quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
SENNA ESPECIAL: GP MÔNACO, 1984
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TOLEMAN
Até o errado acontece na hora certa para Vettel*
* Por Américo Teixeira Jr.
Se a primeira fase de testes da pré-temporada foi um desastre para a Red Bull Racing, não poderia ter acontecido em melhor hora. Faltando duas semanas para os testes finais e pouco mais de 40 dias para o início do campeonato, a turma de Sebastian Vettel tem uma chance única de mostrar mais uma vez o quanto é capaz – só que agora sob uma pressão enorme – para colocar o RB10 na mesma trilha vitoriosa de seus antecessores.
Os quatro dias em Jerez, Espanha, foram completamente perdidos para a equipe comanda por Christian Horner nos quesitos performance, confiabilidade e quilometragem. Por outro lado, foram colhidos dados que poderão se mostrar essenciais na tentativa de reverter esse cenário inicial de caos, potencializado pelas “falhas inaceitáveis” do V6 Turbo da Renault, nas palavras do diretor técnico adjunto Rob White. O quadro do Total Race ilustra bem o tamanho do problema da Red Bull, Renault e demais usuários do motor campeão do mundo (Caterham e Toro Rosso).
Embora a chance seja excepcional, visto ter explodido toda essa confusão ainda na primeira atividade de pista do ano, não é necessário estar lá para saber que os próximos dias serão tensos nas respectivas sedes. Somente os testes no Bahrain, marcados para começar no dia 19 de fevereiro, serão capazes de mostrar se o “inferno” se instalou de vez ou se foi apenas um “sonho ruim”. Tempo há, curto, mas há. Então, melhor não perder o “bonde do Bahrain”, até porque o de Jerez já foi.
Se a primeira fase de testes da pré-temporada foi um desastre para a Red Bull Racing, não poderia ter acontecido em melhor hora. Faltando duas semanas para os testes finais e pouco mais de 40 dias para o início do campeonato, a turma de Sebastian Vettel tem uma chance única de mostrar mais uma vez o quanto é capaz – só que agora sob uma pressão enorme – para colocar o RB10 na mesma trilha vitoriosa de seus antecessores.
Os quatro dias em Jerez, Espanha, foram completamente perdidos para a equipe comanda por Christian Horner nos quesitos performance, confiabilidade e quilometragem. Por outro lado, foram colhidos dados que poderão se mostrar essenciais na tentativa de reverter esse cenário inicial de caos, potencializado pelas “falhas inaceitáveis” do V6 Turbo da Renault, nas palavras do diretor técnico adjunto Rob White. O quadro do Total Race ilustra bem o tamanho do problema da Red Bull, Renault e demais usuários do motor campeão do mundo (Caterham e Toro Rosso).
Embora a chance seja excepcional, visto ter explodido toda essa confusão ainda na primeira atividade de pista do ano, não é necessário estar lá para saber que os próximos dias serão tensos nas respectivas sedes. Somente os testes no Bahrain, marcados para começar no dia 19 de fevereiro, serão capazes de mostrar se o “inferno” se instalou de vez ou se foi apenas um “sonho ruim”. Tempo há, curto, mas há. Então, melhor não perder o “bonde do Bahrain”, até porque o de Jerez já foi.
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temporada 2014
Lógica*
* Por Humberto Corradi
O primeiro lugar de Felipe Massa no último dia de testes em Jerez despertou a esperança.
Equipe nova.
Motor Mercedes (o mais sólido até aqui).
"Go Massa!"
Não sou pacheco.
Longe disso.
Mas não posso deixar de admirar os pilotos brasileiros na Fórmula 1 quando estes se destacam.
Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna escreveram uma história muito bonita.
E outros, que tiveram seus momentos, merecem ser citados.
Rubens Barrichello, Jose Carlos Pace e... Felipe Massa.
Ponto.
Estamos em 2014.
Massa está indo para sua décima segunda temporada (é isso?).
Não posso ter esperanças de um título para o brasileiro.
Não dá.
"Você implica com o cara, não gosta dele..."
Olha, acho Felipe um ótimo piloto.
Ninguém permanece tanto tempo na categoria máxima do automobilismo sendo ruim.
Porém um título nessa altura da carreira...
Falta alguma coisa.
Sempre faltou.
Aquele algo mais do campeão.
Olhe a lista.
Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button ou Kimi Raikkonen
Mesmo com um piloto melhor como companheiro você consegue visualizar qualquer um deles no papel de segundo piloto?
Difícil, não?
Até Pastor Maldonado, por motivos diferentes, ou Nico Rosberg, hoje, inspiram respeito.
Mas alguém tem medo de Felipe Massa?
O candidato ao título é um sujeito perigoso, traiçoeiro e é sempre visto como uma ameaça.
Não deve nunca ser subestimado.
Existem qualidades, evidente, no entanto faltam alguns predicados essenciais ao piloto brasileiro.
A inerrância de Button.
A agressividade de Alonso.
As voltas mágicas de Lewis.
A consistência de Raikkonen.
E a frieza de Vettel.
Houve oportunidades para Felipe provar seu valor.
E ele confirmou ser um excelente piloto.
Diferente de muitos, evoluiu.
A prova disso é a melhora de sua performance no asfalto molhado.
Não foi suficiente.
A Ferrari o manteve como titular por oito temporadas.
Primeiro como uma promessa e depois com a esperança de que ele fosse um novo Barrichello.
Não há ofensas aqui.
Entenda "Barrichello" como um motorista consistente, um importante acumulador de pontos para o título de construtores.
A Scuderia Italiana ainda esperou tempo demais por resultados, para ódio dos jornalistas do País da Bota.
Mesmo assim é inegável que sua carreira é muito bonita.
Trajetória de um piloto acima da média.
Que, como falei lá no início do texto, teve seus momentos
Com vitórias memoráveis.
"Então o que você espera?"
Espero que ele vença o duelo com Bottas dentro da Williams.
Que com toda a maturidade saiba lidar com as dificuldades e momentos críticos das corridas para não desperdiçar pontos de forma gratuita.
Só.
Esperar mais que isso não seria lógico da minha parte.
Ou melhor, seria pachequismo.
O primeiro lugar de Felipe Massa no último dia de testes em Jerez despertou a esperança.
Equipe nova.
Motor Mercedes (o mais sólido até aqui).
"Go Massa!"
Não sou pacheco.
Longe disso.
Mas não posso deixar de admirar os pilotos brasileiros na Fórmula 1 quando estes se destacam.
Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna escreveram uma história muito bonita.
E outros, que tiveram seus momentos, merecem ser citados.
Rubens Barrichello, Jose Carlos Pace e... Felipe Massa.
Ponto.
