No dia da corrida mais importante da temporada, a Fórmula 1 fez a maior anti-propaganda possível de si mesma. O Grande Prêmio de Mônaco trouxe uma série de acidentes causados por manobras questionáveis de pilotos com muito mais vontade do que qualidade. E trouxe a vitória de Nico Rosberg, da Mercedes. Uma equipe envolvida numa polêmica que beira o absurdo e que pode trazer consequências no Tribunal Internacional da FIA.
Na reunião dos pilotos no sábado à noite surgiu a informação de que a Mercedes havia feito um teste “secreto” com a Pirelli em Barcelona entre os últimos dias 15 a 17, para desenvolver uma nova construção dos pneus. Mas foi utilizado o modelo deste ano, o que contraria o regulamento esportivo da categoria. Ferrari e Red Bull entraram com um protesto junto à FIA. Ela esclareceu que havia informado à equipe alemã e à fabricante de pneus que as sessões só poderiam acontecer se a mesma oportunidade fosse oferecida às outras equipes. O que não aconteceu.
Ninguém acredita que o teste privado seja o responsável pelo primeiro triunfo da Mercedes no ano. Afinal, o carro prateado já vinha dominando os treinos classificatórios e era esperado que eles largassem na frente em Mônaco, um circuito onde as ultrapassagens são difíceis. Mas é um episódio nebuloso.
- Foi um dos primeiros a ficar sabendo e fiquei surpreso. É um estranho se o regulamento proíbe testes durante a temporada e uma equipe faz isso. Não é algo positivo e é uma bobagem que esta discussão aconteça por besteira - afirmou o líder do Mundial Sebastian Vettel, segundo colocado na prova.
Não há uma data definida para o pronunciamento do Tribunal da FIA. De qualquer forma o episódio manchou uma corrida que foi repleta de confusão, que teve dois períodos de Safety Car (um pelo acidente de Felipe Massa e outro pela batida entre Romain Grosjean) e mais uma interrupção de bandeira vermelha pelo acidente entre Pastor Maldonado e Max Chilton, tão violento que uma barreira de pneus foi deslocada e bloqueou a pista parcialmente. Além de Chilton e Grosjean, o mexicano Sergio Perez também foi alvo de críticas de outros pilotos por uma pilotagem excessivamente agressiva.
Pneus que mudam no meio do campeonato, testes privados nebulosos, pilotos que batem e não são punidos como se deveria. Tantos episódios que infelizmente trazem à tona um problema de administração atual na Fórmula 1. Uma pena. O GP de Mônaco, por sua tradição, não merecia isso.
Juan Pablo Montoya protagonizou um acidente de grandes proporções durante a primeira corrida da Sprint Cup da Nascar, em Daytona. Com a prova interrompida, o ex-piloto da Fórmula 1 perdeu o controle do carro e acertou um caminhão que recolhia detritos da pista. Com a batida, o combustível do veículo de segurança pegou fogo. Montoya não saiu ferido, mas teve o capacete danificado pelo fogo.
Esse não foi o primeiro - e provavelmente nem o último - acidente com carros de segurança. O site do FOX Sports relembrou outros acidentes (nenhum fatal):
Era para sair?
Logo no começo das seis horas de Castellet, pela Le Mans Series em 2011, um momento bizarro. O carro de segurança não retornou ao pit e a direção de prova autorizou a largada. Os primeiros carros do grid chegaram a acelerar, mas ao verem o carro ainda na pista diminuíram a velocidade. O pelotão de trás não enxergou e o resultado não podia ser outro, um engavetamento causado pelo Safety Car.
Quem bate atrás é culpado
Bem antes de ser anunciado como conselheiro da Williams em 2012, Alex Wurz protagonizou uma cena estranha enquanto corria na Fórmula 3 Alemã, em 1994. Durante a prova de Avus, o líder Wurz achou que era bom passar o Safety Car antes de contornar a curva. Até era uma boa ideia, mas mal sabia ele que o carro de segurança já estava saindo da pista e não iria frear tão cedo.
Ele não vai ganhar
Durante a segunda prova do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) de 2009, na França, o piloto do Safety Car recebeu a ordem para entrar na pista, mas não esperou o melhor momento. Com uma entrada estabanada, o carro de segurança decidiu que Franz Engsler, que liderava a prova, não iria ganhar nesse dia. Engsler tentou, mas nada pôde fazer para evitar o acidente.
Por favor, fecha a porta?
Nem mesmo a Fórmula 1 ficou fora das barbeiragens dos carros de segurança. Durante o aquecimento para a prova de Interlagos de 2002, Enrique Bernoldi, que corria na Arrows, bateu forte na saída do “S” do Senna. O Safety Car parou para socorrer o piloto. Nick Heidfeld, da Sauber, não conseguiu desviar e levou a porta do carro de presente.
Posando para a foto
Faz tempo, mas merece ser lembrado. No ano de 1971, durante as 500 Milhas de Indianapolis, pela Fórmula Indy, os fotógrafos levaram um susto. O piloto do Carro de Segurança, Eldon Palmeri, tinha colocado um cone para marcar o ponto de freada dentro do pit. Alguém tirou o cone sem avisar ao piloto que freou tarde e perdeu o controle. O carro foi parar no espaço construído para os fotógrafos.
O Ano Novo é sempre uma época interessante para lembrar a segurança nas estradas. Afinal, para muita gente ainda estamos na época das férias de verão, quando viagens e uns goles a mais fazem parte da rotina.
No automobilismo, a FIA tem se empenhado nos últimos anos a promover campanhas para a segurança nas ruas. Não sei se você já reparou, mas após cada resultado de treino classificatório da F1, os três primeiros do grid vão para aquela sessão de fotos com o emblema da campanha ao fundo.
Por que estou dizendo isso? Pois bem, parece que a FIA de vez em quando erra a mão na hora de escolher os bastiões da segurança. Digo, os pilotos do safety-car. Aí o resultado são alguns dos acidentes mais bizarros da história do automobilismo. Afinal, nada mais frustrante que ter a sua corrida destruída justamente por aquele cidadão que deveria te proteger.
Em se tratando de F1, as confusões envolvendo o carro de segurança são bastante variadas. Quem não se lembra do acidente no S do Senna, alguns anos atrás, quando Nick Heidfeld acertou a porta do carro médico? Mas tinha um cara que era mestre em se envolver nesse tipo de confusão: Taki Inoue.
O piloto japonês, se você não lembra, participou da F1 em 1995 pela Footwork, ao substituir Christian Fittipaldi, que tinha ido para a Indy. Em termos de desempenho, ele deixava a desejar, já que tomava tempo até mesmo do compatriota Ukyo Katayama, mas quanto a problemas na pista Inoue era um verdadeiro mestre.
Vale lembrar que a segurança da F1 estava em crise em 1995 depois dos graves – e fatais – acidentes nos dois últimos anos, após batidas de Ayrton Senna, Karl Wendlinger, Roland Ratzemberger, Mika Hakkinen e Rubens Barrichello. A pressão nos comissários e médicos era absurda, pois eles sabiam que não podiam errar em um momento sequer. Mas com Inoue eles erravam.
Em um treino livre para o GP de Mônaco, depois de uma trapalhada, o asitático deixou o carro morrer na pista. Jean Ragnotti, no safety-car, não viu a Carlin da Racing Steps Foundation a Footwork parada na pista e acertou-o em cheio. Com Inoue ainda dentro do carro! Incrivelmente, os mecânicos conseguiram consertar o equipamento e o piloto disputou o GP e, para variar, abandonou.
O segundo incidente com Inoue é um dos mais bizarros da história do esporte a motor. Foi no GP da Hungria, disputado alguns meses depois. Inoue abandonou a corrida (jura?) com problemas mecânicos e um princípio de incêndio no carro, mas os fiscais de provas não estavam com muita vontade de apagar o fogo. O japonês foi até um desses comissáros, tomou-lhe o extintor e voltou em direção ao carro.
Com a Footwork prestes a se tornar uma bola de fogo (ok, era só uma fumacinha saindo), heroicamente o piloto asiático retornou para para apagar as chamas. Quando, de repente, ele foi atropelado pelo carro médico. Sim! O carro médico passou por cima dele e quase atingiu também o fiscal. A culpa, claro, foi do nosso amigo Taki Inoue, mas a cena do piloto sendo arremessado do capô do carro ao chão é uma das coisas mais estranhas da história da F1.
No vídeo abaixo, inspirados no grande Taki Inoue, você pode conferir o que de pior aconteceu quando o piloto do safety-car ignorou o pequeno detalhe das condições de segurança.
Esses dias lendo as notícias sobre o WTCC, me recordei de um episódio no mínimo inusitado e que na época do ocorrido não foi mencionado.
Durante a 2ª prova no circuito francês de Pau, o piloto Alemão Franz Engstler liderava a prova quando ainda na primeira volta um acidente obrigou a entrada do Safety Car na pista. Bom, o resto vocês podem conferir no vídeo abaixo:
O que acabou me lembrando um outro episódio ocorrido durante o GP Brasil de 2002:
Em tempo: O nosso representante Brazuca Augusto Farfus está apenas um ponto atrás do lider do campeonato (O italiano Gabriele Tarquini).
Nesse domingo (20/09) acontece a 19ª e 20ª etapas do WTCC na pista de Ímola. Garantia de fortes emoções e muita torcida para o Farfus!!!
De diversos pontos do país, unidos pelo destino através do Orkut (in memoriam), organizaram-se via MSN (in memoriam), para, uniformizados na fila e nas arquibancadas de Interlagos, compartilharem a loucura, a amizade e a paixão pela Fórmula 1 no Setor G do GP Brasil.
Além da Fórmula 1, a GGOO já assistiu às seguintes categorias: F-Indy, FIA WTCC, FIA GT1, Rally IRC, F-3 Sul-Americana, F-BMW, Top Race Argentina, F-Truck, Stock Car, GT Brasil, Porsche Cup, Trofeo Maserati, Racing Festival, Pick-Up Racing, Top Series, Copa Clio e Classic Cup.