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quinta-feira, 17 de abril de 2014

O fim dos chefes bonzinhos*

* Por Tatiana Cunha


Dizem que chefe não pode ser bonzinho. Na F-1, então, menos ainda. E este era o principal “defeito” de Domenicali.

Sua queda, porém, não chega a ser surpresa. No paddock, há alguns anos sua saída vinha sendo esperada. Há quem diga, inclusive, que Alonso era um dos mais incomodados com a presença de Domenicali e que vinha há algum tempo tentando convencer Montezemolo para tirá-lo do cargo. Não duvido.

Equipe mais tradicional da F-1, a Ferrari amarga um longo jejum de títulos e tem se mostrado incapaz de construir um carro vencedor nos últimos anos.

Apesar de bem intencionado e correto, Domenicali demorou demais para mudar as coisas na equipe. O caso de Massa é um exemplo disso. O brasileiro já não rendia há alguns anos (diga-se desde 2008) e mesmo assim foi tendo seu contrato renovado, ano após ano, algo que na F-1 ninguém conseguia explicar.

Sua saída coloca fim à safra de chefes bonzinhos na categoria. Além dele, Martin Whitmarsh, que foi “saído” da McLaren, era outro exemplo. E, assim como no caso de Domenicali, sua amabilidade e complacência não ajudaram a equipe a conquistar nenhum título.

Para a vaga aberta pela saída de Domenicali a escuderia italiana trouxe Marco Mattiacci, executivo da empresa na América do Norte e sem experiência nenhuma na F-1. A equipe acredita que o mais importante agora é alguém que conheça bem a Ferrari, pois é mais fácil aprender sobre a categoria do que sobre o que acontece em Maranello.

Mattiacci começa a trabalhar já neste final de semana, aqui em Xangai. E não terá vida fácil, já que pelo que se viu nas três primeiras corridas do ano, o carro da Ferrari em 2014 não deve levar Alonso e Raikkonen muito longe.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Ferrari resolve continuar arriscando*

* Por Luis Fernando Ramos


Stefano Domenicali foi embora. Se pediu demissão, como anunciado oficialmente, ou foi mandado prá rua, pouco importa. Com ele, encerra-se uma era em que a Ferrari conquistou apenas um título em cinco temporadas, o de Construtores em 2008. Mas não dá para dizer que foi uma gestão fracassada. Em três deste cinco campeonatos, um piloto da Ferrari disputou o título até a última corrida, coisa que a McLaren, a Brawn/Mercedes e a Lotus, vencedoras de múltiplas corridas neste período, não conseguiram.

Mas Ferrari é Ferrari e o início ruim do time nessa nova era V6 custou o cargo de Domenicali. Ele havia cometido alguns erros em sua gestão - a demissão de Aldo Costa em 2011 julgo ter sido o pior deles - e sobrevivera a anos difíceis como este mesmo 2011 ou 2013. Foi um chefe de equipe simpático no trato com as pessoas e muito habilidoso na intrincada política interna de Maranello.

Eu acho que a responsabilidade das mazelas da Ferrari neste ano seja do chefe de motores Luca Marmorini e sua equipe - e não vejo muito sentido em mandar o chefe do time embora depois de apenas três corridas. Mas a mudança no comando do time já se desenhava há tempos e uma hora tinha que acontecer. Embora tenha sido o time que mais conseguiu desafiar a Red Bull nos últimos anos, os italianos sempre deram a impressão de ficar no “quase”. Faziam carros eficientes, mas com uma abordagem conservadora, impedindo que o modelo tivesse aquele algo a mais que garantisse uma fileira de títulos como na era Todt/Byrne/Brawn/Schumacher.

A nomeação de Marco Mattiacci é um passo arriscado nos lados de Maranello - o segundo em poucos meses, depois da decisão de colocar Kimi Raikkonen, um campeão do mundo, para correr com Fernando Alonso. Mattiacci é jovem, gestor competente da marca Ferrari na América do Norte, mas sem nenhum tipo de experiência na gestão esportiva. Pode ser um fracasso total, já que a história recente da F-1 premiou com vitórias chefes que vieram de dentro do automobilismo como Christian Horner, Eric Boullier, Martin Whitmarsh e o próprio Stefano Domenicali.

Mas não vamos esquecer de um tal Flavio Briatore, polêmico até o último fio de cabelo branco, mas que desembarcou na Fórmula 1 sabendo apenas como se geria uma cadeia que confeccionava roupas e amealhou um punhado de títulos e vitórias pouco mais de uma década comandando equipes na categoria.

Arrivederci*

* Por Fábio Seixas

Domenicali não é mais o chefe da Ferrari.

No cargo de diretor esportivo desde 2008, ele não aguentou a pressão após mais um início desastroso de campeonato.

Será substituído por Marco Mattiacci, presidente da Ferrari na América do Norte.

Já vai tarde.

A Ferrari sob sua gestão foi uma coleção de erros. Erros para todos os gostos: técnicos, esportivos, de gestão de pessoas, de estratégia. 

O caso mais recente, o do chassi quebrado de Raikkonen no Bahrein, é antológico.

Sim, era difícil a missão de substituir o Dream Team de Todt, Brawn, Byrne e cia. Mas em nenhum momento Domenicali chegou perto disso. Em seis temporadas à frente da mais tradicional escuderia do automobilismo, não conquistou nada 

A Ferrari viverá dias melhores.

(Talvez não em 2014, porque a vaca já colocou três patas no brejo.)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Domenicali diz ao Estado que Massa vai continuar na Ferrari*

* Por Lívio Oricchio

A notícia é muito boa para o Brasil. E vem de quem decide na Ferrari, seu diretor geral, Stefano Domenicali: “Se Felipe continuar correndo como tem feito não vejo nenhum problema para o futuro. Estou tranquilo quanto a nossos pilotos para 2014”. Os três acidentes sofridos por Felipe Massa recentemente não têm representatividade perto dos importantes pontos conquistados para a equipe desde a metade da temporada passada.

Nessa entrevista exclusiva ao Estado, realizada em Montreal, onde hoje será disputado o GP do Canadá, além de quase garantir a permanência de Massa na Ferrari o dirigente italiano diz ainda que os responsáveis pelos direitos comerciais da Fórmula 1, representados por Bernie Ecclestone, têm uma missão urgente pela frente: “Aproximar a Fórmula 1 dos jovens, hoje pouco interessados pelo evento”.

Estado (E) – A corrida aqui no circuito Gilles Villeneuve terá no mínimo dois pit stops. Prefere essa Fórmula 1 de resultados menos previsíveis e com pneus de elevada degradação, este ano um tanto criticada, ou o modelo anterior, com os pilotos podendo exigir tudo do carro e dos pneus o tempo todo?
Stefano Domenicali (SD) – Temos agora um fornecedor de pneus (Pirelli) que concordou em produzir pneus que gerem corridas com vários pit stops. Cabe a nós, equipes, responder da melhor forma possível a esse desafio, sem criticar a decisão (de Bernie Ecclestone, promotor do Mundial) toda hora. Corremos o risco de destruir um brinquedo extraordinário, a Fórmula 1. É um novo formato como tantos distintos que já tivemos. Reabastecimento, corridas sem pit stops, disputa entre dois fabricantes de pneus, dentre outros. Alguns aqui dentro da Fórmula 1 condenam o atual formato por desejar transformar o número de pit stops em algo da sua conveniência. Por outro lado, com várias paradas, precisamos encontrar formas de explicar o que está acontecendo na corrida para os fãs, pois sua compreensão nem sempre é fácil. O telespectador vê um piloto numa classificação que na realidade não é aquela, por causa da ordem dos pit stops. Nós, atores, não podemos ficar criticando a Fórmula 1 sempre, como agora. Os fãs se cansam. Temos, sim, é de passar uma mensagem positiva.

E – Qual modelo você acredita que a torcida prefere, as corridas com muitos pit stops ou com poucos?
SD – Creio que há quem goste de um formato e quem deseje o outro. Depende muito de como as corridas se desenvolvem. No modelo de hoje, o que vemos num domingo pode ser bem diferente do que assistimos no seguinte. O que disseram a respeito desse e daquele hoje na segunda-feira seguinte é revisto por completo. Com mais pit stops as provas são mais emocionantes, mas como disse é importante que o seu desenvolvimento seja bem explicado para o torcedor, pois é fácil se perder. O que posso dizer do ponto de vista de uma equipe é que trabalhamos muito mais com o atual formato, temos de estar atentos a bem mais parâmetros.

E – A Pirelli deseja ou necessita mudar os pneus traseiros atuais para evitar problemas como tiveram Massa, Hamilton e Resta, a delaminação, ocorrida em ocasiões especiais. Mas não consegue por precisar de que todos os representantes das equipes concordem.
SD – Em nenhum momento a Pirelli citou a palavra segurança para justificar a mudança. O que não podemos é projetar um carro para as características dos pneus que nos foram repassadas pelo fornecedor de pneu e, de repente, essas características serem alteradas. Houve quem trabalhou melhor para explorar esses pneus e quem está compreendendo durante o campeonato como fazê-los funcionar melhor. Agora, mudar o pneu durante a temporada no meu ponto de vista está errado.

E – Como está vendo todo esse desgaste para a Fórmula 1 com o teste da Mercedes para a Pirelli com o carro atual?
SD – Os testes são proibidos pelo regulamento. Nós realizamos um teste mas com o carro velho, de 2011, o que não é ilegal. A FIA solicitou os dados do nosso teste e depois de analisá-los não nos culpou por nada. Temos, agora, um processo em curso (contra a Mercedes) e o Tribunal Internacional vai julgar. Não tenho mais comentários a esse respeito.

