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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
VÍDEO: VEJA AS PRIMEIRAS VOLTAS NO CIRCUITO DE AUSTIN*
* Por Bruno Ferreira
No último domingo, o Circuito das Américas, na cidade de Austin, no Texas, foi oficialmente inaugurado. Para isso, Mario Andretti e Jérôme D’Ambrosio pilotaram carros de F1 pelo traçado de 5,472 km, que receberá, no mês que vem, o GP dos Estados Unidos.
E tanto o veterano americano quanto o belga elogiaram o traçado. “É tudo que eu esperava e mais. A pista é fenomenal”, comentou Andretti.
D’Ambrosio complementou: “É um traçado prazeroso, com dois pontos realmente bons para ultrapassagens, alguns ‘esses’ rápidos e longos. A primeira curva é bem especial e será interessante ver quando o pessoal chegar brigando por posição na corrida.”
Abaixo, você pode conferir a pista sob o ponto de vista de cada um dos dois pilotos. Qual sua opinião sobre o circuito?
No último domingo, o Circuito das Américas, na cidade de Austin, no Texas, foi oficialmente inaugurado. Para isso, Mario Andretti e Jérôme D’Ambrosio pilotaram carros de F1 pelo traçado de 5,472 km, que receberá, no mês que vem, o GP dos Estados Unidos.
E tanto o veterano americano quanto o belga elogiaram o traçado. “É tudo que eu esperava e mais. A pista é fenomenal”, comentou Andretti.
D’Ambrosio complementou: “É um traçado prazeroso, com dois pontos realmente bons para ultrapassagens, alguns ‘esses’ rápidos e longos. A primeira curva é bem especial e será interessante ver quando o pessoal chegar brigando por posição na corrida.”
Abaixo, você pode conferir a pista sob o ponto de vista de cada um dos dois pilotos. Qual sua opinião sobre o circuito?
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010
PILOTOS: MARIO ANDRETTI
Mario Gabrielle Andretti (28 de fevereiro de 1940, Montona d'Istria, Itália, que hoje é a cidade de Motovun, na Croácia) é uma das maiores lendas do automobilismo dos Estados Unidos, e um dos poucos pilotos americanos a obter sucesso também no exterior: foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1978.
A província de Istria, que estava sob domínio italiano desde a Primeira Guerra Mundial, foi anexada pela Iugoslávia após a Segunda Guerra Mundial e, como muitas outras famílias da região, os Andretti se exilaram em 1948. Na cidade italiana de Ancona, Mario teve seu primeiro contato com um carro de corridas - um Fórmula Júnior. A família partiu para os Estados Unidos em 1955. Conforme informação presente no The Official Andretti Family Website, foi então que Mario começou sua carreira automobilística - em 1959, aos 19 anos, Mario e seu irmão gêmeo Aldo prepararam um carro de stock car e começaram a disputar corridas em um circuito oval amador de terra batida que ficava quase no quintal de casa, na cidade de Nazareth. Logo nas quatro primeiras provas, cada um dos gêmeos obteve duas vitórias. Nos anos seguintes, ainda correndo em pistas de terra, Mario pilotou sprint cars e midgets.
Em 1964, Mario se naturalizou norte-americano, e no mesmo ano estreou no campeonato da USAC, uma categoria precursora da Fórmula Indy. Em 1965 obteve sua primeira vitória, no Hoosier Grand Prix, foi o terceiro colocado nas 500 Milhas de Indianápolis, e sagrou-se campeão da categoria. No ano seguinte foi campeão outra vez. A primeira (e única) vitória na prova mais tradicional do automobilismo mundial veio em 1969, ano em que também conquistou o tricampeonato.
O primeiro contato de Andretti com a Fórmula 1 foi em 1965, quando conheceu Colin Chapman, dono da equipe Lotus, que estava disputando as 500 Milhas de Indianápolis com o piloto escocês Jim Clark. O ítalo-americano revelou seu interesse em disputar a categoria maior do automobilismo mundial e ouviu de Chapman: "quando estiver pronto, me avise". Em 1968 Andretti considerou que estava pronto, e estreou na categoria fazendo a pole position para o Grande Prêmio dos Estados Unidos em Watkins Glen.
Durante alguns anos, Andretti manteve sua carreira concentrada nos Estados Unidos e disputou corridas de Fórmula 1 apenas esporadicamente com as equipes March, Lotus e Ferrari. Sua primeira vitória aconteceu na estréia com a equipe italiana, no Grande Prêmio da África do Sul de 1971. Só em 1975 Andretti finalmente disputou uma temporada inteira de Fórmula 1, pela equipe americana Parnelli --- ainda assim, faltou a duas corridas. Em 1976, após a desistência da equipe americana de disputar a Fórmula 1, Andretti assinou contrato com a Lotus e participou do desenvolvimento dos Lotus 78 e 79, os carros-asa, que lhe deram o título de 1978 com seis vitórias. A vitória do campeonato, porém, foi parcialmente ofuscada pela morte do companheiro de equipe de Mario, Ronnie Peterson, no Grande Prêmio da Itália.
Nos anos seguintes, Andretti não teve mais vitórias na Fórmula 1. Depois de dois anos de pouco desenvolvimento na Lotus, partiu para a equipe da Alfa Romeo em 1981 para mais uma temporada fracassada. Em 1982, disputou uma prova para a Williams depois que Carlos Reutemann abandonou a categoria abruptamente, e nas duas últimas provas do ano substituiu na Ferrari o francês Didier Pironi, seriamente ferido em um acidente nos treinos para o Grande Prêmio da Alemanha. No GP da Itália, fez a pole-position e terminou em terceiro lugar.
Sem maiores esperanças na Fórmula 1, Andretti voltou suas atenções para o campeonato de Fórmula Indy a partir de 1982 e em 1984 foi campeão pela quarta vez na categoria.
Desde a época dos circuitos de terra, Andretti adquiriu fama de ser rápido em qualquer categoria. Correndo com stock cars e esporte-protótipos, venceu as 12 Horas de Sebring em 1967, 1970 e 1972, ano em que também venceu as 24 Horas de Daytona.
Andretti disputou as 24 Horas de Le Mans em quatro décadas diferentes. Em 1966 e 1967 pilotou o lendário Ford GT40 mas não terminou a prova em nenhuma das ocasiões. Em outras sete tentativas após estas, foi o terceiro colocado em 1983 e segundo em 1995. A última aparição de Andretti nas 24 Horas de Le Mans foi em 2000, ao volante de um Panoz LMP-1 Roadster-S.
Apesar da vitória em 1969, Mario sempre colecionou decepções nas 500 Milhas de Indianápolis, prova que só conseguiu terminar cinco vezes. Em 1981, chegou a ser declarado vencedor após a desclassificação do primeiro colocado Bobby Unser por ultrapassagem sob bandeira amarela, mas a equipe Penske de Unser recorreu e, quatro meses depois, a desclassificação foi substituída por uma multa.
Em 1985 assumiu a liderança da prova quando o então líder Danny Sullivan rodou sozinho - mas, em manobra histórica, Sullivan conseguiu controlar o carro, trocou os pneus, e em poucas voltas retomou a liderança. Em 1992 Mario sofreu um grave acidente nas 500 Milhas que lhe quebrou os tornozelos.
Em 2003, fazendo um teste de pneus para a equipe de seu filho Michael durante os treinos para as 500 Milhas, aos 63 anos, Mario passou por cima de detritos do carro de Kenny Bräck, que acabara de bater, e isso fez seu carro levantar vôo a aproximadamente 360 km/h. O carro deu duas cambalhotas para trás e, por sorte, caiu com o assoalho no chão. Os ferimentos foram insignificantes, mas o susto foi enorme o suficiente para fazer Mario Andretti pendurar o capacete e se aposentar em definitivo como piloto.
Pioneiro de uma dinastia de pilotos, Mario hoje atua como um consultor eventual na equipe Andretti-Green de Fórmula Indy do seu filho Michael, que tem entre seus pilotos o filho de Michael, Marco. Também é vice-diretor de uma vinícola chamada "Andretti Winery" em Napa Valley, na Califórnia.
A província de Istria, que estava sob domínio italiano desde a Primeira Guerra Mundial, foi anexada pela Iugoslávia após a Segunda Guerra Mundial e, como muitas outras famílias da região, os Andretti se exilaram em 1948. Na cidade italiana de Ancona, Mario teve seu primeiro contato com um carro de corridas - um Fórmula Júnior. A família partiu para os Estados Unidos em 1955. Conforme informação presente no The Official Andretti Family Website, foi então que Mario começou sua carreira automobilística - em 1959, aos 19 anos, Mario e seu irmão gêmeo Aldo prepararam um carro de stock car e começaram a disputar corridas em um circuito oval amador de terra batida que ficava quase no quintal de casa, na cidade de Nazareth. Logo nas quatro primeiras provas, cada um dos gêmeos obteve duas vitórias. Nos anos seguintes, ainda correndo em pistas de terra, Mario pilotou sprint cars e midgets.
Em 1964, Mario se naturalizou norte-americano, e no mesmo ano estreou no campeonato da USAC, uma categoria precursora da Fórmula Indy. Em 1965 obteve sua primeira vitória, no Hoosier Grand Prix, foi o terceiro colocado nas 500 Milhas de Indianápolis, e sagrou-se campeão da categoria. No ano seguinte foi campeão outra vez. A primeira (e única) vitória na prova mais tradicional do automobilismo mundial veio em 1969, ano em que também conquistou o tricampeonato.
O primeiro contato de Andretti com a Fórmula 1 foi em 1965, quando conheceu Colin Chapman, dono da equipe Lotus, que estava disputando as 500 Milhas de Indianápolis com o piloto escocês Jim Clark. O ítalo-americano revelou seu interesse em disputar a categoria maior do automobilismo mundial e ouviu de Chapman: "quando estiver pronto, me avise". Em 1968 Andretti considerou que estava pronto, e estreou na categoria fazendo a pole position para o Grande Prêmio dos Estados Unidos em Watkins Glen.
Durante alguns anos, Andretti manteve sua carreira concentrada nos Estados Unidos e disputou corridas de Fórmula 1 apenas esporadicamente com as equipes March, Lotus e Ferrari. Sua primeira vitória aconteceu na estréia com a equipe italiana, no Grande Prêmio da África do Sul de 1971. Só em 1975 Andretti finalmente disputou uma temporada inteira de Fórmula 1, pela equipe americana Parnelli --- ainda assim, faltou a duas corridas. Em 1976, após a desistência da equipe americana de disputar a Fórmula 1, Andretti assinou contrato com a Lotus e participou do desenvolvimento dos Lotus 78 e 79, os carros-asa, que lhe deram o título de 1978 com seis vitórias. A vitória do campeonato, porém, foi parcialmente ofuscada pela morte do companheiro de equipe de Mario, Ronnie Peterson, no Grande Prêmio da Itália.
Nos anos seguintes, Andretti não teve mais vitórias na Fórmula 1. Depois de dois anos de pouco desenvolvimento na Lotus, partiu para a equipe da Alfa Romeo em 1981 para mais uma temporada fracassada. Em 1982, disputou uma prova para a Williams depois que Carlos Reutemann abandonou a categoria abruptamente, e nas duas últimas provas do ano substituiu na Ferrari o francês Didier Pironi, seriamente ferido em um acidente nos treinos para o Grande Prêmio da Alemanha. No GP da Itália, fez a pole-position e terminou em terceiro lugar.
Sem maiores esperanças na Fórmula 1, Andretti voltou suas atenções para o campeonato de Fórmula Indy a partir de 1982 e em 1984 foi campeão pela quarta vez na categoria.
Desde a época dos circuitos de terra, Andretti adquiriu fama de ser rápido em qualquer categoria. Correndo com stock cars e esporte-protótipos, venceu as 12 Horas de Sebring em 1967, 1970 e 1972, ano em que também venceu as 24 Horas de Daytona.
Andretti disputou as 24 Horas de Le Mans em quatro décadas diferentes. Em 1966 e 1967 pilotou o lendário Ford GT40 mas não terminou a prova em nenhuma das ocasiões. Em outras sete tentativas após estas, foi o terceiro colocado em 1983 e segundo em 1995. A última aparição de Andretti nas 24 Horas de Le Mans foi em 2000, ao volante de um Panoz LMP-1 Roadster-S.
Apesar da vitória em 1969, Mario sempre colecionou decepções nas 500 Milhas de Indianápolis, prova que só conseguiu terminar cinco vezes. Em 1981, chegou a ser declarado vencedor após a desclassificação do primeiro colocado Bobby Unser por ultrapassagem sob bandeira amarela, mas a equipe Penske de Unser recorreu e, quatro meses depois, a desclassificação foi substituída por uma multa.
Em 1985 assumiu a liderança da prova quando o então líder Danny Sullivan rodou sozinho - mas, em manobra histórica, Sullivan conseguiu controlar o carro, trocou os pneus, e em poucas voltas retomou a liderança. Em 1992 Mario sofreu um grave acidente nas 500 Milhas que lhe quebrou os tornozelos.
Em 2003, fazendo um teste de pneus para a equipe de seu filho Michael durante os treinos para as 500 Milhas, aos 63 anos, Mario passou por cima de detritos do carro de Kenny Bräck, que acabara de bater, e isso fez seu carro levantar vôo a aproximadamente 360 km/h. O carro deu duas cambalhotas para trás e, por sorte, caiu com o assoalho no chão. Os ferimentos foram insignificantes, mas o susto foi enorme o suficiente para fazer Mario Andretti pendurar o capacete e se aposentar em definitivo como piloto.
Pioneiro de uma dinastia de pilotos, Mario hoje atua como um consultor eventual na equipe Andretti-Green de Fórmula Indy do seu filho Michael, que tem entre seus pilotos o filho de Michael, Marco. Também é vice-diretor de uma vinícola chamada "Andretti Winery" em Napa Valley, na Califórnia.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
A corrida de dois mundos – “Indy” vs. F1*
* Por Rianov (retirado do site: www.motorpasion.com.br)
De vez em quando sempre aparece um sujeito perguntando: – Quem é mais rápido, um carro de Formula Indy ou um carro de Formula 1? Difícil responder certo? A resposta varia muito de época para época, e as duas categorias quase nunca compartilharam o mesmo traçado, mas sabia que uma corrida entre estes dois mundos já aconteceu?
Pois é, foi o Questor GP. Para este evento grandioso, foi usado o mais novo oval americano: o oval de Ontário. Situado a 40 km de Los Angeles, este super autódromo foi construído pela bagatela de 25 milhões de dólares, por um conglomerado americano.
O circuito oval, praticamente idêntico a Indianápolis, tinha um comprimento de 2,5 milhas, mas se somando o circuito interno que o autódromo possuía, a extensão chegava a 3,21 milhas. 140 mil pessoas lotariam as arquibancadas no dia 28 de Março de 1971 para prestigiar esta épica batalha.
A data foi um pequeno empecilho, pois em ambas as categorias, haveria uma corrida neste dia. Mesmo assim a F1 veio com um plantel fortíssimo, e os pilotos da USAC (antecessora da CART) pilotando carros da Formula A empurrados com motores de 5 litros.
Pela F1 as grandes equipes compareceram, como exemplo da Ferrari, Lotus e McLaren, inclusive com seus grandes pilotos, como Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Ronnie Peterson… No lado americano, grandes nomes vieram prestigiar o encontro: Mark Donohue, AJ. Foyt, Al Unser, Ron Grable entre outros.
A prova seria disputada em duas baterias, e o tempo agregado de ambas sinalizariam o vencedor. A movimentação em Ontário se deu a partir de 4ª feira, onde os carros já começavam a se familiarizar com a pista. Desde esta época, foi perceptível a diferença entre os F1 e os FA. Os carros europeus eram consistentemente mais rápidos.
Bateria 1
Como já era de se esperar, acompanhando os treinos não classificatórios dos dias anteriores, os carros e pilotos da F1 dominaram a classificação oficial para o grid de largada. Jackie Stewart andou forte com sua Tyrrell e pegou a ponta. A Matra de Chris Amon ficou em segundo a “um fio de cabelo” de Stewart. Ickx, de Ferrari, foi o 3º.
Como os F1 não estavam acostumados a correr com pressões e velocidades tão elevadas, alguns carros já demonstravam certa fragilidade com o passar das voltas. O caso que mais chamou a atenção foi o das BRM P163, pilotadas por Pedro Rodriguez e Jo Siffert. Apesar de serem bem rápidas, elas sofriam com rachaduras no suporte da suspensão traseira.
Mario Andretti e Henri Pescarolo ficaram um pouco mais para trás, pois preferiram poupar um pouco seus equipamentos. Pelo lado da USAC, Mark Donohue vinha fazendo milagres, com sua Lola consegue uma honrosa 8ª posição. Era o limite para os carros da Formula A.
Largada
Devido à falta de espaço para armazenagem de combustível dentro dos tanques dos F1, a corrida foi dividida em duas baterias. A largada foi no estilo “Indy”, com os carros sendo enfileirados atrás de um carro de segurança (que foi pilotado pelo ator James Garner, diga-se de passagem).
Logo na largada, uma sensacional ultrapassagem de Ickx “jantando” Amon e Stewart era presságio de uma corrida magnífica. Jo Siffert que largara em 8º, ganha algumas posições no início da prova, mas roda logo em seguida, abrindo um vão entre o pelotão da frente e o 2º, liderado por Donohue e Andretti.
Na frente, Stewart fazia de tudo para encostar em Ickx, até que conseguiu retomar a ponta quando o belga sofreu um furo de pneu. O azarado Chris Amon sofre o mesmo problema. Andretti, que conseguira se livrar de Donohue, parte para cima de Stewart.
Na parte de trás, muito iam quebrando. Os pilotos da USAC iam caindo um a um. Os da F1 estavam indo para o mesmo caminho, mas a Ferrari de Andretti continuava sedenta atrás do escocês.
Na volta 29 de 32, a multidão vai a loucura quando vê o “americano” Andretti passar Jackie. Stewart sofria com problemas nos freios e também com o calor. Donohue, que vinha fazendo bonito teve que reduzir com problemas na bomba de combustível.
Na primeira batalha, Andretti vence com Stewart em segundo. Bem longe, vem Jô Siffert. Donohue foi o melhor com os ‘FA cars’ terminando em 9º. Para a segunda bateria, as posições seriam mantidas, mas o tempo de diferença seria agregado posteriormente, para se manter uma real diferença.
Bateria 2
Respeitando-se a posição de chegada da bateria 1, Andretti parte na frente, mas logo os pneus Firestone entrariam em problemas em virtude do calor. Na saída de curva que antecede a reta principal, Stewart aproveita a ‘rabeada’ de Mario, pega o vácuo durante a reta e a curva 1, concluindo a ultrapassagem no início da parte mista.
A suspensão traseira de Stewart começou a apresentar avarias, mas com toda a sua experiência, ele começou a se concentrar mais e se acostumar com o novo estilo de direção.
Andretti já não mais o pressionava, e ele andava num ritmo bom, mas ela não aguentou. A suspensão traseira da Tyrrell começou a se partir perigosamente, e o escocês levantou (e muito) o pé, deixando a vitória livre novamente para Mario Andretti.
Amon foi o 3º passando muito próximo de Stewart. Ickx e Siffert vinham se bicando durante a parte final, tanto que se tocaram deixando livre o caminho para Pedro Rodriguez assumir a 4ª posição. O mexicano ainda anotou a volta mais rápida da corrida, com 1:42.777.
Nesta batalha entre Europa e America, Formula 1 contra USAC, os europeus da F1 se deram melhor, mas por ironia do destino, o ítalo-americano Mario Andretti foi quem deu as cartas.
Depois de sediar algumas etapas da Formula Indy e da Nascar, em 1980, por falta de patrocínios e afundado em dívidas, este elefante branco foi fechado, e em 81, foi demolido por completo, se tornando um lote vazio. Uma pena. Hoje o local é habitado e lá se encontra uma grande área comercial.
Ficou com vontade de ver vídeos? Pois então delicie-se com esse especial cobrindo o Questor GP de 71. A narração é do grande Jim Nettlenton. O agradecimento vai para tifosi27, por compartilhar esta raridade com a gente.
De vez em quando sempre aparece um sujeito perguntando: – Quem é mais rápido, um carro de Formula Indy ou um carro de Formula 1? Difícil responder certo? A resposta varia muito de época para época, e as duas categorias quase nunca compartilharam o mesmo traçado, mas sabia que uma corrida entre estes dois mundos já aconteceu?
Pois é, foi o Questor GP. Para este evento grandioso, foi usado o mais novo oval americano: o oval de Ontário. Situado a 40 km de Los Angeles, este super autódromo foi construído pela bagatela de 25 milhões de dólares, por um conglomerado americano.
O circuito oval, praticamente idêntico a Indianápolis, tinha um comprimento de 2,5 milhas, mas se somando o circuito interno que o autódromo possuía, a extensão chegava a 3,21 milhas. 140 mil pessoas lotariam as arquibancadas no dia 28 de Março de 1971 para prestigiar esta épica batalha.
A data foi um pequeno empecilho, pois em ambas as categorias, haveria uma corrida neste dia. Mesmo assim a F1 veio com um plantel fortíssimo, e os pilotos da USAC (antecessora da CART) pilotando carros da Formula A empurrados com motores de 5 litros.
Pela F1 as grandes equipes compareceram, como exemplo da Ferrari, Lotus e McLaren, inclusive com seus grandes pilotos, como Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Mario Andretti, Ronnie Peterson… No lado americano, grandes nomes vieram prestigiar o encontro: Mark Donohue, AJ. Foyt, Al Unser, Ron Grable entre outros.
A prova seria disputada em duas baterias, e o tempo agregado de ambas sinalizariam o vencedor. A movimentação em Ontário se deu a partir de 4ª feira, onde os carros já começavam a se familiarizar com a pista. Desde esta época, foi perceptível a diferença entre os F1 e os FA. Os carros europeus eram consistentemente mais rápidos.
Bateria 1
Como já era de se esperar, acompanhando os treinos não classificatórios dos dias anteriores, os carros e pilotos da F1 dominaram a classificação oficial para o grid de largada. Jackie Stewart andou forte com sua Tyrrell e pegou a ponta. A Matra de Chris Amon ficou em segundo a “um fio de cabelo” de Stewart. Ickx, de Ferrari, foi o 3º.
Como os F1 não estavam acostumados a correr com pressões e velocidades tão elevadas, alguns carros já demonstravam certa fragilidade com o passar das voltas. O caso que mais chamou a atenção foi o das BRM P163, pilotadas por Pedro Rodriguez e Jo Siffert. Apesar de serem bem rápidas, elas sofriam com rachaduras no suporte da suspensão traseira.
Mario Andretti e Henri Pescarolo ficaram um pouco mais para trás, pois preferiram poupar um pouco seus equipamentos. Pelo lado da USAC, Mark Donohue vinha fazendo milagres, com sua Lola consegue uma honrosa 8ª posição. Era o limite para os carros da Formula A.
