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quinta-feira, 6 de março de 2014

segunda-feira, 29 de abril de 2013

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ALGUÉM ME EXPLICA?

Manfred Winkelhock em Jacarepaguá, 1982

quarta-feira, 13 de junho de 2012

CRASH: RICARDO PALETTI (F1 - CANADÁ, 1982) - ACIDENTE FATAL


* Texto de Rodrigo Mattar


O ano de 1982 não foi só aquele em que Gilles Villeneuve perdeu a vida e entrou para a história. Outro piloto, menos conhecido, também pereceu há três décadas, exatamente em 13 de junho – e dois dias antes de completar 24 anos. Esse piloto foi Riccardo Paletti. 

Sua carreira foi tão meteórica como sua passagem pela Fórmula 1, já que ele era um praticante de esqui na neve, antes de enveredar nas competições automoblísticas. No currículo de Paletti antes de ser contratado como companheiro de equipe de Jean-Pierre Jarier na Osella, constavam quatro provas de Fórmula 2 em 1980 com um 8º lugar em Misano como melhor resultado a bordo de um March 802 BMW da equipe de Mike Earle e uma temporada completa em 81, pela Onyx Racing – aquela mesma que anos depois iria para a F-1 – com um March 812 BMW. Seu melhor resultado foi o 2º lugar na abertura da temporada, em Silverstone. Ao fim do campeonato ganho por Geoff Lees, da Ralt, ele chegou em 10º, somando onze pontos e dois pódios. 

Com o patrocínio da Pioneer, Paletti levou o orçamento necessário para complementar a temporada de 82 da Osella. O jovem italiano demorou para estrear. Ficou fora em Kyalami, em Jacarepaguá (onde foi eliminado na pré-qualificação) e em Long Beach. Sua primeira corrida foi no infame GP de San Marino, boicotado por todas as equipes inglesas – exceto a Tyrrell – em represália à desclassificação de Nelson Piquet e Keke Rosberg no GP do Brasil. Paletti largou na 13ª e penúltima posição no grid de 14 carros e completou apenas sete voltas. 

Voltou a não se qualificar em Zolder e Mônaco e em Detroit, na caótica estreia da Capital Mundial do Automóvel no calendário da F-1, conseguiu lugar no grid enquanto Nelson Piquet, a bordo de sua Brabham BMW, ficou de fora. Mas um acidente no warm up tirou o italiano da corrida. 

Aí veio o GP do Canadá, em Montreal. Nos treinos, Chico Serra e Raul Boesel foram protagonistas de uma lamentável cena de pugilato, com o piloto da Fittipaldi acusando o compatriota da March de tê-lo atrapalhado em sua tentativa de volta rápida. Serra não se qualificou para a corrida e Paletti, sim. De novo, com o 23º tempo entre 26 pilotos. Riccardo ficou feliz, porque era a antevéspera do seu aniversário e ele esperava terminar sua primeira corrida de Fórmula 1 – e comemorar com sua mãe, signora Giana Paletti, que levara ao circuito da Ilha de Nôtre-Dame para vê-lo correr. 

Aquele 13 de junho de 1982, se me lembro bem, era o dia da abertura da Copa do Mundo de Futebol, na Espanha, com o confronto entre Bélgica e Argentina no Camp Nou, em Barcelona, que os belgas ganharam por 1 x 0. Com todo mundo – leia-se Luciano do Valle, Galvão Bueno e Carlos Valadares – nas transmissões da Globo, quem narraria a prova seria J. Hawilla, com Reginaldo Leme nos comentários. 

Muito bem: a corrida entrou ao vivo e a largada foi autorizada. E aí aconteceu: a Ferrari 126 C2 do pole position Didier Pironi ficou parada na largada e todo mundo que vinha atrás tentou desviar do bólido estático. Nem todo mundo conseguiu: Raul Boesel pegou Pironi de raspão e noutra colisão, Eliseo Salazar, da ATS, bateu no Theodore de Geoff Lees. Riccardo Paletti, àquela altura preocupado em não estragar nada no carro na hora da largada e olhando no conta-giros, não se deu conta daquele carro crescendo à sua frente e encheu a traseira da Ferrari, a aproximadamente 170 km/h, em aceleração. 

O Osella do italiano, ao contrário de alguns modelos da época, não era construído em fibra de carbono. E a posição do piloto era muito vulnerável em caso de uma batida frontal. Em suma, uma “cadeira elétrica”. O socorro foi imediato. O Dr. Sid Watkins começou o pronto atendimento e verificou que Paletti estava inconsciente e com as pupilas dilatadas. A coluna de direção afundara seu tórax. O médico ouviu o barulho de líquidos se espalhando pelos destroços e aí aconteceu: o tanque de combustível se rompeu, provocando um incêndio rapidamente debelado pelos bombeiros. 

Foram 28 minutos de angústia, até que Paletti fosse retirado já em estado crítico – e alguns dizem que morto – de dentro das ferragens do Osella. Levado de helicóptero para um hospital, Riccardo teve sua morte decretada por grave hemorragia interna. 

Na véspera, a mãe, que dizia preferir ver o filho não se classificando para as corridas, dizia que queria apenas a felicidade do jovem Riccardo. Infelizmente, a festa prevista para dois dias depois transformou-se numa tragédia – mais uma – que ensombrou aquele triste ano de 1982. 

Uma hora e meia depois, foi dada uma nova largada e Nelson Piquet ganhou o GP do Canadá, apagando totalmente a desilusão da desclassificação em Detroit. Mas não houve nada a comemorar naquele 13 de junho.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Troquei um enterro por uma corrida… e não me arrependi*

* Por Rodrigo Mattar


O que vou contar aqui agora é real. Aconteceu há exatos 30 anos. Nem um dia a mais na folhinha.

