sexta-feira, 26 de outubro de 2012
GP BRASIL F1 2012: COMO TUDO COMEÇOU...*
* Por Fernanda Andrade
A GGOO amarelou Interlagos pela primeira vez em 2007 e esse GP deixou grandes marcas e cicatrizes que jamais serão esquecidas.
Pessoas, estou eu aqui de madrugada, véspera de 2008 fazendo a retrospectiva 2007.
Conclusão?
Foi a metade do ano que renderá para o resto da vida e vou mostrar os motivos.
Essa amizade que cresceu sendo divididos os apelos, a ansiedade, a preparação, o respeito, dialogo, a mistura de todos que fez com que isso se tornasse uma grande turma... quem sabe uma Galera como preferimos nos definir. Foram 6 mês de convivência. Sim TODOS os dias.
Senão com um, era com outro.
Um afeto que levaremos pra sempre... Aquela piadinha... Aquele apelidinho, aquela frase que ‘ele’ sempre colocava (Salve salve, galera insana, risos, aeee. Chatggoo, scrapchat). As descobertas do que temos em comum, do que não temos.
Aquela curiosidade de ‘como será a voz de fulano’, será que ele existe mesmo, será que tem todos os dentes, será que é alto, baixo, careca, cabeludo, gordo, magro, tímido... todos os riscos de conhecer alguém através de uma tela corremos... e ficamos arrependidos? Nunca!
Eu já não consigo imaginar se não tivesse tudo isso, se não tivéssemos nos conhecido. Da pra imaginar? A gente ia ter que se conhecer um dia, sei la, se não fosse pela Fórmula 1, seria por futebol ou jogo de damas... mas eu acredito, iríamos nos esbarrar a qualquer hora.
Sim, tivemos um ano maravilhoso, passamos por cima de tudo. Caímos? Sim.
Mas superamos as dificuldades, 2007 foi o ano que aprendi a dividir mais, a confiar no desconhecido, acreditar nas pessoas e seguir minha intuição. Dá pra contar quantas noites deixamos de lado nossos problemas particulares e fizemos questão de ficar acordados com aquelas pessoas que até então eram estranhas? Mas que de alguma forma nos fazia (e fazem) nos sentir tão bem. Inexplicável. E quem está “de fora” não entende e quer saber? Não precisa entender.
Puxa... É tão claro que somos uma “equipe” que a ausência de um deixa um desfalque tão grande que parece que estamos perdendo por W.O.
Criamos laços com fortes nós. Distancia não é problema. Hoje, 30 de dezembro de 2007, depois de passar por tudo isso que aqui descrevi, e mais ainda pelo que não escrevi, digo que da saudade sim, mas sei onde encontrar cada um.
Tirando aquela semana do GP onde fazíamos contagem regressiva dos segundos, o ano passou rápido, foi ótimo ter tudo isso para acrescentar nas historias do livro da minha vida. Admiro todos com suas particularidades, cultura, seus sotaques que muitas vezes são motivos de piada, mas que agora guardo de um jeito especial e com muito respeito.
E que em 2008, 2009, 2010, 2011... enfim, não mude nada.
Que nossas fotos não guardem apenas as imagens do GP Brasil 2007, mas que sempre nos encha de emoção e alegria assim como nos momentos em que foram tiradas.
Não acredito que 2007 ficará para trás, esse ano ficará presente por muito tempo. Podem anotar, GGOO Loucos!
Bjs.
*Fernanda Andrade
A GGOO amarelou Interlagos pela primeira vez em 2007 e esse GP deixou grandes marcas e cicatrizes que jamais serão esquecidas.
Pessoas, estou eu aqui de madrugada, véspera de 2008 fazendo a retrospectiva 2007.
Conclusão?
Foi a metade do ano que renderá para o resto da vida e vou mostrar os motivos.
Essa amizade que cresceu sendo divididos os apelos, a ansiedade, a preparação, o respeito, dialogo, a mistura de todos que fez com que isso se tornasse uma grande turma... quem sabe uma Galera como preferimos nos definir. Foram 6 mês de convivência. Sim TODOS os dias.
Senão com um, era com outro.
Um afeto que levaremos pra sempre... Aquela piadinha... Aquele apelidinho, aquela frase que ‘ele’ sempre colocava (Salve salve, galera insana, risos, aeee. Chatggoo, scrapchat). As descobertas do que temos em comum, do que não temos.
Aquela curiosidade de ‘como será a voz de fulano’, será que ele existe mesmo, será que tem todos os dentes, será que é alto, baixo, careca, cabeludo, gordo, magro, tímido... todos os riscos de conhecer alguém através de uma tela corremos... e ficamos arrependidos? Nunca!
Eu já não consigo imaginar se não tivesse tudo isso, se não tivéssemos nos conhecido. Da pra imaginar? A gente ia ter que se conhecer um dia, sei la, se não fosse pela Fórmula 1, seria por futebol ou jogo de damas... mas eu acredito, iríamos nos esbarrar a qualquer hora.
Sim, tivemos um ano maravilhoso, passamos por cima de tudo. Caímos? Sim.
Mas superamos as dificuldades, 2007 foi o ano que aprendi a dividir mais, a confiar no desconhecido, acreditar nas pessoas e seguir minha intuição. Dá pra contar quantas noites deixamos de lado nossos problemas particulares e fizemos questão de ficar acordados com aquelas pessoas que até então eram estranhas? Mas que de alguma forma nos fazia (e fazem) nos sentir tão bem. Inexplicável. E quem está “de fora” não entende e quer saber? Não precisa entender.
Puxa... É tão claro que somos uma “equipe” que a ausência de um deixa um desfalque tão grande que parece que estamos perdendo por W.O.
Criamos laços com fortes nós. Distancia não é problema. Hoje, 30 de dezembro de 2007, depois de passar por tudo isso que aqui descrevi, e mais ainda pelo que não escrevi, digo que da saudade sim, mas sei onde encontrar cada um.
Tirando aquela semana do GP onde fazíamos contagem regressiva dos segundos, o ano passou rápido, foi ótimo ter tudo isso para acrescentar nas historias do livro da minha vida. Admiro todos com suas particularidades, cultura, seus sotaques que muitas vezes são motivos de piada, mas que agora guardo de um jeito especial e com muito respeito.
E que em 2008, 2009, 2010, 2011... enfim, não mude nada.
Que nossas fotos não guardem apenas as imagens do GP Brasil 2007, mas que sempre nos encha de emoção e alegria assim como nos momentos em que foram tiradas.
Não acredito que 2007 ficará para trás, esse ano ficará presente por muito tempo. Podem anotar, GGOO Loucos!
Bjs.
*Fernanda Andrade
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GP BRASIL F1 2012: O QUE É GGOO?
Em comum a paixão pela Fórmula 1, o ingresso para o mesmo setor do GP Brasil, a loucura...
De diversos pontos do país, foram unidos pelo destino através do orkut, organizaram-se via "méciene" (msn) e agora AGÜEEENTA!!! todo mundo uniformizado na fila e nas arquibancadas de Interlagos...
Como diz nosso querido presidente, aqui todos somos loucos, mas loucos de boa cabeça. Que se reúnem, obrigatoriamente, desde 2007, para assistir aos GP's de Fórmula 1 em Interlagos no setor G, o setor mais divertido de todo o autódromo.
Hoje a GGOO não é apenas um grupo de pessoas que se reúnem para ver a F-1, mas sim um grupão de amigos que se encontram com o pretexto de ver corridas, de se divertir, contar piadas e causos. E que nestes cinco anos de história tem muita coisa pra contar, falar e, acima de tudo, lembrar de como tudo começou e desenrolou até hoje.
Junte-se a nós!
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Ferrari tenta desesperadamente melhorar no fim do ano*
* Por Felipe Motta
Na reta final do Mundial de F-1 a expectativa que fica é quem será capaz de evoluir melhor o carro. Em momento tão decisivo, o torcedor deve imaginar que todas as equipes estão se matando para melhorar seus projetos. Pois não é o caso.
Na realidade a grande maioria já visualiza 2013. Em relação à atual temporada, somente Red Bull e Ferrari concentram atenções para crescimento. E ainda assim de forma bem menor do que faziam há alguns meses.
Incrível, no entanto, é uma equipe como a Ferrari, que começou o ano com um carro horrível e foi capaz de melhorá-lo, sofrer da metade do ano em diante com updates que não correspondem em melhora efetiva por falhas no túnel de vento. O próprio Nikolas Tombazis falou sobre o assunto hoje. A Red Bull também buscará melhorar, mas com a vantagem que tem, não dá para imaginar sua fábrica a todo vapor com a plaquinha de 2012 na porta.
A McLaren, por exemplo, empurra o fim deste ano do jeito que dá. Sabe que dificilmente pegará a Red Bull. Sabe também que mesmo do jeito que está pode bater a Ferrari e ser vice-campeã. A Lotus também parece ciente/conformada que será quarta colocada.
A quinta posição, de certa forma, está aberta. A Mercedes, que vive mau momento, soma 136 pontos e a Sauber, que ainda alterna ritmo excelente com provas apagadas, está 20 pontos atrás. Não é loucura imaginar uma virada, mas acho pouco provável.
Daí para baixo, não acredito em mudanças. Vejo Force India, Williams, Toro Rosso, Marussia, Caterham e HRT onde estão.
Na reta final do Mundial de F-1 a expectativa que fica é quem será capaz de evoluir melhor o carro. Em momento tão decisivo, o torcedor deve imaginar que todas as equipes estão se matando para melhorar seus projetos. Pois não é o caso.
Na realidade a grande maioria já visualiza 2013. Em relação à atual temporada, somente Red Bull e Ferrari concentram atenções para crescimento. E ainda assim de forma bem menor do que faziam há alguns meses.
Incrível, no entanto, é uma equipe como a Ferrari, que começou o ano com um carro horrível e foi capaz de melhorá-lo, sofrer da metade do ano em diante com updates que não correspondem em melhora efetiva por falhas no túnel de vento. O próprio Nikolas Tombazis falou sobre o assunto hoje. A Red Bull também buscará melhorar, mas com a vantagem que tem, não dá para imaginar sua fábrica a todo vapor com a plaquinha de 2012 na porta.
A McLaren, por exemplo, empurra o fim deste ano do jeito que dá. Sabe que dificilmente pegará a Red Bull. Sabe também que mesmo do jeito que está pode bater a Ferrari e ser vice-campeã. A Lotus também parece ciente/conformada que será quarta colocada.
A quinta posição, de certa forma, está aberta. A Mercedes, que vive mau momento, soma 136 pontos e a Sauber, que ainda alterna ritmo excelente com provas apagadas, está 20 pontos atrás. Não é loucura imaginar uma virada, mas acho pouco provável.
Daí para baixo, não acredito em mudanças. Vejo Force India, Williams, Toro Rosso, Marussia, Caterham e HRT onde estão.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
SENNA ESPECIAL: IMOLA TESTS, 1994
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GP BRASIL F1 2012: ESPECIAL DA GGOO
E vai ser dada a largada no super especial do Blog da GGOO para o 41º GP Brasil de F-1. Daqui exatamente 30 dias, pontualmente às 14:00 começa mais uma corrida em Interlagos, que dessa vez tem um tom de despedida. Talvez seja o último ano de setor G, do jeito em que conhecemos hoje (será???).
