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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Indy ainda é caso sem solução na Band*

* Por Flávio Ricco

A Indy continua em questão na Bandeirantes e não há até agora nenhuma decisão oficial se a "São Paulo Indy 300" será ou não realizada no ano que vem.

Se depender isoladamente da Band, nas condições atuais, não será. Mas este é um caso que a mais alta direção da emissora segue analisando com muito cuidado.

No centro de tudo há um contrato com a Indycar, renovado automaticamente por mais 5 anos, que em uma das suas cláusulas oferecia a possibilidade da rescisão sem multa, desde que qualquer das partes se manifestasse, entre setembro e outubro de 2012, como prazo máximo. Algo que acabou não acontecendo. Do lado da Band, mesmo com votos em contrário, prevaleceu o desejo de uns poucos em prosseguir com o evento. Havia, inclusive, a expectativa de se alavancar, através dele, alguns dos outros inúmeros negócios da empresa. O que também não ocorreu.

A situação é bem complicada. Ainda não foi encontrado um meio de convencer os americanos em reavaliar o assunto, com maior igualdade, no que se refere aos direitos e deveres de cada um.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Band estuda cancelar prova da Indy em São Paulo*

* Por Flávio Ricco

A realização da São Paulo Indy 300, no começo do ano que vem, ainda não foi confirmada e já existe sério risco de não acontecer.

A direção da Bandeirantes está reexaminando o contrato e não tem, pelo menos até aqui, uma decisão sobre o assunto. Antecipadamente se sabe que sem garantias comerciais não haverá corrida.

Proibido gastar - 2

Na Band, a ordem é essa mesmo, enxugar e diminuir custos, o quanto for possível e necessário.

Toda a estrutura, para a cobertura da Festa do Peão de Barretos, entre 15 e 26 de agosto, também foi drasticamente reduzida.

*Colaboração de José Carlos Nery

quarta-feira, 8 de maio de 2013

OFF (MAS DIVERTIDO): FÓRMULA GAMBIARRA

SP INDY 300 2013: Um fim de semana show*

* Por Teo José


A quarta edição da São Paulo Indy 300 foi sem dúvida a melhor realizada na capital paulista. O evento estava mais bonito e o circuito do Anhembi ‘lotadaço’. Mais de 40 mil pessoas se espalharam pelos camarotes, garagens, boxes e arquibancadas.

A corrida, apesar de muitas bandeiras amarelas, foi emocionante. E uma vitória histórica do canadense James Hinchcliffe, ultrapassando Takuma Sato nos metros finais. E isto tratando-se de uma pista de rua.

Não conheço todos os circuitos de rua do mundo. Tem muita categoria que corre por aí. Mas dos que já vi, sem nenhuma dúvida, afirmo que o Anhembi é o melhor do mundo. O traçado dá totais condições para ultrapassagens, bonito e a reta da marginal sensacional. Sem falar a comodidade para pilotos e envolvidos, com a proximidade do hotel, garagens amplas e ventiladas. Tudo perto, apesar de ser improvisado.

Não posso falar muito sobre a prova em suas 75 voltas. Como informei ontem fiquei parte dela no trajeto para o Morumbi, onde narrei São Paulo e Corinthians, na Band.

Mas do que vi, deu para notar que Helio tinha um bom carro, deu azar se envolvendo em muitas confusões. Tony apareceu bem, mas ficou com pane seca por erro da equipe – que ainda precisa crescer muito – e Bia Figueiredo está em um time com claras deficiências. As maiores em seu carro, já que não fará toda temporada.

Takuma, depois de umas dez voltas, era uma boa aposta. E Hinchcliffe sempre foi competitivo, mas não parecia até 20 voltas para o final ter carro para ganhar. Foi estratégico e muito agressivo no final. A sua equipe [Andretti], atual campeã com Hunter-Reay, conseguiu a terceira vitória no ano e com Marco em terceiro colocou dois pilotos no pódio.

Particularmente foi um lindo final de semana para mim. Ter o contato direto com os amigos da velocidade lava a alma. Analisamos que estes 20 anos de Indy percorri os caminhos certos. Apesar de tanto trabalho, não fiquei cansado. Tudo é feito com muito prazer e motivação.

Foi um final de semana de estudo, trabalho e sobretudo alegria. Só tenho agradecer e entre uma apresentação e outra ainda sobrou tempo para narrar a corrida de “Carros Gambiarra” da galera do Pânico com Helio, Tony, Bia e Simona.

terça-feira, 7 de maio de 2013

SP INDY 300 2013: GGOO FOTO OFICIAL

SP INDY 300 2013: TONY KANAAN E A ULTRAPASSAGEM DO ANO!

