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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
A SUBJETIVIDADE DA REGRA*
* Por Renan do Couto
Eu ia escrever esse post na semana do GP da Índia, mas acabou passando. Lembrei do tema com essa foto, de Felipe Massa e Lewis Hamilton no GP do Brasil. O clique é do Beto Issa.
Já entenderam do que se trata o post?
Reparem na posição de Massa: as quatro rodas estão além da linha branca. Ele está desrespeitando os limites da pista e, certamente, levando vantagem por isso. Hamilton fará o mesmo. Todos sabem que, no Bico de Pato, é preciso colocar o carro todo na zebra para ganhar tempo, para fazer a curva com perfeição. Massa, que anda bem como poucos em Interlagos, sabe mais do que ninguém como esse detalhe é importante.
Colocar as quatro rodas além da linha branca na entrada dos boxes não rendeu a Massa um grande ganho. Não deve ter sido nada além de meio décimo. Hamilton continuou colado nele.
A punição é correta na medida em que Charlie Whiting, no briefing, alertou os pilotos quanto à regra dos limites da pista naquele ponto (vejam a imagem). Os pilotos da Mercedes estavam atentos e acusaram Massa de não cumprir o regulamento. Beleza, drive-through aplicado, como tinha de ser. (Outra questão: Massa foi punido em 20s por uma manobra que não lhe deu nem meio décimo. É preciso rever, também, as penalizações da F1. No DTM, ele teria 1s acrescido ao tempo final de prova e pronto).
O problema mesmo é a subjetividade da regra.
Romain Grosjean foi punido no GP da Hungria por causa da ultrapassagem mais bonita do ano. Passou a Ferrari de Massa por fora em uma curva de alta velocidade, a mais rápida do circuito. Colocou as quatro rodas além da linha branca, é verdade, por muito pouco. Não andou mais rápido por causa disso. A interpretação dos comissários foi: Grosjean só tentou a ultrapassagem porque sabia que ali havia asfalto; fosse grama, terra, brita ou lama, não tentaria. OK.
Eu estava nessa corrida da Hungria. Na coletiva de Massa, a primeira pergunta feita em inglês foi: “Você acusou Grosjean, pediu uma punição?” Massa rebateu dizendo que o francês fora punido por causa de outro incidente, com Jenson Button. “Não, foi por causa da ultrapassagem sobre você”, alertamos. E o brasileiro falou que nem viu que a Lotus colocou as quatro rodas fora da pista: “Então a punição foi errada. E ele colocou só duas rodas fora.” Para todos verem como foi sutil o lance. (Atualização: só para ficar claro, depois da corrida, Grosjean recebeu um segundo drive-through pelo choque com Button, mostrado no vídeo abaixo).
Punir Grosjean foi tão absurdo que até a FOM cornetou a FIA ao recuperar uma imagem da primeira volta e mostrar que Kimi Räikkönen, em uma disputa de posição, saiu da pista no mesmo ponto. Ele levou tanta vantagem quanto Grosjean. Vamos em frente.
No mesmo GP da Hungria, vários pilotos saíram da pista com as quatro rodas na saída da curva 11. Não ganharam posições, mas, se tentassem manter o carro no traçado, acabariam perdendo um pouco de aceleração. Só forçaram desse jeito porque sabiam que ali havia asfalto; fosse grama, terra, brita ou lama, não tentariam.
Citei o GP da Índia lá no começo do post pela mesma razão. É o maior exemplo do ano neste sentido. Observem em vídeos de lá: nas curvas de alta, nos esses em sequência, os pilotos saíram da pista o tempo todo. E ninguém foi punido.
O pior é que a F1 é um exemplo para as categorias do resto do mundo. Aí acontece o que aconteceu com Átila Abreu naquela etapa de Cascavel da Stock Car, aquela punição esdrúxula que ele recebeu pela ultrapassagem por um Max Wilson que não deu espaço. Até Max, o ultrapassado, posicionou-se contra os comissários.
A regra é clara, mas não é aplicada o tempo todo. Torna-se, portanto, bem subjetiva, para falar a verdade. A impressão que dá é que os comissários tomam essas decisões pensando em não criar pretextos para outros casos. Com isso, as decisões acabam sendo tomadas com um preciosismo que só arranha a imagem do esporte. Fica chato. Quem vê em casa, pensa: “Mas tudo é punição, não aguento mais isso.” E os pilotos vão começar a pensar três vezes antes de arriscar uma manobra. E vão reclamar que as corridas estão chatas, que ninguém pensa ninguém, que os pilotos de hoje em dia não tem colhões.
A FIA precisa parar com essas frescuras e devolver as corridas aos pilotos.

Já entenderam do que se trata o post?
Reparem na posição de Massa: as quatro rodas estão além da linha branca. Ele está desrespeitando os limites da pista e, certamente, levando vantagem por isso. Hamilton fará o mesmo. Todos sabem que, no Bico de Pato, é preciso colocar o carro todo na zebra para ganhar tempo, para fazer a curva com perfeição. Massa, que anda bem como poucos em Interlagos, sabe mais do que ninguém como esse detalhe é importante.