Estamos em 2014.
Massa está indo para sua décima segunda temporada (é isso?).
Não posso ter esperanças de um título para o brasileiro.
Não dá.
"Você implica com o cara, não gosta dele..."
Olha, acho Felipe um ótimo piloto.
Ninguém permanece tanto tempo na categoria máxima do automobilismo sendo ruim.
Porém um título nessa altura da carreira...
Falta alguma coisa.
Sempre faltou.
Aquele algo mais do campeão.
Olhe a lista.
Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton, Jenson Button ou Kimi Raikkonen
Mesmo com um piloto melhor como companheiro você consegue visualizar qualquer um deles no papel de segundo piloto?
Difícil, não?
Até Pastor Maldonado, por motivos diferentes, ou Nico Rosberg, hoje, inspiram respeito.
Mas alguém tem medo de Felipe Massa?
O candidato ao título é um sujeito perigoso, traiçoeiro e é sempre visto como uma ameaça.
Não deve nunca ser subestimado.
Existem qualidades, evidente, no entanto faltam alguns predicados essenciais ao piloto brasileiro.
A inerrância de Button.
A agressividade de Alonso.
As voltas mágicas de Lewis.
A consistência de Raikkonen.
E a frieza de Vettel.
Houve oportunidades para Felipe provar seu valor.
E ele confirmou ser um excelente piloto.
Diferente de muitos, evoluiu.
A prova disso é a melhora de sua performance no asfalto molhado.
Não foi suficiente.
A Ferrari o manteve como titular por oito temporadas.
Primeiro como uma promessa e depois com a esperança de que ele fosse um novo Barrichello.
Não há ofensas aqui.
Entenda "Barrichello" como um motorista consistente, um importante acumulador de pontos para o título de construtores.
A Scuderia Italiana ainda esperou tempo demais por resultados, para ódio dos jornalistas do País da Bota.
Mesmo assim é inegável que sua carreira é muito bonita.
Trajetória de um piloto acima da média.
Que, como falei lá no início do texto, teve seus momentos
Com vitórias memoráveis.
"Então o que você espera?"
Espero que ele vença o duelo com Bottas dentro da Williams.
Que com toda a maturidade saiba lidar com as dificuldades e momentos críticos das corridas para não desperdiçar pontos de forma gratuita.
Só.
Esperar mais que isso não seria lógico da minha parte.
Ou melhor, seria pachequismo.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
SENNA ESPECIAL: GP FRANÇA, 1986
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SENNA ESPECIAL
A saúde do motor *
* Por Teo José
A Fórmula 1 está vivendo uma temporada de muitas mudanças técnicas, uma das maiores transformações de sua história. Os primeiros testes estão sendo finalizados em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o primeiro contato de engenheiros, pilotos e imprensa com os novos carros, em pista. A expectativa maior era ver e ouvir o desempenho dos motores turbo V6, os V8 ficaram no passado. Em potencia, neste inicio de trabalho estima-se que a perda foi entre 100 e 150 cv.
Bernie Ecclestone abriu a boca e criticou esta mudança. Ele foi contrário, porque não acredita em economia e acha que o barulho vai influenciar na paixão do torcedor. Apesar de ter feito uma monte de coisas erradas nos últimos anos, como correr em lugares que lhe trazem mais grana e perdem a tradição e competitividade da categoria, circuitos chatinhos, além de estar envolvidos em processos na justiça, não podemos fechar os ouvidos para o homem que transformou a Fórmula 1 em um dos maiores espetáculos esportivos do mundo.
Sobre velocidade dos carros o torcedor não sente muito, vendo nos autódromos ou pela TV. Já temos experiências assim nas mudanças mais radicais da Fórmula Indy, mas barulho ele pode ter razão. Quem curte velocidade é vai as pistas sabe muito bem. Ouvir uma carro de corrida engolindo retas e fazendo reduções nas curvas é muito show, é quase sentir o coração.
Este papo de economia para categoria, não concordo. As grandes fornecedoras vão jogar rios de dinheiro para andarem na frente. Em automobilismo o dinheiro ainda tem um peso muito grande, maior do que qualquer coisa. Com combustível financeiro se contrata grandes profissionais e desenvolve mais. Sou a favor das mudanças para o melhor e principalmente equilíbrio, não sei se serão caso. Tenho muitas duvidas.
A Fórmula 1 está vivendo uma temporada de muitas mudanças técnicas, uma das maiores transformações de sua história. Os primeiros testes estão sendo finalizados em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o primeiro contato de engenheiros, pilotos e imprensa com os novos carros, em pista. A expectativa maior era ver e ouvir o desempenho dos motores turbo V6, os V8 ficaram no passado. Em potencia, neste inicio de trabalho estima-se que a perda foi entre 100 e 150 cv.
Bernie Ecclestone abriu a boca e criticou esta mudança. Ele foi contrário, porque não acredita em economia e acha que o barulho vai influenciar na paixão do torcedor. Apesar de ter feito uma monte de coisas erradas nos últimos anos, como correr em lugares que lhe trazem mais grana e perdem a tradição e competitividade da categoria, circuitos chatinhos, além de estar envolvidos em processos na justiça, não podemos fechar os ouvidos para o homem que transformou a Fórmula 1 em um dos maiores espetáculos esportivos do mundo.
Sobre velocidade dos carros o torcedor não sente muito, vendo nos autódromos ou pela TV. Já temos experiências assim nas mudanças mais radicais da Fórmula Indy, mas barulho ele pode ter razão. Quem curte velocidade é vai as pistas sabe muito bem. Ouvir uma carro de corrida engolindo retas e fazendo reduções nas curvas é muito show, é quase sentir o coração.
Este papo de economia para categoria, não concordo. As grandes fornecedoras vão jogar rios de dinheiro para andarem na frente. Em automobilismo o dinheiro ainda tem um peso muito grande, maior do que qualquer coisa. Com combustível financeiro se contrata grandes profissionais e desenvolve mais. Sou a favor das mudanças para o melhor e principalmente equilíbrio, não sei se serão caso. Tenho muitas duvidas.
