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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

POR QUE A FOTA DEVE CONTINUAR*

* Por Dieter Rencken, do AUTOSPORT.com

Que o calendário de 2012 da F1 terá 20 corridas, como foi (re)confirmado em Nova Déli, em 7 de dezembro, durante a última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA, não é novidade. Os comandantes dos direitos comerciais da categoria, liderados por Bernie Ecclestone, já haviam estipulado como ideal um calendário com 20 corridas por ano e planejavam colocar isso em prática neste ano, até que os planos foram interrompidos pela "primavera árabe".

Baseado no comunicado da FIA, o calendário poderia ser estendido a até 21 etapas, já que o informe diz simplesmente: "O calendário de 2012 da F1 foi confirmado de acordo com o que fora anteriormente publicado", sem qualquer outra referência. Visto que a FIA confirmou previamente dois diferentes calendários para 2012, um com 21 provas, em 3 de junho, e outro com 20 rodadas, em 31 de agosto, houve justificável brecha para confusões.

O Pacto de Concórdia - o documento tripartite que rege todas as diretrizes administrativas, comerciais e esportivas -, permite apenas 20 etapas por ano, mas apenas aqueles que estão no topo sabem que 20 corridas estão programadas para 2012 e ninguém mais.

De qualquer forma, o que será uma surpresa para muitos é se o campeonato for realizado conforme o número total de eventos programados, já que vários obstáculos persistem, em particular a perspectiva de paz no Bahrein e o comprometimento da Coreia do Sul com o esporte.

Além disso, Austin precisa completar seu autódromo e, embora isso não se mostre um problema, o mero fato de que a construção foi recentemente paralisada prova que o inesperado se torna esperado quando se trata das aventuras da F1 pelos lados dos Estados Unidos.

De qualquer forma, se dúvidas rondam o Circuito das Américas, pelo menos os organizadores da F1 está trabalhando arduamente nas reservas de ingressos para a rodada dupla EUA/Brasil, ao passo que se mantêm muito mais reticentes ao fazer arranjos para o Bahrein, particularmente depois do fiasco dos ingressos não reembosáveis do último ano.

A relutância em se comprometer com o evento é compreensível, mas, na mesma semana em que a FIA confirmou a realização da prova, o jornal "The Economist" escreveu: "O ódio deve crescer de novo no Bahrein, graças à resposta tépida dada pelo governo local a um relatório de uma comissão independente, que descobriu atitudes repressivas adotadas durante os protestos pró democracia ocorridos este ano. Ninguém tem cedido, mesmo com a conclusão do relatório, que aponta que práticas de tortura têm sido rotina. O rei Hamad trocou o chefe da Agência de Segurança Nacional e o transformou em seu informante pessoal. Enquanto o rei não decretar reais reformas, os protestos parecem longe de um cessar".

O príncipe herdeiro Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, o filho mais velho do rei e sucessor original, é o homem que conduziu o projeto da corrida e, por isso, é quem mais teme que, mais do que em qualquer outro evento, a prova seja alvo de protestos de grupos pró democracia.

Igualmente perturbador é o fato de que a FIA não somente colocou Sakhir como etapa de seu inaugural Mundial de Endurance - que inclui rodadas em circuitos clássicos, como Le Mans, Sebring, Spa-Francorchamps e Fuji -, mas inesperadamente também adicionou uma etapa barenita para seu Mundial de Kart sub-18. Coincidentemente, o segundo filho do rei, Sheikh Abdullah bin Hamad bin Isa Al Khalifa, é o presidente da CIK, o departamento da FIA responsável pelo kart.

Porém, qualquer confusão sobre a lógica por trás dos calendários de 2012 da FIA se torna insignificante diante das incertezas em torno do WRC e da Associação das Equipes da F1 (Fota). A intervenção administrativa na Convers Sportes Initiatives, companhia detentora dos direitos comerciais do WRC e de propriedade da North One, deve servir de lição para aqueles que defendem as divisões de propriedades comerciais impostas pela FIA sob a administração de Max Mosley.

Após a última reunião do Conselho Mundial, a FIA mencionou a questão, declarando: "A FIA está comprometida em assegurar o futuro comercial do Mundial [de Rali] e fará qualquer esforço para promover sua estabilidade. A FIA está trabalhando em um plano imadiato para garantir que os elementos fundamentais esportivo e de segurança estejam em ordem para o começo da temporada 2012".

