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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Piloto espanhola Maria de Villota é encontrada morta

A espanhola Maria de Villota, 33 anos, foi encontrada morta em um quarto de hotel em Sevilha, nesta sexta-feira (11), informa o site IG. A causa de sua morte não foi divulgada. Em julho do ano passado, a piloto perdeu o olho direito em um grave acidente durante um teste da Marussia , na Inglaterra.


A notícia de sua morte pegou de surpresa os participantes do Mundial de Fórmula 1, que neste fim de semana disputam o Grande Prêmio do Japão. Um dos mais abatidos foi Fernando Alonso, que se disse em estado de choque.

"Não sei o que dizer, acabam de me contar. É preciso rezar por ela e estar muito perto da família. Maria era muito querida por todos nós, por toda a família do automobilismo", disse o piloto espanhol da Ferrari.

A família de Villota deixou uma nota em sua página no Facebook, lamentando sua perda: "Queridos amigos, Maria nos deixou. Teve que ir ao céu como todos os outros anjos. Agradecemos a Deus pelo ano e meio extra que a deixou conosco".

De Villota se chocou contra um caminhão de apoio da equipe em um teste aerodinâmico em julho do ano passado. Ela teve seu crânio perfurado e precisou passar por cirurgias para sua recuperação.

Na ocasião, Alonso foi um dos pilotos que lideraram homenagens a espanhola participando do fim de semana do Grande Prêmio da Inglaterra com uma pequena estrela desenhada em seu capacete.

Filha do ex-piloto de Fórmula 1 Emilio de Villota, ela competiu na Fórmula Superliga e tinha como ambição chegar à categoria de elite do automobilismo mundial, mas sofreu o acidente quando era reserva da Marussia, o que acabou com suas pretensões. Desde então, fazia palestras sobre segurança no trânsito e valorização da vida.

*Com Gazeta

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O destino de Maria*

* Por Luis Fernando Ramos


Uma coisa curiosa que a gente aprende no contato dos pilotos é como eles têm uma visão diferente que os “normais” em relação à consequências de acidentes no automobilismo. De maneira nenhuma é uma frieza, mas até certo ponto é uma resignação de que se machucar - ou mesmo morrer - é um risco aceito como parte da profissão. Quando isso acontece, o importante é entender, aprender e tomar medidas para que consequências parecidas não se repitam em um novo acidente de similar dinâmica.

Mas eu nunca tinha visto esta certa ponta de revolta com que eles falaram hoje aqui em Silverstone. Por conta da bizarrice do acidente de Maria de Villota: uma batida em baixa velocidade, na volta de instalação de um teste em linha reta numa base aérea ter gerado consequências tão graves é algo difícil de aceitar.

Hoje estava conversando com uma jornalista espanhola e o aperto no peito por tudo que está acontecendo ficou ainda maior. “Desde que ela fechou o acordo com a equipe, ela falava de Silverstone. Pela possibilidade de andar no teste de jovens pilotos, seu primeiro teste de verdade. Agora ela está num hospital. Falei com o primo dela, o estado é crítico, ela está sedada mas os sinais vitais estão em ordem, o que é muito bom. Ele me disse que cada minuto que passa é uma vitória”.

Ainda é cedo para entender exatamente o que aconteceu, mas a notícia de perda de um olho e reconstrução da face indica que a viseira foi perfurada pela lâmina do caminhão onde o carro bateu. Como em todo acidente grave, foi uma conjunção muito infeliz de fatores. Assim como nos casos de Felipe Massa (Hungria 2009), Robert Kubica (Rali 2011) e Marco Simoncelli (Malásia 2011), só para citar exemplos mais recentes.

