sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Empresa brasileira capitaliza ao patrocinar a Ferrari*
A marca TNT exposta na frente do carro da equipe está facilitando a internacionalização do energético
Pouco antes e durante os dias do GP do Brasil milhares de telespectadores assistiram na TV brasileira a uma campanha publicitária onde Fernando Alonso, no intervalo de um treino com a Ferrari, saboreava e recomendava o energético TNT, “o energético oficial da scuderia Ferrari”. O que nem todo mundo sabe é que se trata de um produto brasileiro, pertencente ao grupo Petrópolis, dono de várias marcas de bebidas, como TNT e a cerveja Itaipava. A empresa é patrocinadora da Ferrari.
A primeira pergunta que emerge dessa “descoberta” é o que leva um grupo brasileiro a investir na mais tradicional equipe da Fórmula 1. “Temos uma estratégia de crescimento de nossa marca no Brasil e outra mais ousada de levá-la para fora do País. A Fórmula 1 seria um caminho interessante, passa a ideia de velocidade, explosão, e apesar de não ser considerado um esporte radical a Fórmula 1 é sim”, diz o diretor de mercado do grupo Petrópolis, Douglas Costa.
“O peso da marca Ferrari, independente do desempenho, seria de grande ajuda para avalizar a marca TNT, a Ferrari não se associa a uma marca qualquer”, explica Costa. O contrato de patrocínio com o time italiano é de três anos. Começou este ano e vai até o fim de 2015, diz o diretor. “Temos a opção de renovar por mais duas temporadas.”
Vale o investimento
Diante da superexposição que uma marca ganha ao estar presente no carro da Ferrari, é inevitável questionar se os valores cobrados são mesmo irreais, como muitos dos negócios na Fórmula 1. “Se pensarmos no planejamento de atingir o mercado externo também, não é tão alto.” Apesar de confidencial, é possível estimar o investimento, baseado em outros negócios na Fórmula 1. O grupo Petrópolis deve destinar aos italianos cerca de 5 milhões de euros (R$ 17 milhões) por ano.
A resposta ao investimento tem surpreendido. “Hoje a TNT já está na Alemanha, no Iraque e em outras nações do Oriente Médio, estamos negociando com os Estados Unidos. Estar na Ferrari nos está abrindo novos caminhos, fomos procurados por interessados em distribuir nossos produtos”, explica Douglas.
No mercado interno a empresa também está capitalizando. “O brasileiro é apaixonado por carro, automobilismo e a TNT conta com a chancela da Ferrari.” A falta de resultados de Felipe Massa em parte da temporada não leva o torcedor da Fórmula 1 a associá-la à marca TNT. “Como disse, estar associado a Ferrari é o que mais fica, as dificuldades dos pilotos não são transferidas para nosso investimento, estamos centrados na equipe.”
Como não poderia deixar de ser, a empresa realiza estudos de retorno do importante investimento para entender a validade do negócio. “Lançamos a marca TNT em 2009 centrado no sudeste e centro oeste e agora estamos expandindo para o nordeste. Sem o nordeste, temos 29% de marketing share e estamos crescendo.”
Patrocinar uma escuderia de Fórmula 1, em especial a Ferrari, requer aprendizado. “Você precisa estar preparado, está trabalhando com gente grande. O que acontece às vezes é de a empresa não sabe investir e ficar só na divulgação da marca”, comenta Costa. “Essa categoria de patrocínio exige a chamada ativação da marca, temos um calendário de ativação para alavancar as vendas, não nos limitamos apenas à exposição da marca na frente do carro.” São necessárias, segundo explica o diretor, uma série de ações paralelas para divulgar o investimento de patrocínio.
Cuidar da marca
“Tem sido um aprendizado grande para nós, a própria Ferrari tem interesse na construção da nossa marca, o profissionalismo deles é grande, vemos como eles cuidam do valor da marca e se colocam à disposição para que atinjamos resultados”, diz Costa. “Eles querem que você faça a ativação da marca e lhes entregue um relatório do que fizemos.”
A marca TNT aparece no bico do carro, na parte plana alta, numa posição em que sua identificação não é imediata. Não está, por exemplo, no aerofólio traseiro, cuja leitura é instantânea para quem vê a Ferrari. “O ângulo para as câmaras de TV não permite exposição muito grande”, reconhece o diretor, mas a marca acaba ficando conhecida. “Estamos, por exemplo, em todas as miniaturas, no mundo todo.”
