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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

BRUNO SENNA NA INDY?

* Por Teo José

Leio no site Amigos da Velocidade que Bruno Senna negocia com a Fórmula Indy e pode confirmar um acordo em breve. É interessante, mesmo ainda sem saber qual a equipe onde ele poderia correr [não revelou]. Bruno pode se dar bem nos Estados Unidos. Principalmente fora da pista. A maioria dos pilotos de outras categorias que desembarcam por lá adora o estilo de vida de vida norte-americano.

Mas acho muito estranho essa história de que só correria em circuitos mistos. Essa intenção já o deixa de fora do maior evento da categoria: as 500 milhas de Indianápolis. E o deixa de lado também com relação a grandes equipes e grandes patrocinadores por lá.

Se realmente partir para esse caminho, dá a impressão de que não quer fazer carreira na Fórmula Indy e brigar por objetivos maiores. Não será um piloto da Indy. Mas, sim, meio piloto. Além e independentemente disso, mesmo com a categoria sendo mais equilibrada, precisará de uma boa estrutura para correr. Uma boa equipe.

Atualmente, Bruno Senna corre o FIA WEC [campeonato mundial de provas de longa duração]. Ele já correu na F1 entre 2010 e 2012; na GP2, na F3 Inglesa e nas 24 Horas de Le Mans.

domingo, 1 de setembro de 2013

AO VIVO: FIA WEC - 24 HORAS DE LE MANS | 6 HORAS DE SÃO PAULO




*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
24 HORAS DE LE MANS - LARGADA - 22/06/2013 (sábado), 10:00h (horário de Brasília)
6 HORAS DE SÃO PAULO - LARGADA - 01/09/2013 (domingo), 12:00h (horário de Brasília)

ACOMPANHE A CRONOMETRAGEM OFICIAL, AO VIVO. CLIQUE AQUI!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

EUA podem ser uma boa para Bruno Senna*

* Por Teo José

Bruno Senna pode pintar no automobilismo americano no ano que vem. Pelo menos, essas foram suas palavras claras e diretas nessa semana. O ex-F1 tem interesse em testar na NASCAR [onde atualmente já corre Nelsinho Piquet] e garante que tem portas abertas nos EUA. Não só na categoria de turismo norte-americana, mas também na Fórmula Indy.

Hoje Bruno corre no campeonato mundial de endurance [o FIA WEC], que terá uma prova em São Paulo em setembro. Ele se diz satisfeito. Está numa boa equipe e com chances de vencer corridas e fazer pódios. Mas não é a divisão principal, a divisão de protótipos. Senna corre na Classe GT, que não tem tanta visibilidade assim.

Acho que seria uma boa para ele ir competir nos EUA. Na NASCAR, a adaptação seria mais lenta. Precisaria de tempo. Na Fórmula Indy, onde atualmente temos apenas Hélio e Tony como representantes, as coisas seriam mais fáceis. Não é a tocada de um F1, mas ele pode pegar rapidamente o jeito.

Vamos aguardar…

segunda-feira, 15 de abril de 2013

AUDI FAZ DOBRADINHA EM SILVERSTONE; TIME DE SENNA VENCE NA GT


A Audi devolveu o domínio que a Toyota tinha imposto na classificação das 6 Horas de Silverstone e dominou a corrida deste domingo, conquistando uma dobradinha na prova, que abriu a temporada 2013 do Mundial de Endurance, informa o site Tazio.

Os protótipos R18 e-tron mostraram um redimento melhor logo que os concorrentes logo nas primeiras voltas, e não demorou para assumirem a ponta e começarem a abrir para os TS030.

Com uma boa margem, a marca alemã ainda se deu ao luxo de ver uma forte disputa interna entre seus dois carros, que estavam uma volta à frente dos dois Toyota na segunda metade da prova, e, em um final emocionante, o viu o R18 #2 ultrapassar, com Allan McNish ao volante no trecho final, ultrapassou o #1, pilotado por Benoit Tréluyer no momento, a apenas cinco minutos do final. Os dois receberam a bandeira quadriculada separados por 3s4.



Para a Toyota restou a terceira e quarta posições, à frente ainda dos dois carros Lola da equipe Rebellion, eu até fizeram um bom início de prova, desafiando equipes das duas montadoras da LMP1, mas, ao longo da prova, não resistiu ao ritmo melhor das adversárias.

Na classe LMP2, domínio total do time inglês Delta-ADR, que, com Antônio Pizzonia entre seus pilotos, liderou praticamente toda a corrida com seu protótipo Oreca 03-Nissan, e terminou uma volta à frente do rival mais próximo, um Morgan-Nissan da OAK Racing.

O Brasil ainda viu outro piloto do país subir no lugar mais alto do pódio, com Bruno Senna, que em sua estreia pela Aston Martin, ficou com a vitória na classe GTE Pro, ao lado dos companheiros Darren Turner e Stefan Mücke. O trio terminou a prova com uma volta de vantagem para o segundo colocado da classe, a AF Corse, equipe com apoio oficial da Ferrari, e que correu com a dupla formada pelo ex-F1 Kamui Kobayashi e o finlandês Toni Vilander.

A Aston, por sinal, também levou a vitória na GTE Am, comprovando o seu grande início de temporada, com o trio Christoffer Nygaard, Kristian Poulsen e Allan Simonsen. A Larbre Competition, que tem entre seus pilotos o brasileiro Fernando Rees, ficou com a segunda posição com seu Corvette C6, três voltas atrás.

