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terça-feira, 19 de março de 2013

Finntastic!


Amigos leitores, amantes do automobilismo, a F1 romântica não existe há um bom tempo, mas a nova F1 é composta de politicagem até o pescoço. O esquemão Ferrari de gerir pilotos e crises parece que se alastrou para as demais equipes e poucos pilotos tem coragem (para não dizer colhões) para proferir uma ou outra frase de maior impacto como “nada mal para um segundo piloto” de Mark Webber em 2010, e que eu me lembre, só.

Só... até 2012 quando uma figura tida como ranzinza, fria e sem graça retorna a F1. Kimi era considerado como um dos pilotos mais inexpressivos da categoria. Não sorria, não tinha reações, não tinha tato com as pessoas, e o que os outros chamavam de antipatia, eu chamo de autenticidade. Afinal, não há nada de mais autêntico do que chupar um sorvete em plena expectativa de retorno da corrida no GP da Malásia, e o ápice foi o “Leave me alone, I know what I have to do” frase épica e que em tempos de F1 moderna, é impronunciável.

Raikkonen é uma daquelas pessoas que confia em seu taco, tanto que se não retornasse a F1 seria mais um ex-campeão. Mas ele está de volta e, acredite, o ser antipático e sem sal se tornou a maior atração da categoria em 2012. Ele roubou a cena, dentro e fora das pistas, dentro prova que a cada dia está melhor, ainda mais frio e calculista e dirigindo como nunca, fora, não mudou absolutamente nada, na verdade apenas uma coisa mudou, a equipe e a maneira como a equipe lida com seu piloto e com seus feitos “autênticos”.

Não sei como seria se os polidos Alonso, Massa ou Hamilton falasse isso ao seu mecânico, o gentleman Button certamente não falaria. Mas a Lotus deu uma demonstração de como o jeitão Raikkonen de ser pode ser tão bem aproveitado para a mídia. A equipe não é a Ferrari ou a McLaren que lida com mãos-de-ferro com os seus pilotos, e até a Red Bull não faz mais as peripécias de começo de categoria, ficou burocrática e relativamente sem sal. Lembro-me dos engraçados Redbulletins que animavam os paddocks e agora a descontração e quebra de gelo (sem nenhum tipo de associação) vem da Lotus e, principalmente, dele, o sisudo, mal-humorado, no smile, Kimi Raikkonen.

Portanto, amigos leitores, nada como conseguir ver oportunidade quando todos veem dificuldade. Afinal, uma hora você pode ver sapo, mas é só virar um pouquinho a cabeça, que pode ver cavalo.

E.T. Raikkonen fez uma corrida fantástica e Massa comprovou a boa fase, andando no ritmo esperado por um piloto Ferrari.
E.T.2 A McLaren sumiu.
E.T.3 A Marussia fez um carro justo pela primeira vez.
E.T.4 A Malásia é logo ali!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Iceman diz: Just GGOO



Amigos da velocidade, amantes do automobilismo, eu nunca escrevi sobre o setor G. Nunca dei meu relato sobre toda essa comunidade que se firmou em algo único. Mas, neste último dia 25 estava eu sentado sobre a primeira arquibancada do setor G quando olhei para baixo e vi uma galera relativamente grande, com as camisetas amarelas e seus respectivos Nicknames descritos nas camisetas.

Foram 6 anos para que eu visse como uma simples ação consegue mobilizar tanta gente. Pode parecer prepotente e desinteressante para alguns, mas me senti extremamente orgulhoso de poder ter feito e dizer ter feito isso. E como um bater de asas de uma borboleta pode movimentar um tornado no Japão, uma simples mensagem foi enviada via “Orkut” (em breve muitos nem saberão o que é isso) e movimentou tantas pessoas para Interlagos.

Nesses seis anos, amizades foram feitas, desfeitas, brigas foram criadas e reconciliadas, e o respeito mútuo entre todos que tinham, em muitas vezes, apenas uma coisa em comum, a paixão pelo automobilismo.Ao estar sentado no topo da arquibancada e vendo rostos que só vemos três dias no ano, me senti orgulhoso de ter gente que nem me conhecia, nem sabia quem eu era, nem sabia que estava sentado ali, olhando aquele mundaréu de gente. Muitos dos quais eu conheci me perguntavam se era o meu primeiro ano com a GGOO, ou seja, se eu era Aspira, logo eu, que no primeiro ano fui achincalhado de perguntas como: “Como é?” “Quando é?” “Que horas eu chego?” “Como eu faço para chegar?” “O que pode ir na mochila?”. E eu, como quase não brinco, disse que sim. E lá, sentado comigo mesmo, no cinismo da minha desenvoltura teatral fiquei feliz em ver como algo anda sozinho e que tudo precisa de um pequeno empurrão.

E em 2007 eu fui ao treino, e em 2008 eu estava fora do Brasil, e em 2009 eu fui ao treino, e em 2010, 2011 e em 2012, eu finalmente estive junto com vocês durante a fila e a corrida. Assim como Felipe Massa, dividindo em dois a minha participação na segunda metade foi sensacional, mas sensacional é ver a mobilização da galera que faz festa até embaixo de chuva.

Lembro que a minha motivação foi ter ido aos GPS de 2000, 2001, 2002, 2004 e 2006 com pessoas que não curtiam tanto a F1, e então decidi enviar uma simples mensagem no Orkut: “Vamos unir a galera do G?”. Deu nisso!

Fico feliz de ter realizado um sonho. Para todos os que me perguntaram e me perguntam, eu sempre disse que tinha apenas um sonho com a GGOO, que fosse um público seleto, que curtisse automobilismo, que estivesse ali pela paixão pelo esporte, que entendesse do esporte, não tecnicamente, mas como apaixonado. Que gostasse de festa, mas com educação e respeito. Que gostasse de conforto, mas não nestes três dias.

- Ao Presidente Marcos obrigado por unir essa galera que sempre parece mais unida! Você merece todos os elogios de um cara com um jeito incrível e uma generosidade ímpar!
- À primeira-dama, muito obrigado pela autenticidade. É divertida por natureza!
- Ao Igor que não tem tempo ruim e que vive intensamente o G!
- Ao Stik, que se empolga por demais e que protagonizou uma das cenas mais engraçadas da minha vida, narrou a corrida com um gravador, em pleno século XXI.
- Ao Roque que levou a brincadeira a sério e que eu lembro que reclamei até hoje sobre o primeiro post no blog sobre Rock, o qual eu disse para adicionar algo de automobilismo para justificar a postagem. Lembra Roque? Hoje é sucesso o Blog e o Roque!
- Ao Leonardo que é gente boa e divertido por demais!

E se me perguntarem hoje qual meu sonho com a GGOO, eu diria apenas uma coisa:

- O sonho foi realizado, continuem assim, sempre inovando, sempre buscando mais seguidores, mas sendo sempre seletos, sempre no caminho que foi traçado, com as coisas das quais acreditamos, prezando qualidade à quantidade e, assim sendo, sendo uma equipe sempre unida. Como os 300 de Esparta, o número não importa, mas sim a qualidade da galera envolvida!

E depois do primeiro ano, deixei as coisas para os demais presidentes, diretores e aspiras, afinal de contas, no primeiro ano foi tudo na minha lomba! Hora de aproveitar privilégios!!!

O sonho foi realizado, Just GO, digo, digo... Just GGOO!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Iceman diz: "Voltei!"

O Iceman voltou! Não, não este que vos fala utilizando este pseudônimo desde a estreia do homem de gelo pela Sauber. Estou, amigos leitores, falando, é claro, do Matias. Kimi-Matias Raikkonen, ou somente o Iceman,o piloto que me fez lembrar que a Fórmula 1 pode ser divertida.

Divertida? Sim, divertida! Divertida na espontaneidade do finlandês, que parece ser tão frio e mal humorado, que beira o divertido. Ou alguém esqueceu a famosa cena do sorvete de banho tomado no grande prêmio da Malásia, enquanto todos os outros competidores esperavam pelo óbvio (o cancelamento da prova, que parecia iminente), encharcados no cockpit de seus bólidos, esperando a hora passar.

Genuíno, espontâneo, verdadeiro. Ele consegue, do jeito dele, agradando ou não, ser isso, em um esporte onde politicagem é o nome do jogo.

Com ele nas pistas temos 6 campeões mundiais, mais um nome de peso para compor um grid recheado de estrelas e de uma geração jovem, simpática e feliz:
Seb campeão é a nova sensação com o jeito moleque, divertido e gente boa.
Button é o eterno boa praça, sempre simpático e bon vivant.
Hamilton é o queridinho dos arrojados de plantão e angaria fãs que depositam nele a certeza de uma boa corrida.
Alonso é preciso como um cirurgião e faz milagre com o carro, mas curiosamente só tecem elogios ao espanhol quem entende um pouco de automobilismo, em geral, é o Dick Vigarista da nova era.
Rosberguinho é a eterna promessa e começa a beirar a fama de Jean Alesi.
Massinha e Webber vivem em tempos de aridez e pouca esperança.
E Schumacher, que é lenda viva e ativa do esporte, mas perde prestígio a cada corrida mesmo melhorando gradativamente.

E o Iceman volta exatamente neste cenário em que tantos nomes são dignos de esperança e tantos prognósticos apontam para um campeonato excepcional. (do segundo colocado em diante).

E se o homem de gelo era espontâneo antes, imagina agora, quando não tem que provar nada para ninguém.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Iceman: "Odeio a Opinião da Massa"


Amigos leitores, amantes do automobilismo, diz-se que se você colocar uma rã em uma panela de água fria e for esquentando aos poucos, ele morrerá cozida, sem sentir que a temperatura está se elevando. Mas se você colocar a mesma rã em uma panela de água quente, ela pula. E todos nós pulamos.

Não estou aqui apenas para contrariar o que todos dizem, mas será que ninguém, em nenhum momento, se colocou no lugar de Felipe Massa desde domingo?

Em árduas conversas com todos os meus amigos que, conseqüentemente sabem da minha paixão por este esporte e me perguntaram sobre o ocorrido, minha resposta foi simples: “Imagine você trabalhando com alguém há quase 8 meses, dividindo toda uma estrutura e todo um projeto. Não importa o seu ramo de atuação, uma oficina mecânica, um escritório de advocacia, um departamento de marketing, enfim, imagina que você esteja brigando por um objetivo claro, ganhar. Agora imagine que você teve nove oportunidades e na maioria das vezes você sempre foi superado pelo seu companheiro de equipe, porque você está tendo alguns problemas de ambientação com o projeto. Sendo assim, o seu projeto está perdendo para outros projetos concorrentes e o seu chefe ou gestor pede que, neste momento onde você circunstancialmente está a frente de seu parceiro de trabalho, deixe-o levar as glórias, afinal somente com ele o projeto terá chances de dar certo. No próximo ano, nas próximas 19 tentativas de 2011 vocês terão novamente as mesmas condições de trabalho e se enfrentarão, mas dadas as circunstâncias e após análise fria de nossa cúpula, as chances que você tem de ser bem sucedido são remotas, quando as chances dele são de quase 50% a mais.” Esse meu amigo respondeu: “Eu nunca deixaria.” E minha resposta foi: “Espero nunca ter de trabalhar com você”.

As equipe de Fórmula 1 são grandes empresas, que geram milhões de dólares e empregam milhões de pessoas direta e indiretamente. As equipes precisam ter algo a seu favor para justificar seus patrocinadores, resultado. Equipes mais inexperientes deixam seus pilotos brigarem de forma até irracional. Webber e Vettel foram rechaçados pela imprensa internacional por não terem controlado o ímpeto de brigarem entre si. Disseram a quem quisesse ouvir que a Red Bull precisava de alguém que acalmasse os ânimos e que a equipe que tem uma superioridade na pista, perdia por não ter um pulso firme na direção. Disseram que isso não ocorreria na Ferrari e McLaren, por exemplo. Button e Hamilton, na mesma corrida, quase se atracaram, o motivo foi um defeito no rádio de Jenson que impediu de receber a maquiada ordem de equipe para poupar combustível e para de pressionar o seu companheiro Hamilton. A frase “tragam as crianças para casa” foi repetida pelo principal narrador brasileiro como referencia as flechas de prata que pararam a disputa e continuaram o 1-2 da equipe sem maiores danos. O que ocorreu no caso da Ferrari é que Massa deixou Alonso passar descaradamente. Se fosse uma manobra de corrida, um pit-stop, ou algo mais maquiado, tudo bem, ninguém se importaria com o caso, seria passada uma borracha em tudo isso e estaríamos discutindo sobre a falta de competitividade de Michael Schumacher ou o retorno dos carros vermelhos ao topo. Mas não, faltou a Ferrari um pouco mais de malícia nisso tudo. Foi tudo muito explícito, muito escancarado. Por isso, pulamos, pois assustamos com tamanha cara de pau da Ferrari em parecer que perdemos o nosso tempo durante 1h20 para assistir a uma corrida manipulada. Isso que nos revoltou. Ninguém se lembra de Felipe Massa fazendo um pit-stop mais longo para permitir que Kimi Raikkonen fosse campeão em 2007?!

Fiquei muito decepcionado na hora, porém, com sangue frio e análise racional, desculpem a sinceridade, mas qualquer um faria o mesmo.

Fiquem à vontade para jogarem as pedras.
Iceman 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Iceman: "No Rebolation"



Amigos leitores, amantes do automobilismo, vai ser dada a largada do GP do Bahrein de F1.
Não quero fazer análises de pré-temporada, nem bolão de site de automobilismo, quero apenas frisar que este ano é um ano atípico, assim como foi o de 2009, com novas regras, nova aerodinâmica, nova pontuação e agora, pilotos em equipes diferentes tendo que mostrar o seu valor.
Tem equipes novas se virando nos 30 para colocar o carro na pista, que o diga Bruno Senna e sua HTR sem pouco sentido e nenhum teste. Tem equipe penando por usar tecnologia nova e pagando os micos da ousadia e inovação, que o diga Lucas Di Grassi e sua Virgin que é bonita, simples e problemática. Tem equipe fazendo reverência com o chapéu dos outros e na pista teve piloto comparando o carro com modelos de 2003, mérito de Kovalainen e sua Lotus retrô, na pintura e no projeto. Tem campeão do mundo dividindo boxe com campeão do mundo e dividindo a torcida inglesa. Tem heptacampeão querendo ser octa e filho de campeão aceitando o desafio de bater um gênio. Tem recordista de participação sonhando em títulos e rebolando para que o carro possa se tornar um carro dos sonhos. Tem bicampeão se adaptando e rindo a toa e um vice-campeão tendo que provar a sua permanência. Tem revelação bebendo energético para ver se o carro continua dando asas e campeão capotando de Citroen com a cabeça em 2011.
Enfim, amigos leitores, amantes do automobilismo, tem muita gente tendo que provar muita coisa em 2010 e que vão ter que andar desde o primeiro GP da temporada, assim... como diria o poeta: "no rebolation, no rebolation, no rebolation".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Iceman: "Paixão, desilusão e amor."

GP Brasil 2007


Amigos leitores, amantes do automobilismo, há pouco tempo atrás estava em um curso de liderança com foco em resultados quando nos deparamos com a seguinte pergunta: "Como extrair o máximo do nosso funcionário?". Depois de uma acalorada discussão com direito até de uma exclusão do termo “extrair”, chegamos a três fases de como um funcionário olha a empresa: A paixão, a desilusão e o amor.

Nos últimos anos a Ferrari teve a dupla de pilotos Felipe Massa e Kimi Raikkonen, este último substituído em 2010 por Fernando Alonso. Pois bem. Ao me deparar com o cenário da equipe do cavalinho rampante coloquei esses três pilotos nos atuais degraus de liderança que falávamos.

Começando pelo ex-ferrarista finlandês, Raikkonen entrou e em sua primeira corrida venceu de ponta a ponta o GP de Melbourne, na Austrália, em 2007. A Ferrari teve pelo Iceman, que fora trazido da McLaren a peso de ouro, a paixão fugaz de que a escolha havia sido acertada, e foi. Em um campeonato de escândalos de espionagem e competitividade entre Raikkonen, Massa, Alonso e Hamilton, o homem de gelo levou a melhor, em uma virada histórica. Kimi Mathias Raikkonen foi campeão mundial pela Ferrari em 2007. A paixão, que os italianos muito gostam, havia nascido e esperava-se muito do sucessor de Hakkinen em 2008. E a paixão foi para o segundo estágio, a desilusão. Raikkonen teve problemas com a Ferrari 2008, e fora acusado, inúmeras vezes de estar sem foco nenhum no campeonato. De fato, houve alguns erros como em Mônaco e Spa-Francorchamps, mas acusá-lo de falta de comprometimento, acho um pouco demais. Coube a Massa brigar pelo título em 2008. E como em carro ruim não há redenção, Raikkonen deixou a F1 para enveredar o mundo do Rali, mas saiu com a cabeça erguida, com uma vitória impecável em Spa, que ninguém sabe como ele conseguiu fazer a Ferrari vencer.

Em seguida vamos falar sobre o piloto mais completo do grid, depois de Michael Schumacher, sim, Fernando Alonso das Astúrias deixa a capenga Renault e enfim volta a pilotar em uma equipe de ponta. Espera-se muito que Alonso coloque ordem na casa, já que muitos dizem que o título de Raikkonen foi circunstancial e que a administração ainda tinha resquícios do trio Schumacher, Brawn e Todt. A Ferrari perdeu o título para ela mesma em 2008, devido a enorme quantidade de erros que acabou tirando Felipe Massa da briga, e cabe ao bicampeão mundial Fernando Alonso, fazer as honras da casa. Curioso é que Alonso deu um salto de qualidade na Renault em 2003 e 2004 para ser campeão em 2005 e 2006, e deu um salto de qualidade na McLaren em 2007, visto que a mesma não obteve nenhuma vitória em 2006, depois deu um salto na mesma Renault em 2008, que teve duas vitórias nas quatro últimas corridas do ano. Em 2009 foi um fiasco, e a pergunta é, será que Fernandinho já sabia que iria para a Ferrari e parou de se preocupar com o projeto falido da Renault? Perguntas que só ele pode responder. Enfim, Fernando Alonso está no estágio de paixão ferrarista, que pode virar desilusão em 2010, e depois se tornar amor, como foi com Schumacher, apaixonado em 1996 e desiludido de 1997 a 1999.

Por fim, Felipe Massa, o brasileiro que chega a sua sexta temporada pela Ferrari tem pela frente mais um campeão mundial para dividir a equipe. Em circunstancias diferentes. Contra Schumacher, Massa era o jovem promissor que precisava amadurecer e aprender o máximo que podia sobre como estruturar e liderar uma equipe. Aprendeu e muito bem com Schumacher, fez da equipe uma família em 2005 e 2006, acostumou-se as vitórias, aos tropeços e aprendeu a ser politicamente correto. Quando Schumacher se aposentou seria a vez de Massa entrar no páreo por um título. Mas veio Kimi Raikkonen e roubou a cena, ganhando logo em sua corrida de estréia e venceu o campeonato. Mas nem tudo foi perdido, Massa disputou o título até a antepenúltima corrida, enfrentou o mimado Alonso com o famoso “Va Cagare”, ganhou a simpatia da torcida ferrarista e de quebra abriu caminho para que a Ferrari ganhasse o título de pilotos com Raikkonen deixando o mesmo ganhar o GP do Brasil. Caiu nas graças da torcida em um ano perdido. Em 2008, Massa teve sua chance real de título, chegando a última corrida em condições de vencer Lewis Hamilton, mais um ano perdido, mas mais um desfecho inesquecível para Massa, foi campeão por alguns segundos e perdeu o título diante de sua torcida e ergueu o troféu com lágrimas de herói, de lutador. Firmou ainda mais a sua condição de piloto apaixonado, bravo e guerreiro. Em 2009, quando tudo parecia rumar para um ano apático para ambos os pilotos da esquadra vermelha, eis que surge uma mola para que o mundo todo voltasse os olhos, mais uma vez, para o paulista de 27 anos. Massa foi afastado e ganhou novamente o carinho da torcida da Ferrari, e de quebra, dos apaixonados pelo automobilismo. Agora ele era um herói, um bravo, um guerreiro, e um tremendo sortudo. Virou papai e agora tem Fernando Alonso pela frente. Colocando Massa na tabela de liderança, ele passou pela paixão de 2005 a 2006, pela desilusão de 2007 a 2009, e agora devido a tantos acontecimentos em sua carreira, Felipe Massa é amado pela Ferrari. Conhece a todos, conversa com todos, tem um relacionamento excepcional com toda a equipe, com a imprensa, com jornalistas, chefes de equipe, enfim, é o famoso boa praça que conquistou a maior torcida de Fórmula 1 do planeta.

Se eu fosse apostar entre Massa e Alonso, apostaria Alonso, como apostei em Raikkonen nos dois anos, mas creio que Felipe Massa não ligará para a minha opinião, nem para a de ninguém, porque no final, Massa apostará em Massa e a sua autoconfiança e seu jeitinho “come quieto” conquistou o mundo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Iceman: "Anthem for the Year 2010"

Lucas Di Grassi

Amigos leitores, amantes do automobilismo, mais um ano chegando ao fim.

2009 foi um ano interessante em vários aspectos, positivos ou negativos. Em 2009 vimos nascer um campeão mundial que pareceu brilhante com seis vitórias em sete corridas, mas se tornou insosso visto a sua postura cautelosa “demais” como descreveram alguns jornalistas.

A verdade é que Button provou ser um ótimo piloto, não um ótimo acertador de carros, um ótimo piloto. Não errou em momento algum, teve apenas um abandono sem culpa, enfim, foi cerebral, firme e não deixou se abalar por nada. Ao final sentiu um “alívio”, por conquistar o título que nunca saiu de suas mãos. Kimi Raikkonen é culpado dessa agonia toda, desde seu título inesperado em 2007, o mundo ficou mais esperançoso, começou a crer em milagres, mas a verdade é que uma reviravolta como a do finlandês acontece apenas de 100 em 100 anos.

Vimos um brasileiro renascer das cinzas, ressurgir do limbo. Barrichello provou que ainda é rápido, mas ficou a sombra de seu companheiro. Fez, considerado por mim, mero blogueiro, sua melhor corrida no GP de Valencia. Ganhou no braço, com um carro inferior e uma estratégia perfeita. Parabéns Barrichello que calou a boca da crítica, pena que apenas na segunda metade. Embarca em um barco furado, a Williams, mas que, como a Brawn, ele espera que possa surpreender.

Vimos um brasileiro paralisar o mundo com um acidente inusitado que tomou proporções grandes, mas felizmente, tranqüilas. Ele provou que está de volta em grande estilo, Massa ganhou duas provas de kart e já treinou no bólido de 2007. E Nelsinho se afundou com um escândalo que queimou até a imagem do pai. Sobre Nelsinho, nada a falar, fica a vergonha, a esperança de redenção e como vontade particular de não vê-lo mais no grid.

Vimos um campeão provando que realmente consegue tirar leite de pedra, vencendo o GP de Spa com uma Ferrari que se arrastou durante o ano. Vimos um campeão vencer e se recuperar com uma McLaren que começou o ano pior que a Force India e Toro Rosso. Vimos um bicampeão quase ter a sua imagem queimada por uma farsa. Vimos um administrador de campeões ser banido. Vimos um potencial campeão surgir e fazer mais uma equipe vencer. Vimos um troca troca de cockpits. Vimos montadoras irem embora por medo de uma crise como pano de fundo. Vimos equipes garagistas e sem túnel de vento, colonizarem a nova F-1.

Campeões que vão embora, heptacampeão que volta, campeões que trocam de equipe, campeões que andam juntos, equipes nacionalistas.

2010 promete um ano diferente na Fórmula 1 que parece querer se reinventar das cinzas da história. Promete um ano de confrontos deveras esperado, por eles e por nós, amantes do automobilismo. Promete uma série de novidades e a mão-de-ferro de Jean Todt. Promete um ano feliz, competitivo e de muitas ultrapassagens. Promete um ano atípico pela pontuação ilusoriamente diferente. Promete...

Há tempos que a cada ano nossos votos se evaporam ao final da temporada. Que nosso ufanismo exacerbado fica evidente em Interlagos. Que nosso final de semana fica feliz, principalmente, com a interferência de São Pedro, do El Nino, do aquecimento global. Há tempos que a divisão de vitórias faz com que os números de pontos dos pilotos cheguem quase iguais ao final do ano, fazendo com que a última corrida seja espetacular, mas é apenas o clima criado pela mídia e pelo público, que torna a corrida tão especial como as últimas três de Interlagos, e que, com isso, deletam o ano sem ultrapassagens, sem brigas, sem o cerne da corrida de automóvel, a disputa na pista.

Espero um 2010 diferente. Espero carros mais bonitos do que esses simplistas exóticos, feios e sem design. Espero que disputas fiquem mais freqüentes e que haja um Brawn GP que faça frente à Ferrari, McLaren e Mercedes, que faça frente, não que vença tudo. Espero que haja novos Vettels e Buttons no grid.

Em 2010 fica uma torcida especial por um piloto que eu acreditei quando estava na Fórmula Renault, que torci muito na GP2, que torci muito, também, pela sua entrada na Renault antes da entrada de Piquet, e a quem considero um piloto muito talentoso. Di Grassi, parabéns pela vaga na Virgin e que tenha muito sucesso na F1.

