legais, confirmou a permanência do talentoso Valtteri Bottas, apostou em Felipe Nasr como um piloto de futuro e, para coroar a promessa de novos tempos, trouxe de volta à Fórmula-1 a marca da Martini, que construiu uma tradição de apoio ao esporte a motor com presença no rali, motoclismo, motonáutica desde 1968, e na Fórmula-1 desde 1972, quando teve uma breve aparição na equipe Tecno do piloto italiano Nanni Galli, voltando de forma consistente em 75 na Brabham, então propriedade de Bernie Ecclestone, que tinha como pilotos o argentino Carlos Reutemann e o brasileiro José Carlos Pace.
Foi com um carro branco e as mesmas listras em dois tons de azul e um de vermelho que agora estão de volta no carro da Williams, que Pace conquistou, pela Brabham, sua única vitória na F-1 em Interlagos. Uma eventual vitória de Massa este ano, certamente, mexeria com os sentimentos dos torcedores mais antigos. No ano seguinte, 1976, ainda mantendo as listras, os carros passaram a ser vermelhos. Depois desses três anos ligados à Brabham, a Martini ainda teria outra breve passagem pela F-1 com a Lotus em 79, coincidentemente também tendo Reutemann como um dos pilotos, ao lado do norte-americano Mario Andretti. Entre 2006 e 2008, a marca apareceu discretamente, e sem as listras, nos carros da Ferrari.
Frank Williams é o único remanescente dos tempos em que a F-1 ainda era formada pelo chamados garagistas, os donos de autênticas oficinas de fundo de quintal da Inglaterra. Todas as outras equipes da época fecharam as portas. Foi assim com a BRM, Cooper, Surtees, March, Hesketh, Lola, Lotus (a original) e a própria Brabham. Dessa turma das mais antigas a Tyrrell é a única que foi vendida para a BAR (British American Racing), que passou a ser Honda em 2006, Brawn em 2009 e hoje é Mercedes. A McLaren, embora mudando de mãos, também nunca deixou de ser McLaren. Fundada pelo ex-piloto Bruce McLaren e, após a morte dele, tocada por Teddy Mayer, a equipe foi comprada em 1980 por um grupo liderado por Ron Dennis, ex-mecânico da Brabham, que ainda é o proprietário, embora tendo como sócio o árabe Mansur Ojejh. Das inglesas que apareceram dos anos 80 em diante várias conseguiram escapar da falência ao serem vendidas. A Toleman, por onde Ayrton Senna estreou, virou Benetton e, depois, Renault. A Stewart virou Jaguar, que, em 2005 deu origem à atual tetracampeã mundial Red Bull.
A Williams nasceu de um sonho de Frank, que, como piloto, chegou apenas até a F-3. Desde os anos 80 a equipe se tornou uma vencedora. Teve parcerias com BMW e Toyota, e a pequena garagem onde nasceu tornou-se um grande complexo, que acomoda 600 funcionários e todos os modelos produzidos ao longo da história, do FW-1 ao atual FW-36. Com este seu novo carro, ela deve estrear conquistando numa única corrida mais pontos do que a equipe somou durante todo o campeonato de 2013, o pior de sua rica história.
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terça-feira, 11 de março de 2014
O ano de Massa?*
* Por Julianne Cerasoli
Felipe Massa foi, ainda que nos centésimos, o mais rápido da pré-temporada. Rivais como Alonso e Button veem a Williams na frente. Frank Williams fala em “aproveitar a oportunidade”. Então quer dizer que o piloto brasileiro vai arrasar a concorrência e partir para um título quando ninguém mais acreditava nele? A uma semana do início da temporada mais imprevisível da história da Fórmula 1, tudo é possível, mas vamos aos fatos.
Primeiro sobre o piloto Massa. Se ele nunca foi capaz de responder aos anseios da expectativa criada na temporada de 2008 – quando viveu uma combinação especial de um grande carro nas mãos, apoio da equipe e um rival errático – acabou sendo tratado como piloto de segunda linha após as decepções das últimas temporadas de Ferrari. Massa nunca foi um virtuoso e, de fato, sofreu problemas de adaptação e de confiança que foram colocando-o em uma espiral negativa no time italiano, mas está longe de ser um braço duro.
Nesta temporada, corre com a experiência a seu lado frente a Valtteri Bottas – mas o duelo interno está longe de ser uma barbada. O finlandês é um piloto mais cerebral, qualidade importante para lidar com o novo regulamento, e há quem diga dentro da Williams que se trata de um futuro campeão do mundo.
E há, claro, os rivais. Apostar em um campeão do mundo no momento é um chute do meio do campo. A Fórmula 1 passa por sua maior revolução técnica de todos os tempos, com a adoção de sistemas híbridos com os quais equipe alguma tem experiência. Isso quer dizer que não há quaisquer garantias de que o carro que vencer o GP da Austrália no próximo dia 16 será o melhor sequer daqui dois meses, tamanha a possibilidade de desenvolvimento ao longo do ano. E isso serve inclusive para a Red Bull, que deve sofrer no início, mas pode muito bem se recuperar e virar o jogo ao longo da temporada.
O que dá para falar com certa propriedade no momento é que a Williams andará no bolo da frente no início do ano, ao menos antes dos carros passarem por sua primeira grande “reforma” no GP da Espanha, em maio. As quatro primeiras etapas serão uma chance de ouro para os pilotos do time inglês e da Mercedes, as duas equipes que deram todos os indícios durante a pré-temporada de estarem mais bem preparados – tanto em termos de confiabilidade, quanto de velocidade.
Só uma grande revolução nas regras explica tamanho salto, se lembrarmos que a Williams foi a terceira pior equipe do ano passado. De lá para cá, além do motor, também mudaram as caras no comando técnico do time, lideradas por Pat Symonds. A estrutura já era boa e dinheiro não falta. Mas será o suficiente para a equipe se tornar uma nova Red Bull, que se estruturou para aproveitar uma mudança no regulamento e pular do meio do pelotão para a ponta? No momento, quem veste melhor essa carapuça é a Mercedes, uma vez que o projeto da Williams está muito mais verde do que o do time hoje tetracampeão mundial em 2009. Isso pesa contra, e teremos uma ideia melhor de como pode ser o ano do time de Grove em Barcelona.
Portanto, melhor não incorrer nas mesmas expectativas exageradas de alguns anos atrás em cima de Massa. O carro parece bom hoje, assim como o da Mercedes, mas isso pode mudar. Afinal, a lógica indica que, quando se fala em campeonato longo, desta vez não é só força de expressão.