Colocar as quatro rodas além da linha branca na entrada dos boxes não rendeu a Massa um grande ganho. Não deve ter sido nada além de meio décimo. Hamilton continuou colado nele.
A punição é correta na medida em que Charlie Whiting, no briefing, alertou os pilotos quanto à regra dos limites da pista naquele ponto (vejam a imagem). Os pilotos da Mercedes estavam atentos e acusaram Massa de não cumprir o regulamento. Beleza, drive-through aplicado, como tinha de ser. (Outra questão: Massa foi punido em 20s por uma manobra que não lhe deu nem meio décimo. É preciso rever, também, as penalizações da F1. No DTM, ele teria 1s acrescido ao tempo final de prova e pronto).
O problema mesmo é a subjetividade da regra.
Romain Grosjean foi punido no GP da Hungria por causa da ultrapassagem mais bonita do ano. Passou a Ferrari de Massa por fora em uma curva de alta velocidade, a mais rápida do circuito. Colocou as quatro rodas além da linha branca, é verdade, por muito pouco. Não andou mais rápido por causa disso. A interpretação dos comissários foi: Grosjean só tentou a ultrapassagem porque sabia que ali havia asfalto; fosse grama, terra, brita ou lama, não tentaria. OK.
Eu estava nessa corrida da Hungria. Na coletiva de Massa, a primeira pergunta feita em inglês foi: “Você acusou Grosjean, pediu uma punição?” Massa rebateu dizendo que o francês fora punido por causa de outro incidente, com Jenson Button. “Não, foi por causa da ultrapassagem sobre você”, alertamos. E o brasileiro falou que nem viu que a Lotus colocou as quatro rodas fora da pista: “Então a punição foi errada. E ele colocou só duas rodas fora.” Para todos verem como foi sutil o lance. (Atualização: só para ficar claro, depois da corrida, Grosjean recebeu um segundo drive-through pelo choque com Button, mostrado no vídeo abaixo).
Punir Grosjean foi tão absurdo que até a FOM cornetou a FIA ao recuperar uma imagem da primeira volta e mostrar que Kimi Räikkönen, em uma disputa de posição, saiu da pista no mesmo ponto. Ele levou tanta vantagem quanto Grosjean. Vamos em frente.
No mesmo GP da Hungria, vários pilotos saíram da pista com as quatro rodas na saída da curva 11. Não ganharam posições, mas, se tentassem manter o carro no traçado, acabariam perdendo um pouco de aceleração. Só forçaram desse jeito porque sabiam que ali havia asfalto; fosse grama, terra, brita ou lama, não tentariam.
Citei o GP da Índia lá no começo do post pela mesma razão. É o maior exemplo do ano neste sentido. Observem em vídeos de lá: nas curvas de alta, nos esses em sequência, os pilotos saíram da pista o tempo todo. E ninguém foi punido.
O pior é que a F1 é um exemplo para as categorias do resto do mundo. Aí acontece o que aconteceu com Átila Abreu naquela etapa de Cascavel da Stock Car, aquela punição esdrúxula que ele recebeu pela ultrapassagem por um Max Wilson que não deu espaço. Até Max, o ultrapassado, posicionou-se contra os comissários.
A regra é clara, mas não é aplicada o tempo todo. Torna-se, portanto, bem subjetiva, para falar a verdade. A impressão que dá é que os comissários tomam essas decisões pensando em não criar pretextos para outros casos. Com isso, as decisões acabam sendo tomadas com um preciosismo que só arranha a imagem do esporte. Fica chato. Quem vê em casa, pensa: “Mas tudo é punição, não aguento mais isso.” E os pilotos vão começar a pensar três vezes antes de arriscar uma manobra. E vão reclamar que as corridas estão chatas, que ninguém pensa ninguém, que os pilotos de hoje em dia não tem colhões.
A FIA precisa parar com essas frescuras e devolver as corridas aos pilotos.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Debate sobre a punição de Sebastian Vettel*
* Por Felipe Motta
Só sei que a história do Grande Prêmio da Alemanha que mais repercutiu foi a punição de Sebastian Vettel após ultrapassar Jenson Button na parte final da prova.
Logo que vi a imagem pensei que o alemão não merecia ser penalizado. Era claro que ele tinha saído da pista, mas não via uma enorme vantagem para ele. Ele não cortou chicane, não encurtou caminhos, portanto não levou vantagem.
Quando saí da sala de imprensa, fui buscar compreender melhor o episódio. E ouvi de todos os personagens (pilotos, engenheiros e jornalistas) que Vettel merecia ser punido. Fiquei surpreso e busquei entender alguns pontos. Felipe Massa foi um que falou bastante sobre o ocorrido. E concedeu informações importantes.
“Na minha cabeça, isso não faz parte do regulamento. Você não pode usar o lado de fora da pista para fazer uma ultrapassagem. Isso é ganhar vantagem por um lado que não é pista. Se fosse grama, ele não ia ultrapassar ninguém. A pista acaba na linha e você não pode invadi-la para ganhar vantagem, seja para ganhar tempo ou ultrapassar alguém.”
