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segunda-feira, 10 de março de 2014

Duelos internos 2014 – Toro Rosso

* Por Luis Fernando Ramos


Ser piloto apoiado pela Red Bull é uma faca de dois gumes. Por um lado, o jovem piloto ganha um apoio financeiro fundamental para desenvolver seu talento nas categorias de base. Por outro, a pressão é enorme e o exemplo Sebastian Vettel, que veio debaixo e se tornou tetracampeão mundial, provou ser a exceção. A regra aponta carreiras de Fórmula 1 interrompidas abruptamente, com pilotos sem muito rumo depois. Que o digam Christian Klien, Scott Speed e Jaime Alguersuari, entre outros. Não se juntar à esta lista é o principal desafio de Jean-Eric Vergne e Daniil Kvyat. Afinal, a única chance de um deles subir para a Red Bull na próxima temporada é se Daniel Ricciardo decepcionar profundamente.

O francês, na minha opinião, fará sua última temporada na Fórmula 1. Em termos de velocidade pura, ele mostrou estar muito longe de Daniel Ricciardo. Em 39 corridas de ambos na Toro Rosso, Vergne superou o australiano em apenas oito. Mostrou alguma regularidade em corridas, é verdade, mas longe de justificar um investimento a longo prazo por parte da Red Bull. Em sua terceira temporada, ele precisa massacrar Daniil Kvyat para ganhar uma sobrevida. Qualquer coisa aquém disso, acredito, deve acelerar sua saída. Estão aí António Felix da Costa e Carlos Sainz Jr na fila. E Helmut Marko adora vê-la andando.

O russo é uma incógnita. Escrevi aqui que o salto da GP3 para a F-1 era grande demais e seria um peso enorme para ele. Mas seu desempenho no treino livre da sexta-feira em Interlagos, no ano passado, impressionou. Com o asfalto molhado, num circuito que não conhecia, Kvyat marcou o oitavo melhor tempo. Ouvi também muitos elogios sobre ele por parte de James Key, o diretor-técnico do time.

Em cima desse cenário, acho que o russo prevalece nesta temporada. Kvyat não tem nada a perder, ao contrário de Vergne. Se superá-lo na maioria dos treinos como Ricciardo fez com alguma tranquilidade, garante pelo menos mais um ano na categoria.

Jean-Eric Vergne
Número: 25
Local de Nascimento: Pontoise (França)
Idade: 23
GPs disputados: 39
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 0
Pontos: 29

Daniil Kvyat
Número: 26
Local de Nascimento: Ufa (Rússia)
Idade: 19
GPs disputados: 0
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 0
Pontos: 0

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Mais problemas na Renault*

* Por Tatiana Cunha


Xiiiiii… a coisa parece estar feia pro pessoal de Viry-Châtillon.

Depois dos problemas que a Renault teve na primeira sessão de testes da F-1 em Jerez, quando os carros equipados com seus motores só completaram 668 km (contra 3.874 km da Mercedes, por exemplo) em quatro dias, parece que duas semanas depois as coisas ainda não foram resolvidas.

Apesar de a Lotus não ter reportado nenhum problema em seu dia de filmagens, a Toro Rosso esteve anteontem em Misano para fazer uso de seu.

E adivinha o que aconteceu? O mesmo que já havia ocorrido na Espanha: problemas e mais problemas.

Segundo a imprensa italiana, a equipe só conseguiu completar 70 km e seu carro parou diversas vezes no meio da pista por problemas na bateria e falhas no software.

Ou seja, mais um sinal de que o problema não é apenas da Red Bull. A coisa é bem maior. E o tempo está começando a ficar curto. Em menos de uma semana começa no Bahrein a segunda sessão de testes antes da temporada.

Serão quatro dias de treinos, quatro de folga e mais quatro de carros na pista. Depois disso eles só voltam a andar em Melbourne, nos treinos livres para a abertura do Mundial, no dia 16 de março.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Um russo na Toro Rosso*

* Por Rodrigo Mattar


Nem Antônio Félix da Costa, nem Stoffel Vandoorne. A bola da vez na equipe Toro Rosso para a próxima temporada da Fórmula 1 é Daniil Kvyat. O piloto de 19 anos apenas acaba de ser confirmado como o futuro companheiro do francês Jean-Eric Vergne na escuderia B da Red Bull.

Confesso que estou surpreso com esse anúncio. Afinal de contas, Félix da Costa também faz parte do programa mantido pela marca de energéticos para revelar jovens talentos no automobilismo, tem 22 anos (portanto, mais experiente) e vinha de uma boa temporada na World Series by Renault, em que pese a derrota sofrida ante o dinamarquês Kevin Magnussen. Algo pode ter dado muito errado para o luso nos bastidores, pois todos os rumores apontavam para a sua contratação.

Kvyat tem tudo para ser o que chamamos de um tiro no escuro, uma aposta pra lá de arriscada. Por mais que seja talentoso, o salto que a Red Bull está promovendo em sua carreira é imenso. Vice-campeão da Fórmula Renault ano passado, o russo disputa a GP3 Series e pode chegar ao título da temporada deste ano. Correndo pela MW Arden, equipe cuja participação societária é dividida entre Mark Webber e Christian Horner, Daniil tem 131 pontos, sete a menos que o líder – o argentino Facundo Regalia – e duas vitórias, em Spa-Francorchamps e Monza.

Neste ano, inclusive, Kvyat correu também no Europeu de Fórmula 3, mas como a Carlin não previra a participação do carro onde foi inscrito, o russo não pôde correr com direito a pontos. Na qualidade de hors-concours, ele foi ao pódio sete vezes e inclusive venceu uma das 30 corridas da temporada, em Zandvoort, na Holanda.

É bem possível que Kvyat tenha conquistado a vaga por dois motivos: o primeiro, a entrada da Rússia no calendário da Fórmula 1 em 2014, o que trará mídia para si e para a Toro Rosso. E o segundo, o possível investimento de patrocinadores do país, Lukoil à frente, cacifando a contratação do russo em detrimento ao favoritíssimo Antônio Félix da Costa, que levou uma rasteira e tanto, entrando pelo cano.

Daniil Kvyat entra verde demais, no meu entender, numa categoria que muda radicalmente seu regulamento para o próximo ano. Ele terá que fazer muita quilometragem na pré-temporada e nos simuladores para poder se familiarizar melhor com um carro de dinâmica muito distinta do GP3 e do Fórmula 3, ainda mais com as restrições que serão impostas pelo regulamento.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Felix da Costa, só falta o anúncio oficial da Toro Rosso*

* Por Lívio Oricchio

O Brasil pode até não ter um representante na Fórmula 1 em 2014. Mas muito provavelmente piloto de língua portuguesa haverá. Só falta o anúncio oficial, o que deverá ocorrer nos próximos dias. Antonio Felix da Costa, português de Cascais, 21 anos, salvo grande surpresa, será confirmado como o substituto do australiano Daniel Ricciardo na equipe Toro Rosso.

Na etapa de Paul Ricard da Fórmula Renault 3.5 World Series, neste fim de semana, categoria similar a GP2, a ante-sala da Fórmula 1, Costa, da equipe Arden, venceu a corrida do sábado e terminou em terceiro neste domingo. “Hoje era um dia importante para mim. Não poderia fazer besteira”, disse Costa ao Estado, no circuito francês.

Com 160 pontos, ocupa a terceira colocação do campeonato que terá ainda sua última etapa, em Barcelona, dias 19 e 20 de outubro. O vencedor neste domingo foi o dinamarquês Kevin Magnussen, da DAMS, líder da temporada, com 224 pontos, e provável campeão.

O filho de Jan Magnussen, ex-piloto da Fórmula 1, com 25 Gps entre 1995 e 1998, venceu a prova do sábado, mas foi desclassificado por irregularidade no flap móvel (DRS). Costa, então segundo, ficou com a vitória.