Largada
Devido à falta de espaço para armazenagem de combustível dentro dos tanques dos F1, a corrida foi dividida em duas baterias. A largada foi no estilo “Indy”, com os carros sendo enfileirados atrás de um carro de segurança (que foi pilotado pelo ator James Garner, diga-se de passagem).
Logo na largada, uma sensacional ultrapassagem de Ickx “jantando” Amon e Stewart era presságio de uma corrida magnífica. Jo Siffert que largara em 8º, ganha algumas posições no início da prova, mas roda logo em seguida, abrindo um vão entre o pelotão da frente e o 2º, liderado por Donohue e Andretti.
Na frente, Stewart fazia de tudo para encostar em Ickx, até que conseguiu retomar a ponta quando o belga sofreu um furo de pneu. O azarado Chris Amon sofre o mesmo problema. Andretti, que conseguira se livrar de Donohue, parte para cima de Stewart.
Na parte de trás, muito iam quebrando. Os pilotos da USAC iam caindo um a um. Os da F1 estavam indo para o mesmo caminho, mas a Ferrari de Andretti continuava sedenta atrás do escocês.
Na volta 29 de 32, a multidão vai a loucura quando vê o “americano” Andretti passar Jackie. Stewart sofria com problemas nos freios e também com o calor. Donohue, que vinha fazendo bonito teve que reduzir com problemas na bomba de combustível.
Na primeira batalha, Andretti vence com Stewart em segundo. Bem longe, vem Jô Siffert. Donohue foi o melhor com os ‘FA cars’ terminando em 9º. Para a segunda bateria, as posições seriam mantidas, mas o tempo de diferença seria agregado posteriormente, para se manter uma real diferença.
Bateria 2
Respeitando-se a posição de chegada da bateria 1, Andretti parte na frente, mas logo os pneus Firestone entrariam em problemas em virtude do calor. Na saída de curva que antecede a reta principal, Stewart aproveita a ‘rabeada’ de Mario, pega o vácuo durante a reta e a curva 1, concluindo a ultrapassagem no início da parte mista.
A suspensão traseira de Stewart começou a apresentar avarias, mas com toda a sua experiência, ele começou a se concentrar mais e se acostumar com o novo estilo de direção.
Andretti já não mais o pressionava, e ele andava num ritmo bom, mas ela não aguentou. A suspensão traseira da Tyrrell começou a se partir perigosamente, e o escocês levantou (e muito) o pé, deixando a vitória livre novamente para Mario Andretti.
Amon foi o 3º passando muito próximo de Stewart. Ickx e Siffert vinham se bicando durante a parte final, tanto que se tocaram deixando livre o caminho para Pedro Rodriguez assumir a 4ª posição. O mexicano ainda anotou a volta mais rápida da corrida, com 1:42.777.
Nesta batalha entre Europa e America, Formula 1 contra USAC, os europeus da F1 se deram melhor, mas por ironia do destino, o ítalo-americano Mario Andretti foi quem deu as cartas.
Depois de sediar algumas etapas da Formula Indy e da Nascar, em 1980, por falta de patrocínios e afundado em dívidas, este elefante branco foi fechado, e em 81, foi demolido por completo, se tornando um lote vazio. Uma pena. Hoje o local é habitado e lá se encontra uma grande área comercial.
Ficou com vontade de ver vídeos? Pois então delicie-se com esse especial cobrindo o Questor GP de 71. A narração é do grande Jim Nettlenton. O agradecimento vai para tifosi27, por compartilhar esta raridade com a gente.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
RETROVISOR

27 de agosto de 1942
Nasce Tom Belso é um ex-automobilista. Categoria:Pilotos de Fórmula 1 da Dinamarca.

27 de agosto de 1954
Nasce Derek Warwick, piloto de F1 na década de 80
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