Aos amigos da GGOO, obrigado pelo retorno e sei que todos queremos esse time com os melhores e mais qualificados. Números não são nada sem qualidade. Parceria não é nada sem responsabilidade. O exemplo vem e virá sempre de cima, sempre dos ícones. Aos amigos leitores, amantes do automobilismo, um feliz 2010. Adeus ano velho, adeus mesmice, adeus...

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Iceman: "O Campeão Voltou!"

Michael Schumacher e Ross Brawn
Amigos leitores, amantes do automobilismo, o campeão voltou. Não, não é o São Paulo, afinal esse voltou por pouco tempo. Falo do heptacampeão Michael Schumacher.

A sua contratação era iminente diante do alvoroço da imprensa e do silêncio das três partes envolvidas, o próprio piloto, a Mercedes e a Ferrari, que esboçou uma resposta por parte de Montezemolo e, bem, somente isso. A volta de Schumacher coloca quatro campeões na ativa, contando Hamilton, Button e Alonso, provando que o piloto é fator fundamental para que o carro seja vencedor.

Schumacher, ao assinar com a equipe da estrela de três pontas, assume um risco e um desafio enorme na sua carreira, não pode decepcionar, imaginar que Schumacher ande no pelotão intermediário é algo impensável. Perder para Rosberg, vergonhoso. Por isso ele corre atrás do prejuízo e parte para uma busca implacável atrás do tempo perdido.

Desse troca-troca, e adaptações, dois pilotos têm uma ligeira vantagem no inicio de temporada, Hamilton e Massa, que dão continuidade nos seus devidos trabalhos, porém os dois enfrentam paradas duríssimas. Hamilton, menos, afinal tem toda uma estrutura voltada para ele, porém Button não vai querer ser segundo piloto após ser campeão mundial. Já Massa tem uma missão ainda pior, vencer um bicampeão, que é considerado o homem que aposentou Schumacher.

2010 promete... e aproveite para comprar o ingresso do GP Brasil, com quatro brasileiros, 1 postulante ao título, Alonso na Ferrari, Schumacher na Mercedes, Button e Hamilton na McLaren, e mais três brasileiros podendo surpreender, R$ 400 é salgado, mas justo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Iceman: "Entre o vintage, nacionalistas e campeões"

Rubens Barrichello


Amigos leitores, amantes do automobilismo, alguém mais, além de mim, também sente um clima vintage na F1 que se aproxima?
Caros, 2009 celebrou a entrada de carros “limpos”, sem apêndices aerodinâmicos e aparatos eletrônicos, asas traseiras altas e dianteiras grandes, aos eternos apaixonados pela “era dourada” da F1, um prato cheio, com carros que lembram a McLaren de Emerson Fittipaldi, a Ferrari de Gilles Villeneuve e a Renault de René Arnaux. Mas não é só isso. 2010 marca a volta da Lótus a categoria, marca a volta do sobrenome Senna, mantém no auge o de Rosberg, e pode trazer, também, vindo de um passado não tão distante, Michael Schumacher. Amigos, a temporada 2010 da ares de retrocesso, onde o piloto passa a ser valorizado mais do que o engenheiro, do que o projetista-chefe. Afinal de contas, alguém da glorias a Damon Hill pelo título de 1996, ou à Villeneuve em 1997? Todos nós, homens lembramos do nome de Adrian Newey, que hoje projeta os carros das latinhas de taurina. Newey, sim, venceu 96, 97, 98 e 99. Essa mudança de regulamento, falta de testes e aerodinâmica praticamente controlada pela FIA fez com que as equipes investissem mais nos donos de seus cockpits. A McLaren, vem com Hamilton e Button, os dois últimos campeões mundiais, a Ferrari veio com Alonso, bicampeão, a atual campeã Mercedes tenta trazer um hepta, e até a Red Bull, sensação de 2009, vem com um campeão em potencial, Vettel, e especula-se que já possuem um pré-contrato com Kimi Raikkonen, campeão de 2007. O cenário é tão irreal que Bernie e a sua turminha de carrascos do capitalismo e simpatizantes do show business estão rindo a toa, afinal quem não quererá assistir a quatro equipe grandes com quatro campeões em atividade nos seus cockpits? Quem não torcerá pelas brigas entre Hamilton e Schumacher? Alonso e Schumacher? Massa e Schumacher? É meu caros, a F1 2010 tem tudo para ser a melhor temporada de todos os tempos, assim como tinha a de 2009 que, em termos de emoção, deixou a desejar. Correndo por fora, mas ninguém mais desconsidera equipes emergentes, estão a Sauber do espólio da BMW, a Renault que vem com Robert Kubica, as novatas que podem surpreender, e a Williams de Barrichello.
Finalizando, meus caros leitores, analisando esse cenário cheio de surpresas e inovações, vi uma F1 mais condensada e ufanista. Sabemos que a Ferrari possui uma associação automática com a Itália, mas vemos a McLaren possuir um time de pilotos ingleses, bem como a Mercedes, caso confirme o retorno do rei, possuirá uma equipe de pilotos alemães. Espero que tenha sido um mero acaso, pois a F1 é muito mais do que um grupo de garagistas ufanistas. Deixemos isso para a falida A1GP.
E entre esse clima vintage, essas equipes nacionalista e essa constelação de campeões, espero que 2010 seja tão equilibrado quanto os três últimos anos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Iceman "Nunca Julgue o Saco Pelas Frutas Podres"