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Pré Temporada,
temporada 2014,
Testes
Jerez em números*
* Por Tatiana Cunha
Mais alguns dados sobre estes quatro dias de treinos em Jerez…
22 pilotos participaram da sessão, tendo feito 1.470 voltas
no ano passado, em Jerez, os times deram 3.531 voltas
o melhor tempo da semana foi de Kevin Magnussen, da McLaren, que na quinta-feira marcou 1min23s276
o melhor tempo do teste de 2013 em Jerez foi de Felipe Massa, pela Ferrari, que cravou 1min17s879
Agora quanto cada um andou:
Piloto, voltas, km
Nico Rosberg, 188, 832
Fernando Alonso, 173, 766
Kevin Magnussen, 162, 717
Felipe Massa, 133, 588
Lewis Hamilton, 121, 535
Adrian Sutil, 103, 456
Jenson Button, 83, 367
Daniel Juncadella, 81, 358
Kimi Raikkonen, 78, 345
Esteban Gutierrez, 60, 265
Kamui Kobayashi, 54, 239
Sergio Perez, 48, 212
Jean-Eric Vergne, 45, 199
Valtteri Bottas, 42, 185
Jules Bianchi, 25, 110
Nico Hulkenberg, 17, 75
Marcus Ericsson, 12, 53
Sebastian Vettel, 11, 48
Robin Frijns, 10, 44
Daniel Ricciardo, 10, 44
Daniil Kvyat, 9, 39
Max Chilton, 5, 22
Equipe, voltas, km
Mercedes, 309, 1.368
Ferrari, 251, 1.111
McLaren, 245, 1.084
Williams, 175, 774
Sauber, 163, 721
Force India, 146, 646
Caterham, 76, 336
Toro Rosso, 54, 239
Marussia, 30, 132
Red Bull, 21, 92
Motor, voltas, km
Mercedes, 875, 3.874
Ferrari, 444, 1.966
Renault, 151, 668
E, para completar, as melhores voltas de cada um:
Kevin Magnussen, McLaren, 1min23s276
Felipe Massa, Williams, 1min23s700
Lewis Hamilton, Mercedes, 1min23s952
Jenson Button, McLaren, 1min24s165
Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min24s812
Valtteri Bottas, Williams, 1min25s344
Fernando Alonso, Ferrari, 1min25s495
Nico Rosberg, Mercedes, 1min25s588
Nico Hulkenberg, Force India, 1min26s096
Sergio Perez, Force India, 1min28s376
Daniel Juncadella, Force India, 1min29s457
Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min29s915
Adrian Sutil, Sauber, 1min30s161
Jules Bianchi, Marussia, 1min32s222
Esteban Gutiérrez, Sauber, 1min33s270
Marcus Ericsson, Caterham, 1min37s975
Sebastian Vettel, Red Bull, 1min38s320
Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s193
Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min44s016
Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min45s374
Max Chilton, Marussia, sem tempo
Robin Frijns, Caterham, sem tempo
Mais alguns dados sobre estes quatro dias de treinos em Jerez…
22 pilotos participaram da sessão, tendo feito 1.470 voltas
no ano passado, em Jerez, os times deram 3.531 voltas
o melhor tempo da semana foi de Kevin Magnussen, da McLaren, que na quinta-feira marcou 1min23s276
o melhor tempo do teste de 2013 em Jerez foi de Felipe Massa, pela Ferrari, que cravou 1min17s879
Agora quanto cada um andou:
Piloto, voltas, km
Nico Rosberg, 188, 832
Fernando Alonso, 173, 766
Kevin Magnussen, 162, 717
Felipe Massa, 133, 588
Lewis Hamilton, 121, 535
Adrian Sutil, 103, 456
Jenson Button, 83, 367
Daniel Juncadella, 81, 358
Kimi Raikkonen, 78, 345
Esteban Gutierrez, 60, 265
Kamui Kobayashi, 54, 239
Sergio Perez, 48, 212
Jean-Eric Vergne, 45, 199
Valtteri Bottas, 42, 185
Jules Bianchi, 25, 110
Nico Hulkenberg, 17, 75
Marcus Ericsson, 12, 53
Sebastian Vettel, 11, 48
Robin Frijns, 10, 44
Daniel Ricciardo, 10, 44
Daniil Kvyat, 9, 39
Max Chilton, 5, 22
Equipe, voltas, km
Mercedes, 309, 1.368
Ferrari, 251, 1.111
McLaren, 245, 1.084
Williams, 175, 774
Sauber, 163, 721
Force India, 146, 646
Caterham, 76, 336
Toro Rosso, 54, 239
Marussia, 30, 132
Red Bull, 21, 92
Motor, voltas, km
Mercedes, 875, 3.874
Ferrari, 444, 1.966
Renault, 151, 668
E, para completar, as melhores voltas de cada um:
Kevin Magnussen, McLaren, 1min23s276
Felipe Massa, Williams, 1min23s700
Lewis Hamilton, Mercedes, 1min23s952
Jenson Button, McLaren, 1min24s165
Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min24s812
Valtteri Bottas, Williams, 1min25s344
Fernando Alonso, Ferrari, 1min25s495
Nico Rosberg, Mercedes, 1min25s588
Nico Hulkenberg, Force India, 1min26s096
Sergio Perez, Force India, 1min28s376
Daniel Juncadella, Force India, 1min29s457
Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min29s915
Adrian Sutil, Sauber, 1min30s161
Jules Bianchi, Marussia, 1min32s222
Esteban Gutiérrez, Sauber, 1min33s270
Marcus Ericsson, Caterham, 1min37s975
Sebastian Vettel, Red Bull, 1min38s320
Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s193
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
PRATA VALE OURO*
* Por Victor Martins
O negócio é simples, e se Drummond pudesse transformar em um poema, não precisaria de sete faces nem de anjos tortos para dizer que quem é Mercedes vai ser algo na vida em 2014. Gauche ou droite, as curvas que McLaren, Williams e a equipe homônima contornaram foram muito melhores feitas que as rivais – algumas mal percorriam as retas. A lição que se tira dos quatro primeiros dias em Jerez é que ter um motorzão confiável é muito melhor que qualquer bico empinado, grosso ou meia-bomba.
O egocentrismo das asas dianteiras terminou assim que as equipes começaram a desvelar suas falhas mecânicas. Com seus dois pilotos, a Ferrari teve suas falhas iniciais e deixaram Räikkönen e Alonso na mão em algum momento. Mas até que rodaram bastante enquanto puderam. Kimi foi o mais rápido da rapa no primeiro dia. McLaren e Mercedes só tiveram problemas quando seus pilotos escapavam do traçado, coisas comuns de treinos e de conhecimento dos limites dos carros. Button e Magnussen apareceram na ponta da tabela nos dias 2 e 3, enquanto as Flechas de Prata com tom negro ganhavam no quesito voltas. A Williams pode se gabar de ter passado incólume tanto com Massa quanto com Bottas, com direito a melhor tempo do brasileiro na sessão final.