E – Estamos nos aproximando da metade do campeonato e diante da mudança radical no regulamento em 2014 será importante definir os pilotos o mais breve possível. Você já está pensando nisso?
SD – (Risos). Essa é uma das soluções mais fáceis a serem tomadas quanto à próxima temporada. Complexo é o desafio técnico que enfrentamos com tantas mudanças e sem poder realizar testes. Vamos chegar no início do próximo ano com várias incógnitas e com apenas três testes antes do início do campeonato não temos garantia de entender tudo. Esse é um tema para profundas reflexões. Sobre os pilotos, todos sabem que Fernando (Alonso) tem um contrato de longo prazo e Felipe, apesar de tudo que disseram, continua conosco. Se Felipe continuar correndo como tem feito não vejo nenhum problema para o futuro. Estou absolutamente tranquilo quanto a nossos pilotos para 2014.

E – Felipe Massa deve, então, continuar na Ferrari?
SD – Absolutamente sim.

E – Uma curiosidade: a FIAT, proprietária da Ferrari, é a líder do importante mercado brasileiro de veículos há sete anos e até o fim de 2013 produzirá cerca de um milhão de veículos. Esse fato tem algum peso na hora de a Ferrari definir o companheiro de Alonso?
SD – Zero, zero, zero.

E – Vê algum grande talento aparecendo no cenário internacional?
SD – Sinceramente não. Volto ao discurso da proibição dos testes. Os pilotos não se formam no simulador, mas na pista. Está nascendo esse projeto da FIA de criar um plano de ascensão na formação dos pilotos, com a Fórmula 4, Fórmula 3… para lhes dar a possibilidade de ir crescendo. Mas é importante que se dê a esse jovem a chance de pilotar carros da Fórmula 1. Hoje o regulamento autoriza três dias de testes para jovens pilotos por ano.Vamos falar claro, isso significa nada. E como é proibido também para as equipes treinarem durante o ano, elas aproveitam esses testes com os jovens pilotos para realizar as experiências técnicas que necessitam nos carros. E quanto a esse teste também, vale lembrar que alguns times veem nele a possibilidade de ganhar dinheiro, eles precisam. Em resumo, não é com esses três dias de testes que vamos descobrir jovens pilotos de talento. Precisamos rever a estrutura da sua formação. Há hoje grandes pilotos na Fórmula 1, mas nas categorias de baixo não vejo os pilotos extraordinários que apareciam antes.

E – O desafio técnico enfrentado pelas equipes na concepção dos modelos de 2014, com motor turbo e dois sofisticados sistemas de recuperação de energia, capazes de disponibilizar 180 cavalos de potência, será, da mesma forma, extendido para os pilotos. Eles precisarão submeter-se a longo treinamento antes de sentar no carro e depois estudar como utilizar todos os recursos durante as corridas.
SD – Será muito importante o trabalho no simulador, entender e se habituar com todos os parâmetros. Nossos técnicos a cada dia descobrem elementos novos com repercussão no desempenho do carro. E quando pudermos nos dedicar menos ao carro atual para nos concentrarmos no de 2014 com certeza novas descobertas virão à tona. Será preciso reunir tudo isso, explicar em detalhes aos pilotos e treiná-los. Insisto: sem testes de pista. Realizar esse complexo trabalho e ainda nos preocuparmos com o carro deste ano não é fácil e não temos, também, recursos ilimitados.

E – Que tipo de piloto deverá ser o que melhor vai interpretar a nova realidade da Fórmula 1, em 2014, bem distinta da atual?
SD – Não sei definir com precisão o perfil desse piloto. O que já foi possível compreender é que não poderá tentar tirar tudo do carro o tempo todo. Vai ter de saber administrar o desgaste dos pneus, como este ano, e muitos outros parâmetros, como o consumo de combustível. Teremos 100 kilos para a corrida, o que representa cerca de 30 a 35 % a menos deste ano. É uma diferença grande. O piloto não poderá pensar apenas em acelerar. O desafio da pilotagem vai ser bem mais complexo que hoje.

E – Há um consenso de que a Fórmula 1 perdeu público, e a idade média de quem se interessa pelo evento é relativamente alta. O que fazer para reverter essa tendência?
SD – Aproximar a Fórmula 1 dos jovens, hoje pouco interessados pelo evento. Diria muito jovem. Hoje há tantas áreas que os prende atenção, houve uma dispersão de interesse. Temos de mostrar a essa gente o que fazemos, o que é a Fórmula 1, tudo com a ajuda da mídia.

E – A internet não seria a melhor forma de atingir esse público jovem?
SD – Concordo plenamente. A Fórmula 1 precisa dar um grande salto nessa área de comunicação e também na comercial. Quem administra os direitos comerciais deve recorrer a essa tecnologia e as que virão e nós como atores ajudarmos para que seja adotada o mais breve possível. O que primeiro me preocupa, nesse sentido, como responsável pela Ferrari, é a necessidade de passarmos essa noção de paixão que a Fórmula 1 gera. A Fórmula 1 chegou onde chegou porque Ecclestone teve visão para conduzi-la num determinado mundo, cheio de direções também. Daqui para a frente será necessário fazer a mesma coisa, mas tendo em mente que o mundo hoje é diferente daquele.

