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terça-feira, 29 de abril de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Zugzwang*

* Por Humberto Corradi

Muito legal a foto publicada pela Ferrari.

Bahrein. 2009.

Novidades?

A confirmação da parceria da Petrobras com a Williams.

Importante.

Claire Williams veio ao Brasil para participar da coletiva na qual ocorreu o anúncio.

A empresa nacional se comprometeu a desenvolver um combustível para o time de Grove para ser utilizado já em 2015.

Apesar da Mercedes recomendar o líquido da Petronas para suas unidades.

E daí?

O importante é que está rolando muita grana.

De todo lado.

Martini, Banco do Brasil, Petrobras e o acordo com a PDVSA (indenização).

2014 sorri para Frank.

Quem também deverá sair da pindaíba é a Sauber.

Sair mesmo!

O dinheiro russo nunca esteve tão perto das mãos de Monisha.

Não sei se a coisa foi friamente planejada ou se as oportunidades foram apenas sendo aproveitadas.

Vem comigo.

No início houve a parceria com o Chelsea.



O clube de Roman Abramovich aproximou a Fórmula 1 ainda mais de Vladimir Putin, seu amigo pessoal.

Com a simpatia do dono da Russia, a escuderia suíça formalizou parceria com poderosas empresas estatais daquele país no ano passado.

O Instituto Nacional de tecnologia da Aviação, o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Noroeste da Federação Russa e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Corporativo.

Importante notar que nenhuma dessas instituições desembolsou um centavo no acordo.

Mas então vem a jogada digna do mestre Alexander Alekhine.

Se você não está familiarizado com o nome do homem que fez o cavalo dançar sobre o tabuleiro, provavelmente não joga Xadrez.

Sua inusitada jogada obriga o adversário a produzir uma abertura em suas linhas de defesa.

A Sauber com sua aproximação estratégica atraiu peças poderosas do jogo Russo e agora parte para explorar sua posição favorável.

"Como o seu dinheiro não dá pra você e o meu não dá pra mim, nós vamos tomar dos outros."

Funciona assim por lá também.

Sua novas poderosas aliadas convidaram seus fornecedores a contribuir para a caixinha cinza e financiar o time suíço.

Algo em torno de 50 milhões de Euros anuais.

A liberação da grana depende apenas de Putin e é esperada para breve, assim que o tempo esquentar por lá.

Daqui uns meses.

A Russia mergulhando na Fórmula 1 com circuito, dinheiro e a alma.

Por que o Putin gosta?

Pode ser.

Pelo menos já testou e aprovou.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Simona: o importante é ser melhor*

* Por Luis Fernando Ramos

Houve o frenesi habitual quando a Sauber anunciou a suíça Simona de Silvestro como “piloto afiliada” do time nesta temporada. Foi algo parecido no ano retrasado, quando a Williams colocou Susie Wolff em posição similar. Há anos que a possibilidade de uma mulher no grid mexe com as pessoas. É preciso voltar até Lella Lombardi para ver a última corrida de uma mulher: o GP da Áustria de 1976.

O que as pessoas precisam entender é que o gênero em si não significa nada. Depois da italiana, ainda tivemos na F-1 Divina Galica nos anos 70, Desiré Wilson em 1980 e Giovanna Amati, há vinte anos. Mas nenhuma delas se classificou para a largada nas tentativas que fizeram. Atraíram algum interesse pelo gênero. Mas apenas Wilson, que fez uma única participação com um carro privado, tinha qualidade que justificasse sua presença na categoria.

A inutilidade de rótulos também ficou clara no caso de Lewis Hamilton. Antes de sua estreia, em 2007, a cobertura da categoria se referia constantemente ao “primeiro negro a correr na F-1”. Depois da primeira curva em Melbourne, quando ele passou o bicampeão mundial Fernando Alonso por fora, essa questão foi completamente esquecida. No ano seguinte, ninguém escreveu algo como “o primeiro negro a ser campeão na F-1”. A qualidade de Hamilton na pista tornou irrelevante aos olhos da mídia o que era realmente irrelevante. Negro, branco, oriental, marsupial, marciano, cachorro: o que interessa é que ele é um bom piloto.

