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quarta-feira, 5 de março de 2014
O QUE SERÁ DE 2014*
* Por Victor Martins
As três semanas de testes em Jerez e Sakhir ensinaram claramente que aquela F1 perfeitinha não existe mais e é deveras complicada. Em pleno 2014, com todas as evoluções à disposição e respostas praticamente em tempo real, as 11 equipes vão empacotar seus pertences rumo à Austrália com carros em versão beta, experimentais, sem a certeza fidedigna de que vão passar incólumes os três dias daquele final de semana.
A tabela que aponta a quantidade de km rodados é diretamente proporcional ao desempenho em pista, considerando o combinado dos tempos e as voltas rápidas. Mercedes (974 voltas, 4.967 km) e Williams (936, 4.893) são as favoritas à vitória – e ninguém em sã consciência poderia imaginar o salto dado pelo time de Frank. Claramente, o sucesso da Williams está na mudança para os motores da estrela de três pontas, muito mais confiáveis e rápidos que a rapa. Mas a reinvenção promovida pela filha Claire surtiu efeito: com quase uma nova equipe nos bastidores e um piloto saído da Ferrari também buscando um renascimento na categoria, as coisas casaram. O fluxo de dinheiro e patrocinadores foi o maior visto na F1. Foi de Massa o melhor tempo no Bahrein, e é claro que ver o nome no primeiro lugar massageia o ego de quem vinha se acostumando a andar por andar.
A McLaren (812 voltas, 4.153 km) deixou um pouco a desejar nesta última semana, apresentando sucessivos problemas. Se antes havia um otimismo crescente de que a temporada passada foi uma exceção, alguns já começaram a coçar a cabeça. O falante novato Magnussen foi preciso ao avaliar que o MP4-29 parece um carro de F1, diferente do modelo do ano passado, mas que ainda não está tinindo para lutar com o pelotão da frente. E tem a Force India (761, 3.974), que se achou em termos de confiabilidade e só precisa mostrar que tem um carro multicolorido que é rápido em ritmo de classificação ou pouca gasolina. A expectativa é grande pelos lados do time indiano, sobretudo com Hülkenberg – o ex-zica do pântano que tirou a sorte grande ao não assinar com a Lotus
O domínio dos aliados da Mercedes só pode ser eventualmente quebrado pela Ferrari (875 voltas, 4.488 km). Assumidamente, o time italiano já se vê atrás das concorrentes acima, mas traz várias pontas de dúvida sobre o que pode fazer neste início de campeonato. Há quem diga que a F14T é bem nascida e não mostrou seu potencial nos treinos, escondendo seus segredos; por outro lado, guardar algumas peças para que as demais não se atentem e se apressem para copiar acaba sendo um tiro no pé na medida em que tudo ainda é muito novo e precisa ser exaustivamente checado para ter seu desempenho avaliado – além de que não é tão simples assim para as demais verem e começarem a elaborar um clone mirabolante da ideia alheia sem que modifiquem consideravelmente seus próprios projetos.
A Sauber (776 voltas, 4.039 km) só começou a engatar a sétima no dia final de testes, quando Sutil andou à beça. No mais, tende a repetir o fiasco do início do ano passado, em que teve de usar a primeira parte do ano para acertar o carro. O C33 é fraquinho, por ora. E tem essa Marussia (317, 1.686), que andou muito pouco – só mais que a Lotus –, mas que não fez o pior dos carros, não. A meta de andar o Q2 em Melbourne é absolutamente plausível.
A Caterham (626 voltas, 3.313 km) foi a equipe que mais quilometragem deu ao parco motor Renault. Mas isso não quer dizer que o CT05 tenha sido bem concebido. Além de faltar velocidade, o desempenho em termos de tempos deixou muito a desejar. No Bahrein, foi em média 5 segundos mais lento que os melhores tempos. Kobayashi pediu o carro da GP2, em todo caso. O pobre Ericsson vai estrear na F1 com um quê de sofrimento. Quanto à Toro Rosso (465, 2.463), é por enquanto a equipe mais insossa do grid: tá lá, né, fazer o quê, sem aparecer muito, sem brilhar, porém com tempos razoáveis para quem resolveu ser Renault na vida.
Por fim, quem diria que Red Bull (320 voltas, 1.711 km) e Lotus (238, 1.288), que encerraram 2013 com os melhores carros do grid, estivessem mastigando o maná que o coisa-ruim amassou. Não houve um só dia que ambas não sofreram. A Red Bull, quando conseguiu, andou no ritmo da equipe irmã; a Lotus se arrastou e periga nem conseguir colocar Grosjean e Maldonado dentro dos 107% que os liberam para correr. Os rivais são relutantes em descartar os taurinos da luta pelo título – afinal, um time que vem de um tetra consecutivo não perdeu a mão do negócio e está de pires estendido por causa do propulsor que mal a empurra. Só que, se alcançar as rivais, tende o fazer em um ponto em que as coisas já estejam bem encaminhadas na temporada. Vettel vai sofrer um bocado, para deleite de seus detratores.
Diante deste cenário, a questão que fica é a seguinte: a velocidade pura de Hamilton ou a inteligência de Rosberg em poupar equipamento? A resposta aponta boa parte do que pode ser o resultado deste campeonato.
As três semanas de testes em Jerez e Sakhir ensinaram claramente que aquela F1 perfeitinha não existe mais e é deveras complicada. Em pleno 2014, com todas as evoluções à disposição e respostas praticamente em tempo real, as 11 equipes vão empacotar seus pertences rumo à Austrália com carros em versão beta, experimentais, sem a certeza fidedigna de que vão passar incólumes os três dias daquele final de semana.
A tabela que aponta a quantidade de km rodados é diretamente proporcional ao desempenho em pista, considerando o combinado dos tempos e as voltas rápidas. Mercedes (974 voltas, 4.967 km) e Williams (936, 4.893) são as favoritas à vitória – e ninguém em sã consciência poderia imaginar o salto dado pelo time de Frank. Claramente, o sucesso da Williams está na mudança para os motores da estrela de três pontas, muito mais confiáveis e rápidos que a rapa. Mas a reinvenção promovida pela filha Claire surtiu efeito: com quase uma nova equipe nos bastidores e um piloto saído da Ferrari também buscando um renascimento na categoria, as coisas casaram. O fluxo de dinheiro e patrocinadores foi o maior visto na F1. Foi de Massa o melhor tempo no Bahrein, e é claro que ver o nome no primeiro lugar massageia o ego de quem vinha se acostumando a andar por andar.
A McLaren (812 voltas, 4.153 km) deixou um pouco a desejar nesta última semana, apresentando sucessivos problemas. Se antes havia um otimismo crescente de que a temporada passada foi uma exceção, alguns já começaram a coçar a cabeça. O falante novato Magnussen foi preciso ao avaliar que o MP4-29 parece um carro de F1, diferente do modelo do ano passado, mas que ainda não está tinindo para lutar com o pelotão da frente. E tem a Force India (761, 3.974), que se achou em termos de confiabilidade e só precisa mostrar que tem um carro multicolorido que é rápido em ritmo de classificação ou pouca gasolina. A expectativa é grande pelos lados do time indiano, sobretudo com Hülkenberg – o ex-zica do pântano que tirou a sorte grande ao não assinar com a Lotus
O domínio dos aliados da Mercedes só pode ser eventualmente quebrado pela Ferrari (875 voltas, 4.488 km). Assumidamente, o time italiano já se vê atrás das concorrentes acima, mas traz várias pontas de dúvida sobre o que pode fazer neste início de campeonato. Há quem diga que a F14T é bem nascida e não mostrou seu potencial nos treinos, escondendo seus segredos; por outro lado, guardar algumas peças para que as demais não se atentem e se apressem para copiar acaba sendo um tiro no pé na medida em que tudo ainda é muito novo e precisa ser exaustivamente checado para ter seu desempenho avaliado – além de que não é tão simples assim para as demais verem e começarem a elaborar um clone mirabolante da ideia alheia sem que modifiquem consideravelmente seus próprios projetos.
A Sauber (776 voltas, 4.039 km) só começou a engatar a sétima no dia final de testes, quando Sutil andou à beça. No mais, tende a repetir o fiasco do início do ano passado, em que teve de usar a primeira parte do ano para acertar o carro. O C33 é fraquinho, por ora. E tem essa Marussia (317, 1.686), que andou muito pouco – só mais que a Lotus –, mas que não fez o pior dos carros, não. A meta de andar o Q2 em Melbourne é absolutamente plausível.
A Caterham (626 voltas, 3.313 km) foi a equipe que mais quilometragem deu ao parco motor Renault. Mas isso não quer dizer que o CT05 tenha sido bem concebido. Além de faltar velocidade, o desempenho em termos de tempos deixou muito a desejar. No Bahrein, foi em média 5 segundos mais lento que os melhores tempos. Kobayashi pediu o carro da GP2, em todo caso. O pobre Ericsson vai estrear na F1 com um quê de sofrimento. Quanto à Toro Rosso (465, 2.463), é por enquanto a equipe mais insossa do grid: tá lá, né, fazer o quê, sem aparecer muito, sem brilhar, porém com tempos razoáveis para quem resolveu ser Renault na vida.
Por fim, quem diria que Red Bull (320 voltas, 1.711 km) e Lotus (238, 1.288), que encerraram 2013 com os melhores carros do grid, estivessem mastigando o maná que o coisa-ruim amassou. Não houve um só dia que ambas não sofreram. A Red Bull, quando conseguiu, andou no ritmo da equipe irmã; a Lotus se arrastou e periga nem conseguir colocar Grosjean e Maldonado dentro dos 107% que os liberam para correr. Os rivais são relutantes em descartar os taurinos da luta pelo título – afinal, um time que vem de um tetra consecutivo não perdeu a mão do negócio e está de pires estendido por causa do propulsor que mal a empurra. Só que, se alcançar as rivais, tende o fazer em um ponto em que as coisas já estejam bem encaminhadas na temporada. Vettel vai sofrer um bocado, para deleite de seus detratores.
Diante deste cenário, a questão que fica é a seguinte: a velocidade pura de Hamilton ou a inteligência de Rosberg em poupar equipamento? A resposta aponta boa parte do que pode ser o resultado deste campeonato.
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temporada 2014,
Testes
Bandeira quadriculada no Bahrein*
* Por Tatiana Cunha
Pronto. Depois de 12 dias de testes, carros na pista, agora, só nos primeiros treinos livres para o GP da Austrália, no dia 14.
No total, foram 7.100 voltas completadas e exatos 36.979 km rodados em três sessões de testes. Uma em Jerez e duas no Bahrein.
O que ficou mais evidente nesta pré-temporada foi que a Mercedes está à frente da concorrência _Hamilton foi o mais rápido mais uma vez neste domingo em Sakhir. E que a Red Bull está com problemas, graves problemas _Vettel teve uma falha mecânica em seu RB10 hoje.
