Mostrando postagens com marcador temporada 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador temporada 2011. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de abril de 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Engenheiro da Williams tira culpa dos pilotos por desempenho ruim em 2011

O engenheiro Mark Gillan, novo chefe de operações da Williams, saiu em defesa dos pilotos ao falar da temporada ruim vivida pela equipe em 2011. Gillan afirmou que a culpa pelo desempenho abaixo da crítica não foi de Rubens Barrichello e Pastor Maldonado, que, segundo ele, fizeram tudo que foi possível, informa o site Grande Prêmio.

A tradicional equipe britânica teve a pior campanha de sua história neste ano e fechou o Mundial na nona colocação, com apenas cinco pontos. Barrichello concluiu em 17° na classificação do campeonato dos pilotos, enquanto Maldonado somou somente um ponto ao longo do ano e terminou em 19°. Para 2012, apenas o venezuelano está confirmado no time. A segunda vaga no time permanece disponível. Adrian Sutil, que deixou a Force India, é apontado como favorito ao cockpit britânico.

"Como comecei em setembro, apenas posso falar dos últimos seis meses, mas fiquei realmente impressionado com o profissionalismo dos dois pilotos. Eles fizeram tudo que era possível com um carro difícil de guiar. Ambos mantiveram a concentração e conseguiram um desempenho consistente no geral. Acho que foi um trabalho muito bom", explicou o engenheiro.

Gillan, que ganhou o novo posto depois da reestruturação técnica feita dentro da Williams neste ano, afirmou ainda que o projeto de 2011 estava errado desde o início. "Não atingimos as metas que havíamos traçado e, como o time tinha muita expectativa por causa dos treinos da pré-temporada, nós tomamos algumas decisões fundamentais em torno apenas dos conceitos aerodinâmicos, que pensando bem, não foi correto", explicou.

"A parte aerodinâmica do carro era relativamente fraca, por isso não tínhamos o downforce suficiente, o que fez grande diferença em relação à concorrência. E isso teve consequências em termos de desgaste de pneus e em algumas áreas também, o que se refletiu no nosso ritmo de corrida e classificação", completou.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

GRID GIRLS: FORMULA TRUCK - BRASÍLIA, 2011

COMO A FERRARI AINDA SUPERA A RED BULL EM PREMIAÇÕES*

* Por Jonathan Noble, da AUTOSPORT

Enquanto as equipes da F1 se preparavam para seu último trabalho oficial de 2011, em Interlagos, no último domingo, você poderia estar pensando que, no super rico mundo da velocidade, seria a atual bicampeã mundial Red Bull que andaria pelo paddock ostentando o status de equipe mais premiada do grid no aspecto financeiro.

Afinal, os números da equipe ao longo desses dois anos foram inalcançáveis e nenhum rival ficou sequer próximo de tais resultados.

Em 2010 e 2011, a Red Bull conquistou tanto os campeonatos de pilotos como os de construtores, assim como venceu 23 dos últimos 40 GPs, sendo 13 dos últimos 20. Este ano, o time também esteve presente em quase todos os pódios, exceto em Abu Dhabi.

Mesmo com tanto sucesso, não é a Red Bull que figura no topo de premiações da F1, nem mesmo a McLaren, sua adversária mais próxima nesta temporada. Graças à natureza distorciva do ultra secreto Fundo de Premiação da F1, é novamente a Ferrari quem adentrará as férias de fim de ano contente por abocanhar a maior fatia do bolo, apesar de ter vencido apenas uma corrida e terminado o ano em terceiro no campeonato de construtores.

Historicamente, a maneira como os recursos são repartidos é mantida sob sigilo. Tanto as escuderias quanto Bernie Ecclestone jamais revelaram detalhes sobre as regras de distribuição.

Depois de extensiva pesquisa entre várias fontes do paddock, uma pequena olhada nos documentos repassados aos times, que detalham os ganhos, e alguns pequenos acenos aqui e ali, surgiu uma formulação mais clara de como o dinheiro é dividido.

Estimando os ganhos

É claro que, sem acesso pleno aos regulamentos de premiação, ao Pacto de Concórdia ou os contratos que Ecclestone possui sobre a renda total do esporte, é impossível dar uma resposta definitiva sobre o funcionamento exato do sistema de premiação.

De qualquer forma, podemos calcular estimativas baseadas nos ganhos previamente confirmados e assim, ao menos, vislumbrar como funciona essa estrutura.