Felipe Massa foi, ainda que nos centésimos, o mais rápido da pré-temporada. Rivais como Alonso e Button veem a Williams na frente. Frank Williams fala em “aproveitar a oportunidade”. Então quer dizer que o piloto brasileiro vai arrasar a concorrência e partir para um título quando ninguém mais acreditava nele? A uma semana do início da temporada mais imprevisível da história da Fórmula 1, tudo é possível, mas vamos aos fatos.
Primeiro sobre o piloto Massa. Se ele nunca foi capaz de responder aos anseios da expectativa criada na temporada de 2008 – quando viveu uma combinação especial de um grande carro nas mãos, apoio da equipe e um rival errático – acabou sendo tratado como piloto de segunda linha após as decepções das últimas temporadas de Ferrari. Massa nunca foi um virtuoso e, de fato, sofreu problemas de adaptação e de confiança que foram colocando-o em uma espiral negativa no time italiano, mas está longe de ser um braço duro.
Nesta temporada, corre com a experiência a seu lado frente a Valtteri Bottas – mas o duelo interno está longe de ser uma barbada. O finlandês é um piloto mais cerebral, qualidade importante para lidar com o novo regulamento, e há quem diga dentro da Williams que se trata de um futuro campeão do mundo.
E há, claro, os rivais. Apostar em um campeão do mundo no momento é um chute do meio do campo. A Fórmula 1 passa por sua maior revolução técnica de todos os tempos, com a adoção de sistemas híbridos com os quais equipe alguma tem experiência. Isso quer dizer que não há quaisquer garantias de que o carro que vencer o GP da Austrália no próximo dia 16 será o melhor sequer daqui dois meses, tamanha a possibilidade de desenvolvimento ao longo do ano. E isso serve inclusive para a Red Bull, que deve sofrer no início, mas pode muito bem se recuperar e virar o jogo ao longo da temporada.
O que dá para falar com certa propriedade no momento é que a Williams andará no bolo da frente no início do ano, ao menos antes dos carros passarem por sua primeira grande “reforma” no GP da Espanha, em maio. As quatro primeiras etapas serão uma chance de ouro para os pilotos do time inglês e da Mercedes, as duas equipes que deram todos os indícios durante a pré-temporada de estarem mais bem preparados – tanto em termos de confiabilidade, quanto de velocidade.
Só uma grande revolução nas regras explica tamanho salto, se lembrarmos que a Williams foi a terceira pior equipe do ano passado. De lá para cá, além do motor, também mudaram as caras no comando técnico do time, lideradas por Pat Symonds. A estrutura já era boa e dinheiro não falta. Mas será o suficiente para a equipe se tornar uma nova Red Bull, que se estruturou para aproveitar uma mudança no regulamento e pular do meio do pelotão para a ponta? No momento, quem veste melhor essa carapuça é a Mercedes, uma vez que o projeto da Williams está muito mais verde do que o do time hoje tetracampeão mundial em 2009. Isso pesa contra, e teremos uma ideia melhor de como pode ser o ano do time de Grove em Barcelona.
Portanto, melhor não incorrer nas mesmas expectativas exageradas de alguns anos atrás em cima de Massa. O carro parece bom hoje, assim como o da Mercedes, mas isso pode mudar. Afinal, a lógica indica que, quando se fala em campeonato longo, desta vez não é só força de expressão.
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sexta-feira, 7 de março de 2014
Será que a Williams está mesmo na frente?*
* Por Felipe Mota
A pré-temporada da Fórmula 1 terminou no último domingo e neste meio tempo alguns pilotos e equipes se pronunciaram sobre os testes e com isso temos mais informações.
A maioria deixou claro que temos favoritos, se não ao título, pelo menos a pular na frente neste começo de campeonato. A Mercedes e a Williams foram eleitas as mais competitivas.
Jenson Button disse à Sky Sports News:
“Tem sido um inverno confuso para muita gente em termos de quilometragem no circuito. ”Os dois que você pode observar, que parecem fortes e consistentes, são a Mercedes e a Williams. De certa forma, não é bom quando você está atrás de certas equipes, mas estou feliz por Frank Williams. Estou feliz de que eles tenham um carro competitivo até agora para este ano. Acho que essas são as duas equipes para vencer agora.”
Alonso falou ao Esporte Espetacular:
“Eu já falei com o Felipe várias vezes este ano. Ele está feliz. A Williams é uma equipe com muita história na Fórmula 1, não é qualquer equipe, e eles tiveram uma pré-temporada muito forte. “Acho que houve uma mudança quanto às chances do time. É muito positivo, porque eles vão lutar e certamente o Felipe vai ser um rival forte este ano”.
Rosberg no site oficial da Mercedes:
“Acho que a equipe está bem otimista no geral, mas, como todos sabem, temos que ser cautelosos com resultados de testes. O carro não está 100% pronto ainda, em relação à confiabilidade”.
Vettel comenta chance de pontos em Melbourne à Servus TV:
“Primeiramente, se conseguirmos terminar a corrida será um sucesso. Se metade dos pilotos não conseguir chegar, então, talvez, poderemos levar alguns pontos”
Análise da Ferrari sobre rivais:
“Fizemos cerca de 4000km, a Mercedes chegou perto dos 5000km, a Williams também, e isso significa que no final das contas eles se prepararam melhor para o início da temporada”
Esse painel deixa claro que o mundo da Fórmula 1 espera Mercedes e Williams na frente nos primeiros GPs. Que o motor Mercedes era tratado nos bastidores desde o meio do ano passado como o melhor para 2013 não é segredo pra ninguém. Falamos muito sobre o tema.
Mas não dava para imaginar que só neste aspecto a Williiams daria um enorme salto de qualidade. Seja como for, fica uma enorme curiosidade para imaginar como vai ser a prova em Melbourne.
A pré-temporada da Fórmula 1 terminou no último domingo e neste meio tempo alguns pilotos e equipes se pronunciaram sobre os testes e com isso temos mais informações.
A maioria deixou claro que temos favoritos, se não ao título, pelo menos a pular na frente neste começo de campeonato. A Mercedes e a Williams foram eleitas as mais competitivas.
