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quinta-feira, 29 de maio de 2014
LOS MINI DRIVERS: GP Mônaco 2014
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Emoção artificial*
* Por Tatiana Cunha
Vai começar tudo de novo… Insatisfeitos com o espetáculo que a F-1 tem proporcionado ultimamente, os times agora querem fazer os carros mais “visualmente espetaculares” e querem encontrar maneiras de trazer de volta as faíscas dos anos 90 e os discos de freio que “brilham”.
As propostas vão ser discutidas na próxima reunião do Grupo Estratégico da categoria, que deve acontecer em 1º de maio, leia-se semana que vem.
Além destas ideias, o encontro servirá para analisar outras sugestões, entre elas simplificar os carros de F-1 e transformar a categoria em mais emocionante para as TVs, que cada vez mais perdem audiência, em grande parte por estarem migrando para canais pagos em tradicionais mercados, como é o caso da Inglaterra.
O ponto principal, a meu ver, a ser discutido na reunião da próxima semana é a criação de um teto de gastos para as equipes. Atualmente, por conta da grande mudança no regulamento, o dinheiro começou mais uma vez a faltar em boa parte do paddock.
Enquanto pelo menos quatro equipes (Force India, Sauber, Marussia e Caterham) estão em graves dificuldades financeiras, na outra ponta do grid os orçamentos têm crescido, bem como o número de gente trabalhando para os times _os números podem chegar a 800 funcionários e 245 milhões de euros (cerca de R$ 744 milhões) em algumas delas.
Se agora estamos vendo a Force India na terceira posição do campeonato de construtores, só três pontos atrás da Red Bull, é por conta da grande mexida no regulamento. Se a Williams está de volta ao pelotão intermediário é por conta disso também. Mas isso não vai durar muito porque a fonte vai secar. E aí alguém duvida que até o fim do ano as endinheiradas Red Bull, Ferrari e McLaren não terão encostado na Mercedes?
A verdade é uma só. O que as pessoas querem ver é disputa por posições, belas ultrapassagens, corridas como a que o Bahrein proporcionou. Se os carros vão soltar faísca, fazer mais ou menos ruído, é secundário. Se as corridas forem boas, ninguém vai nem lembrar destes detalhes.
Já basta o GP de Abu Dhabi valer o dobro de pontos…
Vai começar tudo de novo… Insatisfeitos com o espetáculo que a F-1 tem proporcionado ultimamente, os times agora querem fazer os carros mais “visualmente espetaculares” e querem encontrar maneiras de trazer de volta as faíscas dos anos 90 e os discos de freio que “brilham”.
As propostas vão ser discutidas na próxima reunião do Grupo Estratégico da categoria, que deve acontecer em 1º de maio, leia-se semana que vem.
Além destas ideias, o encontro servirá para analisar outras sugestões, entre elas simplificar os carros de F-1 e transformar a categoria em mais emocionante para as TVs, que cada vez mais perdem audiência, em grande parte por estarem migrando para canais pagos em tradicionais mercados, como é o caso da Inglaterra.
O ponto principal, a meu ver, a ser discutido na reunião da próxima semana é a criação de um teto de gastos para as equipes. Atualmente, por conta da grande mudança no regulamento, o dinheiro começou mais uma vez a faltar em boa parte do paddock.
Enquanto pelo menos quatro equipes (Force India, Sauber, Marussia e Caterham) estão em graves dificuldades financeiras, na outra ponta do grid os orçamentos têm crescido, bem como o número de gente trabalhando para os times _os números podem chegar a 800 funcionários e 245 milhões de euros (cerca de R$ 744 milhões) em algumas delas.
Se agora estamos vendo a Force India na terceira posição do campeonato de construtores, só três pontos atrás da Red Bull, é por conta da grande mexida no regulamento. Se a Williams está de volta ao pelotão intermediário é por conta disso também. Mas isso não vai durar muito porque a fonte vai secar. E aí alguém duvida que até o fim do ano as endinheiradas Red Bull, Ferrari e McLaren não terão encostado na Mercedes?
A verdade é uma só. O que as pessoas querem ver é disputa por posições, belas ultrapassagens, corridas como a que o Bahrein proporcionou. Se os carros vão soltar faísca, fazer mais ou menos ruído, é secundário. Se as corridas forem boas, ninguém vai nem lembrar destes detalhes.