“Na reunião dos pilotos (após Bahrein), todos eram a favor de que ele deveria ser punido, porque você não pode ultrapassar ninguém do lado de fora. Para mim, o Hamilton não poderia ter feito aquela manobra, mas essa do Vettel é ainda muito mais clara, porque é uma curva fechada. Lá, era no meio da reta e o Hamilton teve ainda menos vantagem. Aqui foi muito pior.”
Até mesmo Pastor Maldonado, o campeão de punições, foi direto ao comentar o assunto.
“Você tem de respeitar a pista. Nesse caso havia asfalto e dava para passar por fora, mas se fosse terra ou grama, a manobra não aconteceria. Então, fica muito claro que ela é proibida.”
De ouvir todos os personagens admito que entendi a situação e mudei minha visão. Acho que isso é ter humildade de compreender a questão. TODOS falavam que foi algo errado, e numa baita simplicidade. Sem estresse. Podemos discutir se a regra precisa ser mudada, se alguns conceitos devem ser revistos, mas na F-1 atual não cabia discutir.
Numa condição como a que tivemos ontem, não entra em julgamento a vantagem que ele obteve ou não. Utilizar a área de fora da pista não é permitido.
Se olharmos a imagem com atenção, percebemos que Vettel está lado a lado com Button, mas na hora de contornar a curva, ele acelera antes ganhando velocidade, provavelmente por saber que ali havia uma área de escape e não uma grama, caixa de brita ou muro.
Não se pode afirmar que Vettel fez de forma premeditada, e acho que não. Mas isso não importa. É como um pênalti no futebol. Não importa se foi uma falta tranquila ou uma falta criminosa, pênalti é pênalti. Não podemos dizer “coitado do zagueiro, ele pegou leve, então vamos colocar a bola na meia-lua que é mais justo”.
Voltemos ao caso polêmico do duelo de Hamilton e Rosberg no Bahrein, quando o primeiro ultrapassou o segundo por fora da pista em plena reta. Podemos dizer que Rosberg jogou Hamilton para fora, o que de fato parece ter acontecido. Lá, a justificativa para não punir Rosberg é que ele começou o movimento de defesa antes do ataque de Lewis. Se fosse o contrário, ele seria punido, como Michael Schumacher foi no duelo com Barrichello na Hungria, em 2010.
Eu não minimizo a discussão em torno do assunto. Na Fórmula 1 não dá para ser tudo preto no branco, claro como água. A margem para discussão existe, claro. Em Valência, a disputa Maldonado e Hamilton não é 100% definida na primeira visão. E no esporte em geral é assim. Quem nunca divergiu de uma avaliação no boxe dos árbitros, notas na ginástica olímpica e assim vai.
Só dois argumentos contrários que não concordo. 1) Assim, ninguém vai ultrapassar mais. Sabemos que isso é uma bobagem. 2) Que todo mundo na F-1 é fresquinho. Outra tolice. 3) Não adianta ficar resgatando que Schumacher passou Trulli em 2003 desta forma. Diversas avaliações mudam ao longo dos anos. Repito, acho que cabe discussão sobre se é certo ou não avaliar desta forma. Mas se decidirmos que algo está errado, então precisamos mudar. Porque como as coisas estão estabelecidas e assim que se deve proceder.
Lembro-me bem de um outro caso. Em 2010, quando Vettel errou e bateu em Button em Spa, achei que ele não merecia ser punido. Afinal, ele tinha tentando uma manobra e perdido o controle de seu carro, e não acertado deliberadamente. Ou seja, ele pagou o pato junto. Quando consultei todo mundo no paddock a ideia geral era: “claro que tem de ser punido, ele errou, mesmo que sem intenção, e tirou um cara da corrida.”
Que fique claro, Vettel, no calor do momento, não tinha muito como avaliar se devolveria ou não a posição. Cabia ao time fazê-lo. Naturalmente, faltando uma volta e meia para o fim, fica muito difícil decidir isso.
E aqui lembro de um caso final. Em 2010, a famosa disputa entre Raikkonen e Hamilton em Spa que resultou em batida de Kimi e punição do inglês fez muito barulho. Hamilton cortou a chicane e devolveu a posição já em condição de levar a vantagem. Para mim era claro que seria punido, ainda que respeitasse quem discordasse. Em Monza, na corrida seguinte, houve muita expectativa sobre o assunto.
Na prova todos estavam atentos. Massa ficou algumas voltas preso atrás de Rosberg. Quando passou, colocou suas rodas sobre a chicane. Eu até achei que ele não tinha cortado, mas a Ferrari pediu que devolvesse. No caso, era uma prudência diante de um incidente tão vivo na categoria.
Sendo como for, cabem interpretações do que se pode mudar na F-1, mas neste caso foi feito o que se podia fazer. Tanto que Christian Horner, chefe da Red Bull, disse que a punição foi maior do que o “suposto” crime cometido, mas que era a única que os comissários poderiam aplicar. “Foi uma decisão dura mas, infelizmente, essa é a única pena que os comissários podem dar quando algo é julgado após a prova. A punição não condiz com o suposto crime, mas é assim que funciona e temos de respeitar.”