Jenson Button disse à Sky Sports News:
“Tem sido um inverno confuso para muita gente em termos de quilometragem no circuito. ”Os dois que você pode observar, que parecem fortes e consistentes, são a Mercedes e a Williams. De certa forma, não é bom quando você está atrás de certas equipes, mas estou feliz por Frank Williams. Estou feliz de que eles tenham um carro competitivo até agora para este ano. Acho que essas são as duas equipes para vencer agora.”
Alonso falou ao Esporte Espetacular:
“Eu já falei com o Felipe várias vezes este ano. Ele está feliz. A Williams é uma equipe com muita história na Fórmula 1, não é qualquer equipe, e eles tiveram uma pré-temporada muito forte. “Acho que houve uma mudança quanto às chances do time. É muito positivo, porque eles vão lutar e certamente o Felipe vai ser um rival forte este ano”.
Rosberg no site oficial da Mercedes:
“Acho que a equipe está bem otimista no geral, mas, como todos sabem, temos que ser cautelosos com resultados de testes. O carro não está 100% pronto ainda, em relação à confiabilidade”.
Vettel comenta chance de pontos em Melbourne à Servus TV:
“Primeiramente, se conseguirmos terminar a corrida será um sucesso. Se metade dos pilotos não conseguir chegar, então, talvez, poderemos levar alguns pontos”
Análise da Ferrari sobre rivais:
“Fizemos cerca de 4000km, a Mercedes chegou perto dos 5000km, a Williams também, e isso significa que no final das contas eles se prepararam melhor para o início da temporada”
Esse painel deixa claro que o mundo da Fórmula 1 espera Mercedes e Williams na frente nos primeiros GPs. Que o motor Mercedes era tratado nos bastidores desde o meio do ano passado como o melhor para 2013 não é segredo pra ninguém. Falamos muito sobre o tema.
Mas não dava para imaginar que só neste aspecto a Williiams daria um enorme salto de qualidade. Seja como for, fica uma enorme curiosidade para imaginar como vai ser a prova em Melbourne.
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quinta-feira, 6 de março de 2014
Os números mostram. Massa está certo: pés nos chão*
* Por Teo José
Apesar de estar curtindo o Carnaval em um misto de trabalho no Band Folia e descanso em Olinda, estou lendo sobre os testes da Fórmula 1. Felipe Massa com a Williams conseguiu a melhor marca nos testes do Bahrein. Ficou dois décimos na frente, andando no penúltimo dia, sábado. Lewis Hamilton obteve a segunda marca, no domingo. Os dois estavam com os carros bem leves, mas pneus diferentes. Massa com super macios novos e Hamilton macios usados. A Pirelli informou que a diferença entre um modelo é outros está na casa de sete décimos, o que vai subir devido ao jogo do inglês não ser novinho. A vantagem é muito grande. Mesmo sendo testes, vejo a Mercedes, realmente meio segundo no mínimo mais veloz que a Williams.
Disse no comentário, passado, para Williams é muito bom ter boas noticias agora, precisa fechar o orçamento. O comercial da agradece. Felipe Massa sabe disto. Tanto que tem um otimismo moderado e sempre está pedindo pés no chão. Boa postura.
Na Europa a imprensa vem falando que a Mercedes tem um segundo de vantagem para a segunda equipe. Pode ser, acho um pouquinho de exagero. Fala-se na Williams como segunda equipe, creio que também tem um pouco de exagero. Eu a vejo lutando para ser a quarta, atrás de McLaren e Ferrari.
Apesar de estar curtindo o Carnaval em um misto de trabalho no Band Folia e descanso em Olinda, estou lendo sobre os testes da Fórmula 1. Felipe Massa com a Williams conseguiu a melhor marca nos testes do Bahrein. Ficou dois décimos na frente, andando no penúltimo dia, sábado. Lewis Hamilton obteve a segunda marca, no domingo. Os dois estavam com os carros bem leves, mas pneus diferentes. Massa com super macios novos e Hamilton macios usados. A Pirelli informou que a diferença entre um modelo é outros está na casa de sete décimos, o que vai subir devido ao jogo do inglês não ser novinho. A vantagem é muito grande. Mesmo sendo testes, vejo a Mercedes, realmente meio segundo no mínimo mais veloz que a Williams.
Disse no comentário, passado, para Williams é muito bom ter boas noticias agora, precisa fechar o orçamento. O comercial da agradece. Felipe Massa sabe disto. Tanto que tem um otimismo moderado e sempre está pedindo pés no chão. Boa postura.
Na Europa a imprensa vem falando que a Mercedes tem um segundo de vantagem para a segunda equipe. Pode ser, acho um pouquinho de exagero. Fala-se na Williams como segunda equipe, creio que também tem um pouco de exagero. Eu a vejo lutando para ser a quarta, atrás de McLaren e Ferrari.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Os caminhos de Felipe Nasr em 2014*
* Por Felipe Motta
Diante do que era possível neste momento o acordo com o time inglês é bom. Nasr andará em cinco sextas-feiras (não é muito, mas é algo), além de competir na GP2.
Na categoria de acesso à Fórmula 1 o brasileiro não tem muita opção: precisa vencer provas e ser campeão (não que isso determine uma efetivação à F-1).
Nas sextas-feiras o intuito é ganhar quilometragem. Ficou claro, através da entrevista que o tio de Felipe, Amir Nasr, deu à Jovem Pan que faltou a ele experiência na F-1 durante as negociações para este ano.
O staff Nasr talvez tenha avaliado que nos testes para jovens pilotos eles deveriam se fazer presentes. Amir sempre foi contrário a participar. Para ele, pouco se ganha e muito se perde. Não chega a ser uma mentira, mas buscar entrar na F-1 sem quilometragem alguma é muito complexo. Somente os caras com muito dinheiro é que pulam essa etapa.
Nasr terá chance de aprender, mas duvido que seja efetivado em 2015. Digo isso porque Felipe Massa tem três anos de contrato (2+1) e Valtteri Bottas é visto como futuro campeão mundial. Mesmo que seja promovido para uma equipe maior, seria difícil ver dois brasileiros dividindo a equipe, ainda que com dois patrocinadores nacionais fortes (Petrobras e Banco do Brasil).
Seja como for, o projeto de Nasr é chegar à F-1 em 2015 como titular. E a plataforma criada neste ano é a melhor entre as opções disponíveis neste momento.
O que acharam dos caminhos de Nasr para 2014?
Diante do que era possível neste momento o acordo com o time inglês é bom. Nasr andará em cinco sextas-feiras (não é muito, mas é algo), além de competir na GP2.
