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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

QUE NOTA VOCÊ DARIA A RUBENS BARRICHELLO?

"Dou uma nota oito para a minha temporada até o momento, porque não podemos avaliar só as vitórias nas pistas. Até o começo da temporada estava sem saber se correria e, hoje, estou disputando o título. Por isso, esse já é um ano vitorioso. Estou esperançoso e vou tentar ganhar esse campeonato tão sonhado", garantiu Rubens Barrichello no Sportv.

E você, que nota daria para a temporada de Barrichello?

domingo, 14 de junho de 2009

NO TEMPO DO CARBURADOR: A Formula 1, sua evolução ou o que faz a grana...

Em agosto poderemos relembrar os F1 “antigos” e o pessoal mais carburador relembrar alguns bólidos, como eram chamados naquele tempo. Difícil vai ser não lembrar Interlagos velho, ver a negrinha (Lotus 72 D) do Emerson fazendo a 1 e 2, flap, ou seja de pé em baixo, contra-esterçando, ou o pessoal maluco que ficava de costas para a pista tentando descobrir se o próximo carro era uma Ferrari, um Matra ou um simples Cosworth. Acampar de quinta a noite até domingo, sem banho, comida, banheiro... Às vezes em treino o pessoal fazia o anel externo para economizar a volta, só que com aceleração plena! Lembrar 75, quando em pleno retão a UOP Shadow de Jarrier quebra deixando a vitória a Brabham de Pace e o segundo com a McLaren M23 de Emerson. Bons tempos?

Os carros duravam algumas temporadas, a Lotus durou de 72 a 76, a McLaren de 73 a 78, sendo o primeiro carro do Piquet, alguns carros eram alugados aos melhores pilotos locais que disputavam a prova local, os montadores da F1, eram malucos que compravam motor, freio, suspensão e cambio e com muita intuição, improvisação e TESÃO pela coisa metiam a cara e a pouca grana nos carros. Nos testes de pneus em Interlagos, quem conseguia entrar na área dos boxes, auxiliava da maneira que podia, sendo empurrando o Copersucar da fábrica até a entrada do portão principal ou, imagine a cena hoje, parando o transito para o carro amarelo passar.

A improvisação para os PADRÕES DE HOJE, eram totais, em 72 a Lotus pegou fogo e foi restaurada de sexta para sábado com fibra de vidro e pintura do Sidnei Mosca, peças de reserva? Muito poucas. Quando o Emerson testou o Copersucar em túnel de vento na Embraer todos achavam coisa de maluco, o comum era encher o carro com fitas adesivas e andar com ele pela pista com alguns carros filmando e/ou fotografando para ver o fluxo de ar. E olha os carros que saíram...

Hoje, o pessoal (as empresas) não brinca mais se fica uma temporada sem fazer nada, gastam uma nota absurda, vejam a briga atual para teto de gastos, tem mil engenheiros, estrategistas, metereologistas, massagistas, o cara que só troca o pneu esquerdo dianteiro, o que só abastece e vem um time pequeno que só tem grana para correr a temporada e enfia 6 corridas em 7 e mais uma equipe pequena faz a outra vitória.

Honda desiste, Ford desiste, Renault ameaça assim como a Toyota, em Interlagos veremos o que alguns abnegados fizeram e acabaram fazendo história.

Para quem viveu, presenciou a certeza de que a Copersucar, Emerson, Divila e companhia foram pessoas atemporais adiante de seu tempo, isso sem contar uma nova geração de engenheiros, projetistas que até hoje estão na moda.

Talvez este pessoal foi o último a ter TESÃO naquilo que fazia, dinheiro não era obrigatoriamente tudo.

Talvez em agosto poderemos resgatar ainda alguma coisa daqueles tempos, Interlagos já não é o mesmo, a corrida já não é mais no verão, nós não somos mais os mesmos, porém a chama ainda persiste e o máximo que podemos fazer atualmente é passá-la para algum outro doido e este dar continuação a história.