E – Não há dúvida de que a liderança forte do senhor Ecclestone foi e é muito importante para a Fórmula 1. Mas, aos 82 anos, um dia terá de se deixar suas atividades. Como pensa que será a Fórmula 1 pós era Ecclestone?
SD – O novo modelo de gestão terá um chefe também, mas atrás de si haverá um grupo estruturado com responsáveis pelas várias áreas que compõem o nosso evento, organização, mídia, relação com os sócios. As decisões serão colegiadas, representarão o resultado de discussões dentro desse grupo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Domenicali: ‘Nenhuma equipe faria a Massa o que a Ferrari está fazendo’*

* Por Lívio Oricchio


Olá amigos. Entrevistei Stefano Domenicali sexta-feira de manhã na sua sala no motorhome da Ferrari, aqui em Hockenheim. Conversas individuais, como essa, estão ficando cada vez mais raras na Fórmula 1. Em geral te colocam com outros jornalistas e na maioria das vezes o interesse deles não combina com o seu. O resultado é, quase sempre, uma entrevista diferente da que você faria sozinho, frustrando-o como regra. Não foi o caso, agora.

Stefano Domenicali, italiano de Ímola, 47 anos, é diretor geral da equipe Ferrari desde o início de 2008. Substituiu o francês Jean Todt em seguida ao período de maior sucesso de uma escuderia na história da Fórmula 1, com cinco título mundiais de pilotos, todos com Michael Schumacher, e sete de construtores, de 1999 a 2007. Já sob sua gestão ganhou o de 2008. A responsabilidade era e é enorme, pelas conquistas alcançadas anteriormente e por se tratar de um organização mítica, a Ferrari, para quem todos os olhares convergem.

Nessa entrevista exclusiva ao Estado, concedida em Hockenheim, Domenicali abordou o receio de um fracasso com o F2012, no começo do ano, do momento mágico de Fernando Alonso, do seu orgulho por ter mantido Massa na equipe, apesar da enorme pressão, e o que espera dele daqui para a frente. Mais: com todo cuidado, sem falar nada, apenas deu a entender não ter gostado do comportamento de Mark Webber e da Red Bull, que inseriram no comunicado oficial o piloto ter negociado com a Ferrari antes de assinar a renovação.

Estado (E) – Nos primeiros testes o modelo F2012 chegou a te assustar, diante de tamanho desequilíbrio, falta de velocidade?
Stefano Domenicali (SD) – Ficamos preocupados. Mas não acreditava num projeto equivocado, haja vista que a nossa solução para os escapamentos veio a ser usada por times fortes hoje. Vimos que não havíamos desenvolvido os conceitos corretamente. Só isso. As críticas foram ferozes. Procurei fazer com que se centralizassem em mim, a fim de os engenheiros terem tranquilidade para realizar um amplo estudo e compreender as razões de não funcionarem. O bom dessa história é que nos levou a elaborar uma série de medidas para evitar que daqui para a frente iniciemos os trabalhos com um novo carro tendo de enfrentar dificuldades semelhantes.

E – Que temporada espetacular de Alonso, não? A cada prova parece se superar. O que você, de dentro da equipe, vê que quem está de fora não enxerga para explicar o espanhol viver sua melhor fase?
SD – Uma dedicação ainda maior em si mesmo. A maneira como Fernando trabalha o físico, se prepara psicologicamente. A relação técnica com o time basicamente não mudou. A diferença é ele consigo próprio.

E – Como viu o fato de a Red Bull citar a negociação de Mark Webber com a Ferrari no comunicado oficial da renovação de seu contrato?
SD – Não falo dos outros, só da nossa equipe. Há quem ame dizer essas coisas para colocar pressão psicológica, faz parte desse mundo das corridas, ajudam também a elevar os próprios valores.

E – O que não avançou para a negociação com Webber dar certo?
SD – Os contatos que a Ferrari tem com outros pilotos (enfatiza o plural) fazem parte no normal da Fórmula 1, mas são apenas contatos, nada além disso. Alguns pilotos usam esses contatos para os mais diversos fins. Ninguém falou em negociação. Não quero entrar nesse mérito. Este ano só faltou o Zorro ser citado como candidato a piloto da Ferrari. (Domenicali dá a entender que com Webber o que se passou foi o mesmo, apenas houve um contato, como com outros pilotos. Mas o autraliano, apesar de não citado pelo italiano, teria usado esse contato para se valorizar na Red Bull.)

E – O anuncio da renovação de Webber então não o surpreendeu?
SD – Não tive nenhuma reação. Apenas me preocupei em saber se não era boato. Não quero entrar em detalhes para quem me ouvir entender outra coisa. A Ferrari já havia dito antes do comunicado na renovação de Webber que não tinha pressa em definir o outro piloto. E isso continua valendo.