Enfim, saudosismos à parte, começamos nossos preparativos para a corrida e, para você que vai para Interlagos, poderá acompanhar o nosso já tradicional especial sobre a corrida, com dicas, informações, conselhos, história, vídeos e tudo mais.
E para começar esse nosso especial, um dos responsáveis pela volta da F-1 em Interlagos, em 1990: Ayrton Senna.
Enfim, saudosismos à parte, começamos nossos preparativos para a corrida e, para você que vai para Interlagos, poderá acompanhar o nosso já tradicional especial sobre a corrida, com dicas, informações, conselhos, história, vídeos e tudo mais.
E para começar esse nosso especial, um dos responsáveis pela volta da F-1 em Interlagos, em 1990: Ayrton Senna.
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MISSÃO DE KIMI EM 2012 É MAIS DIFÍCIL QUE A DE 2007*
* Bruno Ferreira
Kimi Raikkonen, comendo pelas beiradas na temporada de 2012, é um dos quatro pilotos que ainda têm chances matemáticas de se juntar a Sebastian Vettel e Fernando Alonso na luta pelo título. Em seu primeiro ano de retorno à categoria, ele ocupa a terceira posição na tabela de pontos, deixando para trás os pilotos da poderosa McLaren, Jenson Button e Lewis Hamilton. Nada mau, não?
Mas Raikkonen, como todo campeão mundial que se preze, quer ir além. Mesmo que sua missão seja complicada e ele próprio saiba disso (terá de descontar 48 pontos para Vettel e 42 para Alonso em quatro corridas), o piloto deixa em aberto a possibilidade de conquistar o bi. Para isso, cita como exemplo o seu único título, em 2007, conquistado na bacia das almas do campeonato, em Interlagos.
Justamente por ter levantado o troféu mais improvável da história da F1, a relutância de Raikkonen em jogar a toalha se justifica. Em 2007, Lewis Hamilton, em sua temporada de estreia, colocara uma mão na taça após o encharcado GP do Japão, no circuito de Fuji. Com uma performance impecável sob um dilúvio bíblico, o jovem inglês venceu a prova e viu a maior ameaça ao seu título, Fernando Alonso, se espatifar no muro enquanto tentava acompanhar o seu ritmo.
O desempenho dominante e livre de erros encheu Hamilton de confiança de tal forma que o inglês lançou sua biografia, aos 22 anos de idade, já se proclamando campeão mundial. Pouca gente duvidava que isso iria acontecer – a dúvida era se a conquista seria sacramentada na China ou no encerramento do campeonato, no Brasil.
Enquanto isso, Alonso era um guerreiro cansado. A tentativa de centralizar as atenções na McLaren (algo que fez na Renault e voltaria a fazer na Ferrari) não funcionou como o próprio espanhol esperava, e o resultado disso foi uma temporada cheia de desgaste e conflitos com Ron Dennis e sua trupe.
Para Raikkonen, a situação ainda era mais delicada. Mesmo que pudesse tirar proveito de um possível entrevero envolvendo os rivais, suas possibilidades matemáticas estavam por um fio. Caso Hamilton marcasse quatro pontos (equivalente a um quinto lugar) nas duas provas finais do campeonato, eliminaria o finlandês da disputa.
O que aconteceu, todo mundo sabe. Hamilton cometeu erros incríveis na China e no Brasil e Raikkonen emendou vitórias nas duas provas para levantar o surpreendente troféu. Quando se ganha um título assim, a lição que fica é que não se pode desistir até que tudo esteja devidamente acabado. No entanto, as chances matemáticas remotas na reta final do campeonato são a única semelhança entre as temporadas de 2007 e 2012.
Há cinco anos, a relação de força entre as equipes do grid tinha uma cara completamente diferente da atual. Na ocasião, a disputa estava centralizada em Ferrari e McLaren, as únicas vencedoras de GP na temporada, o que potencializava a força de reação de qualquer um dos pilotos destes times.
Foi isso que aconteceu com Raikkonen. Depois de uma primeira metade de campeonato com vários altos e baixos, o piloto se acostumou de vez com os pneus da Bridgestone para iniciar, no GP da França, uma violenta arrancada na tabela de pontuação. Dali para frante, virou presença constante na luta por vitórias, algo que foi seu trunfo nas provas decisivas.
Quando a situação parecia acabada, como nos momentos após a corrida em Fuji, havia razão para ter esperança, por mais absurda que pudesse parecer. Afinal, qualquer vacilo da McLaren, lá estaria Raikkonen e sua Ferrari para tirar proveito.
Em 2012, o finlandês está situação matemática parecida a 2007, mas sua trajetória é sensivelmente diferente. Enquanto muitas equipes tiveram resultados oscilantes, como Ferrari, Red Bull e McLaren, a Lotus, que ainda não venceu, se baseia na consistência para estar em uma posição favorável na tabela de pontuação. Não à toa, Raikkonen é o piloto que pontuou em mais provas, tendo ficado no zero somente na China, quando teve uma queda brusca de performance devido ao alto desgaste de seus pneus nas voltas finais.
O modelo E20 da Lotus não tem demonstrado poder de reação para permitir que Raikkonen desafie Vettel e Alonso na luta pelo título. A última cartada do time para entrar de vez na disputa por vitórias encheu os membros de esperança, mas resultou em frustração no GP da Coreia. E, caso um dos líderes enfrente problemas nesta reta final de temporada, Raikkonen teria de lutar com as McLaren, Mark Webber ou Felipe Massa para conseguir tirar proveito. Isso dificulta, e muito, sua missão de descontar quase 50 pontos em um período tão curto de tempo.
Mas Raikkonen, à sua maneira contida, não cansa de mostrar otimismo e se nega a entregar os pontos. Depois de ter dado a volta por cima em 2007, fica difícil dizer que ele não tem sua razão.
Kimi Raikkonen, comendo pelas beiradas na temporada de 2012, é um dos quatro pilotos que ainda têm chances matemáticas de se juntar a Sebastian Vettel e Fernando Alonso na luta pelo título. Em seu primeiro ano de retorno à categoria, ele ocupa a terceira posição na tabela de pontos, deixando para trás os pilotos da poderosa McLaren, Jenson Button e Lewis Hamilton. Nada mau, não?
Mas Raikkonen, como todo campeão mundial que se preze, quer ir além. Mesmo que sua missão seja complicada e ele próprio saiba disso (terá de descontar 48 pontos para Vettel e 42 para Alonso em quatro corridas), o piloto deixa em aberto a possibilidade de conquistar o bi. Para isso, cita como exemplo o seu único título, em 2007, conquistado na bacia das almas do campeonato, em Interlagos.
Justamente por ter levantado o troféu mais improvável da história da F1, a relutância de Raikkonen em jogar a toalha se justifica. Em 2007, Lewis Hamilton, em sua temporada de estreia, colocara uma mão na taça após o encharcado GP do Japão, no circuito de Fuji. Com uma performance impecável sob um dilúvio bíblico, o jovem inglês venceu a prova e viu a maior ameaça ao seu título, Fernando Alonso, se espatifar no muro enquanto tentava acompanhar o seu ritmo.
O desempenho dominante e livre de erros encheu Hamilton de confiança de tal forma que o inglês lançou sua biografia, aos 22 anos de idade, já se proclamando campeão mundial. Pouca gente duvidava que isso iria acontecer – a dúvida era se a conquista seria sacramentada na China ou no encerramento do campeonato, no Brasil.
Enquanto isso, Alonso era um guerreiro cansado. A tentativa de centralizar as atenções na McLaren (algo que fez na Renault e voltaria a fazer na Ferrari) não funcionou como o próprio espanhol esperava, e o resultado disso foi uma temporada cheia de desgaste e conflitos com Ron Dennis e sua trupe.
Para Raikkonen, a situação ainda era mais delicada. Mesmo que pudesse tirar proveito de um possível entrevero envolvendo os rivais, suas possibilidades matemáticas estavam por um fio. Caso Hamilton marcasse quatro pontos (equivalente a um quinto lugar) nas duas provas finais do campeonato, eliminaria o finlandês da disputa.
O que aconteceu, todo mundo sabe. Hamilton cometeu erros incríveis na China e no Brasil e Raikkonen emendou vitórias nas duas provas para levantar o surpreendente troféu. Quando se ganha um título assim, a lição que fica é que não se pode desistir até que tudo esteja devidamente acabado. No entanto, as chances matemáticas remotas na reta final do campeonato são a única semelhança entre as temporadas de 2007 e 2012.
Há cinco anos, a relação de força entre as equipes do grid tinha uma cara completamente diferente da atual. Na ocasião, a disputa estava centralizada em Ferrari e McLaren, as únicas vencedoras de GP na temporada, o que potencializava a força de reação de qualquer um dos pilotos destes times.
Foi isso que aconteceu com Raikkonen. Depois de uma primeira metade de campeonato com vários altos e baixos, o piloto se acostumou de vez com os pneus da Bridgestone para iniciar, no GP da França, uma violenta arrancada na tabela de pontuação. Dali para frante, virou presença constante na luta por vitórias, algo que foi seu trunfo nas provas decisivas.
Quando a situação parecia acabada, como nos momentos após a corrida em Fuji, havia razão para ter esperança, por mais absurda que pudesse parecer. Afinal, qualquer vacilo da McLaren, lá estaria Raikkonen e sua Ferrari para tirar proveito.
Em 2012, o finlandês está situação matemática parecida a 2007, mas sua trajetória é sensivelmente diferente. Enquanto muitas equipes tiveram resultados oscilantes, como Ferrari, Red Bull e McLaren, a Lotus, que ainda não venceu, se baseia na consistência para estar em uma posição favorável na tabela de pontuação. Não à toa, Raikkonen é o piloto que pontuou em mais provas, tendo ficado no zero somente na China, quando teve uma queda brusca de performance devido ao alto desgaste de seus pneus nas voltas finais.
O modelo E20 da Lotus não tem demonstrado poder de reação para permitir que Raikkonen desafie Vettel e Alonso na luta pelo título. A última cartada do time para entrar de vez na disputa por vitórias encheu os membros de esperança, mas resultou em frustração no GP da Coreia. E, caso um dos líderes enfrente problemas nesta reta final de temporada, Raikkonen teria de lutar com as McLaren, Mark Webber ou Felipe Massa para conseguir tirar proveito. Isso dificulta, e muito, sua missão de descontar quase 50 pontos em um período tão curto de tempo.
Mas Raikkonen, à sua maneira contida, não cansa de mostrar otimismo e se nega a entregar os pontos. Depois de ter dado a volta por cima em 2007, fica difícil dizer que ele não tem sua razão.
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AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA ÍNDIA 2012 (TREINOS E CORRIDA)
Venha amarelar conosco o setor G de Interlagos pelo sexto ano.
Clique na imagem ao lado para ficar por dentro de todos os detalhes.
Encomendas até 31/10/2012.
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VÍDEO: VEJA AS PRIMEIRAS VOLTAS NO CIRCUITO DE AUSTIN*
* Por Bruno Ferreira
No último domingo, o Circuito das Américas, na cidade de Austin, no Texas, foi oficialmente inaugurado. Para isso, Mario Andretti e Jérôme D’Ambrosio pilotaram carros de F1 pelo traçado de 5,472 km, que receberá, no mês que vem, o GP dos Estados Unidos.
E tanto o veterano americano quanto o belga elogiaram o traçado. “É tudo que eu esperava e mais. A pista é fenomenal”, comentou Andretti.
D’Ambrosio complementou: “É um traçado prazeroso, com dois pontos realmente bons para ultrapassagens, alguns ‘esses’ rápidos e longos. A primeira curva é bem especial e será interessante ver quando o pessoal chegar brigando por posição na corrida.”
Abaixo, você pode conferir a pista sob o ponto de vista de cada um dos dois pilotos. Qual sua opinião sobre o circuito?
No último domingo, o Circuito das Américas, na cidade de Austin, no Texas, foi oficialmente inaugurado. Para isso, Mario Andretti e Jérôme D’Ambrosio pilotaram carros de F1 pelo traçado de 5,472 km, que receberá, no mês que vem, o GP dos Estados Unidos.
E tanto o veterano americano quanto o belga elogiaram o traçado. “É tudo que eu esperava e mais. A pista é fenomenal”, comentou Andretti.
D’Ambrosio complementou: “É um traçado prazeroso, com dois pontos realmente bons para ultrapassagens, alguns ‘esses’ rápidos e longos. A primeira curva é bem especial e será interessante ver quando o pessoal chegar brigando por posição na corrida.”
Abaixo, você pode conferir a pista sob o ponto de vista de cada um dos dois pilotos. Qual sua opinião sobre o circuito?
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É tudo ou nada para Alonso e a Ferrari na Índia*
* Por Lívio Oricchio
Fernando Alonso perdeu a liderança do campeonato porque somou 30 pontos nas três últimas corridas e Sebastian Vettel, com as três vitórias, 75. Nessas três provas Alonso foi terceiro em Cingapura e na Coreia e abandonou o GP do Japão. Em resumo, o piloto da Red Bull somou 45 pontos a mais em apenas três etapas. Ambos se apresentam para o GP da Índia, no próximo fim de semana, 17º do calendário, separados por seis pontos. Vettel soma 215 e Alonso, 209. O terceiro colocado no campeonato, Kimi Raikkonen, da Lotus, está distante, 167.
A Ferrari prepara o contra-ataque. Alonso e Felipe Massa vão dispor de uma versão do modelo F2102 bastante modificada para tentar aproximar sua performance da estabelecida pelo RB8-Renault da Red Bull a partir da corrida de Cingapura, início da arrancada impressionante de Vettel.
Quinta-feira, o piloto de testes da Ferrari, Davide Rigon, treinou com o F2012 na pista de testes espanhola de Idiada, localizada perto do Circuito da Catalunha. É um traçado oval com duas longas retas. O regulamento da Fórmula 1 permite o teste apenas em linha reta. Nikolas Tombazis, coordenador do projeto italiano, introduziu novidades nos aerofólios dianteiro e traseiro, nas tomadas de ar dos freios, na porção final do assoalho e no posicionamento dos terminais de escape.
Segundo o diretor geral da Ferrari, Stefano Domenicali, as alteração são “pequenas, detalhes, apenas”. Alonso usa sempre o mesmo discurso dissuasivo: “Nada de relevante”. A realidade, porém, é outra. A Ferrari aposta que com o conjunto de novos componentes incorporados ao F2012 Alonso possa melhora sua colocação na definição do grid bem como impor alguma resistência a uma nova vitória de Vettel.
A concentração de interesse nesse pacote técnico é tanta, e não poderia ser diferente, que os estudos não foram realizados no túnel de vento da Ferrari, em Maranello. Apesar de recalibrado no fim de 2010, Tombazis e seus engenheiros descobriram haver incompatibilidade entre os dados apurados no túnel e os verificados na prática. “As novas peças não melhoraram o carro e tivemos de voltar atrás”, disse Alonso, no Japão.
Faz quatro corridas que os novos componentes experimentados por Alonso e Massa não levam o F2012 ser mais veloz. Para provavelmente confirmar as deficiências atuais do túnel projetado pelo arquiteto Renzo Piano ainda em 1997, Tombazis trabalhou no túnel da ex-equipe Toyota, em Colônia, na Alemanha. Agora, portanto, é tudo ou nada para Alonso. É difícil acreditar que haverá nova chance por não haver tempo disponível para novos estudos e produção das peças.
A natureza das mudanças é bem maior da anunciada por Domenicali e Alonso. Também não procede a informação de que os 5.141 metros do circuito de Buddh, na periferia de Nova Delhi, se assemelham bastante aos 5.615 metros da pista de Yeongam, na Coreia. A Red Bull pode até dominar o GP da Índia como fez na etapa da Coreia, mas não será por causa das similaridades entre um e outro traçado. Percorri os dois junto com o projetista, Herman Tilke, e engenheiros de sua empresa.
O da Índia é extraordinário, com sua topografia acidentada. São aclives e declives, criados artificialmente, curvas rápidas e a área de tomada de duas curvas muito larga. É possível escolher trajetória. Tilke concebeu a maior parte dos circuitos do calendário, hoje, mas infelizmente criou pista seletiva, capaz de arrancar elogios dos pilotos, apenas em três deles: Malásia, Turquia e Índia. As referências sobre o trabalho em Austin, no Texas, são também muito promissoras. A corrida nos EUA será dia 18 de novembro, penúltima do calendário.