Com prestígio, de novo
“Recebi uma mensagem de Franz Tost (diretor da Toro Rosso) me cumprimentando pelo resultado”, disse o talentoso português, sábado, ao Estado. Costa sabe que Tost e, principalmente, Helmut Marko, ex-piloto de Fórmula 1 dos anos 70 e diretor do programa Júnior da Red Bull, acompanhavam de perto seu trabalho.

Sua equipe teve um começo de campeonato difícil, o que lançou alguma dúvida em Marko sobre o verdadeiro potencial de Costa. “Contratamos um novo engenheiro, muito capaz, mas introduziu sistemas muito complexos no time. Foi só quando passamos a usar o modelo de acerto anterior que voltamos a andar na frente de novo”, disse o piloto.

Tendo vencido quatro etapas no fim do ano passado, recém-chegado à veloz F-Renault 3.5, Costa impressionou Marko. Este ano, em Monza, no começo do mês, porém, o diretor do programa Júnior da Red Bull comentou esperar mais de seu piloto. Agora, com os dois pódios em Paul Ricard e a vitória na corrida do domingo, na Hungria, dia 15, Costa voltou a apresentar a regularidade entre os primeiros exigida por Marko.

“Acho que o doutor Marko vai ficar muito feliz por me conduzir à Fórmula 1. O contrato já foi assinado no ano passado, mas ele pode me colocar onde desejar”, explicou Costa. “Gosto muito dele. É um homem duro. Mas ele é o que você vê.” A forma como tem sido tratado por Tost e Marko são sinais evidentes de, nesse instante, Costa corresponde ao que esperam dele.

“Piloto inteligente”
Em entrevista ao Estado, em Monza, Marko comentou apreciar a visão global de Costa, essencial no automobilismo, hoje. “É um piloto inteligente.” Por essa razão, provavelmente, Costa tem sido chamado para participar do programa de simulador da Red Bull em Milton Keynes, Inglaterra, sua sede, nos fins de semana de GP de Fórmula 1. “Em Cingapura, lá estava eu, na Red Bull, fazendo a simulação para eles.”

Os técnicos da Red Bull enviam para a sua sede os dados captados pelas dezenas de sensores instalados nos carros de Sebastian Vettel e Mark Webber. Lá, outros profissionais alimentam os computadores do simulador com todo tipo de informação, do carro, asfalto, ambiente, dos pneus e Costa “disputa” a corrida.

A fidelidade às condições do circuito cresce a cada temporada. O resultado final indica ao time como seria sua participação na prova. E a partir daí ratificar o acerto já encontrado, tentar melhorá-lo nos detalhes ou mesmo partir para uma mudança radical se o resultado for desfavorável.

“Agora, nas próximas etapas, Coreia e Japão, lá estarei eu de novo na Red Bull, de madrugada, realizando as simulações”, disse Costa.

O piloto que deverá ser o companheiro de Jean-Eric Vergne na Toro Rosso em 2014 foi terceiro na GP3 no ano passado, 11.º na mesma categoria em 2011, melhor estreante na Fórmula 3 europeia, com três vitórias, em 2010, terceiro no Europeu de Fórmula Renault 2.0, em 2009, sendo que no seu Campeonato Norte Europeu foi campeão. Já testou o carro da Force India e Red Bull de Fórmula 1.

Costa reúne velocidade, senso tático de corrida e gosta muito de entender o carro e seus recursos, para poder explorar toda sua potencialidade. Exatamente o que mais será exigido pelo complexo regulamento da Fórmula 1 em 2014.
“Sei, no entanto, que os problemas que enfrentei este ano, no começo, ao não repetir o sucesso do fim da temporada passada na F-Renault 3.5, representam quase nada perto do que me aguarda na Fórmula 1. O desafio é muito maior. Mas sinto-me bem preparado.”

Ajuda psicológica
A exemplo de Felipe Massa, Costa foi buscar ajuda profissional para entender melhor como reagir ao difícil momento no começo do campeonato, quando sua carreira poderia terminar ali, por Marko perder a confiança no seu trabalho. “Achei que tudo iria acabar para mim. Desde então mantenho ajuda psicológica e devo confessar estar adorando.”

O sucesso no automobilismo, nos últimos anos, bem mais que no passado, depende do talento do piloto combinado com a forma como reage à enorme pressão de tudo que o cerca, daí a importância de estruturar-se melhor psicologicamente. Há cobrança de toda natureza associada à elevação exponencial da competitividade.

Essa é uma das principais dificuldades de muitos pilotos brasileiros que viajam à Europa a fim de disputar as categoria de formação. Muito jovens e inexperientes, enfrentam adversários que por vezes nem são tão talentosos, porém mais bem preparados para enfrentar a vasta gama de desafios do automobilismo moderno.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hulkenberg, na Sauber. Ricciardo e Vergne, na Toro Rosso*

* Por Lívio Oricchio


Três novos pilotos começam os treinos livres do GP de Abu Dabi, amanhã, já sabendo o que vão fazer na próxima temporada. Helmut Marko, o homem que decide o futuro dos pilotos da escola Red Bull, resolveu dar mais uma chance à atual dupla da Toro Rosso, time satélite da Red Bull, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Cada um deles terá de provar em 2013 que é um Sebastian Vettel em potencial para continuar com o apoio da empresa, política explícita da Red Bull, que até agora investiu alto na sua formação. Na Sauber, o papel de Nico Hulkenberg, piloto confirmado também ontem, será melhorar a já boa fase de resultados da escuderia suíça, iniciada por Sergio Perez, contratado pela McLaren.

Amanhã, das 7h às 8h30 e das 11h às 12h30, horário de Brasília, Fernando Alonso poderá ter uma ideia, nas duas primeiras sessões de treinos, da resistência que oferecerá à quinta vitória consecutiva de Vettel no campeonato. E, consequentemente, se pode ainda continuar sonhando com o título. A Ferrari do espanhol e de Felipe Massa experimentará novos componentes do conjunto aerodinâmico no circuito Yas Marina. Vettel, bicampeão do mundo, lidera a competição com 240 pontos, seguido por Alonso, com 227.

Ambos têm contratos com seus times e não viveram as desgastantes incertezas de Ricciardo e Vergne. Seu foco concentra-se na conquista do tricampeonato. O compromisso do alemão com a Red Bull estende-se até o fim de 2014 e do espanhol com a Ferrari, até o fim de 2016.

No ano passado, no dia 15 de dezembro, Franz Tost, diretor da Toro Rosso, telefonou para sua então dupla de pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suíço Sebastian Buemi, por ordem de Marko, para comunicar que estavam fora dos planos. “Não vimos neles novos Vettels”, explicou Tost. Ricciardo e Vergne não escondiam a apreensão com a demora de Marko para renovar seus contratos. Certamente sentiram-se aliviados ontem.

A Toro Rosso atravessa uma fase de transição com a dispensa do diretor técnico Giorgio Ascanelli e a contratação do competente engenheiro inglês James Key, maior responsável pelo eficiente modelo C31 da Sauber deste ano. Vergne conquistou 12 pontos e Ricciardo, nove.

Já o anúncio de Hulkenberg pela Sauber era esperado há tempos. Monisha Kaltenburn, sócia e diretora do time, precisava de um jovem de talento com alguma experiência para substituir Perez, autor de três pódios neste ano: segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. Com a opção de risco de Lewis Hamilton – trocou a McLaren pela Mercedes –, Ron Dennis chamou o veloz e ranzinza mexicano.

Nico Hulkenberg é mesmo a melhor escolha da Sauber, segundo seu atual chefe, o indiano Vijai Mallya, sócio da Force India: “No fim de 2010 identificamos em Nico uma estrela do futuro.” Nas 17 etapas realizadas até agora, o alemão de 25 anos somou 49 pontos (12º no Mundial), cinco a mais do que o companheiro, Paul Di Resta. A lista de candidatos para compartilhar a Force India com Di Resta é longa. Entre eles está Bruno Senna, caso não fique na Williams.

A Williams não assinou com nenhum piloto. Pastor Maldonado deve renovar. O mais cotado para também correr lá é o atual piloto reserva, o finlandês Valtteri Bottas. A chance maior de Luiz Razia, brasileiro de 23 anos, vice-campeão da GP2, é assinar com a Marussia, embora negocie também com a Force India.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Brasil pode ter três pilotos na Fórmula 1 em 2013*

* Por Lívio Oricchio


Felipe Massa já foi confirmado pela Ferrari. Bruno Senna negocia com a Williams a renovação do contrato, além de conversar com Force India. Apesar da temporada difícil, tem chances de prosseguir na competição. Mas nesse momento o piloto brasileiro mais perto de também garantir presença na Fórmula 1 em 2013 é Luiz Razia. Sua ótima temporada na GP2, vice-campeão com uma equipe que andava lá atrás nos últimos anos, Arden, e o apoio de patrocinadores, como é a regra, deverá formar nos grids em 2013.

Hoje Razia está em Paris, na festa da entrega dos prêmios da FIA. Mas dias 6 e 8 Razia vai testar o carro da Toro Rosso no ensaio de jovens pilotos em Abu Dabi, no circuito Yas Marina, dois dias apenas depois da 18.ª etapa do Mundial. A Toro Rosso deverá anunciar o teste em breve. As possibilidades maiores de Razia, no entanto, não estão na equipe satélite da Red Bull, mas na Marussia e na Force India. Christian Horner, diretor da Red Bull e proprietário da Arden, tem ajudado Razia a fazer os contatos com os times da Fórmula 1.

O piloto não confirma, mas sabe-se que na Marussia, hoje, depende apenas de Razia assinar o contrato para correr no lugar de Charles Pic. O francês realiza bom trabalho este ano e tenta ascender a um time mais estruturado. Na Force India há forte concorrência pela vaga de Nico Hulkenberg que, tudo indica, já assinou com a Sauber. O mexicano Steban Gutierrez, terceiro na GP2 este ano, e piloto reserva da Sauber, deverá ser confirmado pela escuderia suíça.

“Nós conversávamos com a Sauber também, mas nos últimos dias eles mudaram a postura, dizendo não ser mais possível. Dessa história entendo que eles já fecharam com seus dois pilotos”, disse-me Razia, hoje. Gutierrez pilotará para a Sauber no teste de Abu Dabi. Sua presença na Sauber garante a continuação do patrocínio da Telmex, empresa que apoiou Sergio Perez, já contratado pela McLaren, importante para o orçamento da equipe.

A disputa para ser o companheiro de Paul Di Resta na Force India é grande. Bruno Senna, Kamui Kobayashi, Charles Pic, Jules Bianchi, Giedo van der Garde são exemplos de pilotos interessados e com possibilidades de assinar com a organização de Vijay Mallya. E até mesmo há espaço para uma reviravolta no destino de Pastor Maldonado, que com o apoio da PDVSA, seu patrocinador, trocaria a Williams pela Force India.

Na Williams, apesar de quase todos na Fórmula 1 afirmarem que Valtteri Botas será titular em 2013, nada está definido. O mais provável é a permanência de Maldonado. Quanto ao outro piloto pode acontecer de tudo.

E não é de todo impossível que a Toro Rosso substitua um de seus pilotos, Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, embora o mais provável seja a renovação do contrato de ambos. A surpresa do ano passado, quando dia 15 de dezembro mandou embora Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi, sugere prudência ao abordarmos a Toro Rosso.