Na categoria de acesso à Fórmula 1 o brasileiro não tem muita opção: precisa vencer provas e ser campeão (não que isso determine uma efetivação à F-1).
Nas sextas-feiras o intuito é ganhar quilometragem. Ficou claro, através da entrevista que o tio de Felipe, Amir Nasr, deu à Jovem Pan que faltou a ele experiência na F-1 durante as negociações para este ano.
O staff Nasr talvez tenha avaliado que nos testes para jovens pilotos eles deveriam se fazer presentes. Amir sempre foi contrário a participar. Para ele, pouco se ganha e muito se perde. Não chega a ser uma mentira, mas buscar entrar na F-1 sem quilometragem alguma é muito complexo. Somente os caras com muito dinheiro é que pulam essa etapa.
Nasr terá chance de aprender, mas duvido que seja efetivado em 2015. Digo isso porque Felipe Massa tem três anos de contrato (2+1) e Valtteri Bottas é visto como futuro campeão mundial. Mesmo que seja promovido para uma equipe maior, seria difícil ver dois brasileiros dividindo a equipe, ainda que com dois patrocinadores nacionais fortes (Petrobras e Banco do Brasil).
Seja como for, o projeto de Nasr é chegar à F-1 em 2015 como titular. E a plataforma criada neste ano é a melhor entre as opções disponíveis neste momento.
O que acharam dos caminhos de Nasr para 2014?
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
‘Bromance’ na Williams*
* Por Tatiana Cunha
“Felipe baby, stay cool!” :)
É isso, Felipe, fique tranquilo. Após meses de rumores pelos paddocks, a Williams finalmente anunciou hoje a contratação de Rob Smedley. Engenheiro de Massa desde 2006, o inglês tornou-se também uma espécie de psicólogo do brasileiro nas pistas, além de ter se tornado um grande amigo fora delas. É, sem dúvida, a mais famosa dupla piloto-engenheiro da F-1.
E garantia de bons rádios durante as transmissões. O mais famoso deles é o “Fernando is faster than you”, que todos nós lembramos, no GP da Alemanha de 2010. Mas alguns são tão engraçados que viraram hit na internet, como o “Felipe baby”, o “Well done, sunshine” e o “Who’s the daddy of Brazil?”.
Rob chega no time inglês para o recém-criado cargo de chefe de performance de veículos, que ficará acima dos engenheiros de pista (Andrew Murdoch, de Massa, e Jonathan Eddolls, de Bottas). Ele terá ao seu lado Richard Lockwood, que vem da Marussia, e também foi anunciado hoje como estrategista chefe da equipe. Apesar do anúncio ter sido feito hoje, Rob terá uma “quarentena” pós-Ferrari e só se junta à Williams pouco antes do GP do Bahrein, terceira corrida da temporada.
Mais que a volta do “bromance” (*) entre Felipe e Rob, a chegada do engenheiro é mais um sinal de que a Williams está investindo pesado na reformulação de seu departamento técnico.
O time, que vem fazendo uma pré-temporada promissora e parece ter um bom carro para 2014, está pensando a longo prazo, o que é vital para quem deseja voltar a lutar não só por vitórias como por campeonatos.
Para quem quer lembrar os rádios que mencionei acima, achei este “top 10″ que é muito divertido ;) Tomara que na Williams Rob também fique no pit wall, uma garantia de mais momentos como estes.
(*) nota da autora: para quem não sabe, “bromance” é uma espécie de “romance entre brothers”
“Felipe baby, stay cool!” :)
É isso, Felipe, fique tranquilo. Após meses de rumores pelos paddocks, a Williams finalmente anunciou hoje a contratação de Rob Smedley. Engenheiro de Massa desde 2006, o inglês tornou-se também uma espécie de psicólogo do brasileiro nas pistas, além de ter se tornado um grande amigo fora delas. É, sem dúvida, a mais famosa dupla piloto-engenheiro da F-1.
E garantia de bons rádios durante as transmissões. O mais famoso deles é o “Fernando is faster than you”, que todos nós lembramos, no GP da Alemanha de 2010. Mas alguns são tão engraçados que viraram hit na internet, como o “Felipe baby”, o “Well done, sunshine” e o “Who’s the daddy of Brazil?”.
Rob chega no time inglês para o recém-criado cargo de chefe de performance de veículos, que ficará acima dos engenheiros de pista (Andrew Murdoch, de Massa, e Jonathan Eddolls, de Bottas). Ele terá ao seu lado Richard Lockwood, que vem da Marussia, e também foi anunciado hoje como estrategista chefe da equipe. Apesar do anúncio ter sido feito hoje, Rob terá uma “quarentena” pós-Ferrari e só se junta à Williams pouco antes do GP do Bahrein, terceira corrida da temporada.
Mais que a volta do “bromance” (*) entre Felipe e Rob, a chegada do engenheiro é mais um sinal de que a Williams está investindo pesado na reformulação de seu departamento técnico.
O time, que vem fazendo uma pré-temporada promissora e parece ter um bom carro para 2014, está pensando a longo prazo, o que é vital para quem deseja voltar a lutar não só por vitórias como por campeonatos.
Para quem quer lembrar os rádios que mencionei acima, achei este “top 10″ que é muito divertido ;) Tomara que na Williams Rob também fique no pit wall, uma garantia de mais momentos como estes.
(*) nota da autora: para quem não sabe, “bromance” é uma espécie de “romance entre brothers”
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
“A minha parte eu vou fazer”*
* Por Luis Fernando Ramos
Para Felipe Nasr, foram poucas horas de sono antes do primeiro teste com um Fórmula 1. Menos pela ansiedade do que pelas condições em que ele aconteceram: seu acordo para assumir o papel de piloto de testes da Williams foi fechado às onze da noite do dia anterior no Bahrein. E ele prevê a participação do piloto brasiliense em cinco treinos livres ao longo da temporada, além de sua presença nos testes.
- Para mim, é um orgulho ter chegado aqui e trabalhar com uma equipe com a Williams é uma oportunidade fantástica. Vários aspectos num carro de Fórmula 1 me chamaram a atenção. A eficiência do freio, a potência do motor, a quantidade de aerodinâmica que o carro oferece. Foi tudo muito impressionante, num certo momento, mas você vai se acostumando ao longo do dia. Mas o mais emocionante é sentar num carro da Williams e saber da história que existe por trás - falou o brasileiro em entrevista ao programa Pole Position da Rádio Bandeirantes.