SP INDY 300 2013: Sensacional*

* Por Bruno Vicária


Foi um corridão. Daqueles de encher os olhos. A São Paulo Indy 300 hipnotizou tanto os espectadores que o público não arredou o pé até a bandeirada, mesmo seus candidatos tendo ficado para trás.

Desde a primeira prova, em 2010, nenhum outro piloto diferente de Will Power havia vencido. Isso não contribuía muito para a popularidade do evento. Mas 2013 tirou todas as dúvidas sobre a qualidade do Circuito do Anhembi, que paraliza por três dias parte da faixa local da Marginal Tietê.

Cinco pilotos brigando pela vitória até a bandeirada, com uma diferença inferior a dois segundos entre eles. Sem chuva, sem problemas, nada que desse arsenal aos críticos de plantão. E sem Penske. Nem Ganassi. A má fase das (até o ano passado) potências contribuiu também para este espetáculo. Power quebrou. Helio Castroneves só se envolveu em enrascadas, enquanto Dario Franchitti e Scott Dixon sequer foram notados na corrida.

Takuma Sato foi brilhante. Aproveitou o azar de Tony Kanaan, cuja equipe KV vacilou ao deixá-lo sem etanol, mostrou ter encaixado de vez no modelo DW12, mas acabou perdendo rendimento e, sob pressão, errou. Exagerou na freada e deixou o traçado ideal livre para James Hinchcliffe, que tracionou melhor e chegou 0s3 à frente.

Outro dado impressionante: apenas 30 segundos separaram os 18 primeiros. Foi uma prova que começou morna e pegou fogo após um período repleto de acidentes. Isso sem falar no evento em si, com padrão de F-1, mas com o estilo "caseiro" da Indy, o que cria um ambiente único. Antes desacreditada, a São Paulo Indy 300 conseguiu mostrar que merece ser perpetuada no calendário da Indy. O final abaixo merece bis.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ANHEMBINDY IV*

* Por Victor Martins



É daquelas corridas que a gente vai se lembrar por um tempo, sobretudo pelo final, em que os dois candidatos a astros da Indy levantaram a sala de imprensa e o pessoal na arquibancada – que foi devidamente mostrado pelas câmeras da douta emissora detentora dos direitos. Numa análise rápida, foi a que teve o melhor desfecho desde as 500 Milhas de Indianápolis de 2011, aquela que Wheldon tinha de ganhar e que jogou Hildebrand – Hildebrando, para alguns – no limbo.

Predicados como épica, histórica, excitante e espetacular surgiram rapidamente, sobretudo porque até o último instante não se sabia quem iria ganhar. Deu Hinchcliffe, na última curva, com Sato, o nipobrasileiro. Mas poderia ter sido Newgarden, por exemplo.

Newgarden teve a chance da vida de sair da vida de Incognito e dar a chefe Sarah Fisher sua primeira vitória. Com pneus melhores e mais push-to-pass que Sato, gastou tudo sem conseguir passar o brilhante japonês, permitindo que Hinch se aproximasse. No fim dos fins, o que poderia ser a vitória acabou num quinto lugar – o melhor da carreira, mas amargo pelo cenário geral.

Entre o canadense e o japonês, o negócio foi tão bom que fez os brasileiros aplaudirem. Sato fez Hinchcliffe perder seus botões de ultrapassagem com maestria, mas como James é mais experiente que Josef, havia ainda um bote a ser dado: o da última curva. Takuma, às vezes Sakumam, deu leve escapada na freada com seus pneus acabados, e o rival recebeu a bandeirada antes.

Mas seria leviano dizer que a prova resumiu-se à parte final. Kanaan fez a alegria da galera com sua meia mão e
logo se pôs à ponta jantando Franchitti, Viso e Hunter-Reay, por vezes Rei-Hunter, outras Hunter-Rahal. Segurou o atual campeão tranquilamente, e no vaivém das amarelas e dos pit-stops, sempre aparecia ali entre os primeiros. Até que a KV falhasse de novo. “Foi a telemetria”, alegou a equipe, ao ver seu piloto parar na linha de chegada com pane seca, mal calculando cinco voltas de combustível. Tony ficou emocionado, puto, raivoso, e tudo isso com a mão latejando, inchada, como a cabeça. Que hipérbole.

