Não apenas de tristezas e infortúnios viveu a Copersucar, única equipe brasileira a competir na F1. Há exatamente 35 anos, no dia 29 de janeiro de 1978, o bicampeão Emerson Fittipaldi, a bordo do modelo F5A, cruzou o GP do Brasil em segundo lugar. Foi a primeira e única vez na história em que um carro nacional encerrou a corrida no pódio.
À época, o panorama da Fittipaldi não era tão ruim quanto nos anos anteriores. Projetado por Dave Baldwin (ex-Ensign) e Giacomo Caliri, o F5A se mostrara um carro confiável na primeira etapa de 1978, em Buenos Aires, quando Emerson se classificou em 17º lugar e encerrou em nono.
Duas semanas depois, no extinto Jacarepaguá, o Rato surpreendeu e fez o sétimo melhor tempo no sábado, classificando-se na quarta fila ao lado da promissora Williams de Alan Jones.
No dia seguinte, pulou para a quinta colocação logo no início – numa época em que boa parte da crítica o classificava um péssimo piloto de largadas –, fez ultrapassagens e soube poupar o carro na hora certa até chegar em segundo.
A comoção tomou conta dos boxes da Copersucar. Sob o forte calor do Rio, Maria Helena, mulher de Emmo, chorou, e Suzie, a esposa de Wilsinho, desmaiou. Ricardo Divila, um dos projetistas do carro, comemorava. “Essa colocação é fruto de oito meses de trabalho. Agora, até o GP da África do Sul, teremos um mês para trabalhar na aerodinâmica”, disse o engenheiro à “Folha de São Paulo”.
Fittipaldi, por sua vez, foi lacônico. “Estava com saudade do pódio”, declarou o bicampeão.
Antes do clímax, a alta temperatura na Barra da Tijuca provocou inúmeras quebras – entre elas a favorita McLaren, de James Hunt – e apenas 11 pilotos terminaram a corrida.
Carlos Reutemann, da Ferrari, foi o vitorioso. O argentino aproveitou um erro do pole Ronnie Peterson, da Lotus, e pulou à frente logo no início da corrida, liderando todas as voltas e encerrando o percurso em 1h49min59s860. Atrás dele, ficaram Fittipaldi e Niki Lauda, em seu segundo GP pela Brabham.
Relembre um pouco da histórica corrida neste vídeo da tevê alemã abaixo:
O texto e edição do vídeo são de autoria de Rodrigo (a mil por hora) Mattar:
Quatro gerações de um sobrenome que é a História (assim mesmo, com H maiúsculo) viva do automobilismo brasileiro juntas num único programa não é algo que se consegue todo dia. Mas hoje o telespectador do SporTV terá a oportunidade de ver esse encontro igualmente histórico.
Wilson Fittipaldi, o “Barão”, o patriarca, símbolo do esporte aqui no país, narrador da Rádio Jovem Pan, criador das Mil Milhas Brasileiras, cofundador da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), do alto dos seus 91 anos, viveu de tudo, além da emoção de narrar duas conquistas do próprio filho Emerson na Fórmula 1 – narrações históricas, aliás.
E não só viu Emerson campeão na F-1 e na Indy. Viu Wilsinho construir o primeiro e até hoje único carro brasileiro e sul-americano da categoria máxima. Viu o neto Christian ascender do kart à Fórmula 1, passando pela Indy e Nascar e agora, provavelmente, se impressiona com as façanhas do bisneto Pietro, neto de Emerson, que do alto dos seus 15 anos tem a petulância de afirmar que vai para a Nascar em, no mínimo, quatro anos.
A família Fittipaldi merece de nós que amamos automobilismo, todo nosso respeito, carinho e admiração. São todos símbolos do esporte brasileiro e, arrisco dizer, do esporte mundial – como não?. E hoje, no programa apresentado por Reginaldo Leme, entre lágrimas e muita emoção, Wilsinho Fittipaldi fez uma revelação que muito poucos – talvez apenas ele, o pai e o irmão Emerson – soubessem. Até hoje.
Com a reforma de 1979, o autódromo com mais visão da corrida na F-1 (70%) assistiu ao irresistível passeio da Ligier-Ford de Jacques Laffite. Um carro-asa espetacular e um magnífico Laffite que fizeram tudo em Interlagos: pole, volta mais rápida, vitória e dobradinha com Patrick Depailler.