Só sei que a história do Grande Prêmio da Alemanha que mais repercutiu foi a punição de Sebastian Vettel após ultrapassar Jenson Button na parte final da prova.
Logo que vi a imagem pensei que o alemão não merecia ser penalizado. Era claro que ele tinha saído da pista, mas não via uma enorme vantagem para ele. Ele não cortou chicane, não encurtou caminhos, portanto não levou vantagem.
Quando saí da sala de imprensa, fui buscar compreender melhor o episódio. E ouvi de todos os personagens (pilotos, engenheiros e jornalistas) que Vettel merecia ser punido. Fiquei surpreso e busquei entender alguns pontos. Felipe Massa foi um que falou bastante sobre o ocorrido. E concedeu informações importantes.
“Na minha cabeça, isso não faz parte do regulamento. Você não pode usar o lado de fora da pista para fazer uma ultrapassagem. Isso é ganhar vantagem por um lado que não é pista. Se fosse grama, ele não ia ultrapassar ninguém. A pista acaba na linha e você não pode invadi-la para ganhar vantagem, seja para ganhar tempo ou ultrapassar alguém.”
“Na reunião dos pilotos (após Bahrein), todos eram a favor de que ele deveria ser punido, porque você não pode ultrapassar ninguém do lado de fora. Para mim, o Hamilton não poderia ter feito aquela manobra, mas essa do Vettel é ainda muito mais clara, porque é uma curva fechada. Lá, era no meio da reta e o Hamilton teve ainda menos vantagem. Aqui foi muito pior.”
Até mesmo Pastor Maldonado, o campeão de punições, foi direto ao comentar o assunto.
“Você tem de respeitar a pista. Nesse caso havia asfalto e dava para passar por fora, mas se fosse terra ou grama, a manobra não aconteceria. Então, fica muito claro que ela é proibida.”
De ouvir todos os personagens admito que entendi a situação e mudei minha visão. Acho que isso é ter humildade de compreender a questão. TODOS falavam que foi algo errado, e numa baita simplicidade. Sem estresse. Podemos discutir se a regra precisa ser mudada, se alguns conceitos devem ser revistos, mas na F-1 atual não cabia discutir.
Numa condição como a que tivemos ontem, não entra em julgamento a vantagem que ele obteve ou não. Utilizar a área de fora da pista não é permitido.
Se olharmos a imagem com atenção, percebemos que Vettel está lado a lado com Button, mas na hora de contornar a curva, ele acelera antes ganhando velocidade, provavelmente por saber que ali havia uma área de escape e não uma grama, caixa de brita ou muro.
Não se pode afirmar que Vettel fez de forma premeditada, e acho que não. Mas isso não importa. É como um pênalti no futebol. Não importa se foi uma falta tranquila ou uma falta criminosa, pênalti é pênalti. Não podemos dizer “coitado do zagueiro, ele pegou leve, então vamos colocar a bola na meia-lua que é mais justo”.
Voltemos ao caso polêmico do duelo de Hamilton e Rosberg no Bahrein, quando o primeiro ultrapassou o segundo por fora da pista em plena reta. Podemos dizer que Rosberg jogou Hamilton para fora, o que de fato parece ter acontecido. Lá, a justificativa para não punir Rosberg é que ele começou o movimento de defesa antes do ataque de Lewis. Se fosse o contrário, ele seria punido, como Michael Schumacher foi no duelo com Barrichello na Hungria, em 2010.
Eu não minimizo a discussão em torno do assunto. Na Fórmula 1 não dá para ser tudo preto no branco, claro como água. A margem para discussão existe, claro. Em Valência, a disputa Maldonado e Hamilton não é 100% definida na primeira visão. E no esporte em geral é assim. Quem nunca divergiu de uma avaliação no boxe dos árbitros, notas na ginástica olímpica e assim vai.
Só dois argumentos contrários que não concordo. 1) Assim, ninguém vai ultrapassar mais. Sabemos que isso é uma bobagem. 2) Que todo mundo na F-1 é fresquinho. Outra tolice. 3) Não adianta ficar resgatando que Schumacher passou Trulli em 2003 desta forma. Diversas avaliações mudam ao longo dos anos. Repito, acho que cabe discussão sobre se é certo ou não avaliar desta forma. Mas se decidirmos que algo está errado, então precisamos mudar. Porque como as coisas estão estabelecidas e assim que se deve proceder.
Lembro-me bem de um outro caso. Em 2010, quando Vettel errou e bateu em Button em Spa, achei que ele não merecia ser punido. Afinal, ele tinha tentando uma manobra e perdido o controle de seu carro, e não acertado deliberadamente. Ou seja, ele pagou o pato junto. Quando consultei todo mundo no paddock a ideia geral era: “claro que tem de ser punido, ele errou, mesmo que sem intenção, e tirou um cara da corrida.”
