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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PILOTO QUE NÃO PILOTA*

* Por Flávio Gomes


Pedro de la Rosa foi anunciado hoje como “desenvolvedor” da Ferrari. Não sei direito o que é um “desenvolvedor”. Pilotar, De la Rosa não vai. Se chegar a guiar algum carro vermelho, será em exibições ou, em caso extremo, nos testes de inverno na Espanha. Caso extremo porque com tão pouco tempo para testar, é insanidade um titular perder meia hora de treino com um carro novo.

Aos 41 anos (faz 42 em fevereiro), o espanhol se junta, entre outros, ao conterrâneo Marc Gené no time de pilotos contratados da Ferrari para fazer sabe-se lá o quê. Gené é outro caso de estudo nesta cada vez mais esquisita F-1, que está cheia de pilotos que não pilotam. Ele recebe salários da Ferrari desde 2005. Entra no nono ano com carteira assinada em Maranello sem nunca ter largado em um GP sequer pelo time italiano.

Gené, 38 anos, tem no currículo 36 corridas disputadas na F-1, 33 delas pela Minardi em 1999 e 2000. Em 2001, foi contratado como piloto de testes da Williams, onde ficou quatro anos. Correu três vezes pela equipe de Grove, uma em 2003 e duas em 2004 — sua última aparição num grid. Desde 2007, divide o trabalho de barnabé na Ferrari com o de piloto de verdade em uma categoria bem diferente, a dos protótipos. Foi um dos nomes importantes da Peugeot de 2007 a 2011, até ser chamado pela Audi no ano passado para o Mundial de Endurance. Assim, pelo menos corre, se mantém em atividade, sabe o que é disputar freadas e fazer ultrapassagens. Com carros, insisto, muito diferentes dos de F-1. O bico na Ferrari, bem remunerado, é um emprego e tanto.

De la Rosa vai trabalhar basicamente em simulador. Putz. Pode haver algo mais triste para um piloto do que cumprir carga horária num Playstation metido a besta? Ah, é importante, dirá alguém. Importante porque na F-1 não pode mais fazer treino privado, tem de usar todos os recursos à mão. Certo. OK. Mas sem dirigir, sem ter de colocar o cinto, sem ouvir o barulho do carro, sem sentir o calor dentro do capacete ou a chuva molhando o macacão? Sem ter uma grid girl segurando a placa para dar uma piscadinha? Sem participar do briefing dos pilotos, sem poder tirar onda com o colega de outra equipe, sem falar com os mecânicos, sem almoçar no motorhome no meio da muvuca? Que diabo de trabalho é esse?

É o trabalho de “desenvolvedor”. Num laboratório cheio de computadores, chips, mouses e telas enormes de LCD. Que puta saco, deve ser isso. Mas considerando que a Europa está em crise, a Espanha particularmente, melhor ter um emprego assim do que ficar na fila da sopa. E para De la Rosa, não correr não deve ser nenhum drama. Afinal, durante sete anos, de 2003 a 2009, foi piloto de testes da McLaren. Verdade que naqueles tempos o piloto de testes testava, era permitido. Não ficava no videogame. Ia para a pista e queimava borracha.

O amigo de Alonso (tem o dedo de Fernandinho nessa contratação, claro), ao menos, correu bem mais que Gené na F-1. Foram 104 GPs em sete temporadas como titular (ou quase isso; em 2001, assumiu o carro da Jaguar no meio da temporada). Correu na Arrows em 1999 e 2000, na Jaguar em 2001 e 2002, fez algumas provas pela McLaren em 2006, quando Montoya desertou, na Sauber em 2010 e 2011 e na HRT no ano passado. Talvez tenha se dado conta, ao ver Schumacher quarentão saindo de cena, que era hora, igualmente, de evitar emoções muito fortes.

Será útil à Ferrari? Suponho que sim, afinal a Ferrari é uma equipe grande, sabedora de suas necessidades e urgências. Mas, cá entre nós, acho um exagero tão grande ter um piloto profissional de F-1 recebendo salário para guiar em simuladores… Os titulares não podem fazer isso também? Cobram hora extra?

Piloto que não pilota. Esse é o cargo de De la Rosa. Belo enganador, isso sim!


quinta-feira, 15 de março de 2012

GUIA F1 2012 - HRT


22 - Narain Karthikeyan

23 - Pedro de la Rosa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

terça-feira, 14 de setembro de 2010

SAUBER: SAI DE LA ROSA ENTRA HEIDFELD

Nick Heidfeld foi confirmado pela Sauber como novo piloto da equipe nas cinco últimas provas da temporada deste ano. O piloto de 33 anos substituirá Pedro de la Rosa no time suíço. O anúncio marca o retorno de Heidfeld à escuderia que defendeu em 50 GPs entre 2001 e 2003. O alemão teve nova passagem pela Sauber, já sob comando da BMW, entre 2006 e 2009, na qual realizou mais 70 corridas, informa o site GRANDE PREMIO.

O piloto automaticamente deixa vago o cargo de test-driver da Pirelli, que volta à F1 como fornecedora exclusiva de pneus em 2011. De la Rosa está cotado para assumir o posto na fabricante italiana. Nick será companheiro de equipe de Kamui Kobayashi, que recentemente renovou contrato com a Sauber por mais um ano.

No entanto, o tedesco não tem vaga assegurada na Sauber para a próxima temporada. Além de Heidfeld, pilotos como Pastor Maldonado [campeão da GP2 e empresariado por Nicolas Todt] e Sergio Pérez [vice-campeão da categoria e patrocinado pela Telmex] também buscam garantir um contrato com a equipe helvética para 2011.

Peter Sauber agradeceu os serviços prestados pelo espanhol ao longo de 14 provas, mas justificou sua decisão por entender que Nick pode ajudar mais a escuderia a avaliar o potencial do carro, o C29. “Foi uma decisão difícil para tomar como chefe de equipe e quero agradecer ao Pedro pelo seu profissionalismo. Ao assinar com Nick, sabemos que temos um piloto que vai nos ajudar ainda mais a avaliar o potencial do nosso carro”, explicou o chefe de equipe.

Heidfeld comemorou seu retorno à equipe suíça. “Estou ansioso como um louco para ter a oportunidade de correr novamente em um bom carro na F1 no GP de Cingapura. Depois dos últimos meses, estou mais motivado do que nunca”, disse, se referindo também à próxima etapa da temporda, daqui a duas semanas. O alemão não perdeu a oportunidade para demonstrar gratidão a Peter Sauber.

“Para mim, é como voltar para casa, já que corri por sete anos no total pelo time de Hinwil. Sem dúvida, imediatamente me sentirei em casa e isso deve ajudar a me familiarizar o mais rápido possível com o carro. Quero agradecer a Peter Sauber pela fé que ele depositou em mim”, completou o piloto.

De la Rosa, por sua vez, afirmou que não esperava a decisão da equipe. O catalão deu a entender que sua carreira na F1 ainda não acabou. “Estou surpreso com a decisão da equipe, mas a respeito. Gostaria de desejar boa sorte a todos no restante da temporada. Ainda pretendo estar na F1 em 2011”, comentou.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

RENOVAÇÃO E DEMISSÃO

Mesmo após a polêmica do GP da Turquia envolvendo os pilotos Mark Webber e Sebastian Vettel, a Red Bull segue firme em seus planos de manter sua dupla de competidores para a próxima temporada, informa o site TAZIO

Com um dos melhores desempenhos do grid, a equipe austríaca possui atualmente o líder do campeonato, ao passo que Vettel ocupa a quinta colocação na tabela.

De acordo com o conselheiro da equipe, Helmut Marko, nos próximos dias o time oferecerá a Webber mais um ano de contrato, já que o australiano, 33 anos, "não é mais nenhum, garoto".

O mesmo dirigente afirmara no final de semana, quando ocorreu o choque entre os carros dos dois pilotos em Istambul, que considerava o australiano culpado pelo incidente que acabou com a corrida de Vettel e lhe deu a terceira posição na disputa.

"É uma mera formalidade. O contrato com Webber termina nos próximos dias e ele receberá uma proposta para seguir por mais um ano com a equipe. Webber não é nenhum garoto mais", disse o dirigente a um canal de TV australiano.

Já Bruno Senna corre o risco de perder sua vaga na F1, é o que garante a revista italiana “Autosprint”. De acordo com a publicação, o brasileiro pode ser substituído na Hispania pelo reserva Sakon Yamamoto, informa o site GRANDE PRÊMIO.

Apesar de levar vantagem sobre Karun Chandhok nas classificações, Bruno só conseguiu terminar uma prova na frente do indiano uma vez, na China.

O piloto carrega o sobrenome Senna e o peso por comparações com o tio tricampeão mundial. Sem muitas perspectivas no momento na Hispania, Bruno acredita que tem muito potencial, mas que precisa de um bom carro para isso.

“Há uma linha tênue entre explicações e lamentações. É muito difícil, mas no lugar certo, no time certo e com o carro certo, eu posso ser campeão do mundo”, afirmou o brasileiro.

Outro que a imprensa italiana apontou como possível desempregado no futuro é Pedro de la Rosa. Segundo o site “Italiaracing”, faltaram detalhes para que Luca Filippi ocupasse a vaga do espanhol na BMW Sauber na Turquia.

Mesmo assim, o site afirmou que o acordo foi postergado e que é possível que o piloto italiano faça sua estreia na F1 no GP da Europa, em Valência.

domingo, 31 de janeiro de 2010

BMW SAUBER C29: O CARRO

Hoje em Valência a BMW Sauber, que correrá com motores e câmbio Ferrari, lançou seu carro para a temporada 2010 da Fórmula 1, seguindo o bico fino e a bigorna atrás. Chama atenção a falta de patrocinadores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CAMPOS, A RAINHA DO BOATO

Entra semana, sai semana e sempre ouvimos alguma coisa nova da Campos. Depois de falar em De la Rosa e Petrov, Adrian Campos voltou a citar o nome de Bruno Senna.

E disse mais, que usará motores Cosworth pelo menos por um ano.

Se continuar assim, presente como os boatos, tem tudo para fazer um bom ano de estreia.

Mas com quais pilotos?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

BOATO: DE LA ROSA E PETROV NA CAMPOS

Informa o site Grande Premio que a Campos deve contar com Pedro de la Rosa e Vitaly Petrov como sua dupla de pilotos na estreia da equipe na F1 em 2010. De acordo com informações veiculadas pela Rádio Marca no final da quinta-feira (19), o time de Adrián Campos deve anunciar seus dois representantes de pista em breve, após resolver os últimos detalhes formais para fechar as contratações. Além disso, o banco espanhol BBVA deve ser confirmado como um dos patrocinadores da escuderia.

A rádio ibérica ressaltou que Bruno Senna foi preterido por Petrov — ex-piloto de Campos na GP2, onde atualmente é terceiro no campeonato correndo pela Addax — devido à "incompatibilidade de patrocinadores". Com a proximidade de um contrato com o BBVA, o fato de o brasileiro ser apoiado pelo banco Santander — que deve patrocinar a Ferrari e, talvez, Fernando Alonso em Maranello — serviu de empecilho para a sua entrada no time.

Além do banco basco, a Telefónica também deve ser uma das patrocinadoras principais da Campos, assim como a rede de lojas El Corte Inglés. Com a confirmação de Petrov como piloto, especula-se que o russo também leve uma grande soma em patrocínios da empresa de tecnologia do seu país natal que o acompanha na sua carreira.

As notícias sobre os patrocínios fizeram a Rádio Marca destacar as possíveis cores que os carros da escuderia terão em 2010. A ideia de Campos era de pintar os monopostos de preto e prata, mas o fato de as duas principais empresas terem o azul como cor principal deve alterar esse quadro. O dirigente também deve encontrar espaço nos bólidos para colocar as cores da bandeira da Espanha, uma das marcas dos seus times na disputa das categorias de base.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

FOTO DO DIA



Nova frente da Mclaren, testada hoje em Jerez. Sem dúvida menos feia que a solução da BMW, mas ainda feia.