De acordo com documentos de domínio público, a renda total da F1 em 2010 foi de US$ 1 bilhão (quase R$ 1,85 bilhão), com um total de US$ 658 milhões sendo destinados às equipes, por meio do Fundo de Premiação. Com a renda da categoria crescendo a cada ano e a estimativa de que a elevação será de 5% em 2011, podemos deduzir que o montante destinado aos times deve ficar próximo a US$ 691 milhões.

O valor definitivo só será fechado quando a contabilidade anual da FOM for apresentada, antes do encerramento do próximo ano financeiro. Portanto, os valores finais podem variar, tanto para mais quanto para menos, mas os critérios de rateio dos ganhos entre as equipes permanecerão os mesmos.

Como a Ferrari sai do ano com a maior premiação?

O ponto-chave que envolve a premiação da Ferrari é o fato de ela cultivar o status de equipe mais importante da F1. A "incomparável" contribuição histórica, a consistente presença no grid e a força da marca implicam que, a partir do momento em que os recursos de premiação são disponibilizados, imadiatamente 2,5% já vão para Maranello.

Dessa forma, o bônus inicial da Ferrari, de um total hipotético de US$ 691 milhões, será de US$ 17,3 milhões, antes mesmo de contabilizarmos aquilo que conhecemos como direitos de "Categoria B", baseados no número de títulos conquistados, que garantem aos italianos mais US$ 16 milhões.

Isso significa que a Ferrari entrou em 2011 com uma premiação já garantida que poderia chegar a US$ 33,3 milhões.

Além disso, o terceiro lugar no campeonato de construtores alavancou ainda mais os ganhos, já que as escuderias recebem dois pagamentos diferentes quando terminam entre os dez primeiros.

Os dois tipos de remuneração, separados em categorias denominadas "Coluna 1" e "Coluna 2", contam com 50%, cada, do total do fundo, já descontados os montantes destinados a pagamentos para a "Categoria B", que são as equipes campeãs mundiais (Ferrari, Red Bull, McLaren, Mercedes, Renault e Williams) e os bônus oferecidos para Virgin e Hispania, que ficaram de fora dos dez primeiros e receberam US$ 10 milhões cada.

Os pagamentos da "Coluna 1" são feitos de forma equânime, 10% para cada equipe, e você passa a ter esse direito quando participou pelos menos dos últimos dois ou três mundiais.

Calculando o pagamento baseado nos ganhos projetados para 2011, a "Coluna 1" deve render cerca de US$ 31 milhões para cada time.

Depois disso, há o pagamento da "Coluna 2", rateado de acordo com a performance de cada escuderia no ano anterior. De acordo com os documentos, a atual distribuição funciona em um nível percentual próximo a esse: primeiro lugar = 19%; segundo = 16%; terceiro = 13%; quarto = 11%; quinto = 10%; sexto = 9%; sétimo = 7%; oitavo = 6%; nono = 5%; décimo = 4%.

Portanto, o terceiro lugar da Ferrari rendeu 13% dos estimados US$ 310 milhões da "Coluna 2", que representam US$ 40,3 milhões.

Isso significa que a premiação total da Ferrari na temporada 2011 deve ficar próxima a US$ 104,6 milhões, somando os US$ 33,3 milhões da premiação da "Categoria B" pelo histórico, os US$ 31 milhões da "Coluna 1" e os US$ 40,3 milhões da "Coluna 2".

O valor ultrapassa as premiações que McLaren e Red Bull, as duas equipes que terminararam o ano à frente, ganharam.

Usando os mesmos cálculos, podemos mensurar que os prêmios da McLaren - US$ 31 milhões da "Coluna 1", US$ 4,2 milhões da "Categoria B" e US$ 49,6 milhões da "Coluna 2" somam US$ 84,8 milhões.

Para a Red Bull, os US$ 31 milhões da "Coluna 1" mais US$ 3,2 milhões da "Categoria B" e US$ 58,9 milhões da "Coluna 2" devem render algo em torno de US$ 93,1 milhões.

Por que a Red Bull não está infeliz

Depois da temporada que a Red Bull teve, o time poderia se achar no direito de sentir que é injusto ter vencido tudo e ver a Ferrari ganhar US$ 10 milhões a mais em prêmios. No entanto, há uma visão pragmática com a qual os rivais encaram o dinheiro extra que a Ferrari ganha: cada um no grid reconhece o valor de ter o Cavalinho Rampante lá.

