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domingo, 31 de agosto de 2014
REPLAY: F-INDY - FONTANA, 2014
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Permanência (quase) confirmada*
* Por Rodrigo Mattar
Campeão das 500 Milhas de Indianápolis em 2013, Tony Kanaan seguirá na Fórmula Indy no ano que vem. O piloto brasileiro, que completa 39 anos no último dia deste ano, deve mudar de equipe. O anúncio ainda não foi feito, mas tudo indica que TK será um dos pilotos da equipe Chip Ganassi Racing.
Atualmente defendendo a KV Racing Technology, Kanaan viu seu nome muito especulado na Nascar. O piloto, de fato, teve conversações com a Joe Gibbs Racing visando uma possível entrada na Stock Car estadunidense, mas a princípio correndo na Nationwide Series, considerada a segunda divisão da Nascar. Mas as negociações não foram adiante. Tony, que já correra para Chip Ganassi na Rolex Sports Car Series em Indianápolis, abriu uma frente de negociação com esta escuderia e segundo fontes da imprensa dos EUA, estaria tudo bem encaminhado para o final feliz envolvendo o piloto e a escuderia.
E existem rumores de que uma outra novidade está a caminho para 2014 no time de Chip Ganassi. O piloto canadense James Hinchcliffe teria uma oferta para se mudar de equipe – e nessa segunda-feira a GoDaddy.com, patrocinadora do carro #27, comunicou à Andretti Autosport que está fora. O piloto de 26 anos deu uma declaração de que não precisa levar patrocínio, o que é, na opinião do próprio, “encorajador”. Quem confirma que Hinchcliffe está negociando com uma nova equipe – e que essa nova equipe é possivelmente a Ganassi é Robin Miller, jornalista da Racer.
Aí é que a porca torce o rabo, como se diz no interior: quem dançaria na equipe para Kanaan e, quem sabe, Hinchcliffe, se juntarem ao time? Scott Dixon? Dario Franchitti? Charlie Kimball?
Franchitti, que renova anualmente seus contratos, confirmou em agosto ao USA Today que continuaria na Ganassi em 2014. E agora, José?
Cartas para a redação.
Campeão das 500 Milhas de Indianápolis em 2013, Tony Kanaan seguirá na Fórmula Indy no ano que vem. O piloto brasileiro, que completa 39 anos no último dia deste ano, deve mudar de equipe. O anúncio ainda não foi feito, mas tudo indica que TK será um dos pilotos da equipe Chip Ganassi Racing.
Atualmente defendendo a KV Racing Technology, Kanaan viu seu nome muito especulado na Nascar. O piloto, de fato, teve conversações com a Joe Gibbs Racing visando uma possível entrada na Stock Car estadunidense, mas a princípio correndo na Nationwide Series, considerada a segunda divisão da Nascar. Mas as negociações não foram adiante. Tony, que já correra para Chip Ganassi na Rolex Sports Car Series em Indianápolis, abriu uma frente de negociação com esta escuderia e segundo fontes da imprensa dos EUA, estaria tudo bem encaminhado para o final feliz envolvendo o piloto e a escuderia.
E existem rumores de que uma outra novidade está a caminho para 2014 no time de Chip Ganassi. O piloto canadense James Hinchcliffe teria uma oferta para se mudar de equipe – e nessa segunda-feira a GoDaddy.com, patrocinadora do carro #27, comunicou à Andretti Autosport que está fora. O piloto de 26 anos deu uma declaração de que não precisa levar patrocínio, o que é, na opinião do próprio, “encorajador”. Quem confirma que Hinchcliffe está negociando com uma nova equipe – e que essa nova equipe é possivelmente a Ganassi é Robin Miller, jornalista da Racer.
Aí é que a porca torce o rabo, como se diz no interior: quem dançaria na equipe para Kanaan e, quem sabe, Hinchcliffe, se juntarem ao time? Scott Dixon? Dario Franchitti? Charlie Kimball?
Franchitti, que renova anualmente seus contratos, confirmou em agosto ao USA Today que continuaria na Ganassi em 2014. E agora, José?
Cartas para a redação.
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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Tony muito próximo da Ganassi*
* Por Teo José
Tony Kanaan, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, voltou a crescer dentro da Fórmula Indy. Ganhar esta prova sempre foi sinônimo de popularidade prestigio. A imagem do brasileiro já era muito popular, ele sempre está na ponta nas enquetes sobre este quesito. Com o triunfo na prova mais importante e histórica só teve mais bônus.
Tony é um dos veteranos da Indy, conhecido também por ser bom acertador e ter ótimo convívio com as equipes, principalmente engenheiros. Hoje isto está cada vez mais raro na Indy e mesmo no automobilismo mundial. Por tudo isto seu nome está forte em vários times nos Estados Unidos. A KV, sua atual escuderia, não progride, fica sempre no quase, além do mais ele precisa levar dinheiro.
Tony se mantém reservado, mas tem conversado bastante com Chip Ganassi. Hoje ele tem três pilotos na categoria, dentro da equipe, vamos chamar de principal, Dario Franchitti e Scott Dixon e em uma segunda, mas com a mesma estrutura Charlie Kimball. Nos EUA fala-se em mais um carro para 2014 e nele poderia estar Tony. No que realmente acredito.
Por outro lado, nesta semana comentou-se que Kanaan poderia ser uma opção para Andretti, a sua antiga equipe. Vejo chances menores, só se não tiver outras opções a saída de lá não foi das mais amistosas. Aliás, antes de assinar na Andretti Tony tinha contrato prontinho para fechar com a Ganassi. Optou pela primeira. O namoro é antigo.
Tony Kanaan, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, voltou a crescer dentro da Fórmula Indy. Ganhar esta prova sempre foi sinônimo de popularidade prestigio. A imagem do brasileiro já era muito popular, ele sempre está na ponta nas enquetes sobre este quesito. Com o triunfo na prova mais importante e histórica só teve mais bônus.
Tony é um dos veteranos da Indy, conhecido também por ser bom acertador e ter ótimo convívio com as equipes, principalmente engenheiros. Hoje isto está cada vez mais raro na Indy e mesmo no automobilismo mundial. Por tudo isto seu nome está forte em vários times nos Estados Unidos. A KV, sua atual escuderia, não progride, fica sempre no quase, além do mais ele precisa levar dinheiro.
Tony se mantém reservado, mas tem conversado bastante com Chip Ganassi. Hoje ele tem três pilotos na categoria, dentro da equipe, vamos chamar de principal, Dario Franchitti e Scott Dixon e em uma segunda, mas com a mesma estrutura Charlie Kimball. Nos EUA fala-se em mais um carro para 2014 e nele poderia estar Tony. No que realmente acredito.
Por outro lado, nesta semana comentou-se que Kanaan poderia ser uma opção para Andretti, a sua antiga equipe. Vejo chances menores, só se não tiver outras opções a saída de lá não foi das mais amistosas. Aliás, antes de assinar na Andretti Tony tinha contrato prontinho para fechar com a Ganassi. Optou pela primeira. O namoro é antigo.