A próxima etapa do WEC acontece no dia 4 de maio, com as 6 Horas de Spa-Francorchamps, que, além de marcar a segunda prova da temporada, ainda antecede as 24 Horas de Le Mans.

quinta-feira, 21 de março de 2013

GILLETTE NA MCLAREN?*

* Por Fernando Silva


Esse é o rumor da vez no paddock da F1. A Gillette, marca de propriedade da gigante norte-americana Procter & Gamble e ligada a Bruno Senna, pode, segundo a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, ser a principal patrocinadora da McLaren a partir da próxima temporada. O time de Woking perderá a Vodafone no fim do ano e procura um investidor de peso para permanecer entre as equipes de ponta da F1.

A Gillette, claro, não é a primeira empresa que aparece ligada à McLaren a partir do ano que vem. O principal rumor aponta para a Telmex, gigante mexicana das telecomunicações, comandada pelo bilionário Carlos Slim, como substituta da Vodafone, que opera no mesmo ramo de atividade, só que na Europa. E, ainda por cima, haveria outro interesse, já que seu pupilo Sergio ‘Checo’ Pérez agora está no time britânico. Torcida, pelo menos da parte de Pérez, não falta.

Nesta fase, já li rumores apontando a Emirates Airlines e também a Coca Cola à McLaren. A primeira empresa já estampou sua marca nos carros cromados de Woking em um passado não muito distante. Já a Coca Cola atualmente patrocina a Lotus por meio da marca de bebidas energéticas Burn.

Voltemos à Gillette. Essa especulação remete, obviamente, a Bruno Senna, piloto que contou com o apoio da empresa principalmente nos seus dois últimos anos de F1, quando correu pela Renault e pela Williams. O primeiro-sobrinho foi sacado do grid e agora tem um novo foco na vida, já que se prepara, junto com a Aston Martin, para disputar o Mundial de Endurance nesta temporada.

Só que Bruno permanece no WEC com o patrocínio da Gillette, que bancou a maior parte do seu orçamento na Williams no ano passado. Não é difícil imaginar numa possibilidade de Senna vestir o macacão da McLaren, ainda que como piloto reserva, caso a equipe tenha, de fato, o patrocínio da P&G. Vai depender mesmo de Bruno ter o interesse em deixar o endurance para ocupar o posto de reserva e piloto de testes — que quase não testa — na McLaren.

Mas nunca é demais lembrar que Senna + McLaren, do ponto de vista do marketing, é algo muito forte a ser explorado. Indo além, existe também outro rumor — que ganha muita força a cada dia — ligando a Honda à McLaren. Assim, a combinação Senna + McLaren + Honda hoje é ainda mais forte, quase explosiva.

Sinceramente, acho bem difícil que tal situação se torne realidade, ainda que aconteça a união McLaren-Gillette. Bruno, convenhamos, foi apenas mediano na F1 e tem diante de si um horizonte muito mais interessante no endurance, que vem crescendo a passos largos. E outra: a McLaren vem investindo muito em jovens talentos, um em especial: Kevin Magnussen. E o padrão de exigência da equipe em termos de pilotos é muito maior do que é hoje na Williams, por exemplo.

Rumores são rumores. Mas nesse mundo da F1, tudo pode acontecer.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bruno Senna participará do Mundial de Endurance


Depois de receber convite irrecusável de um projeto promissor, Bruno Senna assinou com a Aston Martin e pilotará um dos Vantage GTE no Campeonato Mundial de Endurance - WEC. A tradicional marca inglesa está completando 100 anos em 2013 e também inscreveu seus carros nas 12 Horas de Sebring, prova que abrirá o calendário da American Le Man Series no dia 16 de março. Com o propósito de vencer não apenas o WEC, mas também as 24 Horas de Le Mans, a Aston Martin aproveitará a corrida na Flórida como preparação à mais prestigiosa prova de longa duração do automobilismo mundial. 

Bruno dividirá o cockpit com o francês Frédéric Makowiecki e a dupla receberá o reforço do britânico Robert Bell nas 24 Horas de Le Mans e nas 6 Horas de Spa-Francorchamps. Em Sebring, no entanto, o brasileiro formará o trio completado pelo inglês Darren Turner e pelo alemão Stefan Mücke. Turner, aliás, foi um dos responsáveis pela chegada de Bruno à Aston Martin, cuja sede está localizada em Banbury, nas proximidades de Oxford. "Foi ele quem me indicou. A equipe me ligou na semana passada e acertamos tudo nesta segunda-feira, quando fui à fábrica pela primeira vez", explicou Bruno. 

As metas ambiciosas da Aston Martin casaram perfeitamente com o sonho de Bruno em voltar a ser um protagonista nas pistas. "Até 2009, sempre conquistei vitórias e pódios nas categorias por onde passei. Desde então, por uma série de circunstâncias fora do meu controle, não tive a mesma chance na Fórmula 1. As propostas que me foram oferecidas nesta temporada também não me davam essa possibilidade", justificou. "Fiquei impressionado com o que encontrei na Aston Martin. Todo o desenvolvimento do carro é feito em casa, desde o motor V8 até as peças. Parece uma equipe de Fórmula 1 em escala. Será bom dar uma diversificada na carreira e aprender mais uma categoria", lembrou Bruno, cujo ingresso no Mundial de Endurance integra um programa de atividades neste ano que ainda está sendo finalizado. 

Bruno vai acelerar o Vantage GTE pela primeira vez nos testes dos próximos dias 17 e 18 em Portimão (Portugal). O carro - vencedor das 6 Horas de Xangai (China) no ano passado - foi amplamente revisado, com ênfase na melhoria da dirigibilidade e do aumento da performance. "O número de testes é notável. Depois dessa primeira sessão de ensaios, ainda teremos outra antes de seguir para os Estados Unidos. Em Sebring, vamos andar desde a segunda-feira antes da corrida. E depois dela, no dia seguinte, vamos dar apenas uma limpada no vidro antes de rodar por mais 12 horas. Será quase uma simulação de uma prova de 24 horas como Le Mans", concluiu. 

O diretor-geral da Aston Martin Racing comemorou a chegada de Bruno Senna à equipe. "Desde o início de nossas negociações ficou claro que ele estava à procura de um programa que lhe permitisse vencer corridas em alto nível mundial. Isso combinou perfeitamente com os planos da Aston Martin para 2013. Esta temporada será incrivelmente competitiva no Mundial de Endurance e o Bruno será um grande reforço para nossa campanha", disse John Gaw. 

A temporada do Campeonato Mundial de Endurance - WEC será inaugurada dia 14 de abril, com as 6 Horas de Silverstone.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rumor do dia: Bruno Senna na Caterham?*

* Por Paulo Teixeira



Afinal, os persistentes rumores sobre o anuncio de Bruno Senna numa equipa de Formula 1 podem ter um fundo de verdade. Mas não onde alguns apontavam inicialmente. Esta tarde surgiu no Twitter a indicação de que a Caterham tirou todos os patrocinadores que eram pertencentes a Vitaly Petrov, como a Sibir e a Russian Helicopters, enquanto que quem for neste momento ao site oficial de Bruno Senna é recebido com a placa de "Under Construction" (Sob Construção). Muito provavelmente, o anuncio poderá acontecer amanhã ou até ao final da semana.

Isto quererá dizer que Vitaly Petrov poderá rumar á Marussia, que tem uma vaga após a rescisão do contrato com Timo Glock, esta segunda-feira. Nicolay Fomenko, o fundador da marca, já disse no passado que não iria deixar Petrov apeado, caso surgisse essa possibilidade, e isto pode significar que as vagas existentes serão preenchidas de uma forma muito rápida, como se fosse uma jogada de xadrez.

A ser verdade, a movimentação de Bruno Senna era a opção mais lógica, após a saída da Williams, mas confesso uma coisa: estava muito cético sobre a sua situação. Quem lia a imprensa internacional, ninguém acreditava que o piloto de 29 anos estaria na Formula 1 em 2013. Aliás, após o teste que ele fez no Estoril, no inicio de dezembro, muitos falaram que estaria a caminho do DTM, mais concretamente na Mercedes.

Somente os brasileiros é que alimentavam a ida dele, mas para a Force India. Alguns diziam que Bruno tinha sido visto nas instalações de Silverstone na passada quinta-feira e tinham jurado que ele já tinha assinado por eles, contrariando as noticias de que a equipa de Vijay Mallya estaria mais inclinado a contratar Adrian Sutil, com o francês Jules Bianchi a ser titular em 2014, quando a marca trocar os motores Mercedes pelos Ferrari.

Contudo, ontem à noite li o site oficial da Formula 1, que tinha uma matéria sobre os pilotos que estavam a negociar vagas para 2013 e o primeiro a ser falado era precisamente... Bruno Senna. Sendo o site oficial, é porque tinha algumas informações previlegiadas. Logo... veremos se tudo isto tem um fundo de verdade. Tudo muda rapidamente, e a improbabilidade de hoje torna-se na certeza de amanhã...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Senna: a caminho do DTM?*

* Por Rodrigo Mattar



Este é um assunto espinhoso. Envolve um sobrenome que mexe com o imaginário do torcedor – que ainda deseja ver a continuidade desse sobrenome na Fórmula 1. Categoria que, para o próximo campeonato, tem duas vagas apenas em aberto e existe um leilão por elas. Quem der mais “tutu” vai para Force India e Caterham, que são os times onde ainda não se definiram as duplas de pilotos.

E por que é um assunto espinhoso? Simples: porque ao mesmo tempo em que se deseja – torcedores e o próprio piloto – que Bruno Senna continue na Fórmula 1, quer na Force India, quer na Caterham, são cada vez mais fortes os rumores de que o piloto brasileiro está próximo de um acordo para disputar o DTM em 2013 pela Mercedes-Benz.

Diz o site Italiaracing.net, inclusive, que Bruno não estaria mais na disputa interna pela vaga na Caterham onde, segundo consta, o russo Vitaly Petrov parece a um passo de continuar. Mas é fato que o nome do sobrinho do tricampeão Ayrton Senna foi ventilado – como também o foi na Force India.

Mas na equipe de Vijay Malliya há outros problemas: o indiano quer Adrian Sutil de volta e ainda existe Jules Bianchi como uma possível aposta – se não este ano, talvez no próximo. A equipe estuda opções para o fornecimento de motores turbo para 2014 e a Mercedes está fora, razão pela qual Paul Di Resta não fica no time depois da temporada que ainda vai começar. Ferrari e Renault são as alternativas para Malliya e a Renault poderia impor o nome de Bruno Senna. Como eu disse, há outros problemas e a opção pelo brasileiro não parece ser a mais forte no momento.

Como a Mercedes passa por um momento de transição no DTM, tendo perdido nomes como Bruno Spengler, atual campeão pela BMW e Jamie Green, que foi para a Audi, faria mais sentido que a montadora de Stuttgart preferisse investir na contratação de Bruno Senna para formar um time repleto de sangue novo. A marca precisa de gente nova e as opções estão aí, todas vindas da Fórmula 1. Além dele, Jerôme d’Ambrosio, Robin Frinjs e Daniel Juncadella, este oriundo da F-3 europeia, têm tido seus nomes constantemente vinculados ao construtor, que já anunciou a permanência de Robert Wickens e Roberto Mehri em seus quadros.

O torcedor brasileiro, insisto, precisa entender que existe vida no automobilismo além da Fórmula 1. Já perdemos muitos nomes promissores no passado e pilotos como Augusto Farfus e João Paulo de Oliveira certamente estão muito felizes com o que fazem. Lucas Di Grassi percebeu que o WEC é um excelente caminho. Quem sabe, Bruno Senna não percebe que o DTM pode ser um campeonato capaz até de reconduzi-lo ao lugar que ele sempre sonhou?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Senna negocia*

* Por Teo José


A vida do Bruno Senna não está fácil. Sem renovar com Williams, ele ainda negocia com as quatro equipes tem têm vagas abertas na F1: Lotus, Force India, Marussia e Caterham . Já esteve mais perto da Force India, mas parece que lá o dinheiro não é o principal argumento e tem muita gente na fila.

Na Lotus, pouco se fala sobre a negociação. Mas diria que corre por fora. E nas outras duas entra na conversa forte o lado financeiro.

O que se falava em Interlagos, na última corrida do ano, é que Bruno tem bons argumentos com o combustível financeiro. E a Globo é um fator importante - dando apoio de visibilidade ao piloto. Com toda razão, a emissora não quer ter apenas um brasileiro no grid.

No meio das negociações, Senna já tem um teste marcado com a equipe Mercedes, do DTM, no Estoril, Portugal , na próxima semana.

Eu diria que para estas quatro vagas tem pelo menos nove pilotos em negociação. Mesmo o brasileiro considerando 2012 um bom ano, suas atuações não chamaram tanta atenção. Se conseguir algo, será por causa do combustível financeiro.

Eu particularmente não acho que Bruno teve uma temporada boa. Viveu de alguns momentos em três ou quatro provas. E só. A falta do primeiro treino de sexta-feira foi um fator complicador. Mas não avalio que foi só por isso que não teve um ano melhor.

A decisão deve sair até o dia 20. Só a Lotus que não está com pressa. Mas, como disse, é a vaga de onde menos se escuta alguma coisa e disparada a melhor disponível. Por lá nem Romain Grosjean , com inúmeros erros em 2012, está descartado.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Chances de Bruno Senna na Force India são pequenas*

* Por Felipe Motta

Gostaria de escrever um pouco sobre a situação de Bruno Senna. O brasileiro trabalha nos bastidores para conseguir uma vaga no grid de 2013.

Já escrevi aqui que a experiência que Bruno acumulou no último ano e meio mais os patrocinadores que dispõe fazem do piloto uma boa opção, ainda que ele não tenha impressionado por resultados acima da média.

Hoje, no entanto, apurei que as chances do brasileiro com a Force India diminuíram bastante. O brasileiro neste momento está apenas com chances pequenas na equipe. Ele, mais do que nunca, tem apenas chances remotas de estar na Force India.

A Lotus ainda não anunciou o companheiro de Kimi Raikkonen no próximo. Romain Grosjean, que teve alguns altos e muitos baixos em 2012, ainda é considerado o favorito. Mas se o time estivesse certo do que fazer já teria anunciado qual seu piloto. Muita gente tem procurado a Lotus para oferecer seu trabalho e dinheiro.

A Caterham é a outra opção. Bruno Senna não deixou claro se voltaria para trás para andar em uma nanica. O que pergunto a vocês é: valeria a pena para ele voltar para trás? No lugar de Bruno vocês migrariam para outra categoria em uma condição melhor ou ficariam na F-1 mesmo em uma equipe menor para tentar algo melhor no futuro?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre o futuro de Bruno Senna e Luiz Razia*

* Por Lívio Oricchio


Bruno Senna sabia há algumas semanas que Valtteri Bottas assumiria sua vaga na Williams, por isso seu empresário, Chris Goodwin, negocia com todas as equipes que ainda não definiram completamente seus pilotos. Conversei bastante com ele em Interlagos. Fez contatos e até iniciou conversações, mostrando o que Bruno dispõe de patrocínio, além de dois anos e meio de boa experiência e importante aprendizado como piloto.

Antes do Bruno, me atenho um pouco no Bottas. Acompanhei sua temporada na GP3 no ano passado, pois corre nos mesmos fins de semana da Fórmula 1, e de fato deixou ótima impressão. Foi campeão. Este ano, pilotou 15 sextas-feiras de manhã, com a Williams de Bruno. Dickie Stanford é o chefe da equipe. Ótimo professor. Aprendo muito com ele.

Dickie sempre me falou bem de Bottas: veloz, aprende rápido e quase não erra. De fora não há como não concordar. Agora, uma coisa é estabelecer boas marcas no primeiro treino livre de um GP outra é ter a certeza de seu empresário, sócio e diretor da Williams, Toto Wolff, de que se trata de um superpiloto. Pode até vir a ser, mas eu seria mais prudente na avaliação.

Com exceção da Marussia, Bruno é candidato a correr em 2013 pelas demais escuderias com vagas em aberto. A saber: Caterham, Force India e Lotus. Onde tem mais chances é na Caterham, embora as outras portas não estejam fechadas. A Caterham conseguiu em Interlagos o que parecia quase impossível, ter Heikki Kovalainen ou Vitaly Petrov, seus pilotos, entre os onze primeiros colocados, a fim de reassumir o décimo lugar entre os construtores e receber da FOM US$ 26 milhões. Escrevi antes que a cota era de US$ 25 milhões. “Coloque um milhão a mais, por favor”, disse-me a fonte.

Bati um longo papo com Steve Nielsen, em Interlagos, o diretor esportivo da Caterham. O conheço há anos. Uma ocasião estivemos em Bali, na Indonésia, no mesmo grupo, para uma semana de férias. Trabalhava na Renault, na época. Steve me contou que o departamento de aerodinâmica da Caterham está sendo reestruturado. Há anúncios de oferta de empregos nas principais publicações inglesas.

Os técnicos que estão trabalhando no túnel de vento no projeto de 2013 já é bem distinto do que concebeu o modelo deste ano. “Foi o nosso problema. Tínhamos um bom motor e eficiente kers. Nossa temporada foi ruim porque nosso carro não gerava pressão aerodinâmica.”

