sexta-feira, 2 de maio de 2008

COLUNA DO ROQUE: A MINHA PREFERIDA

Muito se fala das grandes conquistas de Ayrton Senna, das vitórias no Brasil, da primeira volta em Doningthon, das vitórias em Mônaco, mas além de todas estas uma vitória me marcou. Não tanto pela beleza da disputa, mas por ter acontecido nos últimos metros. Foi o GP da Espanha de 1986.

Senna, na Lotus preta, contra as Williams de Piquet e Mansell e a Mclaren de Prost lutavam pelo título mundial, era a segunda prova da temporada. Na primeira, no GP Brasil, Piquet havia ganho e Senna chegado em segundo.

Senna é o pole, com Mansell, Piquet e Prost logo atrás. Acende o farol vermelho, Senna queima de leve a largada, breca, acende o farol verde. Todos partem. Na primeira curva a ordem de classificação é Senna, Piquet, Mansell, Rosberg e Prost.

No final da 3ª volta, Mansell era ultrapassado por Rosberg e Prost. Todos seguiam em fila indiana, até o inglês começa a atacar, primeiro passando Prost na 6ª volta. Logo depois o finlandes foi a vítima de Mansell, que assumia o terceiro posto.

O piloto inglês estava impossível, enquanto Senna abria um pouco de Piquet, Mansell buscava de todas as formas possíveis um ponto de ultrapassagem, até que consegue no final da reta dos boxes.

O alvo agora era Senna.

Mansell voava, chegando a tirar de 2 a 3 segundos por volta de Senna, e com a ajuda de um retardatário, o inglês passa o brasileiro no final da reta dos boxes. O que se vê apartir daí é o piloto da Williams sumindo na liderança.

Mas logo depois os pneus de Mansell começaram a acabar e se arriscando Senna recupera a ponta, e Prost vem logo em seguida para, na mesma manobra, passar o red five driver. Mansell então vai para os boxes trocar os pneus já desgastados, voltando em 3º lugar.

Alucinado, o piloto inglês não toma conhecimento e passa, de passagem por Prost, faltava Senna, e poucas voltas pro final. Senna, que não havia trocados os pneus, lutava com o carro, enquanto Mansell vinha babando logo atrás.

Ao abrir a última volta, a distância era de 1,5 segundos. Diferença esta que foi tirada até a última curva, onde entraram grudados. Com um leve fechada de porta, na retomada da velocidade, Senna se posiciona no meio da pista, Mansell abre, tem tudo pra passar. Bandeira quadriculada.

Suspense, mas Senna vence, por míseros 0,014s de diferença.

Abaixo vemos o final da corrida:

2 comentários:

Marcos - Blog da GGOO disse...

A Willians, teve por alguns anos, o chamado "carro de outro mundo", mas nós, brasileiros tivemos "sempre" um piloto de outro mundo.

- IGOR! - disse...

essa última volta e o resultado milimétrico desse gp são espetaculares... é impossível escolher minha vitória favorita do senna, até um "top 5" é difícil, deixa eu tentar, certeza que vou esquecer de alguma:

1988-JAPÃO: recuperação fantástica e a conquista do primeiro título...
1991-BRASIL: vitória heróica e extenunante com sérios problemas no câmbio...
1992-MONACO: segurando mansell e a williams de "outro mundo" no braço...
1993-BRASIL: soberano na chuva, "drible" em damon hill e a redenção nos braços do povo ao final do gp...
1993-DONINGTON: pra muitos a "primeira volta mais espetacular da história da F1", um show na chuva!!!