Quando a Fórmula 1 desembarcar em São Paulo, na última semana de novembro, muito provavelmente saberemos já quem vai correr por quem em 2013. E o Brasil que correu sério risco de não ter nenhum piloto no campeonato pode, de repente, contar com três representantes. O que seria ótimo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

GUIA F1 2012 - TORO ROSSO


16 - Daniel Ricciardo

17 - Jean-Eric Vergne

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

COLUNA DO ROQUE: O QUE SERÁ DAS PEQUENAS?

Prestei muita atenção nestas últimas corridas disputadas na F-1, nem tanto pela turma da frente que agora parece haver alguma agitação e mais pilotos brigando por vitórias (será que a Mclaren descobriu o segredo da flexão das asas dianteiras da Red Bull?), mas sim pela situação das pequenas equipes: Lotus, Virgin, Hispania e Toro Rosso. Apesar da Williams dar sinais que vai permanecer neste bolo, não falarei dela neste momento.

A Toro Rosso, que tem um apoio da Red Bull, exibe poucos patrocínios no carro e, ao contrário do que se falava no início da temporada, tem um carro que é constante em corrida, já que nas classificações, sempre um dos pilotos é cortado no Q1. Estratégia para poupar pneus? Ou estilo de carro que se adapta melhor para "long runs"? Acho que o que falta ai são pilotos que busquem limites e levem o carro mais pra frente numa qualificação e consequentemente poderá obter melhores resultados na corrida.

A Lotus, das estreantes de 2010, é aquela que mais está engajada com a continuidade na categoria. Além de comprar uma briga legítima com a Renault pelo tradicional nome, tem dois pilotos que, apesar de não serem lá competitivos, sabem o que fazer com o carro. Nitidamente vem evoluindo dentro da pista a ponto de ameaçar (e até ultrapassar em alguns momentos) carros de equipes mais tradicionais. Vem evoluindo também na prospecção de patrocínios e parcerias técnicas, visando o seu desenvolvimento.


A Hispania é um verdadeira caça níqueis. Porém, com a mudança de comando (a terceira em 2 anos), parece que, enfim, o carro foi pra frente. Faltam patrocínios e pilotos decentes, mas começa a se colocar entre a equipe Virgin, o que pode gerar alguma atratividade. Do ponto de vista técnico, alguns de seus engenheiros e representantes tem experiência e gabarito. Mas até quando correrá correr sem patrocínio e sem dinheiro?

Já a Virgin é um caso a parte. Festejada em seu lançamento por suas idéias inovadoras (carros feitos só pelo computador), por ter pilotos com reconhecido talento (Di Grassi e, digamos o Glock) e por ter um "grande" apoio da multinacional que havia acreditado no potencial da Brawn GP um ano antes, esperava-se que em 5 anos os resultados seriam de briga pela pole. Porém, já no final do ano de estréia, o dinheiro falou mais alto. Em alguns treinos, saia o piloto talentoso mais sem dinheiro e entrava o piloto com dinheiro mas sem talento. A situação se concretizou para a temporada 2011, com o piloto com dinheiro assumindo o lugar do piloto talentoso. E o que aconteceu? Hoje, podemos dizer, que a Virgin é a pior equipe da F-1. Desorganizada, com o carro cada vez mais sem patrocínio (nem a Marússia aparece muito mais), começou a tentar usar um túnel de vento e, no fim, as coisas só pioram, a ponto de seu piloto rodar dentro dos boxes. Será apenas coincidência?

Explanações feitas, a conclusão que eu chego é que das 4, a Virgin é a equipe que em um curto espaço de tempo (no máximo até 2013) é a equipe que mais corre o risco de deixar de existir. E toda aquela pompa que foi a circunstância do seu lançamento será apenas um capítulo divertido das equipes que fracassaram na F-1.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ALGUERSUARI, O SÁBIO

Sepang, na Malásia, que recebe a F1 neste fim de semana, é um circuito projetado por Hermann Tilke, responsável pela maioria dos autódromos modernos da categoria. E isso vai limitar as chances de pontos para a Toro Rosso, na opinião de Jaime Alguersuari. Para o espanhol, a equipe tem mais chances em pistas como a de Albert Park, na Austrália, onde quase conseguiu terminar entre os dez primeiros.