As dependências físicas da Caterham em Liefield são muito boas. As conheço. Pertenciam a Tom Walkinshaw, dos tempos da Arrows, e foram sendo atualizadas.

Tony Fernandes, o malaio dono da Air Asia e da Caterham, é um homem de visão e numa roda no paddock, dessas que se formam com a presença de jornalistas, disse que não está na Fórmula 1 para apenas participar, como hoje, e fez força para não demonstrar irritação com sua organização, este ano.

“Pelo que fizemos antes de o campeonato começar esperávamos muito mais. Identificamos as razões de não termos crescido como o esperado. Planejávamos lutar pelo nono lugar talvez com a Toro Rosso”, comentou.

A área que falhou foi, como explicou Nielsen, a de aerodinâmica. Como sempre, a mais importante num projeto de Fórmula 1. Já escrevi aqui antes: apesar de apaixonado por aerodinâmica, por a matemática não prever os resultados de seus experimentos, recai muito na intuição do especialista, seu excesso de importância na performance dos carros representa um grande mal para a Fórmula 1.

Que discurso é esse sobre a Caterham, você deve estar pensando? Simples: se Bruno eventualmente assinar com a Caterham, para ser o companheiro do bom francês Charles Pic, não será, diante do seu momento na Fórmula 1, um negócio tão ruim. Obviamente se a Force India ou a Lotus optarem por Bruno será bem melhor para o piloto. Na Caterham, a luta envolve o holandês Guido van der Garde, da GP2, já terceiro piloto do time, o russo Vitaly Petrov, titular este ano e herói dos US$ 26 milhões que vão entrar no caixa, por causa do seu 11.º lugar no GP do Brasil, e Luiz Razia, vice da GP2 este ano.

Na Force India, se proceder o que ouvi de mais de uma fonte, em Interlagos, o candidato com maiores chances de ser o parceiro de Pau Di Resta é, acreditem, Adrian Sutil, que também levaria boa soma em patrocínio. A lista de candidatos lá, no entanto, é longa. Poderíamos citar seu piloto de testes, o francês Jules Bianchi, o campeão da GP2, o italiano Davide Valsecchi, o suíço Sebastien Buemi e o espanhol Jaime Alguersuari, ambos da Toro Rosso, em 2011.

A Lotus ainda não anunciou Romain Grosjean por não saber, ao certo, qual o futuro da equipe. Se for vendida, os novos proprietários podem escolher outro piloto, que atenda mais seus interesses e até mesmo tenha de levar verba maior da que Grosjean conseguiu com a Total. Ao deixar a vaga em aberto, facilita eventual negociação. Soube em Interlagos das conversas de Gerhard Lopez, do grupo Genii, dono da Lotus, com um grupo de investidores, apoiados por ninguém menos de Bernie Ecclestone e que, se baterem o martelo, o novo líder da Lotus será um ex-diretor de equipe, autoritário, bastante polêmico. Não é Flavio Briatore. Pediram para não escrever seu nome.

Quanto a Luiz Razia, depende apenas dele para assinar com a Marussia e ser o companheiro de Timo Glock. “Vale a pensa esperar um pouco, pode ser que eu consiga coisa melhor”, disse, em Interlagos. Essa coisa melhor é a Force India e a Caterham. Desde que foi criada, há três anos, a Marussia, então Virgin, em 2013 será a primeira vez que vai dispor de um carro desenvolvido no túnel de vento. Até agora se limitou aos estudos teóricos de CFD, Computational Fluid Dynamics que, por mais que tenha evoluído, ainda está longe de reproduzir a mesma fidelidade dos experimentos práticos no túnel.

Conversei com John Booth, o chefe da Marussia, em Interlagos. “Pat (Symonds) está coordenando os trabalhos e temos ajuda também da McLaren, usarmos um de seus túneis”, contou-me. Symonds é o mesmo diretor de engenharia da Benetton e depois da Renault, dos títulos de Michael Schumacher e Fernando Alonso. Envolveu-se no escândalo do GP de Cingapura de 2008 e ficou afastado na Fórmula 1 um tempo.

Uma ocasião viajamos de trem lado a lado no Japão e bati longo papo, sem as formalidades de jornalista e entrevistado. Sua visão das coisas, do mundo, é um pouco particular. Surpreendeu-me o seu envolvimento do affair Cingapura. “Vamos ter também o kers da Williams”, contou-me Booth. Com o esperado fim da HRT, infelizmente a Marussia, apesar da esperada evolução em 2013, é forte candidata a ocupar as duas últimas colocações por causa de a Caterham ter mais condições de crescer.

Torço para Bruno e Razia definirem logo seu futuro. Mesmo nessas escuderias de poucos recursos podem realizar um bom trabalho tendo como referência a capacidade desses times.

Nunca é demais lembrar: Mark Weber, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli, Fernando Alonso são exemplos de pilotos que começaram na Minardi, a Marussia de suas épocas, e ascenderam, todos, a times de ponta. Quem tem olho enxerga o potencial dos pilotos, mesmo na Marussia ou na Caterham. Em algum momento os talentosos expõem o que podem fazer.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A vida de Bruno Senna para 2013*

* Por Felipe Motta


Olá turma, beleza? Vamos falar um pouco sobre o futuro de Bruno Senna, que em Abu Dhabi teve um fim de semana muito difícil e ainda assim conseguiu terminar entre os dez primeiros com uma prova bastante sólida.

Já falamos aqui que o ano de Bruno não foi dos melhores, aliás como também não foi o de Pastor Maldonado. Apesar disso, a performance do venezuelano, ainda que repleta de erros, foi melhor que a do brasileiro, principalmente na comparação em classificação. A disparidade é enorme na hora de se posicionar no grid. Na pontuação temos 43 a 30 para Maldonado.

