terça-feira, 22 de outubro de 2013
Tempos difíceis para Pastor Maldonado*
* Por Luis Fernando Ramos
Em 2011, a Williams foi buscar nos petrodólares da PDVSA o mesmo suporte financeiro que encontrou no final dos anos 70 com os sauditas. A repetição do modelo não garantiu o mesmo sucesso. Em que pese o triunfo no GP da Espanha do ano passado, fruto de uma improvável conjunção de fatores, o time continuou patinando nos últimos três anos. E no centro dessa instabilidade está o homem que carrega a bandeira da estatal venezuelana, Pastor Maldonado.
A manobra “hara-kiri” sobre Valtteri Bottas na última volta do GP do Japão não contribuiu muito para sua popularidade dentro da equipe. Ao longo do ano, Maldonado sempre foi honesto nas entrevistas ao sublinhar a falta de qualidade do FW35, uma postura louvável para nós, mas mal visto no mundinho corporativo da F-1. Para os diretores da Williams, é uma questão contornável, mas não exatamente necessária. De qualquer forma, foi curioso ver como ontem, em sua conta no twitter, o piloto tratou de vir a público alinhar o seu discurso com o do time.
É justo que ele busque uma alternativa melhor e mire levar o apoio da PDVSA para a Lotus, por exemplo. Mas Maldonado parece mal-acostumado com o apoio que tem. Em quinze classificações - sempre o seu ponto forte - foi superado neste ano pelo companheiro estreante em nova delas. Já lhe perguntei sobre isto e ele afirmou que o carro não combina com seu estilo de pilotagem agressivo, mas sim com o manejo suave de Bottas. De qualquer forma, com números como esses, uma postura mais amigável fora das pistas e um trabalho para reverter o quadro dentro dela seria melhor. É o que se espera de um piloto de F-1.
Mas a grande questão que fica é em relação ao dinheiro venezuelano. De acordo com a Associated Press, o governo local congelou o apoio estatal dado ao automobilismo para investigar os contratos feitos para os pilotos locais. A matéria inclusiva coloca esta ação como justificava para a ausência de E. J. Viso na etapa final da Fórmula Indy em Fontana.
Superado pelo companheiro, impopular na garagem e, possivelmente, sem apoio financeiro, o futuro de Maldonado na F-1 parece um tanto nebuloso. E o da Williams, que moldou sua estrutura em torno dele, também não soa dos melhores.
Em 2011, a Williams foi buscar nos petrodólares da PDVSA o mesmo suporte financeiro que encontrou no final dos anos 70 com os sauditas. A repetição do modelo não garantiu o mesmo sucesso. Em que pese o triunfo no GP da Espanha do ano passado, fruto de uma improvável conjunção de fatores, o time continuou patinando nos últimos três anos. E no centro dessa instabilidade está o homem que carrega a bandeira da estatal venezuelana, Pastor Maldonado.
A manobra “hara-kiri” sobre Valtteri Bottas na última volta do GP do Japão não contribuiu muito para sua popularidade dentro da equipe. Ao longo do ano, Maldonado sempre foi honesto nas entrevistas ao sublinhar a falta de qualidade do FW35, uma postura louvável para nós, mas mal visto no mundinho corporativo da F-1. Para os diretores da Williams, é uma questão contornável, mas não exatamente necessária. De qualquer forma, foi curioso ver como ontem, em sua conta no twitter, o piloto tratou de vir a público alinhar o seu discurso com o do time.
É justo que ele busque uma alternativa melhor e mire levar o apoio da PDVSA para a Lotus, por exemplo. Mas Maldonado parece mal-acostumado com o apoio que tem. Em quinze classificações - sempre o seu ponto forte - foi superado neste ano pelo companheiro estreante em nova delas. Já lhe perguntei sobre isto e ele afirmou que o carro não combina com seu estilo de pilotagem agressivo, mas sim com o manejo suave de Bottas. De qualquer forma, com números como esses, uma postura mais amigável fora das pistas e um trabalho para reverter o quadro dentro dela seria melhor. É o que se espera de um piloto de F-1.