Seria bom também se Simona de Silvestro alinhasse no grid como titular no ano que vem exclusivamente por seus méritos. O que é bem possível. Na base, ganhou corridas de Fórmula BMW e de Fórmula Atlantic. Andou bem na Indy, especialmente em circuitos mistos. Não é imbuída do talento natural de um Alonso, Hamilton, Raikkonen ou Vettel. Mas certamente tem cacife para correr no meio do pelotão.

O mais importante: no cenário da Sauber, subir para ser titular na próxima temporada é realista. Esteban Gutierrez ganhou uma nova chance, mas não convenceu completamente. Se falhar neste ano, pode abrir uma vaga no time suíço que, além da moça, conta também com Giedo Van Der Garde e Sergey Sirotkin como pilotos em desenvolvimento. Ela é sem dúvida melhor que estes dois.

Ainda não está claro como a Sauber vai prepará-la. Mas espero que ela tenha a chance de andar em algumas sextas-feiras. Assim, o time teria também a chance do time compará-la com Gutierrez numa circunstância mais válida. Se ela prevalecer na pista, ganharia a vaga no time por ser melhor, não por ser mulher.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mulher no volante*

* Por Tatiana Cunha


Várias já tentaram, mas só duas podem dizer que realmente chegaram lá. Que disputaram um GP de F-1, sonho de dez entre dez pilotos.

Nos últimos anos, o número de mulheres que chegaram perto da F-1 aumentou, e muito. Primeiro foi Maria de Villota, reserva da Marussia, que em 2012 tornou-se a primeira inscrita num Mundial desde que Giovanna Amati havia tentado se classificar (sem sucesso) para as três primeiras corridas do campeonato de 1992.

Mas Maria não teve sorte. Em seu primeiro teste em linha reta com o carro da equipe na Inglaterra sofreu um grave acidente. Perdeu um olho, mas sobreviveu. No ano passado, porém, morreu em decorrência de sequelas daquele acidente (fiz um post sobre ela aqui).

No fundo sempre achei que era mais jogada de marketing da Marussia, nanica e com pouco espaço na mídia, do que aposta real da equipe em uma mulher.

Depois veio Susie Wolff, reserva da Williams, que no ano passado tornou-se a primeira mulher desde 2005 a participar de um teste normal com um F-1.

Mas, verdade seja dita, Susie só chegou à categoria porque seu marido é ninguém menos que Toto Wolff, acionista e ex-diretor da Williams (coincidência, né?) e que hoje está na Mercedes.

Eis que hoje a Sauber anuncia Simona de Silvestro como “piloto afiliada” a partir deste ano. E aí você vai perguntar: o que faz este anúncio de hoje diferente dos últimos?

Pois eu digo que é bem diferente e que desta vez, de fato, temos a chance de ver uma mulher em ação na F-1. Os motivos são vários.

Primeiro porque Simona é uma boa piloto. Ficou quatro anos na Indy e no ano passado herdou a vaga de Barrichello na KV e tornou-se companheira de Kanaan (fiz uma matéria com ela que você pode ler aqui). O brasileiro não teve vida fácil ao lado dela e para se ter uma ideia, ele terminou o campeonato em 11º, com 397 pontos. Simona foi a 13ª colocada e fez 362 pontos. Hmmm…

Mas não é só isso que me faz acreditar neste “projeto”. Não por coincidência, a chefe da Sauber é uma mulher, Monisha Kaltenborn. E ela não só é competente em seu cargo como também é um dos membros mais atuantes da Comissão para Mulheres no Automobilismo, que cada vez ganha mais importância e reconhecimento na FIA. Ou seja, tem todo o interesse em colocar uma mulher para correr em sua equipe.

A Sauber, aliás, é conhecida por dar chances a jovens promessas. Raikkonen, Massa, Kobayashi, Perez…

E há ainda mais um motivo. Pela primeira vez leio em um comunicado divulgado sobre uma piloto que a equipe tem intenção de colocá-la como titular, como fez a Sauber na nota divulgada hoje. Ok, dizer não é a mesma coisa que fazer, mas acho que é um início.

E a pergunta que fica é: mas Simona tem condições de disputar de igual para igual com os demais pilotos do grid? É fácil criar teorias e especular sobre o tema, mas a resposta só teremos quando _e se_ ela for para a pista.