Quando cheguei em Abu Dhabi na quarta-feira ouvi as seguintes perguntas de colegas internacionais: “E aí, onde Bruno estará no ano que vem? Stock Car Brasil?”. Não foram dois ou três profissionais que me indagaram isso. Foram vários. O episódio reflete o pouco que Bruno impressionou de uma maneira geral.

No dia seguinte na pista eu fui atrás de algumas informações sobre seu futuro. Ficou claro que Senna ainda não foi informado que está fora da Williams, ainda que saiba que a briga é grande e que neste momento não é o favorito. Maldonado segue na frente e a equipe está dividida se quem deve ser o outro piloto é o brasileiro ou o finlandês Valtteri Bottas. A discussão entre os dois envolve a cúpula da equipe, com Frank Williams pendendo para um lado (Senna) e Toto Wolff para o outro (Bottas).

Ainda na quinta, só que durante o jantar, o piloto foi novamente o assunto de nossa discussão. A questão básica era: ok, Bruno pode não estar mostrando muita velocidade, mas ele é um pacote interessante, agora com boa experiência e muita grana de patrocinadores. Em Abu Dhabi, ouvi que seus parceiros estão muito satisfeitos e que devem continuar com ele em 2013. O brasileiro é excelente para os patrocinadores, pois apresenta três características importantes aos clientes: profissionalismo, excelente nível cultural e retorno de mídia.

Se de fato isso acontecer, o brasileiro terá algo próximo a 20 milhões para levar à sua equipe. E a pergunta que fica é: quem não está precisando disso?

Com essa base é difícil imaginar, ainda que seja possível, Bruno Senna sobrar no grid do próximo ano. Se ele estivesse competindo com Fernando Alonso, Sebastian Vettel ou Lewis Hamilton seria uma outra história. Mas quem está sobrando? Alguersuari, Buemi e Sutil? Ok, eles podem ser um pouco melhor ou um pouco pior, mas numa situação dessas a equipe quer ter o dinheiro como critério de desempate. E o valor que Bruno tem é muito alto.

Neste momento as chances de Bruno Senna sair da Williams existem e não são pequenas. Toto Wolff hoje mesmo elogiou muito Pastor e disse que Bruno está tendo um ano ok. Além disso, “temos uma perspectiva de longo termo com Bottas, que é considerado o new kid on the block”. Dá para ler nas entrelinhas o que ele pensa! Mas ainda há mercado além da Williams, no caso, a Force India.

O que acham que deve acontecer com Bruno Senna em 2013?

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Qual será a dupla de equipe da Williams em 2013?*

* Por Felipe Motta


Ontem uma entrevista de Toto Wolff me chamou a atenção. Ao site ESPNF1, o austríaco, que é diretor executivo da Williams, afirmou que a equipe tem muitas opções na mesa em relação aos pilotos de 2013 (aqui o link).

“Boas performances sempre ajudam e é a última corrida que conta. Mas no momento já vimos tudo e fizemos nossos julgamentos”, disse Wolff. Mesmo que ele em sua entrevista não diga nada de definitivo, fica claro que o cenário por lá está muito aberto.

O momento que a Williams vive é muito diferente do de 2011. E essas mudanças, claro, valorizam “seu passe”. Depois de míseros 5 pontos e uma perfomance que apenas superou a das nanicas, a Williams acertou com os motores Renault, fez um projeto bem feito e até corrida ganhou este ano.

No entanto, está claro que faltou da parte de seus pilotos (já falamos sobre o assunto e não vale repetir). A Williams precisou optar em 2012 nos pouco experientes Pastor Maldonado e Bruno Senna por seus patrocinadores, já que vivia/vive uma situação financeira delicada. Ainda assim, talvez com um piloto mais experiente ao lado de Maldonado ou Senna os resultados pudessem ser melhores. E assim, uma melhor classificação em Construtores também poderia ser melhor, o que aumentaria o valor recebido pela equipe.

De qualquer forma, o fato de estar com um carro melhor aumenta a perspectiva do time para 2013. Isso significa que seu cacife é outro e que a luta pelas vagas será ainda maior. Qualquer piloto pagante terá mais facilidade em conseguir verba com patrocinadores para um carro que até corrida venceu.

Atualmente, e isso é apenas uma impressão, não vejo Maldonado e Senna juntos na próxima temporada. Hoje me parece que o venezuelano tem vantagem, e Bruno precisaria conseguir uma reta final de campeonato impressionante (ele até falou sobre isso). Que fique claro, isso é uma impressão, e não uma informação.

Mas do que falou Wolff à ESPN o que mais “apita” no ouvido é o “já fizemos nossos julgamentos”. Parece que o time já sabe o que Pastor e Bruno podem render. Com as opções que o mercado parece oferecer, a briga será enorme!

Quem vocês acham que estará na Williams em 2013?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Indy e Fórmula 1 para brasileiros*

* Por Teo José


A Fórmula Indy já terminou, mas muita gente continua trabalhando em busca de equipe e patrocinadores. Deveremos ter mais uma vez três brasileiros. Tony Kanaan, na KV, está agora em busca de mais recursos para ter melhor estrutura, é o único piloto confirmado no time. Hélio Castroneves mais uma vez vai correr na Penske, o contrato já foi assinado e Rubens Barrichello está em busca de uma nova casa. Tem quase o valor de patrocínio fechado e com apoio da Honda as coisas ficam um pouco menos complicadas. Hoje três equipes estão no foco: Dale Coyne, Rahal e Sam Schmidt. São médias e a melhor é a última, o problema está em difícil relacionamento, o dono é meio complicado. Bia Figueiredo tem conversado com muita gente, mas falta ainda combustível financeiro.