Mas a grande questão que fica é em relação ao dinheiro venezuelano. De acordo com a Associated Press, o governo local congelou o apoio estatal dado ao automobilismo para investigar os contratos feitos para os pilotos locais. A matéria inclusiva coloca esta ação como justificava para a ausência de E. J. Viso na etapa final da Fórmula Indy em Fontana.
Superado pelo companheiro, impopular na garagem e, possivelmente, sem apoio financeiro, o futuro de Maldonado na F-1 parece um tanto nebuloso. E o da Williams, que moldou sua estrutura em torno dele, também não soa dos melhores.
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Um russo na Toro Rosso*
* Por Rodrigo Mattar
Nem Antônio Félix da Costa, nem Stoffel Vandoorne. A bola da vez na equipe Toro Rosso para a próxima temporada da Fórmula 1 é Daniil Kvyat. O piloto de 19 anos apenas acaba de ser confirmado como o futuro companheiro do francês Jean-Eric Vergne na escuderia B da Red Bull.
Confesso que estou surpreso com esse anúncio. Afinal de contas, Félix da Costa também faz parte do programa mantido pela marca de energéticos para revelar jovens talentos no automobilismo, tem 22 anos (portanto, mais experiente) e vinha de uma boa temporada na World Series by Renault, em que pese a derrota sofrida ante o dinamarquês Kevin Magnussen. Algo pode ter dado muito errado para o luso nos bastidores, pois todos os rumores apontavam para a sua contratação.
Kvyat tem tudo para ser o que chamamos de um tiro no escuro, uma aposta pra lá de arriscada. Por mais que seja talentoso, o salto que a Red Bull está promovendo em sua carreira é imenso. Vice-campeão da Fórmula Renault ano passado, o russo disputa a GP3 Series e pode chegar ao título da temporada deste ano. Correndo pela MW Arden, equipe cuja participação societária é dividida entre Mark Webber e Christian Horner, Daniil tem 131 pontos, sete a menos que o líder – o argentino Facundo Regalia – e duas vitórias, em Spa-Francorchamps e Monza.
Neste ano, inclusive, Kvyat correu também no Europeu de Fórmula 3, mas como a Carlin não previra a participação do carro onde foi inscrito, o russo não pôde correr com direito a pontos. Na qualidade de hors-concours, ele foi ao pódio sete vezes e inclusive venceu uma das 30 corridas da temporada, em Zandvoort, na Holanda.
É bem possível que Kvyat tenha conquistado a vaga por dois motivos: o primeiro, a entrada da Rússia no calendário da Fórmula 1 em 2014, o que trará mídia para si e para a Toro Rosso. E o segundo, o possível investimento de patrocinadores do país, Lukoil à frente, cacifando a contratação do russo em detrimento ao favoritíssimo Antônio Félix da Costa, que levou uma rasteira e tanto, entrando pelo cano.
Daniil Kvyat entra verde demais, no meu entender, numa categoria que muda radicalmente seu regulamento para o próximo ano. Ele terá que fazer muita quilometragem na pré-temporada e nos simuladores para poder se familiarizar melhor com um carro de dinâmica muito distinta do GP3 e do Fórmula 3, ainda mais com as restrições que serão impostas pelo regulamento.
Nem Antônio Félix da Costa, nem Stoffel Vandoorne. A bola da vez na equipe Toro Rosso para a próxima temporada da Fórmula 1 é Daniil Kvyat. O piloto de 19 anos apenas acaba de ser confirmado como o futuro companheiro do francês Jean-Eric Vergne na escuderia B da Red Bull.