O bônus mágico de 2,5% aos italianos, visto como fator chave para todas as equipes que querem colocar em prática o novo Pacto de Concórdia, deve ajudar a Ferrari a dar o pontapé inicial antes de qualquer outra para a aprovação do novo acordo.

Ter o time de Maranello por perto é sempre bom para a F1 como um todo, e, invariavelmente, impulsiona os demais ganhos do esporte, o que representa um incremento nos cofres de todos. O chefe da Red Bull, Christian Horner, contou ao AUTOSPORT.com no Brasil, na última semana, que não tem nenhuma queixa a respeito da posição financeira privilegiada da Ferrari.

"É melhor ter a Ferrari aqui do que o contrário", explicou. "Ferrari e F1 são sinônimos e, para nós, o prestígio de vencer em uma categoria que tem a Ferrari é imensuravelmente maior do que se não houvesse essa equipe", comparou.

"Historicamente, eles são a escuderia mais significante e é compreensível que seus termos comerciais sejam um pouco diferentes dos outros", defendeu.

Quando perguntado se não havia um sentimento de frustração ao ver uma concorrente regozijar de mais prestígio nas premiações, Horner respondeu: "Eu acho que, obviamente, eles têm um ótimo acordo, mas essa é a forma como a coisa funciona".

"Conseguimos superá-los nos últimos três anos, por isso não vejo a situação como um problema. Você tem que reconhecer e ser respeitoso com a marca Ferrari e seu patrimônio. Nós preferiríamos, de longe, correr em um campeonato com a presença deles e é um grande privilégio bater uma equipe como a Ferrari", completou.

Mais vencedores e perdedores

A maneira como o Fundo de Premiação funciona implica que terminar a temporada em uma boa colocação é absolutamente vital. E, olhando para os vencedores e perdedores de 2011, há alguns outros detalhes interessantes.

Continuando a usar o mesmo método de cálculo, a temporada de sucesso da Force India, pulando do sétimo para o sexto lugar, propiciou aos indianos um acréscimo de US$ 6,2 milhões em sua premiação.

Já a Williams foi a única escuderia a ter ganhos menores entre 2010 e 2011, já que sua queda do sexto ao nono lugar no campeonato representou uma diminuição de US$ 12,4 milhões no percentual de participação na "Coluna 2".

Mas a maior vencedora foi a Lotus, que finalmente entrou na lista principal. O décimo lugar no campeonato de construtores acarretou um adicional de US$ 31 milhões ao caixa da futura Caterham, além dos previstos US$ 12,4 milhões como última colocada da "Coluna 2".

Não havia segredos do porquê o chefe da equipe, Tony Fernandes, estar agonizado para ver logo o término do GP do Brasil, já que ele externara que seria "crucial" para o time garantir em Interlagos o décimo lugar na tabela.

Quando Fernandes deixou o paddock, no domingo à noite, provavelmente estava mais feliz até do que a Ferrari...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BALANÇO DA TEMPORADA*

* Por Lívio Orrichio

Acabou ontem, em Interlagos, a 62.ª temporada da história da Fórmula 1. Estive nas 19 etapas do campeonato. Penso ser oportuno um balanço do que vi e senti dos testes de inverno em Valência e Barcelona, em fevereiro, ao 40.º GP do Brasil, ontem.

Daqui a alguns anos, muitos se lembrarão da temporada de 2011 como uma das melhores da Fórmula 1. Não creio que será o caso, mas se em 2012 tivermos menos ultrapassagens e pit stops, a maior parte das corridas deste ano vão nos dar ainda mais saudades. Mas não é isso que espero de 2012. Deixemos para outro dia.

Confesso que quando vi na Malásia, em especial, os pilotos sendo ultrapassados por adversários que recorriam ao flap móvel, dei risada. O que é isso? , disse, afinal era uma luta desigual. As provas foram acontecendo, meus preconceitos sendo vencidos até que, após bela amostragem, rendi-me ao evidente: a Fórmula 1 ficou muito melhor, mais emocionante, menos previsível.

O que é mais impressionante nessa história é que tivemos uma edição de Mundial dentre as melhores, na minha leitura, apesar do domínio de um piloto e uma equipe. É um total paradoxo.