Que fique claro, Vettel, no calor do momento, não tinha muito como avaliar se devolveria ou não a posição. Cabia ao time fazê-lo. Naturalmente, faltando uma volta e meia para o fim, fica muito difícil decidir isso.
E aqui lembro de um caso final. Em 2010, a famosa disputa entre Raikkonen e Hamilton em Spa que resultou em batida de Kimi e punição do inglês fez muito barulho. Hamilton cortou a chicane e devolveu a posição já em condição de levar a vantagem. Para mim era claro que seria punido, ainda que respeitasse quem discordasse. Em Monza, na corrida seguinte, houve muita expectativa sobre o assunto.
Na prova todos estavam atentos. Massa ficou algumas voltas preso atrás de Rosberg. Quando passou, colocou suas rodas sobre a chicane. Eu até achei que ele não tinha cortado, mas a Ferrari pediu que devolvesse. No caso, era uma prudência diante de um incidente tão vivo na categoria.
Sendo como for, cabem interpretações do que se pode mudar na F-1, mas neste caso foi feito o que se podia fazer. Tanto que Christian Horner, chefe da Red Bull, disse que a punição foi maior do que o “suposto” crime cometido, mas que era a única que os comissários poderiam aplicar. “Foi uma decisão dura mas, infelizmente, essa é a única pena que os comissários podem dar quando algo é julgado após a prova. A punição não condiz com o suposto crime, mas é assim que funciona e temos de respeitar.”
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
RBR DESCLASSIFICADA DO GP DA AUSTRÁLIA
Já era até previsível.
A foto que foi assunto dos últimos dias nos blogs, sites e demais mídias especializadas, conforme postamos aqui, acabou sendo a prova que a FIA se baseou para punir a equipe RBR com a desclassificação de seus dois carros do GP da Austrália, prova de abertura da temporada 2011 da F-1.
Em reunião realizada no início da manhã de ontem, na sede da entidade, os dirigentes concluiram que a equipe burlou o regulamento, afirmando que as asas dianteiras dos carros da RBR são "flexíveis", conforme pode ser visto na referida imagem, o que fere o regulamento da categoria que proibe o uso deste recurso.
Além dos pontos de pilotos, a equipe também foi punida com a perda dos pontos do campeonato de construtores, e ainda recebeu uma multa de 100 mil dólares. A FIA ainda condicionou a participação da RBR na próxima etapa do mundial, somente após novos testes da asa, dessa vez também em túnel de vento, onde fará uma avaliação comparativa para verificar se há diferença em relação ao teste estático realizado em todas as equipes, que consiste apenas em uma aplicação de peso sobre a asa com o carro parado.
Através de sua assessoria jurídica, a RBR questiona o julgamento "a revelia" realizado pela FIA, alegando a peça foi aprovada pelos testes padrões obrigatórios realizados pela entidade antes do início da temporada e que nenhuma irregularidade foi encontrada, enfatizando ainda que uma simples imagem de TV, neste caso, não pode ser usada como única prova para se impor uma punição dessas.
"A imagem está distorcida, nossa asa está dentro do regulamento" afirma Adrian Newey, engenheiro projetista da equipe, considerado o atual gênio da atualidade na categoria e principal responsável pelos carros da RBR terem tamanha superioridade nas pistas, principalmente no quesito aerodinâmica.
Helmut Marko, consultor da equipe, inconformado com a punição, desabafou: "É um absurdo, trabalhamos duro, deixamos família de lado, perdemos noites de sono, tudo para ter o melhor carro, tudo dentro do regulamento e agora fazem isso??"
Christian Horner, chefe da equipe já avisou que não aceita a punição, irá provar que a FIA está errada e entrará com recurso, lembrando que "com a Ferrari no ano passado, tendo todas as provas, a coisa virou pizza, e agora nos fazem isso com uma simples imagem de TV".
Posteriormente, ao saber das declarações de Horner, Jean todt, presidente da FIA, com um tom nada amistoso, rebateu dizendo que tem provas suficientes para negar qualquer recurso.
É, parece que a novela só está começando.
Enquanto isso, segue nova classificação do mundial de pilotos divulgado pela FIA.
1º - Lewis Hamilton 25 pontos
2º - Vitaly Petrov 18 pontos
3º - Fernando Alonso 15 pontos
4º - Jenson Button 12 pontos
5º - Felipe Massa 10 pontos
6º - Sebastien Buemi 08 pontos
7º - Adrian Sutil 06 pontos
8º - Paul di Resta 04 pontos
9º - Jaime Alguersuari 02 pontos
10º - Nick Heidfeld 01 ponto
E o Mundial de Construtores ficou assim:
1º - McLaren-Mercedes 37 pontos
2º - Ferrari 25 pontos
3º - Renault-Lotus 19 pontos
4º - STR-Ferrari 10 pontos
5º - Force India-Mercedes 10 pontos
E a seguir, cenas dos próximos capítulos.....
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
FALTA DE PROVAS????
