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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

sábado, 10 de julho de 2010

FANGIO ON-BOARD EM MODENA *

* Fonte: Blog Mania dos Carrinhos (Portugal)

Hoje trago-vos talvez o mais antigo filme feito a bordo de um carro de Fórmula 1, ou "onboard" como dizem por terras de Sua Majestade, e nele vamos pode ver aquele que para muitos é considerado como tendo sido o maior piloto de sempre, Juan Manuel Fangio.

Este filme foi gravado entre 1954 e 1958, não posso precisar qual o ano, numa pista perto do aeródromo de Modena, em Itália, não seguindo por isso a tendência dos últimos posts que publiquei nesta secção que, como muitos sabem visa mostrar aquelas pistas que já desapareceram fisicamente ou então foram retiradas dos calendários desportivos, muitas delas de forma definitiva.

Aqui, Fangio conduz o seu Maserati 250F durante algumas voltas e posso dizer-vos que é um prazer observar a sua mestria ao volante de um carro de competição, reparem nas suas atravessadelas quando sai das curvas, reparem também como ele as corrige de uma forma tão suave, sem necessidade de efectuar movimentos bruscos, por alguma coisa muitos o consideram o maior...

Este filme está muito bem feito, tem várias tomadas de imagem, uma camera voltada para trás e que capta a cara do piloto e outra voltada para a frente, para o sentido do movimento do carro, muito avançado para a época, não há dúvida.

Encostem-se bem nas vossas cadeiras e desfrutem desta pérola da história da competição automóvel:

terça-feira, 11 de agosto de 2009

NOVA COLUNA: RETROVISOR

Boa noite caros leitores.

A partir de hoje está no ar uma nova coluna neste blog, a coluna RETROVISOR, que trará a vocês acontecimentos interessantes ocorridos em data similar a de cada dia da postagem desta coluna.

E começamos lembrando do falecimento do piloto Tazio Giorgio Nuvolari ocorrido em 11 de Agosto de 1953.

Mas a lembrança desta data tem uma justificativa, pois não poderia eu vos falar da morte deste piloto sem antes contar um pouquinho de sua brilhante e marcante trajetória no automobilismo.

Tazio Giorgio Nuvolari (Castel d'Ario, 16 de Novembro de 1892 — Mantua, 11 de Agosto de 1953) foi um piloto italiano de motos e automóveis.

Aos 13 anos, em Castel d'Ario, estava a olhar para a moto do seu tio e este disse-lhe: "Se quiseres, empresto-a". Era uma brincadeira, mas não para o pequeno Tazio! Andou horas à volta da máquina, e numa manhã, não resistiu e montou nela. Contato, partida, mudanças... e a máquina arrancou aos trancos. Mas Nuvolari endireitou-se, acelerou... e aprendeu sozinho a pilotar.

Em 1915, com 23 anos, obteve a lincença de piloto de moto, mas é chamado ao Exército. Em 1917 casou-se numa cerimónia civil com Carolina Perina.

Finalmente, correu oficialmente pela primeira vez em 20 de Julho de 1920, em Cremona e a primeira vitória surgiu em 20 de Março de 1921, em Verona. Nessa altura conhece o ainda piloto Enzo Ferrari.

Sempre em motos Bianchi 350cc, nome da equipe a qual o contratou rapidamente após descobrir seu talento, ganha o GP da Europa em 1925, o GP das Nações por 4 vezes, entre 1925 e 1928, e o Circuito de Lario por 5 vezes, entre 1925 e 1929.

Seria campeão italiano, mas nos treinos do GP de Monza sofreu um acidente que resultou em duas pernas quebradas. Após terem engessado suas pernas os médicos lhe aconselharam a deixar as corridas. No dia seguinte entrou na corrida amarrado a sua moto, pediu aos mecânicos que o segurassem na largada e o agarrassem na chegada.

A lenda de Tazio Nuvolari teve início nesse dia, quando ele ganhou a corrida.

Começou a correr em automóveis em 1924 aos 32 anos de idade.

Em 1927 formou sua própria equipe comprando dois automóveis Bugatti 35BS junto a seu amigo e sócio Achille Varzi, mais tarde seu grande rival. Conhecido também por "il mantovano volante"(o mantuano voador).

Correu por varias equipes, entre elas aAlfa Romeo, Ferrari e Maserati.

Em 1932 Gabriele D'Annunzio presenteou Nuvolari com um emblema, uma tartaruga de ouro contendo a seguinte dedicatória:
"Para o homem mais rápido do mundo, o animal mais lento". Tazio considerou essa peça como um amuleto de boa sorte e passou a usá-lo em seu macacão. E também como seu símbolo.

Ao longo dos anos de competição, desenvolvera problemas respiratórios crônicos que então se manifestavam. Os médicos proibiram-no de correr novamente.

Mas, nada o segurava.

Algumas semanas depois estava em Genebra para o GP das Nações, onde usava uma máscara sobre o nariz e a boca, e assim se passaram outras competições em que o piloto aparecia pilotando com uma só mão para que pudesse segurar um lenço, que ao final das corridas estaria sujo de sangue. Em outra ocasião terminou a corrida sentado em cima de um saco de laranjas, solução improvisada para amortecer os impactos dentro do carro devido a quebra da suspensão.

É improvável que aqueles que estiveram presentes no GP de Albi de 1946 soubessem ou suspeitassem que estavam assistindo à última vitória de Nuvolari, então já com 53 anos. Deve ter sido impactante, porém, vê-lo desmaiar logo após receber a bandeira quadriculada. Durante a prova, o piloto inalara mais fumaça do que podia suportar.

Em 15 de abril de 1950 disputou sua última prova e infelizmente em 1952 teve um derrame que paralisou seu lado esquerdo, privando-o de uma morte mais nobre.

Morreu em 11 de agosto de 1953, em Mântua, e foi enterrado com seu capacete de corridas e seu volante preferido. O cortejo foi visto por toda a cidade.

A Itália enterrava um de seus maiores ídolos da época.

Estima-se que entre 25000 a 55000 pessoas tenham assistido ao seu funeral, cujo cortejo se prolongava por 1 milha (1,6 km). O caixão foi colocado em cima de um chassis, acompanhado por Alberto Ascari, Luigi Villoresi e Juan Manuel Fangio.

Nesse dia, Enzo Ferrari disse: "Como ele, não nascerá mais nenhum."
o seu túmulo está escrito: "Camminerai più veloce per le vie del Cielo".

Esse texto foi baseado em várias matérias que li na net.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima.


Carolina Loli