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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Pílulas do Dia Seguinte: Buddh-13*

* Por Fábio Seixas

Foram muitos os elogios, revelações, homenagens e comparações. Mas nada se iguala à reverência de Vettel ao RB9. Porque mostra o respeito que o piloto tem pelo carro. Mais: escancara a simbiose que é a F-1. Sintetiza esta faceta do esporte que é às vezes é tão difícil de compreender: o conjunto homem-máquina. Nenhum dos dois vence sozinho. Nenhum piloto genial foi campeão com um carro medíocre. Nenhum carro sensacional foi campeão com um piloto ruim ao volante. Vettel sabe disso. Vettel “veste” o carro. Vettel batiza seus carros com nomes de mulher. Em Greater Noida, reconheceu os méritos de “Heidi”. Se isso não desarma aqueles que creditam seu sucesso apenas ao carro, paciência. Teimosia é assim mesmo;

Não dá para falar no tetra de Vettel sem lembrar do “multi 21.” Era a segunda etapa do Mundial, o campeonato desenhava-se equilibrado, as cartas estavam na mesa. Webber liderava o GP da Malásia, mas Vettel ignorou o código pelo rádio e ultrapassou o colega. Venceu. E a polêmica explodiu no paddock. Mantenho minha opinião daquele março já distante: às favas com o rádio, viva o instinto de piloto. Newey lembrou do episódio ontem. Disse que Vettel aprendeu. Não acha que o alemão faria algo diferente na pista, mas que seguraria a língua de forma mais inteligente nas entrevistas. Menos ruim;

Se vencer em Abu Dhabi, Vettel se tornará o recordista de vitórias consecutivas na F-1, ao lado de Ascari e Schumacher. Ou seja, ele deve superar os dois em Austin;

Ah, sim: é claro que a FIA repreendeu o alemão por sua celebração. Ele foi chamado à torre de controle, levou uma advertência, e a equipe foi multada em € 25 mil pelos zerinhos após a prova. Vamos lá... O moleque tem 26 anos, vence o sexto GP em sequência, é tetracampeão mundial da F-1. E os comissários da FIA querem que ele estacione o carro no parque fechado, dê um aceno para os mecânicos e siga para a cerimônia do pódio. Tudo em nome da TV. Pois eu garanto que os telespectadores mundo afora curtiram muito mais a espontaneidade de ontem do que a assepsia de sempre. Muito mais do que o domínio de um piloto _algo que historicamente acontece_, o que abala a a popularidade F-1 é essa incansável cruzada da FIA para transformá-la num convento;

Ecclestone faz 83 anos hoje;

Massa: “Ele entrou para a galeria dos grandes pilotos da história, ao lado de Senna e Schumacher. Estou feliz por ele, é um cara que merece, é um piloto fantástico”. Piloto elogiar piloto é coisa rara. Acho que isso mostra um pouco do respeito que o grid tem pelo alemãozinho;

Falando em Massa, a imprensa inglesa finalmente se rendeu ao que já vinha sendo dito no Brasil há dias. A “Autosport” escreve hoje que Maldonado e a PDVSA estão de saída da Williams e que conversam com Sauber, Lotus e Force India para 2014. Quem sabe agora, que a imprensa inglesa escreveu, algumas pessoas por aqui mudam de opinião. E viva o complexo de vira-latas;

Na MotoGP, Lorenzo venceu, Marquez ficou em segundo, e a decisão do título ficou para a última etapa, em Valencia. A diferença do novato para o bicampeão, que era de 18 pontos, caiu para 13. A corrida será no dia 10. O vencedor de uma prova, na MotoGP, leva 25 pontos. Não dá para não ver.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

RED BUDDH*

* Por Flávio Gomes

Vettel é um campeão que sorri. Isso é legal. Não faz caras e bocas e não transforma um título mundial num dos trabalhos de Hércules. Era o Hércules ou o Asterix que tinha lá um monte de trabalhos a realizar?

Seja como for, se forem sete trabalhos a realizar Tiãozinho já concluiu quatro deles. E como é muito jovem, apenas 26 anos, tem tempo de carreira pela frente para encarar um eventual ciclo vitorioso de outra equipe e, ainda assim, chegar aos sete um dia.

Sete é um número mágico como era o número cinco, até Schumacher igualar o penta de Fangio. Michael esticou as referências, deixando para seus sucessores a tarefa muito dura de chegar às suas marcas. Elas ainda estão distantes, mas é possível acreditar que poderão ser batidas. Eu só não imaginava que seria tão rápido. Schumacher não é um retrato na parede. Até o ano passado estava correndo. Mal saiu, já apareceu outro.

O fato de também ser alemão não é coincidência. Como não foi coincidência a sequência Emerson-Piquet-Senna dos anos 70 aos 90. Sucesso puxa sucesso, estimula a competição interna, mais gente passa a praticar o esporte, e da quantidade sai qualidade.

Vettel é um gênio de sua raça e continua sorrindo como um garoto porque é isso que é, um molecote que começou muito cedo e sempre mostrou ser especial. Já está entre os maiores da história, claro, mas se comporta como se fosse um mero… ganhador de corridas. Talvez essa noção de que é um dos maiores nomes do esporte de todos os tempos só venha a fazer parte de suas preocupações no futuro. Por enquanto, ele quer é vencer corridas, o que é muito gostoso.

São 36 na carreira, dez neste ano e seis seguidas. Com mais uma, iguala os recordes de vitórias consecutivas de Schumacher e Ascari. Michael ganhou sete sem tirar em 2004. Ascari, entre 1952 e 1953. A marca do italiano poderia ser ainda mais ampla se as 500 Milhas de Indianápolis não fizessem parte do Mundial nos anos 50 — uma situação esquisita, a prova era parte do campeonato, mas apenas americanos corriam lá; eram raríssimas as participações de alguém da F-1. Ascari ganhou sete, pulou Indy e venceu mais duas. Na real, ganhou nove em sequência. Para as estatísticas, no entanto, o que vale são as sete. Sete de novo.

Quando terminou a prova hoje, Vettel foi para o meio da reta, deu zerinhos, saudou o público, jogou suas luvas para a torcida e fez o gesto mais significativo do dia: ajoelhou-se diante de seu carro e fez uma reverência respeitosa ao seu colega de quatro rodas.

Em tempos de culto ao hedonismo, em que ninguém divide méritos e vitórias com ninguém, Vettel repartiu sua conquista com um automóvel — e seu criador, claro, Adrian Newey.

Ele só é campeão porque tem carro, vão se apressar a dizer alguns hoje. O gesto de Vettel diante de seu RB9, nome feio e sem graça para um carro, assim como Red Bull é um nome feio e sem graça para uma equipe, encerra essa discussão. É claro que ele só é campeão porque tem carro. A F-1 é um campeonato de carros guiados por pilotos. Ninguém pode ser campeão sem carro numa competição de carros.

Mas é preciso alguém lá dentro para fazer de um carro um campeão. Vettel fez isso quatro vezes, como Fangio e Schumacher, dois semideuses — até hoje os únicos que tinham conquistado quatro taças seguidas. Por melhor que sejam um carro e uma equipe, poucos são capazes de transformar essa mistura em títulos sem deixar a peteca cair num meio tão tenso e competitivo como é a F-1.

Vettel consegue porque sabe competir e porque deixa a tensão para os outros. É um garoto que sorri quando ganha. Suas vitórias não são sofridas, dolorosas, ressentidas, não são odisseias épicas escritas com sangue, suor e lágrimas. São vitórias, apenas. Simples vitórias em corridas de carros. Esse menino encara seu ofício com simplicidade. Por isso que a conquista de hoje, um tetracampeonato mundial de F-1, um negócio difícil pra burro, parece ter sido tão fácil.

Quando se vive a vida com simplicidade, as coisas ficam mais simples, acho que é isso.


GRID GIRLS: FORMULA 1 (GP INDIA, 2013)



Vettel, garoto, gênio e tetracampeão*

* Por Fábio Seixas

A F-1 tem um novo tetracampeão.


O mais jovem e o mais incisivo de todos.

E o mais questionado: um tetracampeão com cara de garoto.

Jornalistas muitas vezes banalizamos alguns termos. “História” e “era” são dois grandes exemplos.

Mas hoje é o caso de usá-los. Em alto e bom som, em letras garrafais.

Na Índia, Vettel fez história. Aos 26 anos, já pode batizar uma era na mais importante categoria do automobilismo.

Gostem ou não, vivemos a Era Vettel.

Que, lá vai a minha tese, é produto direto da era anterior.

Vettel cresceu vendo Schumacher destruir recordes. Tinha 14 anos e era kartista quando o compatriota foi tetra. Dava seus primeiros passos nos monopostos quando seu ídolo cravou o hepta.

Para ele, é normal ser um rolo compressor de recordes. Não há outra forma de ser.

Sorte da Alemanha.

A corrida que sacramentou seu quarto título seguido, algo que só Fangio e Schumacher haviam conseguido até hoje, foi um resumo da segunda metade da temporada.

No GP da Índia, em nenhum momento Alonso esteve em condições de ameaçá-lo. O espanhol terminou num melancólico 11º lugar.

A largada aconteceu com 30°C no ar, 34°C no asfalto e feia poluição sobre Buddh.

Vettel manteve a ponta, Alonso se deu mal e Massa brilhou.

O alemão até teve algum trabalho nos primeiros metros, se defendendo duas vezes de ataques de Hamilton. Mas prevaleceu.

Alonso foi tocado por Webber, que antes já havia acertado Raikkonen. Perdeu um pedaço do bico, o espanhol.

Massa lembrou seus melhores momentos. Livrou-se dos enroscos, foi passando um a um e, na curva 4, já era o segundo colocado.

Uma posição que lhe valeria a liderança na terceira volta, quando Vettel entrou nos boxes para se livrar dos pneus macios. Alonso também entrou e trocou o bico danificado.

Eis que o tricampeão se viu numa condição rara nos últimos anos: 17º lugar na terceira volta de uma corrida. Todo cuidado é preciso.

Lá na frente, a turma começou a parar. Hulkenberg entrou na sexta volta. Button, na sétima _e estranhamento colocou um novo jogo de macios. Na oitava, Rosberg e Raikkonen. Na seguinte, Massa e Hamilton.

A escalada de Vettel ia bem, obrigado.

Ele retomou a posição de Massa nos boxes e, na 11ª volta, já era o quinto colocado. Na 12ª, passou Grosjean. Na 13ª, Ricciardo.

“Só há um carro entre você e Webber: Pérez”, disse a Red Bull pelo rádio.

Na 21ª, Vettel resolveu o problema. Abriu a asa e passou o mexicano na curva 4. Vice-líder.

Alonso? Tinha vida difícil. À esta altura, era o 14º colocado (!?), após perder posição para Gutierrez (!!??).

Virou uma corrida estratégica. De um lado, os pilotos que largaram com pneus médios, apostando num primeiro stint mais longo. De outro, a maioria, a turma que saiu com macios e trocou para médios logo no começo.

Webber era o maior expoente do primeiro grupo. Vettel, o do segundo.

Isso durou até a 29ª volta, quando o australiano enfim trocou pneus. Retornou em segundo.

Tudo normal de novo, pois: dobradinha da Red Bull, mas com Vettel na liderança.

Na 31ª, começou a segunda janela de pits para o pessoal do top 10. Massa, Hamilton, Alonso e Di Resta entraram. Vettel parou na sequência.

Na 33ª, acreditem, Webber: foram apenas quatro voltas com os pneus macios. Ele conseguiu voltar atrás do companheiro.

(E isso tira toda e qualquer dúvida sobre aquele pit do alemão logo no começo da prova: os macios não duravam nada nos carros da Red Bull.)

A ideia dos calçados com os médios era, a partir de então, ir com eles até o final.

Mas não deu pra Webber. Na 40ª volta, informado que tinha problemas no alternador, ele encostou e parou.

“Você tem certeza?”, perguntou, nervoso e incrédulo, ao engenheiro.

Ficou estranho. Será?

A briga só ficou franca, sem janela de pits dali pra frente, a pouco menos de 20 voltas do final.

Na 43ª, o top 10 tinha Vettel, Raikkonen, Rosberg, Grosjean, Massa, Hamilton, Pérez, Hulkenberg, Sutil  e Di Resta. Nem sinal de Alonso.

Na 52ª, Rosberg passou Raikkonen.

Com carros mais leves e pneus em diferentes estágios de vida, ganhamos algumas briguinhas boas no final da prova.

Massa encostou em Grosjean na luta pelo terceiro lugar. Raikkonen, que perdera ritmo nas voltas anteriores, batalhava para não ceder posições para Hamilton e Pérez.