Jean Todt afirmou à emissora britânica BBC que não havia provas suficientes para incriminar a Ferrari no julgamento do Conselho Mundial da FIA, realizado na última quarta-feira (8), em Paris, informa o site GRANDE PREMIO.
"Antes de você dizer que é culpado, você precisa provar que é culpado. E, se você entender todas as partes que foram questionadas, todos negaram que fosse uma ordem de equipe", afirmou Todt. Questionado, Todt admitiu que a maioria das pessoas acredita que a Ferrari fez uso de ordens de equipe. "Eu tendo a concordar, também", falou.
Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, agradeceu pelo fato de a entidade máxima do automobilismo não ter punido o time e decidir revisar a regra que proíbe o jogo de equipe. "Tomamos conhecimento da decisão do Conselho Mundial, que confirmou a decisão dos comissários e estimamos o fato de o Conselho Mundial ter levado em consideração o fato de que a regra das ordens de equipe tem de ser alterada para se tornar muito mais clara. É um grande passo para a transparência."
A FIA ainda vai justificar oficialmente o fato de não dar punições adicionais à Ferrari.
Ou seja, a palhaçada continua.
"Antes de você dizer que é culpado, você precisa provar que é culpado. E, se você entender todas as partes que foram questionadas, todos negaram que fosse uma ordem de equipe", afirmou Todt. Questionado, Todt admitiu que a maioria das pessoas acredita que a Ferrari fez uso de ordens de equipe. "Eu tendo a concordar, também", falou.
Stefano Domenicali, chefe da Ferrari, agradeceu pelo fato de a entidade máxima do automobilismo não ter punido o time e decidir revisar a regra que proíbe o jogo de equipe. "Tomamos conhecimento da decisão do Conselho Mundial, que confirmou a decisão dos comissários e estimamos o fato de o Conselho Mundial ter levado em consideração o fato de que a regra das ordens de equipe tem de ser alterada para se tornar muito mais clara. É um grande passo para a transparência."
A FIA ainda vai justificar oficialmente o fato de não dar punições adicionais à Ferrari.
Ou seja, a palhaçada continua.
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
PALHAÇADA! A FERRARI NÃO FOI PUNIDA!
A FIA oficializou através de comunicado que não irá impor nenhuma nova punição à Ferrari pela ordem aos seus pilotos para trocaram de posição no GP da Alemanha, além da multa de U$ 100 mil aplicada logo após a prova. Com isso, a dobradinha do time na prova com Fernando Alonso em primeiro e Felipe Massa em segundo está mantida, informa o site TAZIO.
O brasileiro liderava a prova quando recebeu uma mensagem via rádio de que seu companheiro de equipe, que vinha em segundo, estava mais rápido, o que poderia ser interpretado como uma ordem para o piloto brasileiro ceder sua posição, como ele realmente fez algumas voltas depois de maneira explícita.
Ordens de equipe foram banidas da F-1 desde o GP da Áustria de 2002, em que Rubens Barrichello cedeu a vitória para o seu companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, após a última curva da corrida.
A FIA ainda divulgou que irá pedir para o Grupo de Trabalho Esportivo da categoria revisar o artigo do regulamento que proíbe as ordens de equipe deste tipo. A entidade ainda prometeu divulgar uma explicação completa da decisão do julgamento que aconteceu na reunião desta quinta-feira.
A Ferrari elogiou através de comunicado a decisão do Conselho FIA de propor a revisão da regra que proíbe as ordens de equipe durante as corridas.
"A Ferrari tomou conhecimento da decisão do Conselho Mundial da FIA, relativa ao resultado do GP da Alemanha deste ano, e deseja expressar o seu apreço à proposta do Conselho de rever o artigo 39.1 do Regulamento Esportivo da F-1, na luz do que emergiu durante discussões de hoje."
Confira o comunicado divulgado pela FIA:
"Em 25 de julho de 2010, no GP da Alemanha, a reunião dos comissários encontrou uma infração da Scuderia Ferrari à proibição de ordens de time que interfiram no resultado da corrida e, então, decidiu impor uma multa de $ 100.000 e encaminhar um dossiê para o Conselho Mundial de Esporte a Motor para mais considerações.
O Órgão de Julgamento do Conselho Mundial de Esporte a Motor realizou uma audiência extraordinária em oito de setembro de 2010 para examinar a questão.
Despois uma análise aprofundada de todos os relatórios, declarações e documentos apresentados, o Órgão de Julgamento decidiu confirmar a decisão dos comissários de multa de $ 100.000 por infração ao artigo 39.1 do Regulamento Esportivo e impor o pagamento das despesas efetuadas pela FIA.
O Órgão de Julgamento também reconheceu que o artigo 39.1 do Regulamento Esportivo deveria ser revisto e decidiu encaminhar esta questão para o Grupo de Trabalho Esportivo da F-1."
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
BRIATORE BANIDO DA F-1 (RENAULT NA CONDICIONAL)
A decisão da FIA hoje selou o fim da era Briatore na Fórmula 1.