No outro extremo, Bia apareceu ali como o primeiro abandono. Justamente quando fazia uma prova decente e andava ali no meio do pelotão. “Foi a transmissão”, afirmou a equipe, depois de ver que o escapamento foi pro espaço. Figueiredo ficou emocionada, chorou, reclamou da perda da possibilidade. Pecado. Já Castroneves redefiniu a teoria heliocêntrica hoje: todos os problemas giravam em torno de si. Deu leve toque em Power na largada, escapou pela área fora da pista quando estava em terceiro numa relargada, envolveu-se numa celeuma com Pagenaud, Hildebrand e alguns outros que provocaram um furo no pneu, foi tentar desviar de Pagenaud noutro momento e recebeu um toque de Dixon… ficou na merda. Terminou em 13º. “Foi uma zica”, houve de pensar, abrindo os olhos para o japonês que já está de olhos abertos.

Power só tem do que reclamar. Porque o rapaz se ferrou ontem na tática/regra bocó da Indy de não parar o tempo com bandeira vermelha num Q1, largou em 22º, foi passando um a um, rápido, consistente e feroz, estava em 11º, e aí o motor estourou. A central de zicas do pântano da Penske está ativa. Deve ser Briscoe, enxotado, que passou numa ‘mother-of-saint’ da Carolina do Norte bem poderosa.

E quem diria que Sato vai chegar a Indianápolis para o mais esperado evento do ano na condição de grande líder. Hinchcliffe, o que mais venceu no ano, ganhou duas e abandonou as outras duas. “Mas você prefere ganhar ou abandonar a próxima?”, ainda perguntaram na coletiva para o canadense, que claramente pensa em chegar em 33º na Indy 500. Andretti, na miúda, foi terceiro na corrida e é segundo no campeonato. A equipe do pai vai bem demais no ano, a ponto de colocar Marco nas cabeças. Castroneves é o terceiro agora.

A temporada da Indy, sem Penske ou Ganassi vencendo, está tão competitiva e legal de ver como a da F1. E se há outro paralelo a fazer, é o das corridas em SP, que geralmente são acima da média.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sem plano*

* Por Fábio Seixas


Entre os cinco pilotos mais velhos do grid da Indy no Anhembi, no domingo, dois serão brasileiros. Castro Neves tem 37 anos. Kanaan, 38.

Ambos já estão há um bom tempo por lá: fazem, em 2013, a 16ª temporada, somando campeonatos da Champ Cars e da IRL. São os mais longevos, ao lado de Franchitti.

Em número de corridas, não tem para ninguém. Castro Neves e Kanaan lideram.

Ótimo para eles, que, diga-se, fizeram por merecer.

O primeiro tem três anéis de Indianápolis, dois vice-campeonatos e lidera a temporada. O segundo sagrou-se campeão em 2004 e também carrega um vice no currículo.

Porém, chama a atenção que os dois sejam, novamente, os únicos brasileiros a disputar o campeonato completo.

É sintomático, tem ligação com outras categorias. E é uma fotografia do momento.
Há 15 anos, a foto era outra. Mal cabia tanta gente.

Este colunista cobriu a Indy de perto em 97 e 98, os “anos Zanardi”. Elkhart Lake ou Milwaukee muitas vezes pareciam Tarumã ou Cascavel: pilotos brasileiros por todos os lados –foram 11 no segundo ano, contabilizando categoria principal e Light.

Havia também profusão de patrocinadores do país, com grupos de convidados a cada prova, e até uma feijoada patrocinada pela Brahma todos os sábados –com direito a samba, caipirinha e mulatas, para a alegria de Vasser.

O que aconteceu?

Primeiro, a ficha caiu. Patrocinadores perceberam que a Indy não era nem seria uma “F-1 mais barata”. Teve a ver com a atuação predatória de Ecclestone, sim, mas também com uma questão interna: a disputa Cart x IRL nos EUA.

No Brasil, o troca-troca entre emissoras de TV não ajudou. Para piorar, ninguém ocupou o espaço deixado por Emerson depois de seu terrível acidente em Michigan: não surgiu um novo ídolo.

Hoje, a Indy não é nem mais o plano B para brasileiros que se deram mal ou não conseguiram chegar à F-1. O momento é do Turismo.

Neste final de semana de Indy em São Paulo, Di Grassi, Bruno e Pizzonia correrão em Spa, pelo Mundial de Endurance. Jimenez, que chegou à GP2, disputa o FIA GT. Zonta também está por lá.

E ainda há aqueles que preferiram os stock cars, aqui ou fora: Nelsinho, Ricardinho, Max, Átila, os Sperafico…

Em termos de participação brasileira, o futuro da Indy parece ainda pior que o da F-1. Não há ninguém na fila.

