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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Templos Sagrados*
* Por Luis Fernando Ramos
Já nos acostumamos a falar mal dos “Tilkódromos”, os autódromos opulentos e cheios de área de escape que habitam o calendário atualmente. Com certeza daria para aumentar o grau de desafio em vários deles mas, nesses dias de relembrar os vinte anos daquele final de semana negro em Ímola, não vamos esquecer de que a Fórmula 1 precisou se adaptar para virar um esporte praticamente à prova de fatalidades. Felizmente os pilotos da categoria não aumentaram as estatísticas de morte na categoria. Infelizmente alguns fiscais de pista sim, mostrando que o risco inerente ao esporte pode ser diminuído, mas nunca eliminado.
Os padrões de segurança exigidos hoje eliminaram qualquer chance de retorno de diversas pistas que fizeram parte do calendário. A Nordschleife de Nürburgring já era considerada perigosa demais mesmo nos sangrentos anos 70. Vários não existem mais, outros tantos foram reformados, apenas um par permanece como era antes.
Este site fez uma boa retrospectiva dos “circuitos que a F-1 esqueceu”. Confira o artigo e coloque nos comentários qual a pista que você adoraria ver no calendário. Eu sou fã de carteirinha de Brands Hatch, uma montanha-russa em forma de autódromo. E você?
Já nos acostumamos a falar mal dos “Tilkódromos”, os autódromos opulentos e cheios de área de escape que habitam o calendário atualmente. Com certeza daria para aumentar o grau de desafio em vários deles mas, nesses dias de relembrar os vinte anos daquele final de semana negro em Ímola, não vamos esquecer de que a Fórmula 1 precisou se adaptar para virar um esporte praticamente à prova de fatalidades. Felizmente os pilotos da categoria não aumentaram as estatísticas de morte na categoria. Infelizmente alguns fiscais de pista sim, mostrando que o risco inerente ao esporte pode ser diminuído, mas nunca eliminado.
Os padrões de segurança exigidos hoje eliminaram qualquer chance de retorno de diversas pistas que fizeram parte do calendário. A Nordschleife de Nürburgring já era considerada perigosa demais mesmo nos sangrentos anos 70. Vários não existem mais, outros tantos foram reformados, apenas um par permanece como era antes.
Este site fez uma boa retrospectiva dos “circuitos que a F-1 esqueceu”. Confira o artigo e coloque nos comentários qual a pista que você adoraria ver no calendário. Eu sou fã de carteirinha de Brands Hatch, uma montanha-russa em forma de autódromo. E você?
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
O morcego indiano e a F-1 caça-níqueis*
* Por Fábio Seixas
A atração de ontem na sala de imprensa do circuito de Buddh foi um morcego.
Funcionários foram chamados para espantar o bicho e receberam aplausos quando conseguiram fazê-lo sair por uma das portas.
O autódromo fica no meio do nada, próximo a um distrito industrial. A distância até Nova Déli, 50 km. O tempo de percurso, 1h30. Não há pontos de táxi ou de ônibus nas redondezas. A expectativa de público é um mistério.
Em Xangai, quando a F-1 desembarcou por lá para seu primeiro GP, em 2004, um jornalista local perguntou ao ferrarista Schumacher o porquê de ele correr de vermelho. "É a sua cor da sorte?"
Malásia, Bahrein, Turquia, Abu Dhabi e Cingapura guardam histórias parecidas...
Para Ecclestone, tudo bem. A paixão fica em segundo plano. O que interessa é ir aonde o dinheiro está, sob o pretexto de "conquistar novos mercados" para a categoria.
Tanto é falácia que a Turquia, cujo mercado está longe de ser conquistado, já foi sacada do calendário. A Coreia do Sul, após dois GPs, também corre risco por querer renegociar o contrato.
Nada contra a FOM faturar. O problema é quando essa busca muda o esporte.
E, na F-1, deixar para trás circuitos históricos é, sim, descaracterizá-la, mudá-la.
(Diferentemente do futebol, em que campos são iguais a despeito da estrutura do estádio em volta, cada autódromo tem o seu traçado, a sua identidade e proporciona um GP com a sua cara.)
A questão é matemática.
As equipes não aceitam mais do que os atuais 20 GPs. Em 2013, estreia Nova Jersey -sim, outro GP nos EUA. Em 2014, entra Sochi, na Rússia.
Alguém vai dançar. Spa é uma das pistas na berlinda. Para Ecclestone, tudo bem. Ele não liga para morcegos.
A atração de ontem na sala de imprensa do circuito de Buddh foi um morcego.
Funcionários foram chamados para espantar o bicho e receberam aplausos quando conseguiram fazê-lo sair por uma das portas.
O autódromo fica no meio do nada, próximo a um distrito industrial. A distância até Nova Déli, 50 km. O tempo de percurso, 1h30. Não há pontos de táxi ou de ônibus nas redondezas. A expectativa de público é um mistério.
Em Xangai, quando a F-1 desembarcou por lá para seu primeiro GP, em 2004, um jornalista local perguntou ao ferrarista Schumacher o porquê de ele correr de vermelho. "É a sua cor da sorte?"
Malásia, Bahrein, Turquia, Abu Dhabi e Cingapura guardam histórias parecidas...
Para Ecclestone, tudo bem. A paixão fica em segundo plano. O que interessa é ir aonde o dinheiro está, sob o pretexto de "conquistar novos mercados" para a categoria.
Tanto é falácia que a Turquia, cujo mercado está longe de ser conquistado, já foi sacada do calendário. A Coreia do Sul, após dois GPs, também corre risco por querer renegociar o contrato.
Nada contra a FOM faturar. O problema é quando essa busca muda o esporte.
E, na F-1, deixar para trás circuitos históricos é, sim, descaracterizá-la, mudá-la.
(Diferentemente do futebol, em que campos são iguais a despeito da estrutura do estádio em volta, cada autódromo tem o seu traçado, a sua identidade e proporciona um GP com a sua cara.)
A questão é matemática.
As equipes não aceitam mais do que os atuais 20 GPs. Em 2013, estreia Nova Jersey -sim, outro GP nos EUA. Em 2014, entra Sochi, na Rússia.
Alguém vai dançar. Spa é uma das pistas na berlinda. Para Ecclestone, tudo bem. Ele não liga para morcegos.
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terça-feira, 20 de setembro de 2011
CIRCUITOS TRADICIONAIS OU NOVAS PISTAS?
Cada vez mais atuante como dirigente, Damon Hill manifestou a sua preocupação com o que acredita ser um desprezo da F1 com os circuitos tradicionais do automobilismo mundial. O presidente do Clube dos Pilotos Britânicos (BRDC, na sigla em inglês) afirmou que é necessário olhar mais para os torcedores e para os locais onde a F1 tradicionalmente tem fãs, segundo o site Grande Prêmio.
"Estou preocupado com a maneira como os eventos promovidos sobrevivem com as exigências da F1. Acho que a F1 faria muito bem se pensasse na sobrevivência dos circuitos e em fazer sobreviver os eventos promovidos, que é o realmente importante no mundo para este esporte", declarou o inglês.
O campeão da F1 em 1996 acrescentou que os circuitos tradicionais — como o de Silverstone, gerido pelo BRDC — estão ficando sobrecarregados com as exigências da F1. "Não estou falando sobre lugares que não tiveram corridas de F1 antes. Estou falando sobre lugares que sempre as tiveram. Se você continuar sugando demais, você vai quebrá-los."
Hill entende que, ao invés de se esforçar em agradar somente patrocinadores e convidados, a principal categoria do automobilismo mundial precisa olhar para o fã de sempre. "É preciso encontrar um equilíbrio entre o nível VIP, as pessoas que pagam pelo esporte, que são os patrocinadores, mas existe um ponto onde você precisa dar ao torcedor comum acesso ao esporte e o sentimento de ser recompensado por sua devoção", disse. "O futebol vem enfrentando o mesmo problema: se você tem estádios, uma proporção dele tem de ser de lugares acessíveis financeiramente", acrescentou Hill.
Porém, Bernie Ecclestone não para de pensar no futuro. A seis meses de iniciar a maior temporada da história da F1, com 20 corridas e a reestreia do GP dos Estados Unidos, o presidente da FOM afirmou que planeja voltar a dois países em breve com o calendário da categoria.
O inglês de 80 anos afirmou que a expansão da F1 continua, e não só para a Ásia. Segundo Bernie, o GP dos Estados Unidos pode ganhar uma 'companheira' na América do Norte. Outro destino possível da categoria pode ser o retorno ao continente africano.
"Depois da Rússia, eu gostaria de ir à África do Sul e ao México. Os dois países estão tentando fazer algo", declarou. A última vez que o país africano sediou uma corrida foi em 1993, no circuito de Kyalami. O México teve sua última prova um ano antes, no autódromo Hermanos Rodríguez.