Por um período ilimitado, a FIA não lhe dará o direito de dirigir nenhum evento internacional, copa, troféu, torneio ou série envolvendo seu nome nem dar licença para que um time o tenha como dirigente, incluído ai a GP2.
A FIA também não permitirá que ele acesse os departamentos sob jurisdição da entidade, boxes e paddocks.
A FIA não dará licença a nenhum piloto associado (por meio de contrato ou algo do gênero) a Briatore, ou nenhum entidade ligada a seu nome.
É...fim de uma história, cheia de controvérsias. Onde a tal da lei de Gerson (aquela de levar vantagem em tudo) era seguida ao pé da letra.
Ganhou títulos, sim. Mas diante de tantas irregularidades, estas conquistas foram esquecidas.
A Renault se livrou, apenas com um puxão de orelha. Se repetir a dose, gancho de dois anos. Pat Symonds, recebeu uma suspensão de 5 anos.
Fico com a pergunta: O que acontecerá com a GP2? O que acontecerá com os pilotos gerenciados pelo italiano? O que acontecerá com Nelsinho Piquet?
Por um período ilimitado, a FIA não lhe dará o direito de dirigir nenhum evento internacional, copa, troféu, torneio ou série envolvendo seu nome nem dar licença para que um time o tenha como dirigente, incluído ai a GP2.
A FIA também não permitirá que ele acesse os departamentos sob jurisdição da entidade, boxes e paddocks.
A FIA não dará licença a nenhum piloto associado (por meio de contrato ou algo do gênero) a Briatore, ou nenhum entidade ligada a seu nome.
É...fim de uma história, cheia de controvérsias. Onde a tal da lei de Gerson (aquela de levar vantagem em tudo) era seguida ao pé da letra.
Ganhou títulos, sim. Mas diante de tantas irregularidades, estas conquistas foram esquecidas.
A Renault se livrou, apenas com um puxão de orelha. Se repetir a dose, gancho de dois anos. Pat Symonds, recebeu uma suspensão de 5 anos.
Fico com a pergunta: O que acontecerá com a GP2? O que acontecerá com os pilotos gerenciados pelo italiano? O que acontecerá com Nelsinho Piquet?
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
SOMOS PALHAÇOS?
Não, não somos palhaços. As atitudes da Mclaren passaram dos limites. É preciso dar um basta nisso e fazer com que isso jamais se repita.
Broncas assim, como a que você dá em seu filho, não adianta e não trazem a tona o verdadeiro problema. Há tempos a Mclaren vem sucumbindo aos desejos de ganhar através do jeitinho.
Primeiro o caso da cópia de projetos, depois a briga entre seus pilotos, agora uma mentirinha que não causa nada, na frente dos comissários da FIA. Basta.
O espírito esportivo está passando longe dos ideais deste time. Pior do que eles, só um piloto submisso do seu próprio caráter, submisso de suas ações fora das pistas.
Realmente, querem nos fazer de palhaços: Mclaren, Hamilton e cia.
Mas abram os olhos, o mundo dá voltas e uma hora, estaremos precisando de uma real ajuda e aí...sobrarão aos "palhaços" o poder de ajuda.
Basta!
Broncas assim, como a que você dá em seu filho, não adianta e não trazem a tona o verdadeiro problema. Há tempos a Mclaren vem sucumbindo aos desejos de ganhar através do jeitinho.
Primeiro o caso da cópia de projetos, depois a briga entre seus pilotos, agora uma mentirinha que não causa nada, na frente dos comissários da FIA. Basta.
O espírito esportivo está passando longe dos ideais deste time. Pior do que eles, só um piloto submisso do seu próprio caráter, submisso de suas ações fora das pistas.
Realmente, querem nos fazer de palhaços: Mclaren, Hamilton e cia.
Mas abram os olhos, o mundo dá voltas e uma hora, estaremos precisando de uma real ajuda e aí...sobrarão aos "palhaços" o poder de ajuda.
Basta!
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
MUDA TUDO? TRULLI PODE RECUPERAR POSIÇÃO
Comissários investigarão novamente manobra de Trulli x Hamilon.
Confira a matéria na íntegra publicada pelo site Grande Premio:
Lewis Hamilton deverá ser convocado pelos comissários da FIA, na tarde desta quinta-feira (2), em Sepang para esclarecer o episódio com Jarno Trulli durante o GP da Austrália. Os fiscais querem saber por que o inglês da McLaren passou Trulli sob bandeira amarela. A informação é do site da revista inglesa “Autosport”.
Na 57ª volta da corrida em Melbourne e sob intervenção do safety-car, o italiano escapou da pista, quando ocupava a terceira posição, e foi superado por Lewis Hamiton que, em seguida, devolveu a posição.
Os fiscais da prova entenderam que a ultrapassagem foi ilegal e puniram o piloto da Toyota com o acréscimo de 25 segundos em seu tempo total. Assim, Jarno perdeu o terceiro lugar e caiu para a 12ª colocação.
Um porta-voz da FIA confirmou que os comissários do GP australiano vão se reunir novamente para avaliar alguns detalhes do incidente que não estavam disponíveis no momento da decisão.
