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quarta-feira, 5 de março de 2014
Duelos Internos 2014 – Force Índia*
* Por Luis Fernando Ramos
A boa forma apresentada pela Force Índia nos testes deste ano e, principalmente, o fato do time dispor dos motores Mercedes indica uma boa chance ao sexto colocado do ano passado de somar bons pontos e conquistar uma posição ainda melhor no Mundial de Construtores. Dupla de pilotos para esse, eles têm. Nico Hülkenberg se mostrou constante e eficiente no ano passado e Sergio Perez está louco para mostrar serviço após ser dispensado pela McLaren.
O alemão é o mais experiente dos dois e já correu pela equipe com sede em Silverstone por duas temporadas - uma delas como piloto reserva. Vive novamente a expectativa de consumar seu potencial e atrair a atenção de uma equipe de ponta. Se a performance indicada no Bahrein for confirmada nas primeiras corridas do ano, poderá causar uma sensação parecida com o que fez no GP da Coreia na última temporada.
Já o mexicano sabe que precisa corresponder depois de sua frustrada passagem pela McLaren. Ainda que tenha andado geralmente atrás de Button, o que parece ter custado sua vaga no time de Woking foi a postura fechada e distante. Pelo que escutei, a Sauber não cogitou tomá-lo de volta. Para dar certo na Force Índia, precisa ter a humildade de reconhecer os erros e mudar de atitude.
Vejo uma vantagem clara aqui para Nico Hülkenberg. É melhor que Perez tanto do ponto de vista técnico como do mental. Vai ser superado por ele uma vez ou outra, o que vai ser até positivo para que não se acomode. Mas parece ter carro e talento nas mãos para fazer um bom campeonato e ser um dos destaques do pelotão intermediário. E você, o que acha?
Nico Hulkenberg
Número: 27
Local de Nascimento: Emmerich (Alemanha)
Idade: 26
GPs disputados: 57
Vitórias: 0
Poles: 1
Melhores voltas: 1
Pontos: 136
Sergio Perez
Número: 11
Local de Nascimento: Guadalajara (México)
Idade: 24
GPs disputados: 56
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 2
Pontos: 129
A boa forma apresentada pela Force Índia nos testes deste ano e, principalmente, o fato do time dispor dos motores Mercedes indica uma boa chance ao sexto colocado do ano passado de somar bons pontos e conquistar uma posição ainda melhor no Mundial de Construtores. Dupla de pilotos para esse, eles têm. Nico Hülkenberg se mostrou constante e eficiente no ano passado e Sergio Perez está louco para mostrar serviço após ser dispensado pela McLaren.
O alemão é o mais experiente dos dois e já correu pela equipe com sede em Silverstone por duas temporadas - uma delas como piloto reserva. Vive novamente a expectativa de consumar seu potencial e atrair a atenção de uma equipe de ponta. Se a performance indicada no Bahrein for confirmada nas primeiras corridas do ano, poderá causar uma sensação parecida com o que fez no GP da Coreia na última temporada.
Já o mexicano sabe que precisa corresponder depois de sua frustrada passagem pela McLaren. Ainda que tenha andado geralmente atrás de Button, o que parece ter custado sua vaga no time de Woking foi a postura fechada e distante. Pelo que escutei, a Sauber não cogitou tomá-lo de volta. Para dar certo na Force Índia, precisa ter a humildade de reconhecer os erros e mudar de atitude.
Vejo uma vantagem clara aqui para Nico Hülkenberg. É melhor que Perez tanto do ponto de vista técnico como do mental. Vai ser superado por ele uma vez ou outra, o que vai ser até positivo para que não se acomode. Mas parece ter carro e talento nas mãos para fazer um bom campeonato e ser um dos destaques do pelotão intermediário. E você, o que acha?
Nico Hulkenberg
Número: 27
Local de Nascimento: Emmerich (Alemanha)
Idade: 26
GPs disputados: 57
Vitórias: 0
Poles: 1
Melhores voltas: 1
Pontos: 136
Sergio Perez
Número: 11
Local de Nascimento: Guadalajara (México)
Idade: 24
GPs disputados: 56
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Afinal, o que há de errado com Hulkenberg?*
* Por Julianne Cerasoli
Há duas boas formas de saber se um piloto do meio do pelotão merece uma chance em equipe grande: se ele consegue aproveitar as raras oportunidades que surgem para classificar seu carro em posições em que não merece estar e se ele faz um trabalho competente mesmo fora de posição durante a corrida. Além disso, sobreviver sem toques na carnificina da briga para entrar nas últimas posições dos pontos é outro quesito importante.
Pois, bem: GPs da Itália e da Coreia em 2013; da Europa, Bélgica e Brasil em 2012; novamente Brasil e Itália, além de Hungria em 2010. Parece que, na pista, Nico Hulkenberg já fez o suficiente para convencer que merece mais que sonhar com pódios.
O alemão de carreira tão vitoriosa nas categorias de base quanto Hamilton e Rosberg sofreu em seu início na Williams, em 2010, como tem sido praxe para todo estreante desde a limitação de testes de 2009. Foram toques evitáveis e uma defasagem de 0s5 em classificação e 1s/volta em corrida em relação a seu então companheiro Rubens Barrichello, mas a diferença praticamente acabou na segunda metade daquele ano, quando marcou 20 pontos contra 18 do brasileiro nas últimas oito etapas e equilibrou o duelo interno.
Preterido no time de Grove em favor de Pastor Maldonado e seus milhões em anúncio feito em 1º de dezembro, Hulkenberg se viu vulnerável no mercado e acabou amargando um ano como piloto de testes da Force India.
Promovido na temporada seguinte, bateu o companheiro Paul Di Resta, com nível de experiência semelhante ao seu. Marcado pela consistência, pontuou em 11 das 20 etapas e ganhou valor de mercado, podendo acertar sua ida para a Sauber, que parecia a melhor das equipes médias na época, ainda em outubro.
Mas a Sauber parecia uma boa até que 2013 começou e o carro se mostrou lento. Praticamente sem competição interna contra o estreante Esteban Gutierrez – dominado com facilidade como manda o figurino para quem almeja passos maiores – Hulkenberg pontuou em quatro oportunidades antes da melhora do carro, na Hungria. De lá para cá, ainda teve tempo de mostrar sua perícia na briga por posições ao segurar ninguém menos que Alonso e Hamilton na Coreia, além do final de semana brilhante na Itália.
Porém, novamente, não foi suficiente. Sem lugar na “falida” Lotus e preterido em Ferrari (que apostou em uma figurinha já conhecida), Red Bull e McLaren (que priorizaram suas crias), Hulkenberg voltou à Force India. Mas por que nunca um time grande? Lembremos que o único movimento em Red Bull, Ferrari, McLaren e Mercedes entre 2010 e 2013 foi a saída de Hamilton e a contratação de Perez, supervalorizado por uma Sauber que cuidava bem dos pneus.
O alemão ainda traz dois outros problemas “crônicos” para sua carreira: falta de apelo comercial em terra de Vettel e Rosberg e a altura, que o torna um piloto pesado para os padrões atuais da F-1, em que o peso mínimo leva em consideração carro + piloto. Acredita-se que Hulk pese cerca de 74kg para seus 1,84m, até 10kg mais que “baixinhos” como Vettel e Alonso. O próprio Martin Whitmarsh reconheceu que essa questão fez com que o piloto não estivesse nos planos da equipe. (E, para quem lembrou que Jenson Button também é dos mais altos, o inglês disse recentemente estar na casa dos 69kg e totalmente no limite para seus 1,82m – e para o carro da McLaren)
Há quem diga ainda que as estratégias de seu empresário não são das mais amigáveis, mas isso é papo de bastidor, difícil de ser comprovado. O fato é que a permanência de Hulkenberg no meio do pelotão mesmo com a efervescência do mercado neste ano pode significar que ele não deixará o papel de eterna promessa tão cedo. Afinal, as peças recentemente alteradas no topo podem demorar a cair.
Há duas boas formas de saber se um piloto do meio do pelotão merece uma chance em equipe grande: se ele consegue aproveitar as raras oportunidades que surgem para classificar seu carro em posições em que não merece estar e se ele faz um trabalho competente mesmo fora de posição durante a corrida. Além disso, sobreviver sem toques na carnificina da briga para entrar nas últimas posições dos pontos é outro quesito importante.
Pois, bem: GPs da Itália e da Coreia em 2013; da Europa, Bélgica e Brasil em 2012; novamente Brasil e Itália, além de Hungria em 2010. Parece que, na pista, Nico Hulkenberg já fez o suficiente para convencer que merece mais que sonhar com pódios.
O alemão de carreira tão vitoriosa nas categorias de base quanto Hamilton e Rosberg sofreu em seu início na Williams, em 2010, como tem sido praxe para todo estreante desde a limitação de testes de 2009. Foram toques evitáveis e uma defasagem de 0s5 em classificação e 1s/volta em corrida em relação a seu então companheiro Rubens Barrichello, mas a diferença praticamente acabou na segunda metade daquele ano, quando marcou 20 pontos contra 18 do brasileiro nas últimas oito etapas e equilibrou o duelo interno.
Preterido no time de Grove em favor de Pastor Maldonado e seus milhões em anúncio feito em 1º de dezembro, Hulkenberg se viu vulnerável no mercado e acabou amargando um ano como piloto de testes da Force India.
Promovido na temporada seguinte, bateu o companheiro Paul Di Resta, com nível de experiência semelhante ao seu. Marcado pela consistência, pontuou em 11 das 20 etapas e ganhou valor de mercado, podendo acertar sua ida para a Sauber, que parecia a melhor das equipes médias na época, ainda em outubro.
Mas a Sauber parecia uma boa até que 2013 começou e o carro se mostrou lento. Praticamente sem competição interna contra o estreante Esteban Gutierrez – dominado com facilidade como manda o figurino para quem almeja passos maiores – Hulkenberg pontuou em quatro oportunidades antes da melhora do carro, na Hungria. De lá para cá, ainda teve tempo de mostrar sua perícia na briga por posições ao segurar ninguém menos que Alonso e Hamilton na Coreia, além do final de semana brilhante na Itália.
Porém, novamente, não foi suficiente. Sem lugar na “falida” Lotus e preterido em Ferrari (que apostou em uma figurinha já conhecida), Red Bull e McLaren (que priorizaram suas crias), Hulkenberg voltou à Force India. Mas por que nunca um time grande? Lembremos que o único movimento em Red Bull, Ferrari, McLaren e Mercedes entre 2010 e 2013 foi a saída de Hamilton e a contratação de Perez, supervalorizado por uma Sauber que cuidava bem dos pneus.