E – A Ferrari está falando com outros pilotos?
SD – Os outros pilotos é que vêm falar conosco. A Ferrari tem força de ser a Ferrari mesmo nos momentos difíceis. São os outros pilotos que a colocam em evidência.

E – Como explicar as dificuldades sérias de Massa?
SD – Tivemos carros difíceis ultimamente. Felipe não se adaptou a eles, aos pneus, e há ainda o aspecto psicológico, aquela ânsia de apresentar melhor desempenho. Tudo isso levou Felipe a não produzir 100%. Mas o conheço há dez anos e tenho convicção da sua capacidade. Se conseguir se livrar dessas dificuldades, como parece ser o caso agora, o vejo como um dos principais pilotos da Fórmula 1.

E – A Ferrari produziu carros difíceis, como você diz, mas são os mesmos que Alonso pilota e seus resultados são bem distintos, melhores.
SD – Esse é o outro problema de Felipe, além do técnico. Se você vê o que o companheiro faz e tenta usar para crescer essa experiência de ajuda. Mas se você não souber lidar com ela está destruído.

E – O que vocês fizeram para ajudar Massa?
SD – Antes de qualquer coisa, não colocar nenhum tipo de pressão nele, digo da equipe. Demos apoio psicológico, técnico, dizemos sempre que estamos com ele, esta é a sua família. Posso garantir que outras escuderias não agiriam assim. É um dos valores de que me orgulho. Disputamos um esporte ultracompetitivo, onde há tantas pressões, interesses. Certos valores você traz com você, de sua formação. Felipe sabe disso. Essa postura da nossa equipe o está ajudando a se reestruturar.

E – O que Massa dizia quando saía do carro, considerando-se o que fazia Alonso?
SD – O carro não tem tração, velocidade e outras coisas. Sabíamos disso. A análise técnica nos mostrava. Havia, como disse, esse lado técnico, mas também o psicológico (por Alonso tirar muito mais do F2012). Felipe não sentia o carro. Ele tem de ser a extensão do corpo do piloto e não era. Não havia como buscar seu limite nas frenagens, ultrapassagens, assumir riscos. E havia a ânsia de querer ver logo o que o outro piloto fez, te afetando psicologicamente, sem que você se dê conta. Agora Felipe já sente o carro como parte de si mesmo.

E – Você chegou a pensar em algum momento que do jeito que Massa estava, sempre muito distante de Alonso, na classificação e corrida, não haveria como pensar em mantê-lo na Ferrari?
SD – Tive de me manter muito firme naquela fase difícil, no começo, quando pilotar aquele carro não era fácil. Sabia que o F2012 não estava minimamente acertado e Felipe tinha maiores problemas. Minha esperança era a de que com a evolução do F2012 Felipe também crescesse. Em Barcelona compreendi que nosso carro havia dado um salto à frente. Pensei comigo: agora Felipe tem de regressar ao que era, necessariamente. Fiquei muito feliz ao ver o seu ritmo em Mônaco (etapa seguinte à de Barcelona). Vi que estava no caminho certo e a minha aposta havia valido a pena.

E – Se eventualmente você chegar à conclusão de que Massa é a melhor opção para a Ferrari em 2013, a negociação será como a de Lewis Hamilton com a McLaren, ou seja, os valores pagos terão de ser revistos?
SD – Como disse, não temos pressa em definir o outro piloto. Por isso esse tema não foi minimamente discutido. Nossa prioridade é ver um Felipe como estamos vendo agora, supercompetitivo.

E – A mesma corrida deste fim de semana, o GP da Alemanha, em 2010, marcou a carreira de Massa, quando ele ouviu do seu engenheiro “Fernando is faster than you”, para deixar Alonso ultrapassá-lo para vencer. Você era o diretor.
SD – A mídia explorou bastante o ocorrido, deram uma visão de escândalo ao fato, como sempre, em vez de mostrar o aspecto fundamental que era o interesse da equipe. Eu escuto quem me acrescenta algo. Quem apenas critica por criticar, quem gosta de criar polêmica com a notícia, sempre dá um caráter de escândalo, deixo as palavras entrarem por um ouvido e sair por outro. Pode ser um mecanismo de autodefesa? Pode. Mas sigo adiante. Claro que naquele dia Felipe não ficou contente como piloto, como homem. O que as pessoas se esquecem é que no passado, hoje e no futuro será assim, os interesses principais são sempre os da Ferrari. Quem assina conosco sabe disso. E esse é um interesse construtivo, atende certos princípios, não há negativismo nisso.

domingo, 1 de abril de 2012

FELIPE MASSA NÃO É MAIS PILOTO DA FERRARI!