Por definição, a Toro Rosso foi um potro recém-nascido que tentou aprender a andar; a Red Bull, então, engatinhou. Assim, restou à Caterham, quem diria, a responsabilidade de fazer esse motor Renault, uma bomba em formato de V, ganhar rodagem no quarto e último dia de testes, nas mãos de Kobayashi. Em Enstone e Viry-Chatillôn, serão três semanas de árduo trabalho para fazer este motor refrigerar da maneira que deve e empurrar as equipes sem que elas tenham de pensar em buracos e traquitanas no carro. O Bahrein é um bom cenário para que as peças sejam exigidas da forma que se deve — ainda bem que não é Interlagos quase-40ºC.~
Ali no meio do pelotão, fica a dúvida do que Sauber e Force India podem conseguir. A primeira parece ter lá seus problemas de concepção com uma dupla não muito bem concebida; a outra até indica ter parido um carro bom, mas ainda sem preocupação de mostrar o potencial, com uma dupla acima da média. Mais atrás, a Marussia ergueu sobrancelhas por ter chegado tarde demais e não ter feito um trabalho feio. Bianchi saiu elogiando o MR03 de biquinho tímido à beça. A Caterham com seu bico-rodo também merece atenção. Tá na hora de as nanicas darem um salto grande e competirem por pontos. O primeiro ato até permite um sonho destes.
No geral, o que fica é uma declaração de Rosberg: “Estou sorrindo”. É a melhor forma de definir um carro e o começo de trabalho sem dar muitas pistas, um belo eufemismo de “agora vamo dominar essas coisa tudo aqui”. E junto com a equipe-irmã, no último ano do laço que as liga, seu velho chefe voltando a dominar e com um MP4-29 de detalhes aerodinâmicos que vão ditar moda, como a suspensão ‘bloqueada’, o primeiro capítulo da F1 em 2014 aponta que os diabos que vestem prata na temporada valem ouro.
E quanto à Lotus: Drummond escreveu um poema bom e triste, ‘Ausência’…
O negócio é simples, e se Drummond pudesse transformar em um poema, não precisaria de sete faces nem de anjos tortos para dizer que quem é Mercedes vai ser algo na vida em 2014. Gauche ou droite, as curvas que McLaren, Williams e a equipe homônima contornaram foram muito melhores feitas que as rivais – algumas mal percorriam as retas. A lição que se tira dos quatro primeiros dias em Jerez é que ter um motorzão confiável é muito melhor que qualquer bico empinado, grosso ou meia-bomba.
O egocentrismo das asas dianteiras terminou assim que as equipes começaram a desvelar suas falhas mecânicas. Com seus dois pilotos, a Ferrari teve suas falhas iniciais e deixaram Räikkönen e Alonso na mão em algum momento. Mas até que rodaram bastante enquanto puderam. Kimi foi o mais rápido da rapa no primeiro dia. McLaren e Mercedes só tiveram problemas quando seus pilotos escapavam do traçado, coisas comuns de treinos e de conhecimento dos limites dos carros. Button e Magnussen apareceram na ponta da tabela nos dias 2 e 3, enquanto as Flechas de Prata com tom negro ganhavam no quesito voltas. A Williams pode se gabar de ter passado incólume tanto com Massa quanto com Bottas, com direito a melhor tempo do brasileiro na sessão final.
Por definição, a Toro Rosso foi um potro recém-nascido que tentou aprender a andar; a Red Bull, então, engatinhou. Assim, restou à Caterham, quem diria, a responsabilidade de fazer esse motor Renault, uma bomba em formato de V, ganhar rodagem no quarto e último dia de testes, nas mãos de Kobayashi. Em Enstone e Viry-Chatillôn, serão três semanas de árduo trabalho para fazer este motor refrigerar da maneira que deve e empurrar as equipes sem que elas tenham de pensar em buracos e traquitanas no carro. O Bahrein é um bom cenário para que as peças sejam exigidas da forma que se deve — ainda bem que não é Interlagos quase-40ºC.~
Ali no meio do pelotão, fica a dúvida do que Sauber e Force India podem conseguir. A primeira parece ter lá seus problemas de concepção com uma dupla não muito bem concebida; a outra até indica ter parido um carro bom, mas ainda sem preocupação de mostrar o potencial, com uma dupla acima da média. Mais atrás, a Marussia ergueu sobrancelhas por ter chegado tarde demais e não ter feito um trabalho feio. Bianchi saiu elogiando o MR03 de biquinho tímido à beça. A Caterham com seu bico-rodo também merece atenção. Tá na hora de as nanicas darem um salto grande e competirem por pontos. O primeiro ato até permite um sonho destes.
No geral, o que fica é uma declaração de Rosberg: “Estou sorrindo”. É a melhor forma de definir um carro e o começo de trabalho sem dar muitas pistas, um belo eufemismo de “agora vamo dominar essas coisa tudo aqui”. E junto com a equipe-irmã, no último ano do laço que as liga, seu velho chefe voltando a dominar e com um MP4-29 de detalhes aerodinâmicos que vão ditar moda, como a suspensão ‘bloqueada’, o primeiro capítulo da F1 em 2014 aponta que os diabos que vestem prata na temporada valem ouro.
E quanto à Lotus: Drummond escreveu um poema bom e triste, ‘Ausência’…
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Carros e humanos. Dê uma chance a eles*
* Por Bruno Vicária
Antigamente, os carros da Fórmula 1 eram considerados perfeitos. Mesmo não sendo funcionais, esteticamente eram perfeitos. O primor da engenharia em linhas suaves que, além de gerar um desenho visivelmente agradável, busca trazer o mínimo de lentidão possível quando o carro está em alta velocidade.
Porém, neste ano, como pudemos ver, os carros carregam um defeito. Um gritante defeito. Um nariz que torceu o nariz do mundo todo. E, como tem gente que não vive diariamente o universo da Fórmula 1, vou explicar um pouco o que provocou essa estética tão feia desta nova geração de máquinas.
Desde 2010, a categoria andava muito preocupada com a altura da frente dos carros, que, de tão elevada, chegava à ficar na altura dos capacetes dos pilotos. E, em um acidente, principalmente em "T" (quando um carro acerta o outro no meio", isso poderia ter consequências fatais.
Isso acabou obrigando, em 2012, os times a adotarem os chamados degraus. Uma solução que transformou alguns carros em projetos de Lego (aquele brinquedo infantil). No ano passado, quando as equipes já buscavam apresentar opções mais harmoniosas, veio o regulamento que estipulou que a frente do carro deveria ter uma certa altura do solo.
Pronto. Isso acabou provocando todas as situações vistas até o momento em carros como Force India, Williams, McLaren e Toro Rosso, que acrescentaram um nariz de tamanduá (ou do "Gonzo", da famosa série Muppets). A Lotus foi mais longe, colocando "antenas assimétricas de formiga" na frente, enquanto a Ferrari foi a mais conservadora em seu desenho, mas não escapando do apelido de "aspirador de pó".
