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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Melhor que a encomenda*

* Por Luis Fernando Ramos


Faltavam apenas oito voltas para o final do GP do Bahrein quando Daniel Ricciardo partiu para o ataque. Aproveitou o uso da asa traseira móvel para colocar de lado na freada para a primeira curva e deixar Sebastian Vettel para trás. O alemão ainda tentou o troco na reta seguinte, mas o australiano defendeu bem a linha de dentro. Três voltas depois, ele ainda ganharia a posição de Nico Hülkenberg para terminar a prova em quarto lugar.

Encerrada a prova, coube ao chefe do time Christian Horner reconhecer: o australiano de Perth está se saindo melhor do que o esperado. “Ele está superando nossa expectativa. Suas manobras provam que ele pode lutar com os melhores do grid. Isso mostra o quanto é difícil avaliar um piloto com um material ruim nas mãos. Isso atrapalha o potencial deles. Sabíamos que Daniel era bom, mas ainda não estava claro exatamente o quão bom”.

A notícia é boa para o time. Não fosse a polêmica desclassificação de Ricciardo no GP da Austrália, cujo recurso será julgado na semana, estaria a Red Bull ocupando a vice-liderança no Mundial de Construtores. Isso com um carro que mostra bom potencial, mas longe ainda de sua performance máxima.

A má notícia é que quando o esperado crescimento de performance ocorrer, o time terá de recortar a desvantagem para a dupla da Mercedes com seus pilotos dividindo pontos entre si. Ao contrário do que se esperava até dentro do time, Ricciardo já anda na mesma toada de Vettel. No Bahrein, se mostrou mais eficiente que o alemão na conservação dos pneus.

O tetracampeão não demonstra nenhum sinal de inquietação com isso. Parece ciente de que não terá vida fácil na briga interna do time. Sabe também que cresceu como piloto nas temporadas em que Mark Webber o superava eventualmente. Mas certamente não esperava que, quando o carro melhorar, terá concorrência interna na difícil tarefa de descontar a vantagem que a dupla da Mercedes terá somado até então.

A principal diferença para Webber é que Ricciardo encara a briga com um sorriso no rosto. Seja um final de semana bom ou ruim, ele demonstra otimismo e motiva seus mecânicos e engenheiros. Webber não conseguia isso ao optar por reclamar ao invés de trabalhar. Uma tática que nunca rendeu dividendos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Sobre o recurso da Red Bull*

* Por Fábio Seixas

A FIA marcou para 14 de abril a audiência em que a Red Bull apresentará seu recurso contra a punição a Ricciardo em Melbourne.

Até lá, são dois GPs: Malásia e Bahrein. E um cenário intrigante pela frente.

Se a equipe tem mesmo certeza de que seu sistema de controle do fluxo de combustível está correto, não há razões para mudar. Mas arriscaria ser punida nessas duas corridas.

Adotar o sistema indicado pela FIA parece ser a atitude mais sensata. Mas isso pode ser interpretado como admissão de culpa e jogar por terra as chances de sucesso no tribunal.

(Se correr o bicho pega, se ficar...)

Há outra leitura possível. E ruim para a escuderia. Num momento como este, de mudanças técnicas radicais, pegaria muito mal para a FIA perder um recurso logo de cara, na prova de abertura do campeonato.

Isso passaria um recado para todos os outros times de que vale a pena abusar da intepretação das regras. A ideia da FIA é justamente outra, de tolerância zero.

De quebra, há o chamado xis da questão. Na opinião deste blogueiro, a Red Bull errou no episódio. Infringiu o regulamento, foi alertada disso, mas insistiu no erro.

Por essas e por outras é que não acredito na mudança do resultado da Austrália.

Ricciardo e companhia que se conformem.

terça-feira, 18 de março de 2014

Quo Vadis F1?*

* Por Luis Fernando Ramos

Mesmo com um vento forte e eventuais garoas, mais de cem mil pessoas foram ao Albert Park no domingo. Na contramão do que acontece na maioria dos países, o interesse pela Fórmula 1 na Austrália cresceu muito nos últimos anos. Frutos, claro, das vitórias conseguidas por Mark Webber neste período.

