quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2003

Até a pé nós iremos à Interlagos ver o GP Brasil de Fórmula 1. Esta frase me lembra muito a situação que vivi no GP de 2003. No sábado foi só alegria, um sol para cada um e um Rubens Barrichello super inspirado, fez com que todos vibrassem com uma pole-position conquistada na marra.

Como é bom ver um piloto brasileiro na pole-positon do GP em que tanto sonhou em ganhar. A expectativa era de que, enfim, isso pudesse ocorrer.

Porém o domingo amanheceu diferente, um clima estranho tomava conta da cidade, um misto de frio, chuva e sol era a sua característica. Mas este clima estranho ficou ainda pior quando chegamos no local de saída dos ônibus especiais para Interlagos. Simplesmente não havia ônibus porque os motoristas resolveram protestar e fazer greve. Enquanto alguns fechavam pacotes astronômicos com os motoristas de taxi, conseguimos convencer o coordenador das compras a fechar uma única Kombi, só de ida, para Interlagos.

Chegando em Interlagos, os ventos começam a mudar de direção e o tempo nublado se transforma em uma chuva homérica, para quem estava na placa dos 50m, mal dava para enxergar a saída dos boxes, era chuva que não acabava mais. Não adiantava nem reclamar com São Pedro, tamanha era chuva, quanto mais reclamávamos e virávamos de costas para pista, mais a chuva virava em nossas direções. Capa de chuva, pouco adiantava...festa, brincadeiras na arquibancada...não...o silêncio tomava conta do autódromo a espera de boas notícias.

A primeira não foi nada boa, a curva do lago estava simplesmente alagada e pela rádio que também transmite o GP as informações eram de que não haveria corrida. O desespero tomou conta de todos, ninguém sabia ao certo o que fazer. Alguns foram embora, outros ficavam atônitos.

Uma pseudo tranquilidade só veio quando o Safety-car passou pela reta, era o indicativo de que poderíamos ter corrida, mas ao parar na curva do lago a cena mais desesperadora, o volume de água era tanta que a pequena poça batia na metade da porta da Mercedes, parecia carro em alagamento na Marginal Tietê.

No famoso jeitinho brasileiro, pás e picaretas foram levadas às pressas ao local e buracos para escoar a água foram abertos rapidamente, o problema continuava pois a chuva não parava. Mas como um aviso, 1 hora antes da largada ela foi diminuindo e com isso a água foi escoando, escoando até ficar só o barro na pista.

Mais uma vez o pessoal de apoio teve que trabalhar as pressas para limpar a pista e quando estavam acabando, os primeiros roncos dos motores foram ouvidos. Não eram os roncos da Fórmula 1, mas daquela categoria que seria o embrião da SuperClassic (hoje Classic Cup), com um DKW puxando a fila com uma frase no mínimo curiosa: STOP BOMB IRAQ. A guerra do Iraque havia começado a poucos dias, e o intrépido piloto chamado Flávio Gomes deu o seu recado enquanto narrava as voltas pela pista. Atrás dele vários carros que fizeram história no automobilismo nacional, DKW's, Brasílias, Fuscas e até o Patinho Feio estavam presentes...o sorriso voltou a tomar conta de todos.

Assim, sem atrasos, mas sem largada a corrida foi iniciada, e o resto da história todos nós conhecemos...muita confusão, que culminou na maior decepção do final de semana: o abandono do Rubinho com uma suposta pane seca. Um acidente no fim e uma vitória inesperada, esse foi o resultado de toda essa corrida.

Por fim a volta para casa que demorou 4 horas e meia, com chuva à espera dos ônibus certos rumo a tão sonhada cama.

Resultado final
1 - Giancarlo Fisichella - Jordan-Ford
2 - Kimi Raikkonen - McLaren-Mercedes
3 - Fernando Alonso - Renault
4 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
5 - Heinz-Harald Frentzen - Sauber-Petronas
6 - Jacques Villeneuve - BAR-Honda
7 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
8 - Jarno Trulli - Renault
Pole-position - Rubens Barrichello - Ferrari

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Cristian Fittipaldi, 1994

ESPECIAL GP BRASIL - PARA QUEM VAI: A MOCHILA

Talvez o item mais importante da preparação para ir à corrida, é a bendita mochila que deverá ser levada. Nela deverá conter praticamente todos os itens para se sentir a vontade e não depender de nada da estrutura de alimentação do autódromo.

Assim, como no outro post, falarei sobre o que faz parte da minha mochila. São apenas recomendações, mas muitas dessas coisas você encontrará em 90% das mochilas que todo ano esta lá e já pegou as mais diversas situações.

Vamos lá: primeiramente que tipo de mochila levar? Isso varia muito de acordo com o gosto pessoal, mas o que acho interessante e não abro mão, é pelo menos um compartimento da mochila que seja impermeável. Para quem lembra do ano passado e de 2003, sabe do que estou falando. Sempre tem algo na mochila que você não gostaria que tivesse molhado. Algumas mochilas também possuem compartimento térmico. Isso é bem legal também. Mais abaixo vocês entenderão o por que:

- Máquina fotográfica e pilhas: apesar de hoje em dia quase todas as câmeras possuírem bateria, ainda há aquelas que utilizam pilha. E claro, no mínimo uns dois ou três pares de pilhas reserva. Afinal, vai ter bastante coisa para fotografar e filmar.

- Protetor solar: sim, isso é ítem mais do que obrigatório em todas as mochilas. Não importa se faz frio, calor, vento ou chuva. Você será zuado por um tempinho enquanto passa, mas fique tranquilo, vai chegar a sua vez de zuar os outros. Afinal, quem é figurinha carimbada do setor G sempre leva, sempre passa, sempre é zuado, e sempre zoa quem passa.

- Óculos de sol: já falei sobre ele no ítem das roupas, mas nunca é demais reforçar. Eles são importantes, principalmente se estiver um dia aberto.

- Radinho de pilha ou celular com rádio am/fm: Lá do setor G é impossível ouvir o narrador do autódromo, então você terá que acompanhar pelo rádio. A não ser que você queira ficar enchendo o saco dos outros perguntando como está a situação na pista.

- Capa de Chuva: Quando chove em Interlagos, simplesmente não cai água do céu, pelo menos por alguns minutos parece que pegaram a represa que tem do lado e viraram sobre a nossa cabeça. Ou seja, aquelas capinha de "dois real", que serão vendidas por "dé real" na hora que começar a chuva não irão adiantar muita coisa. Pelos mesmo "dé real" você consegue comprar uma capa que irá te proteger mto mais da chuva. São encontradas em lojas de departamento.

- Shorts ou Bermuda: Como o meu físico de chassi de grilo não permite que eu passe muito calor, sempro levo uma bermuda na mochila para a hora que começa a esquentar o tempo.

- Chinelo e par de meia: Sim, caros leitores, eu levo um confortável par de Havaianas na mochila. Não para ficar andando pelas dependências, mas por uma simples razão: A chuva. Nos primeiros pingos já coloco o chinelo e guardo o tênis e as meias dentro da mochila. Quando acaba a chuva, meus pés estão gelados e molhados. Se eu tivesse de tenis estariam da mesma maneira, mas com o par de meia que levo a mais, posso secar o pé, colocar meias limpas para manter o pé aquecido dentro do tenis seco e aí é um problema a menos. Isso vai do gosto de cada um, muitos acharão frescura, outros aprovarão a idéia.

- Pacote de bisnaguinha: Sim, isso mesmo, aquela Binsaguinha da Seven Boys. Eu acho que ela foi inventada por alguém que gostava de passar os finais de semana em autódromos. Em casa abro o saco, preparo sempre algumas derivações de bisnaguinha com queijo e salame e também com queijo e presunto. Volto-as para o saco e com isso sei que não preciso gastar uns R$6,00 num espetinho de churrasco frio, ou em uma pizza borrachuda com muito óleo e pouco sabor.

- Bolacha: sempre é bom levar um ou dois pacotinhos de bolacha. Muita gente leva, então não estranhe se você levar um pacote de bolacha de chocolate e acabar terminando o final de semana com um pacote de bolacha de morango. O cooperativismos é sensacional!!!