E quando Castro Neves e Kanaan pararem? Haverá sentido em continuar correndo na marginal Tietê?

Taí uma questão para os promotores pensarem.

SP INDY 300 2013: DICAS PARA OS TORCEDORES

Transporte: Uma boa alternativa é ir de ônibus para o Anhembi, como ficamos no setor B no ano passado, o desembarque foi na porta. Falando com outros colegas que assistiram a corrida em outros setores, muitos tiveram que andar muito até o portão certo, dependendo do local onde ele preferiu tomar o ônibus. Porém, quem foi de carro pegou muito engarrafamento e pagou caro para deixar o carro em lugares nem sempre tão confiáveis.

O que levar (roupa):
- Camisetas leves, de preferência clara e tecidos leves.
- Uma blusa de agasalho, moletom, jaqueta ou blusão.
- Calça jeans é interessante, ou então aquela calça de agasalho de esporte também é bem confortável. Bermuda é aconselhável para os calorentos. Para a mulherada, pode ser calça de ginástica.
- Calçados: TENIS mais confortável, e mais bem ventilado possível.
- Na cabeça: Boné ou chapéu. Vale também uma adaptação: Prender a camiseta na cabeça e colocar o boné para proteger a nuca.
- Óculos de sol
- Protetor Solar e Capa de Chuva.

O que levar (mochila):
- Máquina fotográfica e pilhas.
- Protetor solar
- Radinho de pilha ou celular com rádio am/fm
- Capa de Chuva
- Chinelo e par de meia (em caso de chuva)
- Pacote de bisnaguinha recheada (de preferencia sem ingredientes que azedem o lanche ou estraguem)
- Bolacha
- Sucos de caixinha ou toddynho
- Copo de Água
- Frutas (Maçã, bananã, pera)


Comida (no sambódromo): Tem boas opções de comidas e diversas opções que variavam, em 2012, de R$ 6,00 a R$ 15,00. Tem opções de bebida geladas e em diversos quiosques, o que evita as filas.

Banheiros: De alvenaria, muito melhores do que os químicos da F-1 e com papel higiênico.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Para quem gosta de história…*

* Por Bruno Vicária


Preparei um media guide virtual para os jornalistas com dados da prova, e uma pesquisa em especial me deu muito prazer. É a que apresento abaixo:

BRASILEIROS NA INDY

FASE ATUAL (desde 1996)

Affonso Giaffone - oito corridas em 1997
Airton Daré - 40 corridas entre 2000 e 2006 (uma vitória, três pódios)
Ana Beatriz - 23 corridas desde 2010
Bruno Junqueira - 24 corridas entre 2001 e 2012 (uma pole)
Enrique Bernoldi - 16 corridas em 2008
Felipe Giaffone - 61 corridas entre 2001 e 2006 (uma vitória, oito pódios, três melhores voltas, quarto colocado em 2002)
Gil de Ferran - 31 corridas entre 2001 e 2003 (cinco vitórias, cinco poles, 16 pódios, uma Indy 500, vice-campeão em 2003)
Gualter Salles - uma corrida em 1999
Helio Castroneves - 180 corridas desde 2001 (21 vitórias, 33 poles, 60 pódios, nove melhores voltas, três Indy 500, vice-campeão em 2002 e 2008)
Jaime Camara - 14 corridas em 2008
João Paulo de Oliveira - uma corrida em 2011
Marco Greco - 23 corridas entre 1996 e 1999 (uma pole, um pódio, quarto colocado em 1997) Mario Romancini - 11 corridas em 2011
Mario Moraes - 50 corridas entre 2008 e 2010 (um pódio)
Raphael Matos - 39 corridas entre 2009 e 2011
Raul Boesel - 27 corridas entre 1998 e 2002
Roberto Moreno - quatro corridas entre 1999 e 2007
Rubens Barrichello - 15 corridas em 2012
Thiago Medeiros - duas corridas entre 2005 e 2006
Tony Kanaan - 165 corridas entre 2002 e 2012 (14 vitórias, 12 poles, 55 pódios, 16 melhores voltas, campeão em 2004)
Vitor Meira - 133 corridas entre 2002 e 2011 (15 pódios, seis melhores voltas)
Zak Morioka - uma corrida em 2000

ESTATÍSTICAS

Números baseados no campeonato disputado desde 1996 com a chancela da Indy.

- O Brasil é o segundo país com o maior número de pilotos no grid na história (22, contra 104 dos Estados Unidos). O país mais próximo é o Reino Unido, com 14.