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domingo, 9 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
REPLAY: F-INDY - TODAS AS VITÓRIAS BRASILEIRAS EM INDIANÁPOLIS
1989 - Emerson Fittipaldi
1993 - Emerson Fittipaldi
2001 - Hélio Castroneves
2002 - Hélio Castroneves
2003 - Gil de Ferran
2009 - Hélio Castroneves
2013 - Tony Kanaan
1993 - Emerson Fittipaldi
2001 - Hélio Castroneves
2002 - Hélio Castroneves
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2013 - Tony Kanaan
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terça-feira, 4 de junho de 2013
Kanaan, o Corinthians do automobilismo*
* Por Bruno Vicaria
Para quem conhece minimamente o futebol, sabe que a base de fãs do Corinthians (eca) cresceu justamente no momento em que a equipe vivia um de seus piores momentos no quesito resultados. Entre 1954, data do título do IV Centenário, e 1977, quando o time do Parque São Jorge (eca) venceu o Campeonato Paulista, se passaram 23 anos.
E foi exatamente neste período que o "vírus" se espalhou de forma incomum, pois, tradicionalmente, vemos as torcidas das equipes crescerem justamente nas épocas de glória. Foi assim com Flamengo, Santos , Palmeiras, São Paulo, mas não com o Corinthians (eca), que, quando conquistou seus maiores títulos, no ano passado, já possuía uma das maiores torcidas do Brasil (apesar de ser palmeirense e poder contestar tudo da "gambazada", acredito que essa história de o Flamengo ser o maior um baita papinho furado).
Com Tony Kanaan, podemos dizer que aconteceu o mesmo. Quando ganhou seu título na Indy, em 2004, o povo não deu muita bola. Mas a história dele com Indianápolis, a obsessão de TK por essa conquista, aliada à sua infinita simpatia, só fez crescer cada vez mais sua base de fãs. Quanto mais ele perdia a Indy 500, mais fãs ele ganhava. E, a cada corrida, a comoção aumentava, pois parecia que o destino não queria premiá-lo, assim como acontecia com o Corinthians (eca) na década de 70, dos tempos da Invasão Corinthiana (eca) no Maracanã. Tanto TK quanto o Corinthians (eca) morreram muitas vezes na praia e aprenderam com o sofrimento.
Porém, a identificação imediata do público com quem luta e não desiste fizeram de Tony e do Corinthians (eca) duas instituições em suas áreas, mesmo que o chamado "pedigree" (leia-se conquistas) não fosse dos mais requintados. Mesmo largando em último, como em 2010, Kanaan era ovacionado a cada ultrapassagem, mesmo que ela valesse o 17º lugar. A mesma coisa com o Corinthians (eca), quando buscava passar pelas fases eliminatórias da Libertadores.
Porém, no caso dos dois, o tempo é rei. Demorou 101 anos para o Corinthians (eca) realizar seu sonho (mesmo que a Libertadores tenha começado nos anos 60, a meta do time sempre foi ser o melhor do mundo), e 11 anos para Kanaan fazer o mesmo. Levando em conta as características de cada um, esses 11 anos de TK valem o século do SCCP (eca). Porém, além do sonho, outra coisa os dois ganharam: o carinho das pessoas e um incentivo que faz até o mais fraco se sentir o mais forte. Afinal, os fortes jamais desistem.
PS: TK é são-paulino (eca).
Para quem conhece minimamente o futebol, sabe que a base de fãs do Corinthians (eca) cresceu justamente no momento em que a equipe vivia um de seus piores momentos no quesito resultados. Entre 1954, data do título do IV Centenário, e 1977, quando o time do Parque São Jorge (eca) venceu o Campeonato Paulista, se passaram 23 anos.
E foi exatamente neste período que o "vírus" se espalhou de forma incomum, pois, tradicionalmente, vemos as torcidas das equipes crescerem justamente nas épocas de glória. Foi assim com Flamengo, Santos , Palmeiras, São Paulo, mas não com o Corinthians (eca), que, quando conquistou seus maiores títulos, no ano passado, já possuía uma das maiores torcidas do Brasil (apesar de ser palmeirense e poder contestar tudo da "gambazada", acredito que essa história de o Flamengo ser o maior um baita papinho furado).
Com Tony Kanaan, podemos dizer que aconteceu o mesmo. Quando ganhou seu título na Indy, em 2004, o povo não deu muita bola. Mas a história dele com Indianápolis, a obsessão de TK por essa conquista, aliada à sua infinita simpatia, só fez crescer cada vez mais sua base de fãs. Quanto mais ele perdia a Indy 500, mais fãs ele ganhava. E, a cada corrida, a comoção aumentava, pois parecia que o destino não queria premiá-lo, assim como acontecia com o Corinthians (eca) na década de 70, dos tempos da Invasão Corinthiana (eca) no Maracanã. Tanto TK quanto o Corinthians (eca) morreram muitas vezes na praia e aprenderam com o sofrimento.
Porém, a identificação imediata do público com quem luta e não desiste fizeram de Tony e do Corinthians (eca) duas instituições em suas áreas, mesmo que o chamado "pedigree" (leia-se conquistas) não fosse dos mais requintados. Mesmo largando em último, como em 2010, Kanaan era ovacionado a cada ultrapassagem, mesmo que ela valesse o 17º lugar. A mesma coisa com o Corinthians (eca), quando buscava passar pelas fases eliminatórias da Libertadores.
Porém, no caso dos dois, o tempo é rei. Demorou 101 anos para o Corinthians (eca) realizar seu sonho (mesmo que a Libertadores tenha começado nos anos 60, a meta do time sempre foi ser o melhor do mundo), e 11 anos para Kanaan fazer o mesmo. Levando em conta as características de cada um, esses 11 anos de TK valem o século do SCCP (eca). Porém, além do sonho, outra coisa os dois ganharam: o carinho das pessoas e um incentivo que faz até o mais fraco se sentir o mais forte. Afinal, os fortes jamais desistem.
PS: TK é são-paulino (eca).
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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Kanaan e o oportunismo do brasileiro*
* Por Hugo Becker
Provavelmente, tudo o que havia para ser dito sobre a incrível vitória de Tony Kanaan nas 500 Milhas de Indianápolis, no último domingo (26), já foi dito. Mas gostaria de falar mais um pouco sobre, partindo de uma outra ótica.
O triunfo do brasileiro foi muito celebrado, no Brasil, por ele ser brasileiro, "um dos nossos calando a boca dos gringos".
Claro, é um direito e é justo torcer por seu compatriota. Faz parte do show.
Naquela tarde, após as últimas voltas e a bandeirada final – sem as imagens da comemoração de Tony, devidamente cortadas pela transmissão pífia da Band, rainha do antimarketing de um dos seus mais valiosos produtos –, a Indy atraiu, nas redes sociais e nos sites especializados, uma audiência que há tempos não se via por estas bandas.
Era a audiência do público médio, que na maior parte do tempo não dá a mínima para a categoria, até subestima a capacidade dos pilotos que lá estão e a qualidade das corridas que lá ocorrem. Procuravam a emocionante repercussão da "vitória do brasileiro em Indianápolis" – três palavrinhas mágicas para o brasilino de plantão.