E uma forma de também mensurar o retorno de investir na Ferrari é avaliar o número de pedidos de patrocínios que o grupo Petrópolis recebe. “É impressionante, e eles vêm também dos Estados Unidos, Austrália… prova de que potencializou nossa estratégia”, comenta Costa. “Nós fazemos grandes investimentos no esporte, no Tony Kanaan (agora na equipe Chip Ganassi da Fórmula Indy), em arenas de futebol. Estar junto da Ferrari, empresa que escolhe a dedo seus patrocinadores, consolida nossa marca e é um motivo de orgulho.”
quinta-feira, 2 de maio de 2013
SP INDY 300 2013: CARROS E PILOTOS
quinta-feira, 11 de abril de 2013
MCLAREN FECHA ACORDO DE PATROCÍNIO COM A GILLETTE PARA O RESTO DA TEMPORADA
A McLaren anunciou nesta quinta-feira, no início dos preparativos para o GP da China, que acontece no próximo domingo, um acordo de patrocínio com a Gillette para o restante da temporada 2013 da F1, iniciando já na própria etapa de Xangai, a terceira do calendário, informa o site Tazio.
Além de um espaço para o logotipo da marca na pintura do modelo MP4-28 e nos macacões dos pilotos Jenson Button e Sergio Pérez, a parceria contará com a produção de comerciais de televisão, campanhas para a internet e eventos temáticos realizados, em princípio, no continente asiático.
“Sendo uma das mais bem-sucedidas escuderias da F1, a McLaren tem um longo histórico de atrair parcerias com as principais marcas do mundo. Para a equipe, iniciar um novo acordo com uma multinacional de peso como a Gillette é uma excelente oportunidade para atividades promocionais em nível mundial. Já estamos planejando implantar diversas estratégias inovadoras em territórios-chave ao longo do ano”, afirmou o chefe da esquadra, Martin Whitmarsh.
Os últimos anos na F1 têm ficado marcados pelo arrocho financeiro que a crise na Europa trouxe à categoria. Times (incluindo a própria McLaren) estão perdendo cada vez mais investidores e, por conta disso, acabam tendo que apelar para pilotos pagantes, que já trazem polpudas cotas de patrocínios consigo.
Para Whitmarsh, o novo vínculo com a Gillette é uma prova de que sua escuderia ainda se mostra uma vitrine bastante atraente para as empresas dos mais variados setores. “A F1 tem visto muitas corporações multinacionais entrando neste ano, portanto esta parceria vem novamente sublinhar a inerente e contínua oportunidade de ingressar no mais popular e assistido esporte em todo o mundo – e com GPs mais bem estabilizados e times mais consistentemente competitivos”, avaliou.
“A relação que desfrutamos junto a nossos parceiros não é só um atestado do incrível retorno de investimento que podemos proporcionar a eles, mas também do compartilhamento de valores que construímos juntos ao longo de tantos anos de sucesso”, acrescentou.
Em 2013, a McLaren já foi informada por sua atual patrocinadora principal, a Vodafone, de que o acordo não será renovado a partir do ano que vem. A Gillette vem sendo apontada como uma das favoritas a ocupar tal espaço em 2014, junto com a gigante das telecomunicações Telmex, do empresário mexicano Carlos Slim (o mecenas de Sergio Pérez, piloto do time, desde o início de sua carreira). Outra opção seria aguardar para iniciar uma relação mais estreita com a Honda em 2015, nos mesmos moldes em que funcionava a parceria com a Mercedes entre os anos 90 e fim dos anos 2000.
Nas duas últimas temporadas, a marca de lâminas de barbear acompanhou Bruno Senna na F1, patrocinando respectivamente a Lotus Renault (2011) e a Williams (2012), equipes onde ele correu nesse período. Contudo, o brasileiro deixou a categoria no início deste ano e se mudou para o Mundial de Endurance (WEC), onde continua a receber apoio da empresa enquanto compete pela equipe oficial da Aston Martin.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
MAIS SOBRE RAZIA*
A confirmação de que, de fato, as coisas não caminhavam bem para Razia vieram no último sábado, quando o nasal Fábio Seixas revelou na Folha que o brasileiro foi afastado pela Marussia dos treinos coletivos em Barcelona por falta de pagamento — desmentindo até a equipe, que optou pelo eufemismo de dar ao inglês Chilton mais tempo em pista pelos problemas enfrentados nos dias iniciais.
Relegado a treinos físicos e à conformidade da situação, Luiz passou o fim de semana nos arredores da pista catalã. Pelo telefone, algumas trocas de mensagens ajudaram a dar o tom da situação a três semanas do início da temporada 2013.
“Infelizmente tivemos alguns contratempos que não estava programado. Mas está se resolvendo”, comentou diante do dinheiro que não caiu na conta da Marussia, que, segundo Razia, empenha-se em solucionar a pendenga sem propor uma data-limite. “Não existe um prazo, a equipe está nos ajudando resolver a situação. Como o pessoal me disse, eles estão satisfeitos com os pilotos. Agora é resolver.”
Por mais que se reconheça como um piloto de fácil familiarização com estilo de pilotagem, traquejo e volante do carro, naturalmente Luiz não viu com bons olhos o fato de não ter andado em Barcelona. “Ruim que não testei essa semana passada. Fazer o quê? Tenho limitações no que posso fazer”, disse.
Ainda sobre o problema, Luiz afirmou que “tem outras pessoas trabalhando nessa parte, e eu sempre sou um dos últimos a saber” porque “não gosto de me envolver muito com essa parte que me deixa chateado”. Razia falou que não sabe exatamente o que levou à falta de pagamento — “se eu soubesse, já tinha resolvido” —, mas que se tratou de alguma coisa “burocrática”. As pessoas que citou são um casal de brasileiros.
O dinheiro, vindo ou não, é oriundo de “um investidor e pequenos apoiadores”. Solicitado a revelá-los, não quis. “Eles têm projetos em lançar um produto para este ano, e depois vão acompanhar nas corridas”, respondeu. Alguma razão para que não se fale deles? “É escolha deles, não posso fazer nada.”
Duas frases se seguiram na sequência. “A questão nem é essa, a questão é nenhum patrocinador brasileiro. Isso é que eu queria que enfatizasse. Quando é pra pisar na gente, tem um monte de gente, só esperando nos cairmos ou tropeçar pra mandar o cacete.”
No fim da conversa, questionei se a Globo o havia auxiliado em algo. “Em certa parte tentou.”
sexta-feira, 27 de abril de 2012
SP INDY 300 2012: CARROS E PILOTOS
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O QUE SERÁ DA RENAULT?
A gota d'água, utilizando do ditado popular, foi a armação do acidente por parte da cúpula da equipe e Nelson Piquet. A imagem foi pro espaço e nenhum patrocinador quer associar sua imagem a isso.
A fonte, enfim, secou. Dependerá somente do dinheiro da montadora, que sempre foi extremamente cautelosa ao falar sobre sua permanência na F-1, ou seja, poucos investimentos.
O que será da Renault? Para mim, o GP de Abu Dabi, marcará a terceira despedida da marca na F-1, só que desta vez, pela porta dos fundos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
NOVO PATROCÍNIO DA BRAWN EM CINGAPURA

Bem próximo de como era com as velhas Williams.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
DA ONDE VEM TANTO DINHEIRO?
O banco espanhol iniciou a parceria com a equipe inglesa em 2007, quando o bicampeão mundial Fernando Alonso competia ao lado de Lewis Hamilton.
A continuação do patrocínio com a McLaren é extremamente positiva para a equipe, já que o Santander afirmou que os resultados de associar sua marca a Lewis Hamilton foram muito bons.
António Horta-Osório, diretor-executivo do Santander, disse que estão todos muito felizes por continuar uma trajetória de sucesso com a McLaren.
"Desde nosso início na F-1, em 2007, nossa parceria com a McLaren foi extremamente satisfatória, especialmente na Inglaterra, que é onde esperamos manter nossa aliança para o benefício de nossos 20 milhões de clientes", disse.
"Estamos muito felizes por termos estendido nosso contrato com o Santander. Como um dos maiores bancos, com grande presença na Europa, Brasil México, Chile e nos Estados Unidos, é um excelente parceiro para a McLaren", disse Martin Whitmarsh, chefe da equipe.
"O ano de 2009 marca a terceira temporada que eles se associam ao nosso esporte e, durante este período, patrocinaram as melhores e mais históricas corridas", completou.