Tomara que seja mesmo em 2015.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Duelos Internos 2014 – Sauber*

* Por Luis Fernando Ramos

Entre mortos e feridos, a Sauber sobreviveu relativamente bem ao ano de 2013. O time suíço viveu um ano complicado do ponto de vista financeiro, mas cresceu na segunda metade da temporada, após a mudança na construção dos pneus, e encerrou o Mundial em sétimo lugar - dentro de sua média histórica. Para este ano, o time trocou de alemão, com Adrian Sutil chegando para o lugar de Nico Hülkenberg - e manteve o mexicano Esteban Gutierrez. A falta de patrocínios no carro aponta para mais um ano mais de sobrevivência do que de ascendência.

O duelo interno, porém, é interessante. Aos 31 anos de idade e em sua sétima temporada na Fórmula 1, Adrian Sutil correrá pela primeira vez numa equipe diferente da Force Índia (e de sua antecessora, a Spyker). É um piloto eficiente em somar pontos se o carro lhe permite, mas que raramente brilha além de suas possibilidades - isso só costuma acontecer uma vez por ano, em Mônaco, um circuito em que realmente anda bem.

Já Esteban Gutierrez ganhou o que deve ser sua última chance de mostrar serviço. O mexicano teve o pior desempenho no ano passado em duelos internos na classificação, classificando-se uma única vez à frente do companheiro em dezenove corridas. Terá em Sutil um osso não tão duro de roer como era Hülkenberg, mas precisa elevar seu nível se quiser superá-lo.

Acho que Gutierrez vai dar mais trabalho neste ano, mas vejo Sutil terminando o duelo na frente. E você, o que pensa?

Adrian Sutil
Número: 99
Local de Nascimento: Stamberg (Alemanha)
Idade: 31
GPs disputados: 109
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 1
Pontos: 124

Esteban Gutierrez
Número: 21
Local de Nascimento: Monterrey (México)
Idade: 22
GPs disputados: 19
Vitórias: 0
Poles: 0
Melhores voltas: 1
Pontos: 6

domingo, 26 de janeiro de 2014

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

FUSÃO À VISTA?*

* Por Victor Martins


Parte de mais um capítulo desta F1 imparável nos bastidores, a Sauber é a nova bola da vez não só para os pilotos, mas para sua sobrevivência.

Foi em julho que a equipe suíça anunciou uma megaparceria com empresas ligadas ao governo russo que lhe dariam uma garantia de continuidade sólida. Os preços atingiam marcas superiores a meio bilhão de euros e colocavam Sirotkin, um fedelho sem experiência da GP3, como titular em 2014. Enquanto o mundo se preocupava com Räikkönen na Ferrari, Massa na Williams e o nebuloso caso da Quantum com a Lotus, a Sauber evoluía nas pistas com esse excepcional Hülkenberg, mas com um ponto de interrogação que se via lustroso até na careca de Peter Sauber: o negócio não fluía.

Sirotkin, ao que se fala, pagou 14,5 milhões de merkels por suas aparições na Sauber – 4,5 mi pelas voltas de demonstração e o teste na Ferrari para pegar a superlicença e outros 10 mi que permitiram ao time pagar seus fornecedores. Só nestas andadas aí, a Sauber também percebeu que o moleque era muito verde – “apesar de ter o incrível Hülk lá” – BECKER, Hugo. Então, a coisa voltava a ser a mesma que antes: vida dura.

A escuderia comandada por Monisha Kaltenborn não anunciou nenhum piloto e não vai continuar com Hülk, que recebeu seu salário pago via Ferrari para que não fosse disputar as últimas duas provas do ano pela Lotus. No caso desta, os milhões petrolíferos da PDVSA e de Maldonado foram o paliativo de quem esperava a grana inexistente de Mansoor Ijaz. E como a Lotus, a Sauber precisa de um salvador – ou de alguns, inclusos os pilotos.

Nasr aparece bem na lista por isso: são 7 milhões de velhos continentes que estão à disposição do Banco do Brasil. É pouco, claro, mas é o que tem para hoje de melhor. A roda está girando, dizem pessoas próximas a ele. Mas a história é que a Sauber tem uma parceria sendo amarrada à boca pequena. Algo provavelmente nos moldes do que vinha fazendo a própria Lotus, com um grupo que vai ter uma parcela minoritária na equipe e permita um respiro de alguns anos.

Sabe-se que a Marussia procurou algumas colegas de trabalho para uma fusão, apesar de ter garantido o tutu correspondente ao décimo lugar no Mundial. A quantia é menor que o cheque-caução que tem de depositar para disputar o campeonato do ano que vem, de 48 milhões de obamas. A Marussia procurou a Sauber – também havia procurado a Williams e a Caterham. Já não seria de todo estranho, pois, a existência da ‘Sauberussia’ ou da ‘Marussauber’.

Um ponto positivo para uma eventual fusão: tanto Marussia quanto Sauber têm acordo com a Ferrari para fornecimento de motores. E Bianchi, piloto Ferrari, já está assinado com o time rubronegro e pobre para 2014.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AH, RUBENS…*

* Por Flávio Gomes

Barrichello tem um caso mal resolvido com sua aposentadoria da F-1, e as, hum, “notícias” desta semana deixaram isso claro. Quinta-feira, “estourou” a história dele na Sauber em 2014. Um caso claro de jornalismo, hum, colaborativo. E a chefe da equipe, Monisha Kaltenborn, foi delicada ao não dizer um rotundo “vocês estão de sacanagem?” quando perguntada sobre o assunto.

Bem, hoje ela continuou sendo delicada, mas achou por bem esclarecer as coisas. Reproduzo parte da notinha do Grande Prêmio:

“Tenho muito respeito por Rubens, e eu não acho que seja certo apenas dizer abruptamente ‘não, não vamos conversar’. Eu entendo perfeitamente que ele queira pilotar e que está tentando o seu melhor”, falou. “Converso muito com ele quando ele está aqui, falamos sobre jovens pilotos e tudo o mais, mas nunca discutimos sobre uma vaga no time. Essa é a realidade. É um pouco injusto com ele, pois não fica bom para ele, então vamos ser muito claros: não discutimos um contrato para o próximo ano, tampouco para o GP do Brasil”, completou.

É isso, nem mais, nem menos. Rubens nunca esteve nos planos da Sauber e não está nos planos de equipe alguma. O que não impede o piloto e, hum, comentarista de telefonar para todo mundo que tem uma vaga para saber se existe alguma chance de correr e, imediatamente, hum, informar alguns mais próximos de que existem, hum, negociações.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sauber confirma negociação com Barrichello*

* Por Lívio Oricchio

Os dias que antecederam o GP da Coreia foram agitados para os empresários dos pilotos e diretores das equipes. É o que se pode concluiu depois das declarações de vários desses profissionais nesta quinta-feira no circuito de Yeongam, ainda que a maioria não se identifique por razões estratégicas. Poderia interferir no andamento das negociações. Por exemplo: Rubens Barrichello sonha não apenas disputar o GP do Brasil, como o Estado publicou, mas também competir na Fórmula 1 em 2014.

A sócia e diretora da Sauber, Monisha Kaltenborn, confirmou conversar com o piloto de 41 anos, há dois sem correr na Fórmula 1. Sobre a etapa de Interlagos, disse ao Estado: “Nós já temos dois pilotos e estamos satisfeitos com eles.” Mas a respeito da próxima temporada, foi clara: “Nos temos o que ele (Rubens) quer, conhecemos sua experiência e sabemos que deseja voltar. Então vamos ver”.

No Brasil, o piloto mais experiente da Fórmula 1, com 325 Gps em 19 anos de atividade, evitou a reportagem do Estado para falar do seu projeto de retornar à Fórmula 1, apenas enviou uma mensagem dizendo “quem sabe”. Nesta quinta-feira, no paddock do autódromo se falou até mesmo que o investimento para Rubinho regressar ao Mundial não viria do Brasil.

E sobre a diretora da Sauber dizer “estar satisfeita” com seus pilotos, reduzindo as chances de Rubinho correr em Interlagos, não fez mais que o seu papel. Não poderia admitir, agora, a possibilidade de o ex-piloto da Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams substituir Nico Hulkenberg, de saída da Sauber, ou Steban Gutierrez, diante de tantos atrasos no pagamento de seu patrocinador, a Telmex. Mas se o negócio com Rubinho avançar não é impossível vê-lo disputar o GP do Brasil.

