terça-feira, 6 de julho de 2010

A COPA DO MUNDO E A FORMULA 1

A cada 4 anos nos meses de junho e julho prende a atenção do mundo para a disputa da Copa do Mundo de Futebol, por mais desligado que a pessoa seja, a quantidade de informações, publicidade, torcida por uma escalação de determinado jogador, escolha de amistosos, troca de figurinhas, bandeiras e um sentimento nacionalista toma conta de um povo inteiro, pelo menos aqui no Brasil, a coisa se torna ufanista, temos os melhores craques, não confundir com o pó preferido do Maradona, o melhor conjunto e a camisa mais bonita, na visão da Umbro.

Nesta fase da F1 começa a “silly season” com o Massa indo para a Sauber, a volta do Villeneuve, o azar do Schumacher e por aí vai, as corridas são lembradas não pelos pilotos e carros mas pelas disputas entre as nacionalidades.

Nesta copa o nível das esquadras é coisa para fazer pelada pós churrasco de verdadeiras partidas dignas de um Maracanã, Morumbi(?) ou pelo menos do campo da Portuguesa. Temos uma quantidade de seleções com alto gabarito, assim como, segundo a Plin Plin, a forte equipe da Coreia do Norte... e como diz aquele famoso ser do cala boca, Haja coração, no meu entender seria haja saco para as transmissões.

Voltando a F1, as fortes equipes da Virgin, Lotus e outras mais só servem para dar um número maior de competidores e são verdadeiras chicanes ambulantes, não possuem budget para desenvolvimento, os pilotos são de segunda ou terceira linha, alguns tem dinheiro, o que é compreensível em uma equipe pequena, e servem para dar emoção as provas, a aposta é quando alguém fará uma besteira e atrapalhar a vida de um Alonso, Massa, Button e suas corridas pragmáticas e burocráticas, afinal nas últimas provas tivemos em 5 etapas 15 ultrapassagens, mas a culpa é da aerodinâmica, dos pneus, da pista que apesar de ser larga não oferece condições seguras. O que torna as provas mais parecidas com corridas de autorama de uma única pista.

O mais comum é torcer para uma chuvinha, alguns mecânicos esquecerem os pneus, um safety-car provocado por um dejeto de pomba não identificado, senão o mais interessante é ver o treino de qualificação.

Assim, como em um campeonato brasileiro de futebol, a copa do um mundo e o campeonato de F1 deveriam ter uma segunda divisão, as duas últimas equipes seriam rebaixadas e outras elevadas ao primeiro time, como vemos um impossible dream... Os treinos deveriam ser mais costumazes ou liberados e de fato os pilotos ou os pretendentes terem de fato currículo e não um cara de 18 anos dá umas três voltas, não apresenta ou não faz nenhuma asneira crassa recebe a almejada carteira de piloto.

Talvez assim as provas seriam transmitidas de fato e não se preocupariam com os gritinhos histéricos da namorada do piloto, da arrumada de cabelo da modelo assim como no futebol o pessoal perseguir o vôo de uma ave durante o jogo, ou flagrar jogadores modelo se olhando no telão para ver se o cabelo não estava desarrumado, como com o lusitano e o brasileiro.

Atualmente precisamos de uma dose de paciência extra para agüentar a super equipe do Brasil a jogar contra a forte seleção do Costa do Marfim e da Coréia do Norte ou de uma formula 1 que depois da segunda ou terceira volta... haja pizza fria, coca cola sem gelo salgadinho murcho, barulho de corneta ou vuvuzela e antes do final CALA BOCA GALVÃO, CLEBER MACHADO e...

Grande abraço e até a próxima,

Dr. Roque

3 comentários:

ANDRE DE ITU disse...

esta na moda atacar o galvão? vai entender...quae motivo de tanto ataque? pra mim nao tem graça f1 sem a narração do galvão.

Marcos - Blog da GGOO disse...

Sobre a seleção eu nem comento nada, mas temos que rever esse conceito de que se não for o primeiro, o campeão, ninguém presta, todo o trabalho foi em vão, nada valeu a pena. Isso está errado.
Já na Fórmula 1, se o problema todo fosse o Galvão, eu estaria feliz. Eu tb gosto dele, cresci vendo corridas na narração dele. É que ele é as vezes, mais torcedor do que narrador, e muitos interpretam isso mal. Ele fala muita merda, eu sei, mas...
O problema tá mesmo nessa elitização da categoria, o dinheiro e cartolas são quem mandam, e a essência do esporte me parece cada vez mais se perdendo por um caminho sem volta.
Infelizmente.
A Indy tá, há muito tempo, dando muito mais emoção.

Igor * disse...

eu gosto do cleber machado!!!
devia narrar sempre a F1...