Nasr registrou o quarto melhor tempo do sábado, 1min37s569, e andou de cara no mesmo ritmo dos outros pilotos do time: Valtteri Bottas registrara uma marca apenas dois décimos de segundo mais veloz na quinta-feira, Massa foi meio segundo mais rápido ontem.
- Foi um dia muito produtivo. Claro que sendo minha primeira vez no carro há muita coisa para aprender. Foi importante entrar num ritmo, entender todo o procedimento e ficar confortável para passar as informações para os engenheiros. À tarde fizemos algumas voltas para eu me acostumar com o carro da maneira que as pessoas vinham andando nos outros dias. Fiquei satisfeito com o que fiz.
Depois da primeira experiência numa equipe de Fórmula 1, o próximo passo de Nasr é óbvio: ascender ao posto de titular no ano que vem.
- Por enquanto, o que eu tenho é uma oportunidade única para entender esse lado da Fórmula 1. Trabalhei minha carreira inteira para chegar aqui. Quero aprender o máximo possível sendo piloto de testes da Williams e acumular quilometragem para, assim que chegar minha hora, que eu esteja preparado para ser titular e trazer essa felicidade que o brasileiro sempre espera. A minha parte com certeza eu vou fazer.
Para Felipe Nasr, foram poucas horas de sono antes do primeiro teste com um Fórmula 1. Menos pela ansiedade do que pelas condições em que ele aconteceram: seu acordo para assumir o papel de piloto de testes da Williams foi fechado às onze da noite do dia anterior no Bahrein. E ele prevê a participação do piloto brasiliense em cinco treinos livres ao longo da temporada, além de sua presença nos testes.
- Para mim, é um orgulho ter chegado aqui e trabalhar com uma equipe com a Williams é uma oportunidade fantástica. Vários aspectos num carro de Fórmula 1 me chamaram a atenção. A eficiência do freio, a potência do motor, a quantidade de aerodinâmica que o carro oferece. Foi tudo muito impressionante, num certo momento, mas você vai se acostumando ao longo do dia. Mas o mais emocionante é sentar num carro da Williams e saber da história que existe por trás - falou o brasileiro em entrevista ao programa Pole Position da Rádio Bandeirantes.
Nasr registrou o quarto melhor tempo do sábado, 1min37s569, e andou de cara no mesmo ritmo dos outros pilotos do time: Valtteri Bottas registrara uma marca apenas dois décimos de segundo mais veloz na quinta-feira, Massa foi meio segundo mais rápido ontem.
- Foi um dia muito produtivo. Claro que sendo minha primeira vez no carro há muita coisa para aprender. Foi importante entrar num ritmo, entender todo o procedimento e ficar confortável para passar as informações para os engenheiros. À tarde fizemos algumas voltas para eu me acostumar com o carro da maneira que as pessoas vinham andando nos outros dias. Fiquei satisfeito com o que fiz.
Depois da primeira experiência numa equipe de Fórmula 1, o próximo passo de Nasr é óbvio: ascender ao posto de titular no ano que vem.
- Por enquanto, o que eu tenho é uma oportunidade única para entender esse lado da Fórmula 1. Trabalhei minha carreira inteira para chegar aqui. Quero aprender o máximo possível sendo piloto de testes da Williams e acumular quilometragem para, assim que chegar minha hora, que eu esteja preparado para ser titular e trazer essa felicidade que o brasileiro sempre espera. A minha parte com certeza eu vou fazer.
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A primeira vez de Nasr*
* Por Tatiana Cunha
Menos de 12 horas depois do anúncio de que será piloto de testes e reserva da Williams nesta temporada, Felipe Nasr já estava sentado no cockpit do FW36 no Bahrein para seu primeiro contato com um carro de F-1.
Fiquei bem impressionada com seu desempenho. Nasr ficou com o quarto melhor tempo do dia, um pouco mais de quatro segundo atrás de Rosberg, dono da melhor marca deste sábado. Mas há que se levar em conta o fato de esta ter sido sua primeira experiência com um F-1 e como testes são testes, impossível saber quanto combustível cada carro tinha, o que cada um estava testando, etc e tal.
Mas mais importante que isso, Nasr conseguiu dar 87 voltas, o que equivale a um GP e meio quase (no Bahrein são 57 voltas) e foi elogiado pelos engenheiros da equipe por sua velocidade e seu “feedback”.
Parenteses aqui também para o bom desempenho do FW36 mais uma vez, num dia em que várias equipes voltaram a ter problemas (leia-se Red Bull, Toro Rosso, Sauber).
Nasr disse ter ficado bastante emocionado em sua primeira experiência na principal categoria do automobilismo.
“Muitas coisas passaram na minha cabeça enquanto estava sentado no carro. Mas foi mais ou menos o que eu estava esperando: muito diferente de todos os outros carros que já guiei, especialmente pela pressão aerodinâmica, a eficiência dos freios e a potência”, falou o piloto brasileiro.
“Foi um processo de aprendizado para mim, mas consegui dar um bom retorno para os engenheiros e achamos coisas boas. Estou muito contente por ter esta oportunidade e já estou ansioso pela próxima chance de guiar um F-1″, completou.
Vamos aos tempos deste último dia de testes no Bahrein:
1. Nico Rosberg, Mercedes, 1min33s283s
2. Jenson Button, McLaren, 1min34s957
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min36s718
4. Felipe Nasr, Williams, 1min37s569
5. Pastor Maldonado, Lotus, 1min38s707
6. Sergio Perez, Force India, 1min39s258
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min39s837
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min40s472
9. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s027
10. Marcus Ericsson, Caterham, 1min45s094
11. Jules Bianchi, Marussia, sem tempo
12. Adrian Sutil, Sauber, sem tenpo
Os times têm agora quatro dias de “descanso” antes da última sessão de treinos desta pré-temporada da F-1, que acontece também no Bahrein.
Menos de 12 horas depois do anúncio de que será piloto de testes e reserva da Williams nesta temporada, Felipe Nasr já estava sentado no cockpit do FW36 no Bahrein para seu primeiro contato com um carro de F-1.
Fiquei bem impressionada com seu desempenho. Nasr ficou com o quarto melhor tempo do dia, um pouco mais de quatro segundo atrás de Rosberg, dono da melhor marca deste sábado. Mas há que se levar em conta o fato de esta ter sido sua primeira experiência com um F-1 e como testes são testes, impossível saber quanto combustível cada carro tinha, o que cada um estava testando, etc e tal.