Nada contra. É aceitável que se comemore o triunfo de um local. Isso ocorre em todos os países com representantes de alto nível em diversos esportes mundo afora. É claro que é um orgulho. Mas no Brasil, até este tipo de orgulho é distorcido e oportunista.
É preciso compreender o fato de que em outras nações com esportistas vencedores, há, quase sempre, um conhecimento da maior parte do público pela categoria em questão. Há, portanto, o entendimento de parte da história, dos contextos do presente e do real mérito da vitória ou da derrota. A celebração do triunfo de um local, neste caso, é muito mais consciente. Não é um oba-oba raso e infantil. É a concepção e a noção de um cenário que levou a uma vitória merecida ou não, a uma derrota justa ou não.
Mas no Brasil, qualquer vencedor de qualquer esporte recebe loas imediatas, celebrações entusiasmadas, pompas, glórias e fru-frus, vira ídolo instantâneo, guerreiro, gente como a gente, sangue tupiniquim, capa de revista. Aí a página vira em questão de semanas – às vezes, até dias – e o assunto seguinte ofusca a glória suprema do 'nosso irmão de pátria'. Ai dele, aliás, se não ganhar a competição seguinte. Vira um fracassado completo.
Este tipo de audiência extra saiu atrás de notícias e imagens da glória máxima do 'nosso' Kanaan no domingo passado. Ao contrário dos que realmente gostam da Indy – e não são poucos –, eles não conhecem as incríveis histórias de caras como James Hinchcliffe e Carlos Muñoz, duas enormes promessas. Não conhecem a importância da Penske, da Ganassi e da Andretti na categoria. Não fazem a menor ideia de que a KV é um time de médio pra pequeno, com chances raríssimas de vencer.
Eles conhecem Tony e Helio Castroneves. Com sorte, Bia Figueiredo. E só.
Essa alienação, em boa parte, é culpa das emissoras responsáveis pela transmissão e divulgação de eventos como Indy e F1. As edições e narrações insuflam o pachequismo na mente do brasileiro médio, criam expectativas baseadas em fatos que inexistem e descem a lenha quando a glória não vem. O mesmo acontece com o futebol da seleção brasileira, para ficar em outro exemplo bastante conhecido mas que a maioria ignora.
No Brasil, a chance de vermos arquibancadas lotadas comemorando – sim, comemorando – a vitória de um não-brasileiro em uma corrida internacional é nula. Absolutamente nula. No máximo, meia dúzia de gatos pingados comemoraram, de fato, a vitória de Hinchcliffe na SP Indy 300. Provavelmente sob a reprovação dos genuínos brasilinos.
Mas em Indianápolis, templo sagrado do automobilismo mundial, aquela imensidão de pessoas que tomou por completo o circuito simplesmente urrou de alegria quando Kanaan ultrapassou Ryan Hunter-Reay e assumiu a liderança da prova. Gritou mais ainda quando Franchitti, em seguida, arrebentou seu carro no muro da curva 1. A volta final, sob bandeira amarela, levou Tony às lágrimas antes mesmo de receber a quadriculada, por conta da espetacular euforia dos torcedores norte-americanos, europeus e latinos, com uma minoria absoluta de brasileiros.
Estes torcedores conhecem a categoria. Conhecem os pilotos, a história, os contextos, a trajetória. Idolatram TK e Helinho, como no passado veneraram caras como Alessandro Zanardi e Greg Moore, não pela nacionalidade, não pelo oportunismo nem pelo momento favorável, mas sim por reconhecerem o carisma desses pilotos, a luta de cada um deles para chegar ao topo, as derrotas mais duras, as sagas e as vitórias mais merecidas.
Isso é amar um esporte. Isso é desfrutar o esporte ao máximo, como um todo.
Foi por ver a Indy exatamente dessa maneira que eu fui, sim, às lágrimas, quando Tony recebeu a bandeira quadriculada e levou, enfim, sua primeira Indy 500, depois de tantos anos de azares, absurdos, sofrimentos e frustrações por lá. O cara mereceu demais, acima da cor da bandeira da terra onde nasceu.
Na minha emoção, sua nacionalidade não pesou em nenhum momento. E não deve jamais pesar. Não neste caso. A vitória é dele, não 'nossa'. Nada, na vida, é nosso. Nossa única posse somos nós mesmos, e na maior parte do tempo, fazemos mau uso disso. De quebra, há quem queira se apropriar da vitória dos outros, apenas por serem compatriotas.
Patriotismo, meus caros, é outra coisa. E isso, além de noção, o brasilino não tem.
Provavelmente, tudo o que havia para ser dito sobre a incrível vitória de Tony Kanaan nas 500 Milhas de Indianápolis, no último domingo (26), já foi dito. Mas gostaria de falar mais um pouco sobre, partindo de uma outra ótica.
O triunfo do brasileiro foi muito celebrado, no Brasil, por ele ser brasileiro, "um dos nossos calando a boca dos gringos".
Claro, é um direito e é justo torcer por seu compatriota. Faz parte do show.
Naquela tarde, após as últimas voltas e a bandeirada final – sem as imagens da comemoração de Tony, devidamente cortadas pela transmissão pífia da Band, rainha do antimarketing de um dos seus mais valiosos produtos –, a Indy atraiu, nas redes sociais e nos sites especializados, uma audiência que há tempos não se via por estas bandas.
Era a audiência do público médio, que na maior parte do tempo não dá a mínima para a categoria, até subestima a capacidade dos pilotos que lá estão e a qualidade das corridas que lá ocorrem. Procuravam a emocionante repercussão da "vitória do brasileiro em Indianápolis" – três palavrinhas mágicas para o brasilino de plantão.
Nada contra. É aceitável que se comemore o triunfo de um local. Isso ocorre em todos os países com representantes de alto nível em diversos esportes mundo afora. É claro que é um orgulho. Mas no Brasil, até este tipo de orgulho é distorcido e oportunista.
É preciso compreender o fato de que em outras nações com esportistas vencedores, há, quase sempre, um conhecimento da maior parte do público pela categoria em questão. Há, portanto, o entendimento de parte da história, dos contextos do presente e do real mérito da vitória ou da derrota. A celebração do triunfo de um local, neste caso, é muito mais consciente. Não é um oba-oba raso e infantil. É a concepção e a noção de um cenário que levou a uma vitória merecida ou não, a uma derrota justa ou não.
Mas no Brasil, qualquer vencedor de qualquer esporte recebe loas imediatas, celebrações entusiasmadas, pompas, glórias e fru-frus, vira ídolo instantâneo, guerreiro, gente como a gente, sangue tupiniquim, capa de revista. Aí a página vira em questão de semanas – às vezes, até dias – e o assunto seguinte ofusca a glória suprema do 'nosso irmão de pátria'. Ai dele, aliás, se não ganhar a competição seguinte. Vira um fracassado completo.
Este tipo de audiência extra saiu atrás de notícias e imagens da glória máxima do 'nosso' Kanaan no domingo passado. Ao contrário dos que realmente gostam da Indy – e não são poucos –, eles não conhecem as incríveis histórias de caras como James Hinchcliffe e Carlos Muñoz, duas enormes promessas. Não conhecem a importância da Penske, da Ganassi e da Andretti na categoria. Não fazem a menor ideia de que a KV é um time de médio pra pequeno, com chances raríssimas de vencer.
