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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Deu ruim*

* Por Rodrigo Mattar

A FIA confirmou ontem o calendário definitivo da nova Fórmula E, para carros monopostos elétricos. O Conselho Mundial da entidade cancelou a corrida que estava marcada para o Brasil e que aconteceria em 15 de novembro, num circuito de rua desenhado por Lucas Di Grassi e que aconteceria no Rio de Janeiro. A rapaziada do Grande Prêmio conta isso muito melhor aqui.

Na verdade, nem é a primeira vez que isso acontece. A entidade já tinha substituído a corrida nas ruas da capital carioca pelo balneário uruguaio de Punta del Este e depois ambas foram incluídas no calendário. Agora, parece que a retirada do Rio é definitiva.

É um vexame atrás do outro. Mas, pensando bem, se essa corrida fosse realizada mesmo, estaria aberto o precedente para o Rio de Janeiro nunca mais sonhar em ter autódromo, já que Jacarepaguá, bem… vocês sabem.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Agora é que não sai mesmo…*

* Por Rodrigo Mattar


Bom dia, leitores e leitoras. Acabo de ver uma postagem de Michel Castellar no blog do referido jornalista que está na página do Lance!. Muito bem: e nessa postagem, está sacramentado o seguinte: o Estado do Rio de Janeiro tira o corpo fora na questão do Parque Olímpico de Deodoro – e também do pretenso Autódromo, que seria construído para substituir as impiedosamente destruídas instalações de Jacarepaguá.

O governo federal é quem deveria fazer isso, a princípio, segundo o texto de Michel Castellar. Mas após um acordo (e acordos aqui costumam NÃO ser cumpridos), a União pagaria a conta e o Estado seria responsável pela construção das instalações.

Agora, tudo passa às mãos… da prefeitura! A mesma prefeitura que botou abaixo o Autódromo de Jacarepaguá.

Vocês acreditam mesmo que o Rio vai ter automobilismo de novo?

Nas mãos dessa prefeitura? Agora é que Deodoro não sai mesmo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

domingo, 10 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ferrari no Rio*

* Por Fábio Seixas


Os cariocas fãs de F-1 poderão matar (um pouco) a saudade daquele ronco de motor.

O Grupo Petrópolis, que patrocina a Ferrari com seu energético, TNT,  vai promover uma exibição no dia 10 de março.

O carro, a Ferrari de 2010, terceira colocada naquele Mundial de Construtores. O palco será um circuito de 2,8 km montado no Aterro do Flamengo. Os “boxes” e o “paddock” serão no Monumento aos Pracinhas.

Ao volante, Massa, que sairá do Rio direto para Melbourne.

Um programa bacana, mesmo para aqueles que adoram uma praia.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Porque NÃO acredito em Deodoro…*

* Por Rodrigo Mattar


Neste país sem memória chamado Brasil, o Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, com mais de 35 anos de funcionamento, afora a antiga pista que existiu de 1966 até 1972/73, mais ou menos, virou pó por conta da especulação imobiliária fortíssima naquela região do circuito, em que pese o fato do terreno ser o chamado “Parque Olímpico” para os jogos de 2016, sobre os quais NUNCA fui contra. Eu sempre fui contra a destruição de Jacarepaguá. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, é bom lembrar.

Enfim… o mal já está feito e, nesta sexta-feira, em cerimônia que contou com a presença do ministro dos Esportes Aldo Rebelo e com Eduardo Paes, prefeito reeleito do Rio de Janeiro, foi oficializada a “cessão” do terreno para a construção do “novo” Autódromo do Rio de Janeiro.

O leitor deve perguntar: por que a palavra novo entre aspas, caro blogueiro?

Simples assim… porque mais que o Rio de Janeiro mereça ter uma pista, não importando o lugar, se na capital ou fora dela, eu DUVIDO que Deodoro saia do papel.

O terreno de mais de 2 milhões de metros quadrados, para começar, é minado. Desde julho, aliás, nós todos já sabíamos disso. Ele terá que ser “descontaminado” porque existem explosivos não detonados enterrados no solo, para os trabalhos começarem. Imaginem quanto tempo isto pode demorar…

Afora que mostraram, para a imprensa, um projeto de pista que está definitivamente longe do ideal para receber os eventos que o prefeito, bravateador como ele só, garantiu que vai “tirar” de São Paulo, como a Fórmula 1 e outras corridas que não citou. Engraçado né… tínhamos uma pista onde bastava um “tapinha” no miolo norte, o traçado ficaria com bons 4,2 km e teríamos corridas como a do Mundial de Endurance em Jacarepaguá. Agora querem “trazer” a Fórmula 1 de volta ao Rio depois de mais de 20 anos?

Não, eu não caio nessa.

Esperar o que de uma prefeitura que não cumpriu um acordo lavrado na justiça, que previa PRIMEIRO a construção de um novo circuito antes da demolição do atual, se era esta a intenção? E o que dizer do Ministério Público do Rio de Janeiro, que se CALOU diante do crime cometido contra Jacarepaguá?

Esperar o que dos inapetentes dirigentes do nosso automobilismo?

Esperar o que do ministério do Esporte, que nunca fez nada pelos automobilistas e por quem depende dele?

Campeonato Carioca de Automobilismo no Mega Space? Em Minas?

Não caio nessa, também. E nem as equipes e pilotos.

Chega de factoides, contos do vigário, histórias da carochinha, coelhinho da páscoa e saci pererê…

Fazer todo mundo que depende do esporte esperar até 2015 por uma nova pista? Se é que essa pista de Deodoro sairá um dia do papel?

Quero que alguém me convença, com justeza de argumentos e sobretudo com garantias, que é possível acreditar neste projeto. Porque, por enquanto, eu não acredito.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

AUTÓDROMO DO RIO: TERRENO TEM ATÉ MINAS!


O terreno em Deodoro cedido pelo Ministério da Defesa ao Ministério do Esporte para construir o novo autódromo do Rio era este ano um campo de instrução militar onde, desde 1950, soldados aprenderam a manusear minas e granadas de mão e de bocal e dar tiros de rojão, entre outras atividades. Por isso, não está descartado que, no local, desativado há poucas semanas, haja explosivos não detonados. Segundo informou ao GLOBO o Comando Militar do Leste (CML), o uso civil da área exigirá a descontaminação prévia. As informações surpreenderam o governo do estado, que, em acordo intergovernamental para projetos ligados aos Jogos de 2016, assumiu em maio a responsabilidade de gerenciar as obras do novo complexo. No acordo, a União se compromete a repassar os recursos.


Área interditada para perícia
De acordo com ofício encaminhado pelo 1º Comando da Divisão do Exército ao Ministério Público estadual, o terreno é o mesmo onde, no dia 21 de junho passado, um militar da Escola de Sargentos de Logística morreu e outros dez ficaram feridos após uma explosão num acampamento até hoje não esclarecida. O MP queria que o Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico fizesse uma avaliação da biodiversidade da área, mas isso não foi possível. Segundo o Exército, o acesso ao local está proibido desde então porque uma perícia técnica está em andamento. O inquérito policial-militar (IPM) que investiga o acidente ainda não foi concluído.

— Outras explosões já ocorreram no mesmo local no passado. A construção do autódromo naquela área extrapola a discussão ambiental. A liberação dessa área deve ser analisada com muito rigor, não só do ponto de vista ambiental, mas de segurança — disse a promotora Rosani da Cunha Gomes, que instaurou inquérito no MP para acompanhar o caso.

Até então, o MP investigava apenas possíveis danos ambientais que a construção do autódromo poderia ocasionar e chegou a recomendar que as licenças de obras não fossem emitidas. A região conta com espécimes de Mata Atlântica raros e em extinção, como jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra) e a Mollienedia glabra.

O Ministério do Esporte não quis não comentar o caso. O secretário-chefe da Casa Civil do governo do estado, Régis Fichtner, que negocia a realização do projeto com a União, admitiu em nota não saber que houve manuseio de explosivos no local. O subsecretário estadual do Ambiente, Luiz Firmino, acrescentou que a informação também não constava dos estudos técnicos sobre a área encaminhados pelo Ministério do Esporte ao governo do estado no ano passado. O documento foi analisado pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) e acabou servindo de base para a concessão da licença prévia para o projeto.

— Se essa informação constasse do documento, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) incluiria uma orientação sobre a necessidade de descontaminação. Mas claro que vamos exigir isso na fase de concessão de licença — disse Firmino.

A notícia surpreendeu também o diretor jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Felippe Zeraik. A entidade negociou um cronograma de obras em Deodoro com a prefeitura e o governo do estado para tentar reduzir os prejuízos de pilotos e quipes com o fechamento do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá. O velho autódromo será fechado até o fim do ano para acelerar as obras que vão transformar a área no futuro Parque Olímpico. Em 2016, 15 modalidades serão disputadas no local.

— Se isso for verdade, é literalmente uma bomba para o automobilismo. Nós esperávamos que as obras fossem licitadas em dezembro. Vou solicitar os documentos ao MP. Se houver riscos para o automobilismo, podemos ter que recorrer à Justiça para retardar o fechamento do Nelson Piquet — disse Zeraik.

O representante da Federação das Associações de Moradores do Rio (Fam-Rio) no Conselho Municipal do Meio Ambiente, Abílio Tozini, acrescentou que os problemas identificados reforçam o pedido da sociedade civil para que os governos encontrem uma outra área para construir o novo autódromo, de modo que o impacto ambiental seja menor. A sugestão da Fam-Rio é que ele seja instalado no campo de instruções de Gericinó, vizinho ao terreno escolhido pelos governos, e que está mais devastado.
— Nos dois casos, o terreno terá que ser descontaminado. A diferença é que ao menos o Campo de Gericinó está desmatado. Isso reduziria os danos ambientais — disse Abílio.

O diretor Jurídico da CBA, Felippe Zeraik, porém, observa que os governos não dispõem de uma área alternativa para construir o novo autódromo.

Para o vice-governador Luiz Fernando Pezão, a hipótese de haver explosivos não detonados ocultos nas matas do Camboatá é um argumento favorável para licenciar o projeto.

— O projeto ainda não está comigo. Mas foi uma surpresa saber dessa situação. Acho que será um argumento forte para superar as barrerias ambientais. Se pode ter explosivos, a área terá que ser limpa. E olha que de problema ambiental eu entendo: vide as pererecas que obrigaram a construção de um novo viaduto do Arco Metropolitano e a espécie de tatu de um olho só que criou problemas para concluir uma estrada em Paraty.


terça-feira, 17 de julho de 2012

Galvão lamenta fim do autódromo carioca *

* Por Galvão Bueno 

Em texto especial, narrador da TV Globo questiona: 'Será que para construir nova história é preciso destruir outra?'  

Uma prova muito especial e carregada de emoções, essa da Stock Car neste domingo, em Jacarepaguá, no autódromo Nelson Piquet. Legal a vitória de Allam Khodair, o japinha voador, de quem eu gosto muito. Mas bom mesmo foi o pai ver Popó Bueno voltar aos pontos "carregando" um carro complicado e, principalmente, curtir uma reação fulminante de Cacá Bueno, largando em 30º e protagonizando grandes duelos até chegar em oitavo e assumir a ponta do campeonato.

Mas Jacarepaguá, hoje, foi muito mais que uma simples corrida. Desde sábado, quando Cacá marcou a pole, depois cancelada, não esqueço das declarações dele, carregadas de sentimento. A foto a que ele se refere como a primeira dele em um autódromo, ao lado de Ayrton Senna, claro que me lembro bem. Fui eu quem a bateu. Ele tinha sete anos, e o levei para ver os testes de pneus da Fórmula 1. Lembro-me como os olhos dele brilharam, mas duvido que ali ele pudesse imaginar que seria hoje quem é. 

Um grande piloto e um grande ser humano, capaz de, com poucas palavras, definir tão bem e de forma tão corajosa o que todos nós sentimos hoje. Ele me fez viajar no tempo e me lembrar como ele, Cacá, e o irmão Popó foram criados. Como ele mesmo disse, ali atrás da Curva Sul, a das grandes ultrapassagens na Fórmula 1, no Kartódromo de Jacarepaguá que um dia alguém resolveu destruir. Fez-me lembrar como a mãe deles, Lúcia, e eu os levávamos e por eles torcíamos com os corações quase parando. Fez-me lembrar muito mais. Como eles começaram com os carros naquele santo asfalto. 

Como em 2000, quando em um domingo chuvoso, o Popó, com uma corrida de antecipação, virava campeão brasileiro, vencendo na Fórmula Chevrolet, a principal categoria de monopostos do país. Fez-me lembrar de uma façanha histórica de Cacá, já nem me lembro o ano, quando ele, ainda na Stock Ligth, que corria junto com os Stock Cars, venceu e bateu os grandes Ingo Hoffman, Paulo Gomes e Chico Serra. Ou então quando eu transmiti uma única vez uma vitória dele na Stock. Era dia dos pais, imaginem, e o carro dele trazia na grade dianteira a frase: "Feliz dia dos pais". 

Fiquei tão contido que o Reginaldo Leme, muito mais empolgado que eu, parecia o verdadeiro pai. Também foi lá que fiz meu primeiro Grande Premio do Brasil na Rede Globo, em 1982, e a estreia de Senna na Fórmula 1, em 1984. As vitórias de Alan Prost, o Rei do Rio, e a incrível dobradinha de Nelson Piquet e Ayrton Senna. Tudo isso em Jacarepaguá. Agora vejo como essa pista foi importante para a minha família. Imaginem, então, o que devem estar sentindo hoje os pais de família que tiram seu sustento do automobilismo carioca... 

Sei que a primeira parte destruída deu lugar a instalações do Pan, e agora tudo vai abaixo para instalações olímpicas. Mas pergunto: será que tinha que ser alí? Não poderia ser ao lado? Em qualquer outro lugar desta Cidade Maravilhosa? Será que para construir uma nova história é preciso destruir outra? Será que alguma autoridade política ou esportiva poderia me responder?

segunda-feira, 2 de abril de 2012

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CBA pede impugnação de obra do Parque Olímpico em Jacarepaguá *



* Fonte: site globoesporte.com

O Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) pediu a impugnação do edital de construção do Parque Olímpico no Rio de Janeiro. A obra, essencial para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, será realizada no terreno do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá. Segundo a entidade, a publicação do edital fere o convênio firmado entre a União, a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a CBA.

Segundo o processo administrativo 14/200.608/2007, o local foi desapropriado e decretado como de utilidade pública pela Administração Pública através do decreto E 5672/72 com a finalidade da construção do circuito. O uso da área para a construção de um Parque Olímpico está condicionado à construção e entrega de um novo autódromo de padrão internacional. Segundo Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, a entidade vai brigar para que o Rio de Janeiro não fique sem a pista.

- Não somos contra a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos no País, mas não concordamos em fazer com o que o automobilismo pague um preço tão alto e inaceitável para que isso aconteça. Nem tampouco que acordos firmados por cavalheiros, governos e representações esportivas sejam ignorados solenemente - disse Pinteiro.

Segundo o acordo registrado na 6ª Vara da Fazenda Pública sob o número 2006.001.031670-0, o município do Rio de Janeiro se obrigou a recuperar o autódromo de Jacarepaguá e construir uma nova pista que pudesse sediar provas esportivas internacionais, inclusive GPs de Fórmula 1. O início das obras deveria acontecer até junho de 2008 e, em caso de atraso, seria cobrada multa diária de R$ 1.000. Elas deveriam ser executadas em 14 meses.

Nesse período ocorreram negociações entre a CBA, o Poder Público e organismos ligados à candidatura do Rio à sede dos Jogos Olímpicos. As obras de adequação do autódromo foram suspenas até a escolha da cidade para o evento. Quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu a cidade, ficou acordado a União e a Prefeitura, junto com a CBA, identificariam uma área de 1.200.000 m² em condições de abrigar um autódromo apto para a F-1 e um kartódromo.

Apemas após a construção e a inauguração do novo Autódromo Internacional é que o autódromo atual seria desativado. O local escolhido para a construção da nova pista é o bairro de Deodoro.

sábado, 5 de novembro de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O FATOR PERICULOSIDADE DA STOCK CAR!

Após a prefeitura de São Paulo me acordar às 8h, por causa da poda de árvores, restou-me, mesmo com frio, assistir as corridas que passariam na TV. Comecei com o DTM, corridaça...que terminou em bandeira amarela por causa da chuva, em seguida foi a World Series, com bons pegas e ultrapassagens mesmo em Hungaroring. Ai, veio a Stock.

Eu que já não sou muito fã dessa categoria, fiquei para ver a largada enquanto esperava o jogo da Copa do Mundo feminina começar. E com a largada, os problemas dessa categoria se mostraram presentes.

Começamos com o protesto da equipe do Cacá Bueno, que correu de "luto", pois reivindicava que corrida é na pista e não por decisões tomada fora dela, com erros absurdos de comissários, diretores de prova, pistas inadequada e até sobre construção do carro.

Ai, em plena segunda volta um carro pega fogo! Aquela apreensão de sempre e o piloto se joga do carro em plena reta. Levanta as mãos e desaba no chão, aparentemente desmaiado. Chegam curiosos, membros de equipes para atender o piloto. Enquanto isso o carro continua em chamas e tem uma equipe de fiscais tentando apagá-lo. Em seguida chega Ingo Hoffman para ver como o piloto está.

Passam-se quase 3 minutos até que os médicos chegaram para atender o piloto. Três minutos! Pode-se parecer pouco tempo, mas para quem está afixiado e desmaiado é tempo pra caramba. E pelo rádio, Cacá Bueno bradava que já havia alertado sobre a possibilidade de incêndio "mais de 80 vezes".

A verdade é que tudo que envolve a Stock ultimamente é ruim. Carros, promoção, público, comissários, sem contar que o custo para se fazer uma temporada é altíssimo.

O jeito, para os sobreviventes pilotos que lá correm, é exigir que em seus contratos, inclua-se o fator periculosidade em seus rendimentos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

VOU DE TÁXI? DE FERRARI, COM LUCIANO BURTI

A apresentadora Angélica, que no passado já "Foi de Táxi", dessa vez deu um passeio em alta velocidade com o piloto Luciano Burti à bordo de uma Ferrari Challenge, modelo usado no campeonato GT Brasil. 

Acelerando pelo que restou do Autódromo de Jacarepaguá no Rio de Janeiro, Burti falou um pouco sobre sua carreira no automobilismo, a passagem pelo Fórmula 1, o acidente em Spa, a Stock Car (categoria que disputa atualmente) e também sua função como comentarista na TV:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

VITÓRIA DE ROBERVAL; VITÓRIA DO AUTOMOBILISMO*

*Por Rodrigo Mattar

O lindo domingo de sol e calor no Autódromo de Jacarepaguá foi glorioso para o automobilismo brasileiro. Sem resvalar no exagero de uns e outros, mais de 30 mil pessoas lotaram arquibancadas e camarotes montados na pista carioca para ver as provas da Porsche GT3 Cup e da inédita corrida da Fórmula Truck, vencida por Roberval Andrade.