Mas mais importante que isso, Nasr conseguiu dar 87 voltas, o que equivale a um GP e meio quase (no Bahrein são 57 voltas) e foi elogiado pelos engenheiros da equipe por sua velocidade e seu “feedback”.
Parenteses aqui também para o bom desempenho do FW36 mais uma vez, num dia em que várias equipes voltaram a ter problemas (leia-se Red Bull, Toro Rosso, Sauber).
Nasr disse ter ficado bastante emocionado em sua primeira experiência na principal categoria do automobilismo.
“Muitas coisas passaram na minha cabeça enquanto estava sentado no carro. Mas foi mais ou menos o que eu estava esperando: muito diferente de todos os outros carros que já guiei, especialmente pela pressão aerodinâmica, a eficiência dos freios e a potência”, falou o piloto brasileiro.
“Foi um processo de aprendizado para mim, mas consegui dar um bom retorno para os engenheiros e achamos coisas boas. Estou muito contente por ter esta oportunidade e já estou ansioso pela próxima chance de guiar um F-1″, completou.
Vamos aos tempos deste último dia de testes no Bahrein:
1. Nico Rosberg, Mercedes, 1min33s283s
2. Jenson Button, McLaren, 1min34s957
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min36s718
4. Felipe Nasr, Williams, 1min37s569
5. Pastor Maldonado, Lotus, 1min38s707
6. Sergio Perez, Force India, 1min39s258
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min39s837
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min40s472
9. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s027
10. Marcus Ericsson, Caterham, 1min45s094
11. Jules Bianchi, Marussia, sem tempo
12. Adrian Sutil, Sauber, sem tenpo
Os times têm agora quatro dias de “descanso” antes da última sessão de treinos desta pré-temporada da F-1, que acontece também no Bahrein.
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Pronta para voltar a ser grande?*
* Por Luis Fernando Ramos
O anúncio feito de um novo patrocinador - a seguradora norte-americana Genworth - não foi o último da Williams antes do início da temporada. Em Jerez já era dado como certa a entrada da Martini como patrocinadora principal e também da Petrobras como parceira técnica e comercial. Felipe Nasr negocia para ser piloto reserva do time e poderia levar o apoio do Banco do Brasil. Numa era com tão pouco dinheiro entrando na F-1, o que estão fazendo em Grove é um feito e tanto.
Vale lembrar também que, neste ano, a Williams ainda vai contar com a multa paga pela PDVSA pela saída de Pastor Maldonado antes do final do contrato. Além de se livrar do errático venezuelano, o time está recebendo por isso. Num ano com um regulamento técnico tão diferente, o orçamento para desenvolver o carro está bem assegurado.
Mas não é só. Além da escolha pelos motores Mercedes ter sido uma ótima jogada, a Williams deve herdar também o “status” que a McLaren tinha como principal cliente dos motores alemães. Como se sabe, o time de Ron Dennis terá propulsores Honda a partir do ano que vem. Assim, a Mercedes deve concentrar seus esforços em seus carros e nos da Williams para coletar dados e melhorar a performance da nova unidade.
Além da finança em ordem e das boas perspectivas do motor, a equipe inglesa também se reforçou em várias frentes, com um novo diretor-técnico, novos engenheiros e com a chegada do brasileiro Felipe Massa.
Conversando com membros da equipe no teste na Espanha, deu para perceber como todas estas novidades criaram um clima de otimismo dentro do time. A Williams é uma equipe diferente, que sempre prezou o amor pelo puro automobilismo que sempre moveu seu fundador, Frank Williams.
Mas quem trabalha lá sofreu durante os anos em que o time foi chefiado por Adam Parr, que seguiu o caminho de trabalhar com pilotos pagantes de qualidade questionável. Agora, eles tem um jovem promissor e um piloto que veio de um longo período correndo numa equipe de ponta. O ânimo no rosto dos funcionários é visível.
Os ingredientes para voltar a crescer estão todos aí. A posição do time no final da temporada nos dirá se eles funcionaram. Desde 2004, ainda no período de parceria com a BMW, que a Williams não fica entre as quatro melhores equipes do ano - foi quarta colocada em 2007, mas só após a desclassificação da McLaren.
O anúncio feito de um novo patrocinador - a seguradora norte-americana Genworth - não foi o último da Williams antes do início da temporada. Em Jerez já era dado como certa a entrada da Martini como patrocinadora principal e também da Petrobras como parceira técnica e comercial. Felipe Nasr negocia para ser piloto reserva do time e poderia levar o apoio do Banco do Brasil. Numa era com tão pouco dinheiro entrando na F-1, o que estão fazendo em Grove é um feito e tanto.
Vale lembrar também que, neste ano, a Williams ainda vai contar com a multa paga pela PDVSA pela saída de Pastor Maldonado antes do final do contrato. Além de se livrar do errático venezuelano, o time está recebendo por isso. Num ano com um regulamento técnico tão diferente, o orçamento para desenvolver o carro está bem assegurado.
Mas não é só. Além da escolha pelos motores Mercedes ter sido uma ótima jogada, a Williams deve herdar também o “status” que a McLaren tinha como principal cliente dos motores alemães. Como se sabe, o time de Ron Dennis terá propulsores Honda a partir do ano que vem. Assim, a Mercedes deve concentrar seus esforços em seus carros e nos da Williams para coletar dados e melhorar a performance da nova unidade.
Além da finança em ordem e das boas perspectivas do motor, a equipe inglesa também se reforçou em várias frentes, com um novo diretor-técnico, novos engenheiros e com a chegada do brasileiro Felipe Massa.
Conversando com membros da equipe no teste na Espanha, deu para perceber como todas estas novidades criaram um clima de otimismo dentro do time. A Williams é uma equipe diferente, que sempre prezou o amor pelo puro automobilismo que sempre moveu seu fundador, Frank Williams.
Mas quem trabalha lá sofreu durante os anos em que o time foi chefiado por Adam Parr, que seguiu o caminho de trabalhar com pilotos pagantes de qualidade questionável. Agora, eles tem um jovem promissor e um piloto que veio de um longo período correndo numa equipe de ponta. O ânimo no rosto dos funcionários é visível.
Os ingredientes para voltar a crescer estão todos aí. A posição do time no final da temporada nos dirá se eles funcionaram. Desde 2004, ainda no período de parceria com a BMW, que a Williams não fica entre as quatro melhores equipes do ano - foi quarta colocada em 2007, mas só após a desclassificação da McLaren.
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Rascunho Financeiro*
* Por Humberto Corradi
Jogando uma luz sobre certos assuntos.
Como o Blog havia comentado num rascunho passado, a Williams decidiu abandonar seu modelo anterior de ter um grande patrocinador que respondesse por praticamente todo o orçamento do time.
A dependência trazia efeitos que incomodavam.
Em 2014 a equipe está pulverizando suas fontes de renda.
Grove anunciou sua parceria com a Genworth.
A seguradora se juntará à Martini (12 milhões de Euros anuais), Petrobras (10 milhões de Euros anuais) e Banco do Brasil (não sei os valores, mas é menos que as outras duas anteriores).
Além disso ainda há o acordo com a PDVSA (15 milhões de Euros).
Somando tudo teremos uma receita maior que a do ano passado.
Bom, não?
Orgulhoso, Frank Williams quer deixar o carro nas tradicionais cores azul e branco.
O objetivo é preservar a identidade.
Apesar da saída da Vodafone, a McLaren está segura.
Estima-se que os acionistas da empresa tenha injetado uma bela soma de dinheiro para cobrir o rombo deixado pela empresa de telecomunicação.
Isso sem falar em qualquer ajuda da Honda.
A Toro Rosso está procurando engenheiros para a parte aerodinâmica.
Tudo indica que a McLaren não desistiu de buscar material humano na família Red Bull.
Jogando uma luz sobre certos assuntos.
Como o Blog havia comentado num rascunho passado, a Williams decidiu abandonar seu modelo anterior de ter um grande patrocinador que respondesse por praticamente todo o orçamento do time.
A dependência trazia efeitos que incomodavam.
Em 2014 a equipe está pulverizando suas fontes de renda.
Grove anunciou sua parceria com a Genworth.
A seguradora se juntará à Martini (12 milhões de Euros anuais), Petrobras (10 milhões de Euros anuais) e Banco do Brasil (não sei os valores, mas é menos que as outras duas anteriores).
Além disso ainda há o acordo com a PDVSA (15 milhões de Euros).
Somando tudo teremos uma receita maior que a do ano passado.
Bom, não?
Orgulhoso, Frank Williams quer deixar o carro nas tradicionais cores azul e branco.
O objetivo é preservar a identidade.
Apesar da saída da Vodafone, a McLaren está segura.
Estima-se que os acionistas da empresa tenha injetado uma bela soma de dinheiro para cobrir o rombo deixado pela empresa de telecomunicação.
Isso sem falar em qualquer ajuda da Honda.
A Toro Rosso está procurando engenheiros para a parte aerodinâmica.
Tudo indica que a McLaren não desistiu de buscar material humano na família Red Bull.
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
A cabeça de Massa*
* Por Tatiana Cunha
Felipe Massa está em São Paulo nesta semana e concedeu hoje sua primeira entrevista coletiva como piloto da Williams.
Entre comentários sobre sua expectativa para a temporada, o bom desempenho de sua equipe nos primeiros testes em Jerez, a visita que fez a Schumacher e até sua opinião sobre a contratação de Pato pelo São Paulo, o que chamou a atenção é sua motivação.
Depois de oito anos como titular da Ferrari e relegado à condição de segundo piloto, embora sempre tenha relutado em admitir este status, Massa precisava de um desafio. Estava acomodado, resignado com o papel de coadjuvante na escuderia italiana, que virou o “time do Alonso”.
Massa é um piloto que precisa estar com a cabeça boa para correr bem. Não sei se é um defeito. É fato. E só sua ida para a Williams já elevou seu moral.
Lembro que quando o entrevistei logo depois do anúncio, em novembro, ele estava visivelmente empolgado e não parava de repetir que a equipe o queria, que a equipe tinha ido atrás dele, etc. Isso é importante para ele psicologicamente. E isso ele já não sentia na Ferrari, onde todas as atenções estavam voltadas para Alonso.
Agora, mostra-se empolgado pela recepção que teve no time e pelo que encontrou pela frente (acho que ele imaginava que não havia vida inteligente fora da Ferrari).
Na semana passada, foi elogiado publicamente por Claire Williams, filha de Frank e chefe do time. Ela disse que sua atitude estava motivando os membros da equipe.
Junte a isso o bom resultado nos testes de Jerez e pronto: o brasileiro parece ter recuperado aquela gana que tinha antigamente.
Não estou dizendo aqui que ele vai sair brigando pelo pódio já em Melbourne e que vai disputar o título neste ano. Impossível prever como vai estar o cenário da F-1 daqui a um mês e pouco, quando começa o campeonato.
Mas tenho certeza de que quando baixar a viseira no grid do Albert Park, no dia 16 de março, para a largada de sua primeira corrida pela Williams, Massa estará muito mais “mordido” do que nos últimos anos. O que, por si só, já é um bom começo. Especialmente porque o resto não depende só dele.
Felipe Massa está em São Paulo nesta semana e concedeu hoje sua primeira entrevista coletiva como piloto da Williams.
Entre comentários sobre sua expectativa para a temporada, o bom desempenho de sua equipe nos primeiros testes em Jerez, a visita que fez a Schumacher e até sua opinião sobre a contratação de Pato pelo São Paulo, o que chamou a atenção é sua motivação.
Depois de oito anos como titular da Ferrari e relegado à condição de segundo piloto, embora sempre tenha relutado em admitir este status, Massa precisava de um desafio. Estava acomodado, resignado com o papel de coadjuvante na escuderia italiana, que virou o “time do Alonso”.
Massa é um piloto que precisa estar com a cabeça boa para correr bem. Não sei se é um defeito. É fato. E só sua ida para a Williams já elevou seu moral.
Lembro que quando o entrevistei logo depois do anúncio, em novembro, ele estava visivelmente empolgado e não parava de repetir que a equipe o queria, que a equipe tinha ido atrás dele, etc. Isso é importante para ele psicologicamente. E isso ele já não sentia na Ferrari, onde todas as atenções estavam voltadas para Alonso.
Agora, mostra-se empolgado pela recepção que teve no time e pelo que encontrou pela frente (acho que ele imaginava que não havia vida inteligente fora da Ferrari).
Na semana passada, foi elogiado publicamente por Claire Williams, filha de Frank e chefe do time. Ela disse que sua atitude estava motivando os membros da equipe.
Junte a isso o bom resultado nos testes de Jerez e pronto: o brasileiro parece ter recuperado aquela gana que tinha antigamente.
Não estou dizendo aqui que ele vai sair brigando pelo pódio já em Melbourne e que vai disputar o título neste ano. Impossível prever como vai estar o cenário da F-1 daqui a um mês e pouco, quando começa o campeonato.
Mas tenho certeza de que quando baixar a viseira no grid do Albert Park, no dia 16 de março, para a largada de sua primeira corrida pela Williams, Massa estará muito mais “mordido” do que nos últimos anos. O que, por si só, já é um bom começo. Especialmente porque o resto não depende só dele.
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Lógica*
* Por Humberto Corradi
O primeiro lugar de Felipe Massa no último dia de testes em Jerez despertou a esperança.
Equipe nova.
Motor Mercedes (o mais sólido até aqui).
"Go Massa!"
Não sou pacheco.
Longe disso.
Mas não posso deixar de admirar os pilotos brasileiros na Fórmula 1 quando estes se destacam.
Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna escreveram uma história muito bonita.
E outros, que tiveram seus momentos, merecem ser citados.
Rubens Barrichello, Jose Carlos Pace e... Felipe Massa.
Ponto.
Estamos em 2014.
Massa está indo para sua décima segunda temporada (é isso?).
Não posso ter esperanças de um título para o brasileiro.
Não dá.
"Você implica com o cara, não gosta dele..."
Olha, acho Felipe um ótimo piloto.
Ninguém permanece tanto tempo na categoria máxima do automobilismo sendo ruim.
Porém um título nessa altura da carreira...
Falta alguma coisa.
Sempre faltou.
Aquele algo mais do campeão.
Olhe a lista.
Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button ou Kimi Raikkonen
Mesmo com um piloto melhor como companheiro você consegue visualizar qualquer um deles no papel de segundo piloto?
Difícil, não?
Até Pastor Maldonado, por motivos diferentes, ou Nico Rosberg, hoje, inspiram respeito.
Mas alguém tem medo de Felipe Massa?
O candidato ao título é um sujeito perigoso, traiçoeiro e é sempre visto como uma ameaça.
Não deve nunca ser subestimado.
Existem qualidades, evidente, no entanto faltam alguns predicados essenciais ao piloto brasileiro.
A inerrância de Button.
A agressividade de Alonso.
As voltas mágicas de Lewis.
A consistência de Raikkonen.
E a frieza de Vettel.
Houve oportunidades para Felipe provar seu valor.
E ele confirmou ser um excelente piloto.
Diferente de muitos, evoluiu.
A prova disso é a melhora de sua performance no asfalto molhado.
Não foi suficiente.
A Ferrari o manteve como titular por oito temporadas.
Primeiro como uma promessa e depois com a esperança de que ele fosse um novo Barrichello.
Não há ofensas aqui.
Entenda "Barrichello" como um motorista consistente, um importante acumulador de pontos para o título de construtores.
A Scuderia Italiana ainda esperou tempo demais por resultados, para ódio dos jornalistas do País da Bota.
Mesmo assim é inegável que sua carreira é muito bonita.
Trajetória de um piloto acima da média.
Que, como falei lá no início do texto, teve seus momentos
Com vitórias memoráveis.
"Então o que você espera?"
Espero que ele vença o duelo com Bottas dentro da Williams.
Que com toda a maturidade saiba lidar com as dificuldades e momentos críticos das corridas para não desperdiçar pontos de forma gratuita.
Só.
Esperar mais que isso não seria lógico da minha parte.
Ou melhor, seria pachequismo.
O primeiro lugar de Felipe Massa no último dia de testes em Jerez despertou a esperança.
Equipe nova.
Motor Mercedes (o mais sólido até aqui).
"Go Massa!"
Não sou pacheco.
Longe disso.
Mas não posso deixar de admirar os pilotos brasileiros na Fórmula 1 quando estes se destacam.
Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna escreveram uma história muito bonita.
E outros, que tiveram seus momentos, merecem ser citados.
Rubens Barrichello, Jose Carlos Pace e... Felipe Massa.
Ponto.
Estamos em 2014.
Massa está indo para sua décima segunda temporada (é isso?).
Não posso ter esperanças de um título para o brasileiro.
Não dá.
"Você implica com o cara, não gosta dele..."
Olha, acho Felipe um ótimo piloto.
Ninguém permanece tanto tempo na categoria máxima do automobilismo sendo ruim.
Porém um título nessa altura da carreira...
Falta alguma coisa.
Sempre faltou.
Aquele algo mais do campeão.
Olhe a lista.
Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button ou Kimi Raikkonen
Mesmo com um piloto melhor como companheiro você consegue visualizar qualquer um deles no papel de segundo piloto?
Difícil, não?
Até Pastor Maldonado, por motivos diferentes, ou Nico Rosberg, hoje, inspiram respeito.
Mas alguém tem medo de Felipe Massa?
O candidato ao título é um sujeito perigoso, traiçoeiro e é sempre visto como uma ameaça.
Não deve nunca ser subestimado.
Existem qualidades, evidente, no entanto faltam alguns predicados essenciais ao piloto brasileiro.
A inerrância de Button.
A agressividade de Alonso.
As voltas mágicas de Lewis.
A consistência de Raikkonen.
E a frieza de Vettel.
Houve oportunidades para Felipe provar seu valor.
E ele confirmou ser um excelente piloto.
Diferente de muitos, evoluiu.
A prova disso é a melhora de sua performance no asfalto molhado.
Não foi suficiente.
A Ferrari o manteve como titular por oito temporadas.
Primeiro como uma promessa e depois com a esperança de que ele fosse um novo Barrichello.
Não há ofensas aqui.
Entenda "Barrichello" como um motorista consistente, um importante acumulador de pontos para o título de construtores.
A Scuderia Italiana ainda esperou tempo demais por resultados, para ódio dos jornalistas do País da Bota.
Mesmo assim é inegável que sua carreira é muito bonita.
Trajetória de um piloto acima da média.
Que, como falei lá no início do texto, teve seus momentos
Com vitórias memoráveis.
"Então o que você espera?"
Espero que ele vença o duelo com Bottas dentro da Williams.
Que com toda a maturidade saiba lidar com as dificuldades e momentos críticos das corridas para não desperdiçar pontos de forma gratuita.
Só.
Esperar mais que isso não seria lógico da minha parte.
Ou melhor, seria pachequismo.
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