Confesso que estou surpreso com esse anúncio. Afinal de contas, Félix da Costa também faz parte do programa mantido pela marca de energéticos para revelar jovens talentos no automobilismo, tem 22 anos (portanto, mais experiente) e vinha de uma boa temporada na World Series by Renault, em que pese a derrota sofrida ante o dinamarquês Kevin Magnussen. Algo pode ter dado muito errado para o luso nos bastidores, pois todos os rumores apontavam para a sua contratação.
Kvyat tem tudo para ser o que chamamos de um tiro no escuro, uma aposta pra lá de arriscada. Por mais que seja talentoso, o salto que a Red Bull está promovendo em sua carreira é imenso. Vice-campeão da Fórmula Renault ano passado, o russo disputa a GP3 Series e pode chegar ao título da temporada deste ano. Correndo pela MW Arden, equipe cuja participação societária é dividida entre Mark Webber e Christian Horner, Daniil tem 131 pontos, sete a menos que o líder – o argentino Facundo Regalia – e duas vitórias, em Spa-Francorchamps e Monza.
Neste ano, inclusive, Kvyat correu também no Europeu de Fórmula 3, mas como a Carlin não previra a participação do carro onde foi inscrito, o russo não pôde correr com direito a pontos. Na qualidade de hors-concours, ele foi ao pódio sete vezes e inclusive venceu uma das 30 corridas da temporada, em Zandvoort, na Holanda.
É bem possível que Kvyat tenha conquistado a vaga por dois motivos: o primeiro, a entrada da Rússia no calendário da Fórmula 1 em 2014, o que trará mídia para si e para a Toro Rosso. E o segundo, o possível investimento de patrocinadores do país, Lukoil à frente, cacifando a contratação do russo em detrimento ao favoritíssimo Antônio Félix da Costa, que levou uma rasteira e tanto, entrando pelo cano.
Daniil Kvyat entra verde demais, no meu entender, numa categoria que muda radicalmente seu regulamento para o próximo ano. Ele terá que fazer muita quilometragem na pré-temporada e nos simuladores para poder se familiarizar melhor com um carro de dinâmica muito distinta do GP3 e do Fórmula 3, ainda mais com as restrições que serão impostas pelo regulamento.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
SENNA ESPECIAL: SAMBA ENREDO - 2014 (UNIDOS DA TIJUCA)
"Vai começar
Libere a pista para a emoção
Foi dada a partida, prepare o seu coração
Tijuca, a hora chegou
Quem será o vencedor?
Dos animais, agilidade
A inspirar velocidade
Impressionante a ousadia
A internet avançando a cada dia
A equipe anunciou, no pit stop o piloto parou
E lá vão eles na pura cadência do samba
Numa corrida maluca repleta de bambas
Tentando trapacear, deu mole, rodou na pista
Ficou pra trás o vigarista
Rompendo barreiras, superam limites
Atletas buscando o primeiro lugar
Quando de repente pisando no breque
Vi no calhambeque alguém acenar
Na última volta do meu carnaval
Desponta um gênio talento imortal
Trazendo nas mãos a bandeira do nosso país
Na reta, a consagração
O tema a emocionar
Lá vem o campeão
Voando baixo pra vitória alcançar
Acelera Tijuca, eu vou com você
Nosso lema é vencer
Nos guia a estrela que brilha no céu
Ayrton Senna do Borel"
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REPLAY: F-INDY - GP DE FONTANA, 2013
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E deu Dixon*
* Por Teo José
Scott Dixon chegou em quinto lugar nas 500 Milhas de Fontana e ficou com o titulo na Fórmula Indy. Seu terceiro. Hélio Castroneves com a necessidade de uma entrada extra nos box para troca do bico de seu carro foi o sexto e acabou com o vice-campeonato. A Chip Ganassi do neozelandês obteve o sexto titulo nos últimos sete campeonatos. Tony Kanaan se despediu da KV com um terceiro lugar.
