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domingo, 17 de abril de 2016

GGOO BOLÃO F1 2016: RESULTADOS DO GP CHINA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - ROSBERG
Posição no Grid Aleatória (04º) - VETTEL
Volta mais rápida na corrida - HULKENBERG
01º colocado na corrida - ROSBERG
02º colocado na corrida - VETTEL
03º colocado na corrida - KVYAT
04º colocado na corrida - RICCIARDO
05º colocado na corrida - RAIKKONEN
06º colocado na corrida - MASSA
07º colocado na corrida - HAMILTON
08º colocado na corrida - VERSTAPPEN
09º colocado na corrida - SAINZ
10º colocado na corrida - BOTTAS

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
+63 pontos - DIMAS CARVALHO
+60 pontos - MILTON NEVES
+59 pontos - DÉBORA LONGEN | RODRIGO PIOIO | GUSTAVO LUZÓRIO
+55 pontos - MARCELO PAZETTO | VICTOR GUIMARÃES | BRUNA
+51 pontos - DOUGLAS VIANNA | SEVERIEN | A. ROQUE | VALMIR BEZERRA | DR. ROQUE | LUIS CARLOS ZUIM | NELSON MARCHESIN JR.
+50 pontos - SANDRA BARROS | RODRIGO CABRAL
+46 pontos - NATÁLIA WENDY | SANDRA TARALLO
+45 pontos - FILIPE NUVENZINHA | THIAGO JONES | JIMMY
+40 pontos - JOÃO GUILHERME
+37 pontos - ELMER SANTANA
+35 pontos - MARCELÃO
+33 pontos - ANDRÉ PEREIRA | EDUARDO CORRÊA | MAURO EUGENIO | JOPA | IGOR DPN | ANDRÉ ROQUE | GILDO A. | FELIPE AZEVEDO | FABRICIO DUTRA | RICARDO
+25 pontos - CÁSSIO EDUARDO
+23 pontos - RUDSON
+22 pontos - GUILHERME ICEMAN
+21 pontos - ANDRÉ DE ITU
+13 pontos - ALLAN ALENCAR
+08 pontos - SERGIO ARRUDA
+04 pontos - S
+02 pontos - ARTUR ALVES
+00 pontos - ARTHUR A&B | SAMUEL CORREIA | ADEMIR RIBEIRO
-10 pontos - MILTON JUNIOR | MARCOS | WESLEY | SÂNDERSON VEIGA

CLASSIFICAÇÃO GERAL:
Apoio: UniCar Auto Mecânica e Elétrica - 11-3864-1159

segunda-feira, 13 de abril de 2015

GGOO BOLÃO F1 2015: RESULTADOS DO GP CHINA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - HAMILTON
Posição no Grid Aleatória (16º) - HULKENBERG
Volta mais rápida na corrida - HAMILTON
01º colocado na corrida - HAMILTON
02º colocado na corrida - ROSBERG
03º colocado na corrida - VETTEL
04º colocado na corrida - RAIKKONEN
05º colocado na corrida - MASSA
06º colocado na corrida - BOTTAS
07º colocado na corrida - GROSJEAN
08º colocado na corrida - NASR
09º colocado na corrida - RICCIARDO
10º colocado na corrida - ERICSSON

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
+104 pontos - JOPA
+99 pontos - ANDRÉ DE ITU
+96 pontos - ANDERSON MEYER | DIMAS CARVALHO | RODRIGO PIOIO
+94 pontos - SERGIO ARRUDA
+88 pontos - BUCÉFALO
+87 pontos - RUDSON | ARTHUR A&B
+86 pontos - SEVERIEN | THIAGO JONES | GILDO A.
+84 pontos - ANDRÉ PEREIRA
+82 pontos - FABRICIO | DR. ROQUE
+79 pontos - ANDRÉ ROQUE
+78 pontos - VALMIR ALVES | JOÃO GUILHERME
+76 pontos - FABRICIO DUTRA
+74 pontos - IGOR DPN | RODRIGO CABRAL | RICARDO
+72 pontos - CASSIO EDUARDO
+71 pontos - DÉBORA LONGEN | GUSTAVO LUZÓRIO
+66 pontos - ALLAN ALENCAR | JOÃO FELICIANO
+63 pontos - ADEMIR RIBEIRO | MILTON NEVES
+57 pontos - A. ROQUE | LUIS CARLOS ZUIM
+54 pontos - EDUARDO CORREA
+53 pontos - NATÁLIA WENDY
+51 pontos - GUILHERME ICEMAN
+49 pontos - MURILO MOURA
+45 pontos - MILTON JUNIOR | SANDRA BARROS
+41 pontos - NELSON MARCHESIN JR. | SANDRA TARALLO
+40 pontos - SÂNDERSON VEIGA
+34 pontos - S
-10 pontos - MARCELÃO | DOUGLAS VIANNA | HEVERTON RUMMENIG | STIK | MARCOS | FABIO MAROTTI | MAU SALAMON | DUH TIFOSI | ARTUR ALVES

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

quarta-feira, 23 de abril de 2014

LOS MINI DRIVERS: GP China 2014

A birra de Vettel e o (quase) pódio da Red Bull*

* Por Julianne Cerasoli


Daniel Ricciardo cruzou a linha de chegada no GP da China a 1s2 de Fernando Alonso e do que seria um pódio – desta vez, de “verdade”. No meio da prova, os números mostram que o australiano perdeu cerca de 3s atrás do companheiro Sebastian Vettel, cuja primeira reação ao ouvir o pedido da Red Bull para abrir, pois Ricciardo estava mais rápido, respondeu “azar dele”. Teria isso custado o terceiro posto para a equipe?

Vamos às circunstâncias. Primeiro, a ordem da Red Bull, acertada para maximizar o resultado da equipe. De fato, Ricciardo, com pneus três voltas mais novos e uma conservação melhor por todo o final de semana, estava vindo 0s9 mais rápido que Vettel nas voltas anteriores à ordem e viu o ritmo despencar em 1s/volta nos três giros em que ficou preso. Tão logo passou o companheiro, voltou à casa dos 1min43, enquanto os tempos de Vettel despencaram para 1min45. A briga, portanto, foi ruim para ambos.

No stint final, quando Ricciardo se aproximou de Alonso, o espanhol tinha pneus quatro voltas mais velhos e um ataque seria plausível caso o australiano estivesse mais próximo. Mas também temos de levar em conta o fator Alonso: em determinado momento, parecia que Ricciardo vinha mais inteiro, mas o espanhol começou a reagir, sinalizando que havia economizado equipamento prevendo um ataque. Tirando uma volta em que Ricciardo tirou 0s8, quando Alonso fritou os pneus atrás de um retardatário, o bicampeão sempre parecia ter uma resposta para as tentativas de aproximação. Apenas na última volta, a Ferrari diminuiu o ritmo e eles cruzaram a linha de chegada mais próximos.

Dois fatores nos fazem acreditar que, mesmo que Vettel não tivesse atrasado Ricciardo, o australiano poderia chegar mais perto, mas não na frente de Alonso: a diferença de velocidade de reta entre os carros e o fato da prova ter, efetivamente, terminado na volta 54, quando a diferença entre os dois era de 3s5. Aliás, imagine as teorias da conspiração caso Ricciardo tivesse passado Alonso na última volta e o resultado fosse alterado por um erro na bandeirada?

O undercut e o offset

Se o GP do Bahrein foi marcado pela força do undercut, a tática inversa funcionou bem na China. O chamado offset, ou a aposta de esticar ao máximo um stint para estar com pneus mais novos no final foi eficiente para ajudar Nico Rosberg no tráfego – mas tem suas contra-indicaçõs.

No primeiro stint, Rosberg usou o undercut para superar Ricciardo. Passou Vettel no meio da prova e depois foi à caça de Alonso. Como o espanhol fez sua última parada cedo, a opção da Mercedes foi não responder imediatamente, deixá-lo ganhar a vantagem do undercut, e parar Nico só quatro voltas depois. Não demorou 5 giros para o alemão recortar a diferença e passar. Inteligentemente, Alonso não brigou pois sabia que não teria chances – e que sua luta era com Ricciardo. Apesar do offset ser uma opção, ele depende da velocidade de reta porque é preciso passar na pista. A Red Bull usou o mesmo expediente com Ricciardo mas, como vimos, ele não chegou perto o suficiente de Alonso para comprovar se a tática funcionaria em seu caso.

O undercut ainda esteve presente e foi importante, por exemplo, para Hulkenberg chegar na frente de Bottas. O alemão era pressionado pelo finlandês antes da primeira parada, mas antecipou seu pit stop e ganhou 2/3s de vantagem que permaneceriam estáveis até o final. Alonso também usou do mesmo expediente para passar Vettel após o primeiro stint.

China: Motivos para acabar antes do previsto*

* Por Ron Groo

-Calalio! – bocejou o chinês incumbido de agitar a quadriculada ao fim da corrida.
Quase uma hora de prova disputada e nada empolgava.
Tinha até vibrado um pouquinho com a largada de Felipe Massa, mas após o toque com o safado do Alonso nada mais aconteceu na prova.
Pegou então seu celular e liga para Charlie Whiting, diretor da prova.

-Alô, senhor Charlie?
-Sim... Quem é?
-É o Piong...
-Quem catzo é Piong?
-Piong Lee Chong, o cala que vai dar a bandeilada no final.
-Ah sim! No que posso ajudá-lo?
-O senhor pode mandar outla pessoa pla ficar no meu lugar?
-Como assim?
-Pede pla outlo vir aqui e dar a bandeilada.
-Pensei que tivesse achado isto uma honra.
-E achei, mas já estou aqui a quase duas holas e não acontece nada... Tá chato.
-Às vezes isto acontece... Veja o cara da corrida passada, ele teve mais sorte...
-Pode ser, mas aqui tá chato pla calalio e eu quelo ir embola... Chama outlo.
-Mas... Chamar quem? Isto nunca aconteceu...
-Tem semple a plimeila vez... E pode chamar qualquer chinês, não dizem que a gente é tudo igual?
-Fica ai... Só falta metade da corrida...
-Deve demolar mais quanto tempo?
-Mais uns quarenta ou cinquenta minutos.
-Muito tempo... Dá pla assistir um filme do Jackie Chan.
-Olha, fica ai... Por favor.
-Eu fico, mas quelo uma bandeja de pastel de flango, um lefligelante de dois litlos, um caixa de paçoca Amor e umas levistinhas.
-Tirando a paçoca Amor, o resto eu providencio, mas fica ai.
-Tá celto.

De fato, cinco minutos depois Piong foi atendido e recebeu o que havia pedido, com exceção das paçocas, claro.
Porém, ainda assim, acabou dando a bandeirada uma volta antes do previsto e saiu correndo para casa completamente entediado.


Perguntado depois o que havia acontecido, Piong respondeu:
-Acabalam os pastéis, acabou o lefligelante e as páginas da levista ficalam gludadas, não tinha mais nada intelessante pla fazer lá...

terça-feira, 22 de abril de 2014

GP da China*

* Por Humberto Corradi

Impressionante.

A Ferrari sem Fernando Alonso é um amontoado de peças de metal, fibra de carbono, borracha e líquidos.

Nas mãos do piloto espanhol se transforma num Fórmula 1.

Marco Mattiacci, em seu primeiro final de semana na categoria, já percebeu que precisa proteger Kimi Raikkonen.

Ele sabe que a imprensa italiana é cruel.

Lewis Hamilton se aproveitou do piso molhado do sábado para largar na ponta sem dificuldades.

Com a pista seca, bastou conduzir seu carro para a vitória.

Rosberg precisa torcer para essas chuvas abandonarem os sábados.

Pois a água ressalta as diferenças entre ele o seu companheiro.

O filho de Keke precisa ser paciente e constante para poder desfrutar das oportunidades, como na Austrália, outras brechas acontecerão.

Daniel Ricciardo é forte.

Vettel é mais.

Mas onde estará a cabeça do campeão?

Que lambança fizeram com Felipe!

Reafirmando o que comentamos um tempo atrás.

Talvez nunca saberemos os limites do bólido da Williams.

Não só pelos pilotos, mas também pelo restante da equipe.

Tem braço fazendo a diferença*

* Por Julianne Cerasoli


O GP da China foi um claro exemplo do quanto a adaptação de um piloto ao comportamento do carro tem feito diferença nesta temporada. Com menos pressão aerodinâmica, dificultando as freadas, e mais torque nas saídas de curva, tem piloto tendo mais mão de obra do que o normal para domar os carros.

De um lado, pilotos como Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Do outro, ninguém menos que os também campeões do mundo Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Enquanto os dois primeiros dizem conseguir colocar seus carros onde querem, os dois últimos não conseguem explicar por que têm sofrido tanto para impor seu estilo.

“Eu pessoalmente tive um final de semana muito bom, provavelmente no ritmo de 2012 em termos de pilotagem e de me sentir confortável com o carro”, disse Alonso, referindo-se à temporada em que esteve em estado de graça. De fato, a performance da China lembrou muito aquele piloto que levou uma Ferrari deficiente à luta pelo título até o final: arriscou na largada para se recuperar de uma classificação não tão positiva e brigou com quem podia, sem perder tempo tentando segurar Rosberg e cuidando dos pneus para acelerar na hora certa na briga com Ricciardo.

Mas quem está mesmo em estado de graça é Hamilton. Mesmo em um final de semana em que perdeu tempo por uma suspensão quebrada na sexta-feira, o inglês previu bem a evolução da pista, assim como já havia acontecido em outra prova que teve classificação com chuva, na Malásia, e venceu com muita facilidade. “Não lembro de ter tido um carro tão bom, que eu conseguisse colocar onde eu quisesse. Além disso, nunca pilotei tão bem”, acredita aquele que atualmente é vice-líder do campeonato – mas, pelo andar da carruagem, não por muito tempo.

Quem vive o outro lado da moeda não esconde a frustração. Vettel teve de admitir que não está conseguindo seguir o ritmo de Ricciardo – após mais uma vez ouvir a instrução para que deixasse o companheiro passar. “Não tive problemas, só não fui rápido o suficiente. Não estou me sentindo bem e precisamos ver o porquê”, afirmou. “Acho bom que Daniel esteja conseguindo tirar o melhor do carro, é uma boa referência para mim. Mas, no momento, a diferença entre nós é muito grande e preciso trabalhar nisso. O carro não está do jeito que eu gosto, mas claramente Daniel está mostrando que dá para tirar mais do carro do que eu estou conseguindo tirar.”

As dificuldades de Vettel levam a um cenário surpreendente na Red Bull, o mesmo que ocorre na Ferrari, com Raikkonen sofrendo para acompanhar Alonso. “O resultado do Fernando é muito encorajador e demonstra que estamos indo na direção certa, mas eu sofri. Não tinha aderência, nem nos pneus da frente, nem nos de trás. Acho que as dificuldades que encontrei aqui resultam de uma combinação de vários fatores: o meu estilo de condução, as baixas temperaturas e as características da pista”, definiu.

Isso mostra que não é apenas em relação às novas tecnologias que as equipes têm muito a descobrir acerca destes novos carros. Tem piloto bom sofrendo também. E, da mesma forma que a Mercedes aproveita para somar pontos enquanto os demais não reagem, quem se adaptou mais rapidamente vai deitando e rolando.

SHANGHAI, 2*

* Por Victor Martins


Tô cá pensando aqui com meus botões: e se Hamilton não tivesse abandonado previamente o GP da Austrália, teriam sido quatro de quatro? — sem maldade, pelamor. Seriam 100 pontos contra 72 de Rosberg? Provavelmente. O que Hamilton tá guiando neste ano é coisa de louco. Não há palavras, como diria Luciano do Valle. E pelo jeito, não há muitos estudos que guiem Rosberg, por mais inteligente e eficiente que seja. O que isso quer dizer? Sim, meus caros: só uma hecatombe tira o título de Lewis.

“Como assim, tá dizendo que Hamilton vai ser campeão depois da quarta prova do Mundial?” Então: sim. “Que abusado, que absurdo”. Então: cale-se.

Em Xangai, não deu para o cheiro – que é ruim demais, diga-se; enxofre puro. E aí você olha para o todo e vê que ninguém há de melhorar tanto assim a ponto de alcançar a Mercedes, até porque esta não vai ficar parada no desenvolvimento deste ótimo carro. Dentre os dois pilotos, é consenso geral que Hamilton é melhor e que Rosberg é mais inteligente. A pilotagem está ganhando de longe. E a hecatombe só pode ser uma sequência de abandonos de Lewis para Nico se manter na briga.

Alonso completou o pódio. Até que era esperado, pelo desempenho nos treinos. Aliás, o revezamento no terceiro lugar tem sido interessante: Button, Vettel, Pérez e o espanhol agora. Quatro equipes diferentes. Falta só a Williams ali. Que, vixe maria, tá precisando treinar um pouco mais e estudar o que é esquerda e o que é direita – em termos de pneus.

Sobre o episódio Alonso/Massa na largada, não sei bem a que conclusão chego. A primeira imagem, a geral, me pareceu que o espanhol deveria ser punido, já que essa F1 é rigorosa e opressora; da câmera on-board, não fica claro que há um movimento brusco para jogar o carro à direita. Se houve essa dúvida na cabeça dos comissários, não seria justo aplicar qualquer pena. Felipe reclamou na hora, é claro, mas tinha muito mais a reclamar da equipe depois. Também não foi aquilo que determinou seu resultado.

E Riccardinho, hein? Molecão tá dando aquele suadouro em Vettel. E quase deu em Alonso no fim da prova. Havia uma dúvida leve se a Red Bull tinha escolhido certo e se não fora injusta com Vergne. A quarta prova do ano só traz um asterisco em cima da certeza construída nas anteriores. Hülkenberg fez o que dele se esperava, Räikkönen xingou não sei quem porque foram lhe perguntar sobre motivação, Kvyat foi aos pontos de novo, e a McLaren, deusdocéu, Whitmarsh tá mandando mais lembranças.

Outra coisa: parece mesmo que o GP do Bahrein foi um ponto fora da curva e não sei o quanto a corrida ter sido excelente influi no gosto acre que gerou esta da China. A F1 vai, depois de uma pausa, a Barcelona, uma pista que não é das mais propícias a boas corridas. Se a impressão que fica é a última, o mundo volta a ser como antes: é bom não esperar nada empolgante para a abertura da temporada europeia.

Hamilton, vitória com domínio total*

* Por Fábio Seixas

Em quatro corridas, quatro vitórias de Mercedes.

Nas três últimas, três dobradinhas Hamilton-Rosberg.

A F-1 é prateada em 2014.

Em Xangai, o inglês saiu na pole e venceu de ponta a ponta. Rosberg ficou com o segundo lugar e a melhor volta.


Um final de semana irretocável para a equipe alemã.

Alonso foi o melhor do resto e completou o pódio.

Na largada, Hamilton manteve a ponta sem grandes problemas. Ricciardo foi mal e perdeu duas posições. Vettel assumiu o segundo lugar.

Massa tentou outra largada ousada, brigava pelo terceiro lugar, mas tocou em Alonso e teve de segurar o carro. Ficou em quinto.

O top 10 ao fim da primeira volta, Hamilton, Vettel, Alonso, Ricciardo, Massa, Rosberg, Hulkenberg, Grosjean, Raikkonen e Bottas.

Massa aguentou Rosberg atrás de si até a quinta volta, quando não teve jeito.

Instantes depois, a Mercedes revelou que não estava recebendo os dados de telemetria do alemão.

Não era só ele: outro alemão vivia problemas. Sutil abandonou pela terceira vez em quatro corridas nesta temporada. Desta vez, a culpa foi do motor.

Lá na frente, tudo ia bem com Hamilton. Na oitava volta, ele tinha 8s870 sobre Vettel.

Começaram então os pits entre a turma lá da frente.

E Massa viu sua corrida escorrer entre os dedos.

A Williams teve problemas para trocar sua roda traseira esquerda, provavelmente consequência do toque em Alonso na largada. O brasileiro voltou à pista em último.

Alonso parou na 12ª e ganhou a posição de Vettel, que entrou na 13ª. Rosberg fez seu pit na 14ª.

Ricciardo parou na 16ª, caindo de segundo para quinto. Hamilton entrou na volta seguinte, mantendo a liderança.

O top 10 após a primeira janela de pits, Hamilton, Alonso, Vettel, Rosberg, Ricciardo, Hulkenberg, Bottas, Raikkonen, Grosjean e Pérez.

O saldo: Alonso se deu muito bem, Massa se deu muito mal.

A corrida estava insossa, mas surgiu uma disputa animada. Rosberg chegou em Vettel na 23ª volta, ambos fizeram curva lado a lado, o tetracampeão endureceu, mas o piloto da Mercedes prevaleceu. Aplausos.

Ricciardo veio no embalo e também encostou em Vettel. Ambos fizeram duas voltas muito próximos, até que veio o rádio, na 25ª, para o alemão deixar o companheiro passar.

Quem diria...

Na primeira tentativa do australiano, Vettel jogou duro e defendeu. Logo depois, porém, não conseguiu: perdeu a quarta posição.

Logo depois, Grosjean abandonou, com problemas de câmbio.

Hamilton? Reclamava de desgaste dos pneus, mas seguia abrindo, abrindo, abrindo... Na 30ª volta, tinha 14s300 sobre Alonso, que começava a se preocupar com a aproximação de Rosberg.

Na 32ª, Hulkenberg abriu a segunda janela de pits entre a turma da ponta.

Pressionadíssimo por Rosberg, Alonso entrou na 34ª.

Vettel seguia vivendo seu inferno astral. Foi ultrapassado por um retardatário, Kobayashi! Xingou bastante e, na sequência, foi para os boxes.

Enquanto isso, Rosberg acelerava para tentar ganhar a posição de Alonso no seu segundo pit.

Não deu. O alemão entrou na 38ª e saiu atrás do espanhol. Teria de tentar no braço, nas voltas finais.

Ricciardo parou junto. Hamilton entrou na 39ª.

O top 10 no fechamento da segunda janela, Hamilton, Alonso, Rosberg, Ricciardo, Vettel, Hulkenberg, Bottas, Raikkonen, Pérez e Kvyat.

Na 42ª, Rosberg grudou em Alonso. Não demorou para passar. Na abertura da 43ª volta, já era o segundo colocado.

Dobradinha da Mercedes estabelecida, pois.

Daí pra frente, foi só levar para casa.

(Faltou emoção à prova, é verdade.)

Hamilton venceu com 18s600 de vantagem para Rosberg e 25s700 para Alonso. Completando a zona de pontuação, Ricciardo, Vettel, Hulkenberg, Bottas, Raikkonen, Pérez e Kvyat.

Massa ficou em 15º.

Com o resultado, Hamilton foi a 75 pontos e encostou em Rosberg na luta pela liderança do campeonato. O alemão agora tem 79.

O Mundial de Construtores dá uma boa dimensão do domínio da equipe alemã. Seus 154 pontos são mais do que a soma da segunda e da terceira colocadas, Red Bull e Force India: respectivamente com 57 e 54.

É muita, muita coisa.

E tudo indica que esse fosso só vai aumentar.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

GGOO BOLÃO F1 2014: RESULTADOS DO GP CHINA

RESULTADO OFICIAL DA CORRIDA:
Pole Position - HAMILTON
Posição no Grid Aleatória (04º) - ROSBERG
Volta mais rápida na corrida - ROSBERG
01º colocado na corrida - HAMILTON
02º colocado na corrida - ROSBERG
03º colocado na corrida - ALONSO
04º colocado na corrida - RICCIARDO
05º colocado na corrida - VETTEL
06º colocado na corrida - HULKENBERG
07º colocado na corrida - BOTTAS
08º colocado na corrida - RAIKKONEN
09º colocado na corrida - PEREZ
10º colocado na corrida - KVYAT

PONTUAÇÃO NO BOLÃO:
+96 pontos - SERGIO ARRUDA
+92 pontos - MILTON NEVES
+88 pontos - A. ROQUE | MILTON JUNIOR | GUSTAVO LUZÓRIO
+84 pontos - ANDRÉ DE ITU | LUIS CARLOS ZUIM
+76 pontos - LUISFH
+75 pontos - DUH TIFOSI | RICARDO
+72 pontos - FABRICIO MOURÃO
+70 pontos - ANDERSON MEYER | THIAGO JONES
+66 pontos - VINICIUS BARCELOS
+63 pontos - ANDRÉ PEREIRA
+61 pontos - NÍCOLAS 007 | DR. ROQUE
+60 pontos - RODRIGO PIOIO
+59 pontos - ARTHUR A&B | DIMAS CARVALHO | JOÃO FELICIANO | JEFF. JASPION | JOÃO GUILHERME | FABRICIO DUTRA
+53 pontos - MARCELÃO
+51 pontos - HEVERTON NIKI | ALLAN ALENCAR
+43 pontos - MARCOS | RENNER MANAUS
+41 pontos - DÉBORA LONGEN | NATÁLIA WENDY | GUILHERME ICEMAN | MAU SALAMON
+37 pontos - FABIO MAROTTI
+33 pontos - CÁSSIO EDUARDO | ANDREY NEPERIANO | RODRIGO CABRAL
+29 pontos - STIK | IGOR DPN
+28 pontos - NELSON MARCH.JR.
+24 pontos - SÂNDERSON VEIGA
+22 pontos - ALVARO WANDERLEY
+20 pontos - SANDRA BARROS
+18 pontos - LU RAIKKONZEN | JOPA
+12 pontos - ADEMIR RIBEIRO
+08 pontos - ADHEMAR NETO | MURILO MOURA
+00 pontos - ANDRÉ ROQUE
-10 pontos - FABRICIO | RUDSON | SEVERIEN | CÁSSIO LEÃO | ELMER SANTANA | OSORIO FEC | BUCÉFALO | S | FILIPE LONGEN | GILDO A. | CARLOS MONTEIRO | SANDRA TARALLO | ARTUR ALVES

CLASSIFICAÇÃO GERAL:

GRID GIRLS: WEC (GP INGLATERRA, 2014) E FORMULA 1 (GP CHINA, 2014)


Voa Lewis, voa*

* Por Luis Fernando Ramos

Lewis Hamilton pode estar quatro pontos atrás de Nico Rosberg na classificação do Mundial de Pilotos, mas aparece bem à frente do companheiro na equipe Mercedes no atual momento do campeonato. Venceu na China pela terceira vez consecutiva - e 25ª na carreira, se igualando às marcas do escocês Jim Clark e do austríaco Niki Lauda, hoje seu chefe na Mercedes. Foi um triunfo fácil demais.

- Preciso agradecer a todo o trabalho feito pelos funcionários da equipe. Espero que o pessoal da fábrica estejam curtindo isso e tenham uma boa semana. Estou muito feliz, tive uma corrida bastante prazeirosa, especialmente nas voltas finais em que eu acelerei para manter a temperatura dos pneus e o carro estava ótimo. Eu corri contra mim mesmo - afirmou Hamilton.

O final de semana em Xangai sublinhou mais uma vez que os adversários terão trabalho para descontar a vantagem atual do carro da Mercedes. Nico Rosberg, que terminou em segundo lugar, fez a melhor volta da prova com um segundo de vantagem para o carro de outra equipe com a melhor volta, a Red Bull de Daniel Ricciardo. A força do conjunto foi fundamental para o alemão não encontrar muitas dificuldades para se recuperar depois de um início ruim de corrida, quando chegou a ocupar a sétima posição.

Se a Mercedes confirmou o domínio, a Ferrari surpreendeu ao conquistar seu primeiro pódio do ano com um trabalho sólido de Fernando Alonso. O espanhol foi agressivo na primeira volta - chegou a bater rodas com Felipe Massa, num lance de corrida - e mostrou que o F14T tinha um bom ritmo de corrida na China.