O resto ainda é difícil prever exatamente o que vai acontecer. A McLaren começou bem, mas começou a ter problemas com o passar dos dias. A Ferrari não chegou a se destacar, mas nem para o bem, nem para o mal, o que pode ser um bom sinal. A Williams deu pinta de que vem para uma temporada melhor que as últimas depois de investir pesado em seu departamento técnico. A Lotus demorou para estrear em 2014 e quando o fez, sofreu com falhas em seu E22 e no motor Renault. A Force India foi a mais veloz alguns dias e parece estar bem. A Sauber, que também usa motores Ferrari, também não chegou a ser destaque. Caterham e Lotus, assim como as demais, também penaram com os propulsores franceses. E a Marussia, bem, continuará sendo a Marussia.
Agora é contar os dias para o começo da temporada e ver como todo mundo vai se comportar durante o Mundial. Será que a Mercedes vai dominar como a Red Bull fez nos últimos anos? E como Vettel vai se comportar se não tiver um carro para lutar pelo título? A Williams será capaz de lutar por pódios e até vitórias? E a Ferrari, como vai lidar com o dua Alonso-Raikkonen? As perguntas são muitas…
Vamos aos tempos de hoje no Bahrein:
1. Lewis Hamilton, Mercedes, 1min33s278
2. Valtteri Bottas, Williams, 1min33s987
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1min34s280
4. Nico Hulkenberg, Force India, 1min35s577
5. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min35s701
6. Adrian Sutil, Sauber, 1min36s467
7. Max Chilton, Marussia, 1min36s835
8. Esteban Gutierrez, Sauber, 1min37s303
9. Sebastian Vettel, Red Bull, 1min37s468
10. Jenson Button, McLaren, 1min38s111
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min38s391
12. Romain Grosjean, Lotus, 1min39s302
Pronto. Depois de 12 dias de testes, carros na pista, agora, só nos primeiros treinos livres para o GP da Austrália, no dia 14.
No total, foram 7.100 voltas completadas e exatos 36.979 km rodados em três sessões de testes. Uma em Jerez e duas no Bahrein.
O que ficou mais evidente nesta pré-temporada foi que a Mercedes está à frente da concorrência _Hamilton foi o mais rápido mais uma vez neste domingo em Sakhir. E que a Red Bull está com problemas, graves problemas _Vettel teve uma falha mecânica em seu RB10 hoje.
O resto ainda é difícil prever exatamente o que vai acontecer. A McLaren começou bem, mas começou a ter problemas com o passar dos dias. A Ferrari não chegou a se destacar, mas nem para o bem, nem para o mal, o que pode ser um bom sinal. A Williams deu pinta de que vem para uma temporada melhor que as últimas depois de investir pesado em seu departamento técnico. A Lotus demorou para estrear em 2014 e quando o fez, sofreu com falhas em seu E22 e no motor Renault. A Force India foi a mais veloz alguns dias e parece estar bem. A Sauber, que também usa motores Ferrari, também não chegou a ser destaque. Caterham e Lotus, assim como as demais, também penaram com os propulsores franceses. E a Marussia, bem, continuará sendo a Marussia.
Agora é contar os dias para o começo da temporada e ver como todo mundo vai se comportar durante o Mundial. Será que a Mercedes vai dominar como a Red Bull fez nos últimos anos? E como Vettel vai se comportar se não tiver um carro para lutar pelo título? A Williams será capaz de lutar por pódios e até vitórias? E a Ferrari, como vai lidar com o dua Alonso-Raikkonen? As perguntas são muitas…
Vamos aos tempos de hoje no Bahrein:
1. Lewis Hamilton, Mercedes, 1min33s278
2. Valtteri Bottas, Williams, 1min33s987
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1min34s280
4. Nico Hulkenberg, Force India, 1min35s577
5. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min35s701
6. Adrian Sutil, Sauber, 1min36s467
7. Max Chilton, Marussia, 1min36s835
8. Esteban Gutierrez, Sauber, 1min37s303
9. Sebastian Vettel, Red Bull, 1min37s468
10. Jenson Button, McLaren, 1min38s111
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min38s391
12. Romain Grosjean, Lotus, 1min39s302
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
E O BAR, HEIN?*
* Por Flavio Gomes
Daniel queria mais. Damerum também. Vettel, idem. Os três se encontraram hoje cedo com olheiras e voz pastosa no autódromo. “E o bar, hein?”, perguntou Raikkonen, todo animado. “Fechou cedo”, resmungou o engenheiro. Kimi, falante, retrucou: “Melhor fechar cedo o bar do que os boxes”, e depois mandou um whatsapp para o grupo que ele batizou como “Red Bomb” dizendo apenas “kkk”.
Os boxes da Red Bull fecharam cedo hoje de novo. Até reabriram no final, mas a saideira foi de apenas sete voltas. Ricardão conseguiu 25 numa manhã relativamente calma. Mas aí os sensores de temperatura começaram a apitar. Um engraçadinho da telemetria baixou um aplicativo que imita uma chaleira. Para tudo. Segundo a equipe, o problema foi o escapamento. Segundo todo mundo, superaquecimento na unidade de força Renault, popularmente conhecida como motor.
Foi dia da Force India, no Bahrein. Não por acaso, uma das equipes mercêdicas de 2014. Pérez completou 105 voltas, fez longas e curtas sequências de voltas e testou vários tipos de pneus. A Red Bull ainda nem sabe a cor das faixas dos pneus. Na Austrália, daqui a duas semanas, quando a Pirelli perguntar alguma coisa, o time de Tião Alemão vai dizer que usa qualquer um, desde que seja redondo. “Mas e os compostos?”, insistirá o piréllico. “Que sejam compostos de borracha e do que mais vocês quiserem colocar na fórmula”, ouvirá de Helmut Marko. “Não nos incomodem com essas questões.”
Pérez, a Maria do Bairro, comemorou o primeiro ligar dizendo que sua equipe “precisava muito disso”, sendo “disso” começar e terminar um dia sem dificuldades técnicas, para poder explorar tudo que o bom carro indiano tem.
Mais ainda andou Sapattos, 128 voltas, e a Williams parecia estar escarnecendo da Red Bull ao descrever tudo que foi feito hoje: teste de novos componentes aerodinâmicos, simulação de corrida com procedimento de largada e pit stops, avaliação de compostos para a Pirelli, sessão de prova de novos uniformes para mecânicos e funcionários do motorhome, testes com novas marcas de macarrão e degustação de vinhos. “A gente só experimentou novas cervejas”, falou Vettel, que trabalhou como porta-voz da equipe já que só pega o carro amanhã. “E estavam quentes, e a polícia muçulmana ainda veio dar uma dura na gente. Aí eu falei: porque não pode beber aqui e pode no bar, hein?”.
Na Ferrari, Raikkonen respondeu um extenso questionário preparado pelos engenheiros depois do treino. O dia não foi 100%, porque um defeito antes do almoço, não revelado, fez o time perder algum tempo na garagem. Como Kimi não se expressa com muita desenvoltura quando precisa falar de coisas do carro, a equipe elencou 56 perguntas técnicas e 14 comportamentais, e cada uma tinha ao lado três quadradinhos para ele assinalar as respostas: “OK”, “+/-” e “BAD”. Raikkonen respondeu “OK” para todas, o que irritou Stefano Domenicali. Ele rasgou o papel, pegou outro e disse, energicamente: “Lê direito isso aí e responde direito”. Aí Kimi assinalou “BAD” para todas, o que deixou o pessoal de análise de dados e comportamento bem confusos.
“Uma hora, uma hora!”, gritava Paddy Lowe, na Mercedes, o homem que controla o tempo. “Perdemos uma hora!” De fato, o treino de Rosberguinho terminou antes do previsto. “Não foi um bom dia”, admitiu o piloto. A ideia era simular “um dia em Melbourne”. Pela simulação, Nico não terminou a corrida. Hamilton vai tentar amanhã.
Na McLaren, céu de brigadeiro. Acertos de carro pela manhã, simulação de GP à tarde. A cada passagem pelo pitwall da Red Bull, Magnussen fazia tchauzinho e Vettel devolvia com o dedo do meio. Foram 109 dedos do meio. A Sauber ficou contente com as 89 voltas de Sutil. “O carro aguenta bem, agora precisa ser rápido”, falou. Vettel, que na condição de porta-voz da Red Bull foi à coletiva do rival, pediu para fazer uma pergunta: “Como é um carro que aguenta bem? Ele não grita quando tem alguém por trás?”. Os seguranças da Sauber retiraram o alemão, visivelmente alterado, do recinto.
A Lotus tentou um novo escapamento, Kadron, e quebrou. Volta ao antigo, Roncar, amanhã. Maldonado foi quem andou hoje. De Marussia, Toro Rosso e Caterham, não tenho grandes informações. Sei que Kobayashi andou perguntando se seria possível fazer uma nova vaquinha na internet para ele comprar um GP2.
Daniel queria mais. Damerum também. Vettel, idem. Os três se encontraram hoje cedo com olheiras e voz pastosa no autódromo. “E o bar, hein?”, perguntou Raikkonen, todo animado. “Fechou cedo”, resmungou o engenheiro. Kimi, falante, retrucou: “Melhor fechar cedo o bar do que os boxes”, e depois mandou um whatsapp para o grupo que ele batizou como “Red Bomb” dizendo apenas “kkk”.
Os boxes da Red Bull fecharam cedo hoje de novo. Até reabriram no final, mas a saideira foi de apenas sete voltas. Ricardão conseguiu 25 numa manhã relativamente calma. Mas aí os sensores de temperatura começaram a apitar. Um engraçadinho da telemetria baixou um aplicativo que imita uma chaleira. Para tudo. Segundo a equipe, o problema foi o escapamento. Segundo todo mundo, superaquecimento na unidade de força Renault, popularmente conhecida como motor.
Foi dia da Force India, no Bahrein. Não por acaso, uma das equipes mercêdicas de 2014. Pérez completou 105 voltas, fez longas e curtas sequências de voltas e testou vários tipos de pneus. A Red Bull ainda nem sabe a cor das faixas dos pneus. Na Austrália, daqui a duas semanas, quando a Pirelli perguntar alguma coisa, o time de Tião Alemão vai dizer que usa qualquer um, desde que seja redondo. “Mas e os compostos?”, insistirá o piréllico. “Que sejam compostos de borracha e do que mais vocês quiserem colocar na fórmula”, ouvirá de Helmut Marko. “Não nos incomodem com essas questões.”
Pérez, a Maria do Bairro, comemorou o primeiro ligar dizendo que sua equipe “precisava muito disso”, sendo “disso” começar e terminar um dia sem dificuldades técnicas, para poder explorar tudo que o bom carro indiano tem.
Mais ainda andou Sapattos, 128 voltas, e a Williams parecia estar escarnecendo da Red Bull ao descrever tudo que foi feito hoje: teste de novos componentes aerodinâmicos, simulação de corrida com procedimento de largada e pit stops, avaliação de compostos para a Pirelli, sessão de prova de novos uniformes para mecânicos e funcionários do motorhome, testes com novas marcas de macarrão e degustação de vinhos. “A gente só experimentou novas cervejas”, falou Vettel, que trabalhou como porta-voz da equipe já que só pega o carro amanhã. “E estavam quentes, e a polícia muçulmana ainda veio dar uma dura na gente. Aí eu falei: porque não pode beber aqui e pode no bar, hein?”.
Na Ferrari, Raikkonen respondeu um extenso questionário preparado pelos engenheiros depois do treino. O dia não foi 100%, porque um defeito antes do almoço, não revelado, fez o time perder algum tempo na garagem. Como Kimi não se expressa com muita desenvoltura quando precisa falar de coisas do carro, a equipe elencou 56 perguntas técnicas e 14 comportamentais, e cada uma tinha ao lado três quadradinhos para ele assinalar as respostas: “OK”, “+/-” e “BAD”. Raikkonen respondeu “OK” para todas, o que irritou Stefano Domenicali. Ele rasgou o papel, pegou outro e disse, energicamente: “Lê direito isso aí e responde direito”. Aí Kimi assinalou “BAD” para todas, o que deixou o pessoal de análise de dados e comportamento bem confusos.
“Uma hora, uma hora!”, gritava Paddy Lowe, na Mercedes, o homem que controla o tempo. “Perdemos uma hora!” De fato, o treino de Rosberguinho terminou antes do previsto. “Não foi um bom dia”, admitiu o piloto. A ideia era simular “um dia em Melbourne”. Pela simulação, Nico não terminou a corrida. Hamilton vai tentar amanhã.
Na McLaren, céu de brigadeiro. Acertos de carro pela manhã, simulação de GP à tarde. A cada passagem pelo pitwall da Red Bull, Magnussen fazia tchauzinho e Vettel devolvia com o dedo do meio. Foram 109 dedos do meio. A Sauber ficou contente com as 89 voltas de Sutil. “O carro aguenta bem, agora precisa ser rápido”, falou. Vettel, que na condição de porta-voz da Red Bull foi à coletiva do rival, pediu para fazer uma pergunta: “Como é um carro que aguenta bem? Ele não grita quando tem alguém por trás?”. Os seguranças da Sauber retiraram o alemão, visivelmente alterado, do recinto.
A Lotus tentou um novo escapamento, Kadron, e quebrou. Volta ao antigo, Roncar, amanhã. Maldonado foi quem andou hoje. De Marussia, Toro Rosso e Caterham, não tenho grandes informações. Sei que Kobayashi andou perguntando se seria possível fazer uma nova vaquinha na internet para ele comprar um GP2.
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temporada 2014
Bahrein, teste 2, dia 1*
* Por Tatiana Cunha
Mesmo circuito, mesmos problemas. Assim foi o primeiro dia da última sessão de testes da pré-temporada da F-1 para a Red Bull.
No Bahrein, hoje, a atual tetracampeã mundial voltou a sofrer com os problemas de superaquecimento que não a deixam em paz desde o início dos testes de preparação para o Mundial, que começa em duas semanas :D .
Ricciardo conseguiu completar 32 voltas pela manhã (o que foi muito se comparado com a média que a equipe tem feito nesta pré-temporada), mas aí começaram os problemas. Por conta do superaquecimento ele só conseguiu voltar à pista no finalzinho do dia e deu mais sete voltas. Terminou com o sétimo tempo.
Depois, o australiano tentou minimizar os problemas e disse que a equipe está evoluindo. Devagar, mas está. “Para quem está de fora as coisas se resumem mais ou menos a tempos de volta e a quantidade de voltas que estamos dando, mas nós sabemos onde estamos em termos de performance e ainda estamos confiantes de que podemos estar na ponta”, disse Ricciardo. Achei um pouco otimista demais, mas…
A Ferrari, que testou algumas novidades aerodinâmicas em seu F14 T, como uma nova asa dianteira, também teve alguns problemas durante o dia e Raikkonen deu 54 voltas no total. Ficou com o terceiro tempo. Amanhã, quem testa pelo time de Maranello é Alonso.
Apontada como a favorita para 2014 até aqui, a Mercedes também não escapou de problemas de confiabilidade em seu carro. Mas Rosberg conseguiu fazer 89 voltas e o foco do time hoje foi simulação de corrida.
Mesmo programa da Williams, que testou hoje com Bottas. O finlandês passou a maior parte do dia fazendo os chamados “long runs” e terminou a quinta-feira com mais 128 voltas acumuladas. Ainda assim Bottas foi o segundo mais veloz, atrás apenas de Perez, da Force India.
Vamos aos tempos:
1. Sergio Perez, Force India, 1min35s290
2. Valtteri Bottas, Williams, 1min36s184
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min36s432
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1min36s624
5. Adrian Sutil, Sauber, 1min37s700
6. Kevin Magnussen, McLaren, 1min37s825
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min37s908
8. Max Chilton, Marussia, 1min38s610
9. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min39s242
10. Pastor Maldonado, Lotus, 1min40s599
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min42s285
Mesmo circuito, mesmos problemas. Assim foi o primeiro dia da última sessão de testes da pré-temporada da F-1 para a Red Bull.
No Bahrein, hoje, a atual tetracampeã mundial voltou a sofrer com os problemas de superaquecimento que não a deixam em paz desde o início dos testes de preparação para o Mundial, que começa em duas semanas :D .
Ricciardo conseguiu completar 32 voltas pela manhã (o que foi muito se comparado com a média que a equipe tem feito nesta pré-temporada), mas aí começaram os problemas. Por conta do superaquecimento ele só conseguiu voltar à pista no finalzinho do dia e deu mais sete voltas. Terminou com o sétimo tempo.
Depois, o australiano tentou minimizar os problemas e disse que a equipe está evoluindo. Devagar, mas está. “Para quem está de fora as coisas se resumem mais ou menos a tempos de volta e a quantidade de voltas que estamos dando, mas nós sabemos onde estamos em termos de performance e ainda estamos confiantes de que podemos estar na ponta”, disse Ricciardo. Achei um pouco otimista demais, mas…
A Ferrari, que testou algumas novidades aerodinâmicas em seu F14 T, como uma nova asa dianteira, também teve alguns problemas durante o dia e Raikkonen deu 54 voltas no total. Ficou com o terceiro tempo. Amanhã, quem testa pelo time de Maranello é Alonso.
Apontada como a favorita para 2014 até aqui, a Mercedes também não escapou de problemas de confiabilidade em seu carro. Mas Rosberg conseguiu fazer 89 voltas e o foco do time hoje foi simulação de corrida.
Mesmo programa da Williams, que testou hoje com Bottas. O finlandês passou a maior parte do dia fazendo os chamados “long runs” e terminou a quinta-feira com mais 128 voltas acumuladas. Ainda assim Bottas foi o segundo mais veloz, atrás apenas de Perez, da Force India.
Vamos aos tempos:
1. Sergio Perez, Force India, 1min35s290
2. Valtteri Bottas, Williams, 1min36s184
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min36s432
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1min36s624
5. Adrian Sutil, Sauber, 1min37s700
6. Kevin Magnussen, McLaren, 1min37s825
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min37s908
8. Max Chilton, Marussia, 1min38s610
9. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min39s242
10. Pastor Maldonado, Lotus, 1min40s599
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min42s285
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Pré Temporada,
temporada 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Calmaria no deserto*
* Por Tatiana Cunha
Fim do segundo dia de treinos no Bahrein e a maior “surpresa” foi a quinta-feira sem sustos para a Red Bull.
Pela primeira vez nesta pré-temporada da F-1 a tetracampeã mundial conseguiu cumprir seu programa de testes sem problemas e Vettel completou 59 voltas, quase a distância de um GP, e mais do que o dobro que o time tinha feito até aqui.
O alemão disse ter ficado feliz em finalmente ter podido acumular milhagem, que é o mais importante neste momento. “É difícil dizer se estamos perto dos adversários porque não sabemos ao certo o que cada um está fazendo”, afirmou Vettel, que amanhã e sábado dará lugar a Ricciardo.
Boas notícias também na garagem da Williams, que ontem teve problemas no sistema de combustível, o que fez com que Massa só desse cinco voltas. Hoje, com o carro já acertado, Bottas foi o piloto que mais andou. Foram 116 voltas e o quinto melhor tempo do dia. O mais rápido foi Magnussen, da McLaren.
Falando do dinamarquês, aliás, acho que ele tem potencial para repetir o que Hamilton fez na mesma McLaren, em 2007, quando tomou a F-1 de surpresa já em sua primeira corrida. Pelo menos nos testes ele tem se mostrado bastante veloz, andando sempre no mesmo nível de gente como Alonso, Vettel e cia.
Quem teve alguns problemas hoje no Bahrein foi a Mercedes, que parou duas vezes na pista. Apesar disso, Rosberg fez 95 voltas, a melhor dela suficiente para lhe colocar em quarto. O time não disse quais foram as falhas, mas afirmou já estar investigando.
Alonso e a Ferrari também mantiveram a boa performance e o espanhol ficou com a terceira melhor volta do dia. Disse que como seu carro já mostrou não ter problemas de confiabilidade, o foco da Ferrari já está na performance do F14 T. O carro parece mesmo ter nascido melhor que seus antecessores.
Os tempos de hoje no Bahrein:
1. Kevin Magnussen, McLaren, 1min34s910
2. Nico Hulkenberg, Force India, 1min36s445
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1min36s516
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1min36s965
5. Valtteri Bottas, Williams, 1min37s328
6. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min39s855
7. Sebastian Vettel, Red Bull, 1min40s340
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min40s609
9. Esteban Gutierrez, Sauber, 1min40s717
10. Romain Grosjean, Lotus, 1min41s670
11. Max Chilton, Marussia, 1min42s511
Fim do segundo dia de treinos no Bahrein e a maior “surpresa” foi a quinta-feira sem sustos para a Red Bull.
Pela primeira vez nesta pré-temporada da F-1 a tetracampeã mundial conseguiu cumprir seu programa de testes sem problemas e Vettel completou 59 voltas, quase a distância de um GP, e mais do que o dobro que o time tinha feito até aqui.
O alemão disse ter ficado feliz em finalmente ter podido acumular milhagem, que é o mais importante neste momento. “É difícil dizer se estamos perto dos adversários porque não sabemos ao certo o que cada um está fazendo”, afirmou Vettel, que amanhã e sábado dará lugar a Ricciardo.
Boas notícias também na garagem da Williams, que ontem teve problemas no sistema de combustível, o que fez com que Massa só desse cinco voltas. Hoje, com o carro já acertado, Bottas foi o piloto que mais andou. Foram 116 voltas e o quinto melhor tempo do dia. O mais rápido foi Magnussen, da McLaren.
Falando do dinamarquês, aliás, acho que ele tem potencial para repetir o que Hamilton fez na mesma McLaren, em 2007, quando tomou a F-1 de surpresa já em sua primeira corrida. Pelo menos nos testes ele tem se mostrado bastante veloz, andando sempre no mesmo nível de gente como Alonso, Vettel e cia.
Quem teve alguns problemas hoje no Bahrein foi a Mercedes, que parou duas vezes na pista. Apesar disso, Rosberg fez 95 voltas, a melhor dela suficiente para lhe colocar em quarto. O time não disse quais foram as falhas, mas afirmou já estar investigando.
Alonso e a Ferrari também mantiveram a boa performance e o espanhol ficou com a terceira melhor volta do dia. Disse que como seu carro já mostrou não ter problemas de confiabilidade, o foco da Ferrari já está na performance do F14 T. O carro parece mesmo ter nascido melhor que seus antecessores.
