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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

SENNA TRI, 20 ANOS - UM TRI BEM COMEMORADO

Em 1991, com então 11 anos, já conhecia um pouco melhor as coisas e torcia muito pelo título de Ayrton. Da expectativa para a corrida de Phoenix, as alegrias inesquecíveis do GP do Brasil às dificuldades que se sobrepuseram durante a temporada, o clima era de otimismo para aquela corrida. Da mesma forma que víamos as corridas de madrugada, separamos a pizza da janta na geladeira com o refrigerante e após um breve cochilo, lá estávamos nós para ver o GP do Japão.

A expectativa era grande. Na escola e nas conversas de família só se falava nisso. E, olhando pela janela, várias luzes acesas mostravam que a audiência estava alta, com muita gente vendo a corrida que poderia dar à Senna seu terceiro título.

Diferentemente das suas características, Senna fez uma prova prudente, controlando Berger desde a largada e segurando, com ímpeto, as investidas cada vez fortes do "leão" Niguel Mansell. Sabia que, apesar de não ter mais carro que o piloto inglês, tinha mais braço e inteligência. O que foi comprovado na 11º volta quando, na primeira curva, Mansell se aproxima demais do carro de Ayrton Senna, perde a frente e para na caixa de brita, dando ao brasileiro o tão sonhado título.

Na rua, fogos se ouviam, a gritaria tomou conta tal como se estivéssemos vendo uma final de Copa do Mundo onde a Seleção Brasileira de Futebol acabara de fazer o gol decisivo. Comemoração em casa. Todos se abraçando e lá fui eu, repetindo a cena de 1988, para acordar a mãe para contar como tinha sido.

No final as voltas foram passando e Senna se aproximando até ultrapassar Berger. Mais festa, mais gritaria. Neste momento, sobravam poucos pedaços de pizza e o refrigerante já estava pela metade. E, no seco, volta a volta foram acontecendo até o célebre final. Enquanto o Galvão já sabia que Senna trocaria de posição com Berger, nós já sabíamos que estávamos vendo a história ser contada diante dos nossos olhos.

E pensar que, apesar de todos os esforços de Barrichello e Massa, nunca mais teríamos tal alegria...ôoo saudades de se vibrar novamente nas madrugadas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

COLUNA DO ROQUE: INÚTIL

"A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"


As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.

Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.

Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.

Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.

Afinal eu não sou um inútil e você, é?

sábado, 29 de janeiro de 2011

ANIVERSÁRIO DO ROQUE

Eis amigos da GGOO. Estou aqui novamente depois de uma pausa, para relatar a ansiedade que é poder estar na compania de vocês amigos, companheiros e irmãos, a família GGOO.

Em breve comemoraremos o aniversário de nosso querido amigo Augusto Roque, que mais uma vez promoverá um evento que mexe com nossa emoção, pois quem nunca sonhou em ser um piloto de Fórmula 1? Lembro-me que ao ver um mágico de capacete amarelo guiando no início dos anos 90 despertou em mim a vontade de ser igual a ele. Mas existiria um novo Senna? Jamais...

Então caberá a nós logo mais acelerar na PONTA DOS DEDOS dividir cada freada e sentir o gostinho de fazer o que nosso herói amava fazer e fazia bem feito, era imbatível dentro de uma pista...

Confesso que a noite será longa, me preparei essa semana, treino especial de resistencia na academia para não fazer feio e acelerar no limite do kart 16??? As duas vezes que fui lá no Kart in Jaguaré sentei na mesma cadeira no brefing e peguei o kart 16. Coincidencia? Veremos logo mais.... A cueca será a mesma do dia 27 de dezembro. Larguei em segundo, liderei 7 voltas, mas a SINA BARRICHELLO me assombrou e terminei em segundo rsrsrs... ACELERA GGOO

PARABÉNS AMIGÃO... MUITAS FELICIDADES E OBRIGADA PELO PRESENTE QUE NOS DÁ MAIS UMA VEZ... QUE NÃO É A CORRIDA E SIM SUA AMIZADE...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1980

Algumas corridas são especiais não só pelo que nelas acontece, esta em especial era pelo momento que eu passava, o interesse muitas vezes não é só aquele momento de pista mas o que ansiosamente se aguarda, como veremos a seguir.

Em janeiro de 1980...

27 de Janeiro de 1980, a primeira vez de ver Fórmula 1 não estando no retão.

O setor escolhido foi o A, onde pelo menos via-se a largada e bastante da pista, hoje com a construção do Padock, Torre de cronometragem, vê-se apenas a largada.

No dia 26, preparativos, informes, troca de telefones, motivo da apreensão o nascimento de meu primeiro filho.

A indecisão, vou ou não? Um desavisado pode perguntar por que não levou o celular? Em 1980?

No dia anterior aluguel de uma garagem em uma casa que dava para sair de Interlagos em direção a ponte do Socorro e não pela av. Interlagos, que ao contrario dos dias de hoje permanecia com suas mãos de direção inalterada. Ah, previamente paga!