Eles conhecem Tony e Helio Castroneves. Com sorte, Bia Figueiredo. E só.
Essa alienação, em boa parte, é culpa das emissoras responsáveis pela transmissão e divulgação de eventos como Indy e F1. As edições e narrações insuflam o pachequismo na mente do brasileiro médio, criam expectativas baseadas em fatos que inexistem e descem a lenha quando a glória não vem. O mesmo acontece com o futebol da seleção brasileira, para ficar em outro exemplo bastante conhecido mas que a maioria ignora.
No Brasil, a chance de vermos arquibancadas lotadas comemorando – sim, comemorando – a vitória de um não-brasileiro em uma corrida internacional é nula. Absolutamente nula. No máximo, meia dúzia de gatos pingados comemoraram, de fato, a vitória de Hinchcliffe na SP Indy 300. Provavelmente sob a reprovação dos genuínos brasilinos.
Mas em Indianápolis, templo sagrado do automobilismo mundial, aquela imensidão de pessoas que tomou por completo o circuito simplesmente urrou de alegria quando Kanaan ultrapassou Ryan Hunter-Reay e assumiu a liderança da prova. Gritou mais ainda quando Franchitti, em seguida, arrebentou seu carro no muro da curva 1. A volta final, sob bandeira amarela, levou Tony às lágrimas antes mesmo de receber a quadriculada, por conta da espetacular euforia dos torcedores norte-americanos, europeus e latinos, com uma minoria absoluta de brasileiros.
Estes torcedores conhecem a categoria. Conhecem os pilotos, a história, os contextos, a trajetória. Idolatram TK e Helinho, como no passado veneraram caras como Alessandro Zanardi e Greg Moore, não pela nacionalidade, não pelo oportunismo nem pelo momento favorável, mas sim por reconhecerem o carisma desses pilotos, a luta de cada um deles para chegar ao topo, as derrotas mais duras, as sagas e as vitórias mais merecidas.
Isso é amar um esporte. Isso é desfrutar o esporte ao máximo, como um todo.
Foi por ver a Indy exatamente dessa maneira que eu fui, sim, às lágrimas, quando Tony recebeu a bandeira quadriculada e levou, enfim, sua primeira Indy 500, depois de tantos anos de azares, absurdos, sofrimentos e frustrações por lá. O cara mereceu demais, acima da cor da bandeira da terra onde nasceu.
Na minha emoção, sua nacionalidade não pesou em nenhum momento. E não deve jamais pesar. Não neste caso. A vitória é dele, não 'nossa'. Nada, na vida, é nosso. Nossa única posse somos nós mesmos, e na maior parte do tempo, fazemos mau uso disso. De quebra, há quem queira se apropriar da vitória dos outros, apenas por serem compatriotas.
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Não Perde Mais, Tony Kanaan!*
* Por Teo José
A prova mais tradicional e fantástica do automobilismo teve ontem a sua edição de número 97. Tony Kanaan participou de 12, mais de 10% das provas. Esteve claramente perto de ganhar em, pelo menos, quatro. Só que o maior triunfo de sua carreira veio nesse domingo.
Na corrida em que mais vezes houve troca de liderança, com 68 em 200 voltas, Kanaan foi líder em 15 oportunidades. Sempre esteve entre os cinco primeiros. Desde o começo mostrou que tinha carro para vencer, como pelo menos mais sete pilotos.
Nas últimas quatro voltas, depois de uma amarela, pulou na frente e quando preparava para abrir vantagem outra bandeira amarela, devido a batida do Dario Franchitti. Faltando pouco mais de duas voltas, era claro que o sofrimento foi abreviado. As posições não seriam mais alteradas e a corrida terminaria com Safety Car.
Não caiu no colo. Foi uma vitória construída e de forma bem agressiva. Ganhou quem teve carro, cabeça e determinação desde o inicio. Acredito que mesmo sem a última amarela, ele iria abrir mais do que o suficiente para vencer.
Na verdade, não importa se estou certo ou errado. O que vale mesmo é a conquista. Tony é o tipo do piloto que nunca teve vida fácil. Sempre precisou lutar por tudo na sua vida. Neste ano, não está sendo diferente.
Começou a temporada ainda precisando fechar os buracos de patrocínio na sua equipe. Até o momento em que escrevo ainda não sei de quanto será seu prêmio. Pelo público de ontem, muita gente, cerca de 250 mil pessoas, o valor deve passar de dois milhões de dólares.
Descontando os impostos e a parte que fica para equipe, vamos calcular que engorde seu cofrinho em cerca de R$ 2 milhões.
Além disto a recompensa vem mais forte com o reconhecimento, o retorno de novos patrocínios e a carreira com um caminho mais longo e aberto. É o tipo da vitória que o piloto cresce e a equipe também.
Foi apenas o terceiro triunfo da equipe KV, antes tinha ganhado com Cristiano Da Matta e Will Power – a última vez em 2008. Tony voltou a vencer depois de quase três anos. Todos estes fatos mostram a grandeza que foi cruzar na frente.
Outro dia falamos aqui neste espaço que o objetivo maior dele neste ano era esta prova. A equipe se preparou melhor. Em uma edição muito equilibrada, a maior dos últimos tempos, brilhou a estrela do Tony. Brilhou mais do que isto: talento, garra, determinação.
Gosto de automobilismo assim. Onde regras, tecnologia, carros, modernidade são apenas alguns itens para se dar bem – mas onde o principal ainda é a cabeça e o coração do piloto.
Parabéns Tony! Não Perde Mais, Tony Kanaan!!!
A prova mais tradicional e fantástica do automobilismo teve ontem a sua edição de número 97. Tony Kanaan participou de 12, mais de 10% das provas. Esteve claramente perto de ganhar em, pelo menos, quatro. Só que o maior triunfo de sua carreira veio nesse domingo.
Na corrida em que mais vezes houve troca de liderança, com 68 em 200 voltas, Kanaan foi líder em 15 oportunidades. Sempre esteve entre os cinco primeiros. Desde o começo mostrou que tinha carro para vencer, como pelo menos mais sete pilotos.
Nas últimas quatro voltas, depois de uma amarela, pulou na frente e quando preparava para abrir vantagem outra bandeira amarela, devido a batida do Dario Franchitti. Faltando pouco mais de duas voltas, era claro que o sofrimento foi abreviado. As posições não seriam mais alteradas e a corrida terminaria com Safety Car.
Não caiu no colo. Foi uma vitória construída e de forma bem agressiva. Ganhou quem teve carro, cabeça e determinação desde o inicio. Acredito que mesmo sem a última amarela, ele iria abrir mais do que o suficiente para vencer.
Na verdade, não importa se estou certo ou errado. O que vale mesmo é a conquista. Tony é o tipo do piloto que nunca teve vida fácil. Sempre precisou lutar por tudo na sua vida. Neste ano, não está sendo diferente.
Começou a temporada ainda precisando fechar os buracos de patrocínio na sua equipe. Até o momento em que escrevo ainda não sei de quanto será seu prêmio. Pelo público de ontem, muita gente, cerca de 250 mil pessoas, o valor deve passar de dois milhões de dólares.