- Helio Castroneves é o piloto mais experiente do grid com 180 largadas (recorde), contra 165 de Tony Kanaan e 164 de Scott Dixon.

- Juntos, Helio Castroneves e Tony Kanaan devem ultrapassar a barreira dos dez mil pontos na Indy. Até o momento, Castroneves tem 5150, contra 4647 de Kanaan, totalizando 9.797 pontos.

- Ambos representam praticamente 50% dos pontos obtidos pelos pilotos brasileiros na história da Indy desde 1996 (49,81%)

- Ambos conquistaram 85,36% do total de vitórias brasileiras na categoria desde 1996 (41), sendo 21 para Castroneves e 14 para Kanaan. Gil de Ferran (cinco), Airton Daré e Felipe Giaffone (uma cada) também já venceram na Indy.

- Sozinho, Castroneves possui quase o triplo de poles de Kanaan, seu rival mais próximo (33 contra 12), e 58,92% do total de posições de honra obtidas por brasileiros (Gil de Ferran tem outras cinco poles, enquanto Bruno Junqueira e Marco Greco possuem uma cada).

- Dessas 33 poles de Castroneves, nove se converteram em vitória (27% de aproveitamento).

- Airton Daré é o sexto vencedor mais jovem da Indy (aos 23 anos e dez mezes), atrás apenas de Graham Rahal (19 anos e três meses), Marco Andretti (19 anos e cinco meses), Sam Hornish Jr. (21 anos e oito meses), Tomas Scheckter (21 anos e dez meses) e Scott Dixon (22 anos e sete meses).

- Ana Beatriz é uma das sete mulheres que já chegaram a correr na Indy, com 23 participações desde 2010. As outras são Milka Duno (44 provas entre 2007 e 2010), Sarah Fisher (84 GPs entre 1999 e 2010), Katherine Legge (dez corridas em 2012), Pippa Mann (quatro participações em 2011), Simona de Silvestro (49 etapas desde 2010) e Danica Patrick, a mais bem-sucedida de todas (uma vitória e 117 GPs entre 2005 e 2011).

- Dois pilotos brasileiros formaram o pódio mais jovem da história da Fórmula Indy: o vencedor Airton Daré e o terceiro colocado Helio Castroneves, junto de Sam Hornish Jr. no GP de Kansas em 2002.

- Marco Greco é o único brasileiro a ter disputado a Indy e a Moto GP (no início dos anos 80, participando de 13 corridas).

FASE CHAMP CAR (1979-2008)

Entre 1979 e 1994, a Fórmula Indy era um campeonato único. A partir de 1996, foram disputados dois campeonatos paralelos, a Indy e a CART/Champcar, com a primeira iniciando uma nova história tendo como base a Indy 500 e a segunda herdando as estatísticas desde 1979.

Por ter tido 30 temporadas, obviamente os números desta fase são mais expressivos que os da fase atual. A única equipe brasileira da história (GF) surgiu nesta fase, em 1988.

24 pilotos participaram deste campeonato. São eles.

Alexandre Sperafico - 12 corridas entre 2003 e 2005
Antonio Pizzonia - cinco corridas entre 2006 e 2008 (uma melhor volta)
André Ribeiro - 68 corridas entre 1995 e 1998 (três vitórias, quatro pódios, duas poles)
Bruno Junqueira - 102 corridas entre 2001 e 2008 (oito vitórias, 34 pódios, nove poles, 11 melhores voltas, vice-campeão em 2002, 2003 e 2004)
Christian Fitipaldi - 135 corridas entre 1995 e 2002 (duas vitórias, 20 pódios, uma pole, quatro melhores voltas)
Chico Serra - uma corrida em 1985
Cristiano da Matta - 102 corridas entre 1999 e 2006 (12 vitórias, 20 pódios, sete poles, seis melhores voltas, campeão em 2002)
Enrique Bernoldi - uma corrida em 2008
Emerson Fittipaldi - 195 corridas entre 1984 e 1996 (22 vitórias, 65 pódios, 17 poles, 11 melhores voltas, duas Indy 500, campeão em 1989)
Gil de Ferran - 129 corridas entre 1995 e 2001 (sete vitórias, 34 pódios, 16 poles, cinco melhores voltas, campeão em 2000 e 2001)
Giupponi Franca - uma corrida em 1988
Gualter Salles - 48 corridas entre 1997 e 2003
Helio Castroneves - 80 corridas entre 1998 e 2001 (seis vitórias, dez pódios, sete melhores voltas)
José Carlos Romano - uma corrida em 1988
Luiz Garcia Jr. - 31 corridas entre 1999 e 2001
Mario Moraes - uma corrida em 2008
Marco Greco - 29 corridas entre 1993 e 1996
Mauricio Gugelmin - 147 corridas entre 1993 e 2001 (uma vitória, oito pódios, quatro poles, uma melhor volta, quarto na temporada 1997)
Nelson Piquet - uma corrida em 1993
Raul Boesel - 173 corridas entre 1985 e 1999 (três poles, oito pódios, três melhores voltas) Ricardo Sperafico - 13 corridas em 2005
Roberto Moreno - 121 corridas entre 1985 e 2008 (duas vitórias, 12 pódios, duas poles, duas melhores voltas, terceiro na temporada 2000)
Tony Kanaan - 93 corridas entre 1998 e 2002 (uma vitória, seis pódios, quatro poles, cinco melhores voltas)
Tarso Marques - 27 corridas entre 1999 e 2005