- Sucos de caixinha: aquelas embalagens do tamanho das de toddynho são muito bem-vindas. Afinal, não permitem entrar com latinhas e garrafas de plástico, independente do tamanho. Todo ano a organização fala que até 600ml pode, mas na hora, a Polícia Militar não permite. Então, evite um transtorno e o desperdício. Sempre tem um outro que consegue entrar com latinhas, mas eu, particularmente, prefiro não correr o risco.

Enfim, por alguns desses motivos, acho interessante a mochila possuir um compartimento impermeável e outro térmico. Claro, não são todas as mochilas que possuem isso, mas você pode improvisar. Uma sacolinha de supermercado dentro da mochila já protege o tênis, a câmera e o celular numa eventual chuva. E existem modelos pequenos de bolsas térmicas que você pode colocar dentro da mochila para deixar os lanches e os sucos.

Além disso tudo, é legal deixar um espaço para um possível souvenir que você venha a comprar no autódromo.

Ah, claro, uma observação muito importante: Uma mochila não vai sozinha ao autódromo. Então se você ver uma mochila sem seu dono por perto e resolver sentar no mesmo lugar, geralmente será avisado que esse lugar já tem dono e que por algum motivo ele não está presente. Seja por ter ído ao banheiro, seja por ter ído dar uma volta, seja por ter ído comprar um souvenir. Então respeite a mochila, caso contrário levará um sonoro "DEEEEEEEEEEESCE FDP!!!" e a união da arquibancada se fará presente!!!



Bom, acredito que seja isso, caso tenham mais alguma dica além destas e aquelas que estão na nossa revista (http://www.revistaggoonews.com.br/) sobre o que levar na mochila, fiquem a vontade e comentem!

Até a próxima!!!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2002

O domingo amanheceu com muito sol em Interlagos, que poucas horas depois testemunharia uma das provas mais conturbadas da F-1 em 2002.

Ainda no warm-up, o brasileiro Enrique Bernoldi se acidentou na saída do “S” do Senna, próximo ao local em que o Medical Car se encontrava estacionado. O piloto do carro de apoio, Alex Dias Ribeiro, se preparava para sair do veículo quando Nick Heidfeld surgiu desgovernado e destruiu a porta da perua Mercedes-Benz. Dias Ribeiro escapou ileso.


As emoções continuaram na largada. Michael Schumacher ultrapassou Juan Pablo Montoya para assumir a liderança, mas logo foi tocado pelo colombiano. Montoya acabou levando a pior e perdeu o bico de sua Williams, caindo para o último lugar.

Rubens Barrichello, que corria com o carro da temporada anterior, largou em oitavo, mas assumiu o segundo lugar em apenas seis voltas. Com sua Ferrari estava mais leve do que a maioria dos carros na pista, Barrichello logo assumiu a liderança. Mas a alegria do torcedor durou pouco: na 17ª volta, problemas hidráulicos forçaram o piloto a abandonar a corrida.

A briga pela vitória ficou entre os irmãos Schumacher. Ralf seguiu Michael por quase vinte voltas, mas sem ameaçá-lo. Tranquilo, o piloto da Ferrari venceu pela quarta vez em Interlagos, mas não recebeu a bandeira quadriculada. Culpa de Pelé, que olhou para trás na hora exata em que Schumacher cruzou a linha de chegada.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Ferrari
2 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
3 - David Coulthard - Britain
4 - Jenson Button - Renault
5 - Juan Pablo Montoya - Williams-BMW
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Renault
Pole-position - Juan Pablo Montoya - Williams-BMW


Aqui, um link para a corrida completa: http://www.mgoon.com/view.htm?id=1836335

GGOO News - Edição 5 - Download PDF e Errata

Aos que pediram o download da revista em PDF, ela poderá ser baixada diretamente da 2ª alternativa de vizualização. O tamanho é de 99MB. O Link para visualizar e baixar a revista é este: http://issuu.com/ggoo_news/docs/ggoo_news_5.

E na coluna de Sandra Tarallo, ao invés de "O começo" o titulo da matéria é "A Parte Comercial e as Vezes Esportiva da F1 "

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2001

Tudo pronto para o GP Brasil de 2001. Ingressos comprados e a esperança de ver Rubens Barrichello vencer pela primeira vez no seu país natal faz com que uma verdadeira multidão invadisse Interlagos vestida de vermelho.

Após a sua primeira vitória e da sequência de bons resultados no final da temporada de 2000, esperava-se que ele pudesse fazer uma grande corrida e, por fim, acabar com o jejum que tanto o incomodava.

Mas tudo conspirou contra Rubinho no sábado, em nenhuma das 12 voltas em que ele tinha direito ele conseguiu encaixar aquela perfeita, aquela que fizesse vibrar a galera, aquela que animasse todos e incentivasse a aquele verdadeiro fervor que foi em 1999, resultado 8º no grid e uma ponta de frustração.

Chegou domingo, e pra quem gosta de corrida é o dia em que tudo acontece. Cinco horas da manhã todos de pé, últimos lanches sendo preparados, a ansiedade vai tomando conta de todos. Seis e pouquinho, todos à postos hora de sair e pegar os ônibus especiais (ainda não eram oferecidas as vans) com destino a Interlagos.

As surpresas começaram ao entrar no ônibus e perceber que o motorista não sabia direito o caminho, para ajudar um argentino se prontificou...resultado, fomos parar na avenida errada. As risadas e as insatisfações e xingamentos tomavam conta enquanto uma outra pessoa resolveu assumir o controle da situação e tentar acertar os rumos com o auxilio dos demais passageiros. Mais insatisfação e a impaciência foi tomando conta de todos. Nunca se viu tantos especialistas que sabiam chegar ao autódromo se prontificarem e conseguirem errar o caminho, sobrou pros "macacos velhos" reorientarem o motorista...

Mas tudo dá certo, como sempre, e tempos depois estávamos lá desembarcando na porta do Setor G que, por algum motivo tinha uma fila monstruosa que dava 2 voltas entre o portão do Kartódromo e o Portão 7. Nunca havia visto fila de tal tamanho. Muitos furavam fila, os vendedores ambulantes aproveitavam para vender capas de chuvas e outras "pechinchas" para inglês ver.

Enquanto a fila andava, uma vontade incontrolável de ir ao banheiro se fez presente e com o afunilamento da fila o desespero foi tomando conta e, com isso, o suor foi aparecendo. Suando frio não havia outra alternativa a não ser torcer para que a fila andasse o mais rápido possível, tarefa difícil já que a PM fazia um verdadeiro pente fino nas revistas. Quanto mais nos aproximávamos da entrada, mais incontrolável ficava a situação. Enfim passamos pela revista da polícia o alívio foi a melhor sensação naquele momento.

Passado o susto, voltamos a nossa atenção para a corrida e novas emoções aconteceriam. Após um período de marasmo, a galera se agitou quando os boxes eram abertos para a F-1. Na volta de verificação, antes do alinhamento para o grid, o carro de Barrichello apresenta um sério problema. Nas arquibancas ninguém entende nada, Rubinho corre, a equipe corre, o narrador global reza, todos torcem. Agonia.

Faltando 15 segundos para os boxes fecharem, o ronco da Ferrari toma conta de Interlagos, a galera vibra...a chance de ver Barrichello vencer estava de volta na mesa.

Veio a largada e com ela o acidente. Decepção logo cedo. Muitos pegaram, já na segunda volta, suas coisas e foram embora, os fanáticos que lá permaneceram puderam admirar a ultrapassagem clássica de Montoya sobre Schumacher...e o resto é história.

Resultado final
1 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
2 - Michael Schumacher - Ferrari
3 - Niki Heidfeld - Sauber-Petronas
4 - Olivier Panis - BAR-Honda
5 - Jarno Trulli - Jordan-Honda
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Renault
Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes

ESPECIAL GP BRASIL - PARA QUEM VAI: AS ROUPAS

Com a proximidade do final de semana mais esperado por nós, fãs de automobilismo brasileiro e aficcionados por F1, chega o momento de começarmos a arrumar as coisas para enfrentar a maratona de acompanhar de perto o evento que mais faz girar grana aqui em São Paulo.

Para começar, talvez o mais importante de tudo é quais roupas usar durante o final de semana. Aqui vou dar meus conselhos pessoais, ou seja, não é regra, não é obrigatório e se você se ferrar por causa da minha opinião, só vou poder dizer uma coisa quando acabar o GP: "Pois é, eu também me ferrei." Apesar de isso nunca ter acontecido.

Vamos lá. O que vestir durante esse final de semana de muitas emoções?

- Camisetas leves, de preferência clara e tecidos leves. Para você que é atrasadinho e não estará pintando de amarelo as arquibancadas, recomendo usar aquelas camisetas que não amassam, típica de quem faz esporte, sabem? Aquele bendito do dry-fit. Camisas escuras absorvem a luz e consequentemente geram calor. E sim, isso é muito importante para quem vai passar praticamente o dia inteiro debaixo do sol.

- Uma blusa de agasalho, moletom, jaqueta ou blusão. Para quem vai passar a madrugada na fila, é ítem obrigatório. Para quem vai chegar cedo, talvez seja, para quem quiser ficar no meio da reta oposta, provavelmente já vai ter acordado tarde, tomado café, visto a previsão do tempo e chegado a conclusão se valerá ou não a pena blusa de frio.

- Calça jeans é interessante, mas só se for aquela que você mais gosta, a mais surradinha, que praticamente vem correndo atrás de você quando te vê, sabe? Não adianta usar aquela calça que você ganhou da namorada(o) de natal e que você usa para ir nas baladinhas alheias da vida. Você não se sentirá confortável o suficiente para ficar o dia inteiro nas acomodações do autódromo. Se fizer calor então... e se chover, não vá me dizer que você não vai querer molhar sua calça novinha. Bermuda é aconselhável para os calorentos, ou para quem não vai passar a noite na fila. Eu, particularmente, sempre levo uma na mochila. Os mesmos conselhos da calça jeans, serve para bermuda. Só não esqueçam uma coisa: se optarem por levar na mochila, escolha aquela que possa amassar, dobrar e caber em qualquer lugar. Em último caso, por que não deixar na mochila aquele shorts de jogar bola que você comprou para usar no churrasco de fim do ano da empresa? Ou então aquela calça de agasalho de esporte também é bem confortável. Para a mulherada, pode ser calça de ginástica.

- Calçados: Bom, o seu TENIS mais velho (isso não significa que seja aquele que o dedão do pé fica aparecendo), mais confortável, e mais bem ventilado possível. A não ser que queiram ficar com os pés doloridos. Nada de tênis novo, por mais macio que pareça, no final do dia a chance de estar com bolhas é bem grande. E claro, MULHERADA: não me digam que vocês estavam pensando em ir de salto de qualquer tipo né? Deixa esse negócio de salto para as atrasadinhas que vão se produzir todas para nós zuarmos com os "sócios".

- Na cabeça: Boné ou chapéu e ponto final. Vale também uma adaptação muito usada por muitos de nós: Prender a camiseta na cabeça e colocar o boné para proteger a nuca. Isso vale principalmente para os nórdicos que migraram para cá.

- Óculos de sol: pode ser aquele que fica no fundo da gaveta e que você não gosta, desde que proteja os seus olhos. Ficar com a testa enrugada o dia todo é duro e com certeza quando acabar o dia seus olhos ficarão vermelhos, sua vista cansada, possivelmente dor de cabeça, sensação de desgaste bem maior que o resto da galera. Mas fique tranquilo: você não morrerá, apenas não aproveitará como os demais.

- Protetor Solar e Capa de Chuva: em Interlagos temos todas as condições de tempo em um só final de semana, para quem não se lembra, ano passado (2009), choveu muito no sábado, fez frio no domingo cedo e na hora da largada um sol de rachar.



Bom, acredito que seja isso, caso tenham mais alguma dica além destas e aquelas que estão na nossa revista (http://www.revistaggoonews.com.br/) sobre as vestimentas que devem ser usadas, fiquem a vontade e comentem!

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 2000

O GP de 2000 foi o primeiro de Rubens Barrichello pela Ferrari. Agora na melhor equipe da categoria, a torcida voltava a acreditar no sucesso do brasileiro, que carregava o fardo de ser o sucessor de Ayrton Senna.

Na largada, Mika Hakkinen e David Coulthard dispararam na frente, deixando Schumacher e Barrichello para trás. Poucas voltas depois, o escocês teve problemas no câmbio e foi ultrapassado por Rubens, que tentava acompanhar o ritmo dos ponteiros.

Com Schumacher voando volta após volta, Barrichello começava a pensar como poderia se aproximar de Hakkinen fazendo apenas duas paradas. Mas a estratégia da Ferrari (e de Rubens) não deu certo e, após sair dos boxes atrás do finlandês, Barrichello viu o motor de sua Ferrari estourar. Fim de prova para o brasileiro e decepção geral em Interlagos.

O alemão acabou vencendo a corrida, mas Hakkinen abandonou na 30ª volta com problemas no motor Mercedes-Benz. Giancarlo Fisichella, da Benetton, chegou em 2º lugar, seguido por Heinz-Harald Frentzen.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Ferrari
2 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Supertec
3 - Heinz-Harald Frentzen - Jordan-Mugen-Honda
4 - Jarno Trulli - Jordan-Mugen-Honda
5 - Ralf Schumacher - Williams-BMW
6 - Jenson Button - Williams-BMW
Pole-position - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes

(OFF MUSICAL): FERNANDO IS FASTER THAN YOU

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

ESPECIAL GP BRASIL: INTERLAGOS, HOJE


Créditos: Globo.com

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1999

Muitas das vezes poucos gestos significam muito mais do que uma grande ação, assim começou a história do GP Brasil de 1999. Numa época em que a venda de ingressos era dificultada ao extremo, você só podia comprar diretamente na bilheteria do autódromo, uma ação mercadológica salvou aqueles tiveram dificuldades de adquirí-los.

Em uma ação inédita até então, a Petrobrás que acabara de ingressar na F-1, colocou um pacote especial de ingressos à venda na sua rede de postos de combustíveis. Ao comprar o ingresso, você ficaria em um setor exclusivo (setor E), com direto a lanche no local e ainda por cima ganhava um Kit composto por uma camiseta verde, um protetor auricular, uma almofadinha para se sentar e uma capa de chuva...tudo isso por apenas R$ 120,00. Sorte dos atrasadinhos que puderam comprar esta opção de ingresso com inúmeras vantagens, principalmente de acesso.

Mais uma vez a Prefeitura de São Paulo colocava à disposição dos aficcionados brasileiros um sistema de transporte dito inteligente. Dito porque esqueciam de ensinar o caminho de Interlagos para os motoristas, então a viagem do metro república até a pista sempre rendia muitas risadas do pessoal ensinando o melhor caminho para se chegar. Como cada um sabe uma forma diferente de se chegar, muitas vezes os próprios passageiros se atrapalhavam e confundiam as bolas, o que gerava uma reclamação enorme dos demais e muitas risadas quando o motorista não se conformava com o trabalho.

Desta forma só conseguimos chegar ao setor E por volta das 9 horas da manhã na expectativa de ver Rubens Barrichello correr. Nos treinos ele deu um show à parte, contra as Mclarens do outro planeta, Rubinho conseguira o 3º tempo, mas devido à equipe em que ele estava e seus desempenhos anteriores pouca gente acreditava numa possível zebra, mas neste dia os raios intensos de sol indicavam uma coisa diferente. Surpresas estavam para acontecer.

E começaram a acontecer logo na largada, com Coulthard ficando parado e Barrichello largando bem pulando para o segundo lugar. Arquibancada em festa, gritos, ansiedade. Ninguém tirava o olho da pista...de repente a surpresa, Hakkinen fica lento, parece que a marcha certa não entrou e Rubinho passa para primeiro. De um circuito de F-1, Interlagos vira um estádio de futebol com 75 mil pessoas gritando sem parar o nome de Barrichello.