Já Massa aguarda o desfecho das negociações de Pastor Maldonado. Não a renovação com a Williams, mas a rescisão do contrato para poder ir junto do seu patrocinador, a estatal de petróleo da Venezuela, PDVSA, para a Lotus, seu sonho.

Dentre os sérios problemas a serem resolvidos para o negócio dar certo está o fato de a Total, empresa de petróleo francesa, investir na Lotus, patrocinando Romain Grosjean. E a existência de duas companhias de petróleo no mesmo time contraria alguns dos princípios básicos da Fórmula 1.

Se Maldonado for para a Lotus, pouco provável mas não impossível, Massa, com o apoio de seus patrocinadores, ficaria numa condição muito boa para assinar com a escuderia que, dentre os que não andam bem este ano, mais deve crescer em 2014.

As chances de Massa na Lotus parecem ser reduzidas, mesmo com patrocinadores. Gerhard Lopez espera definir nas próximas duas semanas a história dos novos sócios, anunciada em junho, ainda. Ratificado o negócio, ou seja, confirmada a chegada de importante soma em dinheiro, o alemão Nico Hulkenberg tem a preferência de Eric Boullier, diretor da Lotus.

Se Maldonado ficar onde está, na Williams, e a Lotus obter a garantia do orçamento de 2014 com os novos sócios e escolher Hulkenberg, a alternativa para Massa é a Force India, com quem Nicolas Todt, seu empresário, mantém importantes conversas.

Dentre os brasileiros, além de Rubinho e Massa, corre por fora Felipe Nasr, brasiliense de 21 anos, terceiro colocado na GP2, para tentar uma vaga na Fórmula 1. Ao Estado, em Cingapura, afirmou: “Correr como titular está difícil para 2014, por isse nesse instante me vejo mais treinando às sextas-feiras de manhã, nos treinos livres, e depois nos testes privados”. Haverá oito dias de testes particulares na Fórmula 1 em 2014.

Seu empresário, Steve Robertson, o mesmo de Kimi Raikkonen, conversa com todas as equipes que ainda não definiram os seus pilotos para 2014 e não sejam Caterham e Marussia: Force India, Toro Rosso, Sauber e Williams.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

A arte de sobreviver*

* Por Luis Fernando Ramos


A Sauber anunciou nesta manhã na Europa um acordo com um fundo de investimentos estatal russo. Em meio às notícias de uma severa crise financeira atingindo a equipe suíça, a novidade indica que seu futuro na categoria está assegurado, o que é uma ótima notícia para a Fórmula 1. Das equipes atuais do grid, ela é a quarta há mais tempo na ativa - deixando de lado, claro, a longa novela do nome “Lotus” e a relação zero entre o time atual de Enstone e o dos tempos de Colin Chapman.

O ponto mais interessante do anúncio está na criação de um programa para preparar o russo Sergey Sirotkin, atual oitavo colocado na Renault World Series, para virar piloto da Sauber em 2014. Fica a pergunta: um piloto apenas mediano entrando no lugar de quem? As notícias são que Nico Hülkenberg não vinha recebendo do time em dia e se liberou de seu contrato atual, correndo agora numa base “free-lance”. Vendo alguma lógica no potencial cenário do mercado de pilotos, ele seria um forte candidato para a Lotus se for confirmada a ida de Kimi Raikkonen para a Red Bull.

Fica a dúvida se a Claro permaneceria na Sauber apoiando Esteban Gutierrez. O tímido mexicano está tendo resultados ainda mais tímidos nas pistas. É, para mim, a maior decepção da temporada até aqui - mas nem tão grande assim depois que eu baixei minhas expectativas em cima dos resultados discretos que ele teve em duas temporadas na GP2. Talvez Carlos Slim resolva colocar todas suas fichas em Sergio Perez na McLaren, o que abriria a vaga de Gutierrez na Sauber para Sirotkin ou um outro piloto.

Dito tudo isso, ainda não está claro se a Sauber conseguirá manter a mesma combinação dos últimos anos, com um piloto mais experiente que receba para correr com um jovem pagante. Ou se terá dois pilotos pagantes e, no caso de uma parceria Sirotkin/Gutierrez, de qualidade bastante questionável. Em face ao cenário de recessão que se abate sobre os pelotões do meio e do fundo do grid da F-1, uma decisão compreensível. Mas que seria uma pena para uma casa que abriu as portas da categoria para um Kimi Raikkonen e para pilotos que venceriam GPs como Heinz-Harald Frentzen, Felipe Massa e Robert Kubica.