Fernando Alonso perdeu a liderança do campeonato porque somou 30 pontos nas três últimas corridas e Sebastian Vettel, com as três vitórias, 75. Nessas três provas Alonso foi terceiro em Cingapura e na Coreia e abandonou o GP do Japão. Em resumo, o piloto da Red Bull somou 45 pontos a mais em apenas três etapas. Ambos se apresentam para o GP da Índia, no próximo fim de semana, 17º do calendário, separados por seis pontos. Vettel soma 215 e Alonso, 209. O terceiro colocado no campeonato, Kimi Raikkonen, da Lotus, está distante, 167.
A Ferrari prepara o contra-ataque. Alonso e Felipe Massa vão dispor de uma versão do modelo F2102 bastante modificada para tentar aproximar sua performance da estabelecida pelo RB8-Renault da Red Bull a partir da corrida de Cingapura, início da arrancada impressionante de Vettel.
Quinta-feira, o piloto de testes da Ferrari, Davide Rigon, treinou com o F2012 na pista de testes espanhola de Idiada, localizada perto do Circuito da Catalunha. É um traçado oval com duas longas retas. O regulamento da Fórmula 1 permite o teste apenas em linha reta. Nikolas Tombazis, coordenador do projeto italiano, introduziu novidades nos aerofólios dianteiro e traseiro, nas tomadas de ar dos freios, na porção final do assoalho e no posicionamento dos terminais de escape.
Segundo o diretor geral da Ferrari, Stefano Domenicali, as alteração são “pequenas, detalhes, apenas”. Alonso usa sempre o mesmo discurso dissuasivo: “Nada de relevante”. A realidade, porém, é outra. A Ferrari aposta que com o conjunto de novos componentes incorporados ao F2012 Alonso possa melhora sua colocação na definição do grid bem como impor alguma resistência a uma nova vitória de Vettel.
A concentração de interesse nesse pacote técnico é tanta, e não poderia ser diferente, que os estudos não foram realizados no túnel de vento da Ferrari, em Maranello. Apesar de recalibrado no fim de 2010, Tombazis e seus engenheiros descobriram haver incompatibilidade entre os dados apurados no túnel e os verificados na prática. “As novas peças não melhoraram o carro e tivemos de voltar atrás”, disse Alonso, no Japão.
Faz quatro corridas que os novos componentes experimentados por Alonso e Massa não levam o F2012 ser mais veloz. Para provavelmente confirmar as deficiências atuais do túnel projetado pelo arquiteto Renzo Piano ainda em 1997, Tombazis trabalhou no túnel da ex-equipe Toyota, em Colônia, na Alemanha. Agora, portanto, é tudo ou nada para Alonso. É difícil acreditar que haverá nova chance por não haver tempo disponível para novos estudos e produção das peças.
A natureza das mudanças é bem maior da anunciada por Domenicali e Alonso. Também não procede a informação de que os 5.141 metros do circuito de Buddh, na periferia de Nova Delhi, se assemelham bastante aos 5.615 metros da pista de Yeongam, na Coreia. A Red Bull pode até dominar o GP da Índia como fez na etapa da Coreia, mas não será por causa das similaridades entre um e outro traçado. Percorri os dois junto com o projetista, Herman Tilke, e engenheiros de sua empresa.
O da Índia é extraordinário, com sua topografia acidentada. São aclives e declives, criados artificialmente, curvas rápidas e a área de tomada de duas curvas muito larga. É possível escolher trajetória. Tilke concebeu a maior parte dos circuitos do calendário, hoje, mas infelizmente criou pista seletiva, capaz de arrancar elogios dos pilotos, apenas em três deles: Malásia, Turquia e Índia. As referências sobre o trabalho em Austin, no Texas, são também muito promissoras. A corrida nos EUA será dia 18 de novembro, penúltima do calendário.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
SENNA ESPECIAL: GP JAPÃO, 1990
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McLaren deve trocar motor Mercedes por Honda
A McLaren usa motores Mercedes desde 1995, e desde então conquistou três títulos do Mundial de Pilotos e um de Construtores. Mas, a partir do ano que vem, a escuderia inglesa terá que pagar R$ 26 milhões para a fabricante alemã, que já conta com sua própria equipe no grid. Visando economizar e aproveitar a volta dos propulsores turbo prevista para 2014, o time de Woking poderá reeditar a parceria com a Honda, que fez sucesso nos tempos de Ayrton Senna, informa o site UOL.
A informação é do jornal inglês The Sun, que publicou a seguinte declaração de uma fonte da equipe: “Não há nenhuma chance de a McLaren continuar como cliente dos motores Mercedes”. Antes da montadora alemã lançar sua própria escuderia na Fórmula 1, o time inglês tinha a prioridade no fornecimento de motores.
Mas, com a taxa milionária que passará a ser cobrada no ano que vem, a McLaren já conversa com outros fabricantes, incluindo a Porsche. Mas as conversas mais avançadas são com a Honda, que saiu da categoria em 2008, mas já ajudou a equipe inglesa a conquistar quatro títulos entre 1988 e 1991, três deles com Ayrton Senna.
Diretor de desenvolvimento da Honda, Yoshiharu Yamamoto não descartou a volta da fabricante à Fórmula 1 quando a categoria promover a mudança de motores V8 para V6. No começo do mês, ele declarou: “Acompanho o regulamento, e se tivermos uma oportunidade, seria bom voltar”.
Como fornecedora de motores, a Honda tem cinco títulos de pilotos da Fórmula 1: três com Senna, um com Alain Prost em 1989 e outro com Nelson Piquet, pela Williams, em 1987. Como escuderia, nunca foi campeã. Após três temporadas mantendo sua própria equipe entre 2006 e 2008, a montadora japonesa decidiu encerrar suas atividades na categoria. Mas, em 2014, poderá estar de volta.