No dia da corrida, pela manhã, checagem dos detalhes finais, se com a esposa e o futuro filhote estava tudo bem, com meu pai se ele de fato tinha o telefone da rádio Bandeirantes e o local onde estaria, em frente ao portão 3, hoje setor A, bem em frente ou abaixo de uma Paineira (esta até hoje permanece por lá) e o mais importante um radinho de pilha! O local foi previamente escolhido por haver uma caixa de som que transmitia a corrida.

No final, a corrida mais importante foi a que menos curti. A classificação final foi: Renee Arnoux, Renault; 2º Elio de Angelis, Lotus; 3º Alan Jones, Willians. Tivemos na corrida de 80 a primeira comida em público de um primeiro piloto sobre a ultrapassagem de um segundo sobre ele, na Fittipaldi a estréia de Keke Rosberg, que seria campeão do mundo em 82 pela Willians e na corrida por ter ultrapassado seu “chefe” tomou uma comida homérica em público.

Sai de Interlagos, chego em casa e o filhote só nasceu dois dias depois, acabou esperando o pai ver a sua corridinha e provavelmente, ou melhor, com certeza, acabou sendo contaminado pelo vírus da velocidade, ele é ninguém mais que o Augusto Roque, companheiro das madrugadas em dias de corrida e treinos, de emoções, de pizzas geladas com coca cola. Passou por Piquet (o pai!), Moreno, Senna, Rubinho, Massa e mais um monte de botas.

Que em 2010, fora as palhaçadas da FIA, do Tiririca, do molusco...
Que tenhamos na pista tanta emoção quanto tive neste ano.

(To, um beijão de seu pai),

Dr. Roque

Resultado final

1 - Rene Arnoux - Renault
2 - Elio de Angelis - Lotus-Cosworth
3 - Alan Jones - Williams-Cosworth
4 - Didier Pironi - Ligier-Cosworth
5 - Alain Prost - McLaren-Cosworth
6 - Riccardo Patrese - Arrows-Cosworth

Pole-position - Jean-Pierre Jabouille - Renault


sexta-feira, 23 de julho de 2010

APÓS AS FÉRIAS...

Férias são sempre curtas, não importa se você passa uma semana fora ou 365 dias ausente, elas sempre são curtas. E, como não podia deixar de ser, temos que voltar a labuta. E a minha labuta é prazeirosa, escrever, coordenar e manter este modesto blog junto com nossos nobres colegas da GGOO.

Então, paremos de onda e voltamos com força total, agradecendo a todos que seguraram a onda neste período, que fizeram coisas novas e, acima de tudo, que entendem a importância disto aqui para cada um de nós.

Mas, apesar de estar em férias, não deixei de ler algumas notícias interessantes, que escreveremos sobre elas no decorrer do dia. Por enquanto, curtam um pouco das minhas férias com esta foto:

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A GGOO PERDE O "SEO" ROQUE*

Foram praticamente dois anos de atividades ininterruptas. Mais de 2000 posts que geraram aproximadamente 70 mil visitas neste período.

Durante este tempo fizemos alguns furos, como ser o primeiro veículo do Brasil a mostrar as cores da Brawn, carro que viria a se tornar campeão do mundo na temporada 2009 exatamente na nossa frente. Compartilhamos alegrias a cada corrida, post ou comentário. Vimos várias vezes a história ser contada. Choramos de alegria, de decepção e de tristeza no GP Brasil 2008 e pela morte de Rafael Sperafico.

Fomos a lugares diferentes, descobrimos terras novas, nos apaixonamos pelo Rally e estivemos presente na sala de imprensa de Interlagos. Inovamos, copiamos e fomos copiados.

Deixamos um legado.

Mas chega uma hora que precisamos parar. O corpo pede.

E como, por lei, não podemos deixar vencer duas férias seguidas, estou tirando as minhas, com a devida autorização presidencial.

Um forte abraço e até breve pessoal.

Muito obrigado por tudo, e boa sorte ao Stik que comandará a estrutura do blog neste período.

* Título inspirado no seguinte post.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

10.593 DIAS...

10.593 seria um número qualquer se não representasse tanto. São 10.593 dias e motivos para comemorar.

A vida é feita para isso, comemorar, celebrar, estar sempre junto aos amigos e é para isso que este blog serve: fazer amigos, estar com os amigos e celebrar sempre as novas conquistas e os novos desafios.

Desafiar as questões mais complexas da vida, em um mundo tão competitivo como o de hoje, faz com que tenhamos pouco tempo para reações adversas, hoje é o tempo de aceitarmos um novo tempo e pensarmos num novo futuro.

E é esse futuro que será o fio condutor de nossas vidas, o elo de ligação entre o sonho e a realização, o o desejo e a realidade. E é sempre sonhando, que vamos construindo aquilo que somos, aquilo que buscamos é através do sonho que imaginamos e é através do trabalho que nos sentimos plenamente realizados.