Descontando os impostos e a parte que fica para equipe, vamos calcular que engorde seu cofrinho em cerca de R$ 2 milhões.
Além disto a recompensa vem mais forte com o reconhecimento, o retorno de novos patrocínios e a carreira com um caminho mais longo e aberto. É o tipo da vitória que o piloto cresce e a equipe também.
Foi apenas o terceiro triunfo da equipe KV, antes tinha ganhado com Cristiano Da Matta e Will Power – a última vez em 2008. Tony voltou a vencer depois de quase três anos. Todos estes fatos mostram a grandeza que foi cruzar na frente.
Outro dia falamos aqui neste espaço que o objetivo maior dele neste ano era esta prova. A equipe se preparou melhor. Em uma edição muito equilibrada, a maior dos últimos tempos, brilhou a estrela do Tony. Brilhou mais do que isto: talento, garra, determinação.
Gosto de automobilismo assim. Onde regras, tecnologia, carros, modernidade são apenas alguns itens para se dar bem – mas onde o principal ainda é a cabeça e o coração do piloto.
Parabéns Tony! Não Perde Mais, Tony Kanaan!!!
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terça-feira, 28 de maio de 2013
Detalhando a Indy 500 e o GP de Mônaco*
* Por Bruno Vicária
Foi uma vitória da perseverança. Tudo o que era para ser dito sobre a conquista de Tony Kanaan em Indianápolis já foi dito. Ele mais que mereceu e minha homenagem é uma charge feita pelo ótimo Maurício Moraes.
Mas vamos falar de mais detalhes das 500 Milhas:
- Kanaan assumiu a primeira posição em 15 oportunidades, liderando 34 voltas, apenas três menos que Ed Carpenter, o que mais andou na frente.
- Nada menos que 14 pilotos (mais de 1/3 do grid) liderou pelo menos uma volta.Foram 69 trocas de liderança durante a prova.
- A sequência de líderes: Carpenter-Kanaan-Carpenter-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-RHR-Power-Jakes-Carpenter-Andretti-Carpenter-Andretti-Carpenter-RHR-Andretti-RHR-Carpenter-Kanaan-Power-Kanaan-Viso-Muñoz-Kanaan-Allmendinger-Kanaan-Andretti-Kanaan-RHR-Muñoz-Tagliani-Bell-Hinchcliffe-Andretti-RHR-Viso-RHR-Allmendinger-RHR-Castroneves-Andretti-RHR-Muñoz-Dixon-Hinchcliffe-RHR-Allmendinger-Andretti-RHR-Andretti-RHR-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Muñoz-Andretti-Muñoz-Hinchcliffe-Kanaan-RHR-Kanaan-RHR-Kanaan.
- Kanaan andou 34 voltas em primeiro, 48 em segundo, 14 em terceiro, 28 em quarto, 36 em quinto, 5 em sexto, 7 em sétimo, 7 em nono, 3 em décimo, 2 em 11º, 2 em 12º, 1 em 13°, 4 em 14º, 1 em 15º, 2 em 16º, 1 em 17°, 1 em 18º, 1 em 20º, 1 em 25º, 1 em 26º e 1 em 29°.
- O recordista de voltas em uma posição foi Josef Newgarten: 122 voltas (!) em 29º.
- 26 pilotos terminaram a prova, com 28 classificados no resultado final. Um ótimo número para uma 500 Milhas.
- A Andretti dominou as posições 2-3-4 do resultado final, com uma grande atuação do colombiano Carlos Muñoz, que, se tivesse mais uma volta, teria passado TK. Ele simplesmente ofuscou a sensação Tristan Vautier, que foi bem discretinho em Indianápolis (16º).
- Marco Andretti é o novo líder do campeonato. Pela primeira vez na história da nova Indy, um Andretti lidera a classificação.
- A sexta posição de Castroneves o jogou para terceiro no campeonato, cinco pontos atrás de Takuma Sato, o 13º.
- A.J. Allmendinger terminou em um bom sétimo lugar, mas quem merece mais destaque que ele é Justin Wilson, melhor Honda na prova, quinto, posição que o fez ir para sexto no campeonato.
- De longe, este é o pior ano da Ganassi na história da nova Indy.
- Ryan Briscoe também andou bem apagadinho, em 12º. Se queria voltar para a categoria, não vai conseguir desse jeito.
- Bia Figueiredo fez bem bonito e terminou em 15º. Praticamente ninguém notou as presenças de Simona de Silvestro, Katherine Legge e Pippa Mann na prova.
- A mesma coisa aconteceu com Conor Daly, filho do ex-piloto de F-1 Derek Daly.
- Quem merecia um melhor resultado era Ernesto Viso, que ficou em um mirrado 18º lugar, mas brigou no pelotão da frente a corrida inteira.
- Vencedor de duas corridas neste ano, James Hinchcliffe também não brilhou e foi apenas o 21º.
------
Perto das 500 Milhas, a prova de Mônaco foi apenas razoável. Foi interessante por ter as pessoas certas na frente, a Mercedes, que segurou o mundo todo durante toda a corrida, o que, certamente, deixou a disputa mais atrativa. Contudo, méritos para Rosberg, que conseguiu se sustentar em primeiro, mesmo com a pressão das Red Bull.
Tem muita gente colocando a culpa da batida de Massa no próprio piloto. Alguns alegam que em 2002 ele já havia tirado Enrique Bernoldi da prova neste mesmo ponto (Ste. Devote), mas seria muito leviano afirmar isso sem saber o parecer técnico da Ferrari, que já disse: não foi culpa dele. Isso é coisa de gente que não tem o que fazer.
No fim, acabou sendo uma corrida interessante para o campeonato, apesar de Vettel ainda seguir na frente, com 20 pontos de vantagem para Raikkonen. Essa diferença seria menor, certamente, se o finlandês não tivesse enfrentado problemas no finalzinho.
Para Alonso a coisa complicou mais um pouquinho, são quase 30 pontos. Ou seja, ele volta à liderança, no mínimo, em duas corridas. Canadá e Inglaterra, tradicionalmente, são pistas boas para a Ferrari, mas a primeira é propícia a surpresas, então é difícil dizer.
Mesmo com a vitória, Rosberg está bem longe de Hamilton: a diferença entre os dois é de 15 pontos. O que faz a gente crer que a Mercedes ainda está longe de preferenciar alguém, mesmo Rosberg tendo feito três poles e vencido uma prova.
O acidente de Massa não foi culpa dele, mas Mônaco é a segunda prova dele no ano fora dos pontos e isso pode gerar uma pressão maior dentro da Ferrari, pois, tirando Grosjean, os outros pilotos de Red Bull, Mercedes e Lotus estão na frente dele. E isso reflete no campeonato de equipes: 41 pontos atrás da Red Bull e 11 à frente da Mercedes.
A Force India se estabeleceu como a quinta força do campeonato, deixando a McLaren em sexto. Já a Toro Rosso deixou a Sauber para trás, enquanto a Marussia vem ganhando da Caterham. Entre eles, a Williams.