Não deu para Massa. Mas deu para Pérez e Hamilton _e Raikkonen não teve outra opção a não ser entrar nos boxes a duas voltas para o fim.

Vettel cruzou a linha de chegada com impressionantes 29s8 sobre Rosberg. Grosjean completou o pódio.

Fechando o top 10, Massa, Pérez, Hamilton, Raikkonen, Di Resta, Sutil e Ricciardo.

Com o resultado, o alemão foi a 322 pontos contra 207 de Alonso. Diferença de 115, com 75 em jogo.

Mas vencer apenas na matemática não teria tanta graça.

Vettel disse durante a semana que gostaria de ser campeão com uma vitória.

Conseguiu também isso.

Ele consegue tudo.

Consegue até quebrar o protocolo.

Fez zerinhos em plena reta de chegada, parou, subiu no RB9, reverenciou-o, escalou o alambrado, jogou as luvas para um público que, em três anos, assistiu a três vitórias suas.

E que bom que desta vez não houve vaias. Vettel merece todos os aplausos.

Não tem culpa de ser gênio enquanto ainda é garoto.

domingo, 27 de outubro de 2013

GGOO BOLÃO F1 2013 - RESULTADOS DO GP INDIA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - VETTEL
Posição no Grid Aleatória (18º) - MALDONADO
Volta mais rápida na corrida - RAIKKONEN
01º colocado na corrida - VETTEL
02º colocado na corrida - ROSBERG
03º colocado na corrida - GROSJEAN
04º colocado na corrida - MASSA
05º colocado na corrida - PEREZ
06º colocado na corrida - HAMILTON
07º colocado na corrida - RAIKKONEN
08º colocado na corrida - DI RESTA
09º colocado na corrida - SUTIL
10º colocado na corrida - RICCIARDO

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
+66 pontos - GUSTAVO LUZÓRIO
+61 pontos - LUCAS NOGUEIRA
+54 pontos - NICOLAS 007 | LUIS CARLOS ZUIM
+53 pontos - JOÃO GUILHERME
+48 pontos - A. ROQUE | LUISFH
+46 pontos - FABIO MAROTTI | IGOR DPN | RICARDO
+45 pontos - RODRIGO CABRAL
+35 pontos - RUDSON
+34 pontos - BUCÉFALO | S | ADEMIR
+33 pontos - MARCELÃO | FABRICIO | CÁSSIO EDUARDO | NETO ROX | ANDRÉ PEREIRA | DÉBORA LONGEN | DR. ROQUE | ANDREY NEPERIANO | MURILO MOURA | RODRIGO PIOIO | JOÃO FELICIANO | ANDRÉ ROQUE | MILTON NEVES | FABRICIO DUTRA
+09 pontos - SÂNDERSON VEIGA
-10 pontos - SEVERIEN | ARTHUR A&B | RAFAEL FREITAS | ÍTALO SANTOS | NATÁLIA WENDY | DIMAS CARVALHO | MARCOS | OSORIO FEC | MARCUS LOPES | CRISTIANO FARIAS | ALVARO WANDERLEY | SANDRA BARROS | CARLOS MONTEIRO | GILDO A. |  DUFF | SANDA TARALLO | ANDERSON RANGEL

CLASSIFICAÇÃO GERAL:
AS APOSTAS PARA O GP ABU DHABI 2013 JÁ ESTÃO ABERTAS, CLIQUE AQUI E PARTICIPE!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA INDIA 2013 (TREINOS E CORRIDA)


*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
TREINO LIVRE 1 - 25/10/2013 (sexta-feira), 02:30h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 2 - 25/10/2013 (sexta-feira), 06:30h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 3 - 26/10/2013 (sábado), 03:30h (horário de Brasília)
CLASSIFICAÇÃO - 26/10/2013 (sábado), 06:30h (horário de Brasília)
CORRIDA - 27/10/2013 (domingo), 07:30h (horário de Brasília)
VT CORRIDA - 27/10/2013 (domingo), 10:00h (horário de Brasília)
GP ABU DHABI - TREINOS LIVRES - 01/11/2013 (sexta-feira)

ACOMPANHE A CRONOMETRAGEM OFICIAL, AO VIVO. CLIQUE AQUI!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012