Um vibração sem tamanho, olhares incrédulos, uma alegria sem fim, algo impossível de descrever, será que era o dia? - alguns perguntavam...mas esta festa toda durou 19 voltas. O tempo de Barrichello parar nos boxes. Depois disso, ao voltar atrás de alguns pilotos que não haviam parado ainda, teve tempo para realizar novas ultrapassagens, com arrojo e coragem, reascendendo a vibração da galera. Ele chegaria facilmente no pódium, porém a sorte não acompanha Rubinho em seu GP local, e o resto está registrado na história...

Resultado final
1 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
2 - Michael Schumacher - Ferrari
3 - Heinz-Harald Frentzel - Jordan-Mugen-Honda
4 - Ralf Schumacher - Williams-Supertec
5 - Eddie Irwine - Ferrari
6 - Olivier Panis - Prost-Peugeot

Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1998

O resultado dos treinos oficiais já indicava que a etapa de 1998 seria dominada pela McLaren O time inglês dominou a primeira fila e manteve as primeiras posições na largada. Mika Hakkinen e David Coulthard realizaram uma corrida impecável e foram premiados com uma dobradinha em Interlagos.

Michael Schumacher não largou bem, mas se recuperou e ultrapassou Heinz Harald Frentzen nos boxes. No final, o alemão cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, à frente de Alexander Wurz (Benetton) e do próprio Frentzen (Jordan). Quanto aos brasileiros, Barrichello, Rosset e Diniz não completaram a prova.


Resultado final
1 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
2 - David Coulthard - McLaren-Mercedes
3 - Michael Schumacher - Ferrari
4 - Alexander Wurz - Benetton-Playlife
5 - Heinz-Harald Frentzen - Williams-Mecachrome
6 - Giancarlo Fisichella - Benetton-Playlife
Pole-position - Mika Rakkinen - McLaren-Mercedes


RACING IN SLOW MOTION

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

FOTO DO DIA

Red Bull de Mark Webber, GP da Coréia, 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1997

Em 1997, em pleno período de expansão da economia brasileira o dolar pareava o real, o poder de compra era enorme, consequentemente os ingressos, em termos proporcionais, eram mais caros do que hoje.

Na fórmula 1, o Brasil vivia um momento inusitado, Barrichello havia mudado da Jordan para a estreante Stewart, Ricardo Rossetti corria pela Tyrrell e Pedro Paulo Diniz corria pela Arrows como companheiro do campeão mundial, Damon Hill. Não havia, portanto, muitas esperanças de vitórias, nem de boas colocações.

Por um momento pensamos em desistir de irmos, a falta de dinheiro para os ingressos pesava e a falta de interesse pela corrida também. O jeito era ver a corrida pela TV, aguentando a narração do Galvão Bueno. Porém, na quarta feira antes do GP, recebo um telefonema de um parente próximo dizendo que havia ganho 2 ingressos para corrida e que, por compromissos profissionais, não poderia comparecer e que, sabendo que como gostávamos de corrida, faríamos melhor proveito deles.

Este tipo de pedido nunca deve ser recusado. Lá fomos nós buscar os ingressos. Quando abrimos os envelopes, a surpresa: os ingressos eram para o Paddock Club. Sim, aquele lugar em que ficamos no ar condicionado, que não precisaríamos dormir na fila e que a cerveja era servida gelada e em abundância.

E assim fomos nós, desde sexta feira (não poderíamos deixar de aproveitar um segundo sequer essas beneces) acompanhar toda rotina de treinos e atividades extra pistas. Ao chegar no ponto combinado, uma surpresa, um ônibus especial nos levaria até o autódromo, com direito a cafezinho e lanchinho de boas vindas.

Continuando o tratamento diferenciado, ao pisar no circuto recebemos uma mala com todas as informações do GP, informações dos patrocinadores, adesivos da Ferrari e uma camiseta exclusiva da Ferrari de 1996.

Procurei o lugar marcado no ingresso e o que vi foi uma televisão com todas as informações de tempo (uma super novidade, pois não tínhamos naquela época acesso a esses dados como temos hoje) e outra televisão com as imagens da geração comum. Pera aí, venho até aqui para ver o carros, para ouvir os barulhos, para ver a movimentação e eu vou ficar sentado no ar condicionado, não, não...não farei isso.

Assim dito, assim feito...fui procurar os melhores ângulos e não achei. A única coisa que dava pra ver legal era os treinos de parada de boxes. Me posicionei em cima do boxe de Barrichello e fiquei acompanhando a diversão. Assim passou a sexta, sem grandes atrativos, a não ser uma conversa animada com Nelson Piquet (pai) sobre as chances de volta dele às pistas.

No sábado a fartura aumentou, a comida farta era distribuida sem concentimento nenhum, o cardápio tinha até lagosta, o fluxo de modelos aumentou consideravalmente, os pilotos subiam para falar com os patrocionadores. De perto vi Barrichello (que peguei um autógrafo), Piquet, Moreno, Schumacher e Villeneuve.

No domingo, em meio a distribuição de sorvetes e energéticos, a hora da corrida foi se aproximando e só quando faltava uma hora para a corrida é que o local ficou completamente cheio. Escolhi 2 lugares para acompanhar a corrida, um com vista para o S do Senna para ver a largada e o outro em cima do boxes de Barrichello para ver o restante da corrida e as trocas de pneus e rebastecimento. Mais do que isso não se consegue ver por lá.

E assim foi, na largada uma surpresa no S do Senna com a saída de vários carros e o carro de Barrichello parado no grid. Na segunda, tudo correu dentro da normalidade e o resultado da corrida já faz parte da história.

A volta foi cheia de interrogações e uma dúvida pairava na minha cabeça. Porque pagar tudo isso, se você pode ficar no G e se divertir muito mais?

Resultado final
1 - Jacques Villeneuve - Williams-Renault
2 - Gerhard Berger - Benetton-Renault
3 - Olivier Panis - Prost-Mugen-Honda
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Michael Schumacher - Ferrari
6 - Jean Alesi - Benetton-Renault
Pole-position - Jacques Villeneuve - Williams-Renault

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Montoya e Schumacher, 2001

ESPECIAL GP BRASIL: ENTENDENDO O SETOR G



O Setor G do Autódromo de Interlagos é o setor cujo preço de ingresso é o mais barato. Porém diferentemente do preço o que é alto lá é a animação de toda a galera que vai assistir a corrida. Das brincadeiras com os atrasadinhos às verdadeiras torcidas da arquibancada, tudo se transforma numa festa só quando os carros começam a desfilar pela reta oposta de Interlagos.

Muitas vezes é no final da reta oposta que acontecem as ultrapassagens e alguns acidentes. Para você que vai no setor G, você pode escolher a melhor vista da pista, focando ou o S do Senna ou a curva do lago. Se você ficar próximo ao S do Senna (a esquerda da foto), preste atenção na simulação de largada que os pilotos fazem.

Lá no final, na placa dos 100 e 50m, o bicho pega. É onde a GGOO fica, é onde as brincadeiras imperam. Quem fica nesta parte da arquibancada, vive intensamente a corrida, é obrigado a cantar os tradicionais refrão entonados a pleno pulmões pela arquibancada.

Aproveite sua vinda ao setor G e se divirta...

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1996

Em 1996, os brasileiros apostavam suas fichas em Rubens Barrichello, que conquistou a segunda posição nos treinos de sábado. Sob uma forte chuva, os pilotos largaram em Interlagos sem saber o que poderia acontecer após a primeira curva.

As duas Williams saltaram na frente, mas Barrichello conseguiu se manter no pelotão da frente. O piloto fazia uma corrida cautelosa por conta das condições pouco favoráveis do asfalto, mas não conseguiu evitar o acidente na 59ª volta e rodou, abandonando a prova.