Era maio de 1982. Alguns dias depois do meu aniversário de onze anos, meu avô Ernâni, pai do meu pai, morreu. O funeral era no dia 23, um domingo. Dia de Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1.

Meus pais, que à época ainda não estavam em vias de se separarem, decidiram de comum acordo não me levar ao Cemitério São João Batista, em Botafogo. Só que havia um detalhe: minha avó, que morava conosco, estava fora do Rio, viajando. Teria que ficar sozinho, trancado em casa. Que remédio…

Mas não me incomodei. Porque presenciei uma grande corrida naquela manhã triste para meu pai e seus outros quatro irmãos.

Uma corrida onde René Arnoux largou na ponta e disparou uma vantagem inalcançável pelos demais, até rodar sozinho, de forma tola com sua Renault, na 11ª volta de um total de 76.

Alain Prost, o compatriota que se tornaria desafeto, na época dividindo com Arnoux o mesmo teto da Régie, pegou a primeira posição e atrás dele, bem atrás dele, um trenzinho que não apitava, mas que vinha junto – Riccardo Patrese (Brabham), Didier Pironi (Ferrari), Andrea de Cesaris (Alfa Romeo), Michele Alboreto (Tyrrell) e Keke Rosberg (Williams). Depois, o finlandês trocou com o italiano e ganhou a 5ª colocação.

Lembro do folclórico Eliseo Salazar acionando, por engano ou por ruindade mesmo, o extintor de incêndio de sua ATS. De Nelson Piquet, que vinha lá por 11º quando desistiu. O campeão de 1981 não gostava mesmo daquela pista onde quase vencera no ano do seu primeiro título. E assim foi. A dez voltas da quadriculada, metade dos 20 pilotos que largaram já tinha abandonado.

Na 70ª volta, Alboreto vinha num sólido quinto posto e sua Tyrrell o deixou na mão. Àquela altura, já chovia. Não era uma chuva, era uma garoa fininha. Mas os pingos engrossavam em alguns pontos do circuito.

Aí, aconteceu…

Prost, que se preparava para colocar a enésima volta de vantagem na Arrows de Marc Surer, bateu.

Riccardo Patrese pegou a ponta. Perdeu o controle do carro no hairpin do Hotel Loews e rodou.

Didier Pironi passou pelo carro do italiano, foi para primeiro, abriu a última volta feliz e contente… e parou no túnel, sem gasolina.

Andrea de Cesaris também poderia ganhar, superar Pironi… e ficou sem combustível.

Derek Daly, que tiraria partido do caos, rodou no molhado e perdeu a asa traseira. Tentou seguir na pista escorregadia… e bateu de novo.

Sem saber do caos, Riccardo Patrese fez a última volta com o pé lá em cima, com todo o cuidado do mundo. E recebeu a bandeirada. Talvez achando, sei lá, que era terceiro ou segundo.

Só que o italiano deu de cara com Pironi em pé, no túnel. E o francês foi quem deu o veredito.

“Bravo, Patrese! Você venceu.”

E foi assim, do caos à glória, que Patrese subiu ao pódio no lugar mais alto pela primeira vez da vida e esse foi o dia em que eu troquei um enterro pela Fórmula 1. Sem nunca me arrepender disso.

Trinta anos depois, venho lhe pedir desculpas, vô Ernâni. Onde quer que o senhor esteja. Mas a paixão pelos carros falou mais alto…

segunda-feira, 14 de maio de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

GP ITÁLIA, 1982 (COMPLETO)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESPECIAL GP BRASIL 2011: GP BRASIL, 1982



Para relembrar a corria, acesse este link com os melhores momentos: http://blogdaggoo.blogspot.com/2010/10/especial-gp-brasil-gp-brasil-1982.html

sábado, 16 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1982

O terceiro GP do Brasil realizado no Rio de Janeiro foi cercado de polêmicas. Na largada, os carros turbo de Gilles Villeneuve e René Arnaux dispararam na frente. Keke Rosberg também saiu bem e não demorou para ultrapassar o francês.

Nelson Piquet subiu para a sexta posição e rapidamente chegou ao terceiro lugar. O brasileiro travou um belo duelo com Arnaux, levando a melhor na Curva Sul.

O show continuou pouco tempo depois. No final da Curva dos Boxes, Rosberg passou Piquet, que rapidamente deu o troco. O finlandês repetiu a manobra duas voltas depois, mas tornou a perder a posição para o brasileiro.

Piquet assumiu a liderança de forma polêmica, forçando a passagem sobre Villeneuve, que só não bateu no guard-rail graças a sua habilidade. Enquanto Chico Serra e Raul Boesel abandonavam, Piquet abriu uma vantagem de quase cinco segundos para Rosberg, vencendo a prova carioca.

O esforço de Piquet foi tamanho que o piloto acabou desmaiando no lugar mais alto do pódio. Ele foi socorrido pelo então governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, e por Rosberg, segundo colocado.

Mas o resultado de Jacarepaguá acabou sendo modificado dias depois, graças à descoberta de um engenhoso recurso que beneficiava os carros de Brabham e Williams. Explica-se: o sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo estipulado antes da largada.

Porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluídos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro das regras.

No final das contas, a FIA decidiu desclassificar Piquet e Rosberg, e a vitória caiu no colo de Alain Prost.

Resultado final
1 - Alain Prost - Renault
2 - John Watson - McLaren-Cosworth
3 - Nigel Mansell - Lotus-Cosworth
4 - Michele Alboreto - Tyrrell-Cosworth
5 - Manfred Winkelhock - ATS-Cosworth
6 - Didier Pironi - Ferrari

Pole-position - Alain Prost - Renault


Fonte: 4 Rodas