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Qual será a dupla de equipe da Williams em 2013?*
* Por Felipe Motta
Ontem uma entrevista de Toto Wolff me chamou a atenção. Ao site ESPNF1, o austríaco, que é diretor executivo da Williams, afirmou que a equipe tem muitas opções na mesa em relação aos pilotos de 2013 (aqui o link).
“Boas performances sempre ajudam e é a última corrida que conta. Mas no momento já vimos tudo e fizemos nossos julgamentos”, disse Wolff. Mesmo que ele em sua entrevista não diga nada de definitivo, fica claro que o cenário por lá está muito aberto.
O momento que a Williams vive é muito diferente do de 2011. E essas mudanças, claro, valorizam “seu passe”. Depois de míseros 5 pontos e uma perfomance que apenas superou a das nanicas, a Williams acertou com os motores Renault, fez um projeto bem feito e até corrida ganhou este ano.
No entanto, está claro que faltou da parte de seus pilotos (já falamos sobre o assunto e não vale repetir). A Williams precisou optar em 2012 nos pouco experientes Pastor Maldonado e Bruno Senna por seus patrocinadores, já que vivia/vive uma situação financeira delicada. Ainda assim, talvez com um piloto mais experiente ao lado de Maldonado ou Senna os resultados pudessem ser melhores. E assim, uma melhor classificação em Construtores também poderia ser melhor, o que aumentaria o valor recebido pela equipe.
De qualquer forma, o fato de estar com um carro melhor aumenta a perspectiva do time para 2013. Isso significa que seu cacife é outro e que a luta pelas vagas será ainda maior. Qualquer piloto pagante terá mais facilidade em conseguir verba com patrocinadores para um carro que até corrida venceu.
Atualmente, e isso é apenas uma impressão, não vejo Maldonado e Senna juntos na próxima temporada. Hoje me parece que o venezuelano tem vantagem, e Bruno precisaria conseguir uma reta final de campeonato impressionante (ele até falou sobre isso). Que fique claro, isso é uma impressão, e não uma informação.
Mas do que falou Wolff à ESPN o que mais “apita” no ouvido é o “já fizemos nossos julgamentos”. Parece que o time já sabe o que Pastor e Bruno podem render. Com as opções que o mercado parece oferecer, a briga será enorme!
Quem vocês acham que estará na Williams em 2013?
Ontem uma entrevista de Toto Wolff me chamou a atenção. Ao site ESPNF1, o austríaco, que é diretor executivo da Williams, afirmou que a equipe tem muitas opções na mesa em relação aos pilotos de 2013 (aqui o link).
“Boas performances sempre ajudam e é a última corrida que conta. Mas no momento já vimos tudo e fizemos nossos julgamentos”, disse Wolff. Mesmo que ele em sua entrevista não diga nada de definitivo, fica claro que o cenário por lá está muito aberto.
O momento que a Williams vive é muito diferente do de 2011. E essas mudanças, claro, valorizam “seu passe”. Depois de míseros 5 pontos e uma perfomance que apenas superou a das nanicas, a Williams acertou com os motores Renault, fez um projeto bem feito e até corrida ganhou este ano.
No entanto, está claro que faltou da parte de seus pilotos (já falamos sobre o assunto e não vale repetir). A Williams precisou optar em 2012 nos pouco experientes Pastor Maldonado e Bruno Senna por seus patrocinadores, já que vivia/vive uma situação financeira delicada. Ainda assim, talvez com um piloto mais experiente ao lado de Maldonado ou Senna os resultados pudessem ser melhores. E assim, uma melhor classificação em Construtores também poderia ser melhor, o que aumentaria o valor recebido pela equipe.
De qualquer forma, o fato de estar com um carro melhor aumenta a perspectiva do time para 2013. Isso significa que seu cacife é outro e que a luta pelas vagas será ainda maior. Qualquer piloto pagante terá mais facilidade em conseguir verba com patrocinadores para um carro que até corrida venceu.
Atualmente, e isso é apenas uma impressão, não vejo Maldonado e Senna juntos na próxima temporada. Hoje me parece que o venezuelano tem vantagem, e Bruno precisaria conseguir uma reta final de campeonato impressionante (ele até falou sobre isso). Que fique claro, isso é uma impressão, e não uma informação.
Mas do que falou Wolff à ESPN o que mais “apita” no ouvido é o “já fizemos nossos julgamentos”. Parece que o time já sabe o que Pastor e Bruno podem render. Com as opções que o mercado parece oferecer, a briga será enorme!
Quem vocês acham que estará na Williams em 2013?
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012
SENNA ESPECIAL: GP EUA, 1987
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Brasil pode ter três pilotos na Fórmula 1 em 2013*
* Por Lívio Oricchio
Felipe Massa já foi confirmado pela Ferrari. Bruno Senna negocia com a Williams a renovação do contrato, além de conversar com Force India. Apesar da temporada difícil, tem chances de prosseguir na competição. Mas nesse momento o piloto brasileiro mais perto de também garantir presença na Fórmula 1 em 2013 é Luiz Razia. Sua ótima temporada na GP2, vice-campeão com uma equipe que andava lá atrás nos últimos anos, Arden, e o apoio de patrocinadores, como é a regra, deverá formar nos grids em 2013.
Hoje Razia está em Paris, na festa da entrega dos prêmios da FIA. Mas dias 6 e 8 Razia vai testar o carro da Toro Rosso no ensaio de jovens pilotos em Abu Dabi, no circuito Yas Marina, dois dias apenas depois da 18.ª etapa do Mundial. A Toro Rosso deverá anunciar o teste em breve. As possibilidades maiores de Razia, no entanto, não estão na equipe satélite da Red Bull, mas na Marussia e na Force India. Christian Horner, diretor da Red Bull e proprietário da Arden, tem ajudado Razia a fazer os contatos com os times da Fórmula 1.
O piloto não confirma, mas sabe-se que na Marussia, hoje, depende apenas de Razia assinar o contrato para correr no lugar de Charles Pic. O francês realiza bom trabalho este ano e tenta ascender a um time mais estruturado. Na Force India há forte concorrência pela vaga de Nico Hulkenberg que, tudo indica, já assinou com a Sauber. O mexicano Steban Gutierrez, terceiro na GP2 este ano, e piloto reserva da Sauber, deverá ser confirmado pela escuderia suíça.
“Nós conversávamos com a Sauber também, mas nos últimos dias eles mudaram a postura, dizendo não ser mais possível. Dessa história entendo que eles já fecharam com seus dois pilotos”, disse-me Razia, hoje. Gutierrez pilotará para a Sauber no teste de Abu Dabi. Sua presença na Sauber garante a continuação do patrocínio da Telmex, empresa que apoiou Sergio Perez, já contratado pela McLaren, importante para o orçamento da equipe.
A disputa para ser o companheiro de Paul Di Resta na Force India é grande. Bruno Senna, Kamui Kobayashi, Charles Pic, Jules Bianchi, Giedo van der Garde são exemplos de pilotos interessados e com possibilidades de assinar com a organização de Vijay Mallya. E até mesmo há espaço para uma reviravolta no destino de Pastor Maldonado, que com o apoio da PDVSA, seu patrocinador, trocaria a Williams pela Force India.
Na Williams, apesar de quase todos na Fórmula 1 afirmarem que Valtteri Botas será titular em 2013, nada está definido. O mais provável é a permanência de Maldonado. Quanto ao outro piloto pode acontecer de tudo.
E não é de todo impossível que a Toro Rosso substitua um de seus pilotos, Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, embora o mais provável seja a renovação do contrato de ambos. A surpresa do ano passado, quando dia 15 de dezembro mandou embora Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi, sugere prudência ao abordarmos a Toro Rosso.
Quando a Fórmula 1 desembarcar em São Paulo, na última semana de novembro, muito provavelmente saberemos já quem vai correr por quem em 2013. E o Brasil que correu sério risco de não ter nenhum piloto no campeonato pode, de repente, contar com três representantes. O que seria ótimo.
Felipe Massa já foi confirmado pela Ferrari. Bruno Senna negocia com a Williams a renovação do contrato, além de conversar com Force India. Apesar da temporada difícil, tem chances de prosseguir na competição. Mas nesse momento o piloto brasileiro mais perto de também garantir presença na Fórmula 1 em 2013 é Luiz Razia. Sua ótima temporada na GP2, vice-campeão com uma equipe que andava lá atrás nos últimos anos, Arden, e o apoio de patrocinadores, como é a regra, deverá formar nos grids em 2013.
Hoje Razia está em Paris, na festa da entrega dos prêmios da FIA. Mas dias 6 e 8 Razia vai testar o carro da Toro Rosso no ensaio de jovens pilotos em Abu Dabi, no circuito Yas Marina, dois dias apenas depois da 18.ª etapa do Mundial. A Toro Rosso deverá anunciar o teste em breve. As possibilidades maiores de Razia, no entanto, não estão na equipe satélite da Red Bull, mas na Marussia e na Force India. Christian Horner, diretor da Red Bull e proprietário da Arden, tem ajudado Razia a fazer os contatos com os times da Fórmula 1.
O piloto não confirma, mas sabe-se que na Marussia, hoje, depende apenas de Razia assinar o contrato para correr no lugar de Charles Pic. O francês realiza bom trabalho este ano e tenta ascender a um time mais estruturado. Na Force India há forte concorrência pela vaga de Nico Hulkenberg que, tudo indica, já assinou com a Sauber. O mexicano Steban Gutierrez, terceiro na GP2 este ano, e piloto reserva da Sauber, deverá ser confirmado pela escuderia suíça.
“Nós conversávamos com a Sauber também, mas nos últimos dias eles mudaram a postura, dizendo não ser mais possível. Dessa história entendo que eles já fecharam com seus dois pilotos”, disse-me Razia, hoje. Gutierrez pilotará para a Sauber no teste de Abu Dabi. Sua presença na Sauber garante a continuação do patrocínio da Telmex, empresa que apoiou Sergio Perez, já contratado pela McLaren, importante para o orçamento da equipe.
A disputa para ser o companheiro de Paul Di Resta na Force India é grande. Bruno Senna, Kamui Kobayashi, Charles Pic, Jules Bianchi, Giedo van der Garde são exemplos de pilotos interessados e com possibilidades de assinar com a organização de Vijay Mallya. E até mesmo há espaço para uma reviravolta no destino de Pastor Maldonado, que com o apoio da PDVSA, seu patrocinador, trocaria a Williams pela Force India.
Na Williams, apesar de quase todos na Fórmula 1 afirmarem que Valtteri Botas será titular em 2013, nada está definido. O mais provável é a permanência de Maldonado. Quanto ao outro piloto pode acontecer de tudo.
E não é de todo impossível que a Toro Rosso substitua um de seus pilotos, Jean-Eric Vergne e Daniel Ricciardo, embora o mais provável seja a renovação do contrato de ambos. A surpresa do ano passado, quando dia 15 de dezembro mandou embora Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi, sugere prudência ao abordarmos a Toro Rosso.
Quando a Fórmula 1 desembarcar em São Paulo, na última semana de novembro, muito provavelmente saberemos já quem vai correr por quem em 2013. E o Brasil que correu sério risco de não ter nenhum piloto no campeonato pode, de repente, contar com três representantes. O que seria ótimo.
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