O maior problema da FIA é que, após mais de uma década derrubando acordos para vencer os direitos internacionais do automobilismo - sendo o maior acordo firmado entre a FIA e Ecclestone, amigo pessoal de Mosley por mais de 20 anos -, Mosley solicitou a aprovação dos acordos junto à Comissão da União Europeia, que só foi concedida sob a ressalva de que a FIA não se envolvesse em nenhum aspecto comercial do automobilismo enquanto durassem os contratos. No caso da F1, isso representa um total de 113 anos, período em que muita coisa ruim pode acontecer, conforme exemplificado pela extinção, por exemplo, do Lehman Brothers.

Além disso, mesmo que a FIA opte por reclamar os direitos do WRC, que agora repousam nas mãos dos administradores do CSI, não há garantias de que a Comissão da UE dará permissão. Os direitos podem ser perfeitamente vendidos, sem que a FIA possa participar do processo, mesmo que tenha os recursos para isso, embora alegue que não.

A situação da Fota não é menos complexa, mas já é de longa data, até mesmo anterior à crise do Acordo de Restrição de Gastos, que explodiu na Coreia.

Simplificando, as grandes equipes alegam que têm de fazer muitas concessões, enquanto as independentes acreditam que a Fota está a serviço das escuderias principais. Provavelmente, a melhor comparação seria com as Nações Unidas: cada estado associado tem direito a um voto, enquanto alguns conselheiros têm direito a veto, o que permite os países do G8 a imporem seus interesses de acordo com suas cartilhas individuais.

Que Red Bull e Ferrari tenham preferido anunciar o desligamento quase após a última corrida do ano, não é surpresa, pois ambas ameaçavam fazê-lo há tempos.

"O que temos dito sobre o Acordo de Restrição de Gastos é que ou tomamos alguma direção, ou reconhecemos que há um elemento de desconfiança entre os times, o que não é bom. Portanto, aquilo que estamos discutindo [na Coreia] será adiado para Abu Dhabi [onde nenhuma reunião ocorreu de fato] para garantir que uma solução final seja encontrada", o chefe da Ferrari, Stefano Domenicalli, declarou em meados de outubro.
"No topo disso tudo, o que dissemos é que, se essa desconfiança norteia as atividades da Fota, para que ela serve? Sabemos porque a Fota começou e agora precisamos saber se ela ainda é necessária. Quais são os objetivos para o futuro da Fota, se é que há um futuro para ela?", criticou.

Praticamente na mesma semana, o dirigente da Red Bull, Christian Horner, respondeu com questões diretas. "Inevitavelmente, tem havido mais especulações sobre nosso time do que en outros. Inevitavelmente, junto com a performance, vem a paranoia. A Red Bull é a favor do Acordo de Restrição, mas de uma forma que ele seja claro, tangível, policiável e englobe tudo o que é a F1, não somente alguns elementos dela".

O último comentário de Horner se referia especificamente ao fato de que a produção de motores estava excluída das restrições do acordo. Ele acreditava que Ferrari e Mercedes teriam vantagens em cima de equipes clientes, como a própria Red Bull, que compra propulsores da Renault.

No Brasil, Horner foi além, sugerindo que o Acordo de Restrição de Gastos fosse retirado do controle da Fota. "Eu acho que o que não está muito claro é como chegar a um modelo de acordo que seja bom para todos, visto que alguns times são diferentes. Eu acho que a chave para isso é que o tratamento e a transparência disso sejam consistentes e óbvios e extrapolem os limites do chassi e encorporem os motores também. Você não pode segregar, tem que olhar para o pacote como um todo".

"Espero que as discussões de antes do fim do ano levem a alguma solução, mas acho que, inevitavelmente, vamos estar mais sob os holofotes porque, conforme eu disse antes, talvez se não tivéssemos tido tanto sucesso este ano, nada disso seria tão pertinente, mas é assim que o mundo funciona. Mas, do ponto de vista de uma Red Bull, estamos dispostos a achar uma solução e espero que alguma seja encontrada até o fim de 2011".