E assim começamos um novo ano com muitas coisas boas, com muito "rock'n'roll and party every day"

E assim começamos um novo ciclo com novas coisas que acontecerão e, ao terminar, um novo ano será comemorado, sempre em clima de celebração, sempre buscando as mais sinceras e honestas conquistas.

Obrigado a todos!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ACHA NÓIS LÁ (4)

E a GGOO também deu entrevista, desta vez para a Veja SP de 05/11/2008:



As curiosidades do GP Brasil
Ainda que 7 pontos atrás do líder Lewis Hamilton, da McLaren, o paulistano Felipe Massa, da Ferrari, chegou à última prova da temporada na disputa pelo Mundial de Fórmula 1. Desde que Ayrton Senna conquistou o título em 1991, é a primeira vez que um brasileiro participa da corrida final com chances reais de ser campeão. Mas isso todo mundo sabe. Nas páginas a seguir, revelamos alguns bastidores e surpresas do nosso Grande Prêmio, que tem neste domingo a sua 37ª edição

Por Daniel Nunes Gonçalves, Fernando Cassaro e Maria Paola de Salvo
05.11.2008


1. O evento mais lucrativo da cidade
2. Roupa suja se lava no hotel
3. As superstições de Massa
4. A doce vida dos astros das escuderias
5. Comboio de 120 caminhões
6. Tudo por um lugarzinho na arquibancada
7. "Só não aceito sogra e cachorro"
8. Em busca do melhor ângulo
9. Dois quilos a menos 71 voltas depois...
10. O dia em que Barrichello queimou o bumbum
11. Caipirinha, o combustível dos mecânicos?
12. Louco por picanha malpassada
13. A gorjeta de 500 dólares de Ron Dennis
14. Havaianas, paixão mundial
15. 2 000 homens para organizar o trânsito
16. A vira-lata de Schumacher
17. O troféu reciclável de Niemeyer
18. Até 70 000 reais na Daslu
19. Esquadrão de carros brancos
20. A homenagem do chefão da Williams
21. Cinqüenta médicos de doze especialidades
22. As garotas do grid
23. Festão antes do bye-bye
24. Reforço no Café Photo
25. Acelera, Galvão!
26. Ele foi a todos os últimos doze GPs!

Mario Rodrigues

Roque: pedaços de aerofólios como troféu

O administrador de empresas Augusto Roque, 28 anos, nasceu durante a vitória de Rene Arnoux, da Renault, no GP Brasil de 1980. "Meu pai deixou o autódromo e foi direto para o hospital acompanhar o parto de minha mãe", diz ele, que acabou herdando o mesmo fanatismo pelos motores. Desde 1996 não falha em uma única corrida. "Para garantir o ingresso, compro no primeiro dia de abertura das bilheterias", afirma. No ano passado, achou na pista uma parte do carro do finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren. Voltou para casa todo contente, enquadrou o troféu e o pendurou na sala.

27. Os bambambãs de Interlagos
28. Depois do pódio, a gandaia
29. Pintor de capacetes fica de plantão
30. Uma Fittipaldi na torre de controle
31. Eles não vivem sem massa
32. Identidade secreta
33. Assim na terra como no céu
34. O médico piloto
35. Um batalhão de voluntários
36. O mais solicitado
37. Para evitar gafes na bandeirada

sexta-feira, 11 de julho de 2008

COLUNA DO ROQUE: O PULSO AINDA PULSA?

A coluna desta semana será diferente, será uma homenagem ao bravo, valente e simpático DKW #96, pilotado por Flávio Gomes, que fará a sua despedida das pistas no próximo dia 19/07, evento este que contará com a presença da GGOO.

A pouco mais de dois anos, exatamente no dia 12 de Junho, um bando de apaixonados por automobilismo se reuniu em um dos Hospitality Center de Interlagos para ver...corrida. Proposto por Flávio Gomes, e organizado por Roberto Brandão (entre outros), foi realizado o primeiro farnél. Um encontro de apaixonados por automobilismo, em um lugar decente, para ver corrida. No caso, corridas da então categoria: Super Classic. A estrela era o DKW #96, branco, imponente e lindo, com sua fumaça e barulho característico.

Neste dia mais de 100 pessoas compareceram ao evento que de virtual se tornou real, gente que a anos e décadas não pisava em Interlagos voltou a frequentar o templo sagrado do automobilismo brasileiro. Ídolos do passado deram o seu alô. O clima era de alegria, felicidade e principalmente, de reencontro. Este clima se estendeu a inúmeros outros farnéis que tiveram a presença ilustre de grandes nomes do automobilismo e até grandes atrações musicais como Zé Rodrix e os Beatles 4ver que tocaram ao vivo.

