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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

terça-feira, 28 de maio de 2013

CRASH: MAX CHILTON E PASTOR MALDONADO (FORMULA 1 - GP MÔNACO, 2013)

Papelão glamouroso*

* Por Luis Fernando Ramos


No dia da corrida mais importante da temporada, a Fórmula 1 fez a maior anti-propaganda  possível de si mesma. O Grande Prêmio de Mônaco trouxe uma série de acidentes causados por manobras questionáveis de pilotos com muito mais vontade do que qualidade. E trouxe a vitória de Nico Rosberg, da Mercedes. Uma equipe envolvida numa polêmica que beira o absurdo e que pode trazer consequências no Tribunal Internacional da FIA.

Na reunião dos pilotos no sábado à noite surgiu a informação de que a Mercedes havia feito um teste “secreto” com a Pirelli em Barcelona entre os últimos dias 15 a 17, para desenvolver uma nova construção dos pneus. Mas foi utilizado o modelo deste ano, o que contraria o regulamento esportivo da categoria. Ferrari e Red Bull entraram com um protesto junto à FIA. Ela esclareceu que havia informado à equipe alemã e à fabricante de pneus que as sessões só poderiam acontecer se a mesma oportunidade fosse oferecida às outras equipes. O que não aconteceu.

Ninguém acredita que o teste privado seja o responsável pelo primeiro triunfo da Mercedes no ano. Afinal, o carro prateado já vinha dominando os treinos classificatórios e era esperado que eles largassem na frente em Mônaco, um circuito onde as ultrapassagens são difíceis. Mas é um episódio nebuloso.

- Foi um dos primeiros a ficar sabendo e fiquei surpreso. É um estranho se o regulamento proíbe testes durante a temporada e uma equipe faz isso. Não é algo positivo e é uma bobagem que esta discussão aconteça por besteira - afirmou o líder do Mundial Sebastian Vettel, segundo colocado na prova.

Não há uma data definida para o pronunciamento do Tribunal da FIA. De qualquer forma o episódio manchou uma corrida que foi repleta de confusão, que teve dois períodos de Safety Car (um pelo acidente de Felipe Massa e outro pela batida entre Romain Grosjean) e mais uma interrupção de bandeira vermelha pelo acidente entre Pastor Maldonado e Max Chilton, tão violento que uma barreira de pneus foi deslocada e bloqueou a pista parcialmente. Além de Chilton e Grosjean, o mexicano Sergio Perez também foi alvo de críticas de outros pilotos por uma pilotagem excessivamente agressiva.

Pneus que mudam no meio do campeonato, testes privados nebulosos, pilotos que batem e não são punidos como se deveria. Tantos episódios que infelizmente trazem à tona um problema de administração atual na Fórmula 1. Uma pena. O GP de Mônaco, por sua tradição, não merecia isso.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Marussia anuncia Chilton*

* Por Rodrigo Mattar


Para nenhuma surpresa, a Marussia anunciou hoje a promoção do britânico Max Chilton, de 21 anos, à condição de titular da equipe russa na próxima temporada de Fórmula 1. Digo que não houve surpresa alguma, até porque o presidente da companhia, Nikolaj Fomenko, confirmara que o piloto estaria mesmo ao lado de Timo Glock em 2013.

O que garantiu Chilton na equipe foi o de sempre: dinheiro. Com o apoio da companhia de resseguros AON, que é de propriedade de seu pai, ele garante € 7,5 milhões de verba, engrossando o time dos pay drivers da Fórmula 1, que já tem gente como Charles Pic, Pastor Maldonado e outros.

Apesar de ser um piloto pagante, Chilton vem credenciado por uma temporada de resultados bastante bons na GP2 Series. Com a Carlin Motorsport – e seu carro pintado nas cores preta e vermelha da Marussia – ele terminou o ano na 4ª colocação com 169 pontos, tendo vencido duas corridas e conquistado duas pole positions.

Chilton torna-se também o 22º piloto da história da categoria de acesso lançada em 2005 a conquistar uma vaga de titular na categoria máxima. A Marussia, que já se chamou Virgin, só teve pilotos formados na GP2 até hoje: Timo Glock, Lucas Di Grassi, Jerome D’Ambrosio, Charles Pic e, agora, Max Chilton.

Com a confirmação do britânico, o terceiro estreante do ano ao lado do mexicano Estebán Gutierrez e do finlandês Valtteri Bottas, o funil diminui: restam apenas duas vagas por confirmar para 2013, na Force India e na Caterham. O time de Vijay Malliya se inclina agora para o regresso do alemão Adrian Sutil, que voltaria a reboque de um apoio de 10 milhões (não sei se euros ou dólares) da Lenovo. Jules Bianchi ficaria mais um ano como piloto reserva e seria titular em 2014, porque a equipe deve trocar os motores Mercedes-Benz pelos Ferrari e Paul Di Resta, que tem ligações com o construtor alemão, deve sair ao fim da próxima temporada.

Na Caterham, o favorito à vaga, também às custas de muito dinheiro, é o holandês Giedo Van der Garde, que poderá ser o quarto estreante para 2013. A equipe já sabe que não contará com Heikki Kövalainen e Vitaly Petrov, que foi titular neste ano, também luta para conseguir a verba necessária que o garanta no time de origem malaia. A Caterham é agora a única opção palpável para o brasileiro Bruno Senna permanecer na Fórmula 1, pois na Force India parece que a situação está encaminhada para o que citei no parágrafo anterior.