Os tempos de hoje no Bahrein:
1. Kevin Magnussen, McLaren, 1min34s910
2. Nico Hulkenberg, Force India, 1min36s445
3. Fernando Alonso, Ferrari, 1min36s516
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1min36s965
5. Valtteri Bottas, Williams, 1min37s328
6. Kamui Kobayashi, Caterham, 1min39s855
7. Sebastian Vettel, Red Bull, 1min40s340
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min40s609
9. Esteban Gutierrez, Sauber, 1min40s717
10. Romain Grosjean, Lotus, 1min41s670
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Bahrein, 1ª bateria, dia 1*
* Por Fábio Seixas
Foram 19 dias de intervalo entre Jerez e Bahrein. Foram promessas de dias melhores. Foram horas extras de trabalho em Milton Keynes e Viry-Châtillon.
Para nada. Pelo menos na abertura da segunda bateria de testes pré-temporada da F-1.
Sim, a Red Bull voltou a fracassar.
A equipe perdeu a manhã toda nos boxes, tentando fazer o carro funcionar. Vettel enfim saiu à tarde, cravou o quinto tempo, mas ficou pela pista. Quebrou após apenas 14 voltas completadas.
O sinal que estava amarelo começa a tomar tons avermelhados.
Massa também teve um dia ruim. Deu apenas cinco voltas até parar com problemas na injeção de gasolina.
O destaque positivo foi a Mercedes: dos 4 melhores tempos, 3 foram conquistados por carros empurrados pelo motor alemão.
O rapidinho do dia foi Nico Hulkenberg, da Force India, com 1min36s880, marca já 0s189 abaixo do que a melhor volta do GP do ano passado, de Vettel.
Para efeito de comparação, a pole do ano passado, de Rosberg, foi em 1min32s330.
Aos tempos:
1º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India), 1min36s880 (78 voltas completadas)
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s999 (64)
3º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 1s028 (74)
4º. Kevin Magnussen (DIN/McLaren), a 1s415 (81)
5º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 3s344 (14)
6º. Adrian Sutil (ALE/Sauber), a 3s563 (82)
7º. Robin Frijns (HOL/Caterham), 5s654 (68)
8º. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 7s466 (5)
9º. Romain Grosjean (FRA/Lotus), a 7s952 (8)
10º. Felipe Massa (BRA/Williams), sem tempo (5)
11º. Jules Bianchi (FRA/Marussia), sem tempo (3)
Foram 19 dias de intervalo entre Jerez e Bahrein. Foram promessas de dias melhores. Foram horas extras de trabalho em Milton Keynes e Viry-Châtillon.
Para nada. Pelo menos na abertura da segunda bateria de testes pré-temporada da F-1.
Sim, a Red Bull voltou a fracassar.
A equipe perdeu a manhã toda nos boxes, tentando fazer o carro funcionar. Vettel enfim saiu à tarde, cravou o quinto tempo, mas ficou pela pista. Quebrou após apenas 14 voltas completadas.
O sinal que estava amarelo começa a tomar tons avermelhados.
Massa também teve um dia ruim. Deu apenas cinco voltas até parar com problemas na injeção de gasolina.
O destaque positivo foi a Mercedes: dos 4 melhores tempos, 3 foram conquistados por carros empurrados pelo motor alemão.
O rapidinho do dia foi Nico Hulkenberg, da Force India, com 1min36s880, marca já 0s189 abaixo do que a melhor volta do GP do ano passado, de Vettel.
Para efeito de comparação, a pole do ano passado, de Rosberg, foi em 1min32s330.
Aos tempos:
1º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India), 1min36s880 (78 voltas completadas)
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s999 (64)
3º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 1s028 (74)
4º. Kevin Magnussen (DIN/McLaren), a 1s415 (81)
5º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull), a 3s344 (14)
6º. Adrian Sutil (ALE/Sauber), a 3s563 (82)
7º. Robin Frijns (HOL/Caterham), 5s654 (68)
8º. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 7s466 (5)
9º. Romain Grosjean (FRA/Lotus), a 7s952 (8)
10º. Felipe Massa (BRA/Williams), sem tempo (5)
11º. Jules Bianchi (FRA/Marussia), sem tempo (3)
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Testes e Schumacher*
* Por Bruno Vicaria
Ainda temos mais duas sessões de testes pela frente, mas esta do Bahrein, que começa na quarta e termina no sábado, será, de longe, a mais importante da pré-temporada 2014. Quem enfrentar problemas nesta semana poderá ter sérias complicações
Imagine uma Red Bull, depois de dar pouquíssimas voltas em Jerez, ter o mesmo problema em Sakhir. Eles terão apenas quatro dias para deixar tudo em ordem para Melbourne. Será que dá tempo? Seria muito difícil. A mesma coisa vale para Toro Rosso, Caterham e Lotus - esta bateria de testes será fundamental.
Ferrari, McLaren, Williams e Mercedes, as equipes que despontaram na Espanha, também precisarão manter o ritmo. Quanto mais andarem, mais vantagem construirão em cima da Red Bull, que é conhecida por virar o jogo rapidamente durante a temporada (coisa que, em 2013, Ferrari, McLaren e Williams não conseguiram). As outras equipes terão de trabalhar em dobro para seguirem no ritmo dessas quatro.
Os estreantes Marcus Ericsson, Kevin Magnussen e Daniil Kvyat também estarão sob os holofotes. No caso de Ericsson, ainda existe a pressão de Robin Frijns, que testará e está de olho em uma das vagas.
Além disso, esta semana também será legal para vermos as inovações e mudanças feitas pelas equipes após os primeiros testes. O que será que podemos ver de diferente? Teremos algum bico novo, alguma mudança radical? Tomara que sim, pois o divertido nessa época da F-1 é a evolução.
O mais legal desta semana, se acontecer, no entanto, não será na pista, mas na garagem: a nova e tão aguardada pintura da Williams. O que faz uma equipe, que somou apenas um ano em 2013, ser tão badalada?
Na minha humilde opinião, a Williams parou de pensar como equipe pequena e isso está se refletindo inclusive na velocidade dentro da pista. Novos pilotos, novos membros-chave, novos patrocinadores, tudo isso vem ajudando a equipe neste processo de renovação.
Acredito que, se ela voltar a andar bem em 2014 e atingir o topo, dificilmente ela cairá em desgraça de novo.
No meio disso tudo, seguimos sem saber notícias concretas de Michael Schumacher. Os promotores públicos descartaram culpados, assim como descobriram que, entre o primeiro e segundo impactos, o piloto foi catapultado por dez metros após bater em uma pedra encoberta pela neve até dar de cabeça na outra pedra e quebrar o capacete.
A câmera no capacete, principal evidência do acidente, está sendo considerada a responsável pelos sérios problemas cerebrais decorrentes do acidente. As imagens, inclusive, desmentiram a assessoria do piloto sobre um possível resgate de uma criança perdida. Aliás, queria entender o medo da assessoria para precisar inventar uma história assim.
Mas essas são coisas que dificilmente saberemos. E isso não importa por enquanto. O que queremos é ver Schumacher vivo e lúcido.
Ainda temos mais duas sessões de testes pela frente, mas esta do Bahrein, que começa na quarta e termina no sábado, será, de longe, a mais importante da pré-temporada 2014. Quem enfrentar problemas nesta semana poderá ter sérias complicações
Imagine uma Red Bull, depois de dar pouquíssimas voltas em Jerez, ter o mesmo problema em Sakhir. Eles terão apenas quatro dias para deixar tudo em ordem para Melbourne. Será que dá tempo? Seria muito difícil. A mesma coisa vale para Toro Rosso, Caterham e Lotus - esta bateria de testes será fundamental.
Ferrari, McLaren, Williams e Mercedes, as equipes que despontaram na Espanha, também precisarão manter o ritmo. Quanto mais andarem, mais vantagem construirão em cima da Red Bull, que é conhecida por virar o jogo rapidamente durante a temporada (coisa que, em 2013, Ferrari, McLaren e Williams não conseguiram). As outras equipes terão de trabalhar em dobro para seguirem no ritmo dessas quatro.
Os estreantes Marcus Ericsson, Kevin Magnussen e Daniil Kvyat também estarão sob os holofotes. No caso de Ericsson, ainda existe a pressão de Robin Frijns, que testará e está de olho em uma das vagas.
Além disso, esta semana também será legal para vermos as inovações e mudanças feitas pelas equipes após os primeiros testes. O que será que podemos ver de diferente? Teremos algum bico novo, alguma mudança radical? Tomara que sim, pois o divertido nessa época da F-1 é a evolução.
O mais legal desta semana, se acontecer, no entanto, não será na pista, mas na garagem: a nova e tão aguardada pintura da Williams. O que faz uma equipe, que somou apenas um ano em 2013, ser tão badalada?
Na minha humilde opinião, a Williams parou de pensar como equipe pequena e isso está se refletindo inclusive na velocidade dentro da pista. Novos pilotos, novos membros-chave, novos patrocinadores, tudo isso vem ajudando a equipe neste processo de renovação.
Acredito que, se ela voltar a andar bem em 2014 e atingir o topo, dificilmente ela cairá em desgraça de novo.
No meio disso tudo, seguimos sem saber notícias concretas de Michael Schumacher. Os promotores públicos descartaram culpados, assim como descobriram que, entre o primeiro e segundo impactos, o piloto foi catapultado por dez metros após bater em uma pedra encoberta pela neve até dar de cabeça na outra pedra e quebrar o capacete.
A câmera no capacete, principal evidência do acidente, está sendo considerada a responsável pelos sérios problemas cerebrais decorrentes do acidente. As imagens, inclusive, desmentiram a assessoria do piloto sobre um possível resgate de uma criança perdida. Aliás, queria entender o medo da assessoria para precisar inventar uma história assim.
Mas essas são coisas que dificilmente saberemos. E isso não importa por enquanto. O que queremos é ver Schumacher vivo e lúcido.
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Hora de algumas respostas*
* Por Tatiana Cunha
Já se foram mais de duas semanas desde que pilotos e equipes deixaram Jerez, na Espanha, com muitas dúvidas e poucas certezas após a primeira sessão de treinos livres para a temporada da F-1. E hoje, no Bahrein, começa a segunda das três oportunidades que os times terão antes de colocar seus carros na pista do Albert Park, no dia 16 (falta menos de um mês!).
Mas a verdade é que estas duas sessões serão praticamente uma só, já que as equipes vão ter apenas quatro dias de intervalo para a terceira e última sessão de quatro dias de treinos que acontecerá também no Bahrein.
A grande expectativa é ver o que vai acontecer com os carros equipados com os motores Renault. Depois de terem muitos problemas na Espanha e mal terem tido condições de acumular milhagem, a fornecedora francesa _assim como os times_ trabalhou loucamente nas duas últimas semanas para tentar corrigir as falhas.
A Renault jura que conseguiu arrumar os problemas especialmente no hardware e no software de seus motores e que a história neste teste vai ser bem diferente.
A Red Bull fez um mea culpa em parte dos problemas e Newey disse que a causa da pouca quilometragem foi que uma parte do carro estava pegando fogo por conta da proximidade com o escape. Também diz que agora, com este intervalo, o problema foi solucionado.