Já basta o GP de Abu Dhabi valer o dobro de pontos…
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Dá para chegar?*
* Por Luis Fernando Ramos
Em quatro corridas, só deu Mercedes. Foram quatro vitórias, quatro poles, quatro voltas mais rápidas e todas as 222 voltas completadas com um de seus carros na liderança. Aos adversários, resta colocar todas as fichas nas novidades que chegam para o GP da Espanha para tentar reverter o quadro.
Mas a cada vitória conquistada por Nico Rosberg e Lewis Hamilton, vi crescer o ceticismo no paddock. A sensação é que a esperança dos adversários diminuiu à medida que o W05 demonstrava sua qualidade nos mais variados tipos de circuito. Em Xangai, Felipe Massa deixou claro que não há novidade capaz de encerrar o domínio da Mercedes.
“Todas as equipes trabalham para melhorar. Se vai mudar alguma coisa daqui para frente eu não sei. O que eu acho é que a Mercedes vai continuar na frente. Porque eles também vão melhorar o carro. E o carro deles está numa categoria diferente de todos os outros”, avaliou o brasileiro.
As duas próximas etapas darão uma boa medida da situação. Em teoria, os circuitos de Barcelona e de Mônaco premiam um carro como o RB10 da Red Bull, mais eficiente em gerar pressão aerodinâmica. O time sofreu no início da temporada com problemas no motor, mas a Renault promete um avanço na performance das unidades a partir da corrida espanhola.
Conversando com o consultor do time Helmut Marko na China, porém, ouvi o mesmo ceticismo de Massa. “Acho que daremos um passo à frente, mas no momento é uma utopia imaginar que vamos ameaçar a Mercedes”.
O campeonato ainda é longo, mas se o Hamilton e Rosberg continuarem correndo sozinhos por mais duas ou três corridas, tirar o título de algum deles será impossível.
Em quatro corridas, só deu Mercedes. Foram quatro vitórias, quatro poles, quatro voltas mais rápidas e todas as 222 voltas completadas com um de seus carros na liderança. Aos adversários, resta colocar todas as fichas nas novidades que chegam para o GP da Espanha para tentar reverter o quadro.
Mas a cada vitória conquistada por Nico Rosberg e Lewis Hamilton, vi crescer o ceticismo no paddock. A sensação é que a esperança dos adversários diminuiu à medida que o W05 demonstrava sua qualidade nos mais variados tipos de circuito. Em Xangai, Felipe Massa deixou claro que não há novidade capaz de encerrar o domínio da Mercedes.
“Todas as equipes trabalham para melhorar. Se vai mudar alguma coisa daqui para frente eu não sei. O que eu acho é que a Mercedes vai continuar na frente. Porque eles também vão melhorar o carro. E o carro deles está numa categoria diferente de todos os outros”, avaliou o brasileiro.
As duas próximas etapas darão uma boa medida da situação. Em teoria, os circuitos de Barcelona e de Mônaco premiam um carro como o RB10 da Red Bull, mais eficiente em gerar pressão aerodinâmica. O time sofreu no início da temporada com problemas no motor, mas a Renault promete um avanço na performance das unidades a partir da corrida espanhola.
Conversando com o consultor do time Helmut Marko na China, porém, ouvi o mesmo ceticismo de Massa. “Acho que daremos um passo à frente, mas no momento é uma utopia imaginar que vamos ameaçar a Mercedes”.
O campeonato ainda é longo, mas se o Hamilton e Rosberg continuarem correndo sozinhos por mais duas ou três corridas, tirar o título de algum deles será impossível.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
ESCLARECENDO...*
* Por Humberto Corradi
O Leão Nigel Mansell testando de forma secreta para a Williams.
Equipe que fez movimentos corretos fora das pistas para garantir sua sobrevivência.
Mesmo com o iminente fim da parceria com o Qatar, a perda do apoio da PDVSA e o aumento no valor dos motores, o time de Frank está conseguindo se manter equilibrado.
Juntando os patrocínios da Martini (três temporadas - dez milhões de euros cada) e da especialista holandesa em recursos humanos, Randstad (cerca de sete milhões de euros por ano), a Williams formou sua base financeira.
Podemos colocar ainda nesta operação a indenização (dez milhões de Euros) vinda dos venezuelanos por conta da quebra do contrato.
Na parte brasileira, entra o acordo de duas temporadas feito com o Banco do Brasil (cinco milhões de Euros anuais) e parcela da Petrobras (quatro milhões de Euros).
Lembrando que esse dinheiro da petrolífera vai todo para o bolso de Felipe Massa.
Somando tudo temos 36 milhões de Euros em 2014.
Um valor muito semelhante ao que a equipe recebia no ano passado.
E ainda se livraram da dependência de Pastor Maldonado.
Falando em valores, foi a Astana Motorsport (empresa do Cazaquistão) que colocou dois milhões de Euros na Force India e está bancando o nome de seu protegido Daniel Juncadella como piloto de testes.
Acho legal a gente saber o valor das coisas.
A Ferrari não se conformou (ainda) com sua situação em 2014.
Mas (tem sempre um "mas") já começou a trabalhar no carro de 2015!
Explico.
O principal segredo do sucesso da Mercedes é o modo em que foram posicionadas as partes de sua unidade de força.
Coisa que o congelamento previsto no regulamento impede que seus concorrentes copiem nesta temporada.
Sendo assim os italianos já começaram a desenvolver ideias para seu carro do próximo
ano.
Mais.
Marco Matiacci, sabendo que o futuro da Scuderia Italiana agora se misturou ao seu, promove mudanças na forma de trabalho do time.
Porém uma coisa com certeza permanecerá constante.
Enquanto na rival, Lewis Hamilton e Nico Rosberg não possuem segredos entre si, na equipe vermelha, as informações do carro de Fernando Alonso continuarão a ser um mistério para Kimi Raikkonen.
O Leão Nigel Mansell testando de forma secreta para a Williams.
Equipe que fez movimentos corretos fora das pistas para garantir sua sobrevivência.
Mesmo com o iminente fim da parceria com o Qatar, a perda do apoio da PDVSA e o aumento no valor dos motores, o time de Frank está conseguindo se manter equilibrado.
Juntando os patrocínios da Martini (três temporadas - dez milhões de euros cada) e da especialista holandesa em recursos humanos, Randstad (cerca de sete milhões de euros por ano), a Williams formou sua base financeira.
Podemos colocar ainda nesta operação a indenização (dez milhões de Euros) vinda dos venezuelanos por conta da quebra do contrato.
Na parte brasileira, entra o acordo de duas temporadas feito com o Banco do Brasil (cinco milhões de Euros anuais) e parcela da Petrobras (quatro milhões de Euros).
Lembrando que esse dinheiro da petrolífera vai todo para o bolso de Felipe Massa.
Somando tudo temos 36 milhões de Euros em 2014.
Um valor muito semelhante ao que a equipe recebia no ano passado.
E ainda se livraram da dependência de Pastor Maldonado.
Falando em valores, foi a Astana Motorsport (empresa do Cazaquistão) que colocou dois milhões de Euros na Force India e está bancando o nome de seu protegido Daniel Juncadella como piloto de testes.
Acho legal a gente saber o valor das coisas.
A Ferrari não se conformou (ainda) com sua situação em 2014.
Mas (tem sempre um "mas") já começou a trabalhar no carro de 2015!
Explico.
O principal segredo do sucesso da Mercedes é o modo em que foram posicionadas as partes de sua unidade de força.
Coisa que o congelamento previsto no regulamento impede que seus concorrentes copiem nesta temporada.
Sendo assim os italianos já começaram a desenvolver ideias para seu carro do próximo
ano.
Mais.
Marco Matiacci, sabendo que o futuro da Scuderia Italiana agora se misturou ao seu, promove mudanças na forma de trabalho do time.
Porém uma coisa com certeza permanecerá constante.
Enquanto na rival, Lewis Hamilton e Nico Rosberg não possuem segredos entre si, na equipe vermelha, as informações do carro de Fernando Alonso continuarão a ser um mistério para Kimi Raikkonen.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Corrida do Milhão em Goiânia?*
* Por Bruno Vicaria
É o que andam falando por aí. A capital de Goiás anda investindo pesado na reforma de seu circuito e, corre à boca pequena, lá e aqui, que a cidade pode ter duas corridas ainda neste ano, sendo uma delas a do Milhão.
Até então, a prova está marcada para São Paulo, em 3 de agosto. Porém, o circuito paulista será fechado em julho - ou seja, não terá corrida lá. A grande verdade é que Interlagos certamente fechará o calendário, no lugar de Brasília, que recebe a prova neste fim de semana.
E ainda tem mais: das duas corridas de rua, apenas Ribeirão Preto deve acontecer por questões contratuais. Isso não é notícia nova, mas Salvador corre sérios riscos de não receber prova alguma neste ano - o interesse do público é baixo e a prova não dá lucro. Cá entre nós, com essa pistinha fraca, não fará falta alguma.
Então, aguardem: teremos mudanças profundas no calendário da Stock Car deste ano.
ADENDO
Muitas pessoas e leitores me avisaram que a prefeitura de Ribeirão Preto está enfrentando problemas judiciais por conta das provas da Stock e muitos garantem que não teremos prova lá.
Uma pessoa bem próxima do staff da categoria não quis me dar detalhes, mas falou que teremos "mudanças surpreendentes" no calendário. Não interpretar "surpreendentes" como coisa excelente.
Ou seja: peguem o calendário, joguem fora que depois agosto muda tudo.
É o que andam falando por aí. A capital de Goiás anda investindo pesado na reforma de seu circuito e, corre à boca pequena, lá e aqui, que a cidade pode ter duas corridas ainda neste ano, sendo uma delas a do Milhão.
Até então, a prova está marcada para São Paulo, em 3 de agosto. Porém, o circuito paulista será fechado em julho - ou seja, não terá corrida lá. A grande verdade é que Interlagos certamente fechará o calendário, no lugar de Brasília, que recebe a prova neste fim de semana.
E ainda tem mais: das duas corridas de rua, apenas Ribeirão Preto deve acontecer por questões contratuais. Isso não é notícia nova, mas Salvador corre sérios riscos de não receber prova alguma neste ano - o interesse do público é baixo e a prova não dá lucro. Cá entre nós, com essa pistinha fraca, não fará falta alguma.
Então, aguardem: teremos mudanças profundas no calendário da Stock Car deste ano.
ADENDO
Muitas pessoas e leitores me avisaram que a prefeitura de Ribeirão Preto está enfrentando problemas judiciais por conta das provas da Stock e muitos garantem que não teremos prova lá.
Uma pessoa bem próxima do staff da categoria não quis me dar detalhes, mas falou que teremos "mudanças surpreendentes" no calendário. Não interpretar "surpreendentes" como coisa excelente.
Ou seja: peguem o calendário, joguem fora que depois agosto muda tudo.
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Lewis Hamilton, Niki Lauda e o foco*
* Por Rafael Lopes
Quem esperava um início de campeonato equilibrado e com surpresas após a radical mudança no regulamento técnico, quebrou a cara. O domínio na temporada apenas trocou de mão: saiu dos touros vermelhos da RBR e foi para as flechas de prata da Mercedes. A diferença é que a equipe alemã liberou seus dois pilotos livres para brigar pelas vitórias. O GP do Bahrein, em Sakhir, foi um grande exemplo disso. Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram o primeiro lugar ferrenhamente, curva a curva. E o inglês venceu defendendo a posição com maestria, mesmo com pneus piores com o alemão.
O domínio da Mercedes é absurdo: fez três dobradinhas em quatro provas, marcou todas as poles, venceu todas as corridas, liderou todas as voltas e fez as quatro melhores voltas. Domínio este visto poucas vezes na Fórmula 1. Só a Williams de 1992, a McLaren de 1988 e a Ferrari de 2004 conseguiram algo parecido na história recente da categoria. Na frieza dos pontos, a liderança é de Nico Rosberg com 79, quatro à frente do companheiro Lewis Hamilton. Contudo, o alemão só venceu o GP da Austrália, enquanto o inglês venceu as três provas seguintes, na Malásia, no Bahrein e na China. Ele só está atrás no campeonato porque seu motor abriu o bico em Melbourne e não o deixou marcar pontos.
Lewis Hamilton vence GP da China
Por tudo isso, é difícil não apontar Lewis Hamilton como o grande destaque do campeonato até agora. O inglês está voando, naquela que já é considerada a melhor fase de sua carreira. Em matéria de talento puro, talvez ele seja o piloto mais bem dotado da Fórmula 1. Um fato apontado até por seus concorrentes. Mas, então, por que Hamilton demorou tanto tempo para voltar à posição de favorito ao título? Em sua fase na McLaren após 2008, ele teve suas chances, mas as jogou pela janela após erros primários. No ano passado, já na Mercedes, o carro não ofereceu as condições ideais para lutar até o fim do campeonato.
Entretanto, quem acompanha Fórmula 1 sabe que há algo de diferente com Hamilton neste ano. O inglês parece mais focado, mais concentrado em seu trabalho dentro da pista. Há quanto tempo alguma fofoca envolvendo o piloto não aparece na mídia? Nos últimos anos, vimos as idas e vindas com a namorada cantora - e atual noiva - Nicole Scherzinger; o flerte com o show business e a aproximação com rappers americanos, inclusive os levando para as corridas; e até mesmo a chegada de dois cachorros, que Hamilton passou a levar para todas as corridas - e ganharam até credencial da F-1 de Bernie Ecclestone.
A chegada do austríaco Niki Lauda à equipe e o crescimento da importância do ex-piloto na estrutura - é o presidente não-executivo do time - têm participação decisiva nisso. Após a vitória de Hamilton na China, Lauda falou sobre a boa fase do piloto e de alguns conselhos dados ao inglês para esta temporada.
- A única coisa que talvez ele tenha negligenciado no passado foi o foco total na carreira. Ele estava trazendo os cachorros para a pista, tinha uma enorme quantidade de pessoas ao seu redor. Quando os cachorros ainda estavam lá, eu disse a ele para se concentrar apenas nele mesmo, largar a bagagem e se concentrar 120%. Agora ele está tendo o desempenho que se espera dele. Se o carro não tivesse quebrado em Melbourne, provavelmente teria vencido lá também - disse Lauda.
Um dos pilotos mais concentrados e frios de seu tempo, Lauda assumiu o desafio de trazer a atenção de Hamilton de volta às corridas de Fórmula 1. E pelos resultados que estamos vendo neste início de temporada, está dando certo. O inglês está pilotando como nunca e não está mostrando apenas sua habitual habilidade. Ele está pensando mais nas corridas, nas estratégias e sendo mais racional dentro da pista. Como recompensa, Lauda deu um grande presente a Hamilton após o triunfo na China: uma carona para a Europa em seu jatinho particular, um Bombardier Global 5000.
- Disse a ele: "se você vencer, vou te dar uma carona em meu avião para a Europa". Se ele não vencesse, voltaria em um voo comercial com o resto da equipe - contou.
O fato é que a aproximação de Lauda com Hamilton está dando muito certo e o inglês está extremamente concentrado neste ano. Justiça seja feita, aliás: o piloto inglês sempre demonstrou muito respeito com os velhos campeões da Fórmula 1. O carinho com o qual ele sempre tratou o bicampeão Emerson Fittipaldi merece destaque. Trabalhando ao lado de Lauda agora, Hamilton está aproveitando para evoluir. Ele está pilotando mais do que nunca neste ano. Mais até que no ano de seu único título da F-1, em 2008.
Se Hamilton continuar neste ritmo e com esta concentração, dificilmente o bicampeonato escapará de suas mãos no fim da temporada. É claro que Nico Rosberg, seu companheiro, ainda deverá crescer nesta temporada, principalmente por causa de sua regularidade. Mas quando a disputa é equilibrada, com dois carros em condições iguais, como é o caso da Mercedes, o talento sempre faz a diferença. E neste ponto, Hamilton está à frente de Rosberg. É só não perder o foco. E duvido que Lauda deixe isso acontecer.
Quem esperava um início de campeonato equilibrado e com surpresas após a radical mudança no regulamento técnico, quebrou a cara. O domínio na temporada apenas trocou de mão: saiu dos touros vermelhos da RBR e foi para as flechas de prata da Mercedes. A diferença é que a equipe alemã liberou seus dois pilotos livres para brigar pelas vitórias. O GP do Bahrein, em Sakhir, foi um grande exemplo disso. Lewis Hamilton e Nico Rosberg disputaram o primeiro lugar ferrenhamente, curva a curva. E o inglês venceu defendendo a posição com maestria, mesmo com pneus piores com o alemão.
O domínio da Mercedes é absurdo: fez três dobradinhas em quatro provas, marcou todas as poles, venceu todas as corridas, liderou todas as voltas e fez as quatro melhores voltas. Domínio este visto poucas vezes na Fórmula 1. Só a Williams de 1992, a McLaren de 1988 e a Ferrari de 2004 conseguiram algo parecido na história recente da categoria. Na frieza dos pontos, a liderança é de Nico Rosberg com 79, quatro à frente do companheiro Lewis Hamilton. Contudo, o alemão só venceu o GP da Austrália, enquanto o inglês venceu as três provas seguintes, na Malásia, no Bahrein e na China. Ele só está atrás no campeonato porque seu motor abriu o bico em Melbourne e não o deixou marcar pontos.