A Ligier foi o espetáculo e Nelson Piquet, que se recuperava da luxação no tornozelo sofrida num acidente na Argentina, foi o melhor coadjuvante. Ele sabia que o pé direito, mesmo sedado, não resistiria a acelerar nos 318 quilômetros da corrida e resolveu divertir-se. Largou em 22º – antepenúltimo – com pouquíssimo combustível e foi ultrapassando todo mundo. Já na reta oposta passou Jan Lammers, Elio de Angelis, Jochen Mass e Niki Lauda. Mais dois no miolo, Patrick Tambay e John Watson, e na reta dos boxes venceu Riccardo Patrese, por fora, e Jean-Pierre Jarier, por dentro. Tudo isso em três voltas. Mas o povão ficou de pé quando Piquet chegou na Ferrari do famoso tranca-pista Clay Regazzoni. E Rega justificou a fama ao fechar a passagem do brasileiro em quatro tentativas. Piquet teimou em passar o suíço e levou um chega-pra-lá. Perdeu o nariz do Brabham e acabou desistindo da corrida na quinta volta. Mas deu seu show.
Resultado final
1 - Jacques Laffite - Ligier-Cosworth
2 - Patrick Depailler - Ligier-Cosworth
3 - Carlos Reutemann - Lotus-Cosworth
4 - Didier Pironi - Tyrrell-Cosworth
5 - Gilles Villeneuve - Ferrari
6 - Jody Scheckter - Ferrari
Pole-position - Jaques Laffite - Ligier-Cosworth
Diretamente furtada do Blog do Flávio Gomes: "E vamos em frente com nossas minisséries, nesta noite fria e chuvosíssima da grande metrópole. Agora, um Copersucar. Da lavra do gênio Ricardo Divila. Muita gente aqui, a gente sabe, viu esse carro sendo testado em Interlagos. São belas histórias…"
No último final de semana, durante a etapa da Fórmula Truck, tivemos a honra de falar com Wilsinho Fittipaldi, o criador da primeira e única equipe genuinamente brasileira de F-1.
Um dos assuntos que tratamos foi a quantidade de inovação presente naqueles carros, que, para nós, estava a alguns anos na frente dos demais.
Vasculhando pela internet, achei uma reportagem que foi exibida no próprio domingo pelo Auto esporte, contando um pouco da história do carro, e comparando por meio de Lucas di Grassi, com os carros atuais.
Em caminhada pelo paddock de Interlagos, em São Paulo, onde esteve presente na tarde desta sexta-feira (26/06) para acompanhar os treinos livres da GT3, Wilsinho Fittipaldi conversou rapidamente com o Tazio a respeito da etapa brasileira da F-1 Histórica, antes da qual fará uma apresentação especial.
A lista de inscritos para o evento conta com um dos carros da Copersucar-Fittipaldi; no entanto, trata-se de um modelo Fittipaldi F5, cujo piloto será o belga Jean-Michel Martin; logo, não terá a participação direta dos irmãos Fittipaldi.
Mas Wilsinho falou a respeito de uma possível participação de um restaurado modelo FD01. O ex-piloto foi direto: "Não vamos participar da corrida. Se estivermos presentes, será apenas para uma única volta de exibição pelo circuito".
"O carro foi testado ontem em Interlagos e, mecanicamente, não está em condições de participar de uma corrida inteira", prosseguiu.
De acordo com o ex-piloto brasileiro, os motivos que impedem o clássico modelo de participar da prova são apenas mecânicos.
"Os carros que virão para cá têm toda uma mecânica reformada. Já a do nosso tem mais de 30 anos, então é impossível resistir a uma corrida longa", disse.
No entanto, Wilsinho confirmou que fará uma volta de exibição pelos 4.309 m do autódromo de Interlagos antes do início da prova, que está prevista para o próximo dia 16 de agosto.
E lá, em Interlagos durante a F-1 Historic, vou rever o carro que me encantou em 2007:
E você, está esperando o quê para assitir essa corrida histórica, junto com a GGOO?
De diversos pontos do país, unidos pelo destino através do Orkut (in memoriam), organizaram-se via MSN (in memoriam), para, uniformizados na fila e nas arquibancadas de Interlagos, compartilharem a loucura, a amizade e a paixão pela Fórmula 1 no Setor G do GP Brasil.
Além da Fórmula 1, a GGOO já assistiu às seguintes categorias: F-Indy, FIA WTCC, FIA GT1, Rally IRC, F-3 Sul-Americana, F-BMW, Top Race Argentina, F-Truck, Stock Car, GT Brasil, Porsche Cup, Trofeo Maserati, Racing Festival, Pick-Up Racing, Top Series, Copa Clio e Classic Cup.