Se na Espanha todos eles alegaram que não estavam preocupados pois ainda tinham tempo, agora a situação é um pouco diferente, já que o prazo para a homologação dos motores desde ano termina no próximo dia 28.
Quem também vai merecer atenção é a Lotus, que não testou com os outros times em Jerez. O time completou apenas os 100 km de filmagem a que tem direito, mas longe da concorrência. Vai ser interessante ver como eles se comportam a partir de amanhã.
Outra dúvida que também ficou no ar pós-Espanha foi o desempenho da Williams. A equipe inglesa, que anunciou a volta da parceria tecnológica com a Petrobras, foi bem no primeiro teste. Massa inclusive fechou a sessão com o segundo melhor tempo da semana.
Muitas perguntas, mas a hora, ainda, é de poucas respostas. Como eu disse antes, respostas definitivas só teremos em Melbourne.
Já se foram mais de duas semanas desde que pilotos e equipes deixaram Jerez, na Espanha, com muitas dúvidas e poucas certezas após a primeira sessão de treinos livres para a temporada da F-1. E hoje, no Bahrein, começa a segunda das três oportunidades que os times terão antes de colocar seus carros na pista do Albert Park, no dia 16 (falta menos de um mês!).
Mas a verdade é que estas duas sessões serão praticamente uma só, já que as equipes vão ter apenas quatro dias de intervalo para a terceira e última sessão de quatro dias de treinos que acontecerá também no Bahrein.
A grande expectativa é ver o que vai acontecer com os carros equipados com os motores Renault. Depois de terem muitos problemas na Espanha e mal terem tido condições de acumular milhagem, a fornecedora francesa _assim como os times_ trabalhou loucamente nas duas últimas semanas para tentar corrigir as falhas.
A Renault jura que conseguiu arrumar os problemas especialmente no hardware e no software de seus motores e que a história neste teste vai ser bem diferente.
A Red Bull fez um mea culpa em parte dos problemas e Newey disse que a causa da pouca quilometragem foi que uma parte do carro estava pegando fogo por conta da proximidade com o escape. Também diz que agora, com este intervalo, o problema foi solucionado.
Se na Espanha todos eles alegaram que não estavam preocupados pois ainda tinham tempo, agora a situação é um pouco diferente, já que o prazo para a homologação dos motores desde ano termina no próximo dia 28.
Quem também vai merecer atenção é a Lotus, que não testou com os outros times em Jerez. O time completou apenas os 100 km de filmagem a que tem direito, mas longe da concorrência. Vai ser interessante ver como eles se comportam a partir de amanhã.
Outra dúvida que também ficou no ar pós-Espanha foi o desempenho da Williams. A equipe inglesa, que anunciou a volta da parceria tecnológica com a Petrobras, foi bem no primeiro teste. Massa inclusive fechou a sessão com o segundo melhor tempo da semana.
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
GGOO MEMÓRIA: TESTES DE PRÉ-TEMPORADA EM ÍMOLA, 1994
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A saúde do motor *
* Por Teo José
A Fórmula 1 está vivendo uma temporada de muitas mudanças técnicas, uma das maiores transformações de sua história. Os primeiros testes estão sendo finalizados em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o primeiro contato de engenheiros, pilotos e imprensa com os novos carros, em pista. A expectativa maior era ver e ouvir o desempenho dos motores turbo V6, os V8 ficaram no passado. Em potencia, neste inicio de trabalho estima-se que a perda foi entre 100 e 150 cv.
Bernie Ecclestone abriu a boca e criticou esta mudança. Ele foi contrário, porque não acredita em economia e acha que o barulho vai influenciar na paixão do torcedor. Apesar de ter feito uma monte de coisas erradas nos últimos anos, como correr em lugares que lhe trazem mais grana e perdem a tradição e competitividade da categoria, circuitos chatinhos, além de estar envolvidos em processos na justiça, não podemos fechar os ouvidos para o homem que transformou a Fórmula 1 em um dos maiores espetáculos esportivos do mundo.
Sobre velocidade dos carros o torcedor não sente muito, vendo nos autódromos ou pela TV. Já temos experiências assim nas mudanças mais radicais da Fórmula Indy, mas barulho ele pode ter razão. Quem curte velocidade é vai as pistas sabe muito bem. Ouvir uma carro de corrida engolindo retas e fazendo reduções nas curvas é muito show, é quase sentir o coração.
Este papo de economia para categoria, não concordo. As grandes fornecedoras vão jogar rios de dinheiro para andarem na frente. Em automobilismo o dinheiro ainda tem um peso muito grande, maior do que qualquer coisa. Com combustível financeiro se contrata grandes profissionais e desenvolve mais. Sou a favor das mudanças para o melhor e principalmente equilíbrio, não sei se serão caso. Tenho muitas duvidas.
A Fórmula 1 está vivendo uma temporada de muitas mudanças técnicas, uma das maiores transformações de sua história. Os primeiros testes estão sendo finalizados em Jerez de la Frontera, na Espanha. Foi o primeiro contato de engenheiros, pilotos e imprensa com os novos carros, em pista. A expectativa maior era ver e ouvir o desempenho dos motores turbo V6, os V8 ficaram no passado. Em potencia, neste inicio de trabalho estima-se que a perda foi entre 100 e 150 cv.
Bernie Ecclestone abriu a boca e criticou esta mudança. Ele foi contrário, porque não acredita em economia e acha que o barulho vai influenciar na paixão do torcedor. Apesar de ter feito uma monte de coisas erradas nos últimos anos, como correr em lugares que lhe trazem mais grana e perdem a tradição e competitividade da categoria, circuitos chatinhos, além de estar envolvidos em processos na justiça, não podemos fechar os ouvidos para o homem que transformou a Fórmula 1 em um dos maiores espetáculos esportivos do mundo.
Sobre velocidade dos carros o torcedor não sente muito, vendo nos autódromos ou pela TV. Já temos experiências assim nas mudanças mais radicais da Fórmula Indy, mas barulho ele pode ter razão. Quem curte velocidade é vai as pistas sabe muito bem. Ouvir uma carro de corrida engolindo retas e fazendo reduções nas curvas é muito show, é quase sentir o coração.
Este papo de economia para categoria, não concordo. As grandes fornecedoras vão jogar rios de dinheiro para andarem na frente. Em automobilismo o dinheiro ainda tem um peso muito grande, maior do que qualquer coisa. Com combustível financeiro se contrata grandes profissionais e desenvolve mais. Sou a favor das mudanças para o melhor e principalmente equilíbrio, não sei se serão caso. Tenho muitas duvidas.
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Jerez em números*
* Por Tatiana Cunha
Mais alguns dados sobre estes quatro dias de treinos em Jerez…
22 pilotos participaram da sessão, tendo feito 1.470 voltas
no ano passado, em Jerez, os times deram 3.531 voltas
o melhor tempo da semana foi de Kevin Magnussen, da McLaren, que na quinta-feira marcou 1min23s276
o melhor tempo do teste de 2013 em Jerez foi de Felipe Massa, pela Ferrari, que cravou 1min17s879
Agora quanto cada um andou:
Piloto, voltas, km
Nico Rosberg, 188, 832
Fernando Alonso, 173, 766
Kevin Magnussen, 162, 717
Felipe Massa, 133, 588
Lewis Hamilton, 121, 535
Adrian Sutil, 103, 456
Jenson Button, 83, 367
Daniel Juncadella, 81, 358
Kimi Raikkonen, 78, 345
Esteban Gutierrez, 60, 265
Kamui Kobayashi, 54, 239
Sergio Perez, 48, 212
Jean-Eric Vergne, 45, 199
Valtteri Bottas, 42, 185
Jules Bianchi, 25, 110
Nico Hulkenberg, 17, 75
Marcus Ericsson, 12, 53
Sebastian Vettel, 11, 48
Robin Frijns, 10, 44
Daniel Ricciardo, 10, 44
Daniil Kvyat, 9, 39
Max Chilton, 5, 22
Equipe, voltas, km
Mercedes, 309, 1.368
Ferrari, 251, 1.111
McLaren, 245, 1.084
Williams, 175, 774
Sauber, 163, 721
Force India, 146, 646
Caterham, 76, 336
Toro Rosso, 54, 239
Marussia, 30, 132
Red Bull, 21, 92
Motor, voltas, km
Mercedes, 875, 3.874
Ferrari, 444, 1.966
Renault, 151, 668
E, para completar, as melhores voltas de cada um:
Kevin Magnussen, McLaren, 1min23s276
Felipe Massa, Williams, 1min23s700
Lewis Hamilton, Mercedes, 1min23s952
Jenson Button, McLaren, 1min24s165
Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min24s812
Valtteri Bottas, Williams, 1min25s344
Fernando Alonso, Ferrari, 1min25s495
Nico Rosberg, Mercedes, 1min25s588
Nico Hulkenberg, Force India, 1min26s096
Sergio Perez, Force India, 1min28s376
Daniel Juncadella, Force India, 1min29s457
Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min29s915
Adrian Sutil, Sauber, 1min30s161
Jules Bianchi, Marussia, 1min32s222
Esteban Gutiérrez, Sauber, 1min33s270
Marcus Ericsson, Caterham, 1min37s975
Sebastian Vettel, Red Bull, 1min38s320
Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s193
Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min44s016
Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min45s374
Max Chilton, Marussia, sem tempo
Robin Frijns, Caterham, sem tempo
Mais alguns dados sobre estes quatro dias de treinos em Jerez…
22 pilotos participaram da sessão, tendo feito 1.470 voltas
no ano passado, em Jerez, os times deram 3.531 voltas
o melhor tempo da semana foi de Kevin Magnussen, da McLaren, que na quinta-feira marcou 1min23s276
o melhor tempo do teste de 2013 em Jerez foi de Felipe Massa, pela Ferrari, que cravou 1min17s879
Agora quanto cada um andou:
Piloto, voltas, km
Nico Rosberg, 188, 832
Fernando Alonso, 173, 766
Kevin Magnussen, 162, 717
Felipe Massa, 133, 588
Lewis Hamilton, 121, 535
Adrian Sutil, 103, 456
Jenson Button, 83, 367
Daniel Juncadella, 81, 358
Kimi Raikkonen, 78, 345
Esteban Gutierrez, 60, 265
Kamui Kobayashi, 54, 239
Sergio Perez, 48, 212
Jean-Eric Vergne, 45, 199
Valtteri Bottas, 42, 185
Jules Bianchi, 25, 110
Nico Hulkenberg, 17, 75
Marcus Ericsson, 12, 53
Sebastian Vettel, 11, 48
Robin Frijns, 10, 44
Daniel Ricciardo, 10, 44
Daniil Kvyat, 9, 39
Max Chilton, 5, 22
Equipe, voltas, km
Mercedes, 309, 1.368
Ferrari, 251, 1.111
McLaren, 245, 1.084
Williams, 175, 774
Sauber, 163, 721
Force India, 146, 646
Caterham, 76, 336
Toro Rosso, 54, 239
Marussia, 30, 132
Red Bull, 21, 92
Motor, voltas, km
Mercedes, 875, 3.874
Ferrari, 444, 1.966
Renault, 151, 668
E, para completar, as melhores voltas de cada um:
Kevin Magnussen, McLaren, 1min23s276
Felipe Massa, Williams, 1min23s700
Lewis Hamilton, Mercedes, 1min23s952
Jenson Button, McLaren, 1min24s165
Kimi Raikkonen, Ferrari, 1min24s812
Valtteri Bottas, Williams, 1min25s344
Fernando Alonso, Ferrari, 1min25s495
Nico Rosberg, Mercedes, 1min25s588
Nico Hulkenberg, Force India, 1min26s096
Sergio Perez, Force India, 1min28s376
Daniel Juncadella, Force India, 1min29s457
Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1min29s915
Adrian Sutil, Sauber, 1min30s161
Jules Bianchi, Marussia, 1min32s222
Esteban Gutiérrez, Sauber, 1min33s270
Marcus Ericsson, Caterham, 1min37s975
Sebastian Vettel, Red Bull, 1min38s320
Kamui Kobayashi, Caterham, 1min43s193
Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1min44s016
Daniel Ricciardo, Red Bull, 1min45s374
Max Chilton, Marussia, sem tempo
Robin Frijns, Caterham, sem tempo
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
PRATA VALE OURO*
* Por Victor Martins
O negócio é simples, e se Drummond pudesse transformar em um poema, não precisaria de sete faces nem de anjos tortos para dizer que quem é Mercedes vai ser algo na vida em 2014. Gauche ou droite, as curvas que McLaren, Williams e a equipe homônima contornaram foram muito melhores feitas que as rivais – algumas mal percorriam as retas. A lição que se tira dos quatro primeiros dias em Jerez é que ter um motorzão confiável é muito melhor que qualquer bico empinado, grosso ou meia-bomba.