Dixon, com a demora da Ganassi encontrar o melhor acerto do carro, teve a primeira metade da temporada bem apagada, cresceu e venceu quatro corridas no ano, aliás o que mais ganhou. Hélio foi constante até as últimas três corridas, liderou na pontuação em 14 das 18 provas, mas teve apenas uma vitória. Com muitos problemas nas últimas três corridas perdeu a vantagem e o titulo.
Campeonato pra lá de merecido. Dixon foi agressivo quando precisava e ontem soube controlar a corrida. Hélio continuará em busca de seu primeiro titulo na Indy no ano que vem. A Penske com o reforço de Juan Pablo Montoya em busca de quebrar o jejum sem campeonato. O último foi em 2006. O brasileiro já renovou o contrato.
Tony Kanaan vai estar na Chip Ganassi.
Scott Dixon chegou em quinto lugar nas 500 Milhas de Fontana e ficou com o titulo na Fórmula Indy. Seu terceiro. Hélio Castroneves com a necessidade de uma entrada extra nos box para troca do bico de seu carro foi o sexto e acabou com o vice-campeonato. A Chip Ganassi do neozelandês obteve o sexto titulo nos últimos sete campeonatos. Tony Kanaan se despediu da KV com um terceiro lugar.
Dixon, com a demora da Ganassi encontrar o melhor acerto do carro, teve a primeira metade da temporada bem apagada, cresceu e venceu quatro corridas no ano, aliás o que mais ganhou. Hélio foi constante até as últimas três corridas, liderou na pontuação em 14 das 18 provas, mas teve apenas uma vitória. Com muitos problemas nas últimas três corridas perdeu a vantagem e o titulo.
Campeonato pra lá de merecido. Dixon foi agressivo quando precisava e ontem soube controlar a corrida. Hélio continuará em busca de seu primeiro titulo na Indy no ano que vem. A Penske com o reforço de Juan Pablo Montoya em busca de quebrar o jejum sem campeonato. O último foi em 2006. O brasileiro já renovou o contrato.
Tony Kanaan vai estar na Chip Ganassi.
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domingo, 20 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
AO VIVO: FÓRMULA INDY | INDYCAR SERIES 2013
*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
SENNA ESPECIAL: GP MÔNACO,1984
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REPLAY: WRC - RALLY DA FRANÇA, 2013
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Massa, a gasolina, a Lotus e a Williams*
* Por Fábio Seixas
Duas novidades no front em relação à participação brasileira na F-1.
Que podem estar interligadas.
A primeira: nesta e na próxima semanas, a Petrobras está testando sua gasolina no novo V6 da Renault, em Viry-Châtillon, ao sul de Paris.
A petroleira pensa em voltar à F-1, e não haveria porta melhor. O objetivo destes primeiros ensaios é avaliar o desempenho do combustível brasileiro após tanto tempo longe da categoria _a última temporada foi 2008.
No campeonato do ano que vem, a Renault fornecerá motores para Red Bull, Caterham, Toro Rosso e, possivelmente, Lotus.
Empresário de Massa, Nicolas Todt certamente vai tentar usar este atalho.
A outra novidade diz justamente respeito a Massa. Paralelamente às conversas com a Lotus, Nicolas teve ótima receptividade na Williams.
Hoje, 17 de outubro de 2013, o piloto brasileiro está mais próximo de Grove do que de que outro lugar.
Duas novidades no front em relação à participação brasileira na F-1.
Que podem estar interligadas.
A primeira: nesta e na próxima semanas, a Petrobras está testando sua gasolina no novo V6 da Renault, em Viry-Châtillon, ao sul de Paris.
A petroleira pensa em voltar à F-1, e não haveria porta melhor. O objetivo destes primeiros ensaios é avaliar o desempenho do combustível brasileiro após tanto tempo longe da categoria _a última temporada foi 2008.
No campeonato do ano que vem, a Renault fornecerá motores para Red Bull, Caterham, Toro Rosso e, possivelmente, Lotus.
Empresário de Massa, Nicolas Todt certamente vai tentar usar este atalho.