- Foi uma corrida em que não corremos sozinhos, tivemos disputas e trabalhamos bem para conseguir este pódio. Espero que isso dê uma motivação extra para a equipe continuar melhorando e se sair ainda melhor nas próximas provas - pediu o espanhol.

O toque na largada acabou não tendo consequências para Massa. Sorte num lance, azar no outro: na sua primeira parada nos boxes, uma trapalhada dos mecânicos da Williams encerrou suas chances.

- O problema não teve nada a ver com o toque. Foi um erro. Inverteram os pneus traseiros e demoraram um pouco para perceber. Quando isso aconteceu, numa das rodas a porca acabou quebrando na ânsia de colocar o pneu rápido e tiveram de trocá-la. Nisso tudo, perdi mais de um minuto e minha corrida acabou ali - lamentou o brasileiro.

Já Sebastian Vettel se mostra tranquilo nas entrevistas, mesmo não vivendo um bom momento. Mas a calma não é reproduzida no calor do cockpit. No GP da China, o tetracampeão questionou uma ordem de equipe e reclamou de retardatários. O fato é que Vettel chegou atrás do companheiro Daniel Ricciardo pela segunda corrida consecutiva. Em classificações, foi superado pelo australiano por três vezes em quatro oportunidades. Pelo menos, reconheceu com sinceridade desconcertante que está atrás neste cenário surpreendente do duelo interno da Red Bull.

- Acho que é bom que Daniel consegue tirar o máximo do carro, é bom ter uma referência assim. No momento, a diferença é muito grande e preciso trabalhar nisso. Por algum motivo, o carro não está do jeito que eu quero. Mas ele está mostrando que há mais no carro do que eu estou conseguindo tirar no momento.

Sobre a ordem de equipe que pareceu ignorar, o alemão afirmou que foi apenas um problema na sua comunicação com a equipe.

- No começo eu não entendi, por isso fiquei um pouco confuso. Mas assim que me disseram que estávamos em estratégias diferentes, pois meu plano inicial era fazer três paradas, fez mais sentido. A prioridade da equipe naquele ponto era facilitar o caminho de Daniel para ele lutar com Fernando, então o pedido foi correto - assegurou.

O sempre sorridente Ricciardo afirmou que o clima interno do time não vai azedar por sua boa fase. Mas reforçou que não pretende facilitar a vida de Vettel em nenhum momento.

- Seu companheiro de equipe é sempre o primeiro com quem você se compara e tenho certeza que Seb não está feliz com seu resultado. Mas não é algo que o deixe sem falar comigo. Ele apenas vai trabalhar ainda mais forte para ver onde pode melhorar para a próxima. Eu também não vou descansar - garantiu.

CRASH: PASTOR MALDONADO (GP CHINA, 2014)


quinta-feira, 17 de abril de 2014

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA CHINA 2014 (TREINOS E CORRIDA)

Para ler, clique na imagem acima

*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
TREINO LIVRE 1 - 17/04/2014 (quinta-feira), 23:00h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 2 - 18/04/2014 (sexta-feira), 03:00h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 3 - 19/04/2014 (sábado), 00:00h (horário de Brasília)
CLASSIFICAÇÃO - 19/04/2014 (sábado), 03:00h (horário de Brasília)
CORRIDA - 20/04/2014 (domingo), 04:00h (horário de Brasília

ACOMPANHE A CRONOMETRAGEM OFICIAL, AO VIVO. CLIQUE AQUI!

Mercedes ainda mais favorita*

* Por Teo José

Neste domingo, a Fórmula 1 acelera na China. A quarta etapa do mundial terá treino de classificação às 03h00 da madruga do sábado e a prova com largada às 04h00 da manhã de domingo – tudo no horário de Brasília. Pelas características do circuito de Xangai, com duas grandes retas, uma enorme entre as curvas 13 e 14, podemos dar ainda mais favoritismo para Mercedes. Não só a equipe oficial, mas todas que utilizam o propulsor alemão. Ficarei muito surpreso se a vitória não for comemorada por Hamilton ou Rosbeg. O segundo, apesar de líder da temporada, terminou atrás do inglês nas duas ultimas provas e se acontecer de novo vai começar a ter sua auto-estima afetada. Para ele é fundamental bater Lewis. A disputa do titulo não vai sair desta dupla.

A Williams de Felipe Massa tem uma ótima oportunidade de terminar entre os cinco primeiros. Coloco Xangai, pelo que disse acima, como a pista mais favorável a ela. Vai ser bem interessante a briga interna também.

A Ferrari vai ter a primeira corrida sob nova direção. Apesar do Pat Fry, diretor técnico da equipe, afirmar que o time vai lutar para ser o segundo nesta temporada, a história não é bem assim. Luca di Montezemolo está com esperanças das coisas mudarem nas próximas quatro ou cinco etapas. Caso não se veja este panorama, aí sim vão começar a planejar 2015. Eu estou com Fry, creio que este ano já era. E neste final de semana o carro italiano vai penar mais ainda.