E assim foi, com uma multidão seguindo o #96 a cada pódium, a cada curva, a cada fumaça...sofrendo a cada batida e curtindo a fossa quando o bravo carrinho se recusava a funcionar. Das memórias, a alegria de conviver com pessoas tão especiais e de poder descobrir e reviver um pouco do que já foi o automobilismo nacional.

Depois de tantas mudanças e de uma descaracterização da categoria, feitas pela Confederação Paulista de Automobilismo, frustrações e um belo desabafo vieram à tona, naquela categoria ele não correria mais.

Agora que o personagem principal sai de cena (o piloto também?), nada mais nos resta além das lembranças dos sábados alegres regados a esphiras, lanches, salgadinhos, refrigerantes e cerveja. Das risadas, do pouco de conhecimento adquirido, das histórias contadas pelo Brandão, das mentiras (ou seriam verdades) de Ceregatti, da emoção de Flávio Gomes a cada Farnel e da amizade que se formou entre todos os participantes.

O DKW#96 pode se aposentar, mas, com certeza ele permanecerá eternamente na nossa memória e o seu som ecoará em nossos ouvidos como uma verdadeira sinfonia em 2 tempos. Só nos resta, então, torcer para que esta última corrida seja a melhor de todas e que todos possam comparecer e fazer uma despedida mais de que especial ao #96.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

COLUNA DO ROQUE: A SELEÇÃO MUSICAL DO MOMENTO

Chegamos à metade da temporada. Uma temporada que se mostra super equilibrada, com vários pilotos liderando o campeonato, com o surpreendente Kubica nos calcanhares dos pilotos da Mclaren e da Ferrari, com um Hamilton andando forte e errando muito, com Kimi e Massa disputando quem terá melhor sorte...

Se faltam emoções na pista, opções de postulantes ao título não faltam e a tendência é que, cada vez mais o campeonato se embole e a disputa seja intensa até o GP Brasil, corrida que encerra a temporada de 2008.

No atual estágio temos na classificação de pilotos a seguinte ordem: Massa, Kubica, Räikkönen, Hamilton, Heidfeld, Kovalainen, Trulli, Webber, Alonso, Rosberg, Nakajima, Coulthard, Vettel, Barrichello, Glock, Button, Bourdais, Nelson Ângelo Piquet, Sutil e Fisichella.

E pensando nisso, elaboramos (com a ajuda de Carolina e de Duffman) uma lista com a seleção musical para cada piloto, no atual momento do campeonato:

Massa - Queen - Don't Stop Now

Kubica - Pink Floyd - Confortably Numb

Räikkönen - George Thorogood - 1 Bourbon, 1 Scotch, 1 Beer

Hamilton - Mutantes - I Feel a Little Spaced Out (Ando meio desligado)

Heidfeld - REM - Bad Day

Kovalainen - Engenheiros do Hawaii - Infinita Higway

Trulli - Bee Gees - Staying Alive

Webber - AC/DC - Jailbreak

Alonso - Steppewolf - Born to be wild

Rosberg - ABBA - Dancing Queen

Nakajima - Animals - The House of the rising sun

Coulthard - Beatles - Drive my car

Vettel - Raimundos - Eu quero ver o oco!

Barrichello - Rolling Stones - Route 66

Glock - Mamonas Assassinas - Jumento Celestino

Button - Queen - Under Pressure

Bourdais - Mutantes - Le Premier Bonheur Du Jour

Nelson Ângelo Piquet - Ultraje a Rigor - Terceiro

Sutil - Bach - Ária da 4ª corda

Fisichella - Glória Gaynor - I Will Survive


E você, mudaria alguma?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

COLUNA DO ROQUE: IN MY LIFE

"Há lugares dos quais vou me lembrar por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado. Alguns para sempre, e não para melhor. Todos esses lugares tiveram seus momentos. Com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar. Alguns estão mortos e outros estão vivendo. Alguns se foram e outros permanecem por aqui." (Lennon/ McCartney)

Felipe Massa ao final do GP da França, ao ser comparado com Senna, Emerson e Piquet, foi absolutamente modesto, reverente e gentil com seus predecessores. Respondeu que, perto deles, era ainda “muito pequenininho”, e que seria o cara mais feliz do mundo se, um dia, conseguisse “chegar perto deles”.

De fato, tem todas as possibilidades de começar a chegar próximo desta felicidade. A sua recuperação no campeonato até o momento, mostram que sua garra e arrojo foram alinhavadas com um foco num objetivo único: ser campeão mundial.

Das previsões e boatos surgidos após o GP da Malásia à redenção e liderança no campeonato, Massa tem, agora, a faca e o queijo na mão para trilhar seu caminho para o título. Mas para isso dar certo, é preciso além de contar com a sorte (como aconteceu na França), confiar em sua competência, respeitando os adversários e se impondo à eles.

Cabe agora à ele ser regular, ganhar corridas quando der, chegar semrpe nos pontos e correr absolutamente com a cabeça.