A vitória ficou com Damon Hill, com Jean Alesi (Benetton) e Michael Schumacher (agora pela Ferrari) completando o pódio. Quanto aos outros brasileiros, Tarso Marques (Minardi) abandonou logo na primeira volta, Ricardo Rosset (Footwork) saiu na volta 24 e Pedro Paulo Diniz (Ligier) foi o único a terminar a prova, em oitavo lugar.

Resultado final
1 - Damon Hill - Williams-Renault
2 - Jean Alesi - Benetton-Renault
3 - Michael Schumacher - Ferrari
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Mika Salo - Tyrrell-Yamaha
6 - Olivier Panis - Ligier-Mugen-Honda
Pole-position - Damon Hill - Williams-Renault


ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1995

O GP do Brasil de 1995 foi bem diferente das edições anteriores. A ausência de Senna ainda era muito sentida e, sem o ídolo, restava aos torcedores apostar em um bom desempenho dos outros brasileiros.

Rubens Barrichello ainda era um novato, mas já começava a sentir o peso da responsabilidade de “substituir” Senna no coração da torcida (o que viria a prejudicar seu desempenho ao longo dos anos). O piloto da Jordan abandonou na 16ª volta

A liderança foi disputada entre Michael Schumacher e Damon Hill, que não resistiu e rodou no “S” do Senna na 30ª volta. A vitória ficou com o alemão da Benetton, seguido por David Coulthard – substituto de Senna na Williams – e Gerhard Berger, da Ferrari.

Horas depois da corrida, a FIA anunciou a desclassificação de Schumacher e Coulthard, acusados de usarem gasolina fora das especificações. O troféu ficou com o austríaco Berger, mas por pouco tempo. Algumas semanas depois, a entidade revalidou o resultado de Interlagos, decidindo punir apenas as equipes.


Resultado final
1 - Michael Schumacher - Benetton-Renault
2 - David Coulthard - Williams-Renault
3 - Gerhard Berger - Ferrari
4 - Mika Hakkinen - McLaren-Mercedes
5 - Jean Alesi - Ferrari
6 - Mark Blundell - McLaren-Mercedes
Pole-position - Damon Hill - Williams-Renault

domingo, 24 de outubro de 2010

[OFF] CHUPETA DE LUXO!!

Tava pensando que era o que??
Mentezinha poluíííída....

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1994

A temporada de 1994 prometia ser muito boa para Ayrton Senna. O brasileiro finalmente conseguia realizar seu sonho de defender a Williams, que havia impressionado o mundo da F-1 com sua superioridade nos anos anteriores.

A pole-position de Senna animou os torcedores, que apostavam na terceira vitória do ídolo em Interlagos. Mas poucos contavam com um coadjuvante que acabou roubando a cena: Michael Schumacher.

O alemão disputou a liderança com Senna até ultrapassar o brasileiro nos boxes. O tricampeão tentou recuperar a ponta, mas acabou errando e rodando na Subida dos Boxes, abandonando a prova. Mal sabiam os torcedores de que aquele seria o último GP do Brasil da carreira de Ayrton Senna...

Resultado final
1 - Michael Schumacher - Benetton-Ford
2 - Damon Hill - Williams-Renault
3 - Jean Alesi - Ferrari
4 - Rubens Barichello - Jordan-Hart
5 - Ukio Katayama - Tyrrell-Yamaha
6 - Karl Wendlinger - Sauber-Mercedes
Pole-position - Ayrton Senna - Williams-Renault

Fonte: 4 Rodas

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Kimi Raikkonen, 2007

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1993

No GP de 28 de março de 1993 em Interlagos, Ayrton Senna conseguia sua segunda vitória em casa, a 37ª na carreira e a 31ª na equipe McLaren e 100ª da McLaren na Formula 1. Nesta corrida, o rival Alain Prost liderava com Damon Hill na segunda posição. Senna não conseguia se aproximar das duas Williams que a cada volta abria vantagem sobre o brasileiro, à vitória só poderia vim com uma ajuda dos céus, e ela veio, começou a chover forte em Interlagos, Senna foi um dos primeiros a colocar pneus de chuva o francês não trocou os pneus, bateu em Christian Fittipaldi e saiu da corrida. Senna então aproveitou e foi se aproximando de Damon Hill. E quando a pista secou ele ultrapassou Damon Hill para assumir a liderança e vencer o GP. Mas na penúltima volta, a luz que acusa a pressão de óleo acendeu, indicando que o carro estava com problemas e iria quebrar. O piloto tremeu e não olhou mais para o painel de instrumentos. Ao entrar na reta começou a rezar e ainda estava em preces quando o motor apagou, felizmente 50 metros depois da bandeirada. Como disse Senna: "Quando Deus quer...". Foi uma vitória inesquecível que mereceu uma comemoração inédita: Ao cruzar a linha de chegada, Senna foi cercado por torcedores que invadiram a pista ao virem que o carro do brasileiro estava parando. Os torcedores fizeram questão de retirá-lo do cockpit e levá-lo nos ombros aos boxes. Um momento inesquecível tanto para o piloto quanto para aqueles que acompanharam sua carreira. Senna foi simplesmente arrancado do carro e comemorou a vitória nos braços da eufórica e imensa torcida brasileira presente em Interlagos.

Resultado final
1 - Ayrton Senna - McLaren-Ford
2 - Damon Hill - Williams-Renault
3 - Michael Schumacher - Benetton-Ford
4 - Johnny Herbert - Lotus-Ford
5 - Mark Blundell - Ligier-Renault
6 - Alessandro Zanardi - Lotus-Cosworth
Pole-position - Alain Prost - Williams-Renault

Aqui a corrida completa, com a narração de Galvão Bueno:

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR F

Saímos da curva do Sol e começamos a reta, é nela que se encontra o setor F, perto da saída dos boxes. A grande vantagem é que o setor é coberto. Quem estava lá em 2003, viu um verdadeiro strike de carros à sua frente.

Mais perto do povão, a linguagem fica mais chula e a diversão aumenta:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AO VIVO: FÓRMULA 1 - GP DA CORÉIA 2010 (TREINOS E CORRIDA)



LEIA NA REVISTA GGOO NEWS Nº5:
* RUBENS 300: O melhor momento de Rubens Barrichello por cada equipe que passou;
* ESPECIAL GP BRASIL, SETOR G: Conheça mais sobre este grande dia e ganhe algumas dicas;
* CORRA DE KART DE GRAÇA: Uma bateria de kart para você se divertir, por conta da GGOO NEWS;
* E MAIS: GT Brasil, Fórmula Future, Trofeo Linea, Grid Girls e a opinião de nossos colunistas.



ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1992

A expectativa em torno de Ayrton Senna era a melhor possível para 1992. No ano anterior, o tricampeão havia vencido em Interlagos pela primeira vez em sua carreira e de forma brilhante, sofrida.

Mas a história não foi tão generosa com Senna desta vez. A superioridade dos carros da Williams já era evidente e a equipe dominou as atividades em Interlagos. Mesmo largando em 3º lugar, o brasileiro não conseguia se aproximar do pole-position Riccardo Patrese e de Nigel Mansell.

A decepção tomou conta do Autódromo José Carlos Pace na 17ª volta, quando Senna abandonou a prova. Os outros brasileiros também não tiveram tanta sorte: Maurício Gugelmin e o estreante Christian Fittipaldi, que já carregava o peso do sobrenome, não completaram a corrida.

No final, Mansell ultrapassou Patrese nos boxes e ficou com a vitória. A dobradinha da Williams foi completa por um então pouco conhecido Michael Schumacher, que na época defendia as cores da Benetton.


Resultado final
1 - Nigel Mansell - Williams-Renault
2 - Riccardo Patrese -Williams-Renault
3 - Michael Schumacher - Benetton-Cosworth
4 - Jean Alesi - Ferrari
5 - Ivan Capelli - Ferrari
6 - Michele Alboreto - Footwork-Mugen Honda

Pole-position - Nigel Mansell - Williams-Renault

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Rubens Barrichello, 2006

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1991

Ayrton Senna decidiu que ganharia de qualquer maneira o GP de 1991, naquela oitava tentativa.

Começou fazendo a pole, na sua característica, nos últimos segundos do treino, tendo Alain Prost no mesmo instante dividindo a pista de Interlagos:

Senna partiu na pole position e liderava com sobras até a 65ª das 71 voltas, quando sentiu que a segunda marcha não engatava. Em seguida travaram a terceira e a quarta. Quando abriu a 68ª volta, o boxe mostrou-lhe a placa informando que tinha perdido 3 segundos em três voltas para o Williams-Renault de Riccardo Patrese. Resolveu pisar mais fundo mas sentiu uma pontada nas têmporas quando a quinta marcha também não encaixou. Só restava a sexta velocidade e ainda faltavam três voltas para o fim da corrida. Aí Senna decidiu desprezar as informações do boxe e dos instrumentos do painel e acelerou para o “fosse o que Deus quisesse”. Chegou à frente do FW14 de Riccardo Patrese a insignificantes 2 segundos, mas não viu a bandeirada, porque já chorava na reta final. E depois desabafou: “Foi a vitória mais sofrida. Mas, se era o preço de ganhar em Interlagos, valeu. Foi barato”.

Resultado final
1 - Ayrton Senna - McLaren-Honda
2 - Riccardo Patrese - Williams-Renault
3 - Gerhard Berger - McLaren-Honda
4 - Alain Prost - Ferrari
5 - Nelson Piquet - Benetton-Cosworth
6 - Jean Alesi - Ferrari
Pole-position - Ayrton Senna - McLaren-Honda


20 ANOS: SENNA BICAMPEÃO NA F1

Há exatos vinte anos, no circuito de Suzuka, Ayrton Senna conseguia uma de suas maiores conquistas na carreira: o seu segundo título mundial. No mesmo palco em que havia perdido para Alain Prost no ano anterior, graças à manobra polêmica do rival, o brasileiro tomou atitude parecida e decidiu a disputa em 21 de outubro de 1990.

Começou fazendo a pole-position:
 

Depois de fazer a pole-position de número 51 em sua carreira, Senna tinha Prost a seu lado no grid. Do lado limpo da pista. Ayrton havia pedido para que a organização invertesse as posições de largada, para que o pole largasse no melhor lado da pista — pedido negado pela FISA de Jean-Marie Balestre, notório desafeto do brasileiro.

Com a bandeira verde tremulada, aconteceu o óbvio: Prost assumiu a liderança e se aprontava para fazer a curva 1 quando Senna apontou por dentro. Ao tentar fechar a porta no ínfimo espaço, o francês cometeu o erro que renderia o título a Ayrton: os dois se chocaram em alta velocidade e foram parar na brita. Estava definido o título.


Na saída do carro, o semblante dos dois pilotos demonstrava exatamente o que o resultado da prova mostrava: um Prost resignado por sofrer exatamente o que havia provocado um ano atrás e um Senna vingativo, parecendo rir raivosamente por dentro.

Depois do abandono vitorioso de Senna e derrotado de Prost, a corrida seguiu e teve uma dobradinha brasileiro no fim: de Benetton, Nelson Piquet e Roberto Moreno foram primeiro e segundo, com Aguri Suzuki completando o pódio. Foi a melhor posição do japonês na F1.

Já campeão em 1988, Senna voltaria a levar o título da categoria em 1991, também pela McLaren.

Fonte: Grande Premio

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR E

O Setor E fica localizado em cima das antigas curvas 1 e 2, bem no meio do S do Senna, por estar situado bem mais alto que a pista, vê-se dele a entrada do S, toda curva do Sol e o começo da reta oposta.

Setor coberto, com TV e alimentação. Dai vi Barrichello fazer tremer Interlagos em 1999.

Abaixo a vista:

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1990

A temporada de 1990 começava sob a égide da desconfiança e, para os brasileiros, do temor de que Ayrton Senna poderia não correr esta temporada em virtude dos seus desentendimentos com Jean-Marie Balestre, por conta da polêmica decisão do campeonato de 1989.

Após a vitória em Phoenix, Senna aparecia como um dos favoritos à vitória no GP Brasil, que enfim voltava a São Paulo, em um novo Interlagos renovado (e mutilado), que ainda guardava marcas da pista antiga.

Assim, com 10 anos, seria minha primeira corrida de Fórmula 1 presencialmente, graças a ingressos conseguidos com parentes influentes na época. No sábado ficaríamos em um dos setores VIP e no domingo no setor B, em frente aos boxes e a linha de chegada.

O que eu menos queria era ficar na área vip, meu sonho era ouvir aquele som diferente, conhecer os carros e, se der falar com os pilotos. Os brasileiros eram Senna, Piquet, Gugelmim e Moreno.

Logo que chegamos à Interlagos, um susto. Um tropicão, uma queda e lá fomos nós estrear o ambulatório do autódromo. Mas nada do que um curativo não resolvesse. Logo em seguida xingamentos, palavrões e palavras de ordem, era Balestre chegando e sendo bem recebido pela torcida brasileira.

Ao chegar no local, uma visão panorâmica nos aguardava. De lá, víamos toda a bagunça do setor G, e nossos olhos acompanhavam os carros da saída do S do Senna, a nova curva do autódromo, até por quase toda a pista, excetuando-se a largada.



Os treinos livres foram repletos de rodadas no Laranjinha e no S do Senna, quem mais deu trabalho para a equipe foi justamente Ayrton Senna que deu um passei pela terra no S do Senna, gerando um trabalho extra para a equipe Mclaren, a mangueira, a água e o sabão entraram em cena atrás dos boxes da equipe inglesa.

Assim que terminou o treino livre de sábado, os convidados puderam andar pelos concorridos boxes. Admirando os carros, tentando visualizar os detalhes, me deparo com um baixinho, andando sozinho, sem que ninguém o reconhecesse, era Roberto Moreno. De posse do livrinho oficial do GP, pude conversar com ele por alguns instantes, cerca de 10 minutos, desejei boa sorte, e que (apesar de não ter passado da pré-qualificação), o final de semana e o ano fossem bons.

Peregrinando pelos boxes, era legal ver o ambiente sisudo das grandes equipes como Mclaren, Ferrari, Williams e Benneton contrastando com o ambiente alegre e pouco preocupado da Brabham, Osella e Minardi. A turma da Brabham até deixou eu ir lá perto do carro e, claro, tirar uma foto.


Voltando, paramos no boxes da Mclaren e ai, o Senna estava em reunião com Ron Dennis...queria tirar uma foto ou pegar um autógrafo, mas não quis atrapalhar o momento, mesmo com os incentivos do pessoal. Quando decidi, o horário de visitas acabara, e o sonho de falar com Senna, se desfez (até porque, naquele momento, não imaginaria o que iria acontecer dali a 4 anos).

Fui embora feliz, ciente que no dia seguinte uma vitória veria, ainda mais com a pole de Senna. A corrida que começou animada, com boas disputas e o narigudo francês (que largara em 6º) passava a todos.

No final uma decepção, ao forçar a barra para ultrapassar Nakajima no bico de pato, um toque entre os dois acontece e o bico de Senna precisa ser trocado. Sua vitória escapava pelos dedos.

Ao voltar em terceiro, Senna tentava de todas as formas se aproximar de Berger, mas não deu.

Vitória francesa no Brasil. O Rei do Rio, Alain Prost ganhava mais uma, a sua última vitória em terras brasileiras.

Resultado final
1 - Alain Prost - Ferrari
2 - Gerhard Berger - McLaren-Honda
3 - Ayrton Senna - McLaren-Honda
4 - Nigel Mansell - Ferrari
5 - Thierry Boutsen - Williams-Renault
6 - Nelson Piquet - Benetton-Cosworth
Pole-position - Ayrton Senna - McLaren-Honda


Para ver a corrida completa, basta ver os links abaixo:

YEONGAM BY... LUIS ROBERTO

O narrador global Luis Roberto nos apresenta o novo circuito coreano que estréia na F1 nesse final de semana, "narrando" um duelo virtual entre os pilotos da Equipe Red Bull Racing. Confira:

GP DA CORÉIA - HORÁRIOS

Sex 22 Outubro 2010
Treino Livre 1 (Qui) 23:00 - (Sex) 00:30
Treino Livre 2 03:00 - 04:30
Sáb 23 Outubro 2010
Treino Livre 3 00:00 - 01:00
Treino Classificatório 03:00
Dom 24 Outubro 2010
Corrida 04:00
* Horários de Brasília (GMT -03:00)

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR D

Saímos da reta dos boxes e chegamos ao S do Senna, é lá que fica localizado o setor D. Sua vista se resume ao final da reta, de frente, aos boxes, e ao S propriamente.