O alemão ainda traz dois outros problemas “crônicos” para sua carreira: falta de apelo comercial em terra de Vettel e Rosberg e a altura, que o torna um piloto pesado para os padrões atuais da F-1, em que o peso mínimo leva em consideração carro + piloto. Acredita-se que Hulk pese cerca de 74kg para seus 1,84m, até 10kg mais que “baixinhos” como Vettel e Alonso. O próprio Martin Whitmarsh reconheceu que essa questão fez com que o piloto não estivesse nos planos da equipe. (E, para quem lembrou que Jenson Button também é dos mais altos, o inglês disse recentemente estar na casa dos 69kg e totalmente no limite para seus 1,82m – e para o carro da McLaren)
Há quem diga ainda que as estratégias de seu empresário não são das mais amigáveis, mas isso é papo de bastidor, difícil de ser comprovado. O fato é que a permanência de Hulkenberg no meio do pelotão mesmo com a efervescência do mercado neste ano pode significar que ele não deixará o papel de eterna promessa tão cedo. Afinal, as peças recentemente alteradas no topo podem demorar a cair.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013
O TROCADO E O TROCO*
* Por Victor Martins
A chegada da Quantum à Lotus, revelada neste fim de semana do GP de Abu Dhabi, reabre as chances de Hülkenberg ser o substituto de Räikkönen em 2014.
Como já revelado por Américo Snowden Teixeira Jr., a Lotus assinou um contrato com Maldonado depois de ter mandado seus representantes à Venezuela para ajudar a PDVSA a livrar-se do vínculo com a precária Williams, em meio ao desespero de não ter dinheiro para garantir seu futuro — bem como o salário e os bônus de Räikkönen.
A questão é que o contrato de Maldonado tem uma importante cláusula que pode invalidá-lo com a injeção de dinheiro da Quantum na equipe na condição de acionista. Dinheiro que é evidentemente maior que a já qualificada quantia que Pastor carrega da petrolífera venezuelana e que põe o time nos trilhos a curto prazo.
Éric Boullier, pelo passado difícil e aterrorizante com Maldonado, quer Hülk. A Quantum, abertamente, idem. Mansoor Ijaz é o cara que representa a investidora árabe e já chega peitando, pela entrevista que deu à Autosport. Como Grosjean já está garantido para o ano que vem, a balança que pesava totalmente para Pastor se volta para o troco de Hülkenberg, defenestrado da Williams por conta do venezuelano em 2012.
A chegada da Quantum à Lotus, revelada neste fim de semana do GP de Abu Dhabi, reabre as chances de Hülkenberg ser o substituto de Räikkönen em 2014.
Como já revelado por Américo Snowden Teixeira Jr., a Lotus assinou um contrato com Maldonado depois de ter mandado seus representantes à Venezuela para ajudar a PDVSA a livrar-se do vínculo com a precária Williams, em meio ao desespero de não ter dinheiro para garantir seu futuro — bem como o salário e os bônus de Räikkönen.
A questão é que o contrato de Maldonado tem uma importante cláusula que pode invalidá-lo com a injeção de dinheiro da Quantum na equipe na condição de acionista. Dinheiro que é evidentemente maior que a já qualificada quantia que Pastor carrega da petrolífera venezuelana e que põe o time nos trilhos a curto prazo.
Éric Boullier, pelo passado difícil e aterrorizante com Maldonado, quer Hülk. A Quantum, abertamente, idem. Mansoor Ijaz é o cara que representa a investidora árabe e já chega peitando, pela entrevista que deu à Autosport. Como Grosjean já está garantido para o ano que vem, a balança que pesava totalmente para Pastor se volta para o troco de Hülkenberg, defenestrado da Williams por conta do venezuelano em 2012.
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
O PODEROSO HULK*
* Por Flávio Gomes
Todo mundo quer Hülkenberg. E hoje o especulômetro da F-1 está particularmente agitado. Eddie Jordan garantiu que ele já acertou sua volta à Force India. Mas tem um site italiano, que não é exatamente nenhuma bíblia de informação, que diz que Jordan falou outra coisa, que ele assinou com a Lotus e que o anúncio é iminente.
Melhor esperar a definição das coisas, mas o fato é que Nico está bem na fita. Nas últimas quatro corridas, marcou 32 pontos, com um quinto, um nono, um quarto e um sexto lugares. Só cinco pilotos tiveram desempenho melhor que ele nessas quatro provas, a saber: Vettel (100 pontos), Alonso (56), Raikkonen (43), Webber (33) e Grosjean (34). Para quem corre na Sauber, estar em sexto nesse minicampeonato é algo considerável. Seus pontos praticamente garantiram à equipe o sétimo lugar entre os construtores, deixando para trás a Toro Rosso (está 45 x 31 para os suíços, e a filial da Red Bull está em viés de baixa). Em dinheiro, significa uma bolada extra de 5 milhões de dinheiros europeus — aqui e ali algumas revistas costumam publicar os valores estimados de premiação ao final do campeonato, e o sétimo leva 55 milhões, contra 50 do oitavo; o campeão recebe da FOM 100 milhões de euros, grana que vem da receita de direitos de TV, publicidade, vendas de camarotes e ingressos e sanduíches e refrigerantes. A Force India, que está em sexto, tem apenas 17 pontos a mais que a Sauber. Nas últimas quatro provas, fez apenas um. A Sauber marcou 38, os 32 de Hülkenberg e seis de Gutiérrez. Dá para sonhar com uma arrancada na reta final.
É bom fazer essa conta também quando se contrata um piloto. Não se pode colocar no orçamento apenas aquilo que ele traz de patrocinadores. Muitas vezes o sujeito compensa a falta de amigos no mercado para bancar sua carreira com um desempenho na pista que é revertido em dinheiro imediatamente. Investimento de alta liquidez. É o caso de Raikkonen, que já fez 177 pontos para a Lotus neste ano. A equipe ainda briga pelo terceiro lugar no Mundial, talvez até pelo vice. Essa briga está interessante, diga-se: Ferrari com 297, Mercedes com 287 e Lotus com 264. A grana lá em cima é alta. A Red Bull, com 445, é virtual campeã. De novo.
Ah, mas você falou há um mês que o Massa tinha fechado com a Lotus! Falei nada. Falei que havia uma conversa e um acordo, mas que para carimbar a bagaça Felipe precisava de dinheiro, e estava contando com a colaboração de Nicolas e Jean Todt. As coisas continuam no mesmo pé, embora Hülkenberg, com seus últimos resultados e atuações, tenha ganhado muitos pontos nessa corrida pela vaga.
Ainda teremos algumas mexidas no mercado de pilotos. Pérez não está 100% garantido na McLaren. Maldonado quer levar seu dinheiro da PDVSA para outro canto. A Williams pode acabar ficando com uma vaga aberta, apesar do contrato com a estatal venezuelana ainda estar em vigor. E essa é uma vaga fácil: pagou, levou. Massa na Williams?
Pode ser. Pode ser tudo, a essa altura. Mas que todos querem Hulk, querem.
Todo mundo quer Hülkenberg. E hoje o especulômetro da F-1 está particularmente agitado. Eddie Jordan garantiu que ele já acertou sua volta à Force India. Mas tem um site italiano, que não é exatamente nenhuma bíblia de informação, que diz que Jordan falou outra coisa, que ele assinou com a Lotus e que o anúncio é iminente.
Melhor esperar a definição das coisas, mas o fato é que Nico está bem na fita. Nas últimas quatro corridas, marcou 32 pontos, com um quinto, um nono, um quarto e um sexto lugares. Só cinco pilotos tiveram desempenho melhor que ele nessas quatro provas, a saber: Vettel (100 pontos), Alonso (56), Raikkonen (43), Webber (33) e Grosjean (34). Para quem corre na Sauber, estar em sexto nesse minicampeonato é algo considerável. Seus pontos praticamente garantiram à equipe o sétimo lugar entre os construtores, deixando para trás a Toro Rosso (está 45 x 31 para os suíços, e a filial da Red Bull está em viés de baixa). Em dinheiro, significa uma bolada extra de 5 milhões de dinheiros europeus — aqui e ali algumas revistas costumam publicar os valores estimados de premiação ao final do campeonato, e o sétimo leva 55 milhões, contra 50 do oitavo; o campeão recebe da FOM 100 milhões de euros, grana que vem da receita de direitos de TV, publicidade, vendas de camarotes e ingressos e sanduíches e refrigerantes. A Force India, que está em sexto, tem apenas 17 pontos a mais que a Sauber. Nas últimas quatro provas, fez apenas um. A Sauber marcou 38, os 32 de Hülkenberg e seis de Gutiérrez. Dá para sonhar com uma arrancada na reta final.
É bom fazer essa conta também quando se contrata um piloto. Não se pode colocar no orçamento apenas aquilo que ele traz de patrocinadores. Muitas vezes o sujeito compensa a falta de amigos no mercado para bancar sua carreira com um desempenho na pista que é revertido em dinheiro imediatamente. Investimento de alta liquidez. É o caso de Raikkonen, que já fez 177 pontos para a Lotus neste ano. A equipe ainda briga pelo terceiro lugar no Mundial, talvez até pelo vice. Essa briga está interessante, diga-se: Ferrari com 297, Mercedes com 287 e Lotus com 264. A grana lá em cima é alta. A Red Bull, com 445, é virtual campeã. De novo.
Ah, mas você falou há um mês que o Massa tinha fechado com a Lotus! Falei nada. Falei que havia uma conversa e um acordo, mas que para carimbar a bagaça Felipe precisava de dinheiro, e estava contando com a colaboração de Nicolas e Jean Todt. As coisas continuam no mesmo pé, embora Hülkenberg, com seus últimos resultados e atuações, tenha ganhado muitos pontos nessa corrida pela vaga.
Ainda teremos algumas mexidas no mercado de pilotos. Pérez não está 100% garantido na McLaren. Maldonado quer levar seu dinheiro da PDVSA para outro canto. A Williams pode acabar ficando com uma vaga aberta, apesar do contrato com a estatal venezuelana ainda estar em vigor. E essa é uma vaga fácil: pagou, levou. Massa na Williams?
Pode ser. Pode ser tudo, a essa altura. Mas que todos querem Hulk, querem.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Boullier: “50% de chance para Massa e 50% para Hulkenberg”.*
* Por Lívio Oricchio
O engenheiro francês Eric Boullier, chefe da Lotus, bem como o proprietário da equipe, o luxemburguês Gerhard Lopez, de origem espanhola, analisam qual a melhor opção de piloto para a escuderia, em 2014, diante da transferência do competente Kimi Raikkonen para a Ferrari.
