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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Lewis Hamilton, Niki Lauda e o foco*
* Por Rafael Lopes
Quem esperava um início de campeonato equilibrado e com surpresas após a radical mudança no regulamento técnico, quebrou a cara. O domínio na temporada apenas trocou de mão: saiu dos touros vermelhos da RBR e foi para as flechas de prata da Mercedes. A diferença é que a equipe alemã liberou seus dois pilotos livres para brigar pelas vitórias. O GP do Bahrein, em Sakhir, foi um grande exemplo disso. Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram o primeiro lugar ferrenhamente, curva a curva. E o inglês venceu defendendo a posição com maestria, mesmo com pneus piores com o alemão.
O domínio da Mercedes é absurdo: fez três dobradinhas em quatro provas, marcou todas as poles, venceu todas as corridas, liderou todas as voltas e fez as quatro melhores voltas. Domínio este visto poucas vezes na Fórmula 1. Só a Williams de 1992, a McLaren de 1988 e a Ferrari de 2004 conseguiram algo parecido na história recente da categoria. Na frieza dos pontos, a liderança é de Nico Rosberg com 79, quatro à frente do companheiro Lewis Hamilton. Contudo, o alemão só venceu o GP da Austrália, enquanto o inglês venceu as três provas seguintes, na Malásia, no Bahrein e na China. Ele só está atrás no campeonato porque seu motor abriu o bico em Melbourne e não o deixou marcar pontos.
Lewis Hamilton vence GP da China
Por tudo isso, é difícil não apontar Lewis Hamilton como o grande destaque do campeonato até agora. O inglês está voando, naquela que já é considerada a melhor fase de sua carreira. Em matéria de talento puro, talvez ele seja o piloto mais bem dotado da Fórmula 1. Um fato apontado até por seus concorrentes. Mas, então, por que Hamilton demorou tanto tempo para voltar à posição de favorito ao título? Em sua fase na McLaren após 2008, ele teve suas chances, mas as jogou pela janela após erros primários. No ano passado, já na Mercedes, o carro não ofereceu as condições ideais para lutar até o fim do campeonato.
Entretanto, quem acompanha Fórmula 1 sabe que há algo de diferente com Hamilton neste ano. O inglês parece mais focado, mais concentrado em seu trabalho dentro da pista. Há quanto tempo alguma fofoca envolvendo o piloto não aparece na mídia? Nos últimos anos, vimos as idas e vindas com a namorada cantora - e atual noiva - Nicole Scherzinger; o flerte com o show business e a aproximação com rappers americanos, inclusive os levando para as corridas; e até mesmo a chegada de dois cachorros, que Hamilton passou a levar para todas as corridas - e ganharam até credencial da F-1 de Bernie Ecclestone.
A chegada do austríaco Niki Lauda à equipe e o crescimento da importância do ex-piloto na estrutura - é o presidente não-executivo do time - têm participação decisiva nisso. Após a vitória de Hamilton na China, Lauda falou sobre a boa fase do piloto e de alguns conselhos dados ao inglês para esta temporada.
- A única coisa que talvez ele tenha negligenciado no passado foi o foco total na carreira. Ele estava trazendo os cachorros para a pista, tinha uma enorme quantidade de pessoas ao seu redor. Quando os cachorros ainda estavam lá, eu disse a ele para se concentrar apenas nele mesmo, largar a bagagem e se concentrar 120%. Agora ele está tendo o desempenho que se espera dele. Se o carro não tivesse quebrado em Melbourne, provavelmente teria vencido lá também - disse Lauda.
Um dos pilotos mais concentrados e frios de seu tempo, Lauda assumiu o desafio de trazer a atenção de Hamilton de volta às corridas de Fórmula 1. E pelos resultados que estamos vendo neste início de temporada, está dando certo. O inglês está pilotando como nunca e não está mostrando apenas sua habitual habilidade. Ele está pensando mais nas corridas, nas estratégias e sendo mais racional dentro da pista. Como recompensa, Lauda deu um grande presente a Hamilton após o triunfo na China: uma carona para a Europa em seu jatinho particular, um Bombardier Global 5000.