Já passou da hora da Fórmula 1 buscar uma maneira de reequilibrar seus custos para atrair novos pilotos por merecimento técnico, não financeiro.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pit stop em câmera lenta*

* Por Rafael Lopes


Já tem equipe de Fórmula 1 estimando que pode, no futuro, fazer um pit stop abaixo dos dois segundos. O recorde atual pertence aos mecânicos de Mark Webber, da RBR, que trocaram seus pneus no GP da Malásia deste ano em apenas 2s05. Mas você sabe o que cada mecânico faz durante a parada nos boxes? Este vídeo da Sauber pode ajudar na tarefa. Filmado em câmera lenta, ele explica todas as funções da parada. Assistam!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hulkenberg, na Sauber. Ricciardo e Vergne, na Toro Rosso*

* Por Lívio Oricchio


Três novos pilotos começam os treinos livres do GP de Abu Dabi, amanhã, já sabendo o que vão fazer na próxima temporada. Helmut Marko, o homem que decide o futuro dos pilotos da escola Red Bull, resolveu dar mais uma chance à atual dupla da Toro Rosso, time satélite da Red Bull, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Cada um deles terá de provar em 2013 que é um Sebastian Vettel em potencial para continuar com o apoio da empresa, política explícita da Red Bull, que até agora investiu alto na sua formação. Na Sauber, o papel de Nico Hulkenberg, piloto confirmado também ontem, será melhorar a já boa fase de resultados da escuderia suíça, iniciada por Sergio Perez, contratado pela McLaren.

Amanhã, das 7h às 8h30 e das 11h às 12h30, horário de Brasília, Fernando Alonso poderá ter uma ideia, nas duas primeiras sessões de treinos, da resistência que oferecerá à quinta vitória consecutiva de Vettel no campeonato. E, consequentemente, se pode ainda continuar sonhando com o título. A Ferrari do espanhol e de Felipe Massa experimentará novos componentes do conjunto aerodinâmico no circuito Yas Marina. Vettel, bicampeão do mundo, lidera a competição com 240 pontos, seguido por Alonso, com 227.

Ambos têm contratos com seus times e não viveram as desgastantes incertezas de Ricciardo e Vergne. Seu foco concentra-se na conquista do tricampeonato. O compromisso do alemão com a Red Bull estende-se até o fim de 2014 e do espanhol com a Ferrari, até o fim de 2016.

No ano passado, no dia 15 de dezembro, Franz Tost, diretor da Toro Rosso, telefonou para sua então dupla de pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suíço Sebastian Buemi, por ordem de Marko, para comunicar que estavam fora dos planos. “Não vimos neles novos Vettels”, explicou Tost. Ricciardo e Vergne não escondiam a apreensão com a demora de Marko para renovar seus contratos. Certamente sentiram-se aliviados ontem.

A Toro Rosso atravessa uma fase de transição com a dispensa do diretor técnico Giorgio Ascanelli e a contratação do competente engenheiro inglês James Key, maior responsável pelo eficiente modelo C31 da Sauber deste ano. Vergne conquistou 12 pontos e Ricciardo, nove.

Já o anúncio de Hulkenberg pela Sauber era esperado há tempos. Monisha Kaltenburn, sócia e diretora do time, precisava de um jovem de talento com alguma experiência para substituir Perez, autor de três pódios neste ano: segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. Com a opção de risco de Lewis Hamilton – trocou a McLaren pela Mercedes –, Ron Dennis chamou o veloz e ranzinza mexicano.

Nico Hulkenberg é mesmo a melhor escolha da Sauber, segundo seu atual chefe, o indiano Vijai Mallya, sócio da Force India: “No fim de 2010 identificamos em Nico uma estrela do futuro.” Nas 17 etapas realizadas até agora, o alemão de 25 anos somou 49 pontos (12º no Mundial), cinco a mais do que o companheiro, Paul Di Resta. A lista de candidatos para compartilhar a Force India com Di Resta é longa. Entre eles está Bruno Senna, caso não fique na Williams.