NÚMEROS UNIFICADOS

- Levando em conta o total de pilotos que disputaram a Indy/CART/Champcar, e sem repetir os que participaram nos dois campeonatos, o Brasil teve um total de 34 representantes, número maior que o de brasileiros presentes na F-1 desde 1950 (29 pilotos).

- Daria para fazer uma Indy 500 só com pilotos brasileiros.

- No acumulado, o número de títulos passa para cinco (dois de Emerson Fittipaldi, dois de Gil de Ferran e um de Tony Kanaan), assim como uma ampliação significativa no número de vitórias (105, sendo 41 na Indy e 64 na CART/Champcar), poles (124, sendo 52 na Indy e 72 na CART/ChampCar), pódios (380, sendo 159 na Indy e 221 na CART/Champcar) e melhores voltas (97, sendo 34 na Indy e 63 na CART/Champcar).

- O número de pilotos vencedores passa de cinco para 11 pilotos, sendo Helio Castroneves o maior vencedor (27 vitórias, sendo 21 na Indy e seis na CART/Champcar), seguido de Emerson Fittipaldi (22), Tony Kanaan (15, sendo 14 delas na Indy), Cristiano da Matta (12), Gil de Ferran (12, sendo cinco na Indy e sete na CART/Champcar), Bruno Junqueira (8), André Ribeiro (3), Roberto Moreno (2), Christian Fittipaldi (2), Maurício Gugelmin (1), Airton Daré (1), Felipe Giaffone (1).

- Castroneves também lidera o número de poles nos números unificados com 40 (sendo 33 na Indy e sete na CART/Champcar), seguido de Gil de Ferran (21, cinco na Indy e 16 na CART/Champcar), Emerson Fittipaldi (17), Tony Kanaan (16, sendo 12 na Indy e quatro na CART/Champ Car), Bruno Junqueira (dez, sendo nove na Indy), Cristiano da Matta (7), Maurício Gugelmin (4), Raul Boesel (3), Roberto Moreno (2), André Ribeiro (2), Vitor Meira (2), Christian Fittipaldi (1) e Marco Greco (1). O número de pilotos na relação aumentou de seis para 13.

- O primeiro piloto a disputar uma prova da Indy foi Emerson Fittipaldi, em 1984, no dia 1o de abril em Long Beach, largando em 12o e terminando em quinto com o famoso carro rosa, um March- Cosworth da equipe WIT.

SP INDY 300 2013: CARROS E PILOTOS

Para você que vai assistir a etapa brasileira da Indy nas arquibancadas do Sambódromo do Anhembi ou pela TV mas não acompanha regularmente a categoria, saiba que os carros de uma mesma equipe tem cores e patrocinadores completamente diferentes, sendo que em algumas corridas a pintura desses carros pode mudar totalmente.

O líder do campeonato Helio Castroneves (#3), disputa a corrida brasileira com o tradicional Penske branco, preto e vermelho, patrocinado pela Hitachi. Tony Kanaan (#11) corre essa etapa com cores diferentes daquelas que vêm utilizando nessa temporada, seu KV será vermelho, patrocinado pela cerveja Itaipava. Bia Figueiredo (#18) pilotará o Dale Coyne amarelo com detalhes em azul e laranja, patrocinado pela rede de postos Ipiranga.