Neste setor, existe telões e a comodidade de ser coberto. As pessoas que lá presenciarão o GP também não precisam dormir na fila para ter um bom lugar, basta chegar na abertura dos portões.

A vista é esta:

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1989

A última corrida no Rio de Janeiro não começou bem para Ayrton Senna. Logo na largada, o brasileiro forçou a passagem entre Riccardo Patrese e Gerhard Berger e acabou levando a pior, batendo na Ferrari do austríaco.

Senna trocou o bico de seu carro, mas não conseguiu alcançar os primeiros colocados, terminando a corrida em 11º lugar. Prost parecia caminhar tranquilo para mais uma vitória no país, mas problemas em sua McLaren permitiram a aproximação e a ultrapassagem de Nigel Mansell.

O “Leão” venceria a prova com sua Ferrari, seguido pelo próprio Prost e pelo surpreendente Maurício Gugelmin, da March. Mas se Gugelmin foi bem, o mesmo não se pode dizer de seus compatriotas. Nelson Piquet abandonou a prova na décima volta e Roberto Moreno sequer disputou a corrida.


Resultado final
1 - Nigel Mansell - Ferrari
2 - Alain Prost - McLaren-Honda
3 - Muricio Gugelmin - March-Judd
4 - Johnny Herbert - Benetton-Cosworth
5 - Derek Warwick - Arrows-Cosworth
6 - Alessandro Nannini - Benetton-Cosworth
Pole-position - Ayrton Senna -McLaren-Honda


LEGENDE A FOTO

Kovalainen

PASTOR MALDONADO ASSINA COM A WILLIAMS!

Pastor Maldonado será o companheiro de Rubens Barrichello na temporada 2011. A informação é da Revista WARM UP, braço eletrônico do Grande Prêmio. O acordo foi assinado na segunda semana de outubro em Caracas, contando com a presença de um membro da cúpula da Williams e da Petróleos de Venezuela (PDVSA), principal patrocinadora do venezuelano.

O campeão da GP2 de 2010 vai ocupar o posto que pertence a Nico Hülkenberg, campeão da categoria de base no ano passado. O motivo é simples: quatro dos patrocinadores da Williams — Real Bank of Scotland, Philips, AirAsia e McGregor — deixam a equipe de Grove ao fim deste ano. Numa linguagem mais real, o time limparia a carenagem de seus veículos como os da Brawn no ano passado e os da Sauber nesta temporada.

A Petróleos de Venezuela financiou boa parte da carreira de Maldonado, mas estava, digamos, lenta ao decidir se liberaria ou não o dinheiro esperado pelo piloto para 2011. Demorou, mas saiu: € 15 milhões, cerca de R$ 34,7 mi, que a Williams não pensou mais do que meia vez para agarrar.

Maldonado se esforçou bastante para obter sua vaga na F1. Flertou com a Hispania, mas teve a consciência de ver que, assinando, apenas gastaria dinheiro e nada poderia acrescentar por lá. Antes disso, chegou a conversar com a Sauber, que optou pelo polpudo orçamento da Telmex de Carlos Slim.

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1988

Alain Prost sempre teve muita sorte em Jacarepaguá, e a história não foi diferente em 1988. O dia começou bem para o francês antes mesmo da largada, quando a McLaren do pole-position Ayrton Senna teve problemas. O brasileiro acabou pegando o carro reserva e largou dos boxes em último lugar.

Após o sinal verde, Prost saltou do terceiro lugar rumo à liderança, posição na qual permaneceu até a bandeirada final. Em uma corrida de recuperação, Senna chegou a ficar em segundo lugar, mas foi desclassificado por ter excedido o tempo permitido para a largada ao trocar de carro. Assim, Gerhard Berger, da Ferrari, herdou o segundo lugar, à frente de Nelson Piquet.


Resultado final
1 - Alain Prost - McLaren-Honda
2 - Gerhard Berger -Ferrari
3 - Nelson Piquet - Lotus-Honda
4 - Derek Warwick - Arrows-Megatron
5 - Michele Alboreto - Ferrari
6 - Satoru Nakajimi - Lotus-Honda
Pole-position - Ayrton Senna - McLaren-Honda

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1987

O ano de 1987 ficou marcado como a temporada do tricampeonato de Nelson Piquet, mas poderia ter sido ainda melhor para o brasileiro. Isso porque o piloto da Williams tinha tudo para vencer em Jacarepaguá, mas teve de parar nos boxes para retirar os papéis picados jogados na pista, que obstruíram o radiador de seu carro.

A parada acabou beneficiando Alain Prost, que conquistou sua quarta vitória no Brasil. Piquet cruzou a linha de chegada na segunda posição, seguido por Stefan Johansson. Ayrton Senna, em sua última temporada na Lotus, abandonou na volta 50.

Resultado final
1 - Alain Prost - McLaren-TAG Porsche
2 - Nelson Piquet - Williams-Honda
3 - Stefan Johansson - McLaren-TAG Porsche
4 - Gerhard Berger - Ferrari
5 - Thierry Boutsen - Benetton-Cosworth
6 - Nigel Mansell - Williams-Honda

Pole-position - Nigel Mansell - Williams-Honda


Fonte: 4 Rodas

ESPECIAL GP BRASIL: FOTO DO DIA

Niki Lauda e James Hunt, GP Brasil de 1976

ESPECIAL GP BRASIL: CONHECENDO O SETOR M

As novas arquibancadas fixas dão um novo visual à Interlagos. Porém este visual, para o público presente neste setor se resume a largada, os boxes e a entrada do S do Senna.

É o melhor ponto para ver uma ultrapassagem no final da reta, porém, por conta do acabamento fixo do paddock, não se enxerga mais nada do que isso.

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1986

Todo ano, o público comparecia ao GP Brasil na esperança de ver uma vitória brasileira. Depois de seguidas decepções, o ano de 1986 reservava uma boa surpresa para os fãs de automobilismo. O pole-position Ayrton Senna (Lotus) largou bem e manteve a liderança até a terceira volta, quando foi ultrapassado por seu compatriota – e eterno rival – Nelson Piquet. O piloto brasiliense perdeu a ponta apenas durante suas duas paradas, mas recuperou o primeiro lugar com facilidade.

Alain Prost, que ameaçou estragar a festa dos brasileiros, abandonou no final com problemas no motor. O caminho estava livre para Nelson Piquet, que venceu a prova, com Ayrton Senna no segundo lugar. No pódio, os dois comemoraram com a bandeira brasileira, formando a primeira dobradinha do país desde 1975, quando José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi venceram em Interlagos.