Dia 02/11, começa a se figurar uma festa sem fim, numa pista onde ele conhece bem e que, com certeza, contará com a ajuda da torcida para apoiar e incentivar a cada metro, a cada curva, rumo ao título.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

COLUNA DO ROQUE: I HAD A DREAM

Esta noite eu tive um sonho. Um sonho diferente, daqueles de deixar o cabelo em pé. Era um domingo de chuva, muita chuva. Fazia frio. Olho ao redor, vejo grama, asfalto, brita, até um lago. Arquibancadas lotadas, cheiro de gasolina. Pera, isso aqui é Interlagos.

Olho para mim, em minhas mãos um capacete verde e amarelo, visto um macacão branco e ao meu lado está um carro preto e dourado. É uma Lotus, mais que isso é a Lotus 72. Estou em 13º, e último, no grid.

Na pole está Ayrton Senna e sua Ferrari. Em segundo, Schumacher e seu Coopersucar. Piquet e sua Tyrrell estão largando em terceiro. Alain Prost, pilotando uma Ligier está em 4º. Emerson Fittipaldi de Williams está em 5º. José Carlos Pace de Ligier está em 6º. Rubens Barrichello de Mclaren está em 7º. Em 8º, de Coopersucar está Niguel Mansell. Em 9º, de Ferrari, Jackie Stewart. Em seguida, Gilles Villeneuve, de Tyrrell. Em 11º está Jim Clark de Williams e em 12º, de Mclaren, está Fangio.

A corrida, disputada em 60 voltas, desafiava todos em termos de resistência e competitividade em um circuito que separava os homens dos meninos. Longas retas, curvas inclindas, parte travada, pontos de ultrapassagem. Emoção e sorte nos esperavam nesta jornada.

Já era hora de entrar no carro, hora de se concentrar. Nas arquibancadas o meu nome é gritado, retribuo com um aceno. Os demais pilotos brasileiros também festejam. É um dia de festa e de alegria para todos.

É hora da largada. Aumentam os roncos dos motores. Acende o farol vermelho, logo vem o verde. Foi dada a largada! Senna faz a curva 1 e 2 em primeiro, Schumacher em segundo, Barrichello em terceiro, Piquet em quarto e Villeneuve em quinto, são os ponteiros quando entram no sargento. No laranjinha a primeira batida. fangio e Mansell se tocam. Fim de prova pra eles. Aproveito a confusão e passo para 9º ultrapassando Clark e Fittipaldi.

A corrida segue emocionante, mas Senna vai abrindo. Barrichello passa Schumacher, a galera vibra. Piquet encosta em Schumacher, parece que tem problema. Eu continuo em 9º, meu carro apresenta problemas, mas sigo em frente.

Vem as primeiras paradas nos boxes, tudo muda. Barrichello volta em primeiro, Schumacher em segundo, Prost em quarto e Senna em 5º. Eu passo para sexto e avisto Ayrton na minha alça de mira. Momentos de tensão. Estamos na metade da prova. Pára de chover...a pista começa a secar.

Junto com Senna me apresso para trocar meus pneus de chuva para os pneus slicks. Votamos em 7º e 8º, respectivamente. Barrichello é pressionado por Schumacher que é perseguido por Piquet. Mas esperem, bandeira amarela na curva 3. É Schumacher que abandona. Pela fumaça seu motor deve ter estourado.

Faltam 10 voltas, Barrichello ainda de pneus de chuva vai sustentando a primeira posição, com Piquet, Senna, eu e Emerson logo atrás. é uma disputa limpa, Emerson me ultrapassa e Senna ultrapassa Piquet. Faltam 2 voltas, volta a chover em São Paulo. Os 5 primeiros estão separados por 3 segundos.

Entramos na última volta, no momento da decisão, é a hora do tudo ou nada, a briga começa, Piquet coloca de lado, Senna por fora, Emerson aguarda, enquanto fico na espreita. Fumaça na minha frente. Muita fumaça. Não enxergo nada...

Toca o despertador, hora de acordar...e agora, quem ganhou a corrida? Que posição eu cheguei?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

COLUNA DO ROQUE: INÚTIL

"A gente não sabemos tomar conta da gente
A gente não sabemos nem escovar os dente
Tem gringo pensando que nóis é indigente

A gente faz carro e não sabe guiar
A gente faz trilho e não tem trem prá botar
A gente faz filho e não consegue criar
A gente pede grana e não consegue pagar"

As sábias palavras da música Inútil, composta por Roger Moreira do Ultraje a Rigor, nos idos de 1983, mostram como o povo brasileiro ainda é muito dependente de atitudes dos outros. Mais do que se inspirar, o povo brasileiro copia e critica o autor original.