Mas, no acidente desta semana, muitos deles poderiam ser facilmente evitáveis. No fim, o que revolta foi que Maria precisasse sofrer tanto para que vissem isto. Ela não merecia. Ninguém merecia.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Hora de tirar a peneira da frente do sol*

* Por Bruno Vicaria


É uma grande pena o que aconteceu com Maria de Villota na última terça-feira. Uma infelicidade sem tamanho. O acidente que aconteceu no Aeroporto de Duxford não apenas interrompeu a carreira dessa jovem e bonita espanhola (que carregará uma sequela horrível para o resto da vida), como também ligou o botão de alerta na Fórmula 1.

O primeiro sinal é mais um aviso: a Fórmula 1 é um esporte veloz e machuca. Não importa a quantidade de testes de segurança feitos em laboratório. Quando tem de acontecer, acontece, os pilotos não estão 100% protegidos e que este acidente sirva de lição para que a categoria não esmoreça em busca da melhor segurança de seus representantes.

Já o segundo é uma crítica: carro de Fórmula 1 foi feito para andar em pista. Independente do que aconteceu, se foi falha humana ou mecânica, é uma estupidez sem tamanho proibir testes. Existem centenas de circuitos, quiçá milhares, espalhados pelo mundo todo, mas uma regra besta com o objetivo falho de economizar alguns trocados faz com que as equipes busquem brechas e andem em locais totalmente despreparados.

Se fosse esse teste realizado em um circuito, dificilmente haveria algum obstáculo na altura da cabeça do piloto. O acidente talvez seria inevitável, mas, certamente, Maria sairia andando tranquilamente.

O quanto a Marussia economizou nisso tudo? Provavelmente terá de dar assistência para Villota por um bom tempo, quem sabe até o resto da vida dela. Será que saiu barato? A conta do hospital poderia muito bem ter sido enviado à FIA, mas a entidade certamente lavaria suas mãos.

A Fórmula 1, que preza tanto e cobra dos circuitos uma grana preta e um tipo de padrão caríssimo para poder correr neles, não pode deixar que testes sejam realizados em retas de aeroportos, que, podem ter falhas de asfalto e, certamente, não possuem a mínima infra-estrutura para isso. Pode servir para máquinas que voam alto, mas não para as máquinas que voem baixo.

Aliás, proibir os testes uma prova da FIA de que não confia nem um pouco nas equipes do grid. Se fosse estabelecido um certo tipo de congelamento no desenvolvimento de partes do carro, ou um formato padrão de alguns ítens, ou até mesmo uma promessa, uma palavra das equipes garantindo que nada será feito contra a lei da F-1, os testes poderiam ser livres. Vemos categorias mais pobres e em crise como a Fórmula Indy realizar testes constantemente e isso não inflaciona o orçamento de ninguém lá.

Afinal, não estamos mais nos anos 80 e 90, não existem mais máquinas de dinheiro sendo despejadas na categoria, o viés tecnológico, uma desculpa utilizada para a F-1 poder gastar até as tampas, já não faz mais sentido. A última inovação útil, chamada Kers, demorou anos para ser aceita, por ser pesado e atrapalhar a velocidade dos carros. Mas, peraí... Velocidade não é tecnologia.

Talvez fosse momento para a F-1 repensar até mesmo seu conceito, olhar para trás, para os anos 70, 80, para soluções criadas por outras categorias, como Fórmula Indy e MotoGP, deixar de lado essa busca tecnológica por um tempo, quem sabe ser mais liberal (ou radical), congelando os carros por três, cinco anos, permitindo a times pequenos utilizarem modelos de outras equipes, não insistir na ideia de que cada um tenha de ter o seu carro, o seu desenvolvimento.

Vivemos em momentos de crise, sim. Mas precisamos tomar cuidado para que as soluções adotadas não levem a uma crise ainda maior, talvez sem precedentes. Uma mulher perdeu a vista nisso tudo, mas o pior cego é quem não quer ver. E este cego não carrega sobrenome Villota.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

De Villota perde olho direito e apresenta estado crítico, mas estável, informa Marussia


O gravíssimo acidente sofrido por María de Villota ganhou contornos trágicos. Depois de ter sido submetida a cirurgia para correção de fraturas no crânio e na face, a pilota espanhola perdeu o olho direito, seriamente lesionado em decorrência da batida em um caminhão durante um teste aerodinâmico que a escuderia anglo-russa promoveu na base aérea de Duxford, na última terça-feira (3). Ainda segundo o comunicado, María permanece em estado crítico, mas estável, informa o site Grande Premio.