Na Fórmula 1 me parece que vamos ter apenas um representante. Felipe Massa fica na Ferrari, só falta o anuncio. Bruno Senna deve perder a vaga da Williams e não tem a garantia de seus patrocinadores para procurar nova equipe. A vida dele está bem complicada. Luiz Razia, vice-campeão na GP2, tem falado com muita gente, principalmente com Force India e Toro Rosso, mas não recebeu nenhuma sinalização positiva. Vou ficar surpreso se conseguir uma vaga.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MAL NO RANKING*

* Por Victor Martins


A importante revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ divulgou hoje um ranking com a avaliação da temporada de todos os pilotos da F1, que logo será repercutida pelo Grande Prêmio. Não espanta a presença de Alonso na frente, mais de um ponto de vantagem para Vettel (9,09 a 7,64), mas a posição dos dois brasileiros.

Senna e Massa estão rigorosamente empatados, com nota 5,18, numa incômoda 17ª colocação. Logo à frente vêm três nomes das equipes inferiores: Kovalainen, Petrov e Ricciardo — que tem a mesma pontuação dos brasileiros, mas ganha nos critérios de desempate.

Mais espantosa ainda é a colocação de Maldonado: o vencedor do GP da Espanha aparece em penúltimo, só melhor que Karthikeyan.

Na frieza dos números, meramente pessoais, é isso mesmo? Sinceramente, não. A temporada de Bruno não é tão ruim quanto a de Felipe. E vendo que Petrov aparece à frente, questiono de leve os critérios aplicados à gloriosa classificação da douta revista.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Corridas decisivas para Massa e Bruno*

* Por Lívio Oricchio


A maioria dos profissionais das 12 equipes da Fórmula 1 reinicia suas atividades hoje, depois de duas semanas de férias obrigatórias. Há muito por ser feito já para a próxima etapa do calendário, dia 2, no espetacular, veloz e seletivo circuito Spa-Francorchamps, onde será disputado o GP da Bélgica, 12.ª etapa do campeonato. Mais do que em outros anos, qualquer detalhe capaz de oferecer um, dois décimos de segundo de velocidade faz enorme diferença. Depois de Spa restarão apenas mais oito provas para o encerramento da temporada. A corrida de Interlagos é a última, dia 25 de novembro.

Quando os chefes de equipe julgam o trabalho de um piloto, levam em consideração, claro, todo o período de atividade no grupo, mas é bem verdade que na Fórmula 1, como muitos pilotos costumam dizer, “você vale tanto quanto o seu último resultado”. Converso regularmente com Mika Salo, ex-piloto e comentarista da TV finlandesa. Em 1999, substituiu Michael Schumacher, na Ferrari, acidentado em Silverstone. “Na segunda prova, em Hockenheim, poderia ter vencido, mas facilitei para Eddie Irvine (companheiro de Ferrari) ganhar por estar na luta pelo título”, disse-me Salo.

“Poucos dias após Hockenheim eu já estava empregado para disputar o campeonato seguinte. A Sauber me procurou e acertamos tudo.” Vale recordar que Salo estava fora da Fórmula 1 naquele ano, 1999. Só voltou para substituir Ricardo Zonta, na BAR, por causa do acidente em Interlagos, segunda prova do ano, e na sequência ninguém menos de Schumacher. E bastou um trabalho marcante no time italiano, como o realizado no GP da Alemanha, para garantir uma vaga de titular em 2000.

Conto essa história para a melhor compreensão do momento dos dois pilotos brasileiros na Fórmula 1. Tanto Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, quanto Frank Williams, da Williams, não decidiram, ainda, provavelmente, o futuro dos dois. Esperavam melhores resultados deles, verdade, depois de 11 etapas disputadas. Têm, agora, a oportunidade derradeira. Mas Massa e Bruno não vão dispor das nove corridas que restam para mostrar a Domenicali e Williams que vale a pena mantê-los nas suas equipes em 2013.

Ambos possuem poucas etapas, nessa fase final do processo de escolha, para provar sua capacidade, talvez no máximo quatro, se tanto, o que torna os GPs da Bélgica, Itália, de Cingapura e do Japão decisivos para o seu futuro. Tudo isso partindo-se da premissa de que nesses dias de férias Domenicali não aprofundou as conversas com Kimi Raikkonen, Nico Hulkenberg, da Force India, e Sergio Perez, Sauber, pilotos do seu interesse, e a negociação não se definiu. Se foi o caso, a Ferrari deve anunciar o contratado em Monza.

No tocante a Bruno a pressa é menor. Se deixar a Williams o substituto é conhecido: Valtteri Bottas, jovem talentoso finlandês, atual campeão da GP3 e já piloto do time inglês, pois participa dos treinos livres de sexta-feira de manhã com o carro de Bruno. A Williams aposta no seu futuro. Dickie Stanford, chefe de operações, elogia Bottas a todo instante: “Ele me impressiona”.

A boa notícia para Massa e Bruno, caso Ferrari e Williams não tenham batido ainda o martelo ainda sobre quem os defenderá em 2013, como se imagina, é a importância das próximas etapas. Por aquele fenômeno descrito com o exemplo de Salo, se Massa e Bruno impressionarem numa dessas corridas seguintes do calendário podem garantir mais um ano de contrato. E o Brasil a permanência de representantes na Fórmula 1.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A luta de Bruno Senna para sobreviver na F-1*

* Por Felipe Motta


Os próximos dias, meses e GPs são decisivos para Bruno Senna em relação ao seu futuro. A disputa na Williams é muito complicada, quase uma luta olímpica por medalha.