- Disse a ele: "se você vencer, vou te dar uma carona em meu avião para a Europa". Se ele não vencesse, voltaria em um voo comercial com o resto da equipe - contou.
O fato é que a aproximação de Lauda com Hamilton está dando muito certo e o inglês está extremamente concentrado neste ano. Justiça seja feita, aliás: o piloto inglês sempre demonstrou muito respeito com os velhos campeões da Fórmula 1. O carinho com o qual ele sempre tratou o bicampeão Emerson Fittipaldi merece destaque. Trabalhando ao lado de Lauda agora, Hamilton está aproveitando para evoluir. Ele está pilotando mais do que nunca neste ano. Mais até que no ano de seu único título da F-1, em 2008.
Se Hamilton continuar neste ritmo e com esta concentração, dificilmente o bicampeonato escapará de suas mãos no fim da temporada. É claro que Nico Rosberg, seu companheiro, ainda deverá crescer nesta temporada, principalmente por causa de sua regularidade. Mas quando a disputa é equilibrada, com dois carros em condições iguais, como é o caso da Mercedes, o talento sempre faz a diferença. E neste ponto, Hamilton está à frente de Rosberg. É só não perder o foco. E duvido que Lauda deixe isso acontecer.
Quem esperava um início de campeonato equilibrado e com surpresas após a radical mudança no regulamento técnico, quebrou a cara. O domínio na temporada apenas trocou de mão: saiu dos touros vermelhos da RBR e foi para as flechas de prata da Mercedes. A diferença é que a equipe alemã liberou seus dois pilotos livres para brigar pelas vitórias. O GP do Bahrein, em Sakhir, foi um grande exemplo disso. Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram o primeiro lugar ferrenhamente, curva a curva. E o inglês venceu defendendo a posição com maestria, mesmo com pneus piores com o alemão.
O domínio da Mercedes é absurdo: fez três dobradinhas em quatro provas, marcou todas as poles, venceu todas as corridas, liderou todas as voltas e fez as quatro melhores voltas. Domínio este visto poucas vezes na Fórmula 1. Só a Williams de 1992, a McLaren de 1988 e a Ferrari de 2004 conseguiram algo parecido na história recente da categoria. Na frieza dos pontos, a liderança é de Nico Rosberg com 79, quatro à frente do companheiro Lewis Hamilton. Contudo, o alemão só venceu o GP da Austrália, enquanto o inglês venceu as três provas seguintes, na Malásia, no Bahrein e na China. Ele só está atrás no campeonato porque seu motor abriu o bico em Melbourne e não o deixou marcar pontos.
Lewis Hamilton vence GP da China
Por tudo isso, é difícil não apontar Lewis Hamilton como o grande destaque do campeonato até agora. O inglês está voando, naquela que já é considerada a melhor fase de sua carreira. Em matéria de talento puro, talvez ele seja o piloto mais bem dotado da Fórmula 1. Um fato apontado até por seus concorrentes. Mas, então, por que Hamilton demorou tanto tempo para voltar à posição de favorito ao título? Em sua fase na McLaren após 2008, ele teve suas chances, mas as jogou pela janela após erros primários. No ano passado, já na Mercedes, o carro não ofereceu as condições ideais para lutar até o fim do campeonato.
Entretanto, quem acompanha Fórmula 1 sabe que há algo de diferente com Hamilton neste ano. O inglês parece mais focado, mais concentrado em seu trabalho dentro da pista. Há quanto tempo alguma fofoca envolvendo o piloto não aparece na mídia? Nos últimos anos, vimos as idas e vindas com a namorada cantora - e atual noiva - Nicole Scherzinger; o flerte com o show business e a aproximação com rappers americanos, inclusive os levando para as corridas; e até mesmo a chegada de dois cachorros, que Hamilton passou a levar para todas as corridas - e ganharam até credencial da F-1 de Bernie Ecclestone.
A chegada do austríaco Niki Lauda à equipe e o crescimento da importância do ex-piloto na estrutura - é o presidente não-executivo do time - têm participação decisiva nisso. Após a vitória de Hamilton na China, Lauda falou sobre a boa fase do piloto e de alguns conselhos dados ao inglês para esta temporada.
- A única coisa que talvez ele tenha negligenciado no passado foi o foco total na carreira. Ele estava trazendo os cachorros para a pista, tinha uma enorme quantidade de pessoas ao seu redor. Quando os cachorros ainda estavam lá, eu disse a ele para se concentrar apenas nele mesmo, largar a bagagem e se concentrar 120%. Agora ele está tendo o desempenho que se espera dele. Se o carro não tivesse quebrado em Melbourne, provavelmente teria vencido lá também - disse Lauda.
Um dos pilotos mais concentrados e frios de seu tempo, Lauda assumiu o desafio de trazer a atenção de Hamilton de volta às corridas de Fórmula 1. E pelos resultados que estamos vendo neste início de temporada, está dando certo. O inglês está pilotando como nunca e não está mostrando apenas sua habitual habilidade. Ele está pensando mais nas corridas, nas estratégias e sendo mais racional dentro da pista. Como recompensa, Lauda deu um grande presente a Hamilton após o triunfo na China: uma carona para a Europa em seu jatinho particular, um Bombardier Global 5000.
- Disse a ele: "se você vencer, vou te dar uma carona em meu avião para a Europa". Se ele não vencesse, voltaria em um voo comercial com o resto da equipe - contou.
O fato é que a aproximação de Lauda com Hamilton está dando muito certo e o inglês está extremamente concentrado neste ano. Justiça seja feita, aliás: o piloto inglês sempre demonstrou muito respeito com os velhos campeões da Fórmula 1. O carinho com o qual ele sempre tratou o bicampeão Emerson Fittipaldi merece destaque. Trabalhando ao lado de Lauda agora, Hamilton está aproveitando para evoluir. Ele está pilotando mais do que nunca neste ano. Mais até que no ano de seu único título da F-1, em 2008.
Se Hamilton continuar neste ritmo e com esta concentração, dificilmente o bicampeonato escapará de suas mãos no fim da temporada. É claro que Nico Rosberg, seu companheiro, ainda deverá crescer nesta temporada, principalmente por causa de sua regularidade. Mas quando a disputa é equilibrada, com dois carros em condições iguais, como é o caso da Mercedes, o talento sempre faz a diferença. E neste ponto, Hamilton está à frente de Rosberg. É só não perder o foco. E duvido que Lauda deixe isso acontecer.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
FOTO DO DIA: GP BRASIL, 1983
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1976
A abertura da temporada viu uma disputa bastante intensa pela pole, que ficou nas mãos de James Hunt, que venceu a briga com Lauda, Jarier, Regazzoni, Mass e Fittipaldi - que fazia sua estréia correndo com o carro da Copersucar-Fittipaldi. Outra novidade era a estréia do sistema de luzes na largada, aposentando a antiga bandeirada. Quem se deu melhor quando a luz verde se acendeu foi Regazzoni, que pulou de quarto para a liderança. Mas lá ficou apenas por nove voltas, quando foi ultrapassado por Lauda, que assumiu a ponta para não mais perdê-la. Fittipaldi não repetiu o bom desempenho dos treinos e ficou para trás na corrida, que foi marcada por muitos abandonos. Patrick Depailler e Tom Price completaram o pódio. Os outros dois brasileiros, José Carlos Pace, vencedor da corrida anterior, e Ingo Hoffmann, apenas brigaram por posições intermediárias.
Resultado final
1 - Niki Lauda - Ferrari
2 - Patrick Depailler - Tyrrell-Cosworth
3 - Tom Price - Shadow-Cosworth
4 - Hans-Joachim Stuck - March-Cosworth
5 - Jody Scheckter - Tyrrel-Cosworth
6 - Jochen Mass - McLaren-Cosworth
Pole-position - James Hunt - McLaren-Cosworth
Resultado final
1 - Niki Lauda - Ferrari
2 - Patrick Depailler - Tyrrell-Cosworth
3 - Tom Price - Shadow-Cosworth
4 - Hans-Joachim Stuck - March-Cosworth
5 - Jody Scheckter - Tyrrel-Cosworth
6 - Jochen Mass - McLaren-Cosworth
Pole-position - James Hunt - McLaren-Cosworth
Fonte: 4 Rodas
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sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
RETROVISOR
19 de agosto de 1954
Nasce Oscar Larrauri, piloto argentino de automobilismo
19 de agosto de 1973
José Carlos Pace sobe ao pódio pela primeira vez (GP da Áustria)

19 de agosto de 1975
Morre Mark Donahue piloto de Formula 1 norte-americano e também vencedor das 500 milhas de Indianápolis.
Niki Lauda vence o GP da Áustria

19 de agosto de 2001
Michael Schumacher vence o GP da Hungria e conquista seu quarto título mundial.
Bjus até a próxima...
Carolina Loliquarta-feira, 12 de agosto de 2009
E OS COMENTÁRIOS ROLAM SOLTO...
"Fez mais com o coração do que com a cabeça. [...] Ele é um cara com grande talento mas seu auge no automobilismo já aconteceu a alguns anos atrás.[...] Pegar um cara mais jovem da GP2 seria a decisão mais sensata." - Alex Zanardi em entrevista ao La Gazzetta dello Sport.
"Eu prefiro ao campeão, mesmo que aposentado, do que ao piloto mediocre, mesmo ele sendo jovem." - Luca di Montezemolo em entrevista ao La Stampa.
"Não importa quem pilote aquele carro, será pelo menos meio segundo mais lento que Michael Seria." - Niki Lauda em entrevista ao Bild.
"Verdade que a maior força é feita no pescoço, mas para mim tem mais aí do que um simples pescoço. [...] Por outro lado o Badoer é um grande cara e merece um lugar na Ferrari ha tempos..." Rubens Barrichelo em seu Twitter oficial.
E eu concordo em parte com os quatro. Concordo que foi mais com o coração do que com a cabeça, mas prefiro confiar em um campeão, e a não ser que fosse um piloto que está em atividade hoje na F1, qualquer um que pegar o carro vermelho, será mais lento que Michael. Só não sei se chega nos tais meio segundo. Mas, como já foi levantado aqui no blog, será que realmente foi só o pescoço? Ainda mais se tratando de Ferrari.
E vocês, o que acham?
"Eu prefiro ao campeão, mesmo que aposentado, do que ao piloto mediocre, mesmo ele sendo jovem." - Luca di Montezemolo em entrevista ao La Stampa.
"Não importa quem pilote aquele carro, será pelo menos meio segundo mais lento que Michael Seria." - Niki Lauda em entrevista ao Bild.
"Verdade que a maior força é feita no pescoço, mas para mim tem mais aí do que um simples pescoço. [...] Por outro lado o Badoer é um grande cara e merece um lugar na Ferrari ha tempos..." Rubens Barrichelo em seu Twitter oficial.
E eu concordo em parte com os quatro. Concordo que foi mais com o coração do que com a cabeça, mas prefiro confiar em um campeão, e a não ser que fosse um piloto que está em atividade hoje na F1, qualquer um que pegar o carro vermelho, será mais lento que Michael. Só não sei se chega nos tais meio segundo. Mas, como já foi levantado aqui no blog, será que realmente foi só o pescoço? Ainda mais se tratando de Ferrari.
E vocês, o que acham?
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terça-feira, 14 de abril de 2009
INSPIRAÇÃO?
Olhando o tão propalado Brabham de 1978, o carro exaustor, reparo que as semelhanças com o modelo 2009 são maiores do que só pelo seu "difusor" traseiro.
O sistema de suspensão dianteiro é muito parecido com o carro da Brawn, facilitando o fluxo de ar no carro, o que possibilita entradas de ar de refrigeração menores (como a própria Copersucar-Fittipaldi já havia feito em 1975).
E mais do que isso, a asa traseira, curta e longa em suas bases, é muito semelhante a que a Red Bull utiliza neste ano.

Inspirador, não?
O sistema de suspensão dianteiro é muito parecido com o carro da Brawn, facilitando o fluxo de ar no carro, o que possibilita entradas de ar de refrigeração menores (como a própria Copersucar-Fittipaldi já havia feito em 1975).
E mais do que isso, a asa traseira, curta e longa em suas bases, é muito semelhante a que a Red Bull utiliza neste ano.

Inspirador, não?
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
COLUNA DO ROQUE: EM MONACO EM 1975
Estávamos eu e um grupo de amigos, loucos por Fórmula 1 querendo novas emoções após o GP Brasil e a primeira dobradinha brasileira da história em Interlagos.
Devido ao milagre econômico vigente na época, após uma breve discussão entre possíveis destinos, chegamos a um consenso de onde iríamos gastar nosso rico dinheirinho: Mônaco.
Um mês antes, Marcos, Igor, Carolina e eu já preparávamos ansiosamente a viagem dos nossos sonhos, comprando passagens e reservando o hotel perto da curva Lewis.
Chegada a hora do embarque, camisas amarelas à postos, calças boca de sino vestidas rumo à Mônaco, onde nos encontraríamos com alguns pilotos brasileiros que estavam por lá para assistir a corrida.
Mal chegamos e o clima era totalmente diferente das demais corridas, faltava a festa de Interlagos, mas tinha um charme inconfundível. O glamour estava presente nos iates, nas lanças, no porto e a cada esquina.
Logo após encontramos Alex Dias Ribeiro que foi nos apresentar a pista, já fechada para o transito comum, mas aberta para um passeio de bicicleta. E de bicicleta lá fomos nós, percorrendo todos os pontos do circuito.
Na quinta feira os carros finalmente foram para a pista, pudemos assitir todas as emoções do restaurante que fica em frente a curva Lewis, feita em baixíssima velocidade, parecia que eles passariam reto, a cada nova freada.
O ronco dos motores, as freadas, as batidas, nada mais aguçava a vontade de estar um pouco mais além dos guardrails, de tocar nos carros, de fazer parte do circo todo, a alegria se misturava com a ansiedade.
Na sexta feira, o dia é monotonia para a F-1 e então, decidimos dar umas voltas, andando pelo túnel em direção aos S das Piscinas, ao chegarmos na rascasse, entramos nos boxes, lá longe José Carlos Pace conversava com Ingo Hoffman e Wilsinho Fittipaldi. Não perdemos tempo, fomos lá cumprimentá-los e, receptivos que são, nos mostraram alguns detalhes da pista e tudo mais.
Minutos depois, Emerson Fittipaldi se junta à turma e, com seu jeito característico de falar com as mãos, começa a explicar como é controlar um carro tão veloz nas estreitas ruas de Montecarlo.
Mas uma surpresa ainda nos restava, Emerson nos contou com exclusividade que correria de Coopersucar a partir do ano seguinte, para alegria de Wilsinho, cria e criador estaríam juntos.
Já era tarde, hora de ir embora, quando pudemos entrar nos boxes da equipe brasileira e ver como funcionava o FD-01, um dos carros mais lindos da história, Wilisinho fez questão de ligar os motores para ouvirmos o ronco do motor, só não pudemos entrar no carro.
A viagem dos sonhos estava perfeita, para ficar ainda melhor, só se um brasileiro ganhasse a corrida. Na sexta a noite, os festejos reais foram sem graças apesar dos bons champanhes servidos e de todos os pilotos participarem.
No sábado, os treinos começaram e a pole ficou com Niki Lauda e sua Ferrari relusente. Para a nossa alegria, Pace estava no pelotão da frente, seguido por Emerson, entre os 10 primeiros. Mas a tristeza ficou por conta da despedida de Graham Hill das pistas, ao não se classificar para o GP que o coroá-lo.