Obviamente, nenhuma foi encontrada e a ironia é que, apesar de Red Bull e Ferrari terem anunciado a saída quase de forma conjunta, ambas tinham razões diametralmente opostas: uma sentia que a Fota falhou em policiar o acordo, enquanto a outra acredita fervorosamente que a proposta deve ser alterada para eliminar qualquer necessidade de fiscalização. Uma ironia ainda maior é que o Acordo de Restrição de Gastos surgiu justamente para proteger equipes como Red Bull e Ferrari da queda de braço que era a F1 na época de Honda, Toyota e BMW, todas essas já fora da categoria.

Com todo o crédito que o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, tem na função de líder da Fota, ele tentou difundir a entidade ao longo do ano, mas o fato é que a adesão à associação é voluntária, conforme provou a Hispania, quando saiu dela no início de 2010. Agora, duas das principais equipes do grid decidiram se desligar da instituição que elas próprias ajudaram a fundar, em 2008.

Há aqueles que acreditam que os anúncios das duas escuderias - que ganharam a companhia da Sauber, que também tomou decisão similar, aparentemente seguindo a Ferrari - vai beneficiar Ecclestone em sua capacidade de diretor geral da F1 quando as negociações sobre a renovação do Pacto de Concórdia recomeçarem. Isso está previsto para acontecer a partir de 1º de janeiro de 2012, um ano antes da expiração do atual acordo.

O Pacto de Concórdia permite que os detentores direitos comerciais façam ofertas individuais a cada equipe por sua participação na categoria a partir de 2013 já no ano que vem. Portanto, mais uma vez a questão se concentra nas mãos de Ecclestone. E ele sabe o quão desgastante foi a última rodada de negociações, quando foi forçado a reconhecer e legitimidade da Fota, que, por sua vez, conseguiu dobrar a participação das equipes nos lucros comerciais da categoria para 50% do total.

Dessa vez, a expectativa era de que a Fota tentasse alavancar o percentual a 75% ou até 80%. Porém, se Bernie puder fazer acordos individuais com Red Bull, Ferrari e Sauber, ele irá quebrar os propósitos da Fota, já que é uma verdade dizer que quem controla a Ferrari controla a F1. Dito isto, a Fota deve se reinventar como uma organização cooperativa contra os mandatários para garantir melhores acordos aos times independentes.

Aliado a tudo isso, os quatro rebeldes (incluindo a Hispania) devem retornar à entidade, reforçando seus pontos de vista, para que todos entrem em um consenso de que a Fota é a única defesa para que não sejam esmagados, tanto pelos detentores dos direitos comerciais, de um lado, quanto pelos administradores da categoria, do outro. Desde que Mosley saiu, a FIA parece ter adotado uma postura mais amena, mas, ao mesmo tempo, os donos dos direitos comerciais não se tornaram mais aprazíveis.

Independente do que venha a acontecer, as equipes pareciam bem unidas na oposição à realização do GP do Bahrein, há menos de um ano atrás. Quem pode dizer que elas não vão provar isso novamente?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

FOTO DO DIA: GP DA CHINA

terça-feira, 15 de setembro de 2009

REFLEXÕES SOBRE AS NOVAS EQUIPES

Hoje foi anunciada a volta da Lotus a F-1, preenchendo a 13º vaga disponível. Porém, logo em seguida a BMW falou que vendeu a sua equipe e que também estaria apta a participar.

Teríamos portanto, 28 carros. Onde, nos atuais circuitos do mundo, cabem, no máximo 24.

Isso nos gera algumas reflexões.

Se Max Mosley pediria a autorização para mais uma equipe, teríamos novamente a pré-qualificação? E das equipes que ficarem e fora, serão "recompensadas"?

Outra coisa, cada vez mais, fica claro que uma das grandes montadoras sairá da F-1? Renault? Toyota?

Será que é viável montar, do zero, uma equipe de F-1, em apenas 6 meses?

Todas estas dúvidas, me faz ficar incrédulo com todos estes festejos. Para mim, no ano que vem nada muda. No máximo sairá algumas montadoras (Toyota e Renault) e entrará apenas dois dos novatos. E, pelos boatos diários, estes novatos devem ser a Campos e Manor.

Para o mercado de pilotos, poucas novas vagas abrirão, caberá à aqueles que lá estão, conseguir, na dança de cadeiras, um lugar melhor ao sol.

Muitas dúvidas ainda pairam no ar, mas no fundo, continuaremos a torcer, seja pela TV ou em Interlagos, ou lamentar tamanho desperdício.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?