Um grande abraço e até a próxima, Dr. Roque

domingo, 5 de abril de 2009

NO TEMPO DO CARBURADOR: SOBRE 2009.

E o tempo corre muito rápido, já vimos a segunda corrida, e algumas análises já podem ser percebidas, na Ferrari, saiu o Todt e o seu substituto, seu genérico: o Nescau (Domenicalli), só tem feito lambança, é horário errado, pneus errados, estratégia(?) meio malucas e por enquanto coitado do Massa e do Kimi, mesmo com a presença do Schumacher (vulgo Dick Vigarista, nesta temporada brilhantemente representado pelo Hamilton...) nos boxes.

A diferença de um chefe de equipe como o Ross, que é atuante nos boxes, como o era o Todt, assim como não é o Briatori, com este último politicamente a coisa vai, mas na parte técnica...

As equipes menores voltam a ter a característica dos anos 70 e 80, pois tem menos pessoas, ou dirigentes, e colocam em prática algumas idéias, veja o difusor traseiro de algumas equipes, as menores e menos cotadas no início da temporada, Brawn, Willians. Quem se lembra da despedida do Gil da equipe da Honda percebeu que ele disse que havia muitos chefes, algo parecido com alguns países. A idéia passa na ascendente por n pessoas e retorna passando novamente por n pessoas para se aprovar a idéia ou não. E agora com a falta de treinos a coisa tende a piorar.

Quem gosta de checar na sexta os tempos, vai ver um monte de gente tentando achar um caminho novo, e vai ser novamente um tal de troca bico, dá 5 voltas, troca a tomada de ar, mais cinco voltas e assim vai, no sábado pela manhã a coisa vai ser mais interessante e as surpresas acontecerão no treino oficial. Pelo menos vai dar para avaliar melhor as evoluções de piloto e carro.

Agora, que horariozinho legal para as duas provas iniciais... A segunda acabou por falta de luz natural, acho que isto nunca tinha acontecido. Quanto à chuva, já vimos piores em Interlagos e como está não é uma pista de autorama, com tudo plano as coisas tenderam a um alívio mais rápido.

Agora quanto a coluna do dia primeiro de abril, apesar da brincadeira, tem muita coisa de sério principalmente em relação à McLaren e o Hamilton, era só ver as entrelinhas das entrevistas de ambas as partes no período de “férias”.

E finalmente um grande abraço ao senhor Mario Sérgio Zuga (vulgo Ron Dennis), gerente da Pizzaria Babbo Giovanni de Perdizes (3825 4336), uma grande e simpática figura. Recomendamos.



Um grande abraço e até a próxima.

Dr. Roque.

segunda-feira, 23 de março de 2009

NO TEMPO DO CARBURADOR: A importância de Rubinho para o automobilismo nacional

A permanência de Barrichello na F1 trouxe uma inegável divulgação para o automobilismo, neste tempo que esteve “parado”, a central de boatos permaneceu colocando suas novas atividades de jogador de golfe, junto com outro renascido, o gordinho, de proprietário de um time da Stock, ou mesmo corredor de Stock, falaram dele na F. Indy, até mesmo substituindo o Helinho.

O descaso que a mídia trata as atividades nacionais é impressionante, tivemos uma etapa da WTCC, e apenas alguns abnegados sabiam de sua existência. No mesmo fim de semana no Paraná ocorreu o IRC e campeonato Sul-Americano de Rally, e nenhum dos dois tiveram ao menos um espaço nos jornais, revistas que se dizem especializadas e tampouco em programas desportivos.

A divulgação em tempos de crise deveria ser intensa, divulgando competidores e marcas...houveram muitas trocas de pilotos, de equipes e nenhum dado foi divulgado. Diferente dos anos 70/80 em que os autódromos viviam cheios, com provas todo fins de semana, campeonatos de arrancada entre os eventos e tudo isto divulgado pela mídia. Chegando aos autódromos você recebia pequenos pasquins com resultados, tabelas e colocação do campeonato e principalmente o calendário do ano, hoje... A propósito quando serão as Mil Milhas Brasileiras? Qual o piloto do carro 35 da Stock? Qual o seu patrocinador? Quais corridas em que pontuou?