Diz o comunicado escrito pelo chefe da Marussia, John Booth. “María saiu da sala de cirurgia do Hospital Addenbrooke, nesta manhã, após uma operação demorada para tratar de um grave problema na cabeça e de ferimentos na face que ela sofreu no acidente na base aérea de Duxford, ontem”.

“Somos gratos pela atenção médica que María tem recebido, e sua família gostaria de agradecer às equipes neurológica e de cirurgia plástica. No entanto, é com grande tristeza que devo informar que, devido às lesões sofridas, María perdeu seu olho direito. Os cuidados com María e com o bem-estar de sua família continuarão sendo a nossa prioridade neste momento. Sua família está no hospital e estamos fazendo o possível para dar todo o apoio”, continuou Booth.

“Pedimos paciência e compreensão quanto às atualizações sobre a condição de María. Vamos fornecer mais informações quando for apropriado fazê-lo e em consideração à sua família. Entretanto, todos nós gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para elogiar os serviços de emergência na base aérea de Duxford, que estava de prontidão ontem, como é o padrão para um teste na F1.”

“Com relação ao acidente, demos início a uma análise muito detalhada do que aconteceu, e este trabalho continua no momento. E finalmente, temos recebido uma enxurrada de mensagens de apoio à María, à sua família e à equipe, e gostaríamos de expressar a nossa sincera gratidão”, encerrou o comunicado.

Maria de Villota passa por cirurgia no crânio


Depois de sofrer um grave acidente durante um teste da Marussia, a piloto Maria de Villota passou por uma cirurgia no crânio para correção de uma fratura no local. De acordo com o jornal Marca, o procedimento foi realizado na madrugada desta quarta-feira (4), informa o site IG automobilismo.

As publicações do país ainda confirmam que o presidente da Real Federação de Automobilismo da Espanha afirmou que a piloto “move as extremidades e vamos ver o que acontece com a cabeça, que é onde ela sofreu o maior impacto”, explicou Carlos Gracia.

Para o presidente, o momento não é de especulações e sim de cuidar da saúde da piloto. “Agora, a única coisa importante é a saúde da Maria e, neste sentido, pedimos por prudência e respeito. Nós ouvimos muitas coisas nas últimas horas, mas não deveria existir especulação sobre algo tão sério”, comentou ao jornal As.

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Sobre a recuperação de De Villota, Gracia afirmou que ainda não há previsões exatas. “Tenho informações diretas da família e agora só podemos dizer que vai levar mais algumas horas para termos uma previsão exata”, afirmou o presidente.

Gracia ainda confirmou que vai pedir explicações sobre o acidente à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e que quer ouvir a versão da Marussia. “Pedimos à FIA para abrir todas as informações para sabermos o que aconteceu neste teste. Também queremos que a Marussia ofereça sua versão do que aconteceu”, concluiu Gracia. A Marussia ainda não se pronunciou sobre o estado de saúde da piloto desde que confirmou que a piloto estava consciente no hospital Addenbrooke, de Cambridge.

Maria de Villota, de 32 anos, é filha do ex-piloto de F1 Emilio de Villota, e já competiu em diversas categorias, como a Fórmula 3 espanhola e a Fórmula Superleague.

terça-feira, 3 de julho de 2012

MARIA DE VILLOTA SOFRE GRAVE ACIDENTE EM TESTE E É HOSPITALIZADA



A pilota de testes da Marussia, Maria de Villota, sofreu um forte acidente na manhã desta terça-feira (3), durante ensaios aerodinâmicos da equipe em Duxford, na Inglaterra. Ainda não há informações precisas sobre o estado de saúde da espanhola, mas as equipes de resgate foram chamadas imediatamente ao local logo após a batida. Entende-se, entretanto, que a test-driver tenha se ferido seriamente no incidente, informa o site Grande Premio.

