segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
terça-feira, 8 de junho de 2010
COPA DO MUNDO DE FUTEBOL E A F-1
Caso essa tendência continue, os pilotos das principais equipes estarão atentos ao que irá acontecer na Copa. Dos oito integrantes das quatro equipes mais fortes da categoria, apenas a Austrália de Mark Webber não é uma das cotadas ao título do torneio de futebol. Os outros, Sebastian Vettel, Michael Schumacher e Nico Rosberg (Alemanha), Lewis Hamilton e Jenson Button (Inglaterra), Felipe Massa (Brasil) e Fernando Alonso (Espanha), todos são de países que figuram na lista de favoritos na África do Sul.
Porém, os únicos que poderiam mesmo estar tranquilos quanto ao tabu são Robert Kubica (Polônia), Vitaly Petrov (Rússia), Heikki Kovalainen (Finlândia) e Karun Chandhok (Índia), já que seus países sequer se classificaram para a Copa do Mundo.
No restante do grid, oito países que jogarão o Mundial estão representados e podem acabar com esta sequência negativa: Austrália (Webber), Alemanha (Vettel, Rosberg, Schumacher, Sutil, Hulkenberg e Glock), Brasil (Massa, Barrichello, Di Grassi e Senna), Espanha (Alonso, Alguersuari e De la Rosa), Inglaterra (Hamilton e Button), Itália (Liuzzi e Trulli), Japão (Kobayashi) e Suíça (Buemi).
Em 2002, esta coincidência quase terminou. Neste ano, os dois primeiros colocados da Copa do Mundo e do campeonato da F-1 foram os mesmos, mas de forma invertida. Enquanto o Brasil venceu a Alemanha na final do torneio sediado na Coreia do Sul e no Japão, o alemão Michael Schumacher foi o campeão nas pistas com o brasileiro Rubens Barrichello como vice.
Confira a lista dos campeões da F-1 nos anos de Copa do Mundo:
Ano / Campeão da F-1 (país) / Campeão da Copa do Mundo
1950 / Giuseppe Farina (Itália) / Uruguai
1954 / Juan Manuel Fangio (Argentina) / Alemanha
1958 / Mike Hawthorn (Inglaterra) / Brasil
1962 / Graham Hill (Inglaterra) / Brasil
1966 / Jack Brabham (Austrália) / Inglaterra
1970 / Jochen Rindt (Áustria) / Brasil
1974 / Emerson Fittipaldi (Brasil) / Alemanha
1978 / Mario Andretti (EUA) / Argentina
1982 / Keke Rosberg (Finlândia) / Itália
1986 / Alain Prost (França) / Argentina
1990 / Ayrton Senna (Brasil) / Alemanha
1994 / Michael Schumacher (Alemanha) / Brasil
1998 / Mika Hakkinen (Finlândia) / França
2002 / Michael Schumacher (Alemanha) / Brasil
2006 / Fernando Alonso (Espanha) / Itália
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
[OFF] JOGADA TÁTICA
sábado, 3 de janeiro de 2009
OFF - DICA CULTURAL, O MUSEU DO FUTEBOL
Pensando nisso, compareci ontem ao Museu do Futebol, localizado no estádio do Pacaembu. Por módicos R$ 6,00 (estudante paga meia), você entra num verdadeiro túnel do tempo, vendo a evolução do esporte no Brasil e no mundo.
Ao chegar você é recepcionado por ninguém menos do que Pelé, em meio a quadros e mais quadros de álbuns de figurinhas, futebol de botão, flamulas e revistas, logo depois projeções de jogadores famosos, gols inesquecíveis e locuções imperdíveis.
Nas entranhas das arquibancadas do estádio, os gritos da torcida, que fazem tremer tudo e arrepiar de emoção.
A seguir, quadros, história, objetos, o futebol e o Brasil, entre 1900 e 1940, seguido de um túnel do sofrimento, marcado pela copa de 1950, para em seguida, entrar em uma sala das glórias com as copas de 58, 62, 70 e 94, sempre permeados com a história, aqui claras ilusões à Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, todos citados nos murais...
Andando mais um pouquinho e a camiseta que Pelé usou na final da copa de 70, com seus gols e jogadas inesquecíveis...
Logo depois as regras e curiosidades do futebol, com direito a jogo de pebolim, uma visita às arquibancadas do estádio e uma coleção mostrando evolução das chuteiras, dizem as más linguas que a de 2008 é o modelo dos jogadores são-paulinos por ser toda rosa...
Mas o mais legal estava na próxima sala, um gol a gol virtual, você poderia disputar um jogo de verdade, em um campo de miniatura, sem bola...fantástico. Logo depois a ficha catalográfica de todos os times do Brasil e um cinema 3D. Para encerrar, não perca a chance de bater um penalty contra um goleiro e medir a força do seu chute (o meu deu 96 km/h).
Fim de estadia, reserve no mínimo 3 horas para visitar o museu, sem dúvida valerá muito a pena.
Para maiores detalhes, acesse o site do Museu do Futebol.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
(OFF) - A PARTIDA DA MORTE
Calma, aos que torcem mal, não fiquem decepcionados porque não vou enaltecer a espetacular e brilhante conquista do glorioso Tricolor do Morum-tri-hexa.
Vamos voltar no tempo, pra falar sobre o Dínamo de Kiev, pelos idos dos anos 40.
Essa estória foi mandada por e-mail, pelo meu amigo Danilo Bigeschi, de Marília, e fiquei tão estarrecido quanto surpreendido com o acontecido. Uma estória de arrepiar, daquelas que você não quer parar de ler, e no final ainda fica um gostinho de quero mais.
Brutalidades que só acontecem na guerra, mas um espírito de luta e união que só o futebol proporciona.
Surpreendente!!

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.
Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.
Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.
Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.
Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.
Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.
O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.
Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.
Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.
Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.
Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.
Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.
A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.
Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:
- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.
Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.
Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.
Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:
- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.
Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.
Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.
O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.
Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.
Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores.