segunda-feira, 26 de agosto de 2013

McLaren Animation: Tooned 50: Episode 3 - The Emerson Fittipaldi Story


SANTA PISTA*

* Por Flávio Gomes

A corrida de na Bélgica foi tão boa, mas tão boa, que num dado momento o diretor de TV optou por mostrar, na íntegra, sem cortes, o stop & go de Pastor Maldonado. Faltavam menos de 10 voltas para acabar a prova. Maldonado foi punido por causar um acidente com Paul di Resta numa batalha sangrenta pelo… 14° lugar, no máximo?

E vou te dizer… Por pouco não mostraram replay em câmera lenta da parada de Maldonado, já que, na pista, a corrida de Spa dava sono.

“É o clima, seu estúpido”, diria aquele comentarista. Isso. Exatamente. O clima. Repetindo o que escrevi ontem, sobre uma possibilidade de Hamilton, o pole, vencer. “Não creio, se estiver seco e firme. Aí dá Red Bull, provavelmente com dobradinha. Aliás, Spa quando está seco e firme não tem graça nenhuma, já houve uma ou outra corrida lá chata pacas. Porque é uma pista completa, tem de tudo, subida, descida, curva lenta, rápida, de raio longo, retas enormes, retinhas curtas, chicanes. Em circuitos assim, o melhor carro ganha sempre. Se as condições forem normais, claro. Se o tempo estiver seco e firme”.

O tempo esteve seco e firme, para nossa desolação. Nem um pingo. Nem uma cuspida no asfalto. Zero de água. Agora, quando estou escrevendo, é possível que esteja nevando em Spa. Mas já não importa. As 44 voltas da corrida de hoje aconteceram sem uma gota d’água. E, assim, ela foi chata, previsível e sonolenta. Houve ultrapassagens, claro. Sempre há. E um ou outro bom momento. Mas, tirando Alonso, que saiu de nono no grid para segundo ao final, o resto foi burocrático e irrelevante.

Hamilton desistiu da vitória na primeira volta, quando Vettel passou por cima dele antes da primeira chicane lá no alto, a Les Combes. Passou, abriu e sumiu. Fez as duas paradas de praxe e só foi se preocupar com o lugar onde deveria parar o carro no Parque Fechado. Chegou a cinco vitórias no ano e 31 na carreira, igualando Mansell. Agora, só perde para Schumacher, Prost, Senna e Alonso. Este, com 32. Será ultrapassado ainda neste ano. Certeza. “Concerteza”. E tem 26 aninhos. Além de um cabelo pintado de gema de ovo. Pode pintar da cor que quiser. Guiando o que guia, com o que já conseguiu, pode pintar de azul e amarelo com estrelinhas vermelhas que ficará lindo. Galvão já pode gritar “é tetraaaaaa”. Abriu 46 pontos de Alonso. Como é que Alonso vai descontar 46 pontos?

Alonso. Foi o nome da corrida. Nono no grid, passou em quinto na primeira volta depois de uma largada esperta e precisa. Na quarta volta, passou Button e foi a quarto. Na sexta, levou Rosberguinho. Na 15ª depois do primeiro pit stop, jantou Hamilton. Ainda precisou passar Button de novo, após a parada — o inglês da McLaren iria parar um pouco depois, na volta 18.

Mas acabou a prova com a cara de quem tinha tomado uma caipirinha sem açúcar. Só foi relaxar um pouco no pódio. Deve ser mesmo uma agonia saber que é bom o bastante para vencer qualquer um, mas não conseguir, simplesmente, porque o carro não vai. A última do Domenicali, após o GP: “Precisamos melhorar em ritmo de corrida com pneus duros”. Até outro dia, era “precisamos melhorar em ritmo de classificação com pneus macios”. Se precisa dos dois, é porque está fodido, amigão.

O que mais dizer deste domingo seco de Spa? Que Massa largou mal, caiu de 10° para 12°, assim como Webber, como sempre, de terceiro para sexto. Que foram rigorosos demais nas punições a Pérez (acharam que jogou Grosjean para fora) e Gutierrez (teria levado vantagem numa manobra por fora do leito da pista). Que acertaram ao punir o desastrado Maldonado, que bateu em Di Resta numa disputa quádrupla. Que Raikkonen até que durou muito com os freios em frangalhos, abandonando depois de 27 provas seguidas nos pontos (a última zerada tinha sido na China no ano passado) e 38 consecutivas sem quebras ou acidentes (o último abandono acontecera na Alemanha em 2009, ainda pela Ferrari, antes de seus dois anos sabáticos). Que Sutil fez a mais bela ultrapassagem da prova, sobre Gutierrez, na Eau Rouge. Que Grosjean foi o único a optar por uma parada, na 23ª volta, e não deu muito certo, porque terminou em oitavo, uma posição atrás daquela em que largou.


Vettel, Alonso a quase 17s e Hamilton a quase 28s do vencedor, este foi o pódio belga, com um doido pendurado na cobertura da arquibancada tentando aparecer na TV. Ou tentando protestar contra algo, o Greenpeace estendeu uma faixa contra as atividades da Shell no Ártico, antes da prova.

Fecharam a zona de pontos, com a maior discrição possível, Rosberguinho, Webber, Button, Massa, Grosjean, Sutil e Ricciardo. Este, por ter largado em 19°, merece uma menção honrosa. Boas corridas do australiano apenas reforçam a disposição da Red Bull em promovê-lo a titular no ano que vem.

No campeonato, Vettel foi a 197 pontos. Alonso voltou à vice-liderança, 151. Hamilton tem 139 e Raikkonen caiu para quarto, 134. Sim, podem dar a taça para ele.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA BÉLGICA 2013 (TREINOS E CORRIDA)


*** PRÓXIMAS TRANSMISSÕES AO VIVO ***
TREINO LIVRE 1 - 23/08/2013 (sexta-feira), 05:00h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 2 - 23/08/2013 (sexta-feira), 09:00h (horário de Brasília)
TREINO LIVRE 3 - 24/08/2013 (sábado), 06:00h (horário de Brasília)
CLASSIFICAÇÃO - 24/08/2013 (sábado), 09:00h (horário de Brasília)
GP2 CORRIDA 1 - 24/08/2013 (sábado), 10:40h (horário de Brasília)
GP2 CORRIDA 2 - 25/08/2013 (domingo), 05:30h (horário de Brasília)
CORRIDA - 25/08/2013 (domingo), 09:00h (horário de Brasília)

ACOMPANHE A CRONOMETRAGEM OFICIAL, AO VIVO. CLIQUE AQUI!

SENNA ESPECIAL: GP JAPÃO, 1993


Se for para correr numa equipe pequena, prefiro ir embora, diz Massa*

* Por Tatiana Cunha


Ainda sem uma definição sobre sua permanência na Ferrari ou até mesmo na F-1 no ano que vem, Felipe Massa repetiu nesta quinta-feira em Spa-Francorchamps o discurso que já fez algumas outras vezes e disse que, caso não tenha vaga em uma equipe competitiva, não irá continuar na categoria.

"Sinceramente eu não estou preparado para parar de correr ainda, gostaria de continuar, mas quero estar em uma boa posição. Quero poder ficar numa equipe com boas condições", disse o ferrarista, que não teve um bom desempenho nas últimas corridas e tem sido constantemente substituído na equipe de Maranello por rumores que circulam pelo paddock.

"Se for para correr numa equipe pequena, prefiro ir embora. Como eu já disse, correr por correr eu não quero e neste caso seria melhor fazer outra coisa da vida", afirmou Massa no circuito que neste final de semana recebe o GP da Bélgica de F-1.

"Quero ficar numa equipe que me queira e nunca escondi de ninguém que meu desejo é continuar na Ferrari. Mas obviamente que meu empresário tem conversado com gente de vários times porque é importante ter várias opções".

Nesta temporada Massa ocupa a sétima colocação no campeonato, com 61 pontos --Sebastian Vettel é o líder, com 172. O brasileiro só foi ao pódio uma vez em 2013, no GP da Espanha, quando completou a prova na terceira colocação.

Aos 32 anos, o piloto brasileiro, único na categoria, estreou na F-1 em 2002, pela Sauber. De lá para cá, só não disputou o campeonato de 2003. Na Ferrari, ele está desde 2006, onde já teve como companheiros de equipe o finlandês Kimi Raikkonen e o alemão Michael Schumacher, além de Fernando Alonso.

Números não mentem: Massa não é mais um piloto de ponta*

* Por Marcos Chavarria


Quem não lembra daquela última volta no GP do Brasil de 2008, quando Felipe Massa recebeu a bandeira quadriculada como campeão mundial, mas retornou aos boxes como vice-campeão? Tudo graças ao 5º lugar de Hamilton, sob muita chuva, conquistado na última curva com uma ultrapassagem sobre Timo Glock, que se arrastava na pista encharcada, com pneus para o seco. Foram estes os últimos segundos de brilho da carreira do brasileiro.

Desde então, dois episódios emblemáticos fizeram com que Massa nunca mais fosse o mesmo piloto agressivo e veloz do passado: o acidente com a porca que se soltou do carro de Barrichello, no GP da Hungria de 2009, e a deprimente ordem de equipe da Ferrari para ceder a sua vitória a Alonso no GP da Alemanha de 2010. Estes acontecimentos, somados ao fato de que o brasileiro nunca se adaptou ao estilo de pilotagem mais suave que a F1 exigiu após a gradual mudança para deixar os pneus mais frágeis, resultaram na assombrosa decadência de Massa.

O ano de 2009 foi duro para Massa, mas o brasileiro tinha 22 pontos contra 10 do companheiro Raikkonen, até o acidente na Hungria que o tirou do resto da competição. A temporada não permitia muito mais do que isso, já que mudanças no regulamento catapultaram a Brawn e a Red Bull para o topo do grid. Não havia como competir com o difusor revolucionário do time de Ross Brawn, nem com o carro da equipe austríaca, que finalmente colhia os frutos de um ótimo projeto do “mago” Adrian Newey.

O ano seguinte era um recomeço. Massa havia escapado da morte por centímetros e agora iniciaria a temporada renovado e com um companheiro de peso, o bicampeão Fernando Alonso. O campeonato começou com dobradinha Alonso – Massa no Bahrein. Os resultados estavam aparecendo para os dois, apesar da força da Red Bull, agora consolidada como equipe grande. A disputa pelo título certamente seria entre os dois, com a McLaren de Hamilton e Button correndo por fora.

GP da Alemanha, o 11º da temporada. Alonso chegava naquele final de semana com 98 pontos, contra 67 de Massa. Era uma diferença considerável, mas não completamente impossível de ser revertida. Só que não foi este o pensamento da Ferrari. O orgulho do brasileiro seria ferido com a frase, famosa até hoje, enviada pelo rádio: “Fernando é mais rápido que você”. A nem tão velada assim ordem de equipe foi dada e Massa cedeu a vitória.

O duro golpe se refletiu na classificação final. Alonso foi o vice-campeão, com 252 pontos, perdendo o título para Vettel por apenas 4 pontos, enquanto Massa ficou em 6º com 144. A diferença entre os dois foi de 108 pontos. Parece muito, não? Pois é justamente aí que está a grande prova do declínio de Massa.Esta diferença passou para 139 em 2011 (Massa 118 x 257 Alonso), 156 em 2012 (Massa 122 x 278) e por enquanto está em 72 pontos na atual temporada (Massa 61 x 133). Desde 2010, foram 68 provas disputadas pela atual dupla de pilotos da Ferrari. Enquanto Alonso tem 38 pódios, Massa contabiliza apenas 8. Vitórias, são 11 x 0. Na soma total de pontos, a vantagem do espanhol é de 920 x 445.

O fato é que os boatos sobre a saída de Massa da Ferrari tomam força desde 2011, quando o brasileiro levou o primeiro “puxão de orelhas” público sobre o fraco desempenho naquele ano. Desde então, uma imensa lista de pilotos já tomou o lugar do brasileiro, nas mais diversas especulações de mercado. O presidente da escuderia já avisou que será preciso somar pontos na metade final desta temporada.

“Felipe é um grande piloto e um grande cara, mas nos últimos dias nós fomos muito claros com ele: nós dois precisamos de resultados e pontos. Depois, em algum ponto, vamos nos olhar um ao outro nos olhos e decidir o que fazer”, disse Luca di Montezemolo.

Particularmente, acho que esta será a última temporada de Massa na Ferrari. Com os boatos de que Raikkonen já teria acertado a sua volta ao time italiano para 2014, tudo parece indicar para uma forte dupla com Alonso. E mesmo que este boato não passe de um boato, a lista de aspirantes ao assento do carro vermelho deve ganhar corpo a cada final de semana, caso o brasileiro não melhore substancialmente o seu desempenho.

MINARDIANAS: GP PORTUGAL, 1990


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SENNA ESPECIAL: GP MÉXICO, 1990


MINARDIANAS: GP BÉLGICA, 1987


GP da Bélgica indicará se Mercedes vai mesmo brigar pelo título*

* Por Lívio Oricchio

As duas sessões de treinos livres do GP da Bélgica, sexta-feira, não permitirão maiores conclusões, mas a sessão que vai definir o grid, sábado, e a corrida, domingo, esta possivelmente sob chuva, como manda a tradição do circuito Spa-Francorchamps, vai responder o que todos na Fórmula 1 desejam saber: Lewis Hamilton e Nico Rosberg, os pilotos da Mercedes, serão mesmo, agora, na segunda metade do campeonato, os adversários de Sebastian Vettel na luta pelas vitórias? A Mercedes pode ter voltado ainda mais eficiente depois das férias de agosto?

A equipe alemã é a de melhor retrospecto nas cinco últimas etapas. Rosberg venceu em Mônaco e na Inglaterra, enquanto Hamilton foi primeiro na Hungria. O time alemão estabeleceu nessas cinco provas quatro pole positions. Hamilton largou na frente nas três últimas, Silverstone, Nurburgring e Hungaroring, enquanto |Rosberg, em Mônaco. Havia sido o mais veloz também na classificação nas duas etapas anteriores, Espanha e Bahrein.

O líder do Mundial, Sebastian Vettel, da Red Bull, respondeu ao lhe perguntarem sobre o quarto título seguido, este ano: “Temos ainda meia temporada pela frente e da forma como a Mercedes vem crescendo não dá para dizer nada. As coisas mudam rápido na Fórmula 1”. O alemão lidera o campeonato depois de dez corridas com 172 pontos, seguido por Kimi Raikkonen, da Lotus, com 134, Fernando Alonso, Ferrari, 133 e Hamilton, 124.

Apesar de as escuderias não poderem trabalhar durante 15 dias nesse período de recesso da competição, já antes vinham preparando importantes modificações em seus carros para estrear no GP da Bélgica. Serão testadas na pista agora, a partir de sexta-feira. Ainda no circuito de Budapeste, Eric Boullier, diretor da Lotus, comentou sobre o que espera da sequência do campeonato: “Não acredito em mudanças radicais em relação ao que estamos vendo. Mas como está tudo muito disputado, qualquer diferença a mais de performance será sentida”.

Red Bull, Mercedes, segunda colocada entre os construtores, Ferrari e Lotus estão atrás desses milésimos de segundo a menos nos seus tempos de volta. A sessão de classificação, sábado, vai dar uma ideia do quanto cada time avançou com o pacote de novos componentes incorporado a seus carros. Por ter perdido terreno em relação aos adversários, a Ferrari do competente e polêmico Alonso será um dos focos de atenção da imprensa.

Mas além da disputa esportiva o GP da Bélgica tem outra grande atração: todos querem saber qual o destino do piloto mais carismático do grid, Kimi Raikkonen. A semana foi pródiga de notícias envolvendo-o. Seu empresário afirmou que as negociações com a Red Bull se encerraram. O finlandês vai, então, permanecer na Lotus ou pode formar dupla com Alonso na Ferrari, como dizem alguns?

Os próximos dias podem relevar o curso dos capítulos seguintes desse apetitoso tema, capaz de levar grupos de fãs da Fórmula 1, no mundo todo, a calorosas discussões. Curiosamente o elemento-chave da história, Raikkonen, quase nunca se manifesta. A não ser como piloto. E nisso é brilhante.

Felipe Massa joga suas últimas fichas no cassino do circuito de Spa-Francorchamps e depois dia 8 de setembro, no de Monza, na Itália. Precisa fazer uma aposta única num número da roleta e acertar em cheio nos dois eventos. Só assim, dois grandes resultados, teria ainda chances de ver o contrato com a Ferrari renovado. E admitindo-se que Stefano Domenicali, diretor da equipe, não está conversando com Raikkonen, como é provável.

A 11.ª etapa do Mundial vai evidenciar, também, como os novos pneus Pirelli se comportam num traçado de elevada exigência, com o belga, com suas curvas velozes e longas. Esses pneus estrearam na Hungria, pista lenta, sob calor arrasador, e agradaram a todos.

Se Massa joga o seu futuro em Spa e em Monza, o brasiliense Felipe Nasr, da equipe Carlin da GP2, pode assumir na Bélgica a liderança do campeonato, o que o deixaria ainda mais perto de estrear na Fórmula 1 em 2014. Com 21 anos completados ontem, é o vice-líder da categoria considerada a antessala da Fórmula 1. Soma 129 pontos diante de 135 do monegasco Stefano Coletti, da Rapax.

Quem conhece o histórico do clima da cadeia de montanhas das Ardenas, no sudoeste belga, se surpreendeu nesta quarta-feira ao não chegar no autódromo: não havia uma única nuvem no céu. Os habitantes da região da Valônia devem estar estranhando a presença constante do sol e calor, durante o dia, capaz de atingir 28 graus. Não é absolutamente comum.

À noite é diferente. Cai para 12, 13 graus, mesmo no verão, como agora. Os carros de Fórmula 1 vão para a pista sexta-feira, a partir das 5 horas, horário de Brasília, com asfalto seco. Mas como dizem os profissionais do evento, em Spa nunca dá para confiar integralmente na previsão meteorológica. As indicações são de tempo seco nos dois primeiros dias de competição. E de chuva para o domingo à tarde.

Jogos políticos*

* Por Julianne Cerasoli

Há três semanas, a notícia era de que Fernando Alonso estava se oferecendo à Red Bull, mesmo com contrato em vigor por mais três temporadas na Ferrari. Nos últimos dias, foi Kimi Raikkonen quem “decidiu fechar contrato” com o time italiano, de acordo com a mídia finlandesa.

As histórias em si são difíceis de comprar. Não é preciso ser gênio para compreender o quanto da pilotagem de Alonso colocou a Ferrari na disputa por títulos em duas das últimas três temporadas. Uma mudança para a Red Bull, para medir forças com o desafeto Sebastian Vettel, também não seria uma aposta das mais inteligentes para um time que caminha para o tetracampeonato mundial. Do lado de Raikkonen, não é segredo que a história do finlandês com a Ferrari acabou mal, com direito a rescisão em 2009 e cobranças públicas de empenho. E por que Kimi escolheria um time que não é campeão há quatro anos quando tem uma proposta concreta da própria Red Bull?

Mas é possível que movimentos ocorridos nas últimas semanas tenham reflexos no futuro. Levando em consideração os contratos atualmente em vigor, a única peça que pode se movimentar agora entre os campeões do mundo é Raikkonen. Vettel recentemente estendeu seu contrato até o fim de 2015, mesma data em que expira o compromisso de Lewis Hamilton com a Mercedes. O de Alonso dura um ano a mais.

Talvez o espanhol esteja mesmo insatisfeito com outra temporada em que a Ferrari se vê correndo atrás do prejuízo e está sondando seu poder de barganha. Talvez a Ferrari não goste disso e esteja alimentando estes boatos para não ficar em uma posição frágil no mercado. Mas concluir que contratos serão quebrados por conta desse jogo político é outra história.

Falando em barganha, a Red Bull pode estar valorizando uma sondagem de Alonso para pressionar Raikkonen, ou para mostrar a Vettel – cuja extensão de apenas um ano ao contrato original chamou a atenção – que muitos estão loucos (e são gabaritados) para ocupar sua vaga.

Uma história relativamente recente ilustra bem como funcionam estas coisas. Em junho de 2011, durante o GP do Canadá, Lewis Hamilton bateu na porta da Red Bull de maneira explícita. Foi uma maneira de mostrar sua insatisfação dentro da McLaren e abriu a porta para a proposta da Mercedes. Mas algo de concreto demorou mais de um ano para acontecer.

Ricciardo levaria Red Bull de volta às origens*

* Por Luis Fernando Ramos


Ainda não é confirmado, mas os comentários do empresário de Kimi Raikkonen e a matéria publicada pelo Sport Bild - assinada por jornalistas próximos a Helmut Marko - indicam que a escolha da Red Bull para substituir Mark Webber em 2014 será mesmo Daniel Ricciardo. O que indicaria uma vitória do consultor austríaco sobre Christian Horner no duelo político interno da equipe.

O que seria, a meu ver, um erro.

Ter uma dupla formada por Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo seria colocar a Red Bull de volta às suas origens. Nas suas duas primeiras temporadas, o time de Milton Keynes era composto de um líder vencedor de corridas - no caso, David Coulthard - e de um novato de nível apenas regular - Christian Klien na maior parte das corridas, mas com participações esporádicas de Vitantonio Liuzzi e Robert Doornbos neste papel.

Os resultados eram óbvios. Enquanto o escocês mantinha uma boa regularidade nos resultados, a performance do mediano era apenas média (ora, pois), pontuada por alguns abandonos por colisão ou saídas de pista.
Naquela época o time ainda estava em fase de crescimento e se destacava mais pelas modelos que frequentavam o motorhome e não pelos pontos marcados na pista. Então isto não era necessariamente um problema. Mas a Red Bull de 2014 viverá o maior desafio de sua história: tentar manter uma incrível hegemonia em cima de uma enorme mudança técnica nos carros e lutando contra rivais muito fortes.

A Mercedes provou neste ano que possui uma dupla vencedora e que a performance individual de cada piloto cresce com o desafio interno - vide a alternância de forma entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg observada até aqui. Há também o burburinho que o motor V6 que eles estão construindo em Brixworth será o melhor, pelo menos na fase inicial do regulamento.

Para enfrentar um desafio desses, a Red Bull deveria investir numa dupla comprovadamente forte. Um Kimi Raikkonen disponível no mercado e louco por um carro mais competitivo era uma chance de ouro para confirmar isso. Mas Marko queria prestigiar o seu programa de jovens pilotos. E, aparentemente, fez prevalecer o seu desejo.

Sinceramente, não vejo Daniel Ricciardo capaz de sentar lá e dar conta do recado. Não é um piloto ruim. É, certamente, melhor que Klien, Liuzzi e Doornbos. Mas já deu amostras de que também não é excepcional. Em uma temporada e meia correndo ao lado de Jean-Eric Vergne na Toro Rosso, a performance dos dois é equilibrada: o australiano se sai melhor nos treinos, o francês em ritmo de corrida.

É uma situação bem diferente do Sebastian Vettel que subiu para a “matriz” em 2009. No ano anterior, ele havia dominado completamente o seu xará Bourdais - que não era nenhum bobo. E a regularidade do alemão era impressionante. Assim, quando chegou para correr ao lado de Mark Webber, Vettel não era um novato sobre o qual se colocavam questionamentos.

Sobre Ricciardo, ainda pairam muitos.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SENNA ESPECIAL: GP HUNGRIA, 1988


REPLAY: STOCK CAR - RIBEIRÃO PRETO/SP, 2013

MotoGP de volta? Melhor esperar*

* Por Rodrigo Mattar

Vão me chamar de pessimista, eu sei. Mas não compartilho do mesmo entusiasmo de alguns por conta do encontro entre Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, organizadora do Mundial de Motovelocidade e o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz.