Ajudará muito o brasileiro resultados como o do GP da Hungria. Bruno teve sua melhor atuação na Fórmula 1, em minha opinião. Claro que a prova na Malásia foi incrível, quando na bandeira vermelha estava em último e na chuva pulou para sexto.

Mas acho que a prova da Hungria gera mais perspectiva para o futuro do que a corrida em Sepang. Apesar de ter mostrado muito talento na chuva, as condições anômalas na prova malaia encobriam (para o bem e para o mal) o que podia acontecer nas próximas corridas. Em Budapeste, por sua vez, Senna foi bem no sábado, o que vinha sendo seu calcanhar de Aquiles. Na corrida apresentou ótimo ritmo e foi bem em todos os duelos em que se meteu.

Coincidência ou não, foi em Budapeste no ano passado que Bruno andou na sexta-feira. Na corrida seguinte substituiu Nick Heidfeld na Renault. Estamos, portanto, bem na fase em que Senna acumula experiência na F-1 com carro competitivo.

A briga na Williams é complexa. Temos um Pastor Maldonado, piloto rápido e inconstante que, apesar de vencer uma corrida, comete muitas falhas. Não podemos esquecer obviamente o seu cheque, que é bem gordinho.

Bruno Senna foi mais lento neste ano que Maldonado. Cometeu seus erros também, mas sua consistência é maior. Tanto que somou pontos em um número maior de corridas que o venezuelano, apesar de Maldonado ainda estar na frente no Mundial. Também tem um cheque considerável.

Valtteri Bottas tem como empresário Toto Wolff, que só cresce no organograma da Williams. Apesar do austríaco dizer que quem decide os pilotos é Frank Williams, convenhamos que se trata de um jogo de palavras. Comenta-se que o finlandês também tem seus patrocínios, mas duvido que o montante seja maior que o de Pastor e Bruno.

Seja como for a disputa pelas posições é intensa. No paddock especulava-se que Bottas estaria garantido, e que o brasileiro trava um “confronto direto” com o venezuelano. Hoje não parece ser uma verdade absoluta e é mais provável que os três estejam na mesa da cúpula da Williams como reais opções.

Se Bruno mantiver seu crescimento tem boas chances. O brasileiro precisa encaixar na classificação, algo que aconteceu na Hungria. Largando entre os dez primeiros, tem carro e cérebro para se manter na briga por pontos. Seja como for, Bruno precisa repetir a Hungria, se não nas nove corridas restantes em boa parte delas. Assim, pode tanto ficar no grid em 2013 na Williams como em outra equipe.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Massa, quase fora da Ferrari*

* Por Lívio Oricchio


Antes do GP da Alemanha, as chances de a Ferrari renovar o contrato de Felipe Massa eram razoavelmente boas. Ontem, depois da prova na Hungria, no entanto, as possibilidades tornaram-se mínimas. A exemplo do que fez em Hockenheim, não cumpriu a função de tirar pontos dos adversários do companheiro, Fernando Alonso, e somar importantes pontos para a Ferrari crescer na classificação do Mundial de Construtores.

Ficou em nono, garantindo apenas dois pontos. A Ferrari caiu do segundo para o quarto lugar. Cada posição na disputa significa bons milhões de euros. Esse é o critério para distribuição do dinheiro da Fórmula 1.

No circuito Hungaroring Massa manteve o ritmo dos mais rápidos, mas perdeu duas posições na largada, para Bruno Senna, da Williams, e Mark Webber, Red Bull, e numa pista de difícil ultrapassagem não as retomou mais. Na Alemanha, envolveu-se num acidente na primeira volta e não foi além do 12.º lugar. “A corrida foi decidida na largada para mim”, disse, ontem. “A embreagem esquentou e as rodas patinaram”, explicou. “Perdi as duas posições e a coisa ficou assim até o final.” Não quis comentar nada sobre os rumores de sua saída. “Não há nada decidido.”

Um dos assuntos mais comentados no paddock do autódromo húngaro foi quem poderia substituir Massa na Ferrari, como se tudo já estivesse definido, o que ainda não é o caso. Os nomes mais comentados e que fazem sentido são os de Kimi Raikkonen, da Lotus, que ontem não descartou essa possibilidade, Sergio Perez, da Sauber, e Nico Hulkenberg, Force India.

“Como já disse algumas vezes, não tenho nenhum rancor deles (foi dispensado pela Ferrari no fim de 2009 tenho um ano de contrato ainda). Você nunca sabe o que vai acontecer no futuro, mas estou feliz onde me encontro hoje”, comentou Raikkonen. Os dois anos distante da Fórmula 1, 2010 e 2011, não afetaram seu rendimento, a não ser nas primeiras etapas da temporada. Trata-se de um grande talento.

As férias da Fórmula 1 deverão servir para o empresário de Massa, Nicolas Todt, tentar negociar uma vaga para seu piloto, tarefa das mais difíceis, se Luca di Montezemolo e Stefano Domenicali decidirem mesmo não renovar seu contrato, como são, hoje, as indicações.

Já Bruno Senna ganhou fôlego novo com sua melhor corrida na temporada, sétimo colocado, mas com muito bom desempenho. O piloto da Williams ultrapassou Massa e o companheiro, Pastor Maldonado, na largada, para assumir a oitava colocação, mas perdeu uma, a seguir, para Mark Webber, da Red Bull. “O pessoal da equipe ficou supercontente com a minha corrida. O Frank Williams veio me dizer estar feliz com a minha evolução.”

A Williams deslocou o ar quente gerado nas frenagens para as rodas, com maior eficiência de antes, o que melhorou muito a pilotagem do carro, explicou Bruno. “Tenho muito mais sensibilidade no volante.”

Nas férias desejo apenas uma coisa: “Descansar”. O piloto viaja ao Brasil por breve período e depois regressa a Mônaco, onde reside.