quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
KYALAMI DRIFT, 1971
Marcadores:
1971,
Emerson Fittipaldi,
Formula 1,
GGOO,
GP AFRICA DO SUL,
KAYALAMI
Ritmo de venda para a Indy é bom*
* Por Teo José
Há dez dias começou a pré-venda dos ingressos para São Paulo Indy 300. Os interessados podem acessar este site [CLIQUE AQUI] para garantir seus lugares. A corrida acontece no dia 5 de maio - com os treinos no dia 4.
O local permanece o mesmo, circuito de rua do Anhembi. Pelas informações iniciais, a procura surpreende já que o plano de mídia ainda não foi colocado em prática. O ritmo de vendas é maior dos que os primeiros dias para edição passada.
O Brasil até este momento tem dois pilotos confirmados na corrida: Hélio Castroneves [da Penske] e Tony Kanaan [da KV Racing].
Bia Figueiredo ainda busca combustível financeiro para conseguir um carro. Não afasto também a possibilidade do Rubens Barrichello fazer esta prova. Ele não vai correr na temporada da Indy. Em 2013, Rubens estará na Stock Car.
Há dez dias começou a pré-venda dos ingressos para São Paulo Indy 300. Os interessados podem acessar este site [CLIQUE AQUI] para garantir seus lugares. A corrida acontece no dia 5 de maio - com os treinos no dia 4.
O local permanece o mesmo, circuito de rua do Anhembi. Pelas informações iniciais, a procura surpreende já que o plano de mídia ainda não foi colocado em prática. O ritmo de vendas é maior dos que os primeiros dias para edição passada.
O Brasil até este momento tem dois pilotos confirmados na corrida: Hélio Castroneves [da Penske] e Tony Kanaan [da KV Racing].
Bia Figueiredo ainda busca combustível financeiro para conseguir um carro. Não afasto também a possibilidade do Rubens Barrichello fazer esta prova. Ele não vai correr na temporada da Indy. Em 2013, Rubens estará na Stock Car.
Marcadores:
Anhembi,
Formula Indy,
GGOO,
ingressos,
SP Indy 300,
temporada 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O QUE OS PILOTOS DA INDY FAZEM NAS FÉRIAS?*
* Por Lucas Santochi
A Indy lançou nesta semana o primeiro episódio de uma série de comédia no YouTube sobre o pós-temporada. Afinal, o que os pilotos ficam fazendo durante as férias?
Bem, a categoria colocou Will Power, James Hinchcliffe, Josef Newgarden e Charlie Kimball para trabalharem no seu escritório. Com uma participação especial de Michael Andretti, o vídeo até que ficou engraçadinho.
A categoria realmente vive uma crise de popularidade e patrocinadores. Além disso, a temporada terminou muito, muito cedo, em relação a todas as outras competições do mundo, com a última corrida em setembro (!). Por isso, qualquer iniciativa como essa para “conversar” com o público é válida. Entre os que estão nesta edição de “Offseason”, é bom lembrar que Hinchcliffe já mostrou os seus dotes artísticos e facilidade de comunicação, e deve virar um personagem nos próximos anos.
A Indy lançou nesta semana o primeiro episódio de uma série de comédia no YouTube sobre o pós-temporada. Afinal, o que os pilotos ficam fazendo durante as férias?
Bem, a categoria colocou Will Power, James Hinchcliffe, Josef Newgarden e Charlie Kimball para trabalharem no seu escritório. Com uma participação especial de Michael Andretti, o vídeo até que ficou engraçadinho.
A categoria realmente vive uma crise de popularidade e patrocinadores. Além disso, a temporada terminou muito, muito cedo, em relação a todas as outras competições do mundo, com a última corrida em setembro (!). Por isso, qualquer iniciativa como essa para “conversar” com o público é válida. Entre os que estão nesta edição de “Offseason”, é bom lembrar que Hinchcliffe já mostrou os seus dotes artísticos e facilidade de comunicação, e deve virar um personagem nos próximos anos.
Marcadores:
Formula Indy,
GGOO,
offseason
Marussia anuncia Chilton*
* Por Rodrigo Mattar
Para nenhuma surpresa, a Marussia anunciou hoje a promoção do britânico Max Chilton, de 21 anos, à condição de titular da equipe russa na próxima temporada de Fórmula 1. Digo que não houve surpresa alguma, até porque o presidente da companhia, Nikolaj Fomenko, confirmara que o piloto estaria mesmo ao lado de Timo Glock em 2013.
O que garantiu Chilton na equipe foi o de sempre: dinheiro. Com o apoio da companhia de resseguros AON, que é de propriedade de seu pai, ele garante € 7,5 milhões de verba, engrossando o time dos pay drivers da Fórmula 1, que já tem gente como Charles Pic, Pastor Maldonado e outros.
Apesar de ser um piloto pagante, Chilton vem credenciado por uma temporada de resultados bastante bons na GP2 Series. Com a Carlin Motorsport – e seu carro pintado nas cores preta e vermelha da Marussia – ele terminou o ano na 4ª colocação com 169 pontos, tendo vencido duas corridas e conquistado duas pole positions.
Chilton torna-se também o 22º piloto da história da categoria de acesso lançada em 2005 a conquistar uma vaga de titular na categoria máxima. A Marussia, que já se chamou Virgin, só teve pilotos formados na GP2 até hoje: Timo Glock, Lucas Di Grassi, Jerome D’Ambrosio, Charles Pic e, agora, Max Chilton.
Com a confirmação do britânico, o terceiro estreante do ano ao lado do mexicano Estebán Gutierrez e do finlandês Valtteri Bottas, o funil diminui: restam apenas duas vagas por confirmar para 2013, na Force India e na Caterham. O time de Vijay Malliya se inclina agora para o regresso do alemão Adrian Sutil, que voltaria a reboque de um apoio de 10 milhões (não sei se euros ou dólares) da Lenovo. Jules Bianchi ficaria mais um ano como piloto reserva e seria titular em 2014, porque a equipe deve trocar os motores Mercedes-Benz pelos Ferrari e Paul Di Resta, que tem ligações com o construtor alemão, deve sair ao fim da próxima temporada.
Na Caterham, o favorito à vaga, também às custas de muito dinheiro, é o holandês Giedo Van der Garde, que poderá ser o quarto estreante para 2013. A equipe já sabe que não contará com Heikki Kövalainen e Vitaly Petrov, que foi titular neste ano, também luta para conseguir a verba necessária que o garanta no time de origem malaia. A Caterham é agora a única opção palpável para o brasileiro Bruno Senna permanecer na Fórmula 1, pois na Force India parece que a situação está encaminhada para o que citei no parágrafo anterior.
Para nenhuma surpresa, a Marussia anunciou hoje a promoção do britânico Max Chilton, de 21 anos, à condição de titular da equipe russa na próxima temporada de Fórmula 1. Digo que não houve surpresa alguma, até porque o presidente da companhia, Nikolaj Fomenko, confirmara que o piloto estaria mesmo ao lado de Timo Glock em 2013.
O que garantiu Chilton na equipe foi o de sempre: dinheiro. Com o apoio da companhia de resseguros AON, que é de propriedade de seu pai, ele garante € 7,5 milhões de verba, engrossando o time dos pay drivers da Fórmula 1, que já tem gente como Charles Pic, Pastor Maldonado e outros.
Apesar de ser um piloto pagante, Chilton vem credenciado por uma temporada de resultados bastante bons na GP2 Series. Com a Carlin Motorsport – e seu carro pintado nas cores preta e vermelha da Marussia – ele terminou o ano na 4ª colocação com 169 pontos, tendo vencido duas corridas e conquistado duas pole positions.
Chilton torna-se também o 22º piloto da história da categoria de acesso lançada em 2005 a conquistar uma vaga de titular na categoria máxima. A Marussia, que já se chamou Virgin, só teve pilotos formados na GP2 até hoje: Timo Glock, Lucas Di Grassi, Jerome D’Ambrosio, Charles Pic e, agora, Max Chilton.
Com a confirmação do britânico, o terceiro estreante do ano ao lado do mexicano Estebán Gutierrez e do finlandês Valtteri Bottas, o funil diminui: restam apenas duas vagas por confirmar para 2013, na Force India e na Caterham. O time de Vijay Malliya se inclina agora para o regresso do alemão Adrian Sutil, que voltaria a reboque de um apoio de 10 milhões (não sei se euros ou dólares) da Lenovo. Jules Bianchi ficaria mais um ano como piloto reserva e seria titular em 2014, porque a equipe deve trocar os motores Mercedes-Benz pelos Ferrari e Paul Di Resta, que tem ligações com o construtor alemão, deve sair ao fim da próxima temporada.
Na Caterham, o favorito à vaga, também às custas de muito dinheiro, é o holandês Giedo Van der Garde, que poderá ser o quarto estreante para 2013. A equipe já sabe que não contará com Heikki Kövalainen e Vitaly Petrov, que foi titular neste ano, também luta para conseguir a verba necessária que o garanta no time de origem malaia. A Caterham é agora a única opção palpável para o brasileiro Bruno Senna permanecer na Fórmula 1, pois na Force India parece que a situação está encaminhada para o que citei no parágrafo anterior.
Marcadores:
Formula 1,
GGOO,
Marussia,
max chilton,
temporada 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
MITO FORA*
* Flávio Gomes
Logo depois do anúncio da renovação de Grosjean com a Lotus, Kobayashi, o Mito, anunciou oficialmente que está fora da F-1 em 2013. O japonês não quer saber de andar em time pequeno, aqueles que ainda têm vagas. E, pelo jeito, já sabe quem vai correr na Force India.
Kamui arrecadou uma boa grana em doações de fãs e tinha descolado 8 milhões de euros com seus torcedores e empresas japonesas, mas não foi suficiente. Disse que vai guardar o dinheiro para tentar um lugarzinho em 2014.
Um crime. Quando pilotos como Kobayashi ficam fora da F-1, é porque tem alguma coisa errada com a F-1.
Logo depois do anúncio da renovação de Grosjean com a Lotus, Kobayashi, o Mito, anunciou oficialmente que está fora da F-1 em 2013. O japonês não quer saber de andar em time pequeno, aqueles que ainda têm vagas. E, pelo jeito, já sabe quem vai correr na Force India.
Kamui arrecadou uma boa grana em doações de fãs e tinha descolado 8 milhões de euros com seus torcedores e empresas japonesas, mas não foi suficiente. Disse que vai guardar o dinheiro para tentar um lugarzinho em 2014.
Um crime. Quando pilotos como Kobayashi ficam fora da F-1, é porque tem alguma coisa errada com a F-1.
Marcadores:
Formula 1,
GGOO,
Kamui Kobayashi,
temporada 2013
Grosjean fica*
* Por Rodrigo Mattar
Mais uma vaga está preenchida para a temporada 2013 da Fórmula 1. O polêmico francês Romain Grosjean renovou por mais um ano com a Lotus e permanece na equipe que defendeu neste ano, ao lado do finlandês Kimi Räikkönen.
Vencedor recente do Race Of Champions em Bangcoc, na Tailândia, o piloto de 26 anos foi personagem junto ao venezuelano Pastor Maldonado dos momentos de maior pânico no ano. O acidente provocado por Grosjean no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, inclusive lhe custou uma suspensão de uma corrida.
Mas apesar do histórico pouco abonador de acidentes, colisões, rodadas e punições, Romain mostrou velocidade – e não foi pouca. Das 19 corridas que disputou no ano, só não alcançou a Superpole em três oportunidades. E ainda fez três pódios, com um 2º lugar no Canadá e dois terceiros, no Bahrein e na Hungria. Os números podem até não ser impressionantes em termos de pontos com relação a Kimi Räikkönen, já que Grosjean foi o 8º colocado no Mundial com 96 pontos, mas parece claro que, se ele conseguir domar seu ímpeto, ele terá muito a mostrar na próxima temporada.
Mais uma vaga está preenchida para a temporada 2013 da Fórmula 1. O polêmico francês Romain Grosjean renovou por mais um ano com a Lotus e permanece na equipe que defendeu neste ano, ao lado do finlandês Kimi Räikkönen.
Vencedor recente do Race Of Champions em Bangcoc, na Tailândia, o piloto de 26 anos foi personagem junto ao venezuelano Pastor Maldonado dos momentos de maior pânico no ano. O acidente provocado por Grosjean no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, inclusive lhe custou uma suspensão de uma corrida.
Mas apesar do histórico pouco abonador de acidentes, colisões, rodadas e punições, Romain mostrou velocidade – e não foi pouca. Das 19 corridas que disputou no ano, só não alcançou a Superpole em três oportunidades. E ainda fez três pódios, com um 2º lugar no Canadá e dois terceiros, no Bahrein e na Hungria. Os números podem até não ser impressionantes em termos de pontos com relação a Kimi Räikkönen, já que Grosjean foi o 8º colocado no Mundial com 96 pontos, mas parece claro que, se ele conseguir domar seu ímpeto, ele terá muito a mostrar na próxima temporada.
Marcadores:
Formula 1,
GGOO,
Lotus,
Romain Grosjean,
temporada 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
SENNA ESPECIAL: TESTES, 1988
Marcadores:
1988,
Ayrton Senna,
GGOO,
jacarepagua,
McLaren,
pneus,
SENNA ESPECIAL,
Testes
Politicagem, nova campeã do GT Brasil*
* Por Bruno Vicaria
Nos últimos meses, a BMW ganhou uma série de liberações em seus carros, como alívio de peso, o que gerou uma revolta grande em quem compete com outras marcas. Aí veio a decisão aqui em Interlagos, onde foi-se conversado uma tentativa de união para impedir o título de Cacá Bueno e Claudio Dahruj.
A corrida estava com Claudio Ricci (Ferrari preparada pela CRT) na liderança, seguido de Cacá Bueno (BMW preparada pela AH, do promotor do campeonato) e Duda Rosa (Mercedes, principal rival da BMW, preparada pela CRT).
O parceiro de Ricci, Rafael Derani, fez sua parte e entregou o carro a Ricci na liderança, à frente de Cacá. Mas a BMW estava melhor e o pentacampeão da Stock foi e passou. Para ser campeões, Duda Rosa e seu parceiro, Cleber Faria, precisavam chegar em segundo. Mas a diferença era grande, superior a 35 segundos.
Foi quando uma coisa feia aconteceu. Um jogo de equipe estimulado pela política. Para não deixar a BMW vencer, a CRT organizou uma troca de posições. Ricci, campeão do GT3 em 2009 e com passagens na Stock Car, passou a errar muito nas curvas, e, com isso, Rosa chegava, tirando cerca de oito segundos por volta.
Na última volta, a ultrapassagem. Faria/Rosa levaram o título. O chefe da equipe CRT, envergonhado e com os olhos vermelhos, se retirou da cabine antes da corrida acabar, pois sabia que carregaria uma mancha por ter, querendo ou não, por motivo de força maior, participado desta decisão.
Eu estava no pitwall. Muitos ali, vale ressaltar, dos membros da equipe de Ricci/Derani, estavam muito desconfortáveis, mas a pressão exercida por alguns pilotos na cabine da equipe (incluíndo Faria) era visível, chegando até a ser apelativa. A CRT precisa sobreviver. E se ela não faz isso? Poderia perder um cliente (a equipe de Faria, que possui dois carros).
Já alegação dos rivais era de que a BMW fez a mesma coisa entre seus dois carros na corrida anterior. Mas nada justifica manchar a esportividade de um campeonato.
Isso me fez lembrar a velha rivalidade Brasil x Argentina na Fórmula 3, quando Helio Castroneves perdeu o título por algo similar feito pelos hermanos. Mas não é uma disputa continental, é um campeonato brasileiro onde a política e os interesses extra-pista maculam o profissionalismo cada vez mais inexistente neste negócio chamado automobilismo.
Depois reclamam quando acontecem rachas, ninguém sobrevive, os campeonatos acabam e os carros ficam encostados. E o automobilismo brasileiro vai afundando por conta de gente que não ama verdadeiramente este esporte. Esses caras, daqui a pouco, pegam sua grana, seus carros e vão embora quando perderem a vontade de brincar, deixando fãs órfãos de esporte de qualidade e um público desacreditado que não se interessará mais pelo esporte. Assim como este país, controlado por pessoas que só visam lucros pessoais.
Nos últimos meses, a BMW ganhou uma série de liberações em seus carros, como alívio de peso, o que gerou uma revolta grande em quem compete com outras marcas. Aí veio a decisão aqui em Interlagos, onde foi-se conversado uma tentativa de união para impedir o título de Cacá Bueno e Claudio Dahruj.