De repente, diante de tantos pegas empolgantes, como assistimos, manobras como dar o troco nas ultrapassagens, praticamente esquecidas já na Fórmula 1, o sucesso isolado de um concorrente ficou menor. Vettel e a Red Bull merecem todos os méritos e outros tantos que podemos lhes oferecer, meu discurso é outro, o de que a sua avassaladora campanha não comprometeu a grandeza do show.

Chamou muito a atenção, também, a maturidade de Sebastian Vettel. Quem o viu, por exemplo, no GP da Bélgica do ano passado, não poderia imaginar que agora não cometesse um único erro relevante. E que pessoa é esse menino, amigos. Nesses meus 21 anos ininterruptos de Fórmula 1, completados ontem, conheci bem poucos pilotos tão desprovidos dos vícios que o sucesso quase inevitavelmente gera. Atencioso, simples, cortês, Vettel é um verdadeiro campeão!

Nunca escondo que o piloto mais completo em atividade é, para mim, Fernando Alonso. Que temporada! Com o carro que dispôs chegou dez vezes ao pódio e ontem foi por pouco. Essa é a maior diferença para Felipe Massa. Sua capacidade é tanta que faz um carro ruim como o da Ferrari produzir muito mais do que se poderia esperar. Alonso faz a diferença. Este ano ratificou o conceito.

No meu blog os leitores fizeram um imagem equivocada da minha visão de Lewis Hamilton. Na minha lista, está junto de Alonso, Vettel e Robert Kubica como os mais talentosos da Fórmula 1. Este ano, contudo, me assustei em alguns momentos, ao vê-lo falar como um fantasma, voz pausada, olhar distante, indiferente ao que o cercava. Meu Deus, perdemos um dos mais fantásticos pilotos, cheguei a pensar. Felizmente nas últimas etapas resgatou um pouco do seu melhor. Aprecio os supertalentos, com Hamilton.

Deixei o Brasil de fora propositalmente. Merecerá um texto à parte. Obrigado por dividir esse espaço comigo ao longo da temporada. Tenho que em 2012 o campeonato será ainda melhor, com muitas ultrapassagens, pit stops e as vitórias mais distribuídas. Abraços!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CAMINHO DAS ÍNDIAS: IMPRESSÕES DA PISTA*

* Por Lívio Oricchio

Percorri parte da pista a pé e depois com o arquiteto Heman Tilke, seu projetista. Completamos várias voltas com seu carro. Numa delas encontramos Felipe Massa e seu irmão, Dudu, de bicicleta, e conversamos rapidamente.

Quem vê o desenho do traçado de 5.125 metros e 16 curvas no papel não compreende a sua verdadeira dimensão quanto à espetacularidade. As curvas 1, no final da reta dos boxes, a 3, depois de um trecho curvo em aclive em aceleração plena e anterior à reta, a 4, no fim da reta de pouco mais de mil metros, e a 16, a última antes da reta dos boxes, apresentam largura pouco maior de 20 metros. Há várias opções de trajetória.

“Tudo foi concebido para facilitar as ultrapassagens e dificultar sua defesa”, explicou Tilke. “Você não pode seguir a trajetória normal quando há um adversário próximo.” Massa confirmou: “É preciso esperar os carros na pista, mas parece que será impossível não acontecer ultrapassagem aqui”. Além da natureza do traçado, haverá duas zonas de uso do flap móvel (DRS), a partir do segundo terço da grande reta e na reta dos boxes, o que tende a tornar a manobra menos difícil também.

O asfalto é bom, uniforme, pouco ondulado, mas com certeza haverá muita reclamação quanto ao nível de aderência. Baixo, em especial neste primeiro ano. Ontem o estavam lavando, mas mesmo assim deveremos ver vários carros desgarrando pela pouca aderência somada aos pneus duros disponibilizados pela Pirelli no GP da Índia.

Não gostei de algumas áreas de escape, em especial de dois “S” maravilhosos, de alta, compreendido pelas curvas 6 e7 e 8 e 9 . A barreira está muito próxima para a velocidade da passagem dos carros. “Fizemos estudos de simulação e essa distância para o escape nos pareceu satisfatória”, respondeu Tilke. Tenho dúvidas. Lembrou Suzuka. Penso que os pilotos vão reclamar do pit lane. É estreito.

Bruno Senna também percorreu o circuito e disse: “É muito legal. Rápido, com umas mudanças rápidas de direção interessantes, sobe, desce.” Tilke me disse que originalmente o terreno era plano. “Deslocamos milhares de metros cúbicos de terra para criar esses desníveis.” De uma das arquibancadas pode-se ver boa parte da pista, como Interlagos. Trata-se da arquibancada que se estende ao lado dos S de alta.

Na sequência desses S há uma curva, a 10, com alguma similiaridade com a famosa 8 de Istambul e o Sol do antigo traçado de Interlagos. Curva longa, veloz, e de dois raios. Bastante interessante.

Tomara que já sexta-feira, depois dos primeiros treinos livres, a forte impressão positiva inicial seja ratificada.

Mas se o traçado sugere ser seletivo, desafiador, em especial por ser relativamente curto se comparado com outros recentes também, a porção de trás, boxes e escritórios, apesar de novos gerou muitas críticas. Desta vez não quanto a funcionalidade, que é boa, segundo Dick Stanford, da Williams, por exemplo. Mas no que diz respeito ao acabamento e à limpeza. É impressionante como tudo ainda está sujo e como não houve cuidado com a construção.

“Há fezes de rato para todo lado. Nos entregaram sem lavar. Passar a fiação para nossos equipamentos foi um problema”, comentou um integrante de escuderia, sem desejar ser indentificado. “É novo, mas parece que já ousamos há dez anos”, definiu Stanford.

Tilke também sentiu a reação de indignação dos profissionais da Fórmula 1 diante da despreocupação com higine. Evitou se manifestar. Limitou-se a explicar: “Nós fizemos o projeto e assessoramos a obra. Não somos os responsáveis pela construção.”

Ao longo do fim de semana trago mais informações. Faz calor. Apesar do outono, uma simples camiseta resolve.

Narain Karthikeyan me disse que venderam 85 mil ingressos para a prova até agora. “Espero que o evento possa criar motorsport na Índia. Temos dois caminhos. O da China, onde todo dinheiro vai para a Fórmula 1 e não existem categorias no país, ou da Malásia, onde a Fórmula 1 serviu de inspiração para a criação do motorsport e hoje há competições regulares lá. Espero que enveredemos pela opção da Malásia.”

O indiano não se contém. “Estou ansioso. Obrigado por ter vindo à Índia”, disse aos raros jornalistas que hoje visitaram o autódromo.

Ah, a Índia é uma nação de contrastes, tendo por base o que vi até agora. Ainda mais fortes que no Brasil. Viaja-se de um extremo ao outro, com relação a tudo, com enorme facilidade, basta se deslocar um pouco por Nova Delhi e sua periferia. Ao mesmo tempo e, como sempre, muito enriquecedora a oportunidade de conhecê-la.

Concordo que é necessário desembarcar com a mente bem aberta. Mas se depois de mais de 20 anos viajando pelo mundo ainda não aprendi isso então não evolui nada. Não julgue nada. Assimile o que lhe agrada e respeite e deixe de lado o que não corresponde aos nossos valores básicos, como é o caso aqui, sem se deixar atingir. Essa a lição que a extraordinária experiência da Fórmula 1 me ensinou.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

FOTO DO DIA

terça-feira, 27 de setembro de 2011

AS BARBEIRAGENS DE HAMILTON

Segundo Rafael Lopes, Lewis Hamilton passa por um ano turbulento na Fórmula 1, cometendo uma série de erros na McLaren. A TV inglesa BBC fez uma edição das falhas do piloto inglês e colocou em seu website.

E aqui, nós também vemos:

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Barrichello diz estar em excelente forma e que "ainda tem muito a dar" à Williams

Rubens Barrichello mantém as conversas para a renovação de contrato com a Williams e tenta garantir presença no grid na próxima temporada. O piloto brasileiro se diz em excelente forma aos 39 anos e acha que ainda tem muito a oferecer dentro da Fórmula 1.

“Estou fisicamente melhor do que quando tinha 18 anos. Realmente estou, é verdade. É possível ver isto. Todo ano passo por testes e monitoram o modo como respiro, como suo. Estou em grande forma”, afirmou Barrichello, em entrevista à agência de notícias Reuters.

Nesta temporada, o brasileiro tem sofrido com o desempenho decepcionante da Williams.e somou apenas quatro pontos. Apesar dos problemas, Barrichello demonstra otimismo com a recuperação da equipe em 2012, quando os carros voltarão a ter motores Renault.

“A Williams está mudando o motor e também as pessoas. Acho que tenho muito a dar à equipe. Não é apenas experiência, pois tê-la e não ser rápido não significa nada. Ser rápido e não ter muita experiência é melhor hoje. No entanto, o que posso oferecer à escuderia é velocidade, e a experiência vem de graça”, brincou.

Barrichello falou sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. “Tivemos um ano terrível. Há muitas coisas nas quais a equipe se concentrou, como o câmbio. Não é que não tenham dado atenção, mas com a mudança nos pneus e com algumas equipes mais bem preparadas, poderíamos fazer um trabalho melhor. Nosso carro não é ruim de guiar, mas não é tão rápido. Por isso, estamos tentando desenvolvê-lo para chegar ao ritmo dos demais, mas ainda não foi bom o suficiente”, analisou.

Por fim, o piloto descartou pensar em se aposentar das pistas. “Ainda estou apaixonado pelo esporte. Não sei se posso viver sem a velocidade. Gosto cada vez mais. Estou comprometido com as corridas até não haver mais essa paixão”, completou.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CHUVA EM CINGAPURA?

Marina Bay deverá contar com chuva e bastante calor durante todo o fim de semana do GP de Cingapura, que será realizado no próximo domingo (25) na cidade-estado. De acordo com o site do ‘Weather Channel’, a precipitação deverá se manter por toda a semana que antecede a 14ª etapa do Mundial de F1, a primeira do ano sob luz artificial, informa o site Grande Prêmio.

Nos últimos anos, os pilotos demonstraram preocupação com a segurança em Cingapura em caso de chuva já que, diferente dos outros circuitos do calendário, a etapa asiática é realizada à noite, assim como em Abu Dhabi. Para sexta-feira, a meteorologia aponta 30% de possibilidade de chuva, que deverá dobrar no sábado e no domingo, dia da corrida.

A temperatura do ar deverá variar entre 25 e 32ºC durante o fim de semana, com a umidade relativa do ar entre 76 e 82%. Outro fator agravante nas condições do circuito é que atualmente há várias nuvens negras nas cercanias da pista, resultado também das queimadas nas matas da vizinha Indonésia.

Em 2010, as atividades de pista em Cingapura começaram com chuva, e durante o fim de semana, as condições climáticas melhoraram e a prova foi disputada no seco. Por conta da umidade ser bastante alta, Mark Webber disse, no ano passado, que a pista “incrivelmente seca lentamente. É algo que eu nunca vi em toda minha carreira.”

Já o tricampeão mundial, Jackie Stewart, também demonstrou preocupação. “Na luz do dia, nós podemos ver além da pista se estamos guiando na chuva. Mas aqui, a luz está restrita ao circuito e tudo à volta é escuro”, alertou.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JÁ ERA?

A vitória de Sebastian Vettel no GP da Itália, em Monza, jogou um banho de água fria nas pretensões de seus principais concorrentes pelo título da temporada 2011, informa o site TOTAL RACE.

Com 284 pontos, Vettel tem 112 a mais que Fernando Alonso, da Ferrari, o novo vice-líder. Jenson Button e Mark Webber, empatados em terceiro na tabela, estão 117 atrás, enquanto Lewis Hamilton tem uma desvantagem de 126 pontos para o líder.

Apesar de todos ainda terem chances matemáticas, uma vez que 150 pontos ainda estão em jogo nas próximas seis corridas, a maioria já jogou a toalha e admite: Vettel só perde o bicampeonato se acontecer um desastre.

"Para ele perder o campeonato, ele precisa parar de correr agora e o mesmo carro tem de ganhar sempre até o fim do ano. Com o carro que ele tem, mesmo se não vencer, bons pontos ele garante. Para mim está definido", comenta Felipe Massa, o sexto colocado na tabela.

Seu companheiro, Fernando Alonso, também já desistiu de ameaçar o alemão, mesmo tendo alcançado pela primeira vez no ano a vice-liderança da tabela: "É fato que o título se foi agora, mas ainda há grandes motivações: queremos vencer corridas e defender minha posição no campeonato."

"Acho que estamos todos brigando pela segunda posição", concorda Webber, que, ciente do bom carro que tem em mãos, duvida que algo tire de seu companheiro de Red Bull a taça. "Sebastian precisaria ter um fim de ano muito, mas muito decepcionante para alguém tomar sua posição. Ele está em ótima posição e está fazendo um grande trabalho."