Em uma visão bem longe de ser técnica, posso dizer que os carros de Fórmula 1 ficaram mais humanos. Agora eles têm um defeito, que é o nariz grande e desproporcional. Assim como as pessoas de nariz grande, esse carro sofrerá bullying por tempo indeterminado e sempre terá algum engraçadinho para fazer uma piadinha. A diferença é que carro não é gente, assim não reage. Ainda bem, senão seria um estrago.
Mas assim como as pessoas narigudas, a estética aos poucos será deixada de lado em prol das qualidades. Não é pelo fato de alguém, ou algo, ter um nariz feio que não exista coisas boas ali. Ou que esse alguém, ou algo, não tenha qualidades que podem não ser vistas, mas podem ser sentidas ou demonstradas, seja em gestos (como os humanos) quanto em resultados (como as máquinas).
Ou seja, você que torceu o nariz para os carros por conta de um nariz feio (desculpem a repetição), ou se incomodou com alguém por conta de alguma coisa que não tenha sido perfeita ou como esperava, dê uma segunda chance, aceite, entenda. Eles podem te surpreender ou mostrar que podem valer tanto, ou até mais, que o carrinho bonito ou aquela pessoa aparentemente perfeita. Eles podem te surpreender tanto que você não vai nem ligar para o defeito. Capaz até de achar bonito.
Não elimine algo ou alguém por causa de um defeito, você pode perder momentos únicos. Vai por mim.
Antigamente, os carros da Fórmula 1 eram considerados perfeitos. Mesmo não sendo funcionais, esteticamente eram perfeitos. O primor da engenharia em linhas suaves que, além de gerar um desenho visivelmente agradável, busca trazer o mínimo de lentidão possível quando o carro está em alta velocidade.
Porém, neste ano, como pudemos ver, os carros carregam um defeito. Um gritante defeito. Um nariz que torceu o nariz do mundo todo. E, como tem gente que não vive diariamente o universo da Fórmula 1, vou explicar um pouco o que provocou essa estética tão feia desta nova geração de máquinas.
Desde 2010, a categoria andava muito preocupada com a altura da frente dos carros, que, de tão elevada, chegava à ficar na altura dos capacetes dos pilotos. E, em um acidente, principalmente em "T" (quando um carro acerta o outro no meio", isso poderia ter consequências fatais.
Isso acabou obrigando, em 2012, os times a adotarem os chamados degraus. Uma solução que transformou alguns carros em projetos de Lego (aquele brinquedo infantil). No ano passado, quando as equipes já buscavam apresentar opções mais harmoniosas, veio o regulamento que estipulou que a frente do carro deveria ter uma certa altura do solo.
Pronto. Isso acabou provocando todas as situações vistas até o momento em carros como Force India, Williams, McLaren e Toro Rosso, que acrescentaram um nariz de tamanduá (ou do "Gonzo", da famosa série Muppets). A Lotus foi mais longe, colocando "antenas assimétricas de formiga" na frente, enquanto a Ferrari foi a mais conservadora em seu desenho, mas não escapando do apelido de "aspirador de pó".
Em uma visão bem longe de ser técnica, posso dizer que os carros de Fórmula 1 ficaram mais humanos. Agora eles têm um defeito, que é o nariz grande e desproporcional. Assim como as pessoas de nariz grande, esse carro sofrerá bullying por tempo indeterminado e sempre terá algum engraçadinho para fazer uma piadinha. A diferença é que carro não é gente, assim não reage. Ainda bem, senão seria um estrago.
Mas assim como as pessoas narigudas, a estética aos poucos será deixada de lado em prol das qualidades. Não é pelo fato de alguém, ou algo, ter um nariz feio que não exista coisas boas ali. Ou que esse alguém, ou algo, não tenha qualidades que podem não ser vistas, mas podem ser sentidas ou demonstradas, seja em gestos (como os humanos) quanto em resultados (como as máquinas).
Ou seja, você que torceu o nariz para os carros por conta de um nariz feio (desculpem a repetição), ou se incomodou com alguém por conta de alguma coisa que não tenha sido perfeita ou como esperava, dê uma segunda chance, aceite, entenda. Eles podem te surpreender ou mostrar que podem valer tanto, ou até mais, que o carrinho bonito ou aquela pessoa aparentemente perfeita. Eles podem te surpreender tanto que você não vai nem ligar para o defeito. Capaz até de achar bonito.
Não elimine algo ou alguém por causa de um defeito, você pode perder momentos únicos. Vai por mim.
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No caminho do bem*
* Por Luis Fernando Ramos
A reunião dos engenheiros e pilotos da Williams ontem em Jerez se estendeu mais que o previsto, o que é normal de acontecer no time. Enquanto a imprensa mundial em peso o aguardava na parte de fora do motorhome, Massa se levantou e pediu a palavra, agradecendo a todos e se dizendo muito feliz em fazer parte da equipe, além de se mostrar bastante animado para a temporada.
Este sentimento ficou claro nos minutos seguintes. Tranquilo e sorridente, Massa atendeu com paciência as tevês do mundo todo. Depois se sentou com a imprensa escrita para uma longa conversa. Nela, não cansou de reafirmar sua confiança no seu novo time. “A Williams é uma equipe profissional e capaz de fazer um grande trabalho na Fórmula 1. Está claro que ela não está na categoria para andar atrás, mas para brigar pelas primeiras posições”.
Claro que uma parte significativa da alegria está na confirmação de que o motor Mercedes chegou à primeira bateria de testes dos novos V6 como a unidade melhor preparada. Massa foi claro ao dizer que gostou muito do que sentiu dela. Mas apontou também que o time sairá daqui com alguma lição de casa. “Temos muito a fazer de agora até o teste do Bahrein, serão semanas importantes para resolver alguns probleminhas. Mas estamos num bom caminho. Precisamos fazer algumas simulações de corrida no Bahrein e, assim, chegar na primeira corrida com a confiança de que seremos competitivos e de que iremos terminá-la, o que será fundamental pois ali está uma chance de somarmos muito pontos e até de lutar por um pódio”.
Mas há um outro fator importante: a equipe. O agradecimento do brasileiro aos engenheiros no caminhão não foi para inglês ver. Massa está realmente apreciando o trabalho com o pessoal da equipe de Grove. E confiante que também pode trazer ao time lições importantes de Maranello. “É diferente. Há muito para aprender, mas acho que é importante misturar as coisas boas dessa equipe com as coisas boas de outras equipes. Há várias pessoas novas na equipe, boas pessoas. Fico feliz que eles investiram nesse qualidade humana para mudar a situação do ano passado, um dos piores na história da Williams. E fico feliz de ter escolhido uma equipe que está contratando pessoas pensando no futuro, e não uma que está perdendo pessoas”.