Estas pessoas ao invés de reconhecer as atitudes, prefere fazer o caminho mais fácil, o dá crítica, esquecendo que estas pessoas também lutam, e fazem do seu suor e sacrifício a ponte para o seu sucesso. Os heróis brasileiros são aqueles que passam por cima disso tudo e vencem a verdadeira batalha, a batalha da vida. Superam as adversidades, os medos, as angústias para viver os louros de um sucesso que é imposto por ele mesmo. Um claro exemplo deste tipo pessoa é Cristiano da Matta que, depois de atropelar um cervo, ficar em coma, quase morrer, voltou as pistas para correr e ser feliz, acima de tudo.

Assim como ele temos pessoas e profissões que fazem do risco a motivação para seu sucesso, que ignoram a tensão para ajudar o próximo. Mas, mais do que valorizar as idéias e as atitudes, o que se vê é uma ode pelo nivelamento por baixo, o nivelamento da podridão. Se o cara está ganhando, ele está roubando. Se ele está perdendo, ele é ruim mesmo. Esquecem-se os esforços, esquecem-se os sucessos, esquecem-se dos momentos de alegria.

Estas atitudes deixam claro o perfil derrotista de quem faz isso. É preciso mudar. É preciso inverter este jogo e valorizar os bons, sem o bairrismo imposto por pré-conceitos estabelecidos, é preciso buscar a essência do herói brasileiro, na sua plenitude.

Afinal eu não sou um inútil e você, é?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

COLUNA DO ROQUE: ATÉ QUANDO?

Mais uma vez assistimos a momentos dramáticos na TV. Durante a corrida de Fortaleza da Formula Truck, um pneu saiu de um dos caminhões por conta de uma quebra de cubo de roda e simplesmente atravessou um muro.

Além de uma cena chocante, fiquei com a sensação de que algo de pior poderia ter acontecido. E se fosse um caminhão inteiro? e se tivesse uma arquibancada ali? e se pessoas estivessem passando naquela hora?

Se não formos muito distantes, ano passado um caminhão teve sua visão tapada por placas de publicidade que ficavam expostas em locais indevidos gerando um acidente que poderia ser evitado. Anos antes, em Interlagos um caminhão simplesmente pegou fogo durante a corrida e seguiu em chamas em direção as curvas um e dois, sorte que em termos de segurança Interlagos é adequada, mas e nos outros autódromos?

Em uma das corridas deste ano, 10 pilotos bateram na mesma curva e nem bandeira de óleo deram, mais pre frente um caminhão rodou e ficou parado no meio da pista e nem bandeira amarela no local tinha! Um verdadeiro absurdo.

Para acontecer qualquer tragédia, falta pouco. E de tragédia já bastam os assassinatos e mas verdadeiras manchetes de sangue que lemos e ouvimos todos os dias. Automobilismo além de uma coisa séria é diversão.

Até quando correremos estes riscos? Muito mais do que lotar autodrómos, dar shows, e seguir o legado do Aurélio Félix Batista, a Truck precisa rever seus conceitos de segurança.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

COLUNA DO ROQUE: QUANDO BATE A SAUDADE

Quando bate a saudade, buscamos na história a razão do nosso viver
Quando bate a saudade, vamos aos livros ler
Quando bate a saudade, tenho vontade de voltar a ser
Quando bate a saudade, tenho vontade de te ver
Quando bate a saudade, ligo a procurar
Quando bate a saudade, tento te achar
Quando bate a saudade, quero te reencontrar
Quando bate a saudade, vou a Interlagos recordar
Quando bate a saudade, vejo a GGOO onde ela deve estar!

Quando bate a saudade, recordo os bons momentos de diversão pela GGOO através dos nossos vídeos e lembranças das grandes corridas que assistimos e nos divertimos juntos.

Quando bate a saudade, em Julho quero a todos da GGOO reencontrar.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

COLUNA DO ROQUE: GÊNIO OU FANFARRÃO?

Como dizem alguns, piloto bom é aquele que chega e já mostra serviço. Como vimos Senna quase vencer o GP de Mônaco de 84, Piquet marcar pontos na 3º corrida, Emerson ganhar a sua 4º corrida pela Lotus e fazer seu companheiro de equipe campeão (mesmo já falecido), Barrichello, fazendo chover no seca e molha de Doninghton em 1993, onde chegou a andar em segundo atrás de Ayrton Senna e na frente de Alain Prost com a, então, Williams de outro planeta.

No começo foi uma assombração, pódiuns seguidos, vitórias incontestáveis, título de sensação e perda de um título que estava mais ganho do que nunca. Logo o título de Gênio lhe foi dado. Falar de Lewis Hamilton é falar de fatos latu senso, tudo o que fez (e faz) atinge grande repercussão. Das brigas com Fernando Alonso às mulheres com quem saiu e/ou namorou. Em linhas gerais o piloto inglês, adotado desde sempre pela McLaren, mostra-se dono de um enorme talento, daqueles raros.