O egocentrismo das asas dianteiras terminou assim que as equipes começaram a desvelar suas falhas mecânicas. Com seus dois pilotos, a Ferrari teve suas falhas iniciais e deixaram Räikkönen e Alonso na mão em algum momento. Mas até que rodaram bastante enquanto puderam. Kimi foi o mais rápido da rapa no primeiro dia. McLaren e Mercedes só tiveram problemas quando seus pilotos escapavam do traçado, coisas comuns de treinos e de conhecimento dos limites dos carros. Button e Magnussen apareceram na ponta da tabela nos dias 2 e 3, enquanto as Flechas de Prata com tom negro ganhavam no quesito voltas. A Williams pode se gabar de ter passado incólume tanto com Massa quanto com Bottas, com direito a melhor tempo do brasileiro na sessão final.
Por definição, a Toro Rosso foi um potro recém-nascido que tentou aprender a andar; a Red Bull, então, engatinhou. Assim, restou à Caterham, quem diria, a responsabilidade de fazer esse motor Renault, uma bomba em formato de V, ganhar rodagem no quarto e último dia de testes, nas mãos de Kobayashi. Em Enstone e Viry-Chatillôn, serão três semanas de árduo trabalho para fazer este motor refrigerar da maneira que deve e empurrar as equipes sem que elas tenham de pensar em buracos e traquitanas no carro. O Bahrein é um bom cenário para que as peças sejam exigidas da forma que se deve — ainda bem que não é Interlagos quase-40ºC.~
Ali no meio do pelotão, fica a dúvida do que Sauber e Force India podem conseguir. A primeira parece ter lá seus problemas de concepção com uma dupla não muito bem concebida; a outra até indica ter parido um carro bom, mas ainda sem preocupação de mostrar o potencial, com uma dupla acima da média. Mais atrás, a Marussia ergueu sobrancelhas por ter chegado tarde demais e não ter feito um trabalho feio. Bianchi saiu elogiando o MR03 de biquinho tímido à beça. A Caterham com seu bico-rodo também merece atenção. Tá na hora de as nanicas darem um salto grande e competirem por pontos. O primeiro ato até permite um sonho destes.
No geral, o que fica é uma declaração de Rosberg: “Estou sorrindo”. É a melhor forma de definir um carro e o começo de trabalho sem dar muitas pistas, um belo eufemismo de “agora vamo dominar essas coisa tudo aqui”. E junto com a equipe-irmã, no último ano do laço que as liga, seu velho chefe voltando a dominar e com um MP4-29 de detalhes aerodinâmicos que vão ditar moda, como a suspensão ‘bloqueada’, o primeiro capítulo da F1 em 2014 aponta que os diabos que vestem prata na temporada valem ouro.
E quanto à Lotus: Drummond escreveu um poema bom e triste, ‘Ausência’…
O negócio é simples, e se Drummond pudesse transformar em um poema, não precisaria de sete faces nem de anjos tortos para dizer que quem é Mercedes vai ser algo na vida em 2014. Gauche ou droite, as curvas que McLaren, Williams e a equipe homônima contornaram foram muito melhores feitas que as rivais – algumas mal percorriam as retas. A lição que se tira dos quatro primeiros dias em Jerez é que ter um motorzão confiável é muito melhor que qualquer bico empinado, grosso ou meia-bomba.
O egocentrismo das asas dianteiras terminou assim que as equipes começaram a desvelar suas falhas mecânicas. Com seus dois pilotos, a Ferrari teve suas falhas iniciais e deixaram Räikkönen e Alonso na mão em algum momento. Mas até que rodaram bastante enquanto puderam. Kimi foi o mais rápido da rapa no primeiro dia. McLaren e Mercedes só tiveram problemas quando seus pilotos escapavam do traçado, coisas comuns de treinos e de conhecimento dos limites dos carros. Button e Magnussen apareceram na ponta da tabela nos dias 2 e 3, enquanto as Flechas de Prata com tom negro ganhavam no quesito voltas. A Williams pode se gabar de ter passado incólume tanto com Massa quanto com Bottas, com direito a melhor tempo do brasileiro na sessão final.
Por definição, a Toro Rosso foi um potro recém-nascido que tentou aprender a andar; a Red Bull, então, engatinhou. Assim, restou à Caterham, quem diria, a responsabilidade de fazer esse motor Renault, uma bomba em formato de V, ganhar rodagem no quarto e último dia de testes, nas mãos de Kobayashi. Em Enstone e Viry-Chatillôn, serão três semanas de árduo trabalho para fazer este motor refrigerar da maneira que deve e empurrar as equipes sem que elas tenham de pensar em buracos e traquitanas no carro. O Bahrein é um bom cenário para que as peças sejam exigidas da forma que se deve — ainda bem que não é Interlagos quase-40ºC.~
Ali no meio do pelotão, fica a dúvida do que Sauber e Force India podem conseguir. A primeira parece ter lá seus problemas de concepção com uma dupla não muito bem concebida; a outra até indica ter parido um carro bom, mas ainda sem preocupação de mostrar o potencial, com uma dupla acima da média. Mais atrás, a Marussia ergueu sobrancelhas por ter chegado tarde demais e não ter feito um trabalho feio. Bianchi saiu elogiando o MR03 de biquinho tímido à beça. A Caterham com seu bico-rodo também merece atenção. Tá na hora de as nanicas darem um salto grande e competirem por pontos. O primeiro ato até permite um sonho destes.
No geral, o que fica é uma declaração de Rosberg: “Estou sorrindo”. É a melhor forma de definir um carro e o começo de trabalho sem dar muitas pistas, um belo eufemismo de “agora vamo dominar essas coisa tudo aqui”. E junto com a equipe-irmã, no último ano do laço que as liga, seu velho chefe voltando a dominar e com um MP4-29 de detalhes aerodinâmicos que vão ditar moda, como a suspensão ‘bloqueada’, o primeiro capítulo da F1 em 2014 aponta que os diabos que vestem prata na temporada valem ouro.
E quanto à Lotus: Drummond escreveu um poema bom e triste, ‘Ausência’…
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
F1 TESTING 2014: JEREZ - DAY 1
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Primeiros testes Copersucar 1974 (Fantástico)
* Dica do Flávio Gomes
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quinta-feira, 7 de março de 2013
SENNA ESPECIAL: PRÉ TEMPORADA, 1994
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terça-feira, 5 de março de 2013
OPS...FELIPE MASSA PERDE A RODA!
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Pré-temporada nebulosa*
* Por Luis Fernando Ramos
Se fosse um jogo de pôquer, teríamos todos os jogadores confusos na mesa. Qual a força real de quem está mostrando algumas cartas? Quem anda escondendo completamente seu jogo? Estas dúvidas serão levadas por pilotos e equipes da Fórmula 1 para a abertura da temporada, o Grande Prêmio da Austrália no próximo dia 17, em Melbourne.
O grande problema na pré-temporada foi o comportamento dos novos compostos de pneus para esta temporada. As frias temperaturas do inverno europeu impediram que a borracha atingisse a temperatura ideal de funcionamento. Com isso, os carros escorregaram muito, gerando um consumo excessivo de material.
“Nunca tivemos um inverno tão pouco conclusivo como este. Os pneus duram poucas voltas nestas condições. É impossível saber a real força de cada carro baseado no que vimos até agora. Temos de esperar até a Austrália”, opinou o tricampeão Sebastian Vettel depois do teste de ontem.
Foi um dia em que o alemão Nico Rosberg deu continuidade à boa impressão que o novo carro da Mercedes deixou na pré-temporada, registrando o melhor tempo do ano para o circuito de Barcelona. A volta em 1min20s130 foi feita numa série curta de voltas com os pneus macios. O mesmo cenário vale para o espanhol Fernando Alonso, o único a chegar perto da marca de Rosberg com uma volta em 1min20s494.
Mercedes (em voltas rápidas), Ferrari (como um todo) e Lotus (em ritmo de corrida) parecem estar bem preparadas para o início do ano. Mas, apesar de ainda não ter brilhado com voltas rápidas na pré-temporada, a Red Bull ainda é apontada nos bastidores como favorita a vitória em Melbourne. Os relatos de olhos especializados plantados na beira das pistas espanholas falam de um carro bem estável, "no chão", o que é uma boa notícia especialmente com pneus dando tão pouco aderência como os pilotos relataram.
Mas as incertezas que vimos sinalizam que há margem, pelo menos nas primeiras corridas, para surpresas acontecerem. Os treinos livres em Melbourne, primeira atividade dos carros deste ano em temperaturas mais elevadas, vai ser uma corrida para quem aprende mais rápido. Vale a pena ficar de olho neles.
Se fosse um jogo de pôquer, teríamos todos os jogadores confusos na mesa. Qual a força real de quem está mostrando algumas cartas? Quem anda escondendo completamente seu jogo? Estas dúvidas serão levadas por pilotos e equipes da Fórmula 1 para a abertura da temporada, o Grande Prêmio da Austrália no próximo dia 17, em Melbourne.
O grande problema na pré-temporada foi o comportamento dos novos compostos de pneus para esta temporada. As frias temperaturas do inverno europeu impediram que a borracha atingisse a temperatura ideal de funcionamento. Com isso, os carros escorregaram muito, gerando um consumo excessivo de material.
“Nunca tivemos um inverno tão pouco conclusivo como este. Os pneus duram poucas voltas nestas condições. É impossível saber a real força de cada carro baseado no que vimos até agora. Temos de esperar até a Austrália”, opinou o tricampeão Sebastian Vettel depois do teste de ontem.