Lewis Hamilton vence GP da China
Por tudo isso, é difícil não apontar Lewis Hamilton como o grande destaque do campeonato até agora. O inglês está voando, naquela que já é considerada a melhor fase de sua carreira. Em matéria de talento puro, talvez ele seja o piloto mais bem dotado da Fórmula 1. Um fato apontado até por seus concorrentes. Mas, então, por que Hamilton demorou tanto tempo para voltar à posição de favorito ao título? Em sua fase na McLaren após 2008, ele teve suas chances, mas as jogou pela janela após erros primários. No ano passado, já na Mercedes, o carro não ofereceu as condições ideais para lutar até o fim do campeonato.
Entretanto, quem acompanha Fórmula 1 sabe que há algo de diferente com Hamilton neste ano. O inglês parece mais focado, mais concentrado em seu trabalho dentro da pista. Há quanto tempo alguma fofoca envolvendo o piloto não aparece na mídia? Nos últimos anos, vimos as idas e vindas com a namorada cantora - e atual noiva - Nicole Scherzinger; o flerte com o show business e a aproximação com rappers americanos, inclusive os levando para as corridas; e até mesmo a chegada de dois cachorros, que Hamilton passou a levar para todas as corridas - e ganharam até credencial da F-1 de Bernie Ecclestone.
A chegada do austríaco Niki Lauda à equipe e o crescimento da importância do ex-piloto na estrutura - é o presidente não-executivo do time - têm participação decisiva nisso. Após a vitória de Hamilton na China, Lauda falou sobre a boa fase do piloto e de alguns conselhos dados ao inglês para esta temporada.
- A única coisa que talvez ele tenha negligenciado no passado foi o foco total na carreira. Ele estava trazendo os cachorros para a pista, tinha uma enorme quantidade de pessoas ao seu redor. Quando os cachorros ainda estavam lá, eu disse a ele para se concentrar apenas nele mesmo, largar a bagagem e se concentrar 120%. Agora ele está tendo o desempenho que se espera dele. Se o carro não tivesse quebrado em Melbourne, provavelmente teria vencido lá também - disse Lauda.
Um dos pilotos mais concentrados e frios de seu tempo, Lauda assumiu o desafio de trazer a atenção de Hamilton de volta às corridas de Fórmula 1. E pelos resultados que estamos vendo neste início de temporada, está dando certo. O inglês está pilotando como nunca e não está mostrando apenas sua habitual habilidade. Ele está pensando mais nas corridas, nas estratégias e sendo mais racional dentro da pista. Como recompensa, Lauda deu um grande presente a Hamilton após o triunfo na China: uma carona para a Europa em seu jatinho particular, um Bombardier Global 5000.
- Disse a ele: "se você vencer, vou te dar uma carona em meu avião para a Europa". Se ele não vencesse, voltaria em um voo comercial com o resto da equipe - contou.
O fato é que a aproximação de Lauda com Hamilton está dando muito certo e o inglês está extremamente concentrado neste ano. Justiça seja feita, aliás: o piloto inglês sempre demonstrou muito respeito com os velhos campeões da Fórmula 1. O carinho com o qual ele sempre tratou o bicampeão Emerson Fittipaldi merece destaque. Trabalhando ao lado de Lauda agora, Hamilton está aproveitando para evoluir. Ele está pilotando mais do que nunca neste ano. Mais até que no ano de seu único título da F-1, em 2008.
Se Hamilton continuar neste ritmo e com esta concentração, dificilmente o bicampeonato escapará de suas mãos no fim da temporada. É claro que Nico Rosberg, seu companheiro, ainda deverá crescer nesta temporada, principalmente por causa de sua regularidade. Mas quando a disputa é equilibrada, com dois carros em condições iguais, como é o caso da Mercedes, o talento sempre faz a diferença. E neste ponto, Hamilton está à frente de Rosberg. É só não perder o foco. E duvido que Lauda deixe isso acontecer.
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
LOS MINI DRIVERS: GP China 2014
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