São duas, apenas, as opções, ao que se sabe: Nico Hulkenberg, da Sauber, alemão de 25 anos, e exatos 50 Gps de experiência, com passagem por Williams, Force India e Sauber, sendo uma quarta colocação em Spa-Francorchamps, no ano passado, com Force India, seu melhor resultado. Tem uma pole position, obtida em Interlagos, com Williams, em 2010. Características de Hulkenberg: veloz, regular, inteligente, respeitado e estimuladíssimo a mostrar seus dotes numa organização melhor das que competiu até hoje.
A outra opção da Lotus é Felipe Massa, da Ferrari, paulista de 32 anos, 184 Gps, 11 vitórias, 15 poles e vice-campeão do mundo de 2008, pela Ferrari. Características de Massa: veloz, nos últimos três anos menos regular que nas temporadas passadas, e tanto quanto Hulkenberg animado a demonstrar ser ainda o piloto capaz de lutar pelas vitórias. Tanto o piloto quanto seu empresário, Nicolas Todt, atribuem à condição de segundo piloto na Ferrari, estabelecida desde a chegada de Fernando Alonso, em 2010, a sua falta de melhores resultados desde então.
Hulkenberg apresentou no currículo a Boullier e Lopes a capacidade de explorar ao máximo a possibilidade de obter uma conquista quando a oportunidade surge, mesmo numa equipe de recursos limitados. Na classificação para o GP do Brasil, em 2010, arriscou com pneus para pista seca e surpreendentemente ficou em primeiro, num brilhante trabalho. Em Monza, há dez dias, conseguiu excelente terceira colocação no grid enquanto até então o máximo que o modelo C32-Ferrari da Sauber lhe havia permitido era o nono lugar na classificação do GP do Canadá.
Em corrida, também no veloz traçado italiano mostrou sua eficiência de tirar o máximo do equipamento ao receber a bandeirada em quinto, a apenas 10 segundos e 355 milésimos do vencedor, Sebastian Vettel, da Red Bull. Sua melhor colocação este ano havia sido a oitava em Sepang, na Malásia. A Sauber errou no projeto do C32.
O fato de não ter tido, ainda, uma oportunidade numa escuderia vencedora não lhe permitiu demonstrar seu real valor: se é um piloto capaz de vencer corridas e até, com um pouco mais de experiência e o carro certo, pensar em título, ou apenas um piloto rápido e com potencial para em situações específicas se dar bem, como as de Interlagos, em 2010, e este ano, em Monza. Essa dúvida Boullier e Lopes têm na cabeça.
Experiência vai contar mito
O currículo de Massa é bem mais rico. Principal ponto de interesse da Lotus: a vasta experiência numa organização vencedora, campeã, a Ferrari. É um grande ponto a seu favor. A mudança radical no regulamento técnico, em 2014, tende a privilegiar pilotos com maior experiência. E tende a ajudar o time a compreender mais rapidamente os desafios das novas regras e fazê-lo crescer da mesma forma num menor espaço de tempo.
Do fim do campeonato, dia 24 de novembro, no Brasil, até dia 8 de março de 2014, sábado, data do embarque dos carros para a abertura do Mundial, na Austrália, estará em curso nas escuderias o mais intenso programa de experimentos técnicos da história da Fórmula 1, tal a natureza complexa da reintrodução do motor turbo, os dois sistemas de recuperação de energia (kers) e a severa limitação no consumo de combustível, cerca de 30% a menos de hoje, dentre outras substanciais alterações no regulamento. Serão ensaios no simulador, sem interrupção, já que a pré-temporada terá apenas 12 dias de testes.
Por tudo o que viveu nas suas três temporadas como titular da Sauber, 2002 e 2004 e 2005, uma como piloto de testes da Ferrari, 2003, e depois nas oito, de 2006 até hoje, como titular na Ferrari, Massa tem condições de poder ser mais útil ao projeto de Boullier e Lopez de voltarem a ser campeões.
A Lotus F1 é, na realidade, a ex-equipe Renault, campeã em 2005 e 2006, com Fernando Alonso, que, por sua vez, era a ex-Benetton, campeã com Michael Schumacher, em 1994 e 1995.
“Em 2014, a experiência contará mais que a velocidade”, afirmou Boullier, ao Estado, este ano, na Malásia, quando provavelmente ainda nem lhe passava pela cabeça perder Kimi Raikkonen.
Oportunidade de business
Outro fator capaz de interferir a favor de Massa, além da experiência: Lopez é um homem de negócios, titular do grupo Genii, com atuação da área de gerenciamento de investimentos, de marcas, tecnologia, consultoria financeira, com particular interesse em mercados emergentes, como o Brasil, dentre outros.
A contratação de Massa seria uma porta aberta para a realização de negócios dessa natureza no Brasil, poderia ajudar a viabilizá-los. São esses acordos mantidos em várias nações pelo grupo Genii que o fazem investir cerca de 100 milhões de euros (R$ 300 milhões) por ano no seu projeto de Fórmula 1, cujo objetivo, em essência, é potencializar novos negócios, definindo um ciclo.
Diante do interesse explícito de a Rede Globo contar com um piloto brasileiro na Fórmula 1, a emissora provavelmente estuda mecanismos de poder catalisar esses negócios, assim atenderia a todos os interesses: os seus próprios, os de Massa e os de Lopez. A Alemanha, de Hulkenerg, representa, nesse sentido, um interesse muito menor para o luxemburguês. A possibilidade de negócio com um grupo brasileiro é bem mais elevada.
Independentemente de poder realizar um grande negócio no Brasil, tende a ser mais fácil para Lopez convencer um patrocinador a investir na Lotus tendo Massa como piloto do que Hulkenberg. O cartão de visita com a presença de um vice-campeão do mundo e uma década de vivência na Ferrari tem mais lastro que a aposta num piloto apenas de futuro. Que inegavelmente pode ser brilhante. Mas não se sabe, ainda.
Isso para não mencionar que a Renault, fornecedora do motor e dos dois sistemas de recuperação de energia da Lotus, tem importante participação no mercado brasileiro de veículos, um dos maiores do mundo. Boullier e Lopez tentam convencer a Renault a ter um envolvimento mais ativo na Lotus, vê-la como uma parceira, nos moldes do que faz com a Red Bull, e não apenas uma cliente que paga pelo motor e kers. A chegada de Massa teria um efeito sinérgico nesse projeto.
A vez do peso pesado
Está prestes a entrar em cena, agora, outro componente dessa história, e com peso também para deslocar a decisão para o lado de Massa: Bernie Ecclestone. Em termos de promoção para o seu show, ele já conta com um alemão notável, Sebastian Vettel. Se pudesse escolher pura e simplesmente baseado nesse critério, preferiria um piloto de outra nacionalidade para uma equipe potencialmente capaz de lutar pelas vitórias. E dentro do seu intrincado mosaico de interesses, o Brasil está dentre os de maior destaque.
A corrida de Interlagos é uma das mais rentáveis do calendário para a Fórmula 1. A relação com a Globo remonta ao período em que o inglês de 82 anos trouxe a Fórmula 1 ao Brasil, ainda em 1972. Formam uma importante parceria. Mais: a esposa de Ecclestone, Fabiana Flosi, é brasileira, o que não deixa de ser outro ponto a favor.
Seria surpreendente se a essa altura o homem-forte da Fórmula 1 já não tivesse conversado com Boullier e Lopez sobre sua preferência a respeito da escolha, Massa ou Hulkenberg.
Boullier sabe que do ponto de vista esportivo os dois pilotos se apresentariam com a faca entre os dentes, pelos motivos já mencionados: por a Lotus ser a primeira real chance de Hulkenberg mostrar serviço e Massa de demonstrar que, sem a âncora da Ferrari, onde era obrigado a primeiro atender os interesses de Alonso depois os seus, tem condições ainda de ser um vencedor, como já foi na Fórmula 1.
Contra Massa pesa e muito as irregularidades dos últimos anos que, na cabeça dos homens da Fórmula 1, dentre eles Boullier e Lopez, não podem ser integralmente explicadas pela submissão compulsória na Ferrari. Seu índice de erros por vezes se eleva desproporcionalmente, a exemplo deste ano, em quatro provas seguidas, Mônaco, Canadá, Grã-Bretanha e Alemanha, quando somou apenas 12 pontos diante de 51 de Alonso. Esse fator poderá ser decisivo, em especial porque o outro provável piloto da Lotus em 2014 deverá ser o francês Romain Grosjen, cuja regularidade não é o seu forte também.
Assim como Boullier disse ao Estado que “em 2104 experiência contará mais que velocidade” é bem verdade que afirmou também: “Regularidade será mais importante que velocidade”.
Essa dúvida a respeito de Massa, se pode ser regular novamente, tão essencial em 2014, está na cabeça de Boullier e Lopes, como aquela sobre o verdadeiro potencial de Hulkenberg.
É por todas essas razões que Boullier confessou a um amigo seu, fonte do Estado, há dias, apenas: “As chances são de 50% para cada um, Massa e Hulkenberg”. E seja quem for o escolhido, o contrato poderá até ser de dois anos, mas ao final do primeiro a opção de renovar ou não para o campeonato seguinte será de Boullier e Lopez, quando já terão a resposta a suas dúvidas sobre ambos.
O engenheiro francês Eric Boullier, chefe da Lotus, bem como o proprietário da equipe, o luxemburguês Gerhard Lopez, de origem espanhola, analisam qual a melhor opção de piloto para a escuderia, em 2014, diante da transferência do competente Kimi Raikkonen para a Ferrari.
São duas, apenas, as opções, ao que se sabe: Nico Hulkenberg, da Sauber, alemão de 25 anos, e exatos 50 Gps de experiência, com passagem por Williams, Force India e Sauber, sendo uma quarta colocação em Spa-Francorchamps, no ano passado, com Force India, seu melhor resultado. Tem uma pole position, obtida em Interlagos, com Williams, em 2010. Características de Hulkenberg: veloz, regular, inteligente, respeitado e estimuladíssimo a mostrar seus dotes numa organização melhor das que competiu até hoje.
A outra opção da Lotus é Felipe Massa, da Ferrari, paulista de 32 anos, 184 Gps, 11 vitórias, 15 poles e vice-campeão do mundo de 2008, pela Ferrari. Características de Massa: veloz, nos últimos três anos menos regular que nas temporadas passadas, e tanto quanto Hulkenberg animado a demonstrar ser ainda o piloto capaz de lutar pelas vitórias. Tanto o piloto quanto seu empresário, Nicolas Todt, atribuem à condição de segundo piloto na Ferrari, estabelecida desde a chegada de Fernando Alonso, em 2010, a sua falta de melhores resultados desde então.