A Williams não assinou com nenhum piloto. Pastor Maldonado deve renovar. O mais cotado para também correr lá é o atual piloto reserva, o finlandês Valtteri Bottas. A chance maior de Luiz Razia, brasileiro de 23 anos, vice-campeão da GP2, é assinar com a Marussia, embora negocie também com a Force India.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PASSANDO O BATOM*

* Por Flávio Gomes



A Sauber acaba de anunciar a aposentadoria do dono, Peter Sauber. Prestes a completar 69 anos, sábado, o velho suíço cansou e vai cair fora do dia a dia do time. E, pela primeira vez na história, uma mulher vai assumir as principais funções de uma equipe de F-1. A substituta de Peter Sauber é a austríaca de origem indiana Monisha Kaltenborn, 41 anos, que entrou na empresa em 2000 para tocar o departamento jurídico da empresa, passou a ser membro do conselho de administração logo depois e, em 2010, virou CEO da Sauber Motorsport AG. No final do ano passado, Peter Sauber transferiu um terço das ações da companhia para ela.

Monisha já cuida dos negócios da firma há dois anos e, a partir do GP da Coreia, neste fim de semana, será também o que se chama de “Team Principal”, que aqui traduzimos carinhosamente de “chefe de equipe”. Peter seguirá com seus charutos (se bem que faz tempo que ele não fuma, foi só uma licença poética) na condição de presidente do conselho de diretores do Grupo Sauber e responsável pelas decisões estratégicas da empresa.

Engraçado que no comunicado oficial tem uma declaração do simpático careca assim, ó: “We decided a long time ago that Monisha would take over from me. So this is the right moment to pass on the baton”. Sim, eu sei que é “passar o bastão”, mas achei engraçadinho passar o batom, também.

A Sauber tem quatro décadas de estrada e do atual lote da F-1 só não está há mais tempo na batalha do que McLaren, Ferrari e Williams. Merece ficar em boas mãos. E está. As mulheres deveriam assumir todos os cargos importantes do planeta. Quando eu for presidente do mundo, cuidarei disso.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que Perez pode fazer de igual para igual com os gigantes?*

* Por Julianne Cerasoli


Se Hamilton trocou a McLaren pela Mercedes visando colher frutos no futuro, sua ex-equipe a partir do GP do Brasil de 2012 fez opção semelhante. Sergio Perez tem sido o piloto de maior destaque no meio do pelotão mas, aos 22 anos e com dois anos de experiência, certamente é mais uma promessa com uma grande chance de se afirmar do que uma realidade.

O principal desafio do mexicano será mostrar que consegue lutar entre os gigantes em iguais condições. Os grandes resultados do piloto da Sauber ocorreram sob as mesmas circunstâncias: fora do top 10, consequência ora do rendimento do carro, ora de sua deficiência em classificação, pôde escolher com que pneus largaria. Podendo adotar uma estratégia otimizada, executa-a com primazia, economizando os pneus ao mesmo tempo em que não perde velocidade, sabendo o momento de forçar.

E isso vem desde sua estreia, na qual surpreendeu até os técnicos da Pirelli ao fazer uma parada apenas para colocar a Sauber no top 10. Porém, qual a valia de tudo isso quando largar com os pneus supermacios usados, nas primeiras filas, nas mesmas condições de todos? Como será a mágica conservação de pneus de Perez quando ele não puder escolher a melhor estratégia? Felizmente, a McLaren nos deu a chance de termos esta resposta.

O melhor desta história é que Perez terá a comparação direta com Button, ainda que, verdade seja dita, o inglês tenha mais fama de cuidar dos pneus do que resultados que provem isso. Afinal, precisa que o carro esteja absolutamente neutro para render bem.

O que nos leva a outra questão que será respondida a partir de 2013: quem perdeu mais, a McLaren ou Hamilton? É justo dizer que, das cinco maiores equipes, o time de Woking terá teoricamente o líder mais fraco, aquele que precisa do carro mais perfeito para render bem. Por outro lado, se a Mercedes não fizer um carro minimamente competitivo, a velocidade de Hamilton de pouco servirá.