A Ferrari até tentou, mas não conseguiu esconder a insatisfação com os pífios resultados do piloto brasileiro e anunciou nesta tarde, na sede da equipe em Maranelo, a rescisão do contrato que tinha vigência até o fim deste ano.

A descisão foi tomada numa reunião a portas fechadas, onde estavam presentes, além do piloto e seu empresário Nicolas Todt, o presidente da Ferrari Luca di Montezemolo e o chefe de equipe Stefano Domenicali.

A pressão era muito forte: mídia italiana, tifosis, e até mesmo alguns dirigentes e integrantes da equipe que admitiam (ao menos publicamente), que não estavam mais dispostos a esperar por uma melhora no desempenho de Felipe Massa, que já não vinha correspondendo aos resultados esperados pela equipe desde seu retorno às pistas em 2010, após o acidente nos treinos do GP da Hungria em 2009, quando foi atingido por uma mola que se desprendeu do carro de seu compatriota Rubens Barrichello

Corre a boca pequena, que a gota d'água foi a vitória de Fernando Alonso no GP da Malásia, enquanto Felipe Massa foi apenas 15º.

Ninguém da Ferrari quis comentar a decisão, Felipe Massa e seu empresário não foram localizados e não retornaram os telefonemas desta reportagem.

A assessoria de imprensa até o momento apenas informa a notícia e que em breve divulgará maiores detalhes. Não menciona também quem seria o mais provável substituto para ocupar o cockpit do carro 6.

O nome mais ventilado na mídia especializada nas últimas semana é do mexicano Sergio Pérez, que além de já ser piloto da "Ferrari Driver Academy", vem fazendo, desde o ano passado, um excelente trabalho na equipe Sauber, que utiliza motores Ferrari e inclusive chegou a ameaçar a liderança de Fernando Alonso no último GP, concluindo a prova num surpeendente e muito comemorado segundo lugar.

Há ainda outros nomes de menor expressão, mas não se acredita, no momento, que sejam escolhidos.

Você deve estar se perguntando nesse momento, sobre o futuro de Felipe Massa.
Alguns (ácidos) comentários já pingam na net: - "será que a KV Racing vai colocar um quarto carro para disputar a Fórmula Indy?"

A ver.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ESTA É A ÚLTIMA CHANCE DE DOMENICALI?*

* Por Dieter Rencken - Autosport.com

É um dilema comum de uma noite de sexta-feira: comida italiana ou chinesa. Mas essa também pode ser uma questão que estaria atormentando a cabeça de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, com relação ao futuro de sua equipe de F1?

Durante a sua visita ao Wrooom em janeiro, ele sugeriu que o próximo diretor esportivo da Scuderia pode vir do leste – e não, não estou falando de alguém da costa do Adriático.

“Você pode dizer a [Stefano]Domenicali que o seu sucessor já foi identificado. Ele virá da China...”, disse o dirigente, com seu sorriso mais enigmático que o normal, e com os resultados decepcionantes da Ferrari em 2011, sem dúvida, na raiz do seu comentário.

Enquanto os jornalistas estrangeiros que estavam na 22ª edição da semana de ski em Madonna di Campiglio riram, os italianos escreveram furiosamente.

“Ele estava sorrindo quando disse isso, mas um de nossos famosos [comediantes] diz que existe uma maneira de saber que ele está sério quando está brincando”, explicou Alberto Antonini, editor de F1 da Autosprint, durante uma conversa depois, obviamente ao ler os sinais.

“De um lado, isso mostra que Stefano está sob pressão, de outro, que não existe um substituto para ele dentro da Ferrari, a não ser alguém que venha alguém da Fiat, sem experiência.”

No dia seguinte, depois que Montezemolo fez o seu comentário, Piero Ferrari, em sua primeira visita ao Wrooom, deixou claro que a Ferrari precisa voltar aos seus dias vitoriosos. “Estamos correndo para vencer, não apenas para estarmos no grid. Este é o meu desejo”, disse o filho de Enzo, que possui 10% das ações da Ferrari.

Quatro anos se passaram desde que Kimi Raikkonen conquistou o título na última etapa de 2007. No dia primeiro de janeiro do ano seguinte, a Ferrari promoveu Domenicali de diretor esportivo para chefe da Gestione Sportiva, assumindo o lugar de Jean Todt.

Para ser honesto, no ano de Kimi, Stefano foi de fato o chefe esportivo e certamente liderou a equipe durante uma das temporadas mais politicamente carregadas – lembre do “Spygate” – enquanto a Ferrari quase não brilhou com Todt em 2005 e 2006.

Mas agora a Ferrari ocupa a terceira posição no ranking numérico da F1 depois de uma temporada em que seu carro foi superado em quase todos os aspectos. A temporada anterior foi perdida em um erro de estratégia, e antes dessa foi outro desastre por causa principalmente da falta de desempenho do carro.

Se pensarmos que por cinco anos, entre 2000 e 2004, a Ferrari liderada por Todt dominou a F1, perder por quatro anos seguidos com certeza significa que a cabeça de Domenicali está a perigo caso a equipe não levante um ou (de preferência) os dois títulos este ano.