A corrida estava com Claudio Ricci (Ferrari preparada pela CRT) na liderança, seguido de Cacá Bueno (BMW preparada pela AH, do promotor do campeonato) e Duda Rosa (Mercedes, principal rival da BMW, preparada pela CRT).
O parceiro de Ricci, Rafael Derani, fez sua parte e entregou o carro a Ricci na liderança, à frente de Cacá. Mas a BMW estava melhor e o pentacampeão da Stock foi e passou. Para ser campeões, Duda Rosa e seu parceiro, Cleber Faria, precisavam chegar em segundo. Mas a diferença era grande, superior a 35 segundos.
Foi quando uma coisa feia aconteceu. Um jogo de equipe estimulado pela política. Para não deixar a BMW vencer, a CRT organizou uma troca de posições. Ricci, campeão do GT3 em 2009 e com passagens na Stock Car, passou a errar muito nas curvas, e, com isso, Rosa chegava, tirando cerca de oito segundos por volta.
Na última volta, a ultrapassagem. Faria/Rosa levaram o título. O chefe da equipe CRT, envergonhado e com os olhos vermelhos, se retirou da cabine antes da corrida acabar, pois sabia que carregaria uma mancha por ter, querendo ou não, por motivo de força maior, participado desta decisão.
Eu estava no pitwall. Muitos ali, vale ressaltar, dos membros da equipe de Ricci/Derani, estavam muito desconfortáveis, mas a pressão exercida por alguns pilotos na cabine da equipe (incluíndo Faria) era visível, chegando até a ser apelativa. A CRT precisa sobreviver. E se ela não faz isso? Poderia perder um cliente (a equipe de Faria, que possui dois carros).
Já alegação dos rivais era de que a BMW fez a mesma coisa entre seus dois carros na corrida anterior. Mas nada justifica manchar a esportividade de um campeonato.
Isso me fez lembrar a velha rivalidade Brasil x Argentina na Fórmula 3, quando Helio Castroneves perdeu o título por algo similar feito pelos hermanos. Mas não é uma disputa continental, é um campeonato brasileiro onde a política e os interesses extra-pista maculam o profissionalismo cada vez mais inexistente neste negócio chamado automobilismo.
Depois reclamam quando acontecem rachas, ninguém sobrevive, os campeonatos acabam e os carros ficam encostados. E o automobilismo brasileiro vai afundando por conta de gente que não ama verdadeiramente este esporte. Esses caras, daqui a pouco, pegam sua grana, seus carros e vão embora quando perderem a vontade de brincar, deixando fãs órfãos de esporte de qualidade e um público desacreditado que não se interessará mais pelo esporte. Assim como este país, controlado por pessoas que só visam lucros pessoais.
Marcadores:
cacá bueno,
GGOO,
GT Brasil,
INTERLAGOS,
temporada 2012
Reinício de carreira*
* Por Fábio Seixas
Quinze anos atrás, correr na Stock era fim de carreira. Com poucas exceções, o grid era formado por veteraníssimos. Os carros, Ômegas que acumulavam milhares de quilômetros. E se o título não ficava com Ingo Hoffmann, acabava com Chico Serra.
O cenário começou a mudar com dois movimentos.
O primeiro, externo. A crise na Indy _que por anos foi o plano B de quem não se encaixava na Europa_, fez muito piloto voltar para casa.
O segundo, interno: a visibilidade dada pela Globo, que fez dezenas de marcas alheias ao esporte escolherem a categoria, seduzidas pela chance de aparecer na TV por um preço mais baixo do que produzindo e comprando mídia.
Com alguns bons e jovens pilotos, com uma boa administração _embora muitas vezes predatória_ e com dinheiro novo, a Stock cresceu. Não, não é a categoria dos sonhos, mas hoje está firmada como um campeonato decente, o único por essas bandas.
Daí não ser estranho o desembarque de Barrichello em 2013, após as três corridas de aperitivo neste final de ano.
Ele chega por um time competitivo, com patrocinador forte para os padrões locais, com o melhor engenheiro que há. Não terá vida fácil nas pistas, mas contará com todas as ferramentas para se adaptar o mais rápido possível.