E a apoteose deste crescimento se deu com a corrida de Daniel Ricciardo. Em sua estreia na Red Bull, o sorriso ambulante de Perth foi simplesmente perfeito, maximizando o crescimento do RB10 com ótimos resultados na classificação e na corrida. O primeiro pódio de um piloto australiano na corrida do país. Quando ele cruzou a linha de chegada, olhei pela janela da sala de imprensa e vi uma arquibancada explodindo em alegria. Fiquei arrepiado.

Um desses momentos bonitos que o esporte proporciona foi aniquilado horas depois pela frieza dos comissários de prova. O caso está bem documentado: os sensores acusavam um fluxo de combustível maior do que o permitido, a FIA avisou à Red Bull mas o time ignorou a advertência e manteve o mesmo fluxo. Regras são regras.

Mas fiquei impressionado com a confiança de membros da Red Bull e da Renault de que o apelo deles será vitorioso. Acreditam que será fácil provar a inconsistência do sensor utilizado pela FIA para medir este fluxo e a eficiência do seu próprio, mostrando que jamais ultrapassaram o limite.

Pelo que ouvi, os sensores da entidade chegavam a oscilar na casa de 2%, para mais ou para menos. Numa mera conta matemática, isto significa que um time que estava usando 100% do fluxo, mas o sensor de FIA acusava 98%, poderia aumentar seu fluxo para 102%. Um ganho de quinze cavalos. Provar isso no Tribunal de Apelo será a meta da equipe punida.

Andar no limite das regras e explorar qualquer brecha que se abra está na natureza das equipes da F-1 desde a sua origem. Mas o pior lado desse episódio do GP da Austrália está na criação de uma regra complexa, de difícil controle e, acima de tudo, inútil.

Controlar o fluxo de combustível foi a opção criada para impedir que os times tirassem mais potência do turbo durante a classificação. Uma bobagem. Bastava liberar uma quantidade extra de combustível para ser queimada apenas nessa sessão - no mesmo raciocínio do que fizeram com um jogo extra de pneus para o Q3.

Então, o fã da categoria, que já está com cabeça confusa com tantas regras novas, só precisaria saber que o piloto pode usar 100 quilos (ou 135 litros) ao longo da corrida. E ponto final.

Mas não. Na primeira corrida da nova era da F-1, os dirigentes conseguiram matar a melhor estória esportiva do dia por conta de uma regra complicada e que não sabem controlar. Não espanta ver um jornal australiano estampando a manchete “Grande Farsa” na sua capa. Não vai espantar se o público do Albert Park diminuir bastante no ano que vem.

Já faz tempo que é uma merda a maneira que a categoria é administrada.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Daniel na cova dos leões*

* Por Luis Fernando Ramos


Como era esperado, a Red Bull confirmou ontem Daniel Ricciardo como piloto do time a partir de 2014. O anúncio foi feito num programa de entrevistas da Servus TV, emissora austríaca pertencente à fabricante de bebidas energéticas e contou com a presença do australiano e do consultor da equipe Helmut Marko. Ricciardo entra no lugar do compatriota Mark Webber, que deixa a Fórmula 1 para correr no Mundial de Endurance pela Porsche.

A decisão da Red Bull é uma aposta a longo prazo. Durante meses especulou-se a criação de um “Dream Team” formado por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. O time chegou a conversar com o finlandês, mas as conversas se encerraram no mês passado. O diretor-técnico Adrian Newey explicou a escolha por Ricciardo: "Poderíamos ter pego um piloto experiente, que certamente traria um nível de performance esperado; ou um piloto bem mais jovem na esperança dele se apresentar em um grande nível. Optamos pela segunda alternativa e concluímos que Daniel é o nome mais promissor da nova geração. Acho que é bom trazer sangue novo e dar uma chance para pilotos talentosos".