Falando em McLaren, não vi problemas na pilotagem de Sergio Perez. Só acho que ele se encheu de confiança demais, por isso errou. Isso se chama maturidade, vem com o tempo. Achei até legal, pois provocou a ira de Raikkonen.
Sobre o acidente envolvendo Maldonado e Chilton, o inglês da Marussia foi grosseiro, mas Maldonado também teve imaturidade. Ambos sabiam que ali não tem como passar. Mesmo assim, um tentou e o outro se defendeu. Não ia dar certo, como acabou não dando. Ficou barato para Chilton, uma vez que Grosjean foi punido por atropelar Ricciardo. Dois acidentes de iguais proporções no quesito gravidade, mas que foram analisados com pesos diferentes.
Foi uma vitória da perseverança. Tudo o que era para ser dito sobre a conquista de Tony Kanaan em Indianápolis já foi dito. Ele mais que mereceu e minha homenagem é uma charge feita pelo ótimo Maurício Moraes.
Mas vamos falar de mais detalhes das 500 Milhas:
- Kanaan assumiu a primeira posição em 15 oportunidades, liderando 34 voltas, apenas três menos que Ed Carpenter, o que mais andou na frente.
- Nada menos que 14 pilotos (mais de 1/3 do grid) liderou pelo menos uma volta.Foram 69 trocas de liderança durante a prova.
- A sequência de líderes: Carpenter-Kanaan-Carpenter-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Andretti-RHR-Power-Jakes-Carpenter-Andretti-Carpenter-Andretti-Carpenter-RHR-Andretti-RHR-Carpenter-Kanaan-Power-Kanaan-Viso-Muñoz-Kanaan-Allmendinger-Kanaan-Andretti-Kanaan-RHR-Muñoz-Tagliani-Bell-Hinchcliffe-Andretti-RHR-Viso-RHR-Allmendinger-RHR-Castroneves-Andretti-RHR-Muñoz-Dixon-Hinchcliffe-RHR-Allmendinger-Andretti-RHR-Andretti-RHR-Andretti-Kanaan-Andretti-Kanaan-Muñoz-Andretti-Muñoz-Hinchcliffe-Kanaan-RHR-Kanaan-RHR-Kanaan.
- Kanaan andou 34 voltas em primeiro, 48 em segundo, 14 em terceiro, 28 em quarto, 36 em quinto, 5 em sexto, 7 em sétimo, 7 em nono, 3 em décimo, 2 em 11º, 2 em 12º, 1 em 13°, 4 em 14º, 1 em 15º, 2 em 16º, 1 em 17°, 1 em 18º, 1 em 20º, 1 em 25º, 1 em 26º e 1 em 29°.
- O recordista de voltas em uma posição foi Josef Newgarten: 122 voltas (!) em 29º.
- 26 pilotos terminaram a prova, com 28 classificados no resultado final. Um ótimo número para uma 500 Milhas.
- A Andretti dominou as posições 2-3-4 do resultado final, com uma grande atuação do colombiano Carlos Muñoz, que, se tivesse mais uma volta, teria passado TK. Ele simplesmente ofuscou a sensação Tristan Vautier, que foi bem discretinho em Indianápolis (16º).
- Marco Andretti é o novo líder do campeonato. Pela primeira vez na história da nova Indy, um Andretti lidera a classificação.
- A sexta posição de Castroneves o jogou para terceiro no campeonato, cinco pontos atrás de Takuma Sato, o 13º.
- A.J. Allmendinger terminou em um bom sétimo lugar, mas quem merece mais destaque que ele é Justin Wilson, melhor Honda na prova, quinto, posição que o fez ir para sexto no campeonato.
- De longe, este é o pior ano da Ganassi na história da nova Indy.
- Ryan Briscoe também andou bem apagadinho, em 12º. Se queria voltar para a categoria, não vai conseguir desse jeito.
- Bia Figueiredo fez bem bonito e terminou em 15º. Praticamente ninguém notou as presenças de Simona de Silvestro, Katherine Legge e Pippa Mann na prova.
- A mesma coisa aconteceu com Conor Daly, filho do ex-piloto de F-1 Derek Daly.
- Quem merecia um melhor resultado era Ernesto Viso, que ficou em um mirrado 18º lugar, mas brigou no pelotão da frente a corrida inteira.
- Vencedor de duas corridas neste ano, James Hinchcliffe também não brilhou e foi apenas o 21º.
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Perto das 500 Milhas, a prova de Mônaco foi apenas razoável. Foi interessante por ter as pessoas certas na frente, a Mercedes, que segurou o mundo todo durante toda a corrida, o que, certamente, deixou a disputa mais atrativa. Contudo, méritos para Rosberg, que conseguiu se sustentar em primeiro, mesmo com a pressão das Red Bull.
Tem muita gente colocando a culpa da batida de Massa no próprio piloto. Alguns alegam que em 2002 ele já havia tirado Enrique Bernoldi da prova neste mesmo ponto (Ste. Devote), mas seria muito leviano afirmar isso sem saber o parecer técnico da Ferrari, que já disse: não foi culpa dele. Isso é coisa de gente que não tem o que fazer.
No fim, acabou sendo uma corrida interessante para o campeonato, apesar de Vettel ainda seguir na frente, com 20 pontos de vantagem para Raikkonen. Essa diferença seria menor, certamente, se o finlandês não tivesse enfrentado problemas no finalzinho.
Para Alonso a coisa complicou mais um pouquinho, são quase 30 pontos. Ou seja, ele volta à liderança, no mínimo, em duas corridas. Canadá e Inglaterra, tradicionalmente, são pistas boas para a Ferrari, mas a primeira é propícia a surpresas, então é difícil dizer.
Mesmo com a vitória, Rosberg está bem longe de Hamilton: a diferença entre os dois é de 15 pontos. O que faz a gente crer que a Mercedes ainda está longe de preferenciar alguém, mesmo Rosberg tendo feito três poles e vencido uma prova.
O acidente de Massa não foi culpa dele, mas Mônaco é a segunda prova dele no ano fora dos pontos e isso pode gerar uma pressão maior dentro da Ferrari, pois, tirando Grosjean, os outros pilotos de Red Bull, Mercedes e Lotus estão na frente dele. E isso reflete no campeonato de equipes: 41 pontos atrás da Red Bull e 11 à frente da Mercedes.
A Force India se estabeleceu como a quinta força do campeonato, deixando a McLaren em sexto. Já a Toro Rosso deixou a Sauber para trás, enquanto a Marussia vem ganhando da Caterham. Entre eles, a Williams.
Falando em McLaren, não vi problemas na pilotagem de Sergio Perez. Só acho que ele se encheu de confiança demais, por isso errou. Isso se chama maturidade, vem com o tempo. Achei até legal, pois provocou a ira de Raikkonen.
Sobre o acidente envolvendo Maldonado e Chilton, o inglês da Marussia foi grosseiro, mas Maldonado também teve imaturidade. Ambos sabiam que ali não tem como passar. Mesmo assim, um tentou e o outro se defendeu. Não ia dar certo, como acabou não dando. Ficou barato para Chilton, uma vez que Grosjean foi punido por atropelar Ricciardo. Dois acidentes de iguais proporções no quesito gravidade, mas que foram analisados com pesos diferentes.
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
A NOVA CARA DO TROFÉU*
* Por Victor Martins
O cara esperou 12 anos por isso, a vida toda da carreira pensando nisso, abrindo mão de títulos se fosse possível só por isso. E parecia, sim, que seria aqueles casos de perseguição a algo que nunca lhe seria tangível, como se a sina tivesse de fazer parte do currículo.
O 12º lugar no grid não era nada, mas diante da força de Penske e Andretti, não havia ninguém ali a apontar favoritismo. Mas bastaram as primeiras voltas para notar que o carro estava no chão, andando na mesma toada das grandes, e pilotando o fino, seu nome passou a ser forte nas apostas. O último pit foi lento, e com Hunter-Reay andando forte e este fantástico Muñoz pintando como zebra histórica, as dúvidas vieram à tona. A penúltima bandeira amarela, a de Rahal, foi crucial naquele momento: o de ficar em segundo para pegar o vácuo na relargada e retomar a ponta, e a última sacramentou a vitória.
Destas curiosidades que a vida traz, foi o acidente do grande amigo Franchitti que trouxe a quadriculada da glória e da realidade do sonho.
Ninguém merecia mais no mundo que Kanaan ganhar as 500 Milhas de Indianápolis, e sua “cara feia” vai ser estampada no troféu. O mundo todo venceu, sorri e chora junto.
O cara esperou 12 anos por isso, a vida toda da carreira pensando nisso, abrindo mão de títulos se fosse possível só por isso. E parecia, sim, que seria aqueles casos de perseguição a algo que nunca lhe seria tangível, como se a sina tivesse de fazer parte do currículo.
O 12º lugar no grid não era nada, mas diante da força de Penske e Andretti, não havia ninguém ali a apontar favoritismo. Mas bastaram as primeiras voltas para notar que o carro estava no chão, andando na mesma toada das grandes, e pilotando o fino, seu nome passou a ser forte nas apostas. O último pit foi lento, e com Hunter-Reay andando forte e este fantástico Muñoz pintando como zebra histórica, as dúvidas vieram à tona. A penúltima bandeira amarela, a de Rahal, foi crucial naquele momento: o de ficar em segundo para pegar o vácuo na relargada e retomar a ponta, e a última sacramentou a vitória.
Destas curiosidades que a vida traz, foi o acidente do grande amigo Franchitti que trouxe a quadriculada da glória e da realidade do sonho.
Ninguém merecia mais no mundo que Kanaan ganhar as 500 Milhas de Indianápolis, e sua “cara feia” vai ser estampada no troféu. O mundo todo venceu, sorri e chora junto.
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COLUNA DO ROQUE: O DIA CHEGOU!
O dia perfeito para quem gosta de corrida acabava de entrar no período vespertino. Entre uma garfada e outra na tradicional macarronada de domingo, todos estavam ligados ao que acontecia na TV. A expectativa, nos comentários do chat da GGOO, era que possivelmente hoje era o dia.
Porém, precavidos que somos, sempre lembramos das agruras que Rubens Barrichello passava nos GP's Brasil em Interlagos e de Tony Kanaan em Indianápolis. Mas a expectativa era alta, ainda mais em uma pista onde o lugar de largada não fazia tanta diferença assim, se você tiver um bom carro.
E na largada vimos despontar como um dos favoritos ao vê-lo assumir a liderança em vários trechos de volta. E com isso, a expectativa ia aumentando com o passar das voltas. Os poucos acidentes da prova deixavam no ar a sensação de que tudo seria resolvido depois do último pit stop, onde a equipe, tão tradicional com erros de estratégia não poderia falhar. Desta vez, apesar de certa demora, deu tudo certo.
Parecia, enfim, que domingo era o dia. Na contagem regressiva das voltas, o importante era estar lá na frente. E, com os olhos cada vez mais pregados na TV, entre o incomodo sofá e a tentativa de ficar calmo de pé, parecia que, enfim chegara o dia. Faltavam 4 voltas quando assumiu a ponta da corrida, para logo em seguida, ver seu amigo Franchitti se estatelar no muro.
O dia, enfim, chegou. E chegou tal como acontecera com Emerson Fittipaldi, em 1989. Como a muito tempo não fazia, pulei e gritei com essa vitória. Como se fosse um grande desabafo por tudo que já ocorrera em sua carreira e ainda mais por tudo o que tinha acontecido na nossa frente, na SP Indy 300.
O domingo ficou mais alegre. O dia chegou. E Tony, parabéns! Você merece!
Porém, precavidos que somos, sempre lembramos das agruras que Rubens Barrichello passava nos GP's Brasil em Interlagos e de Tony Kanaan em Indianápolis. Mas a expectativa era alta, ainda mais em uma pista onde o lugar de largada não fazia tanta diferença assim, se você tiver um bom carro.
E na largada vimos despontar como um dos favoritos ao vê-lo assumir a liderança em vários trechos de volta. E com isso, a expectativa ia aumentando com o passar das voltas. Os poucos acidentes da prova deixavam no ar a sensação de que tudo seria resolvido depois do último pit stop, onde a equipe, tão tradicional com erros de estratégia não poderia falhar. Desta vez, apesar de certa demora, deu tudo certo.
Parecia, enfim, que domingo era o dia. Na contagem regressiva das voltas, o importante era estar lá na frente. E, com os olhos cada vez mais pregados na TV, entre o incomodo sofá e a tentativa de ficar calmo de pé, parecia que, enfim chegara o dia. Faltavam 4 voltas quando assumiu a ponta da corrida, para logo em seguida, ver seu amigo Franchitti se estatelar no muro.
O dia, enfim, chegou. E chegou tal como acontecera com Emerson Fittipaldi, em 1989. Como a muito tempo não fazia, pulei e gritei com essa vitória. Como se fosse um grande desabafo por tudo que já ocorrera em sua carreira e ainda mais por tudo o que tinha acontecido na nossa frente, na SP Indy 300.
O domingo ficou mais alegre. O dia chegou. E Tony, parabéns! Você merece!
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domingo, 26 de maio de 2013
TONY KANAAN VENCE EM INDIANÁPOLIS, ASSISTA O QUE A BAND NÃO MOSTROU
Abaixo, os últimos momentos da prova com a narração de Luciano do Valle e o corte da emissora em hora totalmente errada, sem ao menos esperar o grande vencedor descer do carro, perdeu-se um momento histórico para transmitir um jogo de futebol sem a menor importância:
E toda a "cobertura" pós-corrida da emissora limitou-se a uma rápida entrada gravada (menos de um minuto) no intervalo do futebol, lamentável:
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
SP INDY 300 2013: Em prova histórica, Hinchcliffe vence na última curva
Na edição mais disputada da história da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, James Hinchcliffe conquistou uma vitória épica nos metros finais. O canadense da equipe Andretti ultrapassou o então líder, Takuma Sato, na última curva - o hairpin no fim da Marginal Tietê, obtendo seu segundo êxito nesta temporada.
Sato parecia caminhar para uma vitória tranquila na parte final da prova, quando passou a apresentar um rendimento inferior, o que permitiu uma aproximação em massa: na abertura da volta final, os cinco primeiros colocados estavam a menos de dois segundos de Takuma, fazendo o público acompanhar o último giro na ponta dos pés.
O japonês até que conseguiu sustentar a liderança até a Marginal Tietê, mas o carro da Foyt não resistiu à velocidade de Hinchcliffe, que alinhou por fora e tomou a linha de dentro no contorno da Curva da Vitória, após Sato exagerar na freada e perder a tomada. Apenas 0s3463 separaram os dois primeiros.
Hinchcliffe, por sua vez, voou baixo nas voltas finais, pulando de terceiro para primeiro em um espaço inferior a três voltas. "Não existe nada mais legal que ganhar uma corrida na última curva da última volta", celebrou o irreverente canadense, um dos pilotos mais populares do grid, que conquistou sua segunda vitória na carreira - a anterior havia sido na prova de abertura do campeonato, em St. Petersburg.
A última curva também definiu a terceira posição a favor de Marco Andretti, da Andretti, com Oriol Servia, da Panther-DRR, em quarto e Josef Newgarden, da SFH, que disputava a vitória com Sato, recebeu a bandeirada em quinto. O melhor sul-americano na corrida acabou sendo Ernesto Viso, também da Andretti, o sétimo.
Com o resultado da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, Sato ultrapassa Castroneves e se torna o primeiro japonês na história a liderar a tabela do campeonato da Indy.
Marcas históricas, resultados abaixo do esperado: O domingo, 5 de maio, parecia ser o dia de Tony Kanaan. E tinha tudo para ser: ele largava da quarta posição, a melhor de um brasileiro na história da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. Essa expectativa aumentou ainda mais quando o campeão de 2004 da Fórmula Indy assumiu a liderança por oito voltas antes do primeiro pit stop. Contudo, todo o esforço foi por água abaixo graças a uma pane seca. O que era para ser uma festa terminou em lágrimas dentro do cockpit e na garagem da equipe KV.
A pane se deu quando Tony ocupava a segunda posição e disputava diretamente a vitória na 55ª volta. Com duas voltas de atraso, o baiano foi rebocado aos boxes e retornou à prova apenas para cumprir tarefa e somar o mínimo de pontos em 22º. Antes de TK, os outros dois representantes do país também enfrentaram dificuldades.
Bia Figueiredo foi a primeira, com um problema no alternador do carro da Dale Coyne que provocou seu abandono. Helio Castroneves, por sua vez, teve uma das corridas mais atribuladas de sua carreira, rodando em uma das relargadas, se envolvendo em um acidente com múltiplos carros e, para completar, tendo um pneu furado. Mesmo assim, o piloto da Penske foi perseverante e salvou alguns pontinhos em 13°.
Mas quem pensou que o azar estava ao lado dos brasileiros se enganou. A 37ª volta da corrida no Anhembi entrou para a história ao ver Will Power, o tricampeão da Itaipava São Paulo Indy 300, ter o motor estourado e, pela primeira vez, passar longe do alto do pódio no Anhembi. Para piorar, Power amplia a sequência de provas sem vitória - este jejum alcançou a marca de 15 corridas neste domingo.
Depois da festa no Anhembi, todas as atenções da Fórmula Indy se voltam para as 500 Milhas de Indianápolis, prova mais importante do calendário, que tomam todo o mês de maio. A corrida acontece em 26 de maio.

1. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), 75 voltas
2. Takuma Sato (JAP/A. J. Foyt-Honda), a 0s3463
3. Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet), a 1s1376
4. Oriol Servià (ESP/Panther DRR-Chevrolet), a 1s1745
5. Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda), a 1s6516
6. Ernesto Viso (VEN/Andretti-Chevrolet), a 2s8119
7. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), a 3s5961
8. Simona de Silvestro (SUI/KV-Chevrolet), a 4s2772
9. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 7s6331
10. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 9s0265
11. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet), a 9s5135
12. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 10s4393
13. Helio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 11s1234
14. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 13s6406
15. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 13s7377
16. Tristan Vautier (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 14s3517
17. James Jakes (ING/Rahal Letterman-Honda), a 19s8585
18. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 29s4261
19. Sebastian Saavedra (COL/Dragon-Chevrolet), a 54s7223
20. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 2 voltas
21. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 3 voltas
22. Graham Rahal (EUA/Rahal Letterman-Honda), a 4 voltas
23. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 4 voltas
Não completaram
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet), 18 voltas/motor
Bia Figueiredo (BRA/Dale Coyne-Honda), 6 voltas/alternador
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Lesão não desanima Tony para SP Indy 300*
* Por Teo José
Tony Kanaan fez exames nesta segunda-feira e constatou que está com uma luxação na mão direita e um rompimento parcial dos ligamentos em razão do acidente que aconteceu nas voltas finais do GP de Long Beach, da F-Indy, disputado no último domingo.
O local, a mão, ainda está bem inchado e dolorido para alguns movimentos. Mas isso não tira a motivação do brasileiro para a etapa do Brasil [Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé], próxima corrida do ano, que acontece dentro de duas semanas.
“Em 2003, eu corri com o braço quebrado em Indianápolis e cheguei em terceiro”, falou o piloto. Tony entende que estará em condições de participar normalmente dos treinos da SP Indy 300 – dia 4 de maio – mesmo sem estar 100% recuperado.
Kanaan também comentou que nunca se sentiu tão bem preparado – em termos psicológicos e emocionais – para correr a etapa do Brasil. “Estou com bastante otimismo”, falou. O piloto nunca conseguiu um grande resultado no Brasil e pretende reverter isso.
Em três participações na SP Indy 300, Kanaan conquistou um 10º lugar, uma 22ª posição e uma 13ª colocação – respectivamente desde 2010. Nesse ano, o piloto chega no Brasil em 12º lugar no campeonato [59 pontos] e o líder da temporada é Hélio Castroneves [99].
Tony Kanaan fez exames nesta segunda-feira e constatou que está com uma luxação na mão direita e um rompimento parcial dos ligamentos em razão do acidente que aconteceu nas voltas finais do GP de Long Beach, da F-Indy, disputado no último domingo.
O local, a mão, ainda está bem inchado e dolorido para alguns movimentos. Mas isso não tira a motivação do brasileiro para a etapa do Brasil [Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé], próxima corrida do ano, que acontece dentro de duas semanas.
“Em 2003, eu corri com o braço quebrado em Indianápolis e cheguei em terceiro”, falou o piloto. Tony entende que estará em condições de participar normalmente dos treinos da SP Indy 300 – dia 4 de maio – mesmo sem estar 100% recuperado.
Kanaan também comentou que nunca se sentiu tão bem preparado – em termos psicológicos e emocionais – para correr a etapa do Brasil. “Estou com bastante otimismo”, falou. O piloto nunca conseguiu um grande resultado no Brasil e pretende reverter isso.
Em três participações na SP Indy 300, Kanaan conquistou um 10º lugar, uma 22ª posição e uma 13ª colocação – respectivamente desde 2010. Nesse ano, o piloto chega no Brasil em 12º lugar no campeonato [59 pontos] e o líder da temporada é Hélio Castroneves [99].
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Tony Kanaan
quinta-feira, 14 de março de 2013
F-INDY: O CARRO DO TONY KANAAN
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