No final das contas, a McLaren acabou com uma dupla pra lá de intrigante. E, se Perez provar que seus encantos sobre os pneus independem de largar com os compostos ideais, Button que se cuide.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Schumacher não precisaria passar por isso. E pode não ter acabado.*

* Por Lívio Oricchio


Não há muito mais o que dizer a respeito da surpreendente transferência de Lewis Hamilton da McLaren para a Mercedes e a contração de Sergio Perez, da Sauber, para substituí-lo. A Fórmula 1 ganha muito com a notícia e a Mercedes já tem uma certeza: vai crescer bastante. Entre o que os talentosos Michael Schumacher e Hamilton podem fazer, hoje, não há termos de comparação.

O alemão, aos 43 anos, estrou na descendente. Não tem, essencialmente, a mesma clareza de raciocínio, percepção, discernimento de antes do abandono da Fórmula 1, no fim de 2006, fundamental numa competição onde a diferença entre fazer sucesso e fracassar se mede em milésimos de segundo. Hamilton, aos 27 anos, está no auge. É capaz de assumir riscos na condução de carros não muito equilibrados e obter importantes resultados, como faz Fernando Alonso, na Ferrari. Os dois são os mais eficientes, hoje, nesse aspecto.

Por esse motivo Hamilton se encaixa como uma luva nos planos e necessidades da Mercedes. Por mais que a montadora alemã invista na melhora de sua infraestrutura na Fórmula 1, pequena se comparada a de Red Bull, Ferrari e McLaren, é pouco provável que já em 2013 desenvolva um carro que permita a Hamilton lutar pelas vitórias na primeira metade da temporada. Aí entra em cena a competência do piloto inglês. Seus bons resultados, se confirmados, tendem a elevar o moral da equipe, algo também importante na Fórmula 1 para torná-la grande, potencialmente campeã.

Agora, é triste assistir a um eventual fim de carreira de Schumacher como o experimentado por esse notável piloto ou, quem sabe, ex-piloto. Ser dispensado depois de sete títulos mundiais é algo que não precisaria se submeter. Tudo bem que está se divertindo na Fórmula 1, mas essa falta de noção de que parte importante da responsabilidade, pelos três fracos anos de competição, é sua o tirou da realidade. Esqueçam que o dinheiro é que o move. Completamente equivocado. E ninguém parece capaz de lhe chamar a atenção, com medo de perder amizade ou ferir uma boa relação profissional.

Mas provavelmente não adiantaria. Suas convicções não o deixam livre para refletir sobre seu momento e concluir que o maior problema não é o carro da Mercedes, mas si próprio. Nas três temporadas na escuderia alemã perdeu por larga margem para o companheiro, Nico Rosberg, que nem de longe é um Hamilton. Schumacher tem parâmetros para julgar seu trabalho se não iniciasse a autoanálise partindo da premissa de que não tem culpa na falta de resultados.

Ele não jogou a toalha ainda. Sua empresária, Sabine Kehn, negocia com Peter Sauber a vaga deixada por Sergio Perez. E o suíço nunca escondeu sua admiração por Schumacher. Há chance de o negócio dar certo. Seria uma opção desastrosa para a Sauber. A boa base do carro atual permite supor que o projeto de 2013 seja ainda mais eficiente. Faltaria piloto à Sauber.

Não há como imaginarmos ser possível para a McLaren preterir Hamilton nas seis etapas que restam do campeonato. Esqueçamos por um instante a disputa entre os pilotos para nos atermos a de construtores. O time campeão leva para casa 100 milhões de euros, quase a metade do orçamento da temporada. E a McLaren está em segundo, com 261 pontos, não distante da líder, Red Bull, 297. É um estímulo e tanto para fazer de tudo para Hamilton ganhar as corridas. E há ainda a questão de ter um piloto campeão, independente de no ano seguinte o número 1 estar em outro carro.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SAUBER CORTA UM F1 AO MEIO *

* Indicado por VAGNER "DUFF", via Twitter. 

Nos últimos dois anos, os mecânicos da equipe Sauber vêm cortando um carro de Fórmula 1 longitudinalmente ao meio com a precisão de artesãos verdadeiros. No vídeo abaixo, o designer chefe Matt Morris aponta onde e como os componentes individuais estão localizados dentro do chassi. Sergio Pérez também participa para demonstrar a posição do lugar piloto dentro do carro.

domingo, 27 de maio de 2012

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