Dada as declarações e os vídeos apresentados. Vamos analisar atentamente a tal denúncia da "batida" proposital de Nelson Piquet no GP de Cingapura, a mando de Flávio Briatore.

Segundo Luiz Fernando Ramos, "ninguém confirma, mas não há muitas dúvidas que a denúncia partiu da parte do ex-piloto". E ao enfrentar Briatore existem duas possibilidades:

a) Ele nunca mais voltar para a categoria

b) Briatore ter que responder à FIA

Sobre nunca mais correr na categoria, possivelmente isso é improvável, dado a quantidade de novas equipes que debutam o ano que vem. Porém fica a dúvida, será que alguma equipe contrataria alguém que gerou tantos problemas, mas que é relativamente bom?

Agora, a hipótese b é a que, no momento, mais me chama a atenção. Se analisarmos bem, Ron Dennis e Flávio Briatore eram os grandes desafetos de Max Mosley. Desta forma, com a investigação presente, abre-se mais um pressuposto para o italiano deixar a categoria e, possivelmente, a paz reinar novamente.

Uma vez que, usando as palavras do Duff, Montezemolo só encrenca se algo 'prejudicar' a Ferrari, e, em um cenário político, digamos que Briatore é oposição e Montezemolo é PMDB.

Para bom entendedor, meia palavra basta.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

SAI UMA EQUIPE ENTRAM DUAS NOVAS?*

* Por Victor Martins

O GrandPrix, conceituado site de automobilismo inglês, soltou uma notícia hoje que é de deixar com o inseto sifonáptero e suctório, áptero e de corpo comprimido, com pernas muito desenvolvidas, apropriadas para o salto, e que se alimenta de sangue quente dos vertebrados atrás da concha auditiva situada na parte lateral da cabeça. A FIA estaria para anunciar a entrada de dois novos times para 2010, que tendem a ser a Prodrive e a Epsilon Euskadi.

O grid para o ano que vem já está composto por 12 vagas, descartando a BMW. O máximo, de acordo com o regulamento esportivo divulgado ontem pela própria entidade, é de 13. Diz o GrandPrix que tanto a equipe de David Richards quanto a espanhola do nome complicado têm grana suficiente para correr na F1 e que só esperam a confirmação de que vão correr para dar início aos trabalhos, até comparando a situação à “do ovo e da galinha”.

A notícia do site inglês só faz uma ressalva final à BMW, que deve usar sua fábrica em Hinwil para o desenvolvimento de seus carros “amigáveis”. Mas camufla algo, certamente.

Porque, em se confirmando a entrada das duas, significa que uma equipe das que estão garantidas cai fora.

E pode reacender toda aquela questão de que ou Renault ou Toyota pensa em tirar o time de campo. Na verdade, a base seria, assim, repassada a ou Prodrive ou Euskadi, algo que seria permitido nas linhas obscuras do Pacto da Concórdia recém-assinado. Ainda se fala nas rodinhas de F1 que a continuação da Renault é firme como prego na areia.

A ver.

POLE, ENFIM, COM O MAIS RÁPIDO!

Essa é a grande notícia dada pela FIA ontem, na divulgação das regras para a temporada 2010.

Com o fim do reabastecimento na F-1, não haveria lógica manter o sistema atual. Agora, mesmo divididos em três partes, o mais rápido largará na pole.

Isso desfaz, algumas injustiças que permearam a vida de alguns pilotos em detrimento a tal estratégia de corrida.

O piloto, agora, terá que correr pensando no carro e na gasolina. Tendo que economizar em algumas corridas para chegar ao final.

Essa situação me lembra uma frase do Senna, em 1986, que dizia que em determinadas pistas como Imola, corria-se sabendo que não teria combustível para se chegar no final e durante a corrida, era, literalmente no pé, que controlava todas as ações.

Boas notícias, enfim, vindas da FIA e da FOTA.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

F1: E O CALENDÁRIO 2010?

Uma vez que foi assinado o pacto de concórdia e, espero, ficaremos livres da discussão de egos que ocorreu nos últimos meses até 2012, fica a pergunta, onde e de que forma os carros da F-1 correrão em 2010?

Montreal e França desejam voltar, Spa, Hockenhein, Nurburgring podem revezar. Ninguém sabe como ficará o GP da Inglaterra. Suzuka entra de vez no lugar de Fugi. Interlagos estará presente.

Partindo deste pressuposto, considerando as pistas atuais, montaria o seguinte calendário:

Austrália
Malásia
China
Bahrein
Cingapura
Abu Dhabi
Turquia
Espanha (Barcelona)
Mônaco
França (Paul Ricard)
Inglaterra (Silverstone)
Alemanha (Nurburgring)
Hungria
Europa (Valência)
Itália (Monza)
Bélgica (Spa)
Canada
Brasil (Interlagos)
Japão (Suzuka)

E você, com as pistas atuais, como montaria o calendario 2010 da F-1?

sábado, 1 de agosto de 2009

ASSINADO O PACTO DE CONCÓRDIA!

Aleluia! Depois de meses de muitas discussões e brigas políticas com as equipes da F1, a FIA anunciou neste sábado (1º) a assinatura do novo Pacto da Concórdia, com validade até 31 de dezembro de 2012. O acordo, que define as formas de execução da F1 e a distribuição de renda, passará a valer a partir da próxima temporada.

A próxima discussão, agora, é saber quais equipes estarão no campeonato do ano que vem. Quem será que comprará a BMW? Quem serão os pilotos?

Assunto é o que não irá faltar nestas férias...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

FIA X FOTA: A F-1 PERDE PÚBLICO

Segundo o site Grande Prêmio, a briga política entre a FIA e Fota (Associação de Equipes da F1) causou uma pequena queda no interesse do público na F1. Em uma pesquisa divulgada pela emissora de TV alemã RTL, 18,9% dos ouvidos disseram que perderam vontade de acompanhar a categoria por causa do imbróglio entre Max Mosley e os times.

Ainda assim, a F1 segue com espectadores fiéis. Cerca de 73% das pessoas que participaram da enquete falaram que seu interesse no esporte continua o mesmo, apesar de todas as confusões que aconteceram neste ano.

Será que nem assim percebem que estão levando a F-1 para o buraco?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

MOSLEY CONFIRMA SUA SAÍDA!

E a mais longa (e chata) novela da F-1 está chegando ao fim (se o jogo de egos permitir).

Segundo o site Tazio, Max Mosley, para "felicidade" das equipes da F-1, decidiu não mais concorrer à presidência da FIA no final do ano.

Segundo o dirigente, o bom trabalho realizado na F-1 _com o novo Pacto de Concórdia prestes a ser aprovado_ o dá certa tranquilidade para manter a decisão original de deixar o posto de presidente.

A decisão de deixar a FIA estava consolidada nos últimos meses, mas a briga com a Fota (Associação das Equipes de F-1) nos últimos meses fez o inglês afirmar publicamente que se candidataria à reeleição.

"Sinto que preciso trabalhar menos, pois farei 70 no próximo ano. Por isso, agradeço pelas cartas, e-mails e mensagens, mas decidi reconfirmar minha decisão: não serei candidato em outubro", finalizou Mosley.

Enfim, já vai tarde (se realmente for).

sexta-feira, 3 de julho de 2009

MANOR - O INÍCIO DE MAIS UMA POLÊMICA?

Matéria publicada no jornal inglês "The Guardian" nessa sexta-feira (03/julho) informa que Alan Donelly, representante da FIA, teria acertado um contrato entre a Virgin (atual patrocinadora da Brawn GP) e a novata equipe Manor, porém esse compromisso foi firmado antes mesmo da federação anunciar as equipes que disputariam o Mundial de F1 2010.

"A Virgin assinou os papéis para ser parceira de investimentos, com cerca de 20% do controle do time. Vou estar na Arábia Saudita, e estou ansioso por encontrá-lo na nossa reunião agendada com a Manor e a Virgin. Entretanto, se você quiser me encontrar antes em uma reunião privada no domingo, favor me avisar", disse Donnelly através de um e-mail enviado no final de maio à família real da Arábia Saudita, com quem também buscava apoio financeiro para a nova equipe.

A Prodrive, uma das equipes que buscava a participação no próximo campeonato e que acabou não sendo escolhida já se manifestou sobre esse possível jogo de cartas marcadas: "Nós nos baseamos no princípio de que todos os concorrentes estavam no mesmo nível, com os melhores projetos escolhidos. Perdemos muito tempo e dinheiro com isso."