Pois é se em algum fim de semana você estiver sem fazer nada, seu time não jogando, sua sogra viajou e você não tem lugar para almoçar, você vai até Interlagos? Você sabe de alguma corrida? Vai ter Copa Porsche? Trofeo Maserati? Ou pelo menos campeonato Paulista? Claro que não você vai ficar vendo o Faustão ou o seu Silvio, por falta de informações. Pelo menos neste período de estiagem se falou não só do desfalque do Helinho, mas da volta do Rubinho e sua Brawn! Será que será uma re-edição do Emerson com sua negrinha?

Então seja bem vindo novamente Rubinho, trazendo o automobilismo nacional novamente para o noticiário e não só Massa, Hamilton, McLarens e Ferraris.

E o novo (velho) Interlagos? Sai do papel? Espero que sim... Chega de autorama!

Um grande abraço, Dr. Roque.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

NO TEMPO DO CARBURADOR: AT LAST BUT NOT AT LEAST: DR. ROQUE RIDES AGAIN…

Passado o ano novo(?), vendo o noticiário e pensando nos tempos passados ou nas corridas passadas ou nestas épocas de treinos, daquilo que acontecia em Interlagos e no finado Jacarepaguá!

A primeira constatação: sem amor ou tesão pelas pistas nada acontece, nos anos 60; 70; 80 e início dos 90 a maioria de equipes eram independentes, você tinha o kit car, ou seja motor Ford Cosworth, freios e geralmente cambio e embreagens padrão e muita imaginação de engenheiros de pista, pilotos e chefes de equipes pensando em corridas, as empresas não se envolviam, Lauda nesta última semana se referiu a falta de caráter dos atuais pilotos, com certeza se referindo às suas atitudes, pois pistas com subidas? Descidas? Curvas inclinadas? Curvas cegas (pro pessoal que já invadiu Interlagos é só ver o S do Senna prá ter idéia!), o piloto quer mais é pista de autorama, tudo planinho, pista como mesa de bilhar, carro com super patrocínio, super salário e na hora de disputar uma curva diz que a aerodinâmica de seu carro não ajuda.

Quanto as equipes, metem o pau nos autódromos mais velhos, pois onde já se viu fazer uma curva em ascendente ou descendente, por curiosidade penso em ver o Kimi e um monte de outros pilotos fazendo a Ferradura no antigo Interlagos ou a curva 1 e 2, com o pé flat, com o carro sobre-esterçando e o piloto corrigindo, basta ver a câmera on-board e ver que o piloto apenas faz a curva...

Falta amor as pistas, culhão de andar pendurado e com equipes que queiram mostrar serviço e não na hora que não quiserem brincar mais saírem porque não me deixam ganhar. A Toyota já falou se não ganhar(!) se retira das pistas, exemplos deste tipo de atitude ou pensamento não faltam: Ford, Honda, Peugeot ou até quando uma Mercedes vai manter a sua marca? Faltam mais Frank Willians, Fittipaldis, Chapmans, Tyrrells e tantos outros para que o que importava era a corrida em si ou o meio de pensar em automóvel, duplos chassis, carros movidos a turbina (aí Marcão...), carros de seis rodas ou dupla embreagem, Chapman, carros sem radiadores de Gordon Murray (Brabham) e muitos outros.

Vai ser dada nova luz verde, vamos xingar mais, ver qual será o campeão e o braço duro do ano, e aí pessoal, que tal fazer pontuação não só dos oito primeiros mas também dos 4 últimos no bolão? E que neste ano termine também com o choro iniciado 15 segundos antes do término final de Interlagos, mas por motivo de alegria.

Um grande abraço e vamos acelerar a barata do nosso modo!

Dr. Roque (e neste ano lembrem-se que depois de um Roque vem sempre outro Roque...)