Apesar das palavras de Newey, está claro que a “chance” dada a Ricciardo implica em obter resultados logo de cara. Marko já avisou que quer ver o piloto conquistando os pontos necessários para que a Red Bull ganhe o Mundial de Construtores.

No último GP da Bélgica, perguntei ao australiano se se permitiria um tempo de adaptação numa equipe de ponta caso fosse realmente confirmado para 2014: "Definitivamente vou me pressionar para estar bem logo no início da temporada. Se você está com uma equipe grande, é assim que tem de ser. Não há muito tempo para aprender", afirmou.

Já havia escrito em outras ocasiões: a escolha da Red Bull por Daniel Ricciardo é um erro. Com Kimi Raikkonen disponível no mercado, o time perdeu a chance de montar uma dupla fortíssima e com potencial para protagonizar duelos históricos. Mas a aposta no jovem australiano é arriscada.

Como estava conversando outra dia com a Julianne Cerasoli: até hoje, apenas um piloto da geração que entrou na Fórmula 1 depois da proibição dos testes durante a temporada chegou a uma equipe de ponta. É Sergio Perez, que está fazendo uma campanha discreta e pontuada por muitos erros na McLaren. Ricciardo parece ser mais constante que o mexicano. Mas deve sofrer para manter o nível de um Mark Webber - que pode parecer pouco diante do domínio que Sebastian Vettel exercia sobre ele, mas não é.

Daniel Ricciardo é  um cara muito legal, sempre acessível, sorridente, vidrado num trash metal e cujo cenário ideal é sair de quadriciclo com os amigos no deserto nas cercanías de Perth, que é uma das cidades mais bacanas que eu já visitei. Mas é bom o suficiente para manter a Red Bull no topo e liderá-la após uma eventual saída de Vettel? Eu acredito que não.

PÁGINA DA VIDA*

* Por Victor Martins

Chegou o dia, e a Red Bull resolveu fazer uma superprodução para o que já havia sido anunciado por muitas mídias e pelo Canguru Cagueta que vai deixar o lugar vago daqui dois meses: levou a TV por ela controlada na Áustria, a Servus, ao seu hangar, fez um mistério ao colocar o piloto no carro e, ao abrir a porta traseira, revelou Ricciardo como novo companheiro de Vettel para 2014. Daniel, coitado, no estúdio montado, parecia uma criança como quem ganhava seu mais novo carrinho. Sendo que se trata do maior carrão que há de guiar na vida.

Ricciardo, 24, é um piloto rápido e faz jus ao programa rubrotaurino de revelação de talentos – que só havia promovido o próprio Vettel da Toro Rosso para a equipe principal. Num primeiro momento, a decisão é adversa ao que apregoava o chefe Christian Horner, de formar a dupla mais forte possível – o que colocava Alonso e Räikkönen em um embate direto e interessante. Mas se pode analisar que ‘melhor’ não pode ter a conotação literal. O que é melhor para a Red Bull é não ter é um ambiente infernal nem uma dupla que esteja em pé de igualdade e promova brigas homéricas que levem à sua derrota no Mundial de Construtores, aquele que é responsável pela premiação gorda da FOM.

A F1 tem melhores exemplos de um piloto #1 e outro #2, e é por trás da cortina da resposta oficial onde se esconde esta conclusão. É muito mais fácil a Red Bull trabalhar no desenvolvimento de Ricciardo e fazer com que ele ajude Vettel a ser o maior da história em um primeiro momento do que pegar um outro lobo e ponha tudo a perder como nos tempos de Mansell × Piquet na Williams ou Hamilton × Alonso na McLaren. A decisão foi tomada a oito mãos – além de Horner, participaram o conselheiro Helmut Marko, o projetista Adrian Newey e o dono da brincadeira toda, Didi Mateschitz – e joga em Ricciardo a responsabilidade de tirar pontos dos adversários no ano que vem enquanto se encaixa melhor no time – até literalmente, visto que o jovem rapaz alegou ter um rabo grande para o chassi da RBR; notem o que é a gente é obrigado a escrever, sem muitos eufemismos.

Riccardinho chega para dar uma amenizada nos rumores todos desta linda ‘silly season’, que agora se concentram nas vagas da Ferrari. Ontem, um “importante anúncio” de Alonso nas redes sociais que estava por vir levantou a lebre da galera toda. “Será?”, se perguntaram, achando que a zebra estava por sair ali da terra do cavalino, mas no fim das contas foi a revelação da compra de uma equipe basca de ciclismo. Há quem creia, e existe uma base nisso, de que Fernando pode voltar à Lotus, num até possível comando da Renault, em 2014, promovendo nova troca com Räikkönen. Pelos lados de Massa, quem mais ameaça seu posto é Hülkenberg, mas Felipe já tem um discurso muito alinhadinho com o da cúpula domenicaliana de quem vai continuar por mais um tempo.

Ainda há muita água para passar neste rio, água que não foi posta na cerveja de Ricciardo. Depois do programa da TV lá, Dan’s The Man abriu uma Foster’s, continuou rindo como criança e certamente não vai conseguir dormir tão cedo ao saber que a página da vida vira.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ricciardo levaria Red Bull de volta às origens*

* Por Luis Fernando Ramos


Ainda não é confirmado, mas os comentários do empresário de Kimi Raikkonen e a matéria publicada pelo Sport Bild - assinada por jornalistas próximos a Helmut Marko - indicam que a escolha da Red Bull para substituir Mark Webber em 2014 será mesmo Daniel Ricciardo. O que indicaria uma vitória do consultor austríaco sobre Christian Horner no duelo político interno da equipe.

O que seria, a meu ver, um erro.

Ter uma dupla formada por Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo seria colocar a Red Bull de volta às suas origens. Nas suas duas primeiras temporadas, o time de Milton Keynes era composto de um líder vencedor de corridas - no caso, David Coulthard - e de um novato de nível apenas regular - Christian Klien na maior parte das corridas, mas com participações esporádicas de Vitantonio Liuzzi e Robert Doornbos neste papel.

Os resultados eram óbvios. Enquanto o escocês mantinha uma boa regularidade nos resultados, a performance do mediano era apenas média (ora, pois), pontuada por alguns abandonos por colisão ou saídas de pista.
Naquela época o time ainda estava em fase de crescimento e se destacava mais pelas modelos que frequentavam o motorhome e não pelos pontos marcados na pista. Então isto não era necessariamente um problema. Mas a Red Bull de 2014 viverá o maior desafio de sua história: tentar manter uma incrível hegemonia em cima de uma enorme mudança técnica nos carros e lutando contra rivais muito fortes.

A Mercedes provou neste ano que possui uma dupla vencedora e que a performance individual de cada piloto cresce com o desafio interno - vide a alternância de forma entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg observada até aqui. Há também o burburinho que o motor V6 que eles estão construindo em Brixworth será o melhor, pelo menos na fase inicial do regulamento.

Para enfrentar um desafio desses, a Red Bull deveria investir numa dupla comprovadamente forte. Um Kimi Raikkonen disponível no mercado e louco por um carro mais competitivo era uma chance de ouro para confirmar isso. Mas Marko queria prestigiar o seu programa de jovens pilotos. E, aparentemente, fez prevalecer o seu desejo.

Sinceramente, não vejo Daniel Ricciardo capaz de sentar lá e dar conta do recado. Não é um piloto ruim. É, certamente, melhor que Klien, Liuzzi e Doornbos. Mas já deu amostras de que também não é excepcional. Em uma temporada e meia correndo ao lado de Jean-Eric Vergne na Toro Rosso, a performance dos dois é equilibrada: o australiano se sai melhor nos treinos, o francês em ritmo de corrida.

É uma situação bem diferente do Sebastian Vettel que subiu para a “matriz” em 2009. No ano anterior, ele havia dominado completamente o seu xará Bourdais - que não era nenhum bobo. E a regularidade do alemão era impressionante. Assim, quando chegou para correr ao lado de Mark Webber, Vettel não era um novato sobre o qual se colocavam questionamentos.

Sobre Ricciardo, ainda pairam muitos.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Queda-de-braço*

* Por Luis Fernando Ramos


A grande questão que, esperamos, será respondida durante esta pausa da Fórmula 1 no verão europeu diz respeito a quem correrá ao lado de Sebastian Vettel na Red Bull na próxima temporada. A movimentação do mercado de pilotos depende do preenchimento dessa vaga para retomar seu curso. E a definição do escolhido sairá do vencedor da queda-de-braço entre dois homens: Christian Horner e Helmut Marko.

O consultor da Red Bull prefere Daniel Ricciardo, para justificar o programa de jovens pilotos da marca que conduz há anos com sucesso questionável - Vettel provou ser uma agradável exceção a um histórico de insucessos. A opção de Marko vai contra a própria opinião do chefe de equipe na Toro Rosso, Franz Tost, que achava ser Jean-Eric Vergne uma melhor opção. Mas o francês já está fora da equação. Na Hungria, Marko “confidenciou” a jornalistas amigos que ele tinha prevalecido internamente e que a escolha pelo australiano já estava consumada.

Me parece jogo de cena. Horner, também na Hungria, propagou aos quatro cantos que o companheiro de Vettel não precisa ser necessariamente alguém do programa de jovens pilotos da Red Bull. Um claro recado a Marko. O inglês sonha em formar um “Dream Team” de Vettel com Kimi Raikkonen e busca convencer a pessoa que vai tomar a decisão de que esta é a melhor opção para a Red Bull.

Esta pessoa é, claro, o dono da empresa, Dietrich Mateschitz. Uma pessoa de difícil leitura. Quem conhece os bastidores internos da Red Bull afirma que Marko tem mais influência com “o chefe” do que Horner. Mas o consultor tentou em vão nos últimos dois anos antecipar a aposentadoria de Mark Webber. Sem sucesso, porque Mateschitz sempre optou por renovar com o piloto.

Resta saber se Marko vai prevalecer dessa vez.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Red Bull precisa de Kimi*

* Por Luis Fernando Ramos


A disputa pelo cockpit de Mark Webber na Red Bull para o ano que vem está restrita a dois nomes. Kimi Raikkonen é a opção de peso e formaria com Sebastian Vettel um verdeiro “dream team”, com um certo potencial explosivo que sempre existe quando dois pilotos de qualidade similar se encontram na mesma garagem. Daniel Ricciardo é a opção lógica dentro da política de um programa de jovens talentos que busca fomentar nomes para vencer na Fórmula 1 desde as categorias de base.

O australiano que corre na Toro Rosso se saiu muito bem ao volante do RB9 no teste de jovens pilotos em Silverstone. Mostrou ser capaz de fazer voltas rápidas com o carro sem dificuldade e agradou no contato com os engenheiros. É uma pessoa tranquila e descomplicada que jamais ameaçaria o equilíbrio de um ambiente dominado pela qualidade de Vettel. Estaria lá para crescer mais ainda e, quem sabe no futuro, assumir o posto do alemão.

O problema é justamente este. Ricciardo não é um mau piloto, mas em 40 GPs disputados na Fórmula 1, jamais deu sinais de que pode chegar ao nível de pilotos como Vettel. Seria, no máximo, um substituto à altura de Mark Webber. Se um dia Vettel sair da Red Bull, seria preciso encontrar outro nome para seu lugar, porque Ricciardo estaria lá apenas para compor a equipe, não para liderá-la para mais títulos.

Diante disso, vejo Kimi Raikkonen como a melhor opção para o time, mesmo empregando a lógica de formação de pilotos da Red Bull. Com o finlandês a bordo, a Red Bull teria uma dupla fortíssima para esta nova F-1 que entra em vigor no ano que vem com os motores V6. Uma dupla com qualidade de sobre para enfrentar outra dupla forte de uma equipe que vem em franco crescimento, a Mercedes.

A opção por Kimi também daria tempo para a Red Bull buscar alguém dentro de seu programa de jovens pilotos com talento suficiente para suprir uma futura ausência de Sebastian Vettel.  O português Antonio Félix da Costa e o espanhol Carlos Sainz estão cumprindo uma boa trajetória nas categorias de base e podem ser uma solução para isto se puderem crescer sem pressa.

A escolha é óbvia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hulkenberg, na Sauber. Ricciardo e Vergne, na Toro Rosso*

* Por Lívio Oricchio


Três novos pilotos começam os treinos livres do GP de Abu Dabi, amanhã, já sabendo o que vão fazer na próxima temporada. Helmut Marko, o homem que decide o futuro dos pilotos da escola Red Bull, resolveu dar mais uma chance à atual dupla da Toro Rosso, time satélite da Red Bull, o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Cada um deles terá de provar em 2013 que é um Sebastian Vettel em potencial para continuar com o apoio da empresa, política explícita da Red Bull, que até agora investiu alto na sua formação. Na Sauber, o papel de Nico Hulkenberg, piloto confirmado também ontem, será melhorar a já boa fase de resultados da escuderia suíça, iniciada por Sergio Perez, contratado pela McLaren.

Amanhã, das 7h às 8h30 e das 11h às 12h30, horário de Brasília, Fernando Alonso poderá ter uma ideia, nas duas primeiras sessões de treinos, da resistência que oferecerá à quinta vitória consecutiva de Vettel no campeonato. E, consequentemente, se pode ainda continuar sonhando com o título. A Ferrari do espanhol e de Felipe Massa experimentará novos componentes do conjunto aerodinâmico no circuito Yas Marina. Vettel, bicampeão do mundo, lidera a competição com 240 pontos, seguido por Alonso, com 227.

Ambos têm contratos com seus times e não viveram as desgastantes incertezas de Ricciardo e Vergne. Seu foco concentra-se na conquista do tricampeonato. O compromisso do alemão com a Red Bull estende-se até o fim de 2014 e do espanhol com a Ferrari, até o fim de 2016.

No ano passado, no dia 15 de dezembro, Franz Tost, diretor da Toro Rosso, telefonou para sua então dupla de pilotos, o espanhol Jaime Alguersuari e o suíço Sebastian Buemi, por ordem de Marko, para comunicar que estavam fora dos planos. “Não vimos neles novos Vettels”, explicou Tost. Ricciardo e Vergne não escondiam a apreensão com a demora de Marko para renovar seus contratos. Certamente sentiram-se aliviados ontem.

A Toro Rosso atravessa uma fase de transição com a dispensa do diretor técnico Giorgio Ascanelli e a contratação do competente engenheiro inglês James Key, maior responsável pelo eficiente modelo C31 da Sauber deste ano. Vergne conquistou 12 pontos e Ricciardo, nove.

Já o anúncio de Hulkenberg pela Sauber era esperado há tempos. Monisha Kaltenburn, sócia e diretora do time, precisava de um jovem de talento com alguma experiência para substituir Perez, autor de três pódios neste ano: segundo na Malásia e na Itália e terceiro no Canadá. Com a opção de risco de Lewis Hamilton – trocou a McLaren pela Mercedes –, Ron Dennis chamou o veloz e ranzinza mexicano.

Nico Hulkenberg é mesmo a melhor escolha da Sauber, segundo seu atual chefe, o indiano Vijai Mallya, sócio da Force India: “No fim de 2010 identificamos em Nico uma estrela do futuro.” Nas 17 etapas realizadas até agora, o alemão de 25 anos somou 49 pontos (12º no Mundial), cinco a mais do que o companheiro, Paul Di Resta. A lista de candidatos para compartilhar a Force India com Di Resta é longa. Entre eles está Bruno Senna, caso não fique na Williams.

A Williams não assinou com nenhum piloto. Pastor Maldonado deve renovar. O mais cotado para também correr lá é o atual piloto reserva, o finlandês Valtteri Bottas. A chance maior de Luiz Razia, brasileiro de 23 anos, vice-campeão da GP2, é assinar com a Marussia, embora negocie também com a Force India.

quarta-feira, 14 de março de 2012

GUIA F1 2012 - TORO ROSSO


16 - Daniel Ricciardo

17 - Jean-Eric Vergne

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

3º DIA DE TESTES EM JEREZ

Daniel Ricciardo voltou a surpreender no terceiro e último dia de testes livres da F-1 em Jerez de La Frontera, na Espanha.

O australiano, que participou dos três dias de testes pilotando um modelo RB5 da Red Bull, cravou o tempo de 1min17s418 e fez não apenas a volta mais rápida do dia, como também de toda a semana.

Na segunda posição, mais uma vez, ficou Paul Di Resta. O britânico, que repetiu o bom desempenho dos dias anteriores, levou a Force India a superar o mais rápido da última quarta-feira, Gary Paffett, da McLaren, que ficou com o terceiro posto.

Mike Conway levou a Brawn ao quarto lugar, seguido por Nico Hulkenberg e Bertrand Baguette.

Único brasileiro a participar da sessão, Lucas Di Grassi mais uma vez ficou muito longe do tempo mais rápido do dia e levou sua Renault apenas à nona posição.

A Ferrari, por sua vez, promoveu a estreia de três jovens pilotos: o mexicano Pablo Sánchez López, 11º colocado, e os italianos Daniel Zampieri, 12º, e Marco Zipoli, 13º.

O trio ferrarista ficou à frente apenas da "dupla" da Toro Rosso, Brendon Hartley e Mirko Bortolotti, e do chinês Ho-Pin Tung, que só andou na parte da manhã e, sob chuva, marcou um tempo mais de 10s mais lento que o de Ricciardo.

O último dia de atividades em Jerez de La Frontera marcou, também, a despedida oficial das equipes BMW e Brawn. Tanto os carros azuis e brancos quanto os campeões mundiais não mais serão vistos nas pistas. A Renault, que testou quatro pilotos nos últimos três dias, também pode seguir o mesmo caminho.

Testes - Jerez - Dia 3

1º. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), 1min17s418 (77 voltas)
2º. Paul Di Resta (ING/Force India), 1min18s736 (53)
3º. Gary Paffett (ING/McLaren), 1min18s746 (59)
4º. Mike Conway (ING/Brawn), 1min19s096 (77)
5º. Nico Hulkenberg (ALE/Williams), 1min19s226 (106)
6º. Bertrand Baguette (BEL/BMW), 1min19s356
7º. Oliver Turvey (ING/McLaren), 1min19s358 (32)
8º. Marcus Ericsson (SUE/Brawn), 1min19s382 (49)
9º. Lucas Di Grassi (BRA/Renault), 1min19s602 (123)
10º. J.R. Hildebrand (EUA/Force India), 1min19s873 (41)
11º. Pablo Sánchez López (MEX/Ferrari), 1min21s452 (39)
12º. Daniel Zampieri (ITA/Ferrari), 1min21s279 (42)
13º. Marco Zipoli (ITA/Ferrari), 1min21s725 (41)
14º. Brendon Hartley (NZL/Toro Rosso), 1min22s493 (50)
15º. Mirko Bortolotti (ITA/Toro Rosso), 1min23s271 (34)
16º. Ho-Pin Tung (CHN/Renault), 1min32s477 (40)

Fonte: Tazio

TESTES DA F-1 EM JEREZ: ALGUÉM EXPLICA?



Alguém poderia me explicar este novo acessório aerodinâmico utilizado pela Red Bull no carro de Daniel Ricciardo?