Além dos citados, Ecclestone revelou que, mesmo em crise financeira, um país europeu espera sediar uma prova em breve. "A Grécia também está tentando ter uma corrida", afirmou. Questionado sobre as condições econômicas do país mediterrâneo, foi sucinto. "Os alemães vão emprestar dinheiro a eles", completou.
"Estou preocupado com a maneira como os eventos promovidos sobrevivem com as exigências da F1. Acho que a F1 faria muito bem se pensasse na sobrevivência dos circuitos e em fazer sobreviver os eventos promovidos, que é o realmente importante no mundo para este esporte", declarou o inglês.
O campeão da F1 em 1996 acrescentou que os circuitos tradicionais — como o de Silverstone, gerido pelo BRDC — estão ficando sobrecarregados com as exigências da F1. "Não estou falando sobre lugares que não tiveram corridas de F1 antes. Estou falando sobre lugares que sempre as tiveram. Se você continuar sugando demais, você vai quebrá-los."
Hill entende que, ao invés de se esforçar em agradar somente patrocinadores e convidados, a principal categoria do automobilismo mundial precisa olhar para o fã de sempre. "É preciso encontrar um equilíbrio entre o nível VIP, as pessoas que pagam pelo esporte, que são os patrocinadores, mas existe um ponto onde você precisa dar ao torcedor comum acesso ao esporte e o sentimento de ser recompensado por sua devoção", disse. "O futebol vem enfrentando o mesmo problema: se você tem estádios, uma proporção dele tem de ser de lugares acessíveis financeiramente", acrescentou Hill.
Porém, Bernie Ecclestone não para de pensar no futuro. A seis meses de iniciar a maior temporada da história da F1, com 20 corridas e a reestreia do GP dos Estados Unidos, o presidente da FOM afirmou que planeja voltar a dois países em breve com o calendário da categoria.
O inglês de 80 anos afirmou que a expansão da F1 continua, e não só para a Ásia. Segundo Bernie, o GP dos Estados Unidos pode ganhar uma 'companheira' na América do Norte. Outro destino possível da categoria pode ser o retorno ao continente africano.
"Depois da Rússia, eu gostaria de ir à África do Sul e ao México. Os dois países estão tentando fazer algo", declarou. A última vez que o país africano sediou uma corrida foi em 1993, no circuito de Kyalami. O México teve sua última prova um ano antes, no autódromo Hermanos Rodríguez.
Além dos citados, Ecclestone revelou que, mesmo em crise financeira, um país europeu espera sediar uma prova em breve. "A Grécia também está tentando ter uma corrida", afirmou. Questionado sobre as condições econômicas do país mediterrâneo, foi sucinto. "Os alemães vão emprestar dinheiro a eles", completou.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
EM SILVERSTONE, ATÉ 2026
Silverstone, palco do automobilismo mundial, respirou enfim aliviado. Depois de meses de negociações, uma real ameaça de Doninghton Park e muita torcida, hoje cedo foi anunciada a renovação do contrato entre o circuito e a F-1 por mais 17 anos.
Até 2026 teremos corrida por lá.
Os fanáticos ganham em termos de tradição, afinal pistas assim deveriam ser mantidas sempre, mesmo com prejuízo, no calendário. Poderia ser, este, o início pela volta das pistas tradicionais, que gerem desafios aos pilotos.
Deixar que mais gente construa circuitos e os que já os fazem, que façam com ingredientes que alinhem técnica, arrojo e muita, muita velocidade.
Pena que hoje em dia é uma reta longa e uma freada brusca...
Até 2026 teremos corrida por lá.
Os fanáticos ganham em termos de tradição, afinal pistas assim deveriam ser mantidas sempre, mesmo com prejuízo, no calendário. Poderia ser, este, o início pela volta das pistas tradicionais, que gerem desafios aos pilotos.
Deixar que mais gente construa circuitos e os que já os fazem, que façam com ingredientes que alinhem técnica, arrojo e muita, muita velocidade.
Pena que hoje em dia é uma reta longa e uma freada brusca...
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
F-1 OU FÓRMULA TILKE?