A outra novidade diz justamente respeito a Massa. Paralelamente às conversas com a Lotus, Nicolas teve ótima receptividade na Williams.
Hoje, 17 de outubro de 2013, o piloto brasileiro está mais próximo de Grove do que de que outro lugar.
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Indy com 13 pistas e 18 etapas para 2014*
* Por Rodrigo Mattar
A Fórmula Indy terá 18 etapas em 2014, distribuídas em treze circuitos diferentes, entre ovais, mistos e pistas de rua. Novamente a categoria apela para o sistema de rodadas duplas, adotado neste ano e que permanece para o próximo, em três circuitos: Houston, no Texas, Toronto, no Canadá e Detroit, em Michigan. A única coisa que não se sabe é se as largadas paradas continuarão fazendo parte das provas da categoria.
Com o anúncio do calendário, também fica confirmado o fim da São Paulo Indy 300 no circuito do Anhembi. Os promotores da corrida foram informados que não deveriam investir no evento, por ser extremamente dispendioso. A categoria não abre mão de fazer uma etapa no Brasil em 2015 e as dúvidas são: em que circuito? E quem vai promover a corrida?
A data brasileira ficou com… Indianápolis! O circuito sediará não só a Indy 500 no dia 25 de maio como também uma corrida no dia 10 do mesmo mês, no circuito misto. Uma alternativa para cortar custos, é verdade, mas que tira – no meu entendimento – o brilho da mais tradicional corrida do calendário.
O campeonato do próximo ano, que terá como atrações a volta de Juan Pablo Montoya pela Penske e a estreia de Tony Kanaan na Ganassi, começa no dia 30 de março com a etapa de St. Petersburg e acaba em exatos cinco meses: em 30 de agosto, no oval de Fontana, será conhecido o campeão da Fórmula Indy em 2014.
Eis as datas:
30/03 – GP de St. Petersburg (rua)
13/04 – GP de Long Beach (rua)
26/04 – GP de Birmingham (Barber Motorsports Park)
10/05 – GP de Indianápolis (misto)
25/05 – 500 Milhas de Indianápolis (oval)
31/05 – GP de Detroit (rua)
01/06 – GP de Detroit (rua)
07/06 – GP do Texas (oval)
28/06 – GP de Houston (rua)
29/06 – GP de Houston (rua)
06/07 – GP de Pocono (oval)
12/07 – GP de Iowa (oval)
19/07 – GP de Toronto (rua)
20/07 – GP de Toronto (rua)
03/08 – GP de Mid-Ohio (Mid-Ohio Sports Car Course)
17/08 – GP de Milwaukee (oval)
24/08 – GP de Sonoma (Infineon Raceway)
30/08 – GP de Fontana (oval)
A Fórmula Indy terá 18 etapas em 2014, distribuídas em treze circuitos diferentes, entre ovais, mistos e pistas de rua. Novamente a categoria apela para o sistema de rodadas duplas, adotado neste ano e que permanece para o próximo, em três circuitos: Houston, no Texas, Toronto, no Canadá e Detroit, em Michigan. A única coisa que não se sabe é se as largadas paradas continuarão fazendo parte das provas da categoria.
Com o anúncio do calendário, também fica confirmado o fim da São Paulo Indy 300 no circuito do Anhembi. Os promotores da corrida foram informados que não deveriam investir no evento, por ser extremamente dispendioso. A categoria não abre mão de fazer uma etapa no Brasil em 2015 e as dúvidas são: em que circuito? E quem vai promover a corrida?
A data brasileira ficou com… Indianápolis! O circuito sediará não só a Indy 500 no dia 25 de maio como também uma corrida no dia 10 do mesmo mês, no circuito misto. Uma alternativa para cortar custos, é verdade, mas que tira – no meu entendimento – o brilho da mais tradicional corrida do calendário.
O campeonato do próximo ano, que terá como atrações a volta de Juan Pablo Montoya pela Penske e a estreia de Tony Kanaan na Ganassi, começa no dia 30 de março com a etapa de St. Petersburg e acaba em exatos cinco meses: em 30 de agosto, no oval de Fontana, será conhecido o campeão da Fórmula Indy em 2014.
Eis as datas:
30/03 – GP de St. Petersburg (rua)
13/04 – GP de Long Beach (rua)
26/04 – GP de Birmingham (Barber Motorsports Park)
10/05 – GP de Indianápolis (misto)
25/05 – 500 Milhas de Indianápolis (oval)
31/05 – GP de Detroit (rua)
01/06 – GP de Detroit (rua)
07/06 – GP do Texas (oval)
28/06 – GP de Houston (rua)
29/06 – GP de Houston (rua)
06/07 – GP de Pocono (oval)
12/07 – GP de Iowa (oval)
19/07 – GP de Toronto (rua)
20/07 – GP de Toronto (rua)
03/08 – GP de Mid-Ohio (Mid-Ohio Sports Car Course)
17/08 – GP de Milwaukee (oval)
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
F-INDY: EM 2008 HELIO VENCEU, MAS DIXON FOI O CAMPEÃO
O sistema de cronometragem apontou a vitória de Scott Dixon, da Ganassi, em Chicago. No entanto, após examinar as imagens da televisão, os oficiais da Fórmula Indy corrigiram o resultado, confirmando a conquista do brasileiro Helio Castroneves. O piloto da Penske fez uma prova perfeita. Largando na última posição, por ter sido desclassificado nos treinos, o brasileiro fez sua parte, assumindo a ponta antes da metade da corrida e obtendo sua segunda vitória em 2008.
Mesmo assim, quem comemorou mais foi Dixon, que com o 2º posto, garantiu seu segundo título na categoria, coroando uma temporada fantástica, na qual somou sete poles e seis vitórias. o campeão andou boa parte da prova no pelotão intermediário e chegou a levar um susto quando apareceu na 10ª posição e viu o brasileiro da Penske em 1º. Situação que daria o título a Castroneves.
Entretanto, Dixon se recuperou na segunda metade da corrida e, depois da última rodada de pit stops, a 18 voltas do final, apresentou um ótimo rendimento para ressurgir entre os primeiros. Nas últimas passagens, foi galgando posições até brigar pela liderança com Helio.
Os dois completaram os últimos metros lado a lado e Castroneves venceu por apenas 1 milésimo, marcando a chegada mais apertada da história do certame. Confira o resultado final da etapa de Chicago da F-Indy:
1. Helio Castroneves (Penske) 200 voltas
2. Scott Dixon (Ganassi) + 0s0010
3. Ryan Briscoe (Penske) + 0s0788
4. Tony Kanaan (Andretti Green) + 0s6095
5. Will Power (KV) + 1s3580
6. Dan Wheldon (Ganassi) + 1s8729
7. Darren Manning (Foyt) + 2s3224
8. Marco Andretti (Andretti Green) + 2s4627
9. Ryan Hunter-Reay (Rahal Letterman) + 2s7993
10. Danica Patrick (Andretti Green) + 2s9276
11. Justin Wilson (Newman-Haas-Lanigan) + 3s0218
12. Alex Tagliani (Conquest) + 4s2072
13. AJ Foyt IV (Vision) + 1 volta
14. Milka Duno (Dreyer & Reinbold) + 1 volta
15. Franck Perera (Foyt) + 2 voltas
16. Marty Roth (Roth) + 3 voltas
17. Oriol Servia (KV) + 4 voltas
18. Jaime Camara (Conquest) + 13 voltas
19. Graham Rahal (Newman-Haas-Lanigan) + 14 voltas
20. Bruno Junqueira (Dale Coyne) + 16 voltas
21. Mario Moraes (Dale Coyne) + 19 voltas
22. Hideki Mutoh (Andretti Green) + 23 voltas
23. EJ Viso (HVM) + 64 voltas
24. Sarah Fisher (Sarah Fisher Racing) + 84 voltas
25. Buddy Rice (Dreyer & Reinbold) + 90 voltas
26. Tomas Scheckter (Luczo Dragon) +113 voltas
27. Vitor Meira (Panther) +126 voltas
28. Ed Carpenter (Vision) +164 voltas
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Pílulas do Dia Seguinte: Suzuka-13*
* Por Fábio Seixas
Foi a quinta vitória seguida de Vettel, terceira melhor sequência da história. Com mais duas, ele iguala os recordistas Ascari e Schumacher. Com mais três, estabelece a maior série de todos os tempos. Alguém duvida?