Além de Pat Symonds, a Williams trouxe dois aerodinamicistas novos: Dave Wheater da Lotus e Shaun Whitehead, que trabalhava ao lado de Adrian Newey na Red Bull. E quando chegar nos boxes do time na Austrália, Massa encontrará um novo engenheiro-chefe supervisionando o trabalho nos dois carros. Seu velho amigo Rob Smedley.
A reunião dos engenheiros e pilotos da Williams ontem em Jerez se estendeu mais que o previsto, o que é normal de acontecer no time. Enquanto a imprensa mundial em peso o aguardava na parte de fora do motorhome, Massa se levantou e pediu a palavra, agradecendo a todos e se dizendo muito feliz em fazer parte da equipe, além de se mostrar bastante animado para a temporada.
Este sentimento ficou claro nos minutos seguintes. Tranquilo e sorridente, Massa atendeu com paciência as tevês do mundo todo. Depois se sentou com a imprensa escrita para uma longa conversa. Nela, não cansou de reafirmar sua confiança no seu novo time. “A Williams é uma equipe profissional e capaz de fazer um grande trabalho na Fórmula 1. Está claro que ela não está na categoria para andar atrás, mas para brigar pelas primeiras posições”.
Claro que uma parte significativa da alegria está na confirmação de que o motor Mercedes chegou à primeira bateria de testes dos novos V6 como a unidade melhor preparada. Massa foi claro ao dizer que gostou muito do que sentiu dela. Mas apontou também que o time sairá daqui com alguma lição de casa. “Temos muito a fazer de agora até o teste do Bahrein, serão semanas importantes para resolver alguns probleminhas. Mas estamos num bom caminho. Precisamos fazer algumas simulações de corrida no Bahrein e, assim, chegar na primeira corrida com a confiança de que seremos competitivos e de que iremos terminá-la, o que será fundamental pois ali está uma chance de somarmos muito pontos e até de lutar por um pódio”.
Mas há um outro fator importante: a equipe. O agradecimento do brasileiro aos engenheiros no caminhão não foi para inglês ver. Massa está realmente apreciando o trabalho com o pessoal da equipe de Grove. E confiante que também pode trazer ao time lições importantes de Maranello. “É diferente. Há muito para aprender, mas acho que é importante misturar as coisas boas dessa equipe com as coisas boas de outras equipes. Há várias pessoas novas na equipe, boas pessoas. Fico feliz que eles investiram nesse qualidade humana para mudar a situação do ano passado, um dos piores na história da Williams. E fico feliz de ter escolhido uma equipe que está contratando pessoas pensando no futuro, e não uma que está perdendo pessoas”.
Além de Pat Symonds, a Williams trouxe dois aerodinamicistas novos: Dave Wheater da Lotus e Shaun Whitehead, que trabalhava ao lado de Adrian Newey na Red Bull. E quando chegar nos boxes do time na Austrália, Massa encontrará um novo engenheiro-chefe supervisionando o trabalho nos dois carros. Seu velho amigo Rob Smedley.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Clássicos de corrida feitos de Lego são nossa nova obsessão*
* FlatOut
Dá para montar praticamente qualquer coisa usando Lego. E, se você for um cara ligado em carros, também sabe que há quem faça miniaturas incríveis com os blocos dinamarqueses de montar. Quer se inspirar para fazer os seus próprios modelos? Fique, então, com uma seleção de carros de corrida clássicos que foram feitos peça a peça?
A comunidade de construtores de Lego é gigantesca. Para a alegria dos mortais como nós que, no máximo, usamos aquelas plataformas com rodinhas e alguns blocos para fazer sedãs quadrados, estes caras gostam de exibir seu trabalho pela internet, seja em blogs, fóruns, no Youtube ou no Flickr.
Para tentar te inspirar, separamos algumas (re)criações de carros de corrida clássicos, que vão de Fórmula 1 a Le Mans, com diferentes níveis de complexidade — há alguns modelos bastante detalhados e outros bem simples, quase caricatos. No entanto, todos são muito bacanas e te levam a pensar “por que eu nunca tentei fazer isto”? Só esperamos não surtir o efeito contrário, te fazendo achar que jamais será capaz de fazer algo neste nível.
Este aqui é um Honda RA272, criado pelo usuário português do Flickr Biczzz. O RA272 foi o carro usado pela Honda na temporada de 1965 da Fórmula 1, e tinha um motor V12 de 1,5 litro que girava a mais de 14.000 RPM. Além do ronco sensacional, este também foi um dos carros mais bonitos a competir na F1 em nossa opinião.
O McLaren MP4/4 dispensa maiores comentários. Com ele, Alain Prost e Ayrton Senna venceram 15 das 16 corridas da temporada de Fórmula 1 de 1988, e conquistaram 15 das 16 pole positions. As exceções foram o GP de Silversone, em que Gehrard Berger ficou com a pole, e o GP da Italia, em Monza, que Berger venceu.
A recriação em Lego foi feita por Luca Rusconi, que tem uma queda por carros de Fórmula 1 clássicos e também fez o Lotus 79 e o Tyrell P34, entre outros.
Voltando um pouco mais no tempo, o que dizer deste Alfa Romeo 8C 2600 Tipo B 1933 absurdamente detalhado, feito por Bob Alexander? O motor de oito cilindros em linha e 2,6 litros (daí seu nome) desenvolvia 215 cv, e levava o 8C de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos. Nesta configuração, o carro venceu as 24 Horas de Le Mans de 1933. Em 1935, Tazio Nuvolari venceu as “flechas de prata” da Mercedes no GP de Nürburgring ao volante de uma versão com motor do Tipo B equipada com motor de 3,2 litros.
Outras das criações de Alexander incluem o inesquecível Porsche 917 com pintura Gulf — atente para os detalhes do cockpit e do motor flat-12 — e o Jaguar XJR-9 que, com seu V12 de sete litros, venceu as 24 Horas de Le Mans em 1988 pela primeira vez desde 1957, e quebrando o combo de vitórias da Porsche que vinha desde 1980.
Estes são só alguns exemplos. No fim do post você vai encontrar os links para as galerias no Flickr e ver que o trabalho destes caras é simplesmente deslumbrante.
“Mas, FlatOut!, vocês só mostram estes carros cheios de detalhes? Vou demorar anos para ficar assim?” Não se preocupe: também há recriações mais simples, porém tão bacanas quanto. Jake Moon tem um estilo mais minimalista e simples, que mostra que dá para fazer bem mais do que você fazia quando era criança sem precisar de maquetes virtuais ou kits e mais kits de Lego Technik.