Em 1996, a temporada de Fórmula 1 teve as seguintes provas:
Melbourne, Australia
Interlagos, Brasil
Buenos Aires, Argentina
Nürburgring, Alemanha
Imola, San Marino
Monte-Carlo, Monaco
Catalunya, Espanha
Circuito Gilles Villeneuve, Canada
Magny-Cours, França
Silverstone, Grã-Bretanha
Hockenheimring, Alemanha
Hungaroring, Hungria
Spa-Francorchamps, Bélgica
Monza, Italia
Estoril, Portugal
Suzuka, Japão
Desde 1997, qualquer nova pista entrante no calendário, ou mudanças no traçado passaram pelas mãos de Hermann Tilke, com exceção de Indianápolis. Tilke colocou projetou (ou reformou) os seguintes circuitos:
1997 - A1-Ring
1999 - Sepang International Circuit
2000 - Monza (primeira chicane)
2002 - Hockenheimring (novo traçado)
2002 - Nürburgring (novas curvas no começo da volta)
2003 - Monte-Carlo (novo desenho da Rascasse)
2003 - Magny-Cours (novas curvas no final da volta)
2003 - Hungaroring (novas curvas no final da volta)
2004 - Bahrain International Circuit
2004 – Shanghai International Circuit
2005 – Istanbul Park
2007 - Catalunya (nova chicane no final da volta)
2007 - Fuji (novo traçado)
2007 - Spa-Francorchamps (nova chicane no final da volta)
2008 - Valencia
2008 - Singapore
2009 - Abu Dhabi
2010 - Donington (novo traçado)
Diante deste quadro, o calendário de 2009 têm as seguintes pistas:
Melbourne, Australia
Sepang, Malasia
Shanghai International Circuit, China
Bahrain International Circuit, Bahrain
Circuit de Catalunya, Espanha
Monte-Carlo, Monaco
Istanbul, Turquia
Silverstone, Grã-Bretanha
Nürburgring, Alemanha
Hungaroring, Hungria
Valencia, Espanha
Spa-Francorchamps, Belgica
Monza, Italia
Marina Bay, Cingapura
Suzuka, Japão
Interlagos, Brasil
Yas Island, Abu Dhabi
Melbourne, Australia
Interlagos, Brasil
Buenos Aires, Argentina
Nürburgring, Alemanha
Imola, San Marino
Monte-Carlo, Monaco
Catalunya, Espanha
Circuito Gilles Villeneuve, Canada
Magny-Cours, França
Silverstone, Grã-Bretanha
Hockenheimring, Alemanha
Hungaroring, Hungria
Spa-Francorchamps, Bélgica
Monza, Italia
Estoril, Portugal
Suzuka, Japão
Desde 1997, qualquer nova pista entrante no calendário, ou mudanças no traçado passaram pelas mãos de Hermann Tilke, com exceção de Indianápolis. Tilke colocou projetou (ou reformou) os seguintes circuitos:
1997 - A1-Ring
1999 - Sepang International Circuit
2000 - Monza (primeira chicane)
2002 - Hockenheimring (novo traçado)
2002 - Nürburgring (novas curvas no começo da volta)
2003 - Monte-Carlo (novo desenho da Rascasse)
2003 - Magny-Cours (novas curvas no final da volta)
2003 - Hungaroring (novas curvas no final da volta)
2004 - Bahrain International Circuit
2004 – Shanghai International Circuit
2005 – Istanbul Park
2007 - Catalunya (nova chicane no final da volta)
2007 - Fuji (novo traçado)
2007 - Spa-Francorchamps (nova chicane no final da volta)
2008 - Valencia
2008 - Singapore
2009 - Abu Dhabi
2010 - Donington (novo traçado)
Diante deste quadro, o calendário de 2009 têm as seguintes pistas:
Melbourne, Australia
Sepang, Malasia
Shanghai International Circuit, China
Bahrain International Circuit, Bahrain
Circuit de Catalunya, Espanha
Monte-Carlo, Monaco
Istanbul, Turquia
Silverstone, Grã-Bretanha
Nürburgring, Alemanha
Hungaroring, Hungria
Valencia, Espanha
Spa-Francorchamps, Belgica
Monza, Italia
Marina Bay, Cingapura
Suzuka, Japão
Interlagos, Brasil
Yas Island, Abu Dhabi
Vendo este quadro identificamos que 13 das 17 pistas do atual calendário (em destaque) passaram pelas pranchetas deste arquiteto ou seja, nada menos do que 76,5% das pistas!!!
Será que a Fórmula 1 existe mesmo ou o que existe é uma Fórmula Tilke, marcada pela falta de ultrapassagens, circuitos sem graça e planos?
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