A Marussia, por meio de nota, confirmou o acidente com a espanhola, que testava o carro pela primeira vez. A batida aconteceu por volta das 9h15, no horário inglês, 5h15, em Brasília. De Villota foi transferida para um hospital local. Ainda segundo comunicado da equipe, a pilota bateu em baixa velocidade em um veículo que estava estacionado próximo à pista, quando já retornava à garagem. O time realizava o primeiro de dois dias de testes em linha reta no antigo aeroporto, hoje onde há também um museu, próximo a cidade de Cambridge, como forma de preparação para o GP inglês, que acontece em Silverstone neste domingo (8).

“O acidente aconteceu no final da volta de instalação e envolveu uma colisão com um caminhão de apoio da equipe. Maria foi transferida para o hospital. Assim que seja feito um boletim médico sobre sua condição de saúde, um novo comunicado também será divulgado”, disse a equipe, em nota.

De acordo com o site da revista inglesa 'Autosport',  o porta-voz do serviço de emergência, Gary Sanderson, que atendeu o acidente, afirmou que o estado de saúde da pilota é muito sério. "Uma mulher foi socorrida com ferimentos graves, com risco de morte, e, após o tratamento no local por paramédicos, ela foi levada rapidamente para o hospital para cuidados adicionais."

Também conforme nota do 'The Telegraph', o carro da pilota ficou totalmente destruído na parte da frente e, segundo testemunhas, o capacete da pilota estava bastante danificado, por ter absorvido a maior parte do impacto. De Villota, ainda segundo a publicação, permaneceu imóvel por cerca de 15 minutos até o atendimento dos paramédicos, mas chegou a mover as mãos antes de ser transferida para o hospital. Ainda segundo as primeiras informações da imprensa inglesa, o estado da espanhola, que permanece hospitalizada, é estável.

De Villota tem 32 anos e é filha do ex-piloto de F1 Emilio de Villota. A pilota tem no currículo passagens pelo WTCC e pela F-Superliga. A primeira vez que andou com um carro de F1 foi em 2011, na pista francesa de Paul Ricard, quando testou o Renault R29.




quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHERES: BIA NA INDY E MARIA DE VILLOTA NA F1

Bia Figueiredo será a terceira brasileira a participar dos testes de pré-temporada da IndyCar nesta quinta-feira, no circuito de Sebring, informa o site TAZIO.

A piloto, que, participou do campeonato de 2011 pela Dreyer & Reinbold, estará ao volante do carro de número 27 da Andretti Autosport pertencente a James Hinchcliffe, já confirmado pelo time para este ano.

O time, que além do canadense contará com Ryan Hunter-Reay e Marco Andretti, anunciou que o treino da brasileira terá apenas um dia de duração.

Assim, Bia se junta a Tony Kanaan e Rubens Barrichello, ambos da KV, outros pilotos do país qu irão à pista nesta quinta-feira, terceiro dia de treinos em Sebring. Especula-se que Bia correrá em São Paulo e em Indianápolis.



Já Marussia anunciou nesta quarta-feira (7) a contratação de María de Villota para desempenhar a função de pilota de testes em 2012, informa o site Grande Prêmio.

Já se vão vinte anos desde que Giovanna Amati guiou um carro de F1 na classificação do GP do Brasil, em Interlagos. A italiana, hoje com 49 anos, foi a última mulher a pilotar um bólido da categoria de maneira oficial, ainda que não tenha conseguido se classificar para nenhuma das três corridas iniciais de 1992 quando corria pela Brabham. Em testes, a última pilota a guiar um F1 foi Katherine Legge (hoje na Indy), em 2005, pela Minardi.