Foi um dia em que o alemão Nico Rosberg deu continuidade à boa impressão que o novo carro da Mercedes deixou na pré-temporada, registrando o melhor tempo do ano para o circuito de Barcelona. A volta em 1min20s130 foi feita numa série curta de voltas com os pneus macios. O mesmo cenário vale para o espanhol Fernando Alonso, o único a chegar perto da marca de Rosberg com uma volta em 1min20s494.
Mercedes (em voltas rápidas), Ferrari (como um todo) e Lotus (em ritmo de corrida) parecem estar bem preparadas para o início do ano. Mas, apesar de ainda não ter brilhado com voltas rápidas na pré-temporada, a Red Bull ainda é apontada nos bastidores como favorita a vitória em Melbourne. Os relatos de olhos especializados plantados na beira das pistas espanholas falam de um carro bem estável, "no chão", o que é uma boa notícia especialmente com pneus dando tão pouco aderência como os pilotos relataram.
Mas as incertezas que vimos sinalizam que há margem, pelo menos nas primeiras corridas, para surpresas acontecerem. Os treinos livres em Melbourne, primeira atividade dos carros deste ano em temperaturas mais elevadas, vai ser uma corrida para quem aprende mais rápido. Vale a pena ficar de olho neles.
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segunda-feira, 4 de março de 2013
Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes. Todas podem vencer este ano.*
* Por Lívio Oricchio
Disponibilizo, agora, os melhores tempos registrados nos dois testes aqui em Barcelona pela cinco equipes que, provavelmente, vão lutar pelas vitórias e o título: Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes. Essa ordem é a da classificação no Mundial de Construtores de 2012, sempre o meu critério para citá-las.
Os tempos têm pouca representatividade. Mas como costumo dizer, depois de mais de cinco mil quilômetros de testes alguma informação sobre o estágio de preparação de cada equipe emerge. O que não quer dizer que, necessariamente, será repetida depois nas primeiras etapas do campeonato. Em seguida a relação de tempos há um texto.
Os melhores tempos entre os cinco grandes são estes. Cito o tipo de pneu da Pirelli utilizado e o dado final corresponde aos km percorridos nas três sessões de treinos:
1.º Rosberg, Mercedes, 1min20s130, pneu macio, 2.639 km
2.º F.Alonso, Ferrari, 1min20s494, macio, 2.350,7 km
3.º L.Hamilton, Mercedes, 1min20s558, macio, 2.584,3 km
4.º F.Massa, Ferrari, 1min21s266, supermacio, 2.336,4 km
5.º J.Button, McLaren, 1min21s444, macio, 2.090,6 km
6.º K.Raikkonen, Lotus, 1min21s658, macio, 1.082,2 km
7.º S.Perez, McLaren, 1min21s848, macio, 2.538,1 km
8.º R.Grosjean, Lotus, 1min22s188, macio, 2.270,3 km
9.º S.Vettel, Red Bull, 1min22s197, macio, 2.342,9 km
10.º M.Webber, Red Bull, 1min22s658, macio, 2.264,5 km
O texto:
Se os números fossem os únicos indicativos para projetar como será o início do campeonato, a Mercedes estaria na frente dos concorrentes. Nico Rosberg, da equipe alemã, estabeleceu ontem no Circuito da Catalunha, em Barcelona, no último dia dos testes, o melhor tempo da pré-temporada, 1min20s130, com pneus macios da Pirelli, e seu companheiro, Lewis Hamilton, sábado, o terceiro, também com os macios. Mais: dentre os times grandes, a Mercedes foi quem mais quilômetros percorreu nessa fase de preparação: 5.224,1. Mas para entender a Fórmula 1 é preciso ir além dos números.
O discurso de Hamilton, contratado a peso de ouro pela Mercedes, mudou. Até antes do último teste em Barcelona, iniciado quinta-feira, sua nova escuderia estava fora da luta pelas vitórias. Mas diante do avanço do modelo W04, ao menos de acordo com o último ensaio, o campeão do mundo de 2008, pela McLaren, afirmou: “Não dá para falar em disputar o título, porém em ganhar corridas sim”.
Rosberg, mais prudente, comentou: “A temperatura em Melbourne será bem mais elevada e os carros e os pneus podem se comportar de maneira diferente da que vimos aqui em Barcelona.” Falou, ainda: “Mas não posso negar que estou bem contente com carro, representa uma importante evolução em relação a 2012”. O Mundial começa dia 17, na Austrália.
Se Hamilton e Rosberg estão otimistas, o tricampeão do mundo, Sebastian Vettel, afirmou ontem não saber direito onde está seu time, Red Bull. “Por causa do frio e da chuva não tivemos tempo de compreender melhor os novos pneus da Pirelli.” Obviamente Vettel em nono e seu companheiro, Mark Webber, em décimo, ou as duas últimas colocações, em Barcelona, dentre as cinco melhores equipes, não representa a realidade.
O que os adversários da Red Bull pensam é o oposto da ideia que Vettel deseja passar: “Esconderam o jogo o tempo todo”, afirma Felipe Massa. É muito provável que a Red Bull disponha de outro carro que permita a Vettel e Webber lutar pelo título, como o desenvolvido para conquistar os três últimos mundiais. “Porém vão ter concorrentes, pelo que vimos nos testes”, falou ao Estado Gary Anderson, ex-diretor técnico de Jordan e Jaguar, hoje comentarista da BBC.
A Ferrari de Massa e Fernando Alonso reduziu a diferença que a separava da Red Bull e McLaren no fim do ano passado. Quem diz é Alonso. Massa comentou com o Estado, sábado: “ A equipe deu um passo adiante (com o modelo F138), mas é preciso esperar o GP da Austrália para entender a sua extensão”.
Depois de 12 dias de testes e cerca de 5 mil quilômetros percorridos pela maioria dos times, há um consenso entre pilotos, técnicos e dirigentes: apesar das dificuldades provocadas pelo frio e a chuva nos treinos, a análise mais aprofundada dos tempos, nas simulações de corrida, sugere haver grande semelhança de desempenho entre os cinco grandes da Fórmula 1, Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes. “Será outra temporada com vários vencedores”, afirma Jenson Button, da McLaren.
Disponibilizo, agora, os melhores tempos registrados nos dois testes aqui em Barcelona pela cinco equipes que, provavelmente, vão lutar pelas vitórias e o título: Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes. Essa ordem é a da classificação no Mundial de Construtores de 2012, sempre o meu critério para citá-las.
Os tempos têm pouca representatividade. Mas como costumo dizer, depois de mais de cinco mil quilômetros de testes alguma informação sobre o estágio de preparação de cada equipe emerge. O que não quer dizer que, necessariamente, será repetida depois nas primeiras etapas do campeonato. Em seguida a relação de tempos há um texto.
Os melhores tempos entre os cinco grandes são estes. Cito o tipo de pneu da Pirelli utilizado e o dado final corresponde aos km percorridos nas três sessões de treinos:
1.º Rosberg, Mercedes, 1min20s130, pneu macio, 2.639 km
2.º F.Alonso, Ferrari, 1min20s494, macio, 2.350,7 km
3.º L.Hamilton, Mercedes, 1min20s558, macio, 2.584,3 km
4.º F.Massa, Ferrari, 1min21s266, supermacio, 2.336,4 km
5.º J.Button, McLaren, 1min21s444, macio, 2.090,6 km
6.º K.Raikkonen, Lotus, 1min21s658, macio, 1.082,2 km
7.º S.Perez, McLaren, 1min21s848, macio, 2.538,1 km
8.º R.Grosjean, Lotus, 1min22s188, macio, 2.270,3 km
9.º S.Vettel, Red Bull, 1min22s197, macio, 2.342,9 km
10.º M.Webber, Red Bull, 1min22s658, macio, 2.264,5 km
O texto:
Se os números fossem os únicos indicativos para projetar como será o início do campeonato, a Mercedes estaria na frente dos concorrentes. Nico Rosberg, da equipe alemã, estabeleceu ontem no Circuito da Catalunha, em Barcelona, no último dia dos testes, o melhor tempo da pré-temporada, 1min20s130, com pneus macios da Pirelli, e seu companheiro, Lewis Hamilton, sábado, o terceiro, também com os macios. Mais: dentre os times grandes, a Mercedes foi quem mais quilômetros percorreu nessa fase de preparação: 5.224,1. Mas para entender a Fórmula 1 é preciso ir além dos números.
O discurso de Hamilton, contratado a peso de ouro pela Mercedes, mudou. Até antes do último teste em Barcelona, iniciado quinta-feira, sua nova escuderia estava fora da luta pelas vitórias. Mas diante do avanço do modelo W04, ao menos de acordo com o último ensaio, o campeão do mundo de 2008, pela McLaren, afirmou: “Não dá para falar em disputar o título, porém em ganhar corridas sim”.
Rosberg, mais prudente, comentou: “A temperatura em Melbourne será bem mais elevada e os carros e os pneus podem se comportar de maneira diferente da que vimos aqui em Barcelona.” Falou, ainda: “Mas não posso negar que estou bem contente com carro, representa uma importante evolução em relação a 2012”. O Mundial começa dia 17, na Austrália.
Se Hamilton e Rosberg estão otimistas, o tricampeão do mundo, Sebastian Vettel, afirmou ontem não saber direito onde está seu time, Red Bull. “Por causa do frio e da chuva não tivemos tempo de compreender melhor os novos pneus da Pirelli.” Obviamente Vettel em nono e seu companheiro, Mark Webber, em décimo, ou as duas últimas colocações, em Barcelona, dentre as cinco melhores equipes, não representa a realidade.
O que os adversários da Red Bull pensam é o oposto da ideia que Vettel deseja passar: “Esconderam o jogo o tempo todo”, afirma Felipe Massa. É muito provável que a Red Bull disponha de outro carro que permita a Vettel e Webber lutar pelo título, como o desenvolvido para conquistar os três últimos mundiais. “Porém vão ter concorrentes, pelo que vimos nos testes”, falou ao Estado Gary Anderson, ex-diretor técnico de Jordan e Jaguar, hoje comentarista da BBC.
A Ferrari de Massa e Fernando Alonso reduziu a diferença que a separava da Red Bull e McLaren no fim do ano passado. Quem diz é Alonso. Massa comentou com o Estado, sábado: “ A equipe deu um passo adiante (com o modelo F138), mas é preciso esperar o GP da Austrália para entender a sua extensão”.
Depois de 12 dias de testes e cerca de 5 mil quilômetros percorridos pela maioria dos times, há um consenso entre pilotos, técnicos e dirigentes: apesar das dificuldades provocadas pelo frio e a chuva nos treinos, a análise mais aprofundada dos tempos, nas simulações de corrida, sugere haver grande semelhança de desempenho entre os cinco grandes da Fórmula 1, Red Bull, Ferrari, McLaren, Lotus e Mercedes. “Será outra temporada com vários vencedores”, afirma Jenson Button, da McLaren.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Pilotos querem que haja mais treinos na F-1. Com toda razão.*
* Por Lívio Oricchio
Para quase todos os pilotos que treinaram ontem no Circuito da Catalunha, em Barcelona, sob frio, vento forte e chuva, resta agora apenas mais um dia de contato com seus novos carros antes da abertura do campeonato, dia 17 em Melbourne. E antes do ensaio de ontem tudo o que haviam feito com os modelos de 2013 era experimentá-lo dois dias em Jerez de la Frontera e dois na semana passada, também em Barcelona.