Quarentão, deve disputar quatro ou cinco temporadas na Stock e então, sim, pendurar o capacete de vez.
Estranho foi o que (não) aconteceu na Indy. Esta passagem, aí sim, teve elementos de fim de carreira.
Barrichello chegou achando que ia arrasar, exibindo suas credenciais de piloto mais experiente da história da F-1. Imaginou tratamento VIP, deferências, facilidades. Sua mudança para o lado de cá do Atlântico foi comparada às de Mansell e Emerson.
Deu tudo errado.
Começando pela equipe com que ele assinou, a fraca KV, de fundo de pelotão.
Passando por sua língua: criticou os colegas (“Tem gente largando muito antes da hora certa”), o carro (“Não é fácil”) e as pistas (“Nenhum piloto da F-1 correria em circuitos assim”). As declarações de amor eterno à F-1 também não ajudaram: atrapalharam seu foco e não pegaram nada bem nos EUA.
Terminou apenas em 12º no campeonato. Uma passagem apagada, que, no fim, acabou lembrando a de outro veterano da F-1: Alesi.
No meio do ano, o site especializado Motorsport.com conferiu nota “B-” à sua estreia, até então. Ruim.
Mas, se sua carreira “terminou” na Indy, na Stock ele ganha nova chance de recomeçar. De um jeito bacana.
Uma boa ideia seria virar de vez a página da F-1.
O que passou, passou.
Quinze anos atrás, correr na Stock era fim de carreira. Com poucas exceções, o grid era formado por veteraníssimos. Os carros, Ômegas que acumulavam milhares de quilômetros. E se o título não ficava com Ingo Hoffmann, acabava com Chico Serra.
O cenário começou a mudar com dois movimentos.
O primeiro, externo. A crise na Indy _que por anos foi o plano B de quem não se encaixava na Europa_, fez muito piloto voltar para casa.
O segundo, interno: a visibilidade dada pela Globo, que fez dezenas de marcas alheias ao esporte escolherem a categoria, seduzidas pela chance de aparecer na TV por um preço mais baixo do que produzindo e comprando mídia.
Com alguns bons e jovens pilotos, com uma boa administração _embora muitas vezes predatória_ e com dinheiro novo, a Stock cresceu. Não, não é a categoria dos sonhos, mas hoje está firmada como um campeonato decente, o único por essas bandas.
Daí não ser estranho o desembarque de Barrichello em 2013, após as três corridas de aperitivo neste final de ano.
Ele chega por um time competitivo, com patrocinador forte para os padrões locais, com o melhor engenheiro que há. Não terá vida fácil nas pistas, mas contará com todas as ferramentas para se adaptar o mais rápido possível.
Quarentão, deve disputar quatro ou cinco temporadas na Stock e então, sim, pendurar o capacete de vez.
Estranho foi o que (não) aconteceu na Indy. Esta passagem, aí sim, teve elementos de fim de carreira.
Barrichello chegou achando que ia arrasar, exibindo suas credenciais de piloto mais experiente da história da F-1. Imaginou tratamento VIP, deferências, facilidades. Sua mudança para o lado de cá do Atlântico foi comparada às de Mansell e Emerson.
Deu tudo errado.
Começando pela equipe com que ele assinou, a fraca KV, de fundo de pelotão.
Passando por sua língua: criticou os colegas (“Tem gente largando muito antes da hora certa”), o carro (“Não é fácil”) e as pistas (“Nenhum piloto da F-1 correria em circuitos assim”). As declarações de amor eterno à F-1 também não ajudaram: atrapalharam seu foco e não pegaram nada bem nos EUA.
Terminou apenas em 12º no campeonato. Uma passagem apagada, que, no fim, acabou lembrando a de outro veterano da F-1: Alesi.
No meio do ano, o site especializado Motorsport.com conferiu nota “B-” à sua estreia, até então. Ruim.
Mas, se sua carreira “terminou” na Indy, na Stock ele ganha nova chance de recomeçar. De um jeito bacana.
Uma boa ideia seria virar de vez a página da F-1.
O que passou, passou.
Marcadores:
GGOO,
Rubens Barrichello,
STOCK CAR,
temporada 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)