Realmente, ninguém esperava a escolha da equipe Manor, que nem foi cogitada como uma das equipes pré-inscritas. Mas tudo que envolve a atual administração da FIA, não me surpreende mais. Muita coisa fede no reino de Max Mosley.

E só pra não perder o costume: M.M.M...M.M!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MMM...MM

E os mais intimos desejos expressados pelos MMM...MM foram traduzidos em música:



Perfeito!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FIA X FOTA: BANDEIRA BRANCA

Times da F-1 chegam a acordo com a FIA e desistem de criar campeonato paralelo.
Presidente Max Mosley desiste da reeleição em outubro e acalma as equipes ao propor uma redução de custos mais suave, em dois anos.


Uma semana após o racha, veio o remendo. As equipes da Fórmula 1 chegaram a um acordo com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta quarta-feira, em Paris, e desistiram de criar uma categoria paralela em 2010. A novidade responsável pela paz foi a decisão do presidente da FIA, Max Mosley, de não concorrer à reeleição no pleito de outubro.

- Não vou concorrer à reeleição. Agora temos paz – declarou Mosley nesta quinta-feira.

O conflito terminou na manhã desta quarta (à tarde na França), durante a reunião do Conselho Mundial de Esporte a Motor da FIA. O encontro foi marcado para evitar a criação de uma categoria paralela por parte das escuderias, e o objetivo foi cumprido. Além da desistência de Mosley na próxima eleição, a FIA também cedeu na redução dos custos e propôs um reajuste mais suave, ao longo de dois anos.

- Não haverá separação; acontecerá um campeonato único em 2010. Chegamos a um acordo sobre a redução dos custos. O objetivo é chegar ao nível dos gastos do começo da década de 90 em dois anos – afirmou Mosley, ao deixar a sede da FIA.

Ainda nesta quarta-feira, a FIA deve anunciar a lista oficial com as equipes que vão disputar o campeonato de 2010. Com a paz selada, a próxima temporada terá Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR, que tinham ameaçada na última quinta-feira criar uma categoria paralela.

O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, ficou aliviado após o encontro desta quarta. - Estou muito feliz por ver que o bom senso prevaleceu – disse.

fonte: globoesporte.com

NB: Igor, Fernanda e demais, agora não precisam mais vender seus ingressos, parece que tudo voltou ao que estava programado pra acontecer mesmo.
Mas...até quando?
Juro que eu tava muito afim de assistir outra categoria, só pra mudar um pouco o cenário do automobilismo mundial e ver a cara do maldito velho decrépto nazista se enfunhanhando.
Só posso dizer uma coisa dessa papagaiada toda até agora: M.M.M.......M.M.!!!

terça-feira, 23 de junho de 2009

FALE (MAS MORRA) MAX MOSLEY

E com vocês, a entrevista exclusiva que Max Mosley concedeu à reporter Mariana Becker da TV Globo durante o último final de semana em Silverstone:

Calmo, ao ouvir (ler) as palavras do velhinho temos a impressão que não há problema algum, que tudo será resolvido pacificamente e que ele não quer continuar tendo o poder máximo da FIA. Nem parece ser o tirano que está querendo sepultar a F1.

CHICOTADA NELE...
M.M.M... M.M!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

COLUNA DO ROQUE: ESTAREMOS NO PENÚLTIMO CAPÍTULO?

A F-1 acabou! Esta foi a frase mais ouvida nos últimos dias diante da divulgação do racha entre equipes e FIA.

Diante deste quadro, uma incerteza tomou conta de cada um dos pilotos, chefes de equipes, presidentes de confederações e...torcedores.

Pera ai, os torcedores também ficaram preocupados?

Sim. Os torcedores são a alma da F-1. Diferentemente do Futebol onde as rixas terminam em briga, os torcedores de corridas em geral só pensam em se divertir, de preferencia levantando a sua bandeira, torcendo para seu ídolo ou o piloto local. São eles que fazem um GP ficar inesquecível.

De tantas histórias vividas em Interlagos, como não se lembrar da torcida incessante para que Alonso ganhasse de Hamilton ou ainda que Rubinho marcasse um ponto naquele fatídico ano de 2007? Ou ainda, como não se lembrar de toda torcida pró-Massa, as faixas de provocação. os chamados de chuva e o choro contido ou incontido no final do GP Brasil de 2008?

Episódios assim nos faz refletir o quanto o público em geral faz bem pro automobilismo. São eles que atraem, são eles que divulgam, são eles os animadores da festa toda.

Mas agora tudo tende a se findar. E desta festa toda, sobram os palhaços, aqueles que geralmente são os marginalizados nesta história toda: o público.

Dessa discussão toda, que sem dúvida terminará na paz entre equipes e FIA, bem que poderiam repensar em mais um ponto: como tratar dignamente o público em todos os sentidos. Das transmissões, da divulgação de imagens, do acesso do público aos pilotos (muitos heróis de uma nação) e principalmente nas facilidades dentro dos autódromos, que incluem bebidas de qualidade (geladas), acessos e comidas a preços razoáveis.

A única certeza disso tudo é que, independente das disputas relacionais entre FIA e FOTA, um pessoal louco e apaixonado estará presente nas corridas, a galera da GGOO!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

FRASE DO DIA

“A F1 morreu. Será uma categoria com motor padrão, equipes pequenas e pilotos desconhecidos. Esta não é a F1 que as pessoas querem”.

Fernando Alonso

quinta-feira, 18 de junho de 2009

AGORA FOI: EQUIPES ROMPEM COM A F-1


Sem acordo com a FIA, equipes rompem com a F-1 e lançam categoria paralela.
Ferrari e McLaren estão entre os oito times que decidiram, em reunião nesta quinta-feira, não continuar no campeonato na próxima temporada.

A crise na Fórmula 1 atingiu o status de racha nesta quinta-feira. Diante do impasse com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre o teto orçamentário para a próxima temporada, a Associação das Equipes (Fota) rompeu com F-1 e anunciou que vai organizar uma categoria paralela em 2010. Após uma reunião de uma hora na fábrica da Renault, na cidade inglesa de Enstone, os oito times da Fota - Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR - confirmaram que não houve acordo com a FIA.

- As equipes não podem continuar a arriscar os valores fundamentais do esporte e se negaram a alterar suas inscrições condicionais para a temporada de 2010. Os times não têm alternativa a não ser se preparar para um novo campeonato, que reflita os valores de seus participantes e parceiros. Esta categoria terá um governo transparente, um regulamento, além de encorajar novas inscrições e ouvir os anseios dos fãs, oferecendo ingressos mais baratos. Os melhores pilotos, estrelas, marcas, patrocinadores e promotores historicamente associadas com o mais alto nível do automobilismo estarão na nova categoria – disse um porta-voz da Fota.


As equipes da Fórmula 1 tinham até a noite desta sexta-feira para retirar as condições impostas nas inscrições provisórias feitas no início deste mês, sob o risco de ficar fora da F-1 em 2010. Max Mosley, presidente da FIA, escreveu uma carta aos times na quarta-feira, na qual fazia algumas concessões, mas deixava claro que o teto orçamentário não seria abandonado. Além disso, o dirigente pediu para que as equipes se inscrevessem e se comprometeu a mudar o regulamento, fechando um novo Pacto da Concórdia, documento que rege as relações esportivas e comerciais na F-1. Após receberem a carta de Max Mosley, as equipes decidiram se reunir na fábrica da Renault para discutir novas medidas e chegaram à conclusão de que não poderia haver um acordo com a FIA. A inclusão da Ferrari, da RBR e da STR na nova categoria deve gerar mais polêmica, já que a FIA alega que as três ainda tem contrato com a atual categoria.

fonte: globoesporte.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

EXCLUSIVO: FOTA x FIA - Hamilton testa modelo 2010 da Mclaren para nova categoria

AS ESCOLHIDAS DE MAX

Ferrari

Toro Rosso - motor a definir

Red Bull - motor a definir

Williams Toyota

Force India Mercedes

Campos Cosworth

Manor Cosworth

Team US F1 Cosworth

McLaren Mercedes*

BMW Sauber*

Renault*

Toyota*

Brawn - motor a definir*

* participação pendente de confirmação


Campos? Manor? USF1...Vamos nos acostumando!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BASTA!

Até o dia 12, me recuso a falar sobre as decisões políticas da FIA.

Infelizmente esse fato desmotiva tudo e todos. Não há mais assunto, só a mesma ladainha.

E disso chego a uma conclusão, a F-1 precisa se reinventar no discurso e nas atitudes.

Basta de mesquinharia, basta de briguinhas políticas. Basta de tudo!

Quando esse assunto passar, comento as decisões.