sábado, 25 de abril de 2009

No Caminho para... Bahrein, 2009

Por vezes costumamos chamar de Barém, mais que país é este? Como todos já aproveitaram os treinos de quinta e de sexta e logo hoje cedo o oficial pela manhã, vimos a estrutura de apoio e logística aplicada neste autódromo, e mais ainda, oferecida ao público e bastores da corrida.


Este pequeno país (+- 692km²) na história teve os seus registros, aportado desde cedo por piratas e outras espécies de bandidos logo teve a cobiça por ser um conjunto de ilhas bem na região do Golfo Pérsico de importante posição geográfica. Persas, Portugueses e britânicos tiveram a ilha como comércio de troca e barganha. Na área tem vizinhos indigestos como: Irã (pelo mar), Qatar (brasileiros por lá jogando) e Arábia Saudita (e mais brazucas por lá). Regido por uma monarquia, com conselhos legislativo (consultivo 40 membros e representante) o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa manda e desmanda no pedaço (desde 1971), com seus “dinares” (moeda local) no primeiro-ministro (Khalifa bin Salman Ali Khalifa) e no todo o gabinete, diga-se um cabide descarado de emprego: Toda a Família empregada!








A população é composta por 62,4% Bahrani e 37,6% de estrangeiros, deles 81,2% muçulmanos, 9% de cristãos e 9,8% de outras religiões. Na religião o bicho pega: Muçulmanos sunitas e xiitas 81.2%, 9% cristãos e outros 9.8%. Falando um pouco tem–se: Árabe (oficial), Inglês, Farsi e Urdu.


Economicamente vive do petróleo e suas manufaturas (incluindo alumíneo), como empresas de pontas nesta área. Sistema de transporte desenvolvido e voltado para exportação do petróleo, dando ao luxo de processar todo o petróleo da Arábia Saudita em suas ilhas. Esta é a alavanca que move este pequeno tigre no meio do deserto, Petróleo: responde a aproximadamente por 60% das exportações, 60% dos rendimentos do governo local e 30% do PIB.

Na agricultura, ficaram expertos e desistiram de esperar água dos deuses, aproveitam as águas subterrâneas para a prática de algumas horticulturas. Algo em torno de 200 espécie de vegetais cultivados, mais a pesca e o cultivo de perólas economicamente vão alavancando o comércio regional. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água e o desemprego entre os jovens, compõem as principais preocupações nacionais a longo prazo. Sem falar da porção de 2,82% de terra cultivável.

Com clima árido, acima de 28 graus no verão e moderadas no inverno em média 21 graus. Os pilotos literalmente são assados no dentro do F1. É deserto mesmo!!! porções minúsculas de grão de areia podem fazer a diferença nos carros, tempestades de areia e por vezes várias vezes no dia vai tornando o clima deste país inóspito aos ocidentais e europeus.

Desastres Naturais ronda estas terras, como: Secas periódicas e tempestades de areia. Desertificação resultante da degradação das terras aráveis limitadas, os períodos de seca, poeira e tempestades; costeiras degradadas (danos causados às zonas costeiras, recifes de corais, mar e vegetação), resultante de derrames de petróleo e outras descargas de grandes petroleiros, refinarias de petróleo, distribuição e estações; falta de recursos de água doce (águas subterrâneas e de água do mar são as únicas fontes de água para todas as necessidades).

Na ganância do petróleo: Acordos internacionais assinados, mas não ratificados: Biodiversidade, Mudanças Climáticas, Alterações Climáticas, Protocolo de Kyoto, desertificação, resíduos perigosos, o Direito do Mar, Proteção da Camada de Ozônio, Zonas úmidas. O Rei por lá, não quer saber de nada disto, e a Fórmula 1, o que pensa disto?

Qual Caminho pra lá? de avião partindo com a Gulf Air, desde Londres a outras regiões próximas. Vai de carro? somente via Arábia Saudita (várias empreiteiras nacionais traçaram a maior parte das estradas neste deserto). Na capital, Manama, utilizar táxi tem que ser na base da pechincha, parece com os daqui do Rio, tem taxímetro e dizem que não funciona – acabou de quebrar! Espertos não! De ônibus por lá, esqueça deles, nem a FIA conseguiu dar jeito no transporte para o evento da F1..daí o vasto estacionamento no autódromo para tal finalidade..por este motivo.

Curiosidade mesmo é o serviço de alfaiates, produzem qualquer tipo de peça com vários tipos de tecidos, jóias com diamantes, cristais são outro pedida. São loucos por relógios..cada um com sua maluquice! Em locais públicos, ande de calças e não de bermudas; mulheres devem andar de saião. Em clubes de praia e hotéis pode-se usar roupa de banho. Não demonstre afeição ao sexo oposto em público: casais se beijando tem sido presos nessa situação não aceita socialmente. Entretanto, homens são freqüentemente vistos em público abraçando-se e beijando-se entre si, e mulheres podem andar de mãos dadas. Isso não denota homossexualidade, apenas um costume. Evite qualquer confrontação e nunca polemize a situação. Quase de vez em quando acontece aqueles arranca rabos por lá, pequenas manifestações, coisa do tipo dos outros países da região..capitão Nascimento por lá tem vários seguidores.



O autódromo de Sakhir é recente, começou a utilizado em 2004, com título de ser o mais seguro da categoria. Estourando a tradicional champanhe não-alcoólica conhecida como Waard pela 1ª vez foi Schumacher (2004), seguido por Alonso (05/06) e Massa (07/08). Ano passado Kubica largou na frente e não levou o caneco, deixo pro Massa! Diferente mesmo foi a melhor volta feita por Kovalainen, nem bebendo Red Bull se explica este feito!

O que veremos logo pela manhã, corrida sem chuva, pneus estourandos e piloto batendo o cinto. Há..mais e a desculpa, qual será? O calor! Até mais, e volto já no próximo GP da Espanha!


Fonte: Wikimedia, WikiPedia, WikiTravel e ArabesQ

6 comentários:

Rodrigo Cabral disse...

Tá bom...Tá bom!!!

Prometo que vou economizar nas próximas vezes no tamanho da coluna.

fabricio disse...

Rodrigo, c é Turismologo????

A. ROQUE disse...

Mandou muito bem, Rodrigão!

E não economize não, está excelente!

Parabéns!

- IGOR! - disse...

sempre muito bom!!!

Marcos - Blog da GGOO disse...

Vai tirar emprego de muitos guias turísticos desse jeito!!!
Parabéns mais uma vez.

Rodrigo Cabral disse...

É o carinho de passar alguns detalhes, colocar um fato novo, uma curiosidade, escrever juntando o humor típico de torcedores por F1.

É tentar não se repetitivo, no mais é apenas a minha curiosidade atiçada que me ajuda a buscar estas informações...

Obrigado pelo carinho.