Fonte: Grande Premio/ Tazio
Só resta a pergunta: Da onde vem tanto dinheiro?
segunda-feira, 6 de julho de 2009
A FÓRMULA 1 NO DIVÃ*
Foram meses vivendo um confronto político aborrecido, confuso e cuja
resolução reside apenas nas aparências. Afinal, Max Mosley ainda ameaça
permanecer por mais um mandato na presidência da FIA, o regulamento para o ano que vem não está finalizado e times novos, como a Manor, ainda não confirmaram se correm numa categoria sem teto orçamentário. Aliás, não faltam acusações contra esse time no processo de escolha promovido pela FIA: existem alegações de que Alan Donelly, o braço-direito de Mosley e chefe dos comissários de prova a cada corrida, teria participação na equipe. Sem falar que Nick Wirth, o nome mais forte no projeto de F-1 da Manor, tem uma ligação tremenda com o atual presidente da FIA. Desde que nasceu.Para completar o quadro, tivemos as infelizes declarações de Bernie Ecclestone ao “Times”. Ao fazer uma apologia das benesses de uma liderança autoritária, o diminuto citou Adolf Hitler, Sadam Hussein, Margareth Thatcher e o Talibã. Vamos deixar claro que ele não elogiou diretamente a política nazista que resultou no holocausto. Mas entrou na vala comum de citar que o governo de Hitler acabou com o desemprego na Alemanha como um feito positivo. O que dá mais ou menos no mesmo, já que a massa estava empregada para alimentar uma indústria militar com anseios de expansão territorial e destruição dos judeus – e em cima de uma política econômica que fatalmente quebraria o país, acontecesse ou não a II Guerra Mundial. Antes de subir ao poder, Hitler detalhou num livro o seu modo de pensar, por isso é ridículo vir o senhor Ecclestone agora dizer que o ditador pode ter sido persuadido a fazer coisas erradas. Um sinal claro de que ele não tem a menor idéia do que estava falando.
Esta série de manchetes negativas para o esporte são sintomas claros justamente disso: como as pessoas que têm o poder na Fórmula 1 perderam completamente a noção da realidade – e é preciso incluir nessa leva também uma boa parte dos manda-chuvas das equipes. Ficam todos trancados em seus motorhomes envidraçados, costurando a divisão de um bolo que era absolutamente rentável, mas que acabou completamente embolorado em meio à crise econômica.
Porque não há modalidade esportiva que (se) perdeu tanto com esta recessão como a Fórmula 1. Em parte, claro, por sua própria constituição, por ser um importante instrumento de marketing e de pesquisa da rica indústria do automóvel. Mas eu garanto também que está faltando visão para as pessoas que tomam as decisões, justamente por elas andarem viajando na maionese nesta insuportável briga de egos.
O curioso é ver que uma boa saída para a Fórmula 1 reencontrar o seu “eu” interior está bem debaixo do nariz deste povo. Afinal, foram eles mesmos que reafirmaram o desejo de levar os custos “para os níveis que existiam no início dos anos 90”. Para isso, caros Bernie, Max, equipes e patrocinadores, o caminho é claro como cristal:
- Esquecer corridas em lugares exóticos e sem tradição no esporte.
- Permitir que organizadores de GPs tradicionais paguem preços justos e realistas, o que refletiria em preços de ingressos também justos e realistas para os torcedores, uma garantia de arquibancadas lotadas.
- Tirar a mordaça de relações-públicas dos pilotos, deixarem eles terem idéias próprias, dizer o que realmente pensam, enfim, ganhar em carisma e personalidade.
- Criar um regulamento que seja estável e simples, uma fórmula que dá certo há anos no futebol, no tênis, etc. Ninguém quer saber de Kers, de troca de motores e câmbios, de cálculos matemáticos difíceis sobre volume de combustível versus delta do tempo no Q2 e no Q3 dividido por consumo de combustível por volta. O mais rápido larga na pole; e o que fizer o melhor trabalho no domingo ganha a corrida. Ponto final.Era assim no início dos anos 90 e é esta a melhor maneira da categoria criar uma boa base para garantir seu futuro muito além dos tempos bicudos atuais. Investindo no seu maior bem: o interesse de uma audiência que vai muito além dos absolutamente malucos pelo automobilismo. Tendo uma cara de competição esportiva: simples, direta, fácil de acompanhar. Os que gostam de política e economia, é óbvio, lêem outros cadernos do jornal. Está na hora dos que ditam os rumos da Fórmula 1 começarem a ler a sessão de esportes.
Assinamos onde, Ico?