Ninguém está prestando atenção nisso, mas a Ferrari pode também conseguir uma marca interessante. A escuderia marca pontos há 63 corridas, desde o GP da Alemanha de 2010 (aquele!). Se pontuar na Índia, iguala o recorde histórico da McLaren, que pontuou 64 provas seguidas, entre Bahrain-10 e Mônaco-13;
A Red Bull jura que não tinha outra opção a não ser colocar Webber numa estratégia de três pits. Segundo Horner, o primeiro trecho da prova foi muito curto para o australiano, forçando-o a parar outras duas vezes. O motivo, o desgaste dos pneus causado por andar tão próximo de Grosjean. De fato, Webber foi o primeiro da turma da ponta a ir para os pits, na 11ª volta. Mas a explicação não me convenceu. Pelo contrário, só reforça a suspeita de premeditação. Sendo bem claro: acho que, de novo, a equipe puxou o tapete do veterano;
"Multifunction strategy A now, please". Massa não só desobedeceu como abriu o jogo após a corrida. "A ordem veio bem antes de ele me ultrapassar na pista", afirmou aos repórteres brasileiros em Suzuka. Fato: o brasileiro endureceu. Outro fato: não adiantou nada. Não só porque Alonso fez a ultrapassagem voltas depois. E não só porque Massa levou um drive through e fatalmente perderia a posição. Mas principalmente porque é espuma, uma bravura em cima do vazio. O espanhol já jogou a toalha do campeonato. Do contrário, forçaria a barra via rádio para a equipe ser mais incisiva na ordem;
E já que o assunto é ordem de equipe, um caso bizarro mostra o limite a que chegou o mimimi entre companheiros de equipe na F-1. Maldonado passou Bottas na última volta. Uma briga, vejam bem, pela 16ª posição. Repito: 16ª posição. Pois o finlandês foi chiar, dizer que a manobra foi perigosa, que só não bateram porque ele tirou o pé. Bottas, meu filho, na próxima fica em casa jogando videogame;
Com os oito pontos conquistados em Suzuka, Hulkenberg desbancou Di Resta e entrou para o top 10 da tabela do campeonato. O alemão pontuou nas últimas quatro corridas e é responsável por 39 dos 45 pontos da Sauber no campeonato. Nesta segunda-feira, a “Gazzetta dello Sport” diz que ele vai para a Lotus. Na BBC, Eddie Jordan afirma que ele voltará para a Force India. Enfim, se ele é a bola da vez do mercado, como escrevi aqui outro dia, é porque merece;
Escrevi no sábado sobre os bons passos que a McLaren vem dando para se reerger. A equipe de Woking sonha com Brawn, e no domingo o inglês deu uma importante entrevista à Sky Sports F1. Disse que só fica na Mercedes se a montadora garantir que ele manterá o controle da operação na F-1. Além disso, afirmou que precisa de “motivação” para continuar. Um aumento de salário, talvez. Negociação em aberto, portanto;
Hakkinen fez uma aparição na GT asiática, em Zhuhai, na China. Correu duas provas, em parceria com Matt Solomon, de apenas 17 anos, e venceu uma. O finlandês sempre foi um baita piloto, pena ter parado cedo com a F-1.
