quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Iceman: "Entre o vintage, nacionalistas e campeões"

Rubens Barrichello


Amigos leitores, amantes do automobilismo, alguém mais, além de mim, também sente um clima vintage na F1 que se aproxima?
Caros, 2009 celebrou a entrada de carros “limpos”, sem apêndices aerodinâmicos e aparatos eletrônicos, asas traseiras altas e dianteiras grandes, aos eternos apaixonados pela “era dourada” da F1, um prato cheio, com carros que lembram a McLaren de Emerson Fittipaldi, a Ferrari de Gilles Villeneuve e a Renault de René Arnaux. Mas não é só isso. 2010 marca a volta da Lótus a categoria, marca a volta do sobrenome Senna, mantém no auge o de Rosberg, e pode trazer, também, vindo de um passado não tão distante, Michael Schumacher. Amigos, a temporada 2010 da ares de retrocesso, onde o piloto passa a ser valorizado mais do que o engenheiro, do que o projetista-chefe. Afinal de contas, alguém da glorias a Damon Hill pelo título de 1996, ou à Villeneuve em 1997? Todos nós, homens lembramos do nome de Adrian Newey, que hoje projeta os carros das latinhas de taurina. Newey, sim, venceu 96, 97, 98 e 99. Essa mudança de regulamento, falta de testes e aerodinâmica praticamente controlada pela FIA fez com que as equipes investissem mais nos donos de seus cockpits. A McLaren, vem com Hamilton e Button, os dois últimos campeões mundiais, a Ferrari veio com Alonso, bicampeão, a atual campeã Mercedes tenta trazer um hepta, e até a Red Bull, sensação de 2009, vem com um campeão em potencial, Vettel, e especula-se que já possuem um pré-contrato com Kimi Raikkonen, campeão de 2007. O cenário é tão irreal que Bernie e a sua turminha de carrascos do capitalismo e simpatizantes do show business estão rindo a toa, afinal quem não quererá assistir a quatro equipe grandes com quatro campeões em atividade nos seus cockpits? Quem não torcerá pelas brigas entre Hamilton e Schumacher? Alonso e Schumacher? Massa e Schumacher? É meu caros, a F1 2010 tem tudo para ser a melhor temporada de todos os tempos, assim como tinha a de 2009 que, em termos de emoção, deixou a desejar. Correndo por fora, mas ninguém mais desconsidera equipes emergentes, estão a Sauber do espólio da BMW, a Renault que vem com Robert Kubica, as novatas que podem surpreender, e a Williams de Barrichello.
Finalizando, meus caros leitores, analisando esse cenário cheio de surpresas e inovações, vi uma F1 mais condensada e ufanista. Sabemos que a Ferrari possui uma associação automática com a Itália, mas vemos a McLaren possuir um time de pilotos ingleses, bem como a Mercedes, caso confirme o retorno do rei, possuirá uma equipe de pilotos alemães. Espero que tenha sido um mero acaso, pois a F1 é muito mais do que um grupo de garagistas ufanistas. Deixemos isso para a falida A1GP.
E entre esse clima vintage, essas equipes nacionalista e essa constelação de campeões, espero que 2010 seja tão equilibrado quanto os três últimos anos.

2 comentários:

Marcos - Blog da GGOO disse...

Mais uma belíssima análise, Ice, muito bom.
Oxalá aconteça metade do que escreveu, já estará de bom tamanho!!

- IGOR! - disse...

2010 promete... todos nós esperamos que a próxima temporada seja sempre a melhor de todas!!!