“Em circuitos permanentes, especialmente os de Tilke, amplos, seguros e previsíveis, a Toro Rosso, hoje, não está [preparada] para pontuar”, disse o jovem piloto, que, no entanto, garantiu que o desenvolvimento do carro do time segue muito bem para que isso não se repita para as próximas provas, principalmente nos “tilkódromos”.

Agora pergunto, porque não mudar? Porque não voltarmos a ter uma nova velha F-1? Porque deixar tudo na mão deste Tilke?

Cartas para redação!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

TORO ROSSO STR5: O CARRO

E a Toro Rosso também lança seu carro, desta vez, o primeiro feito inteiramente pela equipe, porém o que se vê é que, mais uma vez, é cópia dos carros da co-irmã.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

VETTEL IGUAL A SENNA?

Se compararmos as atitudes e os desempenhos nos respectivas temporadas, verificamos que o desempenho de Vettel e Senna são muito parecidos. A especialidade de andar na chuva, o compromisso de assombar o mundo da F-1 e dar verdadeiros shows, os assemelham muito.

A personalidade de cada um, bem como a impetuasidade, também são bem parecidos. Ambos levantaram a torcida em Interlagos, mesmo que por motivos diferentes.

Hoje, mais uma vez, se assemelharam. Ao assinar com a Red Bull, uma equipe mediana, Vettel repete Senna, que também ficou 3 anos na Lotus, para brilhar na Mclaren.

Após 2011, quando encerra seu contrato com a Red Bull, certamente Vettel brilhará e conquistará títulos, como Senna os conquistou.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O TAL DO SMS

Todos nós sabemos que o SMS revolucionou a comunicação em geral, tornando-a mais rápida e ágil. Com ela, economiza-se em ligações e ganha-se tempo em geral.

Na F-1, o caso mais famoso, foi os SMS e emails trocados no escândalo da espionagem da Mclaren na Ferrari e vice-versa. Porém, quando o assunto é patrão e empregado, um SMS deveria servir apenas para recados pontuais.

Já na STR, o envio de SMS ao piloto pode significar um aviso de demissão. Foi o que aconteceu com Sebastian Bourdais, que foi avisado via SMS que fora demitido.

Atitude fria...ainda mais para quem trabalha com pessoas. Será que ele demitiria outro empregado também via SMS?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

ALGUERSUARI DENTRO...

A Toro Rosso anunciou nesta segunda-feira (20) o substituto de Sébastien Bourdais até o fim da temporada 2009. E não houve surpresas: Jaime Alguersuari irá pilotar o carro da equipe de Faenza já a partir deste final de semana, no GP da Hungria.

Na Hungria, Alguersuari vai quebrar o recorde de Mike Thackwell como o mais jovem piloto a já ter largado para uma corrida de F1, com 19 anos, cinco meses e três dias — vinte e seis a menos que Thackwell.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DÚVIDA

Se para ter uma super licença é preciso ter "X" tempo andando com um F-1, como a Toro Rosso colocará o Jaime Alguersuari, que nunca andou de formula 1 na vida, para andar na Hungria?

Algo me diz que Bruno Senna vem aí...

CAIU!

E acaba de ser confirmado que a Toro Rosso demitiu Sebastian Bourdais por deficiência técnica.

Nas palavras de Franz Tost, no site oficial da equipe, "no segundo ano de Sébastien conosco, a parceria não correspondeu às nossas expectativas, e, por isso, decidimos substituí-lo a partir da próxima etapa do Mundial, o GP da Hungria".

O espanhol de nome difícil, Jaime Alguersuari, não foi confirmado.Além do espanhol, concorrem à vaga Bruno Senna e Takuma Sato.

Porém, analisando o histórico de contratações da Toro Rosso, será que não teremos mais um "Sebastião" na equipe?