Correndo por fora, Hamilton também acusou o golpe fatal de Vettel com os 25 pontos em Monza, uma pista considerada desfavorável para a Red Bull: "Eu duvido que seja possível superar Sebastian Vettel pelo título, mas vamos continuar tentando. Por enquanto, só penso nas corridas de fora, pois elas serão empolgantes e estou realmente focado em vitórias para a equipe."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SENNA OCUPARÁ VAGA NA RENAULT ATÉ O FIM DO ANO!


Pouco depois de anunciar o desligamento total de Nick Heidfeld de seu quadro de funcionários, a Lotus Renault oficializou que Bruno Senna disputará o final da temporada ao lado de Vitaly Petrov, informa o site TAZIO.

O brasileiro já havia substituído o alemão no GP da Bélgica, no último fim de semana de agosto, tendo chamado a atenção da equipe ao obter o sétimo lugar no grid de largada em Spa-Francorchamps.

Na corrida, se envolveu em um toque com a Toro Rosso de Jaime Alguersuari logo na largada, e, após trocar o bico de seu carro e pagar uma penalização por drive-through por causa do acidente, terminou a prova em 13º.

Após a separação amigável entre Heidfeld e a Lotus Renault, Senna herdou o cockpit de número 9, podendo disputar mais sete provas até o final da temporada, incluindo sua corrida local, o GP do Brasil, no final de novembro.

Senna, de 27 anos, estreou na F1 no ano passado, guiando pela novata equipe Hispania. Com um carro pouco competitivo, o brasileiro teve poucas chances de mostrar serviço, desligando-se da escuderia ao término da temporada. Sem cockpit de titular garantido para 2011, Senna assinou para ser reserva da Lotus Renault no início do ano.

Com a lesão de Robert Kubica e o desentendimento de Heidfeld com a equipe, o brasileiro ganha, em definitivo, uma segunda chance na categoria.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

BRUNO SENNA, HEIDFELD E O FURO QUE DEMOS

No dia 15 de Fevereiro de 2011, aqui neste modesto blog, postamos o seguinte:

BOMBA: HEIDFELD ASSINA POR APENAS 4 CORRIDAS!
A Renault, confiante na rápida recuperação de Robert Kubica, decidiu por uma estratégia similar à Brawn. Como o piloto polaco deve voltar em até 6 meses, de acordo com fontes internas, Heidfeld assinou contrato como piloto tampão por 4 corridas. Caberá a Bruno Senna correr em uma ou duas provas, consideram, inclusive, fazer isso em Interlagos.
Ficamos no aguardo.

Exatamente 6 meses depois, prazo inicial dado para o retorno de Kubica, Heidfeld é demitido (sob a justificativa de maus resultados). À Renault, coube então, em SPA, correr Bruno Senna, fato que repetirá em Monza. Depois, o que se espera é o nível de recuperação de Robert Kubica, já que o piloto polonês prepara uma volta (oficial ou não) para daqui um mês.

Caso Kubica não volte, a Renault nº 09 será pilotada por Senna (Suzuka e Interlagos) e por Romain Grosjean (Cingapura, Coréia do Sul, Índia e Abu Dhabi), naquele vestibular já previsto onde cada integrante pilotará por 4 provas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BRUNO SENNA X ROMAIN GROSJEAN











Após a entrevista coletiva oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), finalmente a Renault-Lotus soltou seu comunicado oficial sobre a efetivação de Bruno Senna como titular. De acordo com o documento, a intenção da equipe era confirmar o brasileiro pelo restante da temporada no lugar de Nick Heidfeld, mas questões legais impediram a concretização dos planos. Ele disputará os GPs da Bélgica e da Itália ao lado do russo Vitaly Petrov, informa o Globo.com.

Porém o que pouca gente, na ansiedade por ver um Senna novamente na F-1 com um carro preto e dourado que tem patrocínio da Lotus - como era com o seu tio, se lembra de uma notícia que espalhamos pelo nosso twitter logo no comecinho das "férias" da F-1, dizendo que Bruno Senna correria os treinos livres dos GPs da Bélgica e de Monza e que caberia à Romain Grosjean o privilégio de andar em Cingapura.

Com isso, salvo se fizer um excelente trabalho nestas duas provas Bruno Senna disputa o resto da temporada, caso contrário, se revezará com Grosjean em uma espécie de vestibular velado para a próxima temporada, caso Robert Kubica não volte a correr.

Aguardemos.