Entretanto, se os fiscais entenderem que Hamilton omitiu detalhes do episódio, o atual campeão poderá também sofrer sanções. Já Trulli, diante desse novo cenário, poderia recuperar os seis pontos do terceiro posto. Mesmo após a equipe japonesa ter desistido da apelação nesta quarta.
Depois da corrida, Hamilton, em entrevista ao canal “SpeedTV”, afirmou que a McLaren o instruiu a deixar Jarno passar. “Eu estava atrás de Trulli, sob a intervenção do safety-car, e é claro que não podemos ultrapassar nessas condições. Mas ele escapou da pista na última curva e foi parar na grama. Acho que foi por causa dos pneus frios. E eu fui forçado a passá-lo naquele momento. Reduzi a velocidade o máximo que pude. E aí me disseram que era para eu deixá-lo passar novamente. Mas, para ser sincero, não sei isso está dentro do regulamento. E se não está, então eu deveria ser o terceiro mesmo.
Martin Whitmarsh, chefe do time inglês, corroborou a história do piloto britânico. “No final, com o safety-car na pista, Trulli saiu do traçado, e Lewis não teve outra opção e teve de passá-lo. Jarno estava fora do circuito. Trulli, então, retomou o terceiro lugar ainda com a presença do safety-car”, explicou.
Porém, segundo a revista alemã "Auto Motor und Sport", o britânico teria dito aos comissários que só diminuiu a velocidade porque estava com problemas de comunicação.
Por outro lado, Trulli declarou que Hamilton estava muito lento. “Quando o safety-car saiu, Lewis Hamilton me passou, mas, de repente, ele ficou lento e jogou o carro para o lado. Pensei que ele estivesse com algum problema, por isso eu fiz a ultrapassagem”, contou.
Entende-se que, nos últimos dias, a FIA apurou novas provas, incluindo uma gravação da comunicação de rádio da McLaren, que não estava na transmissão da corrida e que, portanto, não apareceu como evidência para a tomada de decisão dos comissários.
Confira a matéria na íntegra publicada pelo site Grande Premio:
Lewis Hamilton deverá ser convocado pelos comissários da FIA, na tarde desta quinta-feira (2), em Sepang para esclarecer o episódio com Jarno Trulli durante o GP da Austrália. Os fiscais querem saber por que o inglês da McLaren passou Trulli sob bandeira amarela. A informação é do site da revista inglesa “Autosport”.
Na 57ª volta da corrida em Melbourne e sob intervenção do safety-car, o italiano escapou da pista, quando ocupava a terceira posição, e foi superado por Lewis Hamiton que, em seguida, devolveu a posição.
Os fiscais da prova entenderam que a ultrapassagem foi ilegal e puniram o piloto da Toyota com o acréscimo de 25 segundos em seu tempo total. Assim, Jarno perdeu o terceiro lugar e caiu para a 12ª colocação.
Um porta-voz da FIA confirmou que os comissários do GP australiano vão se reunir novamente para avaliar alguns detalhes do incidente que não estavam disponíveis no momento da decisão.
Entretanto, se os fiscais entenderem que Hamilton omitiu detalhes do episódio, o atual campeão poderá também sofrer sanções. Já Trulli, diante desse novo cenário, poderia recuperar os seis pontos do terceiro posto. Mesmo após a equipe japonesa ter desistido da apelação nesta quarta.
Depois da corrida, Hamilton, em entrevista ao canal “SpeedTV”, afirmou que a McLaren o instruiu a deixar Jarno passar. “Eu estava atrás de Trulli, sob a intervenção do safety-car, e é claro que não podemos ultrapassar nessas condições. Mas ele escapou da pista na última curva e foi parar na grama. Acho que foi por causa dos pneus frios. E eu fui forçado a passá-lo naquele momento. Reduzi a velocidade o máximo que pude. E aí me disseram que era para eu deixá-lo passar novamente. Mas, para ser sincero, não sei isso está dentro do regulamento. E se não está, então eu deveria ser o terceiro mesmo.
Martin Whitmarsh, chefe do time inglês, corroborou a história do piloto britânico. “No final, com o safety-car na pista, Trulli saiu do traçado, e Lewis não teve outra opção e teve de passá-lo. Jarno estava fora do circuito. Trulli, então, retomou o terceiro lugar ainda com a presença do safety-car”, explicou.
Porém, segundo a revista alemã "Auto Motor und Sport", o britânico teria dito aos comissários que só diminuiu a velocidade porque estava com problemas de comunicação.
Por outro lado, Trulli declarou que Hamilton estava muito lento. “Quando o safety-car saiu, Lewis Hamilton me passou, mas, de repente, ele ficou lento e jogou o carro para o lado. Pensei que ele estivesse com algum problema, por isso eu fiz a ultrapassagem”, contou.
Entende-se que, nos últimos dias, a FIA apurou novas provas, incluindo uma gravação da comunicação de rádio da McLaren, que não estava na transmissão da corrida e que, portanto, não apareceu como evidência para a tomada de decisão dos comissários.
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