Segundo consta, foi assinado um acordo para a volta do GP do Brasil de Motovelocidade, dez anos depois do que fizeram Cesar Maia e seus asseclas, Ruy Cezar de Miranda à frente, tratando de terminar de jogar no lixo todo um calendário de eventos internacionais que tinha, ainda, a Fórmula Indy. Até aí, tudo bem. A Argentina também tinha intenções de realizar sua corrida e o evento, previsto para este ano, foi cancelado (por imposição da Repsol, um dos mais fortes patrocinadores da MotoGP e cujo contrato de privatização da YPF foi cancelado pela presidente Cristina Kirchner) e só acontecerá ano que vem, porque agora sim o circuito de Termas de Río Hondo está pronto.

O Brasil não tem um circuito capaz de receber uma prova do Mundial de Motovelocidade. Não custa nada repetir: as normas de segurança da FIM são mais rigorosas que as da FIA. Para uma pista poder atender a tantas necessidades, será preciso uma extensa reforma e a Dorna foi bater justo à porta do governo do Distrito Federal, cujo mandante não é propriamente um grande exemplo de governante. Tampouco de ministro dos esportes – como aliás todos os que passaram pela pasta, absolutamente ineptos. Só estão lá porque o governo do PT leiloou este cargo para o PC do B.

E quando falo que não compartilho do entusiasmo é que uns dão a corrida como “certa”. Por outro lado, prefiro ir para o viés do “pode receber”. E, repito, para que isso aconteça, o Autódromo Nelson Piquet terá que ser amplamente reformado: novos boxes e paddock, novo asfalto, novas guias, áreas de escape muito mais seguras e nova drenagem.

Claro, a CBM afirma que no caso da morte da piloto Vanessa Daya, “as condições do circuito não influenciaram”. Mas há quem duvide.

MotoGP de volta ao Brasil? Vamos com calma. Melhor esperar. Eu só acredito vendo.

F1 2013: clássicos com Satoru Nakajima*

* Por Rafael Lopes

A produtora inglesa Codemasters revelou todos os carros que estarão presentes no modo clássico do game “F1 2013″, que será lançado mundialmente no dia 4 de outubro. Serão modelos inesquecíveis de Williams, Ferari e Lotus das décadas de 1980 e 1990. Lembrando que o Voando Baixo publicou aqui, no mês passado, que os tricampeões Ayrton Senna e Nelson Piquet estão fora por falta de acordo na negociação dos direitos de imagem.

O modo clássico do game terá apresentação do lendário narrador Murray Walker, a voz da Fórmula 1 na Inglaterra, e terá campeões como Nigel Mansell, Alain Prost e Michael Schumacher disponíveis. Cada carro terá dois pilotos que tenham corrido pela respectiva equipe na Fórmula 1, não importando a época. Ah, uma curiosidade: o japonês Satoru Nakajima está confirmado no game.

Confira abaixo a lista completa dos carros disponíveis:

- Década de 1980 (disponível no F1 2013 e no F1 2013: Classic Edition)
1980 – Williams FW07B – Alan Jones e Alain Prost
1986 – Lotus 98T – Mario Andretti e Emerson Fittipaldi
1988 – Ferrari F1-87/88C – Gerhard Berger e Michael Schumacher
1988 – Lotus 100T – Satoru Nakajima e Mika Hakkinen
1988 – Williams FW12 – Nigel Mansell e Damon Hill

- Década de 1990 (disponível apenas no F1 2013: Classic Edition)
1992 – Ferrari F92A – Jean Alesi e Ivan Capelli
1992 – Williams FW14B – Nigel Mansell e David Coulthard
1996 – Ferrari F310 – Michael Schumacher e Gerhard Berger
1996 – Williams FW18 – Damon Hill e Jacques Villeneuve
1999 – Ferrari F399 – Eddie Irvine e Jody Scheckter
1999 – Williams FW21 – Alain Prost e Ralf Schumacher

FERRARI, SIM*

* Por Flávio Gomes

Eddie Jordan é bem informado. E bem relacionado. E costuma acertar. Na condição de ex-dono de equipe e atual comentarista da BBC, virou um jornalista de mão-cheia.

É ele quem está afirmando que Raikkonen fechou com a Ferrari e o anúncio será feito em Monza.

Eu estava duvidando. Não estou mais.

Está na hora de começar a especular qual será o futuro de Massa. Lotus?