Sergio Perez, estreante na McLaren, afirmou, ontem: “Não estamos totalmente preparados para a primeira corrida. Tenho certeza de que todos no paddock estão na mesma condição”. O problema desperta a questão que organizações como a Ferrari defendem com energia cada vez maior: a Fórmula 1 precisa treinar mais. Fernando Alonso, da escuderia italiana, não esconde sua postura completamente contrária às limitações estabelecidas pelas próprias equipes: “As seleções quando vão disputar a Copa do Mundo começam a se preparar com muita antecedência, assim como os ciclistas, os nadadores, todos os esportistas”, lembrou.
“Nós treinamos por um preve período e depois nunca mais. Não faz sentido”, disse, referindo-se ao fato de que os testes durante o campeonato são proibidos. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, é mais contundente: “É ridículo que apenas a Fórmula 1, a expressão máxima do nosso esporte, não permite treinos”. Curiosamente o presidente da FIA, Jean Todt, defende também mais testes. As equipes alegam que os treinos representam o maior custo na Fórmula 1.
“Sem testes e as restrições no número de motores, câmbio, por exemplo, conseguimos reduzir 40% do orçamento”, diz Martin Whitmarsh, da McLaren. Em 2008 as escuderias que disputaram o título, McLaren e Ferrari, investiram a impressionante soma de 360 milhões de euros. “Hoje com 240 milhões de euros é possível vencer o campeonato”, disse uma fonte.
Felipe Massa tem agora apenas amanhã para conhecer melhor o modelo F138 da Ferrari equipado com os novos componentes, previstos para serem testados amanhã também, primeiro dia em que não deverá chover no Circuito da Catalunha. “É o que dispomos, essas são as regras, o que fazer? Temos de aproveitar ao máximo.”
O primeiro dia de testes da última série, ontem, começou com chuva forte, passou a fraca e no fim da sessão da tarde, por volta das 16 horas, a pista secou. O vento, no entanto, não cessou um instante sequer, por vezes forte. “Pelo menos os pilotos tiveram a oportunidade de testar bastante os novos pneus de chuva intensa e os intermediários”, disse Paul Hembery, diretor da Pirelli. Os melhores tempos foram registrados no fim do dia. Mark Webber, da Red Bull, com pneus macios, fez o primeiro tempo, 1min22s693 (90 voltas).
Ontem também, pela primeira vez, um carro completou algumas voltas com os pneus supermacios da Pirelli, os que vão estar disponíveis da etapa de abertura do Mundial, no Circuito Albert Park, em Melbourne. Valtteri Bottas, da Williams, deu 10 voltas com eles. Mas seu melhor tempo foi estabelecido com os pneus macios. Convém lembrar que nos minutos finais, quando Webber fez seu tempo, a pista estava bem mais veloz, por se encontrar completamente seca. E nessa hora Bottas já tinha usado os supermacios e estava com os macios.
Massa simulou uma corrida com o F138 pela primeira vez. “O resultado é positivo. O desgaste dos pneus é elevado mas comparado ao que vi de outros times não estamos mal.” Não aproveitou a pista mais seca no final, daí o sétimo tempo, 1min27s541 (112), com pneus médios. “O lado bom também é a confiabilidade do carro. Não tive problemas”, lembrou Massa.
“Comecei com pneus para chuva, depois coloquei os intermediários e fui o primeiro a usar os slick (asfalto seco). Sábado vamos ter o primeiro pacote de mudanças no carro e a pista deverá estar seca. Será boa oportunidade para testarmos como o carro vai reagir”, disse Massa. Alonso pilotará amanhã e depois domingo.
Lewis Hamilton, da Mercedes, também simulou um GP com sucesso, embora com tempos de volta um pouco piores que os obtidos por Massa e, principalmente, Webber. A Red Bull parece ser a melhor escuderia nessa fase final de preparação para o começo do campeonato.
A melhor volta de Hamilton, 1min24s348, (113), com pneus médios, foi a segunda do dia. Perez, da McLaren, ficou com o quinto tempo, 1min26s538 (100), de pneus duros. As marcas têm pouca representatividade, em especial num dia com ontem, em que as condições variaram de um extremo ao outro.
Adrian Sutil será o companheiro de Paul Di Resta na Force India. E diante das dificuldades de Luiz Razia cumprir o acertado com John Booth, da Marussia, ontem já circulavam notícias sobre quem ficaria com a vaga do baiano caso de fato não faça o depósito cobrado. O francês Jules Bianchi, preterido na Force India com a definição por Sutil, pode correr pela Marussia. Mas Razia ainda não perdeu a vaga.
Os demais tempos: 3.º Jean-Eric Verge, Toro Rosso, 1min25s017 (59 voltas), pneus médios; 4.º Valtteri Bottas, Williams, 1min26s458 (85), pneus macios; 6.º Esteban Gutierrez (Sauber), 1min26s574 (92), pneus macios; 7.º Paul Di Resta, Force India, 1min27s107 (57), médios, ; 9.º Max Chilton, Marussia, 1min28s166 (78), pneus médios; 10.º Charles Pic, Caterham, 1min28s644 (83), pneus médios; 11.º Romain Grosjean, Lotus, 1min34s928 (52), pneus médios.
Os testes prosseguem até domingo.
Para quase todos os pilotos que treinaram ontem no Circuito da Catalunha, em Barcelona, sob frio, vento forte e chuva, resta agora apenas mais um dia de contato com seus novos carros antes da abertura do campeonato, dia 17 em Melbourne. E antes do ensaio de ontem tudo o que haviam feito com os modelos de 2013 era experimentá-lo dois dias em Jerez de la Frontera e dois na semana passada, também em Barcelona.
Sergio Perez, estreante na McLaren, afirmou, ontem: “Não estamos totalmente preparados para a primeira corrida. Tenho certeza de que todos no paddock estão na mesma condição”. O problema desperta a questão que organizações como a Ferrari defendem com energia cada vez maior: a Fórmula 1 precisa treinar mais. Fernando Alonso, da escuderia italiana, não esconde sua postura completamente contrária às limitações estabelecidas pelas próprias equipes: “As seleções quando vão disputar a Copa do Mundo começam a se preparar com muita antecedência, assim como os ciclistas, os nadadores, todos os esportistas”, lembrou.
“Nós treinamos por um preve período e depois nunca mais. Não faz sentido”, disse, referindo-se ao fato de que os testes durante o campeonato são proibidos. O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, é mais contundente: “É ridículo que apenas a Fórmula 1, a expressão máxima do nosso esporte, não permite treinos”. Curiosamente o presidente da FIA, Jean Todt, defende também mais testes. As equipes alegam que os treinos representam o maior custo na Fórmula 1.
“Sem testes e as restrições no número de motores, câmbio, por exemplo, conseguimos reduzir 40% do orçamento”, diz Martin Whitmarsh, da McLaren. Em 2008 as escuderias que disputaram o título, McLaren e Ferrari, investiram a impressionante soma de 360 milhões de euros. “Hoje com 240 milhões de euros é possível vencer o campeonato”, disse uma fonte.
Felipe Massa tem agora apenas amanhã para conhecer melhor o modelo F138 da Ferrari equipado com os novos componentes, previstos para serem testados amanhã também, primeiro dia em que não deverá chover no Circuito da Catalunha. “É o que dispomos, essas são as regras, o que fazer? Temos de aproveitar ao máximo.”
O primeiro dia de testes da última série, ontem, começou com chuva forte, passou a fraca e no fim da sessão da tarde, por volta das 16 horas, a pista secou. O vento, no entanto, não cessou um instante sequer, por vezes forte. “Pelo menos os pilotos tiveram a oportunidade de testar bastante os novos pneus de chuva intensa e os intermediários”, disse Paul Hembery, diretor da Pirelli. Os melhores tempos foram registrados no fim do dia. Mark Webber, da Red Bull, com pneus macios, fez o primeiro tempo, 1min22s693 (90 voltas).
Ontem também, pela primeira vez, um carro completou algumas voltas com os pneus supermacios da Pirelli, os que vão estar disponíveis da etapa de abertura do Mundial, no Circuito Albert Park, em Melbourne. Valtteri Bottas, da Williams, deu 10 voltas com eles. Mas seu melhor tempo foi estabelecido com os pneus macios. Convém lembrar que nos minutos finais, quando Webber fez seu tempo, a pista estava bem mais veloz, por se encontrar completamente seca. E nessa hora Bottas já tinha usado os supermacios e estava com os macios.
Massa simulou uma corrida com o F138 pela primeira vez. “O resultado é positivo. O desgaste dos pneus é elevado mas comparado ao que vi de outros times não estamos mal.” Não aproveitou a pista mais seca no final, daí o sétimo tempo, 1min27s541 (112), com pneus médios. “O lado bom também é a confiabilidade do carro. Não tive problemas”, lembrou Massa.
“Comecei com pneus para chuva, depois coloquei os intermediários e fui o primeiro a usar os slick (asfalto seco). Sábado vamos ter o primeiro pacote de mudanças no carro e a pista deverá estar seca. Será boa oportunidade para testarmos como o carro vai reagir”, disse Massa. Alonso pilotará amanhã e depois domingo.
Lewis Hamilton, da Mercedes, também simulou um GP com sucesso, embora com tempos de volta um pouco piores que os obtidos por Massa e, principalmente, Webber. A Red Bull parece ser a melhor escuderia nessa fase final de preparação para o começo do campeonato.
A melhor volta de Hamilton, 1min24s348, (113), com pneus médios, foi a segunda do dia. Perez, da McLaren, ficou com o quinto tempo, 1min26s538 (100), de pneus duros. As marcas têm pouca representatividade, em especial num dia com ontem, em que as condições variaram de um extremo ao outro.
Adrian Sutil será o companheiro de Paul Di Resta na Force India. E diante das dificuldades de Luiz Razia cumprir o acertado com John Booth, da Marussia, ontem já circulavam notícias sobre quem ficaria com a vaga do baiano caso de fato não faça o depósito cobrado. O francês Jules Bianchi, preterido na Force India com a definição por Sutil, pode correr pela Marussia. Mas Razia ainda não perdeu a vaga.
Os demais tempos: 3.º Jean-Eric Verge, Toro Rosso, 1min25s017 (59 voltas), pneus médios; 4.º Valtteri Bottas, Williams, 1min26s458 (85), pneus macios; 6.º Esteban Gutierrez (Sauber), 1min26s574 (92), pneus macios; 7.º Paul Di Resta, Force India, 1min27s107 (57), médios, ; 9.º Max Chilton, Marussia, 1min28s166 (78), pneus médios; 10.º Charles Pic, Caterham, 1min28s644 (83), pneus médios; 11.º Romain Grosjean, Lotus, 1min34s928 (52), pneus médios.
Os testes prosseguem até domingo.
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