No domingo, chuva e a certeza de uma corrida emocionante, cheia de alternativas e alegrias. No final um resultado surpreendente. Lauda ganha, Emerson chega em segundo e Pace em terceiro.
Festa da torcida brasileira, festa com os brasileiros.
Horas depois era hora de voltar e relembrar, para sempre, essa aventura feita por quatro amigos...
Devido ao milagre econômico vigente na época, após uma breve discussão entre possíveis destinos, chegamos a um consenso de onde iríamos gastar nosso rico dinheirinho: Mônaco.
Um mês antes, Marcos, Igor, Carolina e eu já preparávamos ansiosamente a viagem dos nossos sonhos, comprando passagens e reservando o hotel perto da curva Lewis.
Chegada a hora do embarque, camisas amarelas à postos, calças boca de sino vestidas rumo à Mônaco, onde nos encontraríamos com alguns pilotos brasileiros que estavam por lá para assistir a corrida.
Mal chegamos e o clima era totalmente diferente das demais corridas, faltava a festa de Interlagos, mas tinha um charme inconfundível. O glamour estava presente nos iates, nas lanças, no porto e a cada esquina.
Logo após encontramos Alex Dias Ribeiro que foi nos apresentar a pista, já fechada para o transito comum, mas aberta para um passeio de bicicleta. E de bicicleta lá fomos nós, percorrendo todos os pontos do circuito.
Na quinta feira os carros finalmente foram para a pista, pudemos assitir todas as emoções do restaurante que fica em frente a curva Lewis, feita em baixíssima velocidade, parecia que eles passariam reto, a cada nova freada.
O ronco dos motores, as freadas, as batidas, nada mais aguçava a vontade de estar um pouco mais além dos guardrails, de tocar nos carros, de fazer parte do circo todo, a alegria se misturava com a ansiedade.
Na sexta feira, o dia é monotonia para a F-1 e então, decidimos dar umas voltas, andando pelo túnel em direção aos S das Piscinas, ao chegarmos na rascasse, entramos nos boxes, lá longe José Carlos Pace conversava com Ingo Hoffman e Wilsinho Fittipaldi. Não perdemos tempo, fomos lá cumprimentá-los e, receptivos que são, nos mostraram alguns detalhes da pista e tudo mais.
Minutos depois, Emerson Fittipaldi se junta à turma e, com seu jeito característico de falar com as mãos, começa a explicar como é controlar um carro tão veloz nas estreitas ruas de Montecarlo.
Mas uma surpresa ainda nos restava, Emerson nos contou com exclusividade que correria de Coopersucar a partir do ano seguinte, para alegria de Wilsinho, cria e criador estaríam juntos.
Já era tarde, hora de ir embora, quando pudemos entrar nos boxes da equipe brasileira e ver como funcionava o FD-01, um dos carros mais lindos da história, Wilisinho fez questão de ligar os motores para ouvirmos o ronco do motor, só não pudemos entrar no carro.
A viagem dos sonhos estava perfeita, para ficar ainda melhor, só se um brasileiro ganhasse a corrida. Na sexta a noite, os festejos reais foram sem graças apesar dos bons champanhes servidos e de todos os pilotos participarem.
No sábado, os treinos começaram e a pole ficou com Niki Lauda e sua Ferrari relusente. Para a nossa alegria, Pace estava no pelotão da frente, seguido por Emerson, entre os 10 primeiros. Mas a tristeza ficou por conta da despedida de Graham Hill das pistas, ao não se classificar para o GP que o coroá-lo.
No domingo, chuva e a certeza de uma corrida emocionante, cheia de alternativas e alegrias. No final um resultado surpreendente. Lauda ganha, Emerson chega em segundo e Pace em terceiro.
Festa da torcida brasileira, festa com os brasileiros.
Horas depois era hora de voltar e relembrar, para sempre, essa aventura feita por quatro amigos...
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