Resultado final
1 - Nelson Piquet - Williams-Honda
2 - Ayrton Senna - Lotus-Renault
3 - Jacques Laffite - Ligier-Renault
4 - Rene Arnoux - Ligier-Renault
5 - Martin Brundle - Tyrrell-Renault
6 - Gerhard Berger - Benetton-BMW

Pole-position - Ayrton Senna - Lotus-Renault





Fonte: 4 Rodas

ESPECIAL GP BRASIL: PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Sexta, 5 de novembro

10:00 - 11:30 Treino Livre, Fórmula 1TM

12:00 - 12:35 Treino Livre Evento Suporte, Porsche Cup

14:00 - 15:30 Treino Livre, Fórmula 1TM

15:40 - 16:15 Treino Livre Evento Suporte, Porsche Cup Light

16:25 - 17:00 Treino Livre Evento Suporte, Fórmula 3

17:05 - 17:25 Sessão de Classificação Evento Suporte, Fórmula 3

Sábado, 6 de novembro

09:25 - 10:00 Evento Suporte, Fórmula 3

11:00 - 12:00 Treino Livre, Fórmula 1TM

14:00 - 15:00 Sessão de Classificação, Fórmula 1TM

15:10 - 15:45 Sessão de Classificação Evento Suporte, Porsche Cup

16:00 - 16:35 Sessão de Classificação Evento Suporte, Porsche Cup Light

Domingo, 7 de novembro

09:00 - 09:35 Evento Suporte, Fórmula 3

09:50 - 10:25 Evento Suporte, Porsche Cup Light

10:35 - 11:10 Evento Suporte, Porsche Cup

12:30 Desfile de Pilotos, Fórmula 1TM

13:30 Formação do Grid de Largada, Fórmula 1TM

13:45 Fechamento saída de box, Fórmula 1TM

14:00 Grande Prêmio Petrobras do Brasil de Fórmula 1TM, 71 voltas

domingo, 17 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1985

O domingo não começou bem para o Brasil. Nelson Piquet abandonou a corrida logo na segunda volta e assistiu ao domínio de Alain Prost dos boxes. Ayrton Senna, a outra esperança verde-e-amarela, deixaria a corrida na volta 18. No final das contas, o “Professor” superou Keke Rosberg, que teve problemas com o turbo, e seus outros adversários, como Michele Alboreto. O francês venceu mais uma vez no Rio, a frente de Alboreto e Elio de Angelis.

Resultado final
1 - Alain Prost - McLaren-TAG Porsche
2 - Michele Alboreto - Ferrari
3 - Elio de Angelis - Lotus-Renault
4 - Rene Arnoux - Ferrari
5 - Patrick Tambay - Renault
6 - Jacques Laffite - Ligier-Renault

Pole-position - Michele Alboreto - Ferrari

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1984

A etapa de Jacarepaguá ficou marcada por dois momentos distintos: a estreia de Ayrton Senna na Toleman e a quantidade impressionante de abandonos no Rio de Janeiro.

Nada menos do que 19 pilotos deixaram a prova, que foi vencida por Alain Prost. Além de seu talento, o francês também contou com a sorte, já que vários outros pilotos chegaram a assumir a liderança, mas acabaram abandonando.

Os representantes do Brasil não foram bem. Nelson Piquet, da Brabham, deixou a corrida na volta 32. Já o estreante Senna foi menos longe e teve de recolher seu carro na oitava volta.

Resultado final
1 - Alain Prost - McLaren-TAG Porsche
2 - Keke Rosberg - Williams-Honda
3 - Elio de Angelis - Lotus-Renault
4 - Eddie Cheever - Alfa Romeo
5 - Patrick Tambay - Renault
6 - Thierry Boutsen - Arrows-Cosworth
Pole-position - Elio de Angelis - Lotus-Renault


sábado, 16 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1983

No ano em que o Brasil foi escalado para abrir o campeonato de F-1, Nelson Piquet teve a sorte como sua grande aliada. O brasileiro, que assumiu o terceiro lugar logo na largada e rapidamente chegou ao segundo lugar, ultrapassando Alain Prost.

Foi uma questão de tempo para que Piquet tomasse a liderança, em uma arrojada manobra que levantou as arquibancadas de Jacarepaguá. A vitória em casa levou o público ao delírio, que invadiu a reta do autódromo logo após a bandeirada final.

Niki Lauda ficou com o segundo lugar e Jacques Laffite conquistou a terceira posição. Quanto aos outros brasileiros, Chico Serra, da Arrows, ficou em 9º e Raul Boesel abandonou na volta 25.

Resultado final
1 - Nelson Piquet - Brabhan-BMW
2 - Keke Rosberg - Desclassificado
3 - Niki Lauda - McLaren-Cosworth
4 - Jacques Laffite - Williams-Cosworth
5 - Patrick Tambay - Ferrari
6 - Marc Surer - Arrows-Cosworth
Pole-position - Keke Rosberg - Williams-Cosworth



Fonte: 4 Rodas

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1982

O terceiro GP do Brasil realizado no Rio de Janeiro foi cercado de polêmicas. Na largada, os carros turbo de Gilles Villeneuve e René Arnaux dispararam na frente. Keke Rosberg também saiu bem e não demorou para ultrapassar o francês.

Nelson Piquet subiu para a sexta posição e rapidamente chegou ao terceiro lugar. O brasileiro travou um belo duelo com Arnaux, levando a melhor na Curva Sul.

O show continuou pouco tempo depois. No final da Curva dos Boxes, Rosberg passou Piquet, que rapidamente deu o troco. O finlandês repetiu a manobra duas voltas depois, mas tornou a perder a posição para o brasileiro.

Piquet assumiu a liderança de forma polêmica, forçando a passagem sobre Villeneuve, que só não bateu no guard-rail graças a sua habilidade. Enquanto Chico Serra e Raul Boesel abandonavam, Piquet abriu uma vantagem de quase cinco segundos para Rosberg, vencendo a prova carioca.

O esforço de Piquet foi tamanho que o piloto acabou desmaiando no lugar mais alto do pódio. Ele foi socorrido pelo então governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, e por Rosberg, segundo colocado.

Mas o resultado de Jacarepaguá acabou sendo modificado dias depois, graças à descoberta de um engenhoso recurso que beneficiava os carros de Brabham e Williams. Explica-se: o sistema de refrigeração dos freios era feito com água, o que deixava os carros dentro do peso mínimo estipulado antes da largada.

Porém, ao longo da corrida, a água armazenada nos carros era utilizada, o que deixava os monopostos mais leves do que os das demais equipes. Como o regulamento permitia a reposição dos fluídos antes da pesagem obrigatória, os carros voltavam a ficar dentro das regras.

No final das contas, a FIA decidiu desclassificar Piquet e Rosberg, e a vitória caiu no colo de Alain Prost.

Resultado final
1 - Alain Prost - Renault
2 - John Watson - McLaren-Cosworth
3 - Nigel Mansell - Lotus-Cosworth
4 - Michele Alboreto - Tyrrell-Cosworth
5 - Manfred Winkelhock - ATS-Cosworth
6 - Didier Pironi - Ferrari

Pole-position - Alain Prost - Renault


Fonte: 4 Rodas

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ESPECIAL GP BRASIL: GP BRASIL, 1981

De volta à Cidade Maravilhosa, a etapa brasileira foi dominada por um argentino. Com a pista molhada, Carlos Reutemann largou na primeira fila, ao lado do pole-position Nelson Piquet, e logo assumiu a liderança. A prova ficou marcada por um episódio polêmico envolvendo Reutemann e seu chefe Frank Williams. Faltando poucas voltas para o fim da corrida, Williams ordenou que o argentino abrisse passagem para seu companheiro de equipe Alan Jones.

Reutemann, no entanto, ignorou o pedido e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. A atitude do piloto gerou um mal-estar com Jones, que expressou sua insatisfação publicamente após a corrida. Já Piquet errou ao largar com pneus slick, apostando que a pista secaria ao longo da prova. O tempo não ajudou e o brasileiro amargou um 12º lugar. Chico Serra, da Fittipaldi, foi ainda mais azarado e abandonou logo após a largada.

Resultado final
1 - Carlos Reutemann - Williams-Cosworth
2 - Alan Jones - Williams-Cosworth
3 - Riccardo Patrese - Arrows-Cosworth
4 - Marc Surer - Ensign-Cosworth
5 - Elio de Angelis - Lotus-Cosworth
6 - Jacques Laffite - Talbot Ligier-Matra

Pole-position - Nelson Piquet - Brabhan-Cosworth

ESPECIAL GP BRASIL: ENTENDENDO O SETOR B

É no setor B que os privilegiados vêem a largada, o pódio e a movimentação dos boxes.

O ensudercedor barulho da largada é a recompensa para quem pouco verá da corrida, apesar de ser um setor coberto.

Abaixo um exemplo: