segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

SENNA ESPECIAL: The Right To Win (full video)

Figuras de papelão*

* Por Fábio Seixas


Certa vez, lá pelos idos de 2005, entrevistei Ecclestone em seu escritório em Princes Gate, área nobre de Londres.

Estudava Administração Esportiva na capital inglesa –eu, no caso. E a visita tinha caráter acadêmico, não jornalístico. Minha tese de mestrado tentava sugerir soluções para um problema que qualquer torcedor de arquibancada no esporte a motor já enfrentou: como aumentar o nível da informação que (quase nunca) chega até lá.

Quem já se aventurou a ver uma corrida in loco sabe que, depois de duas ou três voltas, fica quase impossível saber quem está em que posição. É uma grande curtição, sim, mas praticamente às cegas.

Ecclestone foi gentil e me recebeu num pequeno gabinete onde a única peça de decoração era um pôster, atrás da mesa, com capas célebres da “Playboy” nos anos 80.

O que saiu da conversa: para ele, a questão não interessava. Na lógica do homem forte da F-1, o público nos circuitos é apenas um detalhe. Com um adendo importante: um detalhe que incomoda.

Em resumo, a bilheteria significa pouco dentro do bolo de receitas da categoria, mas os problemas que causa são grandes –os promotores, parceiros de Ecclestone, precisam dar um mínimo de conforto e segurança para aqueles consumidores. E lidar com gente dá dores de cabeça.

O inglês disse que, se pudesse, substituiria o público nos autódromos por figuras de papelão, para que as arquibancadas vazias não causassem um efeito feio na TV.

Porque, para ele, o telespectador é a antítese do público em carne e osso. A custo zero, ele revende o mesmo produto para emissoras do mundo todo por cerca de R$ 135 milhões/ano. E, de quebra, terceiriza as chateações.

Todo esse prólogo por conta de uma sacada do jornalista inglês Adam Cooper, nesta semana, no Twitter: dos 19 países confirmados no calendário da F-1 em 2013, apenas 5 terão um piloto da casa. São eles Austrália, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Brasil.

Ou seja, em 74% das provas, o público não terá um conterrâneo para torcer.

(Não por acaso, em circuitos novos da Ásia e do Oriente Médio os assentos são coloridos, como um mosaico, para amenizar os clarões da falta de público. São, de certa forma, as figuras de papelão sonhadas por Ecclestone.)

Voltamos ao ponto da conversa em 2005, sob aquelas figuras lânguidas de pin-ups: o público, com sua paixão, é um detalhe. Circuito por circuito, ganha um GP aquele que paga mais. Só isso.

A F-1 vai aonde o dinheiro está.

CLASSIC PHOTO: EMERSON FITTIPALDI - MONTJUIC, 1972


F1: Lewis Hamilton & McLaren - End of an Era (2007-2012)

Por que o Brasil nunca mais teve uma equipe? Wilsinho explica*

* Publicada no site Totalrace


Chefe da única equipe 100% brasileira na F-1, a Copersucar, reflete sobre os motivos da experiência não ter se repetido
Enquanto outros países com tradição bem menor na F1, como Suíça e, especialmente a Índia, ostentam atualmente uma equipe no grid da categoria, o Brasil, país oito vezes campeão mundial de pilotos e com mais de 100 vitórias na história, parece longe de voltar a ter uma equipe própria. Desde que a Copersucar-Fittipaldi fechou as portas há mais de 30 anos, o país nunca mais abrigou uma equipe inteiramente sua na principal categoria do automobilismo.

A desculpa da falta de dinheiro não explica muita coisa, já que o país tem uma economia forte nos dias atuais. Tampouco o desinteresse na categoria, pois o Brasil é um dos raros países que contam com um GP no calendário desde os anos 70, de forma ininterrupta. Para Wilsinho Fittipaldi, o homem por trás do projeto da Copersucar, o principal entrave seria a falta de apoio.

“Para ter uma equipe competitiva hoje em dia é preciso conseguir pelo menos 200 milhões de dólares em patrocínio. É muito difícil a pessoa conseguir isso, a não ser que tenha o apoio de uma montadora, o que no Brasil complica muito. Os custos aumentaram demais desde aquela época e para topar uma parada dessas tem que ter muita vontade”, explicou Wilsinho.

“E tem o problema que no Brasil normalmente falta apoio. Hoje em dia talvez esteja até um pouco melhor, mas naquela época era muito complicado. Uma equipe conquistar um sétimo, oitavo lugar era considerado lixo”, lembra. Em 104 GPs, a Copersucar-Fittipaldi conquistou 44 pontos, em uma época em que só os seis primeiros pontuavam e somou 3 pódios. Para efeito de comparação, a Force India, consolidada equipe do grid atual, tem apenas 1 pódio em 93 corridas. E é um time respeitado, cujos cockpits são disputados por vários pilotos. Já a escuderia dos irmãos Fittipaldi, mesmo com um desempenho até um pouco melhor foi ridicularizada no Brasil na época, na opinião de Wilsinho.

“Chegou ao ponto de, uma vez, com a gente terminando em 3º e 5º em um GP na Argentina, ter de ouvir um radialista chamar a equipe de ‘Geni’, aquela que todos jogam pedra. Isso prejudicava muito. Hoje, tem vários jornalistas especializados, mas naquela época eram dois ou três. O resto cobria sem saber muito do que estava falando. Não tinham ideia do que é estar na F1, das dificuldades e do trabalho a longo prazo. Queriam resultados imediatos e F1 não é assim”, comentou Wilsinho. “O problema maior é que o público brasileiro só quer saber de ver um piloto do país chegando na frente, então é complicado haver investimento em uma equipe que vai demorar anos para ficar forte”, continuou.

É por esses motivos que o filho de Wilsinho, Christian Fittipaldi nem sonha em seguir os passos do pai e abrir um time próprio. “Nenhuma chance. F-1 hoje em dia requer uma estrutura enorme, muita gente por trás e muito investimento. Não é como na época do meu pai, quando ainda havia espaço para os garagistas”, observou.

Se não conseguiu exatamente cair no gosto do público brasileiro, a Copersucar-Fittipaldi pelo menos se orgulha de ter lançado dois campeões do mundo. O piloto finlandês Keke Rosberg e o genial projetista Adrian Newey, grande nome da Red Bull atual. Pena que Newey apareceu escuderia brasileira muito jovem, lamenta Wilsinho. “Ele era bom, mas ainda estava aprendendo. Se fosse este Newey de agora, certamente a gente estaria no grid até hoje”, suspira o brasileiro.


domingo, 6 de janeiro de 2013

DAKAR 2013: ETAPA 02

Resumo da etapa 02 (06/01/2013):
Pisco (Peru) --> Pisco (Peru)

sábado, 5 de janeiro de 2013

DAKAR 2013: ETAPA 01

Resumo da etapa 01 (05/01/2013):
Lima (Peru) --> Pisco (Peru)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Rubinho vai disputar as 24 Horas de Daytona ao lado de Tony Kanaan


Recentemente, Rubens Barrichello anunciou que saiu da Fórmula Indy e vai pilotar na Stock Car em 2013. Mas, antes de começar sua empreitada na categoria brasileira, o ex-piloto da Fórmula 1 vai ter outro desafio: as 24 Horas de Daytona, informa o site TERRA.

Rubinho vai correr na tradicional prova de longa duração norte-americana, que será realizada nos dias 26 e 27 de janeiro, tendo como companheiro seu amigo e companheiro na KV Racing, Tony Kanaan. Os dois brasileiros vão participar da competição a bordo de um Porsche 911 GT3 da Dener Motorsport, equipe do Brasil que é responsável pela Porsche GT3 Cup nacional.

Rubens Barrichello e Tony Kanaan vão pilotar o carro número 21 e vão se revezar no comando da máquina durante as 24 horas de duração da prova, que é disputada no lendário circuito oval de Daytona, localizado em Daytona Beach (EUA), no estado da Flórida.

A dupla brasileira terá o primeiro contato com o carro entre os dias 4 e 6 de janeiro, período no qual são realizadas sessões de testes. Barrichello é estreante na prova que abre o calendário norte-americano de automobilismo. Em contrapartida, a inexperiência do brasileiro nas 24 Horas de Daytona será compensada por Tony Kanaan, que participou em 1998, pela equipe Tom Gloy Racing, e encerrou na 11ª colocação geral e em terceiro na classe GT1. Na ocasião, o baiano guiou um Ford Mustang Cobra.

Além de Rubinho e Kanaan, outros 13 pilotos brasileiros vão participar das 24 Horas. Oswaldo Negri Jr., atual campeão, deve pilotar um dos carros da Michael Shank Racing na classe DP (Daytona Prototypes), a principal categoria da prova. Christian Fittipaldi, Felipe Nasr e Nelsinho Piquet também vão correr na DP, a bordo de um Corvette DP da equipe Action Express Racing.

Além dos pilotos já citados, Nonô Figueiredo, Constantino Júnior, Clemente Lunardi, Ricardo Maurício, Marcel Viscondi vão participar da classe GT, pilotando um Porsche 911 GT3 da Dener Motorsports, e Chico Longo, Rafa Matos, Daniel Serra e Xandinho Negrão vão guiar uma Ferrari 458 da Scuderia Corsa.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DAKAR 2013: PERU - ARGENTINA - CHILE

A edição 2013 do Rally mais famoso do mundo acontecerá de 05 a 19 de janeiro e com a largada na capital peruana Lima, passando pela Argentina e chegada prevista para a capital chilena, Santiago. 

Acompanhe todos os detalhes no site oficial do evento (www.dakar.com) ou aqui pelo Blog da GGOO. Confira a programação das etapas abaixo:
DATASTARTFINISH
05/01/2013LimaPisco
06/01/2013PiscoPisco
07/01/2013PiscoNazca
08/01/2013NazcaArequipa
09/01/2013ArequipaArica
10/01/2013AricaCalama
11/01/2013CalamaSalta
12/01/2013SaltaSan Miguel de Tucumán
13/01/2013Dia de descanso
14/01/2013San Miguel de TucumánCórdoba
15/01/2013CórdobaLa Rioja
16/01/2013La RiojaFiambalá
17/01/2013FiambaláCopiapó
18/01/2013CopiapóLa Serena
19/01/2013La SerenaSantiago

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

DAKAR 2013: OFFICIAL TRAILER

sábado, 29 de dezembro de 2012

FELIZ 2013!

Clique na imagem para ampliar

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Cartão de Natal 2012 de Bernie Ecclestone


SENNA ESPECIAL: TOLEMAN


Preview*

* Por Humberto Corradi




Terceira vez.

A Red Bull fatura mais um título de construtores e Sebastian Vetell se coloca como
o piloto a ser batido.

E agora?

O que esperar da Fórmula 1 em 2013?

Mais do mesmo?

O pessoal do energético quer assim.

Por isso não fez mudanças.

O time é bem entrosado.

Dinheiro não falta.

Tanto que tem até filial.

Sendo assim, como não sonhar com o tetra?

E ainda tem a estrela Adrian Newey.

Algum problema no reino da alegria?

Somente Mark Webber.

O australiano, que está em casa se recuperando da cirurgia na perna, acha que pode
ser melhor que Vettel.

Não sei se disse isso sob o efeito da anestesia.

Tudo bem.

Nada que Christian Horner não possa contornar.

**

A Mercedes é um caso especial.

Quer brigar por títulos.

O sucesso na Fórmula 1 faz parte dos planos da Daimler.

Para entender.

Depois que assumiu a direção da empresa, o turco Dieter Zetscher vem acabando com
toda a diversificação que havia no negócio.

Quer os ovos numa única cesta: o mercado automobilístico.

A estratégia tem como objetivo ver a Mercedes dominando seu seguimento.

Por isso a marca não poupou esforços para contratar Lewis Hamilton.

O quartel general de Stuttgart quer ver sua estrela brilhando nas pistas de todo o mundo.

O plano dará certo?

Pode ser.

Estrutura e dinheiro não serão obstáculos.

Ross Brawn que se prepare.

Será cobrado como nunca na vida.

**

No entanto o comandante do exército alemão não corre perigo de ficar desempregado.

A Ferrari sonha com sua volta.

A Scuderia Italiana deverá começar 2013 um pouco confusa.

As primeiras informações dizem que existem divisões.

Ninguém tem uma palavra firme sobre o que será o carro da próxima temporada.

Falta liderança.

É daí que surge o nome de Brawn.

A esperança é que o carro permita que Fernando Alonso possa aprontar das suas.

Há a torcida que o problema com os dados do túnel de vento seja resolvido de uma vez.

Apesar da altíssima tecnologia (como você pode conferir na imagem que ilustra esse post)
a coisa não funciona.

**

E a McLaren?

Alguém duvida que os ingleses continuarão competitivos?

Penso que o pior problema será na classificação do sábado.

Das oito pole positions conquistadas pela equipe de Woking, Jenson Button foi
responsável por apenas uma.

