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quarta-feira, 18 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Galvão lamenta fim do autódromo carioca *
* Por Galvão Bueno
Em texto especial, narrador da TV Globo questiona: 'Será que para construir nova história é preciso destruir outra?'
Uma prova muito especial e carregada de emoções, essa da Stock Car neste domingo, em Jacarepaguá, no autódromo Nelson Piquet. Legal a vitória de Allam Khodair, o japinha voador, de quem eu gosto muito. Mas bom mesmo foi o pai ver Popó Bueno voltar aos pontos "carregando" um carro complicado e, principalmente, curtir uma reação fulminante de Cacá Bueno, largando em 30º e protagonizando grandes duelos até chegar em oitavo e assumir a ponta do campeonato.
Mas Jacarepaguá, hoje, foi muito mais que uma simples corrida. Desde sábado, quando Cacá marcou a pole, depois cancelada, não esqueço das declarações dele, carregadas de sentimento. A foto a que ele se refere como a primeira dele em um autódromo, ao lado de Ayrton Senna, claro que me lembro bem. Fui eu quem a bateu. Ele tinha sete anos, e o levei para ver os testes de pneus da Fórmula 1. Lembro-me como os olhos dele brilharam, mas duvido que ali ele pudesse imaginar que seria hoje quem é.
Um grande piloto e um grande ser humano, capaz de, com poucas palavras, definir tão bem e de forma tão corajosa o que todos nós sentimos hoje. Ele me fez viajar no tempo e me lembrar como ele, Cacá, e o irmão Popó foram criados. Como ele mesmo disse, ali atrás da Curva Sul, a das grandes ultrapassagens na Fórmula 1, no Kartódromo de Jacarepaguá que um dia alguém resolveu destruir. Fez-me lembrar como a mãe deles, Lúcia, e eu os levávamos e por eles torcíamos com os corações quase parando. Fez-me lembrar muito mais. Como eles começaram com os carros naquele santo asfalto.
Como em 2000, quando em um domingo chuvoso, o Popó, com uma corrida de antecipação, virava campeão brasileiro, vencendo na Fórmula Chevrolet, a principal categoria de monopostos do país. Fez-me lembrar de uma façanha histórica de Cacá, já nem me lembro o ano, quando ele, ainda na Stock Ligth, que corria junto com os Stock Cars, venceu e bateu os grandes Ingo Hoffman, Paulo Gomes e Chico Serra. Ou então quando eu transmiti uma única vez uma vitória dele na Stock. Era dia dos pais, imaginem, e o carro dele trazia na grade dianteira a frase: "Feliz dia dos pais".
Fiquei tão contido que o Reginaldo Leme, muito mais empolgado que eu, parecia o verdadeiro pai. Também foi lá que fiz meu primeiro Grande Premio do Brasil na Rede Globo, em 1982, e a estreia de Senna na Fórmula 1, em 1984. As vitórias de Alan Prost, o Rei do Rio, e a incrível dobradinha de Nelson Piquet e Ayrton Senna. Tudo isso em Jacarepaguá. Agora vejo como essa pista foi importante para a minha família. Imaginem, então, o que devem estar sentindo hoje os pais de família que tiram seu sustento do automobilismo carioca...
Sei que a primeira parte destruída deu lugar a instalações do Pan, e agora tudo vai abaixo para instalações olímpicas. Mas pergunto: será que tinha que ser alí? Não poderia ser ao lado? Em qualquer outro lugar desta Cidade Maravilhosa? Será que para construir uma nova história é preciso destruir outra? Será que alguma autoridade política ou esportiva poderia me responder?
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
CBA pede impugnação de obra do Parque Olímpico em Jacarepaguá *
O Departamento Jurídico da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) pediu a impugnação do edital de construção do Parque Olímpico no Rio de Janeiro. A obra, essencial para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016, será realizada no terreno do Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá. Segundo a entidade, a publicação do edital fere o convênio firmado entre a União, a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a CBA.
Segundo o processo administrativo 14/200.608/2007, o local foi desapropriado e decretado como de utilidade pública pela Administração Pública através do decreto E 5672/72 com a finalidade da construção do circuito. O uso da área para a construção de um Parque Olímpico está condicionado à construção e entrega de um novo autódromo de padrão internacional. Segundo Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, a entidade vai brigar para que o Rio de Janeiro não fique sem a pista.
- Não somos contra a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos no País, mas não concordamos em fazer com o que o automobilismo pague um preço tão alto e inaceitável para que isso aconteça. Nem tampouco que acordos firmados por cavalheiros, governos e representações esportivas sejam ignorados solenemente - disse Pinteiro.
Segundo o acordo registrado na 6ª Vara da Fazenda Pública sob o número 2006.001.031670-0, o município do Rio de Janeiro se obrigou a recuperar o autódromo de Jacarepaguá e construir uma nova pista que pudesse sediar provas esportivas internacionais, inclusive GPs de Fórmula 1. O início das obras deveria acontecer até junho de 2008 e, em caso de atraso, seria cobrada multa diária de R$ 1.000. Elas deveriam ser executadas em 14 meses.
Nesse período ocorreram negociações entre a CBA, o Poder Público e organismos ligados à candidatura do Rio à sede dos Jogos Olímpicos. As obras de adequação do autódromo foram suspenas até a escolha da cidade para o evento. Quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu a cidade, ficou acordado a União e a Prefeitura, junto com a CBA, identificariam uma área de 1.200.000 m² em condições de abrigar um autódromo apto para a F-1 e um kartódromo.
Apemas após a construção e a inauguração do novo Autódromo Internacional é que o autódromo atual seria desativado. O local escolhido para a construção da nova pista é o bairro de Deodoro.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
RIO 2016 E AS CORRIDAS!
O mundo aplaude e venera o Rio de Janeiro. Os olhos se voltam à Copacabana e ao Cristo Redentor. O Rio é escolhido como sede das olimpíadas de 2016.
Um ótimo exemplo que de o Brasil pode, e deve, realizar eventos de grande porte. Um ótimo exemplo para que o Brasil possa, enfim, fazer algo com transparência e dignidade com o dinheiro público.
Como uma reflexão, que os mesmos organizadores da vitoriosa conquista do Rio, também pense com o mesmo carinho na hora de trazer grandes eventos do automobilismo internacional para o Brasil e façam, desta terra "descoberta" por Cabral, um grande pólo centralizador dos maiores eventos do cone sul do mundo.
Sonhar não custa nada...mas neste momento, adoraria estar no Rio.
Um ótimo exemplo que de o Brasil pode, e deve, realizar eventos de grande porte. Um ótimo exemplo para que o Brasil possa, enfim, fazer algo com transparência e dignidade com o dinheiro público.
Como uma reflexão, que os mesmos organizadores da vitoriosa conquista do Rio, também pense com o mesmo carinho na hora de trazer grandes eventos do automobilismo internacional para o Brasil e façam, desta terra "descoberta" por Cabral, um grande pólo centralizador dos maiores eventos do cone sul do mundo.
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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