Outro que faz falta, Kubica está prestes a conquistar o título da segunda divisão do WRC. Sua ideia é subir para a categoria principal em 2014, mas desde que tenha um carro de ponta. Ele não fala mais em F-1, a F-1 não fala mais dele. Outra pena.
Foi a quinta vitória seguida de Vettel, terceira melhor sequência da história. Com mais duas, ele iguala os recordistas Ascari e Schumacher. Com mais três, estabelece a maior série de todos os tempos. Alguém duvida?
Ninguém está prestando atenção nisso, mas a Ferrari pode também conseguir uma marca interessante. A escuderia marca pontos há 63 corridas, desde o GP da Alemanha de 2010 (aquele!). Se pontuar na Índia, iguala o recorde histórico da McLaren, que pontuou 64 provas seguidas, entre Bahrain-10 e Mônaco-13;
A Red Bull jura que não tinha outra opção a não ser colocar Webber numa estratégia de três pits. Segundo Horner, o primeiro trecho da prova foi muito curto para o australiano, forçando-o a parar outras duas vezes. O motivo, o desgaste dos pneus causado por andar tão próximo de Grosjean. De fato, Webber foi o primeiro da turma da ponta a ir para os pits, na 11ª volta. Mas a explicação não me convenceu. Pelo contrário, só reforça a suspeita de premeditação. Sendo bem claro: acho que, de novo, a equipe puxou o tapete do veterano;
"Multifunction strategy A now, please". Massa não só desobedeceu como abriu o jogo após a corrida. "A ordem veio bem antes de ele me ultrapassar na pista", afirmou aos repórteres brasileiros em Suzuka. Fato: o brasileiro endureceu. Outro fato: não adiantou nada. Não só porque Alonso fez a ultrapassagem voltas depois. E não só porque Massa levou um drive through e fatalmente perderia a posição. Mas principalmente porque é espuma, uma bravura em cima do vazio. O espanhol já jogou a toalha do campeonato. Do contrário, forçaria a barra via rádio para a equipe ser mais incisiva na ordem;
E já que o assunto é ordem de equipe, um caso bizarro mostra o limite a que chegou o mimimi entre companheiros de equipe na F-1. Maldonado passou Bottas na última volta. Uma briga, vejam bem, pela 16ª posição. Repito: 16ª posição. Pois o finlandês foi chiar, dizer que a manobra foi perigosa, que só não bateram porque ele tirou o pé. Bottas, meu filho, na próxima fica em casa jogando videogame;
Com os oito pontos conquistados em Suzuka, Hulkenberg desbancou Di Resta e entrou para o top 10 da tabela do campeonato. O alemão pontuou nas últimas quatro corridas e é responsável por 39 dos 45 pontos da Sauber no campeonato. Nesta segunda-feira, a “Gazzetta dello Sport” diz que ele vai para a Lotus. Na BBC, Eddie Jordan afirma que ele voltará para a Force India. Enfim, se ele é a bola da vez do mercado, como escrevi aqui outro dia, é porque merece;
Escrevi no sábado sobre os bons passos que a McLaren vem dando para se reerger. A equipe de Woking sonha com Brawn, e no domingo o inglês deu uma importante entrevista à Sky Sports F1. Disse que só fica na Mercedes se a montadora garantir que ele manterá o controle da operação na F-1. Além disso, afirmou que precisa de “motivação” para continuar. Um aumento de salário, talvez. Negociação em aberto, portanto;
Hakkinen fez uma aparição na GT asiática, em Zhuhai, na China. Correu duas provas, em parceria com Matt Solomon, de apenas 17 anos, e venceu uma. O finlandês sempre foi um baita piloto, pena ter parado cedo com a F-1.
Outro que faz falta, Kubica está prestes a conquistar o título da segunda divisão do WRC. Sua ideia é subir para a categoria principal em 2014, mas desde que tenha um carro de ponta. Ele não fala mais em F-1, a F-1 não fala mais dele. Outra pena.
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