Mas, na Ferrari, raramente as coisas são tão vermelhas e brancas, curtas e secas. O mesmo se aplica à Itália, que no ano passado celebrou o 150º aniversário de sua unificação enquanto assistia as suas notas de classificação para investimento internacional caírem mais rápido que a própria Ferrari no mesmo período.

Então, quem é melhor para comentar a situação de Domenicali do que a mídia italiana, que sabe o que acontece dentro da Scuderia, entende a psique do país, e, mais do que tudo, desfruta de um profundo relacionamento tanto com Domenicali quanto com Montezemolo?

Existiram momentos em que a Itália e que a Ferrari venceu e que a Itália perdeu em cada ocasião em que a Scuderia foi derrotada – algo que foi regular durante 21 anos -, mas nossas fontes acreditam que a Ferrari e a Itália não são mais sinônimas, pelo menos porque a audiência da F1 mudou radicalmente nos últimos anos. O país tem outras prioridades mais importantes do que o desempenho de uma equipe de corrida, mesmo sendo com um cavalo no bico.

“Claro que Domenicali está sob pressão, pois a Ferrari do ano passado não foi uma Ferrari normal. Depois de Raikkonen, eles falharam em todos os campeonatos. Os carros dos últimos cinco seis anos não tiveram força aerodinâmica”, acredita Pino Allievi, decano do jornalismo italiano de F1 com vários livros publicados sobre o assunto, e um homem que conhecia pessoalmente Enzo Ferrari.

“Mas não existe a grande pressão na Ferrari que as pessoas fora da Itália pensam e que todos os italianos são fãs da Ferrari, isso não é verdade. Temos muitos outros problemas econômicos, temos uma crise econômica, temos problemas políticos, então, o interesse na Ferrar e na F1 não é o mesmo de dez anos atrás. Ou seja, se a Ferrari vence, é melhor, mas se a Ferrari não vence, ninguém liga.”

Ainda assim, Piero diz que a Ferrari existe para vencer no automobilismo. Com certeza uma seca de quatro anos não faz bem, apesar dos problemas na Itália.

Antonino acredita que a Ferrari precisa vencer este ano, ou, pelo menos, perder por pouco: “Não estou absolutamente convencido que a Ferrari irá vencer o campeonato este ano. Espero que eles tenham uma temporada mais decente, significativa, que possam conquistar algumas vitórias, estarem sempre na briga pela pole position e pelas corridas. Mas isso é muito difícil, e não devemos esperar por milagres.”

Paulo Ianieri, colega de Allievi, tem a visão de que grandes mudanças irão acontecer se a Ferrari falhar novamente: “Montezemolo disse isso, Domenicali repetiu isso. Ou eles vencem e têm sucesso, ou acontecerão muitas mudanças novamente na Ferrari. Acho que Stefano é o primeiro que está em risco, pois ele é o chefe da equipe, e ele é quem tem mais responsabilidade de fazer um bom trabalho.”

Do lado da televisão, Stella Bruno, responsável por cobrir o pitlane pela Rai Sports, tem uma opinião um pouco diferente sobre a questão Ferrari-Itália, com uma compreensível visão da perspectiva da audiência de massa de uma televisão, diferente de jornalistas especializados do imprenso, mas concorda que Domenicali está sob pressão: “É um pouco diferente de um time de futebol, mas o problema é que no último período a Ferrari não mostrou o seu coração ao povo italiano.”

“Tenho certeza que Stefano está sob pressão, pois a Ferrari não está lá para competir, está para vencer. E faz tempo que eles não vencem. Na Itália, também existe uma grande pressão por isso, pois as pessoas estão acostumadas com uma Ferrari competitiva”, disse a repórter antes de apontar que a TV tem uma audiência menos sofisticada, o que, de certa maneira, se torna uma faca de dois gumes.

Sim, de um lado a pressão sob Domenicali é menos voraz do que a dos tifosi mais apaixonados, mas, os números adicionam um peso considerável para esta força.

“Por 20 anos eles entenderam isso, foi muito diferente, pois a audiência não era diferente, eram poucas pessoas. Mas eles eram pessoas com paixão.”

“Agora é diferente. Se você acompanha a F1 com paixão, entende melhor, você entende que pode perder e pode ganhar. Mas se você tem 10 milhões de pessoas assistindo na televisão, então é necessário que você vença. É muito difícil para este tipo de espectador entender a quantidade de problemas que eles têm.”

De qualquer maneira, isso com certeza não deve fazer nenhum mal à Itália – particularmente nestes tempos difíceis. A equipe é, afinal, sediada no coração industrial da Itália e continua a sua operação de fabricar um carro inteiro, desde o rascunho, no mesmo complexo – e bem mais de 60% de seus funcionários nasceram comendo pasta, normalmente com molho Bolognese.