Confira abaixo todos os layouts e cores dos vinte e cinco carros e pilotos inscritos para a São Paulo Indy 300 2013 (clique nas imagens para ampliar):

SP INDY 300 2013: VOLTA VIRTUAL

Competitividade em alta na Indy*

* Por Teo José


A Fórmula Indy 2013 começa com equipes consideradas menores aparecendo sempre entre as primeiras colocadas. Chip Ganassi e Penske, as mais tradicionais, ainda não venceram. Tivemos duas vitórias da Andretti, a atual campeã, e outra surpreendente da A. J. Foyt. A categoria vive um ótimo momento dentro da pista. No circuito paulista neste final de semana, com muitos pontos de ultrapassagem, vemos sintoma de muitas disputas e troca de posições.

Will Power corre atrás de seu quarto triunfo na São Paulo Indy 300. Já disse aqui em nosso espaço: acho complicado, pelas estatísticas, um piloto ganhar quatro consecutivamente. O interessante é que Power não vence na Indy desde a edição passada da prova no Brasil.

A Fórmula Indy mostra em números que realmente é uma categoria bem competitiva. Nas últimas quinze corridas tivemos nada menos do que dez vencedores diferentes.

Além de Power, ganharam: Dario Franchitti, Scott Dixon, Justin Wilson, Ryan Hunter-Reay, Helio Castroneves, Ryan Briscoe, Ed Carpenter, James Hinchcliffe e Takuma Sato. Hunter-Reay ganhou cinco vezes. Dixon, duas.

E apontar um favorito no fim de semana é complicado. Por isso vou com dois: Helio e Takuma.

E qual é seu palpite?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

SP INDY 300 2013: "REPLAY" DAS EDIÇÕES ANTERIORES (2010, 2011, 2012)

SP INDY 300 2010:

SP INDY 300 2011:


SP INDY 300 2012:

SP INDY 300 2013: DICAS DE ALIMENTAÇÃO (ENTORNO)

Início de ano, Formula 1 começando e junto com ela aqui em São Paulo, a Fórmula Indy. Prá quem sempre reclama neste quarto ano já é o terceiro evento em movimentação monetária de São Paulo, perde para a F1, a primeira, a Parada Gay em segundo.

Para quem vem a São Paulo pela primeira vez, ou vem só a Interlagos, a Fórmula Indy irá oferecer muito mais comodidades em relação à Alimentação. Aqui temos uma vantagem em relação a Interlagos, como existem pelo menos 3 shoppings ao redor, Centre Norte, Lar Center e shopping D, existe também a estação Rodoviária que oferece um leque razoável de opções de alimentação rápida.

O Clube Espéria oferece também opção de almoço e fica perto do pavilhão de exposições do Anhembí, assim como a churrascaria Anhembí, na rua Olavo Fontoura, praticamente dentro da pista.

Em frente a pista no campo de Marte existem alguns bares e restaurantes que podem ser utilizados pelos torcedores.

Quem tiver um pouco mais de tempo pode se deslocar até a avenida Braz Leme e desfrutar de diversas lanchonetes, casas de esfiha, cachorro quente, restaurantes e até aproveitar as casas de show e restaurantes. Existem também um supermercado Carrefour que oferece praça de alimentação.

A escolha vai depender muito do local do portão de acesso, quem estiver entrando pelos portões junto a praça Campo de Bagatelle, fica mais fácil o deslocamento até as proximidades da rodoviária, quem estiver mais perto do outro portão fica mais fácil a av. Braz Leme.

Vemos que a semelhança com Interlagos só fica com a proximidade em ambos de um supermercado Carrefour...

Pessoal, não se esqueçam de levar água, protetor solar, bonés e capa de chuva.

Esperamos que tenhamos um bom entretenimento e com vitória de um brasileiro a tarde no Anhembi.

Um abraço,

Dr. Roque

terça-feira, 30 de abril de 2013

SP INDY 300 2013: EXPRESSO SPTRANS

A SPTrans preparou o serviço Expresso SPTrans Indy 300 para facilitar o acesso de quem vai assistir a São Paulo Indy 300.

Os ônibus partirão de 5 miniterminais diretamente para o circuito. O serviço é Expresso, sem paradas, realizado de forma rápida e segura. A operação será monitorada por satélite.

PONTOS DE EMBARQUE - IDA

Expresso Metrô Tietê
Av. Cruzeiro do Sul, 1.777
Horários de saída:
04 e 05 de maio - Saídas das 5h50 às 13h00.

Expresso Aeroporto de Congonhas
Terminal Aéreo Rodoviário
Horários de saída:
04 de maio - Saídas das 6h00 às 13h00.
05 de maio - Saídas das 5h30 às 13h00.

Expresso Metrô Barra Funda
Rua Professor Wilfrides Alves de Lima, s/nº
Horários de saída:
04 e 05 de maio - Saídas das 5h50 às 13h00.

Expresso República
Praça da República
Horários de saída:
04 e 05 de maio - Saídas das 6h00 às 13h00.

Expresso Trianon-Masp
Av. Paulista, altura do nº 1.600
Horários de saída:
04 e 05 de maio - Saídas das 6h00 às 13h00.

PONTOS DE EMBARQUE - VOLTA

Sábado 04/05/2013 (Treino Oficial)
Saídas das 9h00 às 18h00.
Domingo 05/05/2013 (São Paulo Indy 300)
Saídas das 9h00 às 18h00.
Av. Olavo Fontoura, 1.500 B.
Destinos:
Metrô Tietê
Metrô Barra Funda
Aeroporto de Congonhas
República
Trianon-Masp



ONDE COMPRAR O BILHETE

Em qualquer um dos miniterminais, nos dias 04 e 05 de maio. Não haverá venda antecipada.
Valor do Bilhete Ida e Volta: R$ 12,00 - por dia
Valor do Bilhete Ida ou Volta: R$ 8,00 - por dia.

SP INDY 300 2013: CHEGANDO E SAINDO DO EVENTO

Como não há previsão de bolsões de estacionamento para veículos de passeio nas proximidades do circuito da corrida, a CET sugere que o público utilize o transporte público para chegar ao local do evento.

Expressos São Paulo Indy 300 - A SPTrans disponibilizará cinco linhas expressas de ônibus partindo de miniterminais temporários

• Trianon/MASP, na Av. Paulista, em frente ao Parque Trianon ↔ Parque Anhembi;
• Estação República do Metrô, na Praça da República com Rua do Arouche ↔ Parque Anhembi;
• Aeroporto de Congonhas ↔ Parque Anhembi;
• Estação Tietê do Metrô (Avenida Cruzeiro do Sul) ↔ Parque Anhembi;
• Estação Barra Funda do Metrô (Rua Professor Wilfrides Alves de Lima, entre a Rua Tagipuru e a Av. Auro Soares de Moura Andrade) ↔ Parque Anhembi.

As linhas expressas seguirão direto para o Anhembi, sem paradas no percurso.

Mais informações sobre esse serviço podem ser obtidas através do site da GGOO e da  SPTrans.

Mobilidade reduzida
Estará disponível serviço especial de transporte do Atende às pessoas com Deficiência Física e Mobilidade Reduzida, partindo dos quatro miniterminais: Avenida Paulista (em frente ao Parque Trianon), passagem pela Praça da República com Rua do Arouche, Aeroporto de Congonhas, Estação Tietê do Metrô (Rua Marechal Odylio Dennys) e Estação Barra Funda do Metrô (Avenida Auro Soares de Moura Andrade, internamente ao terminal, ao lado da rampa de acesso de deficientes).

Ônibus fretados - O embarque/desembarque de passageiros deverá ser realizado na Av. Brás Leme, entre as ruas Doutor Melo Nogueira e Marambaia. O estacionamento deverá ser realizado na avenida Brás Leme (sentido Bairro/Centro) entre rua do Aclamado e Capitão Mór Gois e Morais.

Metrô - As estações Tietê e Barra Funda terão os horários de funcionamento mantidos nos dias de treino e corrida. Haverá linha de ônibus fazendo integração entre os terminais e o local da corrida.

Táxi - Na chegada ao evento, o desembarque deverá ser realizado na Rua Brazelisa Alves de Carvalho (local mais próximo aos portões do evento). Para a saída, os táxis serão distribuídos em dois pontos: um na junção da Rua Anita Malfatti com Avenida Olavo Fontoura; e outro na Praça Campo de Bagatelle, junto à Avenida Olavo Fontoura.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

SP INDY 300 2013: Equipamentos da Indy chegam ao Anhembi nesta segunda

As máquinas da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé chegarão ao Brasil nesta segunda-feira (29). Os dois aviões fretados que trarão as cerca de 230 toneladas de equipamentos desembarcam no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na parte da manhã e os comboios seguem para São Paulo.

O primeiro voo está marcado para chegar às 4h25 da manhã e o segundo às 11h30. A chegada dos equipamentos do primeiro comboio ao Circuito do Anhembi deve acontecer a partir das 10h30 e do segundo a partir das 16h30.

As equipes já devem começar a montagem de suas estruturas a partir de terça-feira (30). O trabalho será concluído até sexta-feira, já que no sábado os carros entrarão na pista para a realização dos treinos livres e o classificatório, que definirá a posição dos pilotos no grid de largada.