Inédita porque, se me lembro bem, em 1999 eles estavam no programa da Rio 200 – a corrida da Fórmula Indy no Brasil – como evento suporte da corrida do certame estadunidense. Mas com a chuva e os atrasos do sábado, a exibição foi cancelada. Um buzinaço selou os protestos contra os ianques, que de nada adiantaram.

O tempo passou, passou e passou. Jacarepaguá, hoje um simulacro de autódromo, despiu-se de sua imagem de abandono e graças aos esforços de Neusa Navarro Félix e seus comandados, a Fórmula Truck fez muito mais pelo autódromo do que a prefeitura do Rio de Janeiro desde a passagem da Stock Car por aqui, no fim do ano passado.

O excepcional público visto hoje em Jacarepaguá é a prova viva de que mesmo com sol, praia e futebol (havia hoje à tarde a decisão da Taça Rio, que deu o título do campeonato ao Botafogo), o carioca gosta de automobilismo. O brasileiro gosta de automobilismo. Uma eficiente divulgação enche autódromos. E o Rio não pode ficar sem um Autódromo à altura de sua tradição no esporte. Nunca.

Querem provas? De onde são as seguintes equipes: Vogel, A. Mattheis, Officer-Pamplona e JF Racing?

Sim, são do Rio de Janeiro. Estão na região serrana, a 80 km da pista. Mas são do estado. São parte da história do automobilismo do Rio. E como negar a existência de um Mauro Vogel, de um Jorge Freitas ou mesmo de Andreas Mattheis?

Como negar que o esporte gera dezenas de empregos diretos?

E como negar também que foi uma burrice siderúrgica destruir o setor norte da pista para se erguer uma piscina que não tem competição nenhuma, uma arena que só tem show e jogos de basquete aqui e alhures, além de um velódromo, que não interferiu na geografia do circuito, mas que também vive às moscas como os outros aparelhos esportivos?

O Rio de Janeiro pode ser uma cidade olímpica sim. Pode ser a sede da final da Copa do Mundo sim. Mas não pode desmerecer um esporte que deu ao país oito títulos mundiais de Fórmula 1 e tantos outros em diversas categorias pelo planeta todo. Não pode.

E não surpreendem as palavras duras de Alexandre Barros, que mais do que nenhum outro piloto, pôde vivenciar o apogeu do Autódromo e as reformas que tornaram possíveis as corridas do Mundial de Motovelocidade entre 1995 e 2004.

“Triste, investimos cinco anos de trabalho para conseguir deixar esse autódromo pronto para a MotoGP, conseguir o asfalto certo, tudo, para virem e fazer isso, o Rio de Janeiro não pode ficar sem um autódromo.”

São declarações de um piloto que não é um qualquer. Alexandre é um ídolo, uma referência do esporte que faz muita falta como representante do Brasil no circuito mundial.

Voltando ao que se viu na pista, 24 “brutos” deram show em 60 minutos de corrida em Jacarepaguá. O pole position Danilo Dirani perdeu a ponta logo na largada para Roberval Andrade e depois o câmbio de seu Ford Cargo falhou. O piloto do Scania com as cores do Corinthians dominou as 29 voltas até a quadriculada, com Leandro Reis em segundo e “Hisgué” Benavides em terceiro.

Felipe Giaffone saiu em último, chegou em quinto e com o resultado ainda lidera o campeonato, com 43 pontos – mesmo total de “Hisgué”, porém com uma vitória a mais. Leandro Reis é o terceiro, quatro unidades atrás e Roberval Andrade é o quarto, com 35.

A terceira etapa do campeonato é em Caruaru, capital mundial do Forró, dia 16 de maio.