Hulkenberg apresentou no currículo a Boullier e Lopes a capacidade de explorar ao máximo a possibilidade de obter uma conquista quando a oportunidade surge, mesmo numa equipe de recursos limitados. Na classificação para o GP do Brasil, em 2010, arriscou com pneus para pista seca e surpreendentemente ficou em primeiro, num brilhante trabalho. Em Monza, há dez dias, conseguiu excelente terceira colocação no grid enquanto até então o máximo que o modelo C32-Ferrari da Sauber lhe havia permitido era o nono lugar na classificação do GP do Canadá.
Em corrida, também no veloz traçado italiano mostrou sua eficiência de tirar o máximo do equipamento ao receber a bandeirada em quinto, a apenas 10 segundos e 355 milésimos do vencedor, Sebastian Vettel, da Red Bull. Sua melhor colocação este ano havia sido a oitava em Sepang, na Malásia. A Sauber errou no projeto do C32.
O fato de não ter tido, ainda, uma oportunidade numa escuderia vencedora não lhe permitiu demonstrar seu real valor: se é um piloto capaz de vencer corridas e até, com um pouco mais de experiência e o carro certo, pensar em título, ou apenas um piloto rápido e com potencial para em situações específicas se dar bem, como as de Interlagos, em 2010, e este ano, em Monza. Essa dúvida Boullier e Lopes têm na cabeça.
Experiência vai contar mito
O currículo de Massa é bem mais rico. Principal ponto de interesse da Lotus: a vasta experiência numa organização vencedora, campeã, a Ferrari. É um grande ponto a seu favor. A mudança radical no regulamento técnico, em 2014, tende a privilegiar pilotos com maior experiência. E tende a ajudar o time a compreender mais rapidamente os desafios das novas regras e fazê-lo crescer da mesma forma num menor espaço de tempo.
Do fim do campeonato, dia 24 de novembro, no Brasil, até dia 8 de março de 2014, sábado, data do embarque dos carros para a abertura do Mundial, na Austrália, estará em curso nas escuderias o mais intenso programa de experimentos técnicos da história da Fórmula 1, tal a natureza complexa da reintrodução do motor turbo, os dois sistemas de recuperação de energia (kers) e a severa limitação no consumo de combustível, cerca de 30% a menos de hoje, dentre outras substanciais alterações no regulamento. Serão ensaios no simulador, sem interrupção, já que a pré-temporada terá apenas 12 dias de testes.
Por tudo o que viveu nas suas três temporadas como titular da Sauber, 2002 e 2004 e 2005, uma como piloto de testes da Ferrari, 2003, e depois nas oito, de 2006 até hoje, como titular na Ferrari, Massa tem condições de poder ser mais útil ao projeto de Boullier e Lopez de voltarem a ser campeões.
A Lotus F1 é, na realidade, a ex-equipe Renault, campeã em 2005 e 2006, com Fernando Alonso, que, por sua vez, era a ex-Benetton, campeã com Michael Schumacher, em 1994 e 1995.
“Em 2014, a experiência contará mais que a velocidade”, afirmou Boullier, ao Estado, este ano, na Malásia, quando provavelmente ainda nem lhe passava pela cabeça perder Kimi Raikkonen.
Oportunidade de business
Outro fator capaz de interferir a favor de Massa, além da experiência: Lopez é um homem de negócios, titular do grupo Genii, com atuação da área de gerenciamento de investimentos, de marcas, tecnologia, consultoria financeira, com particular interesse em mercados emergentes, como o Brasil, dentre outros.
A contratação de Massa seria uma porta aberta para a realização de negócios dessa natureza no Brasil, poderia ajudar a viabilizá-los. São esses acordos mantidos em várias nações pelo grupo Genii que o fazem investir cerca de 100 milhões de euros (R$ 300 milhões) por ano no seu projeto de Fórmula 1, cujo objetivo, em essência, é potencializar novos negócios, definindo um ciclo.
Diante do interesse explícito de a Rede Globo contar com um piloto brasileiro na Fórmula 1, a emissora provavelmente estuda mecanismos de poder catalisar esses negócios, assim atenderia a todos os interesses: os seus próprios, os de Massa e os de Lopez. A Alemanha, de Hulkenerg, representa, nesse sentido, um interesse muito menor para o luxemburguês. A possibilidade de negócio com um grupo brasileiro é bem mais elevada.
Independentemente de poder realizar um grande negócio no Brasil, tende a ser mais fácil para Lopez convencer um patrocinador a investir na Lotus tendo Massa como piloto do que Hulkenberg. O cartão de visita com a presença de um vice-campeão do mundo e uma década de vivência na Ferrari tem mais lastro que a aposta num piloto apenas de futuro. Que inegavelmente pode ser brilhante. Mas não se sabe, ainda.
Isso para não mencionar que a Renault, fornecedora do motor e dos dois sistemas de recuperação de energia da Lotus, tem importante participação no mercado brasileiro de veículos, um dos maiores do mundo. Boullier e Lopez tentam convencer a Renault a ter um envolvimento mais ativo na Lotus, vê-la como uma parceira, nos moldes do que faz com a Red Bull, e não apenas uma cliente que paga pelo motor e kers. A chegada de Massa teria um efeito sinérgico nesse projeto.
A vez do peso pesado
Está prestes a entrar em cena, agora, outro componente dessa história, e com peso também para deslocar a decisão para o lado de Massa: Bernie Ecclestone. Em termos de promoção para o seu show, ele já conta com um alemão notável, Sebastian Vettel. Se pudesse escolher pura e simplesmente baseado nesse critério, preferiria um piloto de outra nacionalidade para uma equipe potencialmente capaz de lutar pelas vitórias. E dentro do seu intrincado mosaico de interesses, o Brasil está dentre os de maior destaque.
A corrida de Interlagos é uma das mais rentáveis do calendário para a Fórmula 1. A relação com a Globo remonta ao período em que o inglês de 82 anos trouxe a Fórmula 1 ao Brasil, ainda em 1972. Formam uma importante parceria. Mais: a esposa de Ecclestone, Fabiana Flosi, é brasileira, o que não deixa de ser outro ponto a favor.
Seria surpreendente se a essa altura o homem-forte da Fórmula 1 já não tivesse conversado com Boullier e Lopez sobre sua preferência a respeito da escolha, Massa ou Hulkenberg.
Boullier sabe que do ponto de vista esportivo os dois pilotos se apresentariam com a faca entre os dentes, pelos motivos já mencionados: por a Lotus ser a primeira real chance de Hulkenberg mostrar serviço e Massa de demonstrar que, sem a âncora da Ferrari, onde era obrigado a primeiro atender os interesses de Alonso depois os seus, tem condições ainda de ser um vencedor, como já foi na Fórmula 1.
Contra Massa pesa e muito as irregularidades dos últimos anos que, na cabeça dos homens da Fórmula 1, dentre eles Boullier e Lopez, não podem ser integralmente explicadas pela submissão compulsória na Ferrari. Seu índice de erros por vezes se eleva desproporcionalmente, a exemplo deste ano, em quatro provas seguidas, Mônaco, Canadá, Grã-Bretanha e Alemanha, quando somou apenas 12 pontos diante de 51 de Alonso. Esse fator poderá ser decisivo, em especial porque o outro provável piloto da Lotus em 2014 deverá ser o francês Romain Grosjen, cuja regularidade não é o seu forte também.
Assim como Boullier disse ao Estado que “em 2104 experiência contará mais que velocidade” é bem verdade que afirmou também: “Regularidade será mais importante que velocidade”.
Essa dúvida a respeito de Massa, se pode ser regular novamente, tão essencial em 2014, está na cabeça de Boullier e Lopes, como aquela sobre o verdadeiro potencial de Hulkenberg.
É por todas essas razões que Boullier confessou a um amigo seu, fonte do Estado, há dias, apenas: “As chances são de 50% para cada um, Massa e Hulkenberg”. E seja quem for o escolhido, o contrato poderá até ser de dois anos, mas ao final do primeiro a opção de renovar ou não para o campeonato seguinte será de Boullier e Lopez, quando já terão a resposta a suas dúvidas sobre ambos.
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
MASSA X HULK*
* Por Flávio Gomes
Embora a confirmação de Raikkonen pela Ferrari tenha clareado um pouco as coisas, inclusive porque a hipótese remota de Alonso ir para a Lotus foi afastada, ainda tem muita água para rolar quanto à formação dos times para 2014.
O chefão da Lotus confirmou que foi procurado por Nicolas Todt, empresário de Massa. Seria o melhor dos mundos para o brasileiro que, desconfio, sem a sombra de alguém como Alonso (para mim, o maior problema dele nos últimos três anos e meio), tem uma boa chance de ser o que sempre foi: um piloto rápido, determinado e combativo, como se viu nas suas três primeiras temporadas como titular da Ferrari. Não acho que Felipe acabou.
Ocorre que a concorrência é forte: Hülkenberg, talentosíssimo, mais jovem (26 anos, contra 32 de Massa) e de excelente reputação, com potencial claro para o futuro.
Nenhum dos dois se encaixa na categoria de pilotos pagantes. Mas Massa pode se converter num. Não que vá tirar do bolso para correr. Mas ele tem condições de arrumar um ou mais patrocinadores no Brasil que ajudem a pagar a conta de uma equipe que não está propriamente nadando em dinheiro — essa foi uma das razões para que Raikkonen optasse pela volta a Maranello.
Num embate Hulk x Massa com os dois de bolso vazio, é provável que o alemão leve. Mas num duelo Hulk Durango Kid x Massa Patrocinado, desconfio que Felipe tenha grande vantagem.
E se não for a Lotus é onde? Se não for a Lotus, é porque Hülkenberg deixa a Sauber para o lugar de Kimi e o cockpit suíço fica à disposição. Ou quase isso. Uma das vagas na Sauber será do teenager Sergey Sirotkin, já que é das estepes russas que virá o dinheiro do time. O outro piloto, Gutiérrez, também leva um bom dinheiro de empresas astecas. O time dispensaria Guti-Guti para colocar Massa, até na condição de instrutor para o pequeno soviete? A ver.
Há quem diga que a Force India também pode ser uma opção. E até a McLaren. No caso da segundo, acho dificílimo. Button está firme e Pérez é melhor do que esta temporada está mostrando. A equipe não teria por que dispensá-lo depois de apenas um ano, e ele já parou de fazer merda. Já na Force India, a dupla Di Resta/Sutil dá a impressão de ser sólida. E Massa é um piloto caro. A Williams não tem dinheiro e a Toro Rosso vai de moleques rubrotaurinos.