Mas começou 2008, o ano que deveria ser o da afirmação, vitória no GP da Austrália e depois só erros, rodadas, e discrição. Todos aqueles elogios se foram. Sobraram as críticas e a inevitável comparação com Fernando Alonso. Será que ele é tão bom ou será que ele absorvia tudo o que o piloto espanhol fazia na equipe?

A sua qualidade como piloto é inegável, mas sua capacidade de conduzir uma equipe, por enquanto é infundada, gerando desencontros e desencontros.

Por isso deixo a pergunta no ar: Lewis Hamilton é um gênio ou um fanfarrão?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

COLUNA DO ROQUE: HIPOCRISIA NACIONAL

O recente caso envolvendo o jogador Ronaldo Nazário e os travestis, revela como anda a hipocrisita nacional. Do mesmo jeito em que foi chamado "fenômeno", foi rebaixado ao pior nível pela mesma sociedade que o aclamou.

Do mesmo jeito que aconteceu com o Guga, com Romário, com o Vanderlei Cordeiro de Lima, Daiane dos Santos e diversos esportistas artistas nacionais. Só importa o momento de sucesso, as felicidades. Afinal, quando há uma vitória e uma conquista, a vitória é do brasil, quando acontece uma derrota, a derrota é pessoal.

Este também é o caso que envolve Rubens Barrichello. Prestes a completar 257 GPs e ultrapassar a marca de Riccardo Patrese como o piloto com maior número de GP's disputados, o piloto brasileiro é alvo de piadas, chacotas. Esquecem que quando ele vencia, todos o aplaudiam. Esquecem de tudo em que ele passou para conseguir o seu sucesso. Como bem disse Alain Prost para Fritz Dorey, o Rubinho é um dos três melhores pilotos do mundo, mas que nunca teve carros à altura. E que quando teve, sabotavam. Falou também que bastava dar um carro para ele na chuva que ele ficaria na frente de todo mundo. E nós, brasileiros, ficamos gozando o Rubinho Barrichello.

O povo brasileiro, que adora um auto-elogio, deveria analisar todo o histórico, o quanto de sacrifício é feito. Afinal é você, que passa 12 horas treinando Ginástica Artística, por dia? É você que teve que vender um Fiat 147 (o único bem da família) pra poder ter uma carreira? Então, cara pálida, vamos repensar nossas atitudes, e valorizar os nossos sucessos e valorizar, também o sucesso dos outros, sem hipocrisia.

Mas vamos falar de alegrias também, neste final de semana, o automobilismo brasileiro viverá um momento único em sua vida, Emerson Fittipaldi e Wilson Fittipaldi Jr, voltam a correr juntos. Wilsinho que neste ano completa 50 anos (!) de automobilismo, dividirá um Porsche com Emerson em algumas etapas do campeonato brasileiro de GT3. Interlagos será o palco deste reencontro histórico. O quase mesmo Interlagos que viu Emerson correr com Coopersucar anos atrás. Que este reencontro do clã Fittipaldi com o Interlagos, represente muito mais do que só boas lembranças e corridas. Que ele represente o verdadeiro espírito vencedor e empreendedor da família, tanto manchado pela hipocrisia nacional.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

COLUNA DO ROQUE: ODE AOS LOUCOS

Também chamados de desajustados, rebeldes e criadores de caso. Aqueles que vêem coisas de uma forma diferente, que não fostam de muitas regras e que não respeitam o status quo. Você pode elogiá-los, discordar ou duvidar deles, endeusá-los ou difamá-los.

A única coisa que não pode fazer é ignorá-los, pois eles provocam mudanças.Eles inventam. Imaginam. Resolvem. Exploram. Criam e Inspiram.

Eles obrigam a raça humana a evoluir.Talvez eles tenham que ser loucos. De outra forma, como alguém poderia enxergar uma obra de arte em uma tela vazia? Ou sentar em silêncio e imaginar uma música que nunca foi escrita? Ou olhar a lua e imaginar uma estação espacial?

Alguns podem vê-los como loucos, nós os chamamos de empreendedores.

Pois as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são justamente as que o fazem.

Pessoas assim são encontradas aos montes, na Formula 1, os garageiros foram os verdadeiros loucos, Lotus, Tyrrell, BRM, Jordan, Fittipaldi e tantos outros colocavam a mão na massa pra realizar um sonho, que muitos diziam ser loucura...

Mas além de homenagear os loucos garageiros, temos que homenagear pessoas loucas e especiais. Graças a força de vontade, interesse e apoio, a GGOO surgiu sob a tutela de um herói. Marcos, o aniversariante do dia, adotou a GGOO como um dos princípios de vida, organizou, brincou e em conjunto com a primeira leva de loucos (Ice, André, Marilda, Carol, Igor, Fernanda, Jorge, Leo e tantos outros que esqueci), fizeram com que parte do setor G amarelasse no GP Brasil de 2007. De risadas, piadas, provocações e até discussões, nosso estimado louco mor (ou seria líder mor) estava lá, firme e forte.

