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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

RETROVISOR - EDIÇÃO ESPECIAL

Olá amigos do Blog da GGOO.

Resolvi resgatar nossa querida coluna Retrovisor que estava sumida, depois que a colunista oficial teve que encarar nova empreitada, pois hoje temos um aniversariante ilustre e acredito que ele mereça ser lembrado e homenageado, afinal de contas, foi alguém que revolucionou e iniciou um novo marco no mundo pelo qual somos fanáticos, loucos, viciados e etc.Sem mais delongas, segue um breve resumo (resumo mesmo) da vida deste imortal:

Em 18 de fevereiro de 1898, na cidade de Modena, Itália, nascia Enzo Anselmo Ferrari, fundador da Scuderia Ferrari e da fábrica de automóveis Ferrari. Apaixonou-se pelo automobilismo com apenas dez anos, quando visitou o autódromo de Bolonha. Enzo Ferrari trabalhou como mecânico até ao início da primeira guerra mundial, altura em que entrou na Contruzioni Mecaniche National, como piloto de testes. Aos 21 anos tentou trabalhar na Fiat, mas foi recusado. Pouco depois ingressou na Alfa Romeo, mas desta vez como piloto. Criou a Scuderia Ferrari no ano de 1925, em Módena, mas durante a segunda guerra mundial viu-se obrigado a transferir a fábrica de automóveis para Maranello, a dezoito quilometros de Modena. Depois da Segunda Guerra, a Ferrari ganhou dois títulos mundiais em 1952 e 1953.

Enzo e Dino Ferrari

Alfredino Ferrari, filho de Enzo, conhecido como Dino, morreu em 1956, aos 26 anos, sofrendo de distrofia muscular progressiva. Isto fez com que Enzo se tornasse uma pessoa amarga. Desde então, nunca mais pisou numa pista de corrida e passou a usar os inseparáveis óculos escuros.

Autodidata em mecânica, recebeu em 1960, da Universidade de Bolonha, o título de Doutor "honoris causa" em Engenharia, e mais tarde, em Física. Ganhou do governo italiano o título de Comendador. Enzo Ferrari morreu em Maranello, em 14 de agosto de 1988 com 90 anos, tendo obtido 19 vitórias em Le Mans e nove títulos na Fórmula 1. Sua morte só foi tornada pública dois dias mais tarde, a pedido de Enzo, para compensar o registro tardio de seu nascimento, pois afirma-se que seu pai, devido ao mau tempo, só o fizera em 20 de fevereiro.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A FERRARI QUE NUNCA CORREU

Essa semana tem GP da Itália, casa da Ferrari, e meu amigo Roque achou essa matéria sensacional sobre uma Ferrari que nunca participou de uma etapa da F-1.
Por quê??
Segue a matéria na integra.
Trata-se de um dos projetos de um mito das pistas que nunca deu certo.
É a Ferrari 312 B3 Spazza Neve. Este carro foi idealizado pelo então engenheiro chefe da Casa de Maranello, Mauro Forghieri. Naquela época, a Ferrari perdia terreno para os “garagistas” ingleses Lotus, Tyrrell e McLaren, todos com os motores Ford Cosworth V-8 de 450 cavalos. O Comendador Enzo achava inconcebível que suas máquinas, dotadas de poderosos motores de 12 cilindros flat, perdessem para um grupo de construtores ’sem alma’.
Forghieri então foi à luta. Conseguiu que pela primeira vez a equipe italiana abandonasse o sistema de construção de chassis em treliça e encomendou à firma inglesa Thompson o desenho de um monocoque em alumínio. Com base no projeto da 312 B3 que estrearia naquele ano de 73, ele fez profundas e espantosas alterações de aerodinâmica, pouco convencionais para a época.
Notem pela foto que o desenho do spoiler dianteiro se assemelhava, de fato, às pás próprias para a retirada de neve, fixadas em tratores ou até caminhões. As cavidades frontais são as entradas de ar para os radiadores.
Além disso, este modelo tinha um perfil muito mais largo que os monopostos de F-1 na época, num conceito que lembra bastante o carro-asa introduzido por Colin Chapman em 1977.
E o posicionamento do espelho retrovisor? Notaram alguma semelhança com outra Rossa?
O carro foi para a pista de Fiorano a fim de ser testado por Jacky Ickx e Arturo Merzario, que defenderiam a escuderia naquele ano de 1973. Ambos foram unâmines: o Spazza Neve era de fato um carro muito ruim e difícil de ser acertado. Reza a lenda que é o pior carro que a Ferrari já teve em toda a sua história - mais até que a F92A, de 1992.
O Spazza Neve, coerentemente, é peça de museu. Mas vendo assim, até que as idéias de Forghieri não eram ruins. Só foram mal-aplicadas e ainda numa época em que a Ferrari dividia suas atenções entre a F-1 e o Mundial de Marcas, onde levaram pau do Matra MS670. O resto é história.

fonte: A mil por hora

Eu particularmente, achei lindíssima essa Ferrari, uma pena não ter dado certo o projeto!!