E isso não é bom.

Hoje todo mundo sabe que largar atrás na categoria é sinônimo de problemas.

Como essa também não é a especialidade de Sergio Perez, poderá haver muitas
dificuldades ao longo da temporada.

**

A Lotus.

O time mais legal do grid.

A equipe da moda conseguiu finalmente equilibrar sua contas.

A entrada da Coca-Cola com a Burn e o acordo com a Honeywell trouxeram milhões
de Euros.

Futuro brilhante?

Quer minha opinião?

Sei não.

Por conta do Kimi.

É um excelente piloto.

Porém creio que precisa acontecer um milagre para fazer Raikkonen brigar por
alguma coisa.

E sem luta alguém pode conseguir algo contra Vettel e Alonso?

**

Falando da Williams.

Frank está num período de transição.

Quer ser independente.

Entretanto sua equipe não tem recursos próprios.

Depende do patrocínio trazido por Pastor Maldonado.

E essa dependência mina as pretensões da equipe de Grove.

A derrota na disputa pelo patrocínio da citada Honeywell deve ter sido um
duro golpe.

O cancelamento do C- X75, projeto conjunto com a Jaguar, foi outro.

O time conta moedas.

Até Bottas, mesmo sendo um protegido, teve que trazer dinheiro para completar
o orçamento.

4 milhões de Euros.

Seriam 6...

Mas a PDVSA fez o favor de aumentar de 40 para 42 milhões de Euros a anuidade.

É difícil planejar sem ser dono do seu destino.

**

Os outros.

Sem prognósticos.

Só desejos.

Tenho esperança de pequenos brilhos da Sauber, que anda pelos cantos conversando
com a Porsche, e da confusa Force India.

Gosto do Vijay Mallya.

Parece habilidoso para contornar os problemas.

Com parceiros dos Emirados Árabes está tentando salvar sua empresa aérea.

Também que a Caterham e a Marussia se embolem com a Toro Rosso.

Mais?

Uma temporada sem acidentes graves.

Que caia uma chuva no GP de Abu Dhabi.

E que o retorno de Flavio Briatore ao paddock não se confirme!

Apesar de gostar de ver o circo pegar fogo...

A despedida da McLaren para Hamilton*

* Por José Inácio

Veja esse pequeno vídeo (em inglês) que rememora com engenheiros e mecânicos da equipe as 6 temporadas que o jovem Lewis Hamilton, campeão de 2008, competiu pela McLaren. Curiosamente Ron Dennis não apareceu na telinha para registrar seu decerto leve adeus ao ex-pupilo...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

SENNA ESPECIAL: GP ALEMANHA, 1988


DI GRASSI DENTRO!


A Audi gostou mesmo do desempenho de Lucas Di Grassi nas 6 Horas de São Paulo, disputadas em setembro, em Interlagos. Em 2013, o piloto continuará defendendo o time da montadora germânica no Mundial de Endurance, anunciou a marca nesta quarta-feira (19). Não foi divulgado, porém, o número de provas que Lucas disputará, tampouco em parceria com que pilotos, informa o site Grande Premio.

O que é certo é que a equipe chefiada por Reinhold Joest alinhará três protótipos híbridos nas 6 Horas de Spa-Franchorchamps, em maio, e nas 24 Horas de Le Mans, em junho – logo, Di Grassi deve estar garantido nestas etapas. Em SP, em 2012, o brasileiro formou dupla com Tom Kristensen e Allan McNish e terminou a corrida na terceira posição, além de ter sido o mais rápido do trio ao longo do fim de semana.

André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer, campeões da primeira temporada da história do WEC, e Kristensen e McNish, vice-campeões, continuarão representando a marca. Os outros três pilotos serão Loïc Duval, Marc Gené e Olivier Jarvis. Dos nomes que também competiram com a Audi em 2012, Timo Bernhard e Romain Dumas se mudaram definitivamente para a Porsche, que vai entrar no endurance em 2014, e Marco Bonanomi foi retirado do time do WEC e deve receber outra função dentro do Grupo Volkswagen.

A montadora também apresentou oficialmente Jamie Green, nova aquisição para o DTM. Vindo da Mercedes, o piloto inglês é o sétimo confirmado para o campeonato de 2013. Dos oito que competiram na última temporada, o espanhol Miguel Molina e a suíça Rahel Frey não estão confirmados.