Então, Marcão, que estes seus 30 anos (e quantos 7 anos mesmo, depois dos 30?), durem tanto quanto forem os seus sonhos...afinal, como dizia Rita Lee e Arnaldo Baptista, na voz de Sérgio Dias, em Balada do Louco: "sim sou muito louco, não vou me curar... já não sou o único que encontrou a paz... mas louco é quem me diz!!! e não é feliz, eu sou feliz!!!"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

COLUNA DO ROQUE: O CIRQUE DU SOLEIL E A F-1

Não importa para onde você olhe, tanto o Cirque du Soleil quanto a Formula 1 são um grande sucesso. O Soleil, em pouco mais de 20 anos ( a Companhia foi criada em 1984), conquistou uma posição única na indústria do entretenimento, visitou cidades em todo o mundo e recebeu críticas espetaculares. O Cirque também está muito bem financeiramente: seus ganhos estão estimados em US$ 1 bilhão, as vendas anuais de ingressos ultrapassaram US$ 450 milhões, e mais de 40 milhões de pessoas ao redor do mundo já assistiram a pelo menos um de seus espetáculos.

Esta grande popularidade pode ser atribuída à extraordinária experiência de ver o Cirque de perto. A combinação do trabalho dos artistas, diretores e equipe de bastidores cria um espetáculo completamente original, que deixa a platéia deslumbrada. O Cirque é reconhecido em praticamente todo o lugar que vai.

Esta experiência também se replica na Formula 1, seja assistindo pela TV, ouvindo pelo rádio, lendo ou vendo pela internet. Como é praticamente impossível rodarmos o mundo atrás destes pilotos malucos e suas máquinas fabulosas, cabe a oportunidade de vermos ao vivo e in loco tudo isso durante o GP do Brasil. Mais de 75 mil pessoas vão, anualmente, a Interlagos acompanhar o que hoje é o encerramento da temporada. Mas a F-1 precisa retomar suas origens, origens esta que permitiam que o piloto faça a diferença, muito mais que o carro. Onde ele possa ultrapassar, brigar, bater, escorregar....

Aos dirigentes da F-1, não se esqueçam das lições do Soleil, não se esqueçam das suas raízes.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

COLUNA DO ROQUE:

Quando os sinos começam a badalar, é sinal de que está na hora da celebração e da reflexão também. Passadas as 3 primeiras corridas da temporada 2008 da Formula 1, já temos algumas questões que merecem a nossa atenção e nos trazem, sem dúvida nenhuma, alguns questionamentos.

Começando de trás pra frente, a equipe que mais evoluiu neste começo de temporada foi a Honda, que amargava sempre as últimas posições em 2007 e, neste ano, tem tudo para beliscar alguns pontinhos. Agora, será que este desempenho superior fará com que Barrichello não passe o ano em branco?

Na BMW, o ano começou cheio de dúvidas e quando os carros foram para a pista, eles simplesmente voaram e merecem com todas as pompas o tratamento que estão recebendo, a quase pole de Kubica na Australia e a pole dele no Barhein contribuem para o fato de que a equipe começa a vislumbrar vitórias em seu caminho. Mas, em 2009, o polonês voador permanecerá na equipe ou irá para a Ferrari?

A Renault, coitada, foi a equipe que mais andou para trás, mesmo com Fernando Alonso em um dos volantes, a equipe peca pela falta de confiabilidade do carro e também pela falta de velocidade do mesmo, que diga Nelsinho Piquet. Os boatos dizem que Alonso sai da Renault antes do final do campeonato, será?

Já a Mclaren vive dias de reflexão, tem dois bons pilotos mas o momento não é bom. A saída de Alsonso deixou a equipe sem um norte, sem um rumo. Agora, com a pressão toda em cima de Hamilton, vemos que falta experiência à equipe na hora da decisão das corridas, some-se a isso um carro que parece não ser tão bom assim e pilotos tentando andar mais que o carro, o que vemos é uma suscessão de erros e batidas. Será que Hamilton segura a onda e consegue liderar o time ou era apenas um piloto que, com o acerto adequado (fornecido pelo seu companheiro de equipe) e sem pressão, corria com a faca entre os dentes?

Por último a Ferrari parece estar a passos na frente dos demais concorrentes, cabe à ela dar condições para que seus dois pilotos possam desempenhar, na pista, o papel vitorioso que tiveram a dupla Schmacher/Barrichello e disparar nos campeonatos em que disputa (pilotos e construtores). Será que, apesar de ser um dos grandes pilotos rápidos em uma única volta, Felipe Massa consegue manter uma consistência adequada de ritmo de corrida de modo a fazer com que os erros recaiam sobre o finlandês de gelo?

A única certeza que tenho é que em Interlagos (daqui a 6 meses) dois pilotos de uma equipe vermelha disputarão o título, e aí, sem dúvida, o melhor vencerá.