E ele até te ensina passo-a-passo como construir um Peel P50!
Agora você só precisa de uma versão de Lego do Jeremy Clarkson…
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
GGOO News Edição 7
Depois de um longo tempo o tão esperado lançamento chegou.
A GGOO News agora em sua 7ª edição, apresenta um conteúdo imperdível! Confira:
A GGOO News agora em sua 7ª edição, apresenta um conteúdo imperdível! Confira:
* NUMB3R5 (Matéria capa):
A F1 adota o sistema de numeração fixa. Ela estaria se reinventando ou perdendo sua essência?
A F1 adota o sistema de numeração fixa. Ela estaria se reinventando ou perdendo sua essência?
* O Retorno Da Martini:
A marca de bebidas italiana volta a F1 com a Williams. A GGOO relembra um pouco do passado da marca na categoria.
A marca de bebidas italiana volta a F1 com a Williams. A GGOO relembra um pouco do passado da marca na categoria.
Por Ricardo Lellis
Veja, leia, se divirta
Patinhos feios*
* Por Julianne Cerasoli
Com o lançamento dos primeiros carros da próxima temporada da Fórmula 1, faltaram adjetivos para descrever a, digamos, falta de estética dos novos bicos. Resultado de uma das diversas mudanças no regulamento, eles já foram chamados de dedo, antena, golfinho e até tamanduá. Nada muito elogioso. Há quem diga que os “rebentos” são daqueles que só as próprias mães acham bonitos. Maldades à parte, por que os carros ficaram assim?
Nos últimos dois anos, os bicos foram “abaixados” por questões de segurança, para evitar que os capacetes dos pilotos sejam atingidos em colisões frontais. As novas alterações, feitas em 2014, visam prevenir também outro tipo de acidente: quando um carro decola após tocar a roda traseira de quem vai à frente. Isso criou a necessidade de abaixar ainda mais os bicos.
Porém, as equipes chiaram quanto à extensão dessa mudança. Dependendo de como a nova regra fosse redigida, seria necessária uma revolução aerodinâmica que afetaria o carro inteiro. Afinal, o bico do carro é o primeiro contanto dele com o ar e influencia toda a aerodinâmica – especialmente o ar que passa por debaixo dele e alimenta o assoalho, além de afetar as suspensões. Portanto, “rebaixar” todo o bico geraria uma enorme despesa de tempo e dinheiro, ainda mais em um ano no qual os engenheiros já têm de lidar com muitas novidades com o novo motor turbo V6 e seus complicados sistemas híbridos. A solução para agradar os times e não esquecer a questão da segurança foi abaixar apenas a seção final do bico.
Mesmo assim, não há uma solução padrão para essa “ponta” rebaixada. Isso porque os engenheiros têm de trabalhar com comprometimentos nas áreas aerodinâmica e estrutural (cuja meta é passar pelos crash tests). Para quem cuida do fluxo de ar, o melhor é que o bico seja curto e arredondado. E quem cuida de estrutura quer um bico longo e fino. Por isso, temos visto algumas diferenças entre os modelos.
O resultado de tudo isso é que um bico perfeito para 2014 precisa ser o mais arqueado possível após a primeira seção, que é obrigatoriamente mais baixa devido às novas regras. Isso criou essa espécie de divisão que temos visto nos modelos, como se a primeira parte do bico simplesmente não combinasse com o resto.
Como os resultados têm sido horrendos, é possível que haja modificações nas regras, como ocorreu após a geração de carros com degraus nos bicos, de 2012. Mas isso só em 2015, pois, em meio a tantas alterações no regulamento técnico e a promessa de uma Fórmula 1 diferente do que vimos nos últimos anos, toda essa feiura promete ser o que vai chamar menos a atenção.
Com o lançamento dos primeiros carros da próxima temporada da Fórmula 1, faltaram adjetivos para descrever a, digamos, falta de estética dos novos bicos. Resultado de uma das diversas mudanças no regulamento, eles já foram chamados de dedo, antena, golfinho e até tamanduá. Nada muito elogioso. Há quem diga que os “rebentos” são daqueles que só as próprias mães acham bonitos. Maldades à parte, por que os carros ficaram assim?
Nos últimos dois anos, os bicos foram “abaixados” por questões de segurança, para evitar que os capacetes dos pilotos sejam atingidos em colisões frontais. As novas alterações, feitas em 2014, visam prevenir também outro tipo de acidente: quando um carro decola após tocar a roda traseira de quem vai à frente. Isso criou a necessidade de abaixar ainda mais os bicos.
Porém, as equipes chiaram quanto à extensão dessa mudança. Dependendo de como a nova regra fosse redigida, seria necessária uma revolução aerodinâmica que afetaria o carro inteiro. Afinal, o bico do carro é o primeiro contanto dele com o ar e influencia toda a aerodinâmica – especialmente o ar que passa por debaixo dele e alimenta o assoalho, além de afetar as suspensões. Portanto, “rebaixar” todo o bico geraria uma enorme despesa de tempo e dinheiro, ainda mais em um ano no qual os engenheiros já têm de lidar com muitas novidades com o novo motor turbo V6 e seus complicados sistemas híbridos. A solução para agradar os times e não esquecer a questão da segurança foi abaixar apenas a seção final do bico.
Mesmo assim, não há uma solução padrão para essa “ponta” rebaixada. Isso porque os engenheiros têm de trabalhar com comprometimentos nas áreas aerodinâmica e estrutural (cuja meta é passar pelos crash tests). Para quem cuida do fluxo de ar, o melhor é que o bico seja curto e arredondado. E quem cuida de estrutura quer um bico longo e fino. Por isso, temos visto algumas diferenças entre os modelos.
O resultado de tudo isso é que um bico perfeito para 2014 precisa ser o mais arqueado possível após a primeira seção, que é obrigatoriamente mais baixa devido às novas regras. Isso criou essa espécie de divisão que temos visto nos modelos, como se a primeira parte do bico simplesmente não combinasse com o resto.
Como os resultados têm sido horrendos, é possível que haja modificações nas regras, como ocorreu após a geração de carros com degraus nos bicos, de 2012. Mas isso só em 2015, pois, em meio a tantas alterações no regulamento técnico e a promessa de uma Fórmula 1 diferente do que vimos nos últimos anos, toda essa feiura promete ser o que vai chamar menos a atenção.
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Conversa imaginária*
* Por Bruno Vicaria
E aí meu amigo, tudo bom?
Me desculpe. Faz parte da minha educação perguntar se está tudo bem mesmo sabendo que não está. Você podia pelo menos abrir o olho para o pessoal soltar uma notícia sua e todos se acalmarem. O mundo inteiro está nervoso e temendo o pior. Mas eu sinto que isso não vai acontecer.
Mas pelo que percebi o único jeito de conversar com você será desta forma. Por sintonia, telepatia e cartas imaginárias. Depois de um mês, confesso que já sinto falta de ver o seu queixo enorme e suas caretas, assim como aquelas roupas ridículas de "Sertanejo Made In Paraguai" repletas de lantejoulas.
Não sei se você chegou a ouvir de rabo de orelha que, quanto mais você dorme, mais você se ferra. E que você pode voltar como qualquer um, menos como Michael Schumacher. Você pode não conseguir falar, ou ouvir, ou ver, ou tudo ao mesmo tempo. Ou apenas ver. Você corre o risco de conversar apenas com os olhos. Ou não fazer nada.
Para quem gosta de liberdade, deve ser horrível viver preso e incomunicável dentro de uma "carcaça". E pior, com essa carcaça você voou alto e baixo, mas caiu forte também. E ainda mais você, que gosta de tudo: correr, esquiar, jogar bola... Agora, pensar e sonhar serão seus esportes favorito. Se não for, terá de ser. Mas acredito que você se adaptará tranquilamente.
Chega a ser curioso. Você é um cara que realizou quase todos os sonhos seus, meus e de milhões de pessoas, o que falta para você sonhar? Pensar tudo bem, é algo que fazemos quando nem percebemos, mas sonhar? Te conhecendo um pouco e vendo sua situação eu acredito que teu maior sonho era poder acordar e andar. E isso para você valeria mais que qualquer um dos seus sete títulos mundiais.
Aliás, acredito que este teu sonho, caso aconteça, será um sonho que fomentará sonhos de muitas pessoas com problemas iguais ou mais graves. E pensar que, para quem tem de tudo, uma coisa tão simples como virar a cabeça, ou mexer o braço, ou simplesmente dobrar o joelho possa valer mais que qualquer outra coisa.
Caso você não consiga se mexer, na pior das hipóteses, não fique triste e não pense que você será abandonado. Admiradores você tem aos montes, agora veremos quem gosta de você de verdade. Claro, tua família nunca vai te abandonar, não é à toa que você os escolheu (e Deus os escolheu) para ficar do lado. Passando por isso, você verá quem esteve do seu lado de verdade.
Do meu lado, você pode ter certeza que bateremos muitos papos ainda, mesmo que sejam imaginários. Vou te manter informado de tudo o que está acontecendo. E, na minha primeira oportunidade, seja na Suíça, na Alemanha ou na França, buscarei te fazer uma visita e te mandar energia positiva. Você pode não conseguir fazer mais nada, mas, se depender de mim, ninguém vai te esquecer.
Semana que vem a gente fala mais. Vou te contar o que anda acontecendo por aí. Acho que se eu levar a foto do novo Caterham você acorda rapidinho de tanto susto. Aliás, você me deu uma boa ideia! Vou imprimir as fotos de todos os carros e enviar aí para Grenoble. Vai que funciona?
Grande abraço, até mais. E vê se melhora.
PS1: Teu capacete e tuas luvas tão guardadinhas, mando uma foto deles em anexo.
E aí meu amigo, tudo bom?
Me desculpe. Faz parte da minha educação perguntar se está tudo bem mesmo sabendo que não está. Você podia pelo menos abrir o olho para o pessoal soltar uma notícia sua e todos se acalmarem. O mundo inteiro está nervoso e temendo o pior. Mas eu sinto que isso não vai acontecer.
Mas pelo que percebi o único jeito de conversar com você será desta forma. Por sintonia, telepatia e cartas imaginárias. Depois de um mês, confesso que já sinto falta de ver o seu queixo enorme e suas caretas, assim como aquelas roupas ridículas de "Sertanejo Made In Paraguai" repletas de lantejoulas.
Não sei se você chegou a ouvir de rabo de orelha que, quanto mais você dorme, mais você se ferra. E que você pode voltar como qualquer um, menos como Michael Schumacher. Você pode não conseguir falar, ou ouvir, ou ver, ou tudo ao mesmo tempo. Ou apenas ver. Você corre o risco de conversar apenas com os olhos. Ou não fazer nada.
Para quem gosta de liberdade, deve ser horrível viver preso e incomunicável dentro de uma "carcaça". E pior, com essa carcaça você voou alto e baixo, mas caiu forte também. E ainda mais você, que gosta de tudo: correr, esquiar, jogar bola... Agora, pensar e sonhar serão seus esportes favorito. Se não for, terá de ser. Mas acredito que você se adaptará tranquilamente.
Chega a ser curioso. Você é um cara que realizou quase todos os sonhos seus, meus e de milhões de pessoas, o que falta para você sonhar? Pensar tudo bem, é algo que fazemos quando nem percebemos, mas sonhar? Te conhecendo um pouco e vendo sua situação eu acredito que teu maior sonho era poder acordar e andar. E isso para você valeria mais que qualquer um dos seus sete títulos mundiais.
Aliás, acredito que este teu sonho, caso aconteça, será um sonho que fomentará sonhos de muitas pessoas com problemas iguais ou mais graves. E pensar que, para quem tem de tudo, uma coisa tão simples como virar a cabeça, ou mexer o braço, ou simplesmente dobrar o joelho possa valer mais que qualquer outra coisa.
Caso você não consiga se mexer, na pior das hipóteses, não fique triste e não pense que você será abandonado. Admiradores você tem aos montes, agora veremos quem gosta de você de verdade. Claro, tua família nunca vai te abandonar, não é à toa que você os escolheu (e Deus os escolheu) para ficar do lado. Passando por isso, você verá quem esteve do seu lado de verdade.
Do meu lado, você pode ter certeza que bateremos muitos papos ainda, mesmo que sejam imaginários. Vou te manter informado de tudo o que está acontecendo. E, na minha primeira oportunidade, seja na Suíça, na Alemanha ou na França, buscarei te fazer uma visita e te mandar energia positiva. Você pode não conseguir fazer mais nada, mas, se depender de mim, ninguém vai te esquecer.
Semana que vem a gente fala mais. Vou te contar o que anda acontecendo por aí. Acho que se eu levar a foto do novo Caterham você acorda rapidinho de tanto susto. Aliás, você me deu uma boa ideia! Vou imprimir as fotos de todos os carros e enviar aí para Grenoble. Vai que funciona?
Grande abraço, até mais. E vê se melhora.
PS1: Teu capacete e tuas luvas tão guardadinhas, mando uma foto deles em anexo.
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REPLAY: WRC - RALLY DE MONTE CARLO, 2014
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
F1 2014 - ENGINE SOUND - COMPARISON 2013 X 2014
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
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