GP Espanha 2006 - Vitória de Fernando Alonso (Renault)


Amigos leitores, tivemos nesta semana um caso extremamente chato e, infelizmente, altamente previsível de algo que aconteceria, mais cedo ou mais tarde, e acaba manchando a imagem de qualquer país. Alguns torcedores fanáticos pintaram seus rostos de preto e vestiram camisetas com os dizeres “Hamilton´s Familly”. Sim, uma afronta há algo que é combatido desde os tempos da escravidão. E ele seria criticado, é fato. Não estou, em hipótese alguma, culpando o próprio Hamilton, mas por ele foram levantadas algumas bandeiras, instigados por locutores fervorosos, como nosso próprio Galvão Bueno. Quantas vezes, nas transmissões da Rede Globo, você ouviu que “Hamilton é o primeiro negro na Formula 1”? Essa pequena frase não caracteriza racismo? Ser negro não seria apenas um detalhe? Não teria de ser tratado como um detalhe? Acho que temos que olhar todos os pontos de vista. Ser negro não muda o talento, a pilotagem, a trajetória. Sem menosprezar, mas Felipe Massa não dormiu em Motorhomes no começo da carreira? E o fato de ser branco, facilitou sua vida? Não teria de ser supervalorizado? Afinal, Hamilton é inglês, Massa é de um país subdesenvolvido, um latino. Vejam bem, escrevo com cautela porque não quero fazer nenhuma alusão nazista e/ou racista, e nem tirar a responsabilidade dos atos criminosos contra esse garoto. Mas o fato é que Hamilton foi supervalorizado por ser negro, e foi desvalorizado por alguns espanhóis. Não defendo a ação dos mesmos, acho doentia, digna de punição severa, afinal, é um garoto que lutou para chegar onde está, com aval de Ron Dennis ou sem aval de Ron Dennis, isto não desmerece em nada sua curta trajetória. Merece estar onde está. Tem talento de sobra, tem capacidade para se tornar um mito e como ele mesmo disse, já esperava por tais demonstrações de desafeto. É provado que essa é a pior demonstração para desmoralizar um adversário. Atos como os ocorridos na Espanha costumam fortalecer um esportista, tornando-o uma lenda, um mártir, como o próprio Tiger Woods. Basta a Hamilton levantar a bandeira contra o racismo, pois já ganhou a simpatia de muitos, mundo afora.
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Outro fato que chama a atenção é sobre como um fato isolado pode trazer tantos problemas para a imagem de uma nação. Culpar a Espanha por causa de quatro componentes é algo detestável, seria como culpar a Inglaterra pelos Hooligans. De fato a administração do autódromo ter deixado que tal fato acontecesse é digno de uma punição gravíssima, mas o povo espanhol não tem culpa da imbecilidade de quatro infelizes. Quantos jogadores negros atuam nos clubes espanhóis? Ronaldinho Gaúcho é branco? Eto´o é branco? Seedorf? Enfim, uma infinidade deles, são ídolos nacionais, internacionais.
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Culpar quatro espanhóis por racismo é muito correto, mas culpar a Espanha de ser racista, é um racismo maior.
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Portanto, precisamos punir os verdadeiros culpados, mas nunca julgar o saco inteiro pelas frutas podres.



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