Sauber ou Lotus, uma delas parece ser o destino mais verossímil para Felipe, se ele realmente ficar na F-1. O balcão de negócios está fervendo.
Embora a confirmação de Raikkonen pela Ferrari tenha clareado um pouco as coisas, inclusive porque a hipótese remota de Alonso ir para a Lotus foi afastada, ainda tem muita água para rolar quanto à formação dos times para 2014.
O chefão da Lotus confirmou que foi procurado por Nicolas Todt, empresário de Massa. Seria o melhor dos mundos para o brasileiro que, desconfio, sem a sombra de alguém como Alonso (para mim, o maior problema dele nos últimos três anos e meio), tem uma boa chance de ser o que sempre foi: um piloto rápido, determinado e combativo, como se viu nas suas três primeiras temporadas como titular da Ferrari. Não acho que Felipe acabou.
Ocorre que a concorrência é forte: Hülkenberg, talentosíssimo, mais jovem (26 anos, contra 32 de Massa) e de excelente reputação, com potencial claro para o futuro.
Nenhum dos dois se encaixa na categoria de pilotos pagantes. Mas Massa pode se converter num. Não que vá tirar do bolso para correr. Mas ele tem condições de arrumar um ou mais patrocinadores no Brasil que ajudem a pagar a conta de uma equipe que não está propriamente nadando em dinheiro — essa foi uma das razões para que Raikkonen optasse pela volta a Maranello.
Num embate Hulk x Massa com os dois de bolso vazio, é provável que o alemão leve. Mas num duelo Hulk Durango Kid x Massa Patrocinado, desconfio que Felipe tenha grande vantagem.
E se não for a Lotus é onde? Se não for a Lotus, é porque Hülkenberg deixa a Sauber para o lugar de Kimi e o cockpit suíço fica à disposição. Ou quase isso. Uma das vagas na Sauber será do teenager Sergey Sirotkin, já que é das estepes russas que virá o dinheiro do time. O outro piloto, Gutiérrez, também leva um bom dinheiro de empresas astecas. O time dispensaria Guti-Guti para colocar Massa, até na condição de instrutor para o pequeno soviete? A ver.
Há quem diga que a Force India também pode ser uma opção. E até a McLaren. No caso da segundo, acho dificílimo. Button está firme e Pérez é melhor do que esta temporada está mostrando. A equipe não teria por que dispensá-lo depois de apenas um ano, e ele já parou de fazer merda. Já na Force India, a dupla Di Resta/Sutil dá a impressão de ser sólida. E Massa é um piloto caro. A Williams não tem dinheiro e a Toro Rosso vai de moleques rubrotaurinos.
Sauber ou Lotus, uma delas parece ser o destino mais verossímil para Felipe, se ele realmente ficar na F-1. O balcão de negócios está fervendo.
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
O futuro de Massa e Hulkenberg*
* Por Lívio Oricchio
O retrospecto histórico e os números da temporada mostram que há cinco equipes mais bem estruturadas na Fórmula 1: Red Bull, Ferrari, Mercedes, Lotus e McLaren. As quatro primeiras venceram corridas este ano e a McLaren ganhou as duas últimas etapas do campeonato de 2012. Pois há vaga em aberto em três das cinco, daí o mercado de pilotos estar bastante agitado.
Há conversas de toda natureza. Mas as definições devem esperar a resposta de Kimi Raikkonen a Christian Horner, diretor da Red Bull, se aceita a oferta que já lhe foi feita ou permanecerá na Lotus. Tratamos do tema no capítulo anterior sobre a movimentação entre os chefes de equipes e os empresários de pilotos.
A conversa, hoje, diz respeito a Felipe Massa e Nico Hulkenberg. Curto e grosso: Massa está fora da Ferrari? Não. Ainda não. A partir da segunda metade da temporada do ano passado, o GP da Hungria, Massa marcou pontos até a prova de Xangai, este ano, 13 corridas. Não ficou entre os dez primeiros no último GP de Bahrein, quebrando a série, por causa de dois problemas com os pneus. Mas na etapa seguinte, Espanha, chegou ao pódio, em terceiro.
Massa produzia para a Ferrari exatamente o que a escuderia mais deseja dele: trazer pontos para casa. Foi por essa razão que no GP do Canadá Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, afirmou em entrevista ao Estado não estar pensando em piloto. Fernando Alonso e Felipe Massa atendiam com precisão o que esperava deles.
No currículo do piloto brasileiro constava, até então, apenas o acidente no treino livre de sábado, em Mônaco. E até hoje não está claro para muita gente, dentre eles eu, de que foi mesmo um erro de Massa. O ocorrido durante a prova, domingo, ficou comprovado tratar-se de um problema na suspensão.
O desgaste de Massa começou a se revelar em Montreal, na sessão de classificação. No Q2, no piso molhado, seu tempo não o faria passar para o Q3. Pressionado pelas circunstâncias, forçou demais e bateu o carro. Também não seria por demais comprometedor se na etapa seguinte, em Silverstone, não tivesse cometido outro equívoco e colidido contra a barreira de pneus no treino livre de sexta-feira.
O mais grave, porém, foi abandonar o GP da Alemanha, ainda na quarta volta, há pouco mais de uma semana. No fim da reta dos boxes, Massa freou, a traseira da Ferrari se projetou para o lado de dentro da curva, com as rodas traseiras bloqueadas, o piloto corrigiu e a traseira foi para o outro lado, fazendo o carro rodar na área de escape. Com o câmbio bloqueado na quinta marcha, tentou ainda retornar à pista, mas o motor morreu.
Vinha de uma classificação excelente, sempre mais rápido que Alonso, no Q1, Q2 e Q3. A corrida era a chance de deixar para trás o difícil período iniciado ainda em Mônaco ou no GP do Canadá. Ocupava a sexta colocação, enquanto Alonso, a oitava. Só que em vez de ser a retomada do ciclo favorável o erro de Nurburgring, diagnóstico da equipe ratificado pelo piloto, o lançou numa situação complexa, difícil agora de ser revertida.
Mas não impossível. Porque não está decidido que Massa vai deixar a Ferrari. Conversei com um amigo, nesta segunda-feira, profissional com largo trânsito entre os homens da alta cúpula da escuderia. Massa precisa nessas duas próximas corridas, Hungria e Bélgica, mostrar que retomou a fase que levou Domenicali a não pensar mais na questão dos pilotos, como era até o GP de Mônaco.
Tudo o que o dirigente quer, e necessita, é concentrar-se nos imensos desafios técnicos de 2014, exercício que consome, hoje, como me disse em Montreal, a maior parte do seu tempo e energias. Se Massa não errar e somar importantes pontos em Hungaroring e Spa-Francorchamps, com performances convincentes, Domenicali terá argumentos para defender a renovação do seu contrato, apesar das pressões para não fazê-lo, provenientes de parte importante de imprensa italiana, sensível ao desejo de porção significativa da torcida.
E se não for Massa, hipótese mais provável, quem será o companheiro de Fernando Alonso?
Assim como a lista de Christian Horner para a Red Bull, em 2014, tem três nomes, citados por ele mesmo, Kimi Raikkonen, Daniel Ricciardi e Jean-Eric Vergne, a dupla da Toro Rosso, a da Ferrari possui três nomes também. É possível discriminá-los: Nico Hulkenberg, da Sauber, Paul Di Resta, Force India, e Jules Bianchi, Marussia.
Hulkenberg é a primeira opção da Lotus para o caso de Raikkonen se transferir para a Red Bull. Eric Boullier, diretor do time do finlandês, já antecipou à imprensa. As duas partes estão conversando. Mas e se Raikkonen resolver ficar onde está?
Independentemente da decisão de Raikkonen, Hulkenberg faz parte da lista da Ferrari. Domenicali não é obrigado a esperar o finlandês dizer “sim” ou “não” para a Red Bull. Nada o impede de fazer uma oferta ao bom piloto alemão. Apostaria que ao menos um primeiro contato já tiveram depois de Domenicali ter ficado em dúvida sobre o que fazer com Massa.
Assim como o diretor da Ferrari não tem obrigação de esperar a decisão de Raikkonen para oferecer algo a Hulkenberg, o próprio piloto alemão ficaria muito tentado se eventualmente o italiano lhe vier com algo concreto, um contrato. Tudo isso antes de Raikkonen responder a Boullier se fica ou sai da Lotus.
Hulkenberg teria de decidir entre esperar Raikkonen dizer o que deseja para a Red Bull e correr o risco de não ir para a Lotus, caso o finlandês decida permanecer, ou aceitar um contrato com a Ferrari, mesmo tendo como companheiro de equipe Fernando Alonso, por quem todos os sinos tocam. Não hesito em acreditar que Hulkenberg assinaria rápido com os italianos.
Importante: o alemão tem chances na Lotus mesmo que Raikkonen fique. Basta o francês Romain Grosjean não repetir o impressionante desempenho no GP da Alemanha, em que só não foi o segundo colocado porque acatou a ordem de Boullier para deixar o finlandês ultrapassá-lo, a fim de lutar pela vitória com Sebastian Vettel, da Red Bull.
Se pelos mais estranhos motivos da Fórmula 1 Hulkenberg não assinar com a Ferrari, na hipótese de Massa não ter o compromisso estendido, Paul Di Resta é o segundo da lista. Não é presunção a afirmação. Basta olhar na lista de pilotos para ver quem possui algum cacife técnico para pilotar para a Ferrari e já não tem contrato com outra equipe. É um raciocío lógico que, nesse caso, apesar de ser a Fórmula 1, faz todo sentido.
Com Di Resta no páreo tudo ficaria mais fácil. O mau humorado escocês não tem nada que o prenda a Force India. Iria para a Ferrari correndo e não faria restrição de nenhuma natureza. Receberia quanto lhe pagassem. Muito menos dos estimados 8 milhões de euros destinados a Massa.
O último da lista da Ferrari é o francês Jules Bianchi, da Marussia, e formado na Academia de Jovens Pilotos da Ferrari, coordenada pelo ex-engenheiro de Michael Schumacher, Luca Baldisseri. A escuderia italiana não tem a cultura de contratar pilotos com pouca experiência. Seria uma surpresa. Não deve ser o escolhido se não for Massa. A Ferrari deverá ajudá-lo a correr por um time melhor em 2014 e então avaliar seu verdadeiro potencial.
No caso de Massa não permanecer na Ferrari, há espaço ainda para ele na Fórmula 1? O inteligente Nicolas Todt, seu empresário, já compreendeu que, nesse momento, seu piloto está mais fora que dentro do time de Maranello. E faz sentido acreditarmos que deve ter tido alguma conversa, mesmo que preliminar, com Boullier, da Lotus, e Vijai Mallya, da Force India, para sondar a possibilidade de Massa competir por eles. Colocaria nessa lista, agora, a Sauber, por conta dos recursos financeiros dos russos.
São organizações em que o patrocínio é importante porém não essencial se o piloto reunir o que eles mais precisam, experiência e liderança para levá-los a disputar colocações no pódio, promover o salto de performance que lhes falta. E essa imagem Massa tinha no distante 2008. Faz tempo. Infelizmente, seu conceito, hoje, não é positivo para a maioria dos profissionais da Fórmula 1, em especial depois dos últimos resultados, bem abaixo dos possíveis pelo carro da Ferrari.
Nas últimas quatro etapas Massa somou 12 pontos. Alonso, 51. São fatores que pesam muito nas negociações, quase as inviabilizam. Só mesmo desempenhos capazes de gerar grande impacto nas provas da Hungria, Bélgica e talvez Itália seriam capazes de reverter sua imagem desgastada. Na Fórmula 1, como tantos afirmam, você vale tanto quanto o seu último resultado. A missão de Massa é difícil, porém não impossível, como ele mesmo já provou em outras oportunidades.
O retrospecto histórico e os números da temporada mostram que há cinco equipes mais bem estruturadas na Fórmula 1: Red Bull, Ferrari, Mercedes, Lotus e McLaren. As quatro primeiras venceram corridas este ano e a McLaren ganhou as duas últimas etapas do campeonato de 2012. Pois há vaga em aberto em três das cinco, daí o mercado de pilotos estar bastante agitado.
Há conversas de toda natureza. Mas as definições devem esperar a resposta de Kimi Raikkonen a Christian Horner, diretor da Red Bull, se aceita a oferta que já lhe foi feita ou permanecerá na Lotus. Tratamos do tema no capítulo anterior sobre a movimentação entre os chefes de equipes e os empresários de pilotos.
A conversa, hoje, diz respeito a Felipe Massa e Nico Hulkenberg. Curto e grosso: Massa está fora da Ferrari? Não. Ainda não. A partir da segunda metade da temporada do ano passado, o GP da Hungria, Massa marcou pontos até a prova de Xangai, este ano, 13 corridas. Não ficou entre os dez primeiros no último GP de Bahrein, quebrando a série, por causa de dois problemas com os pneus. Mas na etapa seguinte, Espanha, chegou ao pódio, em terceiro.
Massa produzia para a Ferrari exatamente o que a escuderia mais deseja dele: trazer pontos para casa. Foi por essa razão que no GP do Canadá Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, afirmou em entrevista ao Estado não estar pensando em piloto. Fernando Alonso e Felipe Massa atendiam com precisão o que esperava deles.
No currículo do piloto brasileiro constava, até então, apenas o acidente no treino livre de sábado, em Mônaco. E até hoje não está claro para muita gente, dentre eles eu, de que foi mesmo um erro de Massa. O ocorrido durante a prova, domingo, ficou comprovado tratar-se de um problema na suspensão.
O desgaste de Massa começou a se revelar em Montreal, na sessão de classificação. No Q2, no piso molhado, seu tempo não o faria passar para o Q3. Pressionado pelas circunstâncias, forçou demais e bateu o carro. Também não seria por demais comprometedor se na etapa seguinte, em Silverstone, não tivesse cometido outro equívoco e colidido contra a barreira de pneus no treino livre de sexta-feira.
O mais grave, porém, foi abandonar o GP da Alemanha, ainda na quarta volta, há pouco mais de uma semana. No fim da reta dos boxes, Massa freou, a traseira da Ferrari se projetou para o lado de dentro da curva, com as rodas traseiras bloqueadas, o piloto corrigiu e a traseira foi para o outro lado, fazendo o carro rodar na área de escape. Com o câmbio bloqueado na quinta marcha, tentou ainda retornar à pista, mas o motor morreu.
Vinha de uma classificação excelente, sempre mais rápido que Alonso, no Q1, Q2 e Q3. A corrida era a chance de deixar para trás o difícil período iniciado ainda em Mônaco ou no GP do Canadá. Ocupava a sexta colocação, enquanto Alonso, a oitava. Só que em vez de ser a retomada do ciclo favorável o erro de Nurburgring, diagnóstico da equipe ratificado pelo piloto, o lançou numa situação complexa, difícil agora de ser revertida.
Mas não impossível. Porque não está decidido que Massa vai deixar a Ferrari. Conversei com um amigo, nesta segunda-feira, profissional com largo trânsito entre os homens da alta cúpula da escuderia. Massa precisa nessas duas próximas corridas, Hungria e Bélgica, mostrar que retomou a fase que levou Domenicali a não pensar mais na questão dos pilotos, como era até o GP de Mônaco.
Tudo o que o dirigente quer, e necessita, é concentrar-se nos imensos desafios técnicos de 2014, exercício que consome, hoje, como me disse em Montreal, a maior parte do seu tempo e energias. Se Massa não errar e somar importantes pontos em Hungaroring e Spa-Francorchamps, com performances convincentes, Domenicali terá argumentos para defender a renovação do seu contrato, apesar das pressões para não fazê-lo, provenientes de parte importante de imprensa italiana, sensível ao desejo de porção significativa da torcida.
E se não for Massa, hipótese mais provável, quem será o companheiro de Fernando Alonso?
Assim como a lista de Christian Horner para a Red Bull, em 2014, tem três nomes, citados por ele mesmo, Kimi Raikkonen, Daniel Ricciardi e Jean-Eric Vergne, a dupla da Toro Rosso, a da Ferrari possui três nomes também. É possível discriminá-los: Nico Hulkenberg, da Sauber, Paul Di Resta, Force India, e Jules Bianchi, Marussia.
Hulkenberg é a primeira opção da Lotus para o caso de Raikkonen se transferir para a Red Bull. Eric Boullier, diretor do time do finlandês, já antecipou à imprensa. As duas partes estão conversando. Mas e se Raikkonen resolver ficar onde está?
Independentemente da decisão de Raikkonen, Hulkenberg faz parte da lista da Ferrari. Domenicali não é obrigado a esperar o finlandês dizer “sim” ou “não” para a Red Bull. Nada o impede de fazer uma oferta ao bom piloto alemão. Apostaria que ao menos um primeiro contato já tiveram depois de Domenicali ter ficado em dúvida sobre o que fazer com Massa.
Assim como o diretor da Ferrari não tem obrigação de esperar a decisão de Raikkonen para oferecer algo a Hulkenberg, o próprio piloto alemão ficaria muito tentado se eventualmente o italiano lhe vier com algo concreto, um contrato. Tudo isso antes de Raikkonen responder a Boullier se fica ou sai da Lotus.
Hulkenberg teria de decidir entre esperar Raikkonen dizer o que deseja para a Red Bull e correr o risco de não ir para a Lotus, caso o finlandês decida permanecer, ou aceitar um contrato com a Ferrari, mesmo tendo como companheiro de equipe Fernando Alonso, por quem todos os sinos tocam. Não hesito em acreditar que Hulkenberg assinaria rápido com os italianos.
Importante: o alemão tem chances na Lotus mesmo que Raikkonen fique. Basta o francês Romain Grosjean não repetir o impressionante desempenho no GP da Alemanha, em que só não foi o segundo colocado porque acatou a ordem de Boullier para deixar o finlandês ultrapassá-lo, a fim de lutar pela vitória com Sebastian Vettel, da Red Bull.
Se pelos mais estranhos motivos da Fórmula 1 Hulkenberg não assinar com a Ferrari, na hipótese de Massa não ter o compromisso estendido, Paul Di Resta é o segundo da lista. Não é presunção a afirmação. Basta olhar na lista de pilotos para ver quem possui algum cacife técnico para pilotar para a Ferrari e já não tem contrato com outra equipe. É um raciocío lógico que, nesse caso, apesar de ser a Fórmula 1, faz todo sentido.
Com Di Resta no páreo tudo ficaria mais fácil. O mau humorado escocês não tem nada que o prenda a Force India. Iria para a Ferrari correndo e não faria restrição de nenhuma natureza. Receberia quanto lhe pagassem. Muito menos dos estimados 8 milhões de euros destinados a Massa.
O último da lista da Ferrari é o francês Jules Bianchi, da Marussia, e formado na Academia de Jovens Pilotos da Ferrari, coordenada pelo ex-engenheiro de Michael Schumacher, Luca Baldisseri. A escuderia italiana não tem a cultura de contratar pilotos com pouca experiência. Seria uma surpresa. Não deve ser o escolhido se não for Massa. A Ferrari deverá ajudá-lo a correr por um time melhor em 2014 e então avaliar seu verdadeiro potencial.
No caso de Massa não permanecer na Ferrari, há espaço ainda para ele na Fórmula 1? O inteligente Nicolas Todt, seu empresário, já compreendeu que, nesse momento, seu piloto está mais fora que dentro do time de Maranello. E faz sentido acreditarmos que deve ter tido alguma conversa, mesmo que preliminar, com Boullier, da Lotus, e Vijai Mallya, da Force India, para sondar a possibilidade de Massa competir por eles. Colocaria nessa lista, agora, a Sauber, por conta dos recursos financeiros dos russos.
São organizações em que o patrocínio é importante porém não essencial se o piloto reunir o que eles mais precisam, experiência e liderança para levá-los a disputar colocações no pódio, promover o salto de performance que lhes falta. E essa imagem Massa tinha no distante 2008. Faz tempo. Infelizmente, seu conceito, hoje, não é positivo para a maioria dos profissionais da Fórmula 1, em especial depois dos últimos resultados, bem abaixo dos possíveis pelo carro da Ferrari.
Nas últimas quatro etapas Massa somou 12 pontos. Alonso, 51. São fatores que pesam muito nas negociações, quase as inviabilizam. Só mesmo desempenhos capazes de gerar grande impacto nas provas da Hungria, Bélgica e talvez Itália seriam capazes de reverter sua imagem desgastada. Na Fórmula 1, como tantos afirmam, você vale tanto quanto o seu último resultado. A missão de Massa é difícil, porém não impossível, como ele mesmo já provou em outras oportunidades.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Pit stop em câmera lenta*
* Por Rafael Lopes
Já tem equipe de Fórmula 1 estimando que pode, no futuro, fazer um pit stop abaixo dos dois segundos. O recorde atual pertence aos mecânicos de Mark Webber, da RBR, que trocaram seus pneus no GP da Malásia deste ano em apenas 2s05. Mas você sabe o que cada mecânico faz durante a parada nos boxes? Este vídeo da Sauber pode ajudar na tarefa. Filmado em câmera lenta, ele explica todas as funções da parada. Assistam!