Apesar do domínio cristalino da Mercedes, tivemos no Bahrein uma das melhores provas dos últimos tempos com belas disputas. Espero que veja pelo menos 40% do que foi o ultimo GP. Só que pelo desenho do circuito, não estou tão otimista.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Pílulas do Dia Seguinte*

* Por Fábio Seixas


Não gosto de provas em que os pneus provocam tantas variações de estratégia. Do primeiro pit stop (Webber, na 1ª volta) ao último (Di Resta, a 3 voltas do fim), a classificação que se via na tela não correspondia à realidade. Hulkenberg liderava? Sim, mas todo mundo sabia que aquilo era irreal. Vettel em segundo? Seria por pouco tempo. Button na briga? Não, pura ilusão. Não gosto. Confunde o público. Fico imaginando uma criança começando a acompanhar a F-1, sem entender que aquele piloto na liderança não deveria estar lá e não vai estar ao fim do GP. A F-1 precisa entregar um produto mais direto e reto ao público, não um espetáculo que exija calculadora, caneta e papel. Sim, eu entendo a intenção de Ecclestone ao pedir que a Pirelli produza pneus-farofa. Mas um pneu que dura seis voltas, como aconteceu com os macios em Xangai, não aumentam em nada a emoção (porque todos os usaram por pouquíssimo tempo) e complicam um esporte já complexo por natureza;

Alonso foi cauteloso ao falar em chances de título: “Acho que é muito cedo para dizer. Precisamos esperar até as férias no verão para apontar um candidato claro”. O espanhol tem toda a razão. Ele venceu bem, teve uma pilotagem impecável no domingo, mas carro por carro hoje não há nenhum muito superior a outro;

Para Massa, seu mau desempenho na prova foi causado pelo comportamento dos pneus médios após o primeiro pit. “Após algumas voltas, comecei a ter graining nos pneus dianteiros”, disse, referindo-se àqueles macarrõezinhos que se formam na borracha. Segundo ele, isso provavelmente foi causado por uma conjunção das condições da pista com seu estilo de pilotagem. Ok, faz sentido. Mas que o timing do primeiro pit stop não ajudou, também é verdade. Só ali ele perdeu três posições na pista;

Horner, contam, ficou furioso quando repórteres sugeriram que a Red Bull trabalhou contra Webber no final de semana: “Isso é uma enorme idiotice. Esqueçam teorias da conspiração. Como sempre, tentamos levar nossos dois carros às melhores posições possíveis. Qualquer um que sugira uma conspiração contra um ou outro piloto não sabe o que está falando. Mark sabe exatamente o que aconteceu”. Ok, a fúria de Horner é compreensível. Mas ele precisa entender que, dado o histórico recente, a desconfiança também é;

Como se a vida de Webber não estivesse dura o suficiente, ele foi considerado culpado pelo toque em Vergne e perdeu três posições no grid do GP do Bahrein. Em tempo: a FIA acertou nessa, o australiano forçou mesmo a barra;

Falando em acidente, vi e revi o choque entre Pérez e Raikkonen. Considero o finlandês um dos melhores da atualidade, já escrevi isso algumas vezes. Mas, neste caso, acho que o erro foi dele, otimista demais ao colocar o bico do carro ao lado do McLaren e achar que a ultrapassagem estava feita. O mexicano não o fechou de forma agressiva, apenas manteve a trajetória normal;

Finalmente uma boa notícia no quesito pneu. A partir da Espanha, os pilotos de testes escalados para o primeiro treino livre devem ter um jogo a mais à disposição. Hoje, com a distribuição de compostos para todo o final de semana, o que acontece é que as equipes disponibilizam apenas um jogo para o primeiro treino livre. Por isso tão poucas voltas. De Barcelona pra frente, os pilotos de teste terão este jogo habitual e mais um, extra. É um incentivo para as equipes usarem a molecada e, de quebra, para aumentar o movimento na pista. Parece mentira, tão raros são os acertos.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A volta do matador*

* Por Luis Fernando Ramos



Não demorou muito para Fernando Alonso encontrar o caminho da vitória nesta Fórmula 1 em 2013, pautada sobretudo por um ritmo contido para controlar o desgaste dos pneus. Ainda que os três primeiros colocados do pódio tenha utilizado a mesma estratégia - três paradas, usando o composto macio apenas no início da corrida - o espanhol sacramentou seu triunfo em pouquíssimo tempo, superando Kimi Raikkonen na largada e Lewis Hamilton na reta dos boxes na quinta volta. Depois, abriu vantagem e controlou seu ritmo como quis. Um triunfo encorajador para deixar o espanhol otimista em relação às suas chances no campeonato. Ele ocupa agora a terceira colocação na tabela.

- Foi uma corrida perfeita, por vários fatores: o trabalho da equipe, a competitividade do carro. E tem mais por vir. Não por um mero desejo meu, mas estamos em débito com a sorte. Na Malásia eu abandonei depois que a asa dianteira entrou debaixo do meu carro depois de um toque; e hoje vimos Kimi (Raikkonen) terminar em segundo também depois de tocar outro carro com o bico. Acho que tive falta de sorte já e ela vai ser compensada ao final de dezenove corridas - avaliou.

Mas Alonso não deveria maldizer a sorte de Raikkonen na corrida de ontem. Afinal, o finlandês terminou a prova a apenas dez segundos do espanhol mesmo após colidir com a traseira do carro de Sergio Perez.

- Não dá para dizer o quanto o dano com a asa afetou minha corrida, mas o carro não foi desenhado deste jeito então certamente não ajudou. Mas confesso que fiquei surpreso o quão bom o carro esteve apesar de tantos danos ali na frente - falou o finlandês.

Lewis Hamilton chegou em terceiro lugar usando uma estratégia similar aos dois primeiros colocados e festejou o bom início de ano com a Mercedes, embora destacou que o ritmo ainda não está no mesmo nível da classificação. Sebastian Vettel quase superou Hamilton na última volta numa prova em que inverteu a estratégia ao usar o pneu macio apenas no final da corrida. Ainda líder do Mundial, o alemão despejou sua frustração com a dinâmica atual das corridas.

- Saber a atual divisão de forças no momento é uma piada, não parece muito uma corrida atualmente já que tudo depende exclusivamente dos pneus. Mas é assim que são as coisas e hoje, infelizmente, tiveram três que fizeram um trabalho melhor que o nosso.

No próximo domingo, no Bahrein, embaralham-se as cartas, os compostos e o jogo começa novamente.

GRID GIRLS: WEC (GP SILVERSTONE, 2013) E FORMULA 1 (GP CHINA, 2013)

CHINESE DEMOCRACY*


* Por Victor Martins

Foi um GP absurdamente tático, este da China, que proveu uma série de ultrapassagens, mas pouquíssimas brigas reais. A única que poderia ter acontecido de forma natural era Räikkönen-Hamilton pelo segundo lugar. Os dois andaram a corrida inteira juntos, variando aqui e ali na diferença das voltas em que pararam. Na primeira parte, Lewis andou na frente; na outra, Kimi, que conseguiu nos pits a ultrapassagem sobre o rival. Só que, apesar de ter chegado, o inglês não ameaçou o finlandês. E se a corrida tivesse mais uma voltinha, perderia o pódio para Vettel, que voava com os pneus macios postos no fim – na estratégia inversa da Red Bull; e só assim para passar.

Enquanto isso, Alonso reinava. Não teve muita dificuldade para se livrar de Hamilton depois de três voltas e poucos contos de réis. Fez uma prova à parte, tranquila e soberba, e até parecia que poderia andar mais forte. Um sintoma disso foi seu engenheiro ter pedido para que não forçasse no fim da prova quando estava andando rápido demais, que ouviu de volta: “Mas nem tô forçando”. A Ferrari tem um carro muito bem acertado para corridas. E pensando além, Vettel vai ter uma dificuldade imensa neste ano para conquistar o tetra. Os italianos acharam o caminho, a verdade, a vida.

E Alonso tem outro ponto a favor: essa Red Bull esquisita com uma guerra interna. Justamente no fim de semana em que eclodiu a animosidade explícita entre os dois pilotos, a equipe teve sua pior performance em anos. Teve de rebolar para achar um acerto minimanente decente nos treinos e, cônscia de que era uma Toro Rosso melhorada na classificação, agiu como time pequeno e pensou na corrida. Vettel mal conseguiu acompanhar o líder Hülkenberg no primeiro trecho da prova quando ambos partiram de pneus duros e dava dó – mentira – de como era ultrapassado sem piedade pelos demais no vaivém dos boxes. No fim das contas, o quarto lugar ficou de bom tamanho para manter o alemão na ponta do campeonato com 52 pontos, três à frente de Kimi – que já dá pinta de fazer uma temporada deveras constante como a de 2012.

Button foi o quinto com a McLaren que seguiu os passos da Red Bull: isto é, com ato de equipe mediana para tentar algo mais eficiente na corrida por saber que o carro não vai. E a impressão que passa é que Jenson tira mais do que pode deste limítrofe modelo, até vendo pelo que Pérez não tira. Aliás, Xangai acentuou as diferenças entre os companheiros de equipe. Webber fazia uma corrida discreta até bater bisonhamente com o primo Vergne, Rosberg não acompanhava a toada de Hamilton e logo abandonou, Grosjean e Pérez contentaram-se em brigar lá no pelotão do deusmelivre e Massa só foi bem na primeira parte, depois sumiu.

É onde esse avançado Massa precisa trabalhar melhor agora, a corrida. Na Austrália, andou na frente de Alonso, mas uma vez pra trás, empacou atrás de Sutil e Vettel. Não acompanhou em nenhum momento o ritmo de Red Bull e Mercedes na Malásia. E agora na China, estava no encalço de Alonso até a primeira parada e terminou a prova ameaçado pela Toro Rosso de Ricciardo-wow, que foi wow, mesmo. Alegou que os pneus estavam dando sinal de arrego – ora, o pneu é o mesmo para todos, e os de Alonso estavam bem, obrigado. A não ser que o acerto do carro não fosse dos melhores, o que se pode entender é que Felipe não trata os Pirelli da forma correta.

Di Resta, na dele, foi oitavo em um fim de semana ligeiramente melhor que Sutil. Grosjean completou a corrida, nada mais que isso, e Hülk, igual a Massa, caiu demais com o passar das voltas. Para quem andou tranquilamente à frente de Vettel, era possível imaginá-lo ali entre quarto ou quinto. Mas em décimo, serviu para me dar 50 lindos pontos no BRV.

Três etapas de naturezas distintas e resultados diversos. No tempo ameno da Austrália, a Lotus se deu bem sem ter o melhor carro na classificação – onde a Red Bull sobrou – e na corrida. A Ferrari foi claramente lenta na definição do grid e teve desempenho inverso na prova. Os taurinos foram discretos durante as 56 voltas em Melbourne, pouca coisa à frente da Mercedes no geral. Na quentíssima Malásia, um circuito de longas retas que requer muito do acerto do carro, a Red Bull se impôs no sábado e no domingo. Logo depois veio a Mercedes. A Lotus ficou relegada ao segundo pelotão. Quanto à Ferrari, só pelo desempenho de Massa, o negócio não foi bom, mas seria importantíssimo entender onde Alonso poderia chegar se não tivesse abandonado. E agora, na China de temperaturas acima do esperado, foi a vez da Red Bull sofrer uma queda acentuada no desempenho, perdendo terreno para Mercedes, Ferrari e Lotus em volta rápida. E Alonso mostrou que a Ferrari tem um carro absolutamente bem acertado para uma corrida, deixando os prateados e os aurinegros num mesmo patamar.

Se fosse para colocar numa ordem, seria a seguinte: em classificações, Red Bull – Mercedes – Ferrari – Lotus; em corridas, Ferrari – Red Bull – Lotus – Mercedes. Falta só a última vencer neste ano. O Bahrein tá logo aí na semana que vem.