“Nós enfrentamos hoje problemas muito mais sérios do que vencer na F1”, acredita Antonini. “Mas o sucesso com certeza significaria um impulso para a nossa moral, pois todos somos influenciados por medalhas e coisas. Pode ser um grande impulso para a nossa indústria também. Seria uma grande satisfação para a maioria das pessoas na Itália.”

Sim, mas a Ferrari é essencialmente italiana? Durante a Era Todt, a equipe era totalmente cosmopolita – chefe francês, diretor técnico inglês, projetista sul-africano, um alemão como o principal piloto, um irlandês e um brasileiro como número dois, diretor de motores japonês. Então, dois anos atrás, Montezemolo falou em ter uma equipe totalmente latina para vencer o campeonato. Todos os presentes no lançamento do carro de 2010 falavam italiano fluente – incluindo os pilotos Fernando Alonso e Felipe Massa.

Historicamente a equipe não foi bem sucedida quando seguiu essa ideia, e agora parece que as mudanças serão em um sentindo de contratações de “estrangeiros”, como a do novo diretor técnico Pat Fry, vindo da McLaren, e Hirohide Hamashima (ex-Bridgestone) que irá ajudar no desenvolvimento de pneus e suspensão.

“Eles tentaram ter um chefe [da área técnica] italiano, Aldo Costa, e algo não deu certo, mais do lado político do que do prático”, disse Allievi. “Domenicali continua a mudar os homens que estão em posições importantes. Em 2011, ele mudou cinco, seis pessoas. E muitas das mudanças são em áreas que você não vê, pois eles não são pessoas públicas. Ele está sob pressão, pois precisa mostrar resultados.”

Então, como o próprio homem se sente, ele está sob pressão para mostrar resultados este ano? “Bem”, disse Stefano durante o Wrooom ao responder as questões inevitáveis, “enfrentar uma temporada com ansiedade não ajuda, então, é inútil ficar estressado. No entanto, nós sabemos que esta temporada será importante e delicada por muitos motivos, mas isso faz parte do esporte no geral, e especialmente nesta situação é parte do contexto em que a Ferrari sempre trabalhou.”

“Claramente existem expectativas”, continuou, “temos que administrar isso da melhor foram possível e o lado emocional é importante, especialmente em uma equipe como a nossa, e no contexto em que vivemos. Então, minha abordagem é a que sempre tive, manter a calma, relaxado, determinado, sem ficas desmotivado se as coisas não acontecerem da melhor forma no começo, mas também sem ficar muito otimista se forem bem.”

Surpreendentemente, ninguém do nosso quarteto acredita que a equipe precisa ser totalmente italiana, latina. Na verdade, Bruno vê como um elogio que pessoas experientes da F1 estão preparadas para se mudar para Itália para trabalhar na Ferrari, enquanto Antonini diz que é simplesmente uma realidade que as equipes estão ficando cada vez mais cosmopolitas.

“Não é um problema, é uma realidade, a verdade é que o projeto de ter uma geração de técnicos italianos falhou. De outros lado, Aldo Costa foi contratado pela Mercedes, então, você poderia dizer que ele não foi simplesmente descartado”, disse.

Pelo menos Dominicale não está sob uma pressão pública dupla, não só por não vencer títulos pela Ferrari, mas por ter uma equipe totalmente italiana. Porém, com certeza, uma questão mais espinhosa é de quem pode substituir o filho de banqueiros – uma regra de ouro do das corporações é de nunca promover ou demitir alguém ao menos que tenha um substituto a mão. Neste caso, não existe nenhum candidato interno óbvio.

“Deve ser alguém de fora”, acredita Antonini, “pois eu não imaginar alguém do time que tenha a habilidade e o conhecimento para substituí-lo. Ele está no time há algum tempo, mas de outro lado, se ele tem que abrir espaço para alguém, não sabemos quem pode ser, e não acho que a Ferrari pode ser também.”

Poderia, no entanto, chegar a esse ponto? “Depende da maneira como você perde o campeonato. Se eles tiverem uma temporada como a do ano passado, a posição e o papel de Domenicali podem ser discutidos. Sem dúvida”, acredita Allievi. Sem rumores chineses, então.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

E O SUBSITUTO SERÁ...

A Ferrari já anunciou quem irá pilotar o carro nº 3 enquanto Massa estiver ausente: Será o italiano Luca Badoer.

No comunicado, Montezemolo diz estar triste, principalmente por ter visto todo o esforço que o Heptacampeão vinha fazendo. O chefão italiano ainda comenta que seria muito bom para a Formula 1 a volta de Schummy às pistas e diz que não tinha dúvidas de que veríamos o Alemão brigando por vitórias.

Encerrando o comunicado, Montezemolo diz que resolveu dar uma chance ao piloto Italiano após decisão tomada junto com Domenicali como reconhecimento do trabalho duro que Luca Badoer tem feito como piloto de testes durante todos esses anos na equipe italiana.