Já tem equipe de Fórmula 1 estimando que pode, no futuro, fazer um pit stop abaixo dos dois segundos. O recorde atual pertence aos mecânicos de Mark Webber, da RBR, que trocaram seus pneus no GP da Malásia deste ano em apenas 2s05. Mas você sabe o que cada mecânico faz durante a parada nos boxes? Este vídeo da Sauber pode ajudar na tarefa. Filmado em câmera lenta, ele explica todas as funções da parada. Assistam!
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Hulkenberg, na Sauber. Ricciardo e Vergne, na Toro Rosso*
* Por Lívio Oricchio
Três novos pilotos começam os treinos livres do GP de Abu Dabi, amanhã, já sabendo o que vão fazer na próxima temporada. Helmut Marko, o homem que decide o futuro dos pilotos da escola Red Bull, resolveu dar mais uma chance à atual dupla da Toro Rosso, time satélite da Red Bull, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Cada um deles terá de provar em 2013 que é um Sebastian Vettel em potencial para continuar com o apoio da empresa, política explícita da Red Bull, que até agora investiu alto na sua formação. Na Sauber, o papel de Nico Hulkenberg, piloto confirmado também ontem, será melhorar a já boa fase de resultados da escuderia suíça, iniciada por Sergio Perez, contratado pela McLaren.
Amanhã, das 7h às 8h30 e das 11h às 12h30, horário de Brasília, Fernando Alonso poderá ter uma ideia, nas duas primeiras sessões de treinos, da resistência que oferecerá à quinta vitória consecutiva de Vettel no campeonato. E, consequentemente, se pode ainda continuar sonhando com o título. A Ferrari do espanhol e de Felipe Massa experimentará novos componentes do conjunto aerodinâmico no circuito Yas Marina. Vettel, bicampeão do mundo, lidera a competição com 240 pontos, seguido por Alonso, com 227.
Ambos têm contratos com seus times e não viveram as desgastantes incertezas de Ricciardo e Vergne. Seu foco concentra-se na conquista do tricampeonato. O compromisso do alemão com a Red Bull estende-se até o fim de 2014 e do espanhol com a Ferrari, até o fim de 2016.
No ano passado, no dia 15 de dezembro, Franz Tost, diretor da Toro Rosso, telefonou para sua então dupla de pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suíço Sebastian Buemi, por ordem de Marko, para comunicar que estavam fora dos planos. “Não vimos neles novos Vettels”, explicou Tost. Ricciardo e Vergne não escondiam a apreensão com a demora de Marko para renovar seus contratos. Certamente sentiram-se aliviados ontem.
A Toro Rosso atravessa uma fase de transição com a dispensa do diretor técnico Giorgio Ascanelli e a contratação do competente engenheiro inglês James Key, maior responsável pelo eficiente modelo C31 da Sauber deste ano. Vergne conquistou 12 pontos e Ricciardo, nove.
Já o anúncio de Hulkenberg pela Sauber era esperado há tempos. Monisha Kaltenburn, sócia e diretora do time, precisava de um jovem de talento com alguma experiência para substituir Perez, autor de três pódios neste ano: segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. Com a opção de risco de Lewis Hamilton – trocou a McLaren pela Mercedes –, Ron Dennis chamou o veloz e ranzinza mexicano.
Nico Hulkenberg é mesmo a melhor escolha da Sauber, segundo seu atual chefe, o indiano Vijai Mallya, sócio da Force India: “No fim de 2010 identificamos em Nico uma estrela do futuro.” Nas 17 etapas realizadas até agora, o alemão de 25 anos somou 49 pontos (12º no Mundial), cinco a mais do que o companheiro, Paul Di Resta. A lista de candidatos para compartilhar a Force India com Di Resta é longa. Entre eles está Bruno Senna, caso não fique na Williams.
A Williams não assinou com nenhum piloto. Pastor Maldonado deve renovar. O mais cotado para também correr lá é o atual piloto reserva, o finlandês Valtteri Bottas. A chance maior de Luiz Razia, brasileiro de 23 anos, vice-campeão da GP2, é assinar com a Marussia, embora negocie também com a Force India.
Três novos pilotos começam os treinos livres do GP de Abu Dabi, amanhã, já sabendo o que vão fazer na próxima temporada. Helmut Marko, o homem que decide o futuro dos pilotos da escola Red Bull, resolveu dar mais uma chance à atual dupla da Toro Rosso, time satélite da Red Bull, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Cada um deles terá de provar em 2013 que é um Sebastian Vettel em potencial para continuar com o apoio da empresa, política explícita da Red Bull, que até agora investiu alto na sua formação. Na Sauber, o papel de Nico Hulkenberg, piloto confirmado também ontem, será melhorar a já boa fase de resultados da escuderia suíça, iniciada por Sergio Perez, contratado pela McLaren.
Amanhã, das 7h às 8h30 e das 11h às 12h30, horário de Brasília, Fernando Alonso poderá ter uma ideia, nas duas primeiras sessões de treinos, da resistência que oferecerá à quinta vitória consecutiva de Vettel no campeonato. E, consequentemente, se pode ainda continuar sonhando com o título. A Ferrari do espanhol e de Felipe Massa experimentará novos componentes do conjunto aerodinâmico no circuito Yas Marina. Vettel, bicampeão do mundo, lidera a competição com 240 pontos, seguido por Alonso, com 227.
Ambos têm contratos com seus times e não viveram as desgastantes incertezas de Ricciardo e Vergne. Seu foco concentra-se na conquista do tricampeonato. O compromisso do alemão com a Red Bull estende-se até o fim de 2014 e do espanhol com a Ferrari, até o fim de 2016.
No ano passado, no dia 15 de dezembro, Franz Tost, diretor da Toro Rosso, telefonou para sua então dupla de pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suíço Sebastian Buemi, por ordem de Marko, para comunicar que estavam fora dos planos. “Não vimos neles novos Vettels”, explicou Tost. Ricciardo e Vergne não escondiam a apreensão com a demora de Marko para renovar seus contratos. Certamente sentiram-se aliviados ontem.
A Toro Rosso atravessa uma fase de transição com a dispensa do diretor técnico Giorgio Ascanelli e a contratação do competente engenheiro inglês James Key, maior responsável pelo eficiente modelo C31 da Sauber deste ano. Vergne conquistou 12 pontos e Ricciardo, nove.
Já o anúncio de Hulkenberg pela Sauber era esperado há tempos. Monisha Kaltenburn, sócia e diretora do time, precisava de um jovem de talento com alguma experiência para substituir Perez, autor de três pódios neste ano: segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. Com a opção de risco de Lewis Hamilton – trocou a McLaren pela Mercedes –, Ron Dennis chamou o veloz e ranzinza mexicano.
Nico Hulkenberg é mesmo a melhor escolha da Sauber, segundo seu atual chefe, o indiano Vijai Mallya, sócio da Force India: “No fim de 2010 identificamos em Nico uma estrela do futuro.” Nas 17 etapas realizadas até agora, o alemão de 25 anos somou 49 pontos (12º no Mundial), cinco a mais do que o companheiro, Paul Di Resta. A lista de candidatos para compartilhar a Force India com Di Resta é longa. Entre eles está Bruno Senna, caso não fique na Williams.
A Williams não assinou com nenhum piloto. Pastor Maldonado deve renovar. O mais cotado para também correr lá é o atual piloto reserva, o finlandês Valtteri Bottas. A chance maior de Luiz Razia, brasileiro de 23 anos, vice-campeão da GP2, é assinar com a Marussia, embora negocie também com a Force India.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Sobre o imbróglio Massa-Perez-Ferrari*
* Por Livio Oricchio
Li no site da revista Autosport, hoje, que Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, descartou a eventual contratação do mexicano Sergio Perez, da Sauber, para o caso de substituir Felipe Massa. E depois liguei para Luca Colajanni, assessor da Ferrari, para confirmar a declaração de Montezemolo e lhe fazer algumas perguntas.
O presidente da empresa afirmou a Sky Sports News: “Colocar um rapaz bem jovem na Ferrari, com a pressão da Ferrari… É preciso mais experiência. Na próxima temporada ainda é muito cedo”. Perez tem 22 anos e está no seu segundo ano na Fórmula 1. Tem 30 GPs no currículo, com três pódios no campeonato em curso. Foi segundo na Malásia, terceiro no Canadá e segundo na Itália, domingo. Em 2011, marcou pontos em cinco ocasiões.
Perez é piloto da academia da Ferrari. A escuderia seleciona jovens com potencial, investe na sua formação e participa com verba para competir nas categorias de base.
Ao conversar com Colajanni, agora há pouco, 17 horas para mim, disse que se esse é o critério então outros pilotos com pouca experiência, cotados à vaga de Massa, se de fato não tiver o contrato renovado, também deveriam se sentir descartados. O assessor respondeu: “Não transfira o que o nosso presidente disse para outros pilotos. Fizeram-lhe uma pegunta sobre Perez e a resposta foi específica para ele”.
O que temos de levar em consideração nessa história? Primeiro: não há definição sobre Massa. Soube em Monza que Stefano Domenicali lhe deu um prazo para provar a recuperação iniciada em Mônaco. E esse prazo seria Suzuka ou Coreia do Sul. Segundo: se proceder o que Colajanni comentou, e acredito nele, então o alemão Nico Hulkenberg, da Force India, 25 anos, 32 GPs de experiência, continua no páreo.
Só não sei o que Montezemolo dirá se ele substituir Massa, pois tem exatamente a mesma bagagem de Perez. Por que é alemão e menos emotivo? Por que é alemão e o último alemão que passou pela Ferrari entrou com a equipe para a história? E se Hulkenberg for o escolhido, se Massa não ficar, será um tremendo descaso ao programa da academia. Hulkenberg é tão mais talentoso assim que o mexicano que justificaria desprezar Perez, tendo ambos a mesma experiência? Não é o que as 13 etapas disputadas este ano sugerem.
Na lista dos potenciais companheiros de Fernando Alonso em 2013 aparece também Paul Di Resta. Mas eu me surpreenderia muito se o escocês for para lá. Não escrevi isso ainda: saí de Monza com sensação oposta à que tinha até o GP da Alemanha. Trouxe comigo da Itália, e essa é também a impressão de jornalistas alemães mais próximos de Michael Schumacher, e meus amigos, que o piloto dos números mais espetaculares de todos os tempos vai parar. Não irá renovar o contrato com a Mercedes.
E como já escrevi aqui e reescrevi que Lewis Hamilton está usando o convite da Mercedes para conseguir o valor do contrato que deseja da McLaren, a vaga no time alemão deve ficar para Paul Di Resta. E faz sentido. A Mercedes investiu na sua formação, ele fez a sua parte, evoluiu, mostrou poder crescer na Fórmula 1, representa a escolha natural da montadora. O que não faz sentido é entregá-lo para a Ferrari. Mas você bem sabe como eu que na Fórmula 1 por vezes as coisas não seguem os caminhos lógicos. Ah, pelo critério de Montezemolo, Di Resta é da mesma forma pouco experiente, 26 anos e somente 32 GPs nas costas.
De acordo com amigo muito próximo de Kimi Raikkonen: “Esqueça a Ferrari. Kimi não vai para lá”. Também ponho fé nesse companheiro de anos e que foi o responsável por Kimi aceitar que eu viajasse à Finlândia para entrevistar sua família, na casa deles, em Espoo. E fui recebido como um amigo embora nunca me tivessem visto na vida.
De todo esse imbróglio, que lição podemos tirar? Vejo um nome, apenas, na disputa com Massa: Hulkenberg. Se Massa não ratificar nas próximas três etapas ser capaz de marcar bons pontos com regularidade, seu maior exame nessa seleção, e Montezemolo e Domenicali decidirem substituí-lo, penso que o alemão da Force India deverá ser o companheiro de Alonso no ano que vem, depois que Mark Webber, Red Bull, e Jenson Button, McLaren, agradeceram o interesse mas responderam não.
Li no site da revista Autosport, hoje, que Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, descartou a eventual contratação do mexicano Sergio Perez, da Sauber, para o caso de substituir Felipe Massa. E depois liguei para Luca Colajanni, assessor da Ferrari, para confirmar a declaração de Montezemolo e lhe fazer algumas perguntas.
O presidente da empresa afirmou a Sky Sports News: “Colocar um rapaz bem jovem na Ferrari, com a pressão da Ferrari… É preciso mais experiência. Na próxima temporada ainda é muito cedo”. Perez tem 22 anos e está no seu segundo ano na Fórmula 1. Tem 30 GPs no currículo, com três pódios no campeonato em curso. Foi segundo na Malásia, terceiro no Canadá e segundo na Itália, domingo. Em 2011, marcou pontos em cinco ocasiões.
Perez é piloto da academia da Ferrari. A escuderia seleciona jovens com potencial, investe na sua formação e participa com verba para competir nas categorias de base.
Ao conversar com Colajanni, agora há pouco, 17 horas para mim, disse que se esse é o critério então outros pilotos com pouca experiência, cotados à vaga de Massa, se de fato não tiver o contrato renovado, também deveriam se sentir descartados. O assessor respondeu: “Não transfira o que o nosso presidente disse para outros pilotos. Fizeram-lhe uma pegunta sobre Perez e a resposta foi específica para ele”.
O que temos de levar em consideração nessa história? Primeiro: não há definição sobre Massa. Soube em Monza que Stefano Domenicali lhe deu um prazo para provar a recuperação iniciada em Mônaco. E esse prazo seria Suzuka ou Coreia do Sul. Segundo: se proceder o que Colajanni comentou, e acredito nele, então o alemão Nico Hulkenberg, da Force India, 25 anos, 32 GPs de experiência, continua no páreo.
Só não sei o que Montezemolo dirá se ele substituir Massa, pois tem exatamente a mesma bagagem de Perez. Por que é alemão e menos emotivo? Por que é alemão e o último alemão que passou pela Ferrari entrou com a equipe para a história? E se Hulkenberg for o escolhido, se Massa não ficar, será um tremendo descaso ao programa da academia. Hulkenberg é tão mais talentoso assim que o mexicano que justificaria desprezar Perez, tendo ambos a mesma experiência? Não é o que as 13 etapas disputadas este ano sugerem.
Na lista dos potenciais companheiros de Fernando Alonso em 2013 aparece também Paul Di Resta. Mas eu me surpreenderia muito se o escocês for para lá. Não escrevi isso ainda: saí de Monza com sensação oposta à que tinha até o GP da Alemanha. Trouxe comigo da Itália, e essa é também a impressão de jornalistas alemães mais próximos de Michael Schumacher, e meus amigos, que o piloto dos números mais espetaculares de todos os tempos vai parar. Não irá renovar o contrato com a Mercedes.
E como já escrevi aqui e reescrevi que Lewis Hamilton está usando o convite da Mercedes para conseguir o valor do contrato que deseja da McLaren, a vaga no time alemão deve ficar para Paul Di Resta. E faz sentido. A Mercedes investiu na sua formação, ele fez a sua parte, evoluiu, mostrou poder crescer na Fórmula 1, representa a escolha natural da montadora. O que não faz sentido é entregá-lo para a Ferrari. Mas você bem sabe como eu que na Fórmula 1 por vezes as coisas não seguem os caminhos lógicos. Ah, pelo critério de Montezemolo, Di Resta é da mesma forma pouco experiente, 26 anos e somente 32 GPs nas costas.
De acordo com amigo muito próximo de Kimi Raikkonen: “Esqueça a Ferrari. Kimi não vai para lá”. Também ponho fé nesse companheiro de anos e que foi o responsável por Kimi aceitar que eu viajasse à Finlândia para entrevistar sua família, na casa deles, em Espoo. E fui recebido como um amigo embora nunca me tivessem visto na vida.
De todo esse imbróglio, que lição podemos tirar? Vejo um nome, apenas, na disputa com Massa: Hulkenberg. Se Massa não ratificar nas próximas três etapas ser capaz de marcar bons pontos com regularidade, seu maior exame nessa seleção, e Montezemolo e Domenicali decidirem substituí-lo, penso que o alemão da Force India deverá ser o companheiro de Alonso no ano que vem, depois que Mark Webber, Red Bull, e Jenson Button, McLaren, agradeceram o interesse mas responderam não.
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terça-feira, 13 de março de 2012
GUIA F1 2012 - FORCE INDIA
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
COLUNA DO ROQUE: ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 2010
O GP Brasil 2010 mais uma vez teve ingredientes inesquecíveis. Tirando a chuva, que está marcando ponto tradicionalmente durante o final de semana do corrida (por qual motivo mudaram o GP de Março para o final do ano, mesmo?), a pole de uma Williams após tanto tempo, em uma pista que estava meio molhada e meio seca, a vitória de Vettel que impediu o título de Webber e abriu as portas para o seu próprio título na corrida seguinte, o azar de Rubinho e a incompetência de Felipe Massa, o que mais chamou a atenção foi a homenagem feita à Emerson Fittipaldi.
Junto com a sua negrinha, apelido que deu a seu melhor carro, a Lotus 72-D, Emerson desfilou novamente naquele palco onde obtivera boa parte de suas vitórias. A cada curva, o ronco característico do motor, fazia a plateia se emocionar. Ainda mais para quem, ali, estava realizando mais um sonho, vendo-o andar com aquele carro, após ver o irmão andar com o Copersucar.
De resto, animação total no setor G, incentivo estrondoso ao Rubinho, e muito nariz de palhaço (com direito a camiseta da GGOO homenageando Charlie Brown) e mais um GP Brasil na conta.
Junto com a sua negrinha, apelido que deu a seu melhor carro, a Lotus 72-D, Emerson desfilou novamente naquele palco onde obtivera boa parte de suas vitórias. A cada curva, o ronco característico do motor, fazia a plateia se emocionar. Ainda mais para quem, ali, estava realizando mais um sonho, vendo-o andar com aquele carro, após ver o irmão andar com o Copersucar.
De resto, animação total no setor G, incentivo estrondoso ao Rubinho, e muito nariz de palhaço (com direito a camiseta da GGOO homenageando Charlie Brown) e mais um GP Brasil na conta.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
HULKENBERG: "O RITMO DE BARRICHELLO É INTRIGANTE"
Nico Hulkenberg, 22 anos, é a aposta da Williams para o futuro. Campeão da GP2 e ex-piloto de testes da equipe, ele foi contratado nesta temporada como piloto oficial do lado do experiente Rubens Barrichello, 37 anos, que servirá de "professor" para o jovem alemão.
A receita da Williams parece estar dando certo pois, segundo o próprio Hulkenberg, Barrichello é, para ele, algo indecifrável até o momento devido às suas exibições e à maneira com que consegue guiar o FW32, carro da equipe Williams, informa o site GRANDE PREMIO.
"O modo com que ele guia o carro, apenas oito décimos mais lento que os carros da frente, é estarrecedor. Quando o carro está realmente difícil, Rubens faz uma volta que me faz pensar como ele fez aquilo", disse o jovem alemão à revista "Auto Motor und Sport".
Para Nico, essa experiência de competir ao lado do ex-piloto da Brawn é extremamente positiva para ele, que aprende aos poucos com o brasileiro.
"Ele é um competidor experiente, que no último ano venceu corridas com um carro vencedor. Se eu estiver ao lado dele no treino classificatório e conseguir batê-lo nas corridas. Será um sucesso", confiou.
Entretanto, apesar do otimismo, o alemão reconheceu que pode levar algum tempo para que ele consiga adquirir os conhecimentos de Barrichello, informa o site TAZIO.
A receita da Williams parece estar dando certo pois, segundo o próprio Hulkenberg, Barrichello é, para ele, algo indecifrável até o momento devido às suas exibições e à maneira com que consegue guiar o FW32, carro da equipe Williams, informa o site GRANDE PREMIO.
"O modo com que ele guia o carro, apenas oito décimos mais lento que os carros da frente, é estarrecedor. Quando o carro está realmente difícil, Rubens faz uma volta que me faz pensar como ele fez aquilo", disse o jovem alemão à revista "Auto Motor und Sport".
Para Nico, essa experiência de competir ao lado do ex-piloto da Brawn é extremamente positiva para ele, que aprende aos poucos com o brasileiro.
"Ele é um competidor experiente, que no último ano venceu corridas com um carro vencedor. Se eu estiver ao lado dele no treino classificatório e conseguir batê-lo nas corridas. Será um sucesso", confiou.
Entretanto, apesar do otimismo, o alemão reconheceu que pode levar algum tempo para que ele consiga adquirir os conhecimentos de Barrichello, informa o site TAZIO.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
F1: TESTES DE HOJE EM VÍDEO
Fechando os trabalhos em Valência, o vídeo do último dia com a presença de Fernando Alonso. Reparem na quantidade de gente que foi assistí-lo e o frissom ao dar as primeiras aceleradas:
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O QUE O GALVÃO DIRÁ...
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
AS PRIMEIRAS VOLTAS DA WILLIAMS DE BARRICHELLO
E o nosso